Música afeta fortemente as mulheres grávidas

02.06.2014 ]

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As mulheres grávidas respondem à música com alterações fisiológicas mais fortes na pressão arterial do que outras pessoas.

A música pode ser suave ou agitada, pode nos fazer dançar ou nos trazer melancolia.

Em qualquer caso, a música afeta o corpo de formas diferentes, atuando sobre a pressão arterial, os batimentos cardíacos, a respiração e até mesmo a temperatura do corpo.

Isto vale para qualquer um.

Mas o que se descobriu agora é que a música provoca reações físicas especialmente fortes nas mulheres grávidas.

Música baixa pressão

Durante uma série de experimentos, as mulheres grávidas avaliaram as músicas como agradáveis ou desagradáveis de forma mais intensa, o que foi confirmado fisiologicamente verificando-se maiores alterações na pressão arterial das grávidas do que nas não-grávidas.

O Dr. Tom Fritz e seus colegas do Instituto Max Planck para Cognição Humana e Ciências do Cérebro (Alemanha), responsáveis pelo estudo, levantam a possibilidade de que essa influência especialmente forte da música sobre as mulheres grávidas pode estar relacionada com um condicionamento pré-natal do próprio bebê.

A música afetou de modo particularmente forte a pressão arterial das mulheres grávidas.

Músicas mais suaves produziram uma queda particularmente acentuada da pressão arterial, enquanto músicas agitadas elevaram a pressão arterial em apenas 10 segundos, mas caindo após 30 segundos.

“Assim, a música desagradável não causa um aumento geral da pressão arterial, ao contrário de alguns outros fatores de estresse,” diz o Dr. Fritz. “Em vez disso, a resposta do corpo é tão dinâmica quanto a própria música.”

Música para o bebê

De acordo com os resultados, a música é um estímulo muito especial para as mulheres grávidas, ao qual elas reagem fortemente.

Mas exatamente por que a música tem essa forte influência fisiológica durante a gravidez ainda permanece desconhecido.

Os pesquisadores suspeitam que os fetos respondam à percepção musical ainda no útero.

Na 28ª semana, ou seja, no início do terceiro trimestre da gravidez, a frequência cardíaca do feto já muda quando ele ouve uma música familiar. A partir de 35 semanas há até mesmo uma mudança em seus padrões de movimento sob influência da música.

http://www.diariodasaude.com.br

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É possível curar câncer sem medicamentos? apenas diminuindo o estresse?

“Os níveis de estresse são uma das principais causas do corpo se tornar ácido, o que significa que o estresse é uma das principais causas de todas as doenças.”

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Para reduzir o estresse e o pH do corpo, ouça músicas contra o estresse.

Se pudesse recomendar apenas uma coisa para eliminar o estresse, seria escutar CDs de redução do estresse. Deve usar fones de ouvido ao utilizar esta música criada especialmente para estimular o cérebro, liberando hormônios com propriedades curativas e liberando o estresse que se encontra enclausurado no organismo.

Os níveis de pH no corpo podem ser radicalmente alterados numa questão de minutos com estes importantes instrumentos. O dr. Coldwell tratou mais de 35.000 pacientes de câncer em fase terminal e conseguiu a maior taxa de cura de câncer na Alemanha. Como ele curou tantas pessoas que tinham câncer? Apenas reduzindo o estresse, sem medicamentos e sem cirurgias.

(do livro “Curas naturais que eles não querem que você saiba, de Kevin Trudeau, pp.168-169)

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Poesia e música se equivalem para a mente

06.11.2013 ]

Poesia e música se equivalem para a menteUma nova tecnologia de imageamento cerebral está ajudando os pesquisadores a preencher a lacuna entre a arte e a ciência.

Os estudos sobre os efeitos da música sobre o cérebro já são bastante numerosos – já se sabe, por exemplo, que ouvir música faz o cérebro inteiro se iluminar.

Agora, para reforçar essa ponte entre ciências e arte, pesquisadores acabam de mapear as diferentes formas com que o cérebro responde à leitura de textos escritos em poesia e em prosa.

Rede de leitura

Os pesquisadores usaram a última palavra em tecnologia de ressonância magnética funcional (fMRI), que lhes permite visualizar quais partes do cérebro são ativadas para processar diferentes atividades.

A equipe identificou atividades no que eles chamaram de “rede de leitura” do cérebro, uma região que é ativada em resposta à leitura de qualquer material escrito.

Mas eles também descobriram que a escrita emocionalmente mais carregada desperta várias regiões do cérebro fora dessa rede, que normalmente são ativadas quando a pessoa ouve música.

Estas áreas, predominantemente no lado direito do cérebro, já foram previamente responsabilizadas pelos “arrepios na coluna” causados por uma reação emocional à música.

Sentido fisiológico da arte

Quando os voluntários leram uma de suas passagens favoritas de poesia, as áreas do cérebro associadas com a memória foram estimuladas mais fortemente do que a “rede de leitura”, indicando que a leitura de uma poesia de que se gosta é uma espécie de lembrança.

Em uma comparação específica entre poesia e prosa, a equipe encontrou evidências de que a poesia ativa áreas do cérebro – como o córtex cingulado posterior e lobos temporais mediais – associadas com a introspecção.

“Algumas pessoas dizem que é impossível conciliar ciência e arte, mas as novas tecnologias de imagens do cérebro estão nos dando um crescente corpo de evidências sobre como o cérebro responde à experiência da arte,” disse o professor Adam Zeman, da Universidade de Exeter (Inglaterra).

“Este foi um estudo preliminar, mas é parte de um trabalho que está nos ajudando a ter um sentido psicológico, biológico e anatômico da arte,” concluiu o pesquisador, cujo trabalho foi publicado no Journal of Consciousness Studies.

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Sons precisos durante o sono melhoram a memória

15.04.2013 ]

Musicoterapia-250Oscilações lentas na atividade cerebral, que ocorrem durante o chamado sono de ondas lentas, parecem ser essenciais para a retenção das nossas memórias.

Estudos já indicaram que o cérebro é capaz de aprender durante o sono e que podemos “acordar” nossas memórias enquanto dormimos, o que talvez explique porque ficar sem dormir para estudar não dá bons resultados.

Agora, pesquisadores descobriram que, quando estamos dormindo, ouvir uma “música” cujos sons são sincronizados com o ritmo das oscilações cerebrais lentas aumenta essas oscilações, reforçando a memória.

Isso mostra que pode haver uma maneira fácil e não-invasiva para influenciar a atividade do cérebro humano para melhorar o sono e a memória.

“A beleza está na simplicidade de aplicar a estimulação auditiva em baixa intensidade – uma abordagem que é prática e ética, se comparada, por exemplo, com a estimulação elétrica – e, portanto, cria uma ferramenta simples para ambientes clínicos para melhorar o sono,” disse o Dr. Jan Born, da Universidade de Tübingen (Alemanha).

