Gurgel apresenta seu pioneiro carro elétrico em 1974

Em 1974 a Gurgel apresentava um pioneiro projeto de carro elétrico. O Itaipu – alusão à usina hidrelétrica – era bastante interessante: ótima área envidraçada, quatro faróis quadrados, um limpador sobre o enorme pára-brisa, que tinha a mesma inclinação do capô dianteiro. Visto de lado, era um trapézio sobre rodas. Era um minicarro de uso exclusivamente urbano para duas pessoas, fácil de dirigir e manobrar, que usava baterias recarregáveis em qualquer tomada de luz, como um eletrodoméstico.

Um dos modelos elétricos se chamaria CENA – carro elétrico nacional -, nome que ressurgiria no projeto do BR-280/800, com o “e” representando “econômico”. Mas os problemas de durabilidade e peso das baterias, consumo e autonomia são até hoje um desafio, inclusive nos países mais desenvolvidos. Infelizmente o projeto não vingou, mesmo depois de várias tentativas de seu criador para conseguir parcerias em financiamentos, incentivos e pesquisas. Mas deu origem a outros, anos depois.

Depois de cinco anos de estudo, outro veículo de tração elétrica, o Itaipu E400, ia para os primeiros testes em 1980. Tratava-se de um furgão com desenho moderno e agradável. Sua frente era curva e aerodinâmica, com amplo pára-brisa e pára-choque largo com faróis embutidos. Nas laterais havia somente os vidros das portas, com quebra-ventos; o resto era fechado.

itaipuE400

O painel era equipado com velocímetro, voltímetro, amperímetro e uma luz-piloto que indicava quando a carga estava por acabar. As baterias eram muito grandes e pesadas, cada uma com 80 kg e 40 volts. O motor elétrico era um Villares de 8 kW (11 cv) e girava a 3.000 rpm máximas. Apesar da potência ínfima, os elétricos conseguem boa aceleração porque o torque é constante em toda a faixa útil de rotações. Tinha câmbio de quatro marchas, embreagem e transmissão.

O consumo, se comparado a um carro a gasolina, seria de 90 km/l, mas a autonomia era pequena, de apenas 80 quilômetros. Para recarregar eram necessárias em média 7 horas numa tomada de 220 volts. Devido a este fator, era um veículo estritamente urbano. A velocidade máxima estava por volta de 80 km/h, em grande silêncio – uma das grandes vantagens de um carro elétrico é não poluir com gases nem com barulho. Primeiramente foi vendido a empresas para testes.

Fonte: http://www2.uol.com.br/bestcars/classicos/gurgel-2.htm

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