Itaipu Binacional faz carro elétrico

Empresas do setor de energia se anteciparam às montadoras e estão desenvolvendo, no Brasil, veículos elétricos que podem ser abastecidos na tomada.

Em países como Estados Unidos e Japão a iniciativa partiu da indústria automobilística, preocupada com o avanço do preço do petróleo.

No mercado brasileiro, um grupo liderado pela Itaipu Binacional deve lançar o primeiro carro movido a eletricidade até o fim do ano.

A demanda inicial é pequena e será destinada exclusivamente para frotas das próprias empresas de energia, como Eletrobrás e CPFL, que encomendaram seis veículos.

A Itaipu pretende agregar à sua frota 26 carros e a KWO, dona de usinas hidrelétricas na Suíça, pediu 4 unidades. Todas são parceiras no desenvolvimento do veículo elétrico. A Fiat também participa com o fornecimento do modelo Palio e assessoria técnica.

“Entendemos que o setor elétrico brasileiro pode representar uma força grande de demanda”, diz o coordenador do projeto da Itaipu, Celso Novais. Também participam a Copel e a Cepel e há negociações com Furnas e Cemig. O Palio Elétrico não será vendido para pessoas físicas. “O projeto implica compromissos sociais, como geração de empregos.”

O modelo custaria hoje entre US$ 20 mil e US$ 25 mil (R$ 44 mil a R$ 55 mil), mas os fabricantes esperam que, ao longo de cinco anos, os custos sejam reduzidos. A economia com combustível permite o retorno do investimento, além do benefício ambiental. A empresa que fará a montagem dos veículos nas instalações da Itaipu, no Paraná, está em fase de seleção, e deve ser do ramo de oficinas especializadas. Sozinha, a Itaipu vai investir US$ 750 mil no projeto.

“É um salto muito importante para o Brasil a entrada das elétricas nesse projeto”, diz o diretor do Instituto Nacional de Eficiência Energética (Inee), Jayme Buarque de Hollanda. A entidade promove em São Bernardo, no ABC paulista