Os pesquisadores conduziram os testes em 11 indivíduos em noites diferentes, durante as quais eles foram expostos a estímulos sonoros precisos ou a estímulos “falsos”, sem conexão com o ritmo das ondas neurais.

Quando os voluntários foram expostos aos sons que estavam em sincronia com o ritmo das oscilações lentas do cérebro, eles conseguiram se lembrar mais de associações de palavras que tinham aprendido na noite anterior. A estimulação fora de fase com o ritmo do cérebro não produziu melhorias na memória.

Os pesquisadores acreditam que essa abordagem também possa ser usada para melhorar o sono, e não apenas a memória.

“Além disso, ela poderá ser usada até mesmo para otimizar outros ritmos cerebrais, com óbvia significância funcional – como ritmos que ocorrem durante a vigília e estão envolvidos na regulação da atenção,” disse o Dr. Born.

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br

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Músicas inspiradoras melhoram capacidade mental

21.03.2013 ]

Cerebral e emocional

cerebro-brilhanteMúsicas inspiradoras, como as Quatro Estações, de Vivaldi, induzem um estado do alerta mental mais aprimorado.

No caso das Quatro Estações, particularmente o primeiro movimento, capaz de gerar enlevo e “elevação”, resultou em uma melhoria tanto do estado de atenção quanto da memória.

O aspecto mais importante dos dados neurológicos coletados dos voluntários foi que a música deu origem a um aprimoramento de um aspecto cerebral relacionado com a capacidade de resposta emocional.

“O movimento da Primavera reforça a atividade global no interior do cérebro, mas teve um efeito exagerado sobre a área do cérebro que é importante para o processamento emocional. Parece que ele gera imagens especiais no cérebro e evoca sentimentos positivos e de satisfação que se traduziram em níveis mais elevados de funcionamento cognitivo,” diz o Dr. Leigh Riby, da Universidade Northumbria (Reino Unido).

O estilo da música parece ser crucial para o resultado: quando ouviam a Primavera, a média do tempo de resposta dos voluntários às tarefas foi de 393 milissegundos, número que passou para 413 milissegundos quando ouviam o mais melancólico Outono.

“Nosso estudo mostra que há um efeito indireto da música sobre a cognição que é criado por meio do humor, do alerta e da emoção,” diz o pesquisador.

“Este experimento mostra que a capacidade cognitiva melhora quando são introduzidos estímulos agradáveis e estimulantes,” disse ele.

As conclusões não parecem tão surpreendentes quando se leva em conta as descobertas mais recentes de que o próprio cérebro usa uma espécie de música para processar os sinais neurais, e que a música é capaz até mesmo de sincronizar os cérebros de duas pessoas.

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br

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A música pode, sim, aumentar a produtividade no trabalho!

18.08.2012 ]

Os fones de ouvido às vezes são ótimos aliados em um escritório. Seja para escapar de um ambiente que é muito barulhento – ou muito quieto – ou para fazer um trabalho repetitivo se tornar um pouco mais agradável. Muitas pessoas também costumam utilizar a música para ajudar com a criatividade ou para não perder o foco com distrações do ambiente ao seu redor.

Biologicamente falando, a melodia ajuda na liberação da dopamina – um dos responsáveis pela sensação de prazer e de motivação – em nosso cérebro. Ou seja, a música pode ter um efeito muito semelhante a comer um chocolate, sentir um aroma agradável ou ver uma bela imagem.

Em entrevista ao The New York Times o Dr. Amit Sood , médico da Mayo Clínic, disse que “a mente das pessoas tende a vagar”, e nós sabemos que mente vazia muitas vezes é sinônimo de infelicidade. “A maior parte do tempo estamos focando as imperfeições da vida. A música pode nos trazer de volta ao momento presente”, completa o Dr. Sood.

Já a Dra. Teresa Lesiuk é professora assistente no programa de terapia musical na Universidade de Miami e trabalha em uma pesquisa que visa mostrar como a música afeta o desempenho no trabalho. Em um estudo envolvendo especialistas de TI, ela descobriu que aqueles que ouviam música concluíam suas tarefas mais rapidamente, além de terem ideias melhores do que aqueles que não tinham esse hábito. E é claro que a música ainda melhora o humor do trabalhador.

“Quando você está estressado pode tomar uma decisão precipitada, você tem um foco muito estreito”, disse ela. “Quando você está em um estado de espírito positivo, você é capaz de pensar em mais opções”. Durante seu estudo, a Dra. Lesiuk também descobriu que pessoas mais velhas tendem a ouvir menos música no trabalho.

E para você, qual a trilha sonora perfeita para embalar suas horas de trabalho?

Fonte: http://canaltech.com.br

 

Música de Mozart ajuda a curar doenças graves

19.03.2008 ]

Especialistas do Instituto de Neurologia de Londres afirmam que a música de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) pode funcionar melhor que remédios tradicionais no tratamento de diversos males, até mesmo de doenças complexas como a epilepsia.

Segundo artigo publicado nesta quarta-feira (19) no jornal inglês “Independent”, os pesquisadores suspeitaram das qualidades terapêuticas da obra do compositor austríaco quando trataram um paciente de 46 anos que sofria de graves ataques epilépticos e não havia reagido bem a sete tipos de terapias (à base de remédios avançados), e nem mesmo a uma intervenção cirúrgica no cérebro.

Após uma acentuada e inexplicável melhora, os médicos descobriram que o paciente havia começado a escutar a música de Mozart durante cerca de 45 minutos por dia e que seu bem-estar vinha deste novo hábito.

A Universidade de Illinois (Estados Unidos) também relatou, após o caso do paciente inglês, uma situação parecida envolvendo uma criança portadora da síndrome de Lennox-Gastaut (variante rara da epilepsia).

Inteligência

Seguindo os indícios, os médicos descobriram que “doses” de Mozart aumentariam a capacidade matemática e visual, reduziriam o estresse e dores de artrite, além de produzir efeitos positivos no coração e em fetos, no caso de gravidez (estimulando o cérebro do bebê).

Em testes com ratos e carpas, verificou-se melhora no senso de orientação e humor (especialmente com as notas de “Eine Kleine Nachtmusik”).

A causa dos efeitos ainda não é tão clara, mas muitos especialistas afirmam que a zona do cérebro que recebe e processa a música é a mesma da percepção espacial, por exemplo. Os estímulos provocados pela complexa e refinada música de Mozart, sobretudo a sonata K448, teriam, portanto, um impacto benéfico na massa cinzenta, organizando e estimulando células nervosas precárias, em um processo comparável a impulsos elétricas.

Em testes com voluntários humanos, verificou-se que, ao escutar a sonata K448 para dois pianos, o quociente de inteligência do grupo cresceu entre oito e nove pontos. Sobre a exclusividade da música de Mozart, e não de outros compositores, os médicos arriscam que as composições do austríaco trazem uma peculiar técnica de construção musical, baseada em temas circulares com intervalos fixos e variações moduladas do motivo principal.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u383766.shtml

 

Ouvir música faz o cérebro inteiro se iluminar

16.12.2011 ]
Poder ativador da música

Cientistas da Finlândia descobriram uma nova técnica inovadora que permite estudar como o cérebro processa diferentes aspectos da música.

Em uma situação realística de “curtir a música predileta”, a técnica analisa a percepção do ritmo, tonalidade e do timbre, que os pesquisadores chamam de “cor dos sons”.

O estudo é inovador porque ele revelou pela primeira vez como grandes áreas do cérebro, incluindo as redes neurais responsáveis pelas ações motoras, emoções e criatividade, são ativadas quando se ouve música.

Cérebro iluminado

Os efeitos da música sobre as pessoas sempre foram mais assunto de poetas e filósofos do que de fisiologistas e neurologistas.

Mas os exames de ressonância magnética permitem gerar filmes que mostram como os neurônios “disparam”, literalmente iluminando cada área do cérebro nas imagens produzidas na tela do computador.

Para estudar os efeitos de cada elemento musical sobre o cérebro, o Dr. Vinoo Alluri e seus colegas da Universidade de Jyvaskyla escolheram um tango argentino.

A seguir, usando sofisticados algoritmos de computador, eles analisaram a relação das variações rítmicas, tonais e timbrais do tango com as “luzes” produzidas no cérebro.

Emoção na música

A comparação revelou algumas coisas muito interessantes, mostrando que a música ativa muito mais áreas do que aquelas relacionadas à audição.

Por exemplo, o processamento dos pulsos musicais aciona também áreas do cérebro responsáveis pelo movimento, o que dá suporte à ideia de que música e movimento estão intimamente relacionados.

As áreas límbicas do cérebro, associadas às emoções, estão também envolvidas no processamento do ritmo e da tonalidade.

Já o processamento do timbre depende de ativações da chamada rede de modo padrão, associada com a criatividade e com a imaginação.

Além do interesse científico, estas informações são valiosas para compositores, que poderão “mexer” em suas melodias dependendo da emoção que querem transmitir com suas músicas.

Veja outras pesquisas recentes sobre música:

Nosso cérebro toca sua própria música
Música no cinema: Um acorde para cada sentimento
Hey Jude: Tire essa música da minha cabeça!
Ouvir música faz bem para o coração

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=ouvir-musica-faz-cerebro-inteiro-se-iluminar&id=7233&nl=sit

 

Neuroacústica aplicada no tratamento de paciente com bursite aguda

Marcelo Peçanha de Paula (a), Élcio Moraes (b)
a.Psicanalista clínico, pesquisador e autor do Método Neuroacústica.
b.Psicólogo, análise bioenergértica CBT, máster practitioner em PNL.

Sumário

A utilização dos sons gravados no disco Parte 1 do Kit Neuroacústica (Estimulação e Integração dos Hemisférios Cerebrais*) é a causa mais provável da remissão completa de um caso de bursite aguda. Uma mulher com 41 anos de idade estava em tratamento médico. A paciente apresentava dor, intensa e contínua, sem apresentar alívio mesmo com o uso de compressas, além do analgésico sistêmico. Apresentava humor deprimido, queixava-se de afastamento social, insônia e tristeza. Após 7 semanas do início do tratamento medicamentoso, permanecendo com dor contínua e intensa, submeteu-se a uma sessão de psicoterapia com o uso de Neuroacústica (Estimulação dos Hemisférios Cerebrais) pelo co-autor deste artigo, profissional treinado no método, e houve a remissão total dos sintomas após 3 semanas. A metodologia da pesquisa seguiu os passos do estudo de caso, onde viabilizou-se estabelecer o confronto entre teoria e prática, visando comprovar a influência dos Estímulos Auditivos Dirigidos sobre psicossomatizações.

Palavras-chave: Hemisférios cerebrais; Neuroacústica; Psicoacústica; Estímulo auditivo dirigido; Processamento de informações; Memórias traumáticas; Bursite aguda.

1. Introdução

O Kit Neuroacústica: Estimulação e Integração dos Hemisférios Cerebrais é um método original de intervenção por meio de estímulos sonoros elaborados com tecnologia de sons 3D (sons tridimensionais) de modo a construir por modalidade auditiva os mesmos resultados obtidos com a estimulação visual e cinestésica do modelo de Processamento de Informações nas memórias traumáticas e bloqueios emocionais causados por eventos de alto impacto emocional. O Kit, contém 3 CDs composto por Parte 1 – Estimulação dos Hemisférios Cerebrais, Parte 2 – Integração do Hemisférios Cerebrais e Parte 3 – Estimulação/Integração dos Hemisférios Cerebrais (DE PAULA, 1998). A literatura disponível sobre a Neuroacústica ainda é escassa e sua confirmação científica enquanto método de intervenção em memórias traumáticas ainda necessita maiores estudos sobre suas aplicações e benefícios.

O uso do método Neuroacústica pelo autor deste artigo foi iniciado a partir de 1997 quando confeccionou os primeiros Kits. O primeiro material escrito pelo autor sobre o assunto foi “Processo Terapêutico Integrado: Neuroacústica” que contém instruções, em forma de manual, orientando e propondo protocolos para o melhor aproveitamento do material. Faz parte de uma série de escritos reportando à Menteologia como uma nova proposta de abordagem terapêutica integrada.

O “princípio ativo” do CD de Estimulação dos Hemisférios Cerebrais é a presença de um som que alterna nos canais estéreos (esquerda e direita) num intervalo regular aplicado sobre música incidental que tem a finalidade de disfarçar, ou atenuar, o incômodo que algumas pessoas sentem ao serem submetidos a estímulos contínuos e intermitentes.

O “princípio ativo” do CD de Integração dos Hemisférios Cerebrais é a presença de um estímulo que se desloca de uma orelha a outra, continuamente, dando ao sujeito a sensação auditiva de que o som transita dentro de sua cabeça a cada vez que se desloca de uma orelha a outra. Este tipo de estímulo auditivo é chamado de som transiente e seu efeito é possível mediante a utilização de um recurso de áudio chamado FADE OUT e FADE IN em cada canal de áudio do estéreo (esquerdo e direito). Também neste caso é aplicado, junto com o som integrador, uma camada de música incidental para evitar desconfortos aos usuários.

A Neuroacústica também foi utilizada com sucesso relativo num caso clínico de AVC Isquêmico da Área de Broca com diagnóstico de afasia (1997) com recuperação da fala após três sessões, com intervalo de 15 dias entre cada uma. Este caso, atendido num total de treze sessões num período de 6 meses, foi apresentado no XVII Encontro Mineiro de Musicoterapia de Minas Gerais (DE PAULA, 2006).

2. Histórico do paciente

Mulher, 41 anos, casada, cabeleireira, não-destra, sem histórico significativo de doenças e cirurgias. Dois partos normais, filho de 21 e 15 anos. Tipo sanguíneo A com Rh positivo.

A paciente relacionou seu problema ao impacto emocional da morte da mãe. A mãe havia falecido em outubro de 1998 não resistindo a uma cirurgia de ponte de safena.

Em junho de 1999, oito meses do falecimento da mãe, a paciente começou a sentir fortes dores no ombro direito e na tentativa de alívio e considerando que era algo referente à coluna fez tratamentos alternativos, os quais não apresentaram resultados esperados.

Os sintomas descritos pela paciente foram:
- Dor constante
- Dor nervosa
- Insônia por dor
- Sem alívio significativo com compressas
- Limitação dos movimentos do membro superior direito por dor e tentativa de poupar e não agravar o problema, por dificuldade de levantar o braço.
- Sentia-se muito triste
- Afastamento social por humor deprimido
- Pessoas de sua convivência chamaram-lhe a atenção fazendo observações sobre: “Você está muito decadente”, “Você está abatida”, “Você está muito triste”, “Você está muito caída”.
Não tendo nenhum alívio dos sintomas procurou atendimento médico-hospitalar. Foi atendida por um clínico geral que a encaminhou a outro médico-especialista.

O especialista diagnosticou Bursite Aguda e prescreveu analgésicos e anti-inflamatórios específicos. Ao término a paciente deveria, caso continuasse com dor, retornar e submeter-se à punção no local.

2.1. O que é Bursite Aguda:

A bursite é a inflamação dolorosa de uma bursa (um saco plano que contém líquido sinovial que facilita a movimentação especialmente de algumas articulações e músculos e reduz o atrito) (BERKOW, BEERS, BOGIN & FLETCHER 2002). É uma das Doenças das Bolsas Mucosas. As bolsas mucosas são espaços fisiológicos providos de cápsula conetiva e revestidos por uma sinovial. Formam-se nos pontos onde há atrito, pelo deslize, sob pressão, de partes moles sobre ossos ou onde a pele é comprimida permanentemente contra uma saliência óssea. As irritações mecânicas externas podem levar a um estado doloroso de irritação. Infecção, tuberculose e reumatismo provocam a inflamação aguda ou crônica (RÖSSLER 1981).

A localização mais comum é na bolsa subdeltóidea, segundo Azcona (2003). Texto encontrado em consulta à BVS – Biblioteca Virtual em Saúde (seção dos DeCS – Descritores em Ciências da Saúde). Como Doença Músculo-esquelética está catalogada nosologicamente em Artropatias (C05.550). A Bursite Aguda responde pelo código C05.550.251 (BVS, 2006). Segundo esta fonte, o sinônimo em português para Bursite é “Capsulite Aguda”.

A dor no ombro, causada por inflamação da bursa também é conhecida como “bursite do ombro”, “Síndrome do impacto”, ou ainda “Síndrome de impacto do ombro” (SGARBI 2006).

Toda vez que uma pessoa move o ombro de modo a contrair, ou irritar, a bolsa inflamada há uma reação de dor. No topo do ombro, a bursite provoca dor quando se estende o braço lateralmente, ou quando o volta para frente com a palma da mão virada para baixo. Estando a bursite localizada na parte posterior do ombro, a dor se manifesta pela torção do braço em ambas as direções. Pode haver também uma sensação de “mordida” num determinado ponto do movimento do ombro (RANDAM 2002).

As dores e a limitação dos movimentos são as manifestações mais comuns. Algumas vezes, porém, apenas o inchaço – que surge lenta e progressivamente – é que incomoda o paciente (RÖSSLER 1981). Outras vezes, os diversos tecidos do ombro tornam-se inflamados e doloridos limitando o movimento e o uso do ombro. Como resultado, a articulação pode até “endurecer”, uma condição chamada de “ ombro congelado” (IOF – Instituto de Ortopedia e Fisioterapia 2006).

2.1.1. Suas causas prováveis:

Segundo Rezende (2006) – em artigo publicado no site da Sociedade Brasileira de Reumatologia – a causa mais comum da bursite (assim como da tendinite) é o trauma local ou “overuse”. Excesso de trabalho ou jogo, particularmente se o paciente tem mau condicionamento físico, má postura, ou usa o membro afetado em uma posição forçada e desajeitada. Ocasionalmente uma infecção dentro da bursa ou ao redor do tendão será responsável pela inflamação. Pode estar associada a outras doenças como Artrite Reumatoide, Gota, ou a Artrite Psoriásica, inclusive existe uma maior freqüência nas Artrites Reativas.

2.1.2. Dados epidemiológicos:

Este problema, de ordem músculo-esquelética, é comum para pessoas de todas as idades, sendo uma das grandes causas de afastamento do trabalho (REZENDE 2006). De acordo com informações do Medical Services do Grupo Aventis Pharma (2006), acomete a faixa etária de 15 a 50 anos e o sexo predominante é o masculino.

A Bursite Subdeltóidea Aguda, como exemplo, é a causa mais freqüente da limitação da mobilidade articular que não respeita as proporções capsulares. Esta doença tem início súbito, atingindo seu apogeu em apenas três dias. O paciente refere dores de intensidade progressiva, inicialmente localizadas no ombro e projetando-se em seguida até o punho. O exame revela acentuada limitação da mobilidade. Esta afecção difere do padrão capsular pela limitação predominante da abdução, enquanto a rotação externa se revela praticamente normal. As dores costumam ser muito intensas durante os primeiros dez dias; a cura espontânea leva cerca de seis semanas. É perfeitamente possível que ocorra uma recaída dentro dos cinco anos seguintes, seja no mesmo ombro, seja no lado oposto. A calcificação do tendão do músculo supra-espinhal é capaz de provocar a bursite aguda, quando os sais de cálcio se distribuem de repente na luz da bolsa subdeltóidea (FISIOMBRO 2006).

2.1.3. O tratamento:

As orientações do IOF (2006) sobre o tratamento diz que geralmente envolve atividades alternantes, descanso e terapia física para ajudar o paciente a melhorar a força do ombro e sua estabilidade. Medicação prescrita visa reduzir a inflamação e a dor. Cita, inclusive, que a prescrição medicamentosa deve ser seguida exatamente como prescrita, principalmente no caso dos injetáveis.

Para Sgarbi (2006), o tratamento é clinico. Fisioterapia antiálgica e antiinflamatórios não hormonais. Caso haja falha do tratamento clínico por seis meses indica o tratamento cirúrgico.

Na Clínica de Dor, segundo Andrade Filho (2001), recorre-se a Bloqueios Locais produzindo interrupção do caminho nervoso, além de aplicação tópica. Aplica-se corticosteróide de longa ação por infiltração, sendo necessários de 10 a 15 ml da solução (bupivacaína a 0,25% associada à metilpredisilona 40 mg ou a outro corticosteróide de longa duração). Segundo Andrade Filho, a dor cede de 10 a 20 minutos após a administração e pode durar de 4 a 8 horas. Há necessidade de se administrar antiinflamatórios não esteroidais para se evitar dor ainda maior quando cessar o efeito do bloqueio.

Para Rössler, sempre que possível, primeiro, eliminar a causa. Na Bursite ou Polisserosite reumáticas, punção e injeção de corticóides, sinovialectomia. Na Bursite Purulenta ou Tuberlulosa, extirpação. Na Bursite Calcárea, também, instilação de predisolona, tentar, eventualmente, a radioterapia, o calor, a diatermia e, sendo o caso, extirpar partículas maiores de cálcio.

2.1.5. As complicações:

Segundo os Coordenadores Científicos do CONNECTMED, as complicações na Bursite Aguda é que além de poder evoluir para Bursite Crônica pode deslocar-se para um quadro de incapacidade física severa.

2.1.6. O Prognóstico com tratamento:

Com tratamento, espera-se ter um bom prognóstico. O IOF cita que uma cirurgia pode ser necessária para resolver os problemas no ombro, entretanto 90% dos pacientes com dor no ombro são curados com tratamento de atividades alternantes, descanso, exercícios e medicação.

O curso do tratamento pode ser orientado pela atuação de um ortopedista, ou cirurgião ortopédico, segundo o IOF. Para Rezende, a maioria dos casos de Bursite (inclui-se também a Tendinite) são auto limitados, mas se por algum motivo a remissão da lesão, ou a diminuição da dor, não está evoluindo a contento, o reumatologista, como o perito em patologias musculo-esqueléticas não cirúrgicas, é o profissional mais indicado para avaliar e tratar esta doença.

2.2. A aplicação do método Neuroacústica:

Tendo tomado a medicação prescrita e sem nenhum alívio da dor, e com muito receio de ter que se submeter à punção, submeteu-se a um atendimento psicoterápico com o co-autor deste artigo.

A paciente, após discorrer sobre seus sintomas (ver item 2.), relatou que no dia seguinte estava programada a punção já que a dor não havia cedido com a medicação.

Foi dada à paciente algumas informações sobre a possibilidade de tratar-se, em parte, de um problema psicossomático e que é como se o corpo, por influência emocional, impedisse, ou dificultasse, a ação do medicamento. Informou, ainda, que sua experiência clínica demonstrava que muitas vezes as pessoas reprimem emoções intensas como raiva, por exemplo, causando intensa sensação de tristeza, angústia pressionando o peito e que com grande freqüência este quadro associa-se a problemas fisiológicos e funcionais.

A paciente também recebeu informações sobre a influência que os pensamentos e emoções exercem sobre os processos inflamatórios, já previsto na literatura técnica.

Em seguida, passou-se ao detalhamento, em linguagem simples, o princípio de funcionamento do Método Neuroacústica, usando-se como metáfora, a idéia de que aqueles sons possibilitariam mobilizar todos os recursos emocionais (simbolizado como hemisfério cerebral direito) e seus potenciais de raciocínio analítico (simbolizado como hemisfério esquerdo) e que ao alternar sons nas orelhas esquerda e direita, facilitaria a comunicação e equilíbrio dos hemisférios cerebrais possibilitando o processamento do trauma emocional envolvido comentando, inclusive, a possibilidade de que no seu caso pelo fato de ser canhota os hemisférios podem atuar como o oposto dos destros.

A paciente recebeu orientação para regular, sob seu conforto, o nível do volume do som que sairia nos fones de ouvido além de concentrar-se no local da dor, enquanto ouvisse os sons. Durante a sessão com a Estimulação ela, provavelmente, veria em sua “tela mental” algumas imagens, lembranças, e feixes de luz. Também são esperados, de forma menos freqüente, figuras geométricas e sensações variadas pelo corpo. Mas sempre mantendo em mente a idéia de concentra-se no local da dor deixando passar tudo o mais que viesse em seu pensamento, “como se não fosse com ela”.

A sessão durou 60 minutos, o tempo de gravação do CD Parte 1. E, de forma sucinta, foi registrado as seguintes interações:

0-10 minutos, permaneceu, praticamente, sem reações dignas de nota.

10-15 minutos, disse que a dor estava aumentando e começou a apresentar expressão de dor.

15-18 minutos, disse que a dor estava seguindo pelo braço. Sua mão tornou-se enrijecida com os dedos esticados e travados. Queixou-se mais uma vez de dor intensa. Foi orientada a concentrar-se onde a dor estivesse, enquanto prestava atenção aos sons.

18-20 minutos, relatou diminuição da dor, sendo esta substituída por formigamentos nas pontas dos dedos. Foi aplicado a ela uma técnica de deslocamento de atenção/concentração de dor ensinada no Curso de Reestruturação Cognitiva (DE PAULA, 1998). Esta técnica visa concentrar, de forma focada, a atenção num único ponto do corpo e liberando todo o restante do deslocamento. Os pontos utilizados foram dois dedos, primeiro um e depois o outro, da mão que apresentava os formigamentos sugerindo “como se a dor saísse pelas pontas dos dedos”.

20-25 minutos, foi sugerido que voltasse a dirigir sua atenção ao ombro direito (ponto inicial do processo).

30-60 minutos, adormeceu e permaneceu assim até ser despertada no término do CD.

Ao término, foi perguntado como estava se sentindo. Dizia-se com um pouco de alívio da dor.

A paciente não retornou para atendimentos posteriores de seqüência. Dava retornos por telefone dizendo que a dor não voltara à intensidade de antes da aplicação dos estímulos. Passado uma semana, ela passa a relatar melhoras progressivas. Voltou a dormir bem e concluiu que estava apresentando diminuição da dor a cada dia.

Ao final de três semanas a dor havia, segundo a paciente, desaparecido completamente.

A paciente não retornou para consulta nem com o médico especialista, nem com o psicoterapeuta. Para fins de averiguação a paciente foi procurada após oito anos (maio de 2006), e durante entrevista com o autor – autorizada pelo psicoterapeuta e por ela – a paciente disse ter ficado livre da dor desde o atendimento (julho de 1998) e que não sentiu mais dor alguma neste membro, que hoje pode movimentar sem nenhuma restrição, ou limitação aparente dizendo-se curada da bursite e recuperado a alegria de viver. Sobre a morte da mãe, que segundo ela fora a causa do problema, ela considera um evento normal da vida e que atribui ao problema emocional que teve a causa principal do diagnóstico de bursite e acrescenta que na sua opinião este tipo de problema (emocional) seja comum a muitas pessoas na vida que levamos hoje em dia.

3. Estudo de Caso

Analisando o trabalho do co-autor com a paciente percebe-se que ele seguiu os passos adequados ao uso do Método Neuroacústica conforme orientação disposta no conteúdo do curso “Neuroacústica: psicoacústica aplicada” (De Paula, 1997).

Ao instruir a paciente sobre o funcionamento do processo de estimulação auditiva de forma lúdica e acessível possibilitou reunir os elementos necessários à construção do FRAME de intervenção que é o elemento diferencial do uso da Estimulação Auditiva Dirigida (De Paula).

A construção do objeto de intervenção, aqui denominado FRAME, consiste na identificação estrutural dos componentes que entende-se compõe a estrutura básica de um trauma, ou memória traumática (SHAPIRO, 1995; DE PAULA, 1997; SERVAN-SCREBER, 2004).

A importância desta conceituação é fundamental para que se compreenda que o estímulo auditivo, em suas inúmeras aplicações, pode destinar-se a resultados funcionais-orgânicos passivos (De Paula, 1997 e 2006), assim como, um instrumento clínico de intervenção específica num problema ou memória apresentado pelo paciente, sendo este o caso em estudo.

Procurou-se justificar na literatura o levantamento Caracterológico da paciente pelo qual podemos identificar elementos explicativos dos motivos pelos quais ela teria desenvolvido um processo inflamatório, desta natureza e seriedade, associado ao impacto da perda de sua mãe apenas 8 meses depois.

3.1. Dados coletados:

Para disponibilizar uma perspectiva do perfil psíquico da paciente os autores utilizaram como referência o Inventário de Análise Caracterológica de Berger (1965). Berger foi o primeiro a construir um levantamento amplo do poderíamos nos referir como a determinação quantitativa dos eixos propostos por Le Senne (1963) e tendo sua aplicabilidade confirmada por Gaillat (1976) que mensurou sua consistência como método.

Os eixos levantados no Inventário são: Emotividade (E) e não-Emotividade (nE), Atividade (A) e não-Atividade (nA), Primariedade (P) e Secundariedade (S), para a identificação do Temperamento. Para os Fatores Complementares (Berger), acrescenta-se: Amplitude de Campo de Consciência: estreito ou amplo, Polaridade (Vênus ou Marte), Avidez e não-Avidez, Interesses Sensoriais, Ternura e Secura Afetiva, Paixão Intelectual e Índice de Libido Disponível.

Gaillat faz referência a Caracterologia como Ciência do Caráter mas adverte sobre a dificuldade de consenso sobre o que venha a ser o objeto desta ciência: o caráter. Para este autor, a Caracterologia vai esforçar-se por encontrar, atrás da extraordinária diversidade dos seres, elementos psíquicos (psicológicos) comuns, e, combinando-os definir tipos de caráter. Entendendo que determinados tipos de caráter por sua peculiaridade pode envolver somatizações, psicossomatizações e até conversões emocionais em musculatura e órgãos.

Para fins didáticos os eixos utilizados para a análise do caso clínico limitar-se-ão aos três elementos que segundo literatura definem o tipo de Temperamento. Segundo Gaillat, estes três fatores – Emotividade (Símbolo E, eixo X) e não-Emotividade (Simbolo nE, eixo X´ ), Atividade (Símbolo A, eixo Y) e não-Atividade (nA, Y´), Secundariedade (Símbolo S, eixo Z) e Primariedade (Símbolo P, eixo Z´ ) – foram colocados em evidência por Heymans e Wiersma mas consolidados por René Le Senne que também os chamou de “fatores de base” e “fatores fundamentais”. Pode-se visualizar esta organização numa perspectiva tridimensional do caráter (Gráfico 01).

A análise dos dados coletados, baseados do Inventário de Análise Caracterial da paciente respondido em três momentos em perspectiva do antes e depois do processo de perda instaurado com a morte de sua mãe acrescido de um levantamento sobre sua idealização pessoal de como gostaria de se ver nos leva a concluir que nas suas respostas para o antes da perda corresponderam a seguinte fórmula caracterial E.A.S. (X,Y,Z) denominado Temperamento Apaixonado (Berger; Gaillat), com os índices quantitativos nas coordenadas “a” (5,5,7) consecutivamente (Gráfico 01 e 02).

No levantamento de como se percebia depois da morte da mãe a paciente passa a descrever-se mediante o Inventário como correspondendo a fórmula caracterial nE.nA.S. (X´,Y´,Z) denominado Temperamento Apático (Berger; Gaillat), com os índices quantitativos nas coordenadas “b” (2,4,6) consecutivamente (Gráfico 01 e 02).

Já no levantamento de como gostaria de se ver, a paciente se descreve mediante o Inventário como correspondendo à fórmula caracterial nE.A.S. (X´,Y,Z) denominado Temperamento Fleumático (Berger; Gaillat), com os índices quantitativos nas coordenadas “c” (2,5,7) consecutivamente (Gráfico 02).

Visando a compreensão de uma personalidade com suas idiossincrasias e peculiaridades a caracterologia sugere uma continuidade de suas observações unindo análise do inventário e a observação clínica como procedimentos complementares direcionados à Personologia e a Idiologia (Gaillat) representados pelos autores no gráfico 03.

3.2. Conclusão

O estudo sobre paciente em tratamento de bursite, sem sucesso na medicina convencional, e que se submeteu ao tratamento com Neuroacústica e apresenta recuperação dos movimentos normais dos membros superiores (ombros e braços), obtendo, assim, o alivio das dores, justifica-se, visto que vem comprovar que o método pode auxiliar nos tratamentos de doenças musculares, agudas e crônicas, decorrentes de esforço de superação das próprias forças, por indivíduos em situação de estresse.

De acordo Gaillat, toda ação exige do não-Ativo um esforço mais ou menos importante, será muitas vezes obrigado a apelar para sua vontade. Ao cansaço muscular propriamente dito acrescentará, portanto, o desgaste nervoso, o que aumentará o seu cansaço. No momento em que o não-Ativo ultrapassa certos limites razoáveis, torna-se com efeito vitima de esgotamento. Dado importante no caso estudado refere-se ao fato de que a paciente não é destra, o que exige dela uma superação no controle motor.

Se nos reportarmos a Dahlke (1992), quando afirma que: os ombros dizem algo sobre o tipo de conflito que se tem com o mundo, sendo que os mesmos em ângulos retos estão realmente na altura certa. Ombros caídos, “expressam resignação”, “geralmente suportam mais cargas (responsabilidades), do que são capazes, seus possuidores estão sobrecarregados”. Confrontando os dados observáveis, no comportamento da paciente notar-se-á que o diálogo interno forma a imagem do corpo (Keleman, 1995). Quando do inicio da entrevista clínica a paciente relata-nos a visão que outrem tem dela: você “está abatida”, “muito decadente”, compatível com humor deprimido apresentado pela mesma caracterizado por Gaillat como “depressão nervosa”, dando clara percepção de sua baixa auto-estima e frágil amor-próprio.

A discussão sobre os estímulos auditivos e sua aplicabilidade terapêutica não se esgota aqui. Não obstante, introduz um novo conceito nas pesquisas sobre a audição humana. A neuroacústica, De Paula (1998), pode – com os recursos que já dispõe – ser uma ferramenta fundamental na solução de traumas e diagnósticos de psicossomatizações. Inclusive, nos casos cujos trabalhos em outras metodologias não se mostram frutíferos, ou indicados (DE PAULA, 2006).

Bibliografia:

• ANDRADE FILHO, Antônio Carlos Camargo. Dor: diagnóstico e tratamento. São Paulo: Roca, 2001.

• BERGER, Gaston. Tratado Prático de Análise do Caráter. 2a ed. Rio de Janeiro: Agir, 1965.

• BERKOW, R., BEERS, M. H., BOGIN, R. M., FLETCHER, A. J. Manual Merck de Informação Médica: Saúde para a Família. Barueri: Manole, 2002.

• BVS, Biblioteca Virtual de Saúde. DeCS, Descritores de Ciência da Saúde. Disponível em http://www.bases.bvs.br Acessado em 15 de maio de 2006.

• CONNECTMED, Coordenadores científicos do. Medical Services da Aventis Pharma. Disponível nas opções de “Quadros Clínicos” seguido da opção “Bursite”. Disponível em: http://www.connectmed.com.br/mestudantes. Acessado em 10 de maio de 2006.

• DAHLKE, Rüdiger. A Doença como Linguagem da Alma. 2a ed. São Paulo: Cultrix, 2000.

• DE PAULA, Marcelo Peçanha. Curso Neuroacústica: psicoacústica aplicada. Realizado em Belo Horizonte, Minas Gerais, 1997.

• DE PAULA, Marcelo Peçanha. Processo terapêutico integrado: neuroacústica. Belo Horizonte, Minas Gerais, Fundação Biblioteca Nacional, registro: 58611, 1998.

• DE PAULA, Marcelo Peçanha. Reestruturação Cognitiva, curso. Apostila com 28 páginas, 1998.

• DE PAULA, Marcelo Peçanha. Os sons e a sua importância no equilíbrio dos hemisférios cerebrais. XVII Encontro Mineiro de Musicoterapia, Belo Horizonte, Minas Gerais, 2006.

• DE PAULA, Marcelo Peçanha. Dessensibilização e Reprocessamento de Memórias Traumáticas Utilizando Estímulo Auditivo. XIII Semana de Musicoterapia da UNAERP, Ribeirão Preto, São Paulo, 2006.

• FISIOMBRO. Caminho do Corpo. Informativo de fisioterapia. Disponível em: http://br.geocities.com/fisiombro/bursite1.html . Acessado dia 18 de maio de 2006.

• GAILLAT, Roger. Chaves da Caracterologia. Rio de Janeiro: Zahar, 1976.

• IOF, Instituto de Ortopedia e Fisioterapia. Disponível em http://www.iof.com.br/int_default.php?p=artigos/art_ombro#Bursite Acessado em 15 de maio de 2006.

• RÖSSLER, Helmut. Manual de ortopedia. São Paulo: Atheneu: Ed. Da Universidade de São Paulo, 1981.

• KELEMAN, Stanley. Corporificando a Experiência: construindo uma vida pessoal. São Paulo: Summus, 1995.

• SERVAN-SCREBER, David. Curar: o stresse, a ansiedade e a depressão sem medicamento nem psicanálise. 2a ed. São Paulo: Sá Editora, 2004.

• SGARBI, Maurício W. Moral. Unimes – Universidade Metropolitana de Santos. Disponível em: http://www.unimes.br/aulas/MEDICINA/Aulas2006/4ano/Ortopedia/Sindromes_dolorosas_do_adulto.htm Acessado em 18 de maio de 2006.

• LE SENNE, René. Traité de Caractérologie. Paris: Presses universitaires de France, 1963.

• RANDAM, Jenner. Disponível no site Saúde em Movimento, 2002. Disponível em: http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_exibe1.asp?cod_noticia=750. Acessado em 18 de maio de 2006.

• SHAPIRO, Francine. Eye Movement Desensitization and Reprocessing. 3a ed. New York: Guilford, 1995.

• REZENDE, Marcelo Cruz, MD. Sociedade Brasileira de Reumatologia. Disponível em: http://www.reumatologia.com.br/doe2.htm Acessado em 18 de maio de 2006.

http://www.neuroacustica.com/artigos/Busite%20aguda%20v%202.4c.pdf

Mozart ajuda prematuros

Estudo israelense mostra que, ao ouvir Mozart, prematuros ganharam peso mais rapidamente

A música ajuda no desenvolvimento cerebral e, também, no auxílio do tratamento de diversas patologias. Uma boa dose de Mozart não faz bem só aos ouvidos, mas ajuda a normalizar o metabolismo de crianças prematuras. Depois de expor bebês (1) nascidos antes do tempo previsto a músicas do compositor austríaco do século 18, pesquisadores da Universidade de Telavive, em Israel, notaram que eles engordaram e se tornaram mais fortes do que o esperado.

Durante a pesquisa, os nenéns ouviam meia hora de música por dia. Depois da sessão terapêutica, os médicos Dror Mandel e Ronit Lubetzky mediam o gasto energético das crianças e comparavam à média de energia consumida quando estavam deitadas. Eles descobriram que, ao ouvirem o “concerto”, os bebês gastavam menos energia do que em repouso e, com isso, precisavam de uma quantidade menor de calorias para crescer rapidamente. Segundo Mandel, professor da Universidade de Telavive, ainda não está claro como a música afetou os pequenos pacientes, mas ficou evidente que eles se acalmavam graças às composições.

Por que Mozart e não outros compositores, como Beethoven, Bach ou Vivaldi? Mandel explica que isso ainda é um mistério e precisa ser estudado melhor pela ciência. Mas ele tem um palpite: “As melodias de Mozart são repetitivas e podem afetar os centros organizacionais do córtex cerebral”, disse ao Correio. Essa área, embora pequena, abriga mais de 20 mil neurônios e é responsável pelas funções cerebrais complexas, como a percepção dos sentidos, a resolução de problemas e a detecção das qualidades básicas do som, como o tom e a intensidade.

Os pesquisadores, porém, logo começarão a explorar outros tipos de música para verificar se provocam efeitos similares em bebês prematuros. O rap, por exemplo, também tem uma frequência repetitiva e pulsante, médicos da equipe de Mandel e Lubetzky acreditam que o estilo pode evocar respostas semelhantes. Em breve, eles esperam estudar que tipo de música as mães dos prematuros ouviam quando estavam grávidas. Os especialistas pretendem expor outras crianças nascidas antes da hora às mesmas melodias para verificar se há algum efeito. Segundo Mandel, a segunda fase do estudo vai incluir peças de música étnica, pop, rap e clássicos, como Bach e Beethoven.

“Os médicos estão conscientes de que a mudança ambiental pode criar um novo paradigma no tratamento de bebês que precisam do cuidado neonatal. Nosso principal objetivo é melhorar a qualidade de vida dessas crianças”, afirma Mandel. Segundo ele, o foco da pesquisa desenvolvida na Universidade de Telavive é quantificar os efeitos da musicoterapia para, então, criar um protocolo médico baseado na técnica.

Estimulação

Embora não sofram de nenhuma patologia, os primos Felipe, 5 meses, e Catarina, 1 ano e 7 meses, são frequentadores assíduos das oficinas de musicoterapia do Centro de Desenvolvimento Passo a Passo, em Brasília. Uma vez por semana, eles participam das sessões, com o objetivo de estimular o desenvolvimento. O psicólogo e musicoterapeuta Bruno Cesar Fortes explica que, até os 5 anos, as sinapses neuronais estão em formação e, se houver incentivos externos nessa fase, a potencialidade para algumas funções cognitivas serão mais ativadas.

Mãe de Catarina, a advogada Ana Paula do Nascimento conta que, desde que estava grávida, discutia com o marido as atividades de que a menina iria participar na primeira infância. “Acho que a musicoterapia ajudou a Catarina a ser uma criança mais segura. Ela encara mudanças com muita traquilidade e se adapta superfácil”, conta. “Meu marido não acreditava muito, mas, depois que começou a ver a desenvoltura da Catarina, nem precisei convencê-lo”, diz a enfermeira Juliana do Nascimento Simão, mãe de Felipe.

Na terceira sessão de musicoterapia, o bebê já interagia com Bruno, vocalizando alguns sons e batendo as mãozinhas no tambor. De acordo com o psicólogo, porém, não adianta apenas estimular o desenvolvimento cognitivo das crianças, se não for feito um trabalho voltado à afetividade. “Temos de priorizar o emocional porque a pessoa não vive sem atenção, carinho, afeto e proteção. Isso é o mais importante”, diz. Nas aulas com os nenéns, 20 minutos são destinados aos acalantos, canções mais relaxantes, nas quais os nomes das crianças são citados para reafirmar a identidade delas. “Cantar para o bebê é a estimulação do amor”, diz.
- (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press )

Autismo

A musicoterapeuta Clarisse Prestes, que trabalha com crianças autistas, ensina que, para cada objetivo clínico, há um tipo de abordagem mais indicada. No caso dos pacientes que atende, por exemplo, sons repetitivos podem ser uma experiência negativa. “Nem sempre a música faz bem. O leigo pode ignorar algumas coisas e fazer mal a quem está ouvindo. O autista tem comportamentos fixos e repetitivos. Se é colocado um CD na frente dele, e ele ficar repetindo a mesma música, esse comportamento estará sendo reforçado”, afirma.

Há dois anos e meio, Clarisse atende crianças com o problema. Ela explica que o autismo é uma patologia cíclica — há picos de melhora e piora —, mas que com a musicoterapia tem apresentado bons resultados. “A música tem esse jeito de perguntar sem ser invasiva. Quando a criança tem autismo, a primeira coisa que os pais fazem é tentar que ela fale, então já levam para o fonoaudiólogo. Com a música, o autista consegue se soltar mais por meio da linguagem não verbal, porque sente que não há toda essa cobrança”, diz.

Com a psicóloga Carolina Leão, do Hospital Regional da Asa Sul (Hras), Clarisse pretende apresentar um projeto à Secretaria de Saúde do DF para a expansão do atendimento público a diversos tipos de pacientes. Carolina, que atende crianças no hospital, participou de oficinas de musicoterapia para estimulação na Universidade de Brasília. Ela conta que havia crianças com lesões cerebrais, para as quais a atividade teve um efeito surpreendente. “Elas desenvolveram a linguagem muito mais, comparando-se às crianças que não participavam do programa. O desenvolvimento geral foi acima do esperado”, diz.

Na rede pública do DF, a musicoterapia ainda é recente e está presente em três unidades — em um centro de saúde para adolescentes de Santa Maria, na área de gestantes de alto risco do Hras e para pacientes terminais do Hospital de Apoio. A técnica foi incorporada ao Núcleo de Medicina Natural e Terapêuticas de Integração da secretaria em 2008, por intermédio da nutricionista e musicoterapeuta Soraya Terra Coury, coordenadora do serviço.

No fim de 2007, ela ajudou a implementar a pós-graduação na área, oferecida pela Escola Superior de Ciências da Saúde do GDF. Atualmente, há duas turmas formadas, sendo que oito profissionais que frequentaram o curso trabalham na rede pública. Segundo Soraya, a ideia é expandir o serviço, mas, como há poucos servidores especializados em Brasília, por enquanto, só será possível levar a musicoterapia à pediatria do Hospital de Base. “É possível que o Hras também aumente o serviço, estendendo às crianças”, diz.

Entusiasta da técnica, Soraya conta que as aplicações são diversas: vão da prevenção de doenças ao auxílio na reabilitação de paciente. Para idosos que sofrem de problemas neurológicos, como o mal de Alzheimer, é uma ótima opção, pois, segundo a especialista, o ritmo, a melodia e a harmonia ajudam a reaver as conexões neurais perdidas. “O ser humano tem uma ligação com o som desde a vida intrauterina. Por isso, a música tem um poder tão grande de mobilizar”, afirma.

Método barato

Um outro estudo divulgado no ano passado nos Arquivos de doenças da infância, publicação científica de Londres, também mostrou a influência da música na recuperação de prematuros. Segundo os autores da pesquisa, as canções ajudaram os bebês a ganhar peso mais rápido, o que foi considerado por eles um método simples, barato e eficaz de tratamento nas UTIs neonatais.

fonte: http://www.musicoterapiabrasil.org/Novo/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=635&Itemid=2

http://www.yogachikung.com.br/energia-das-formas/musicoterapia/mozart-ajuda-prematuros

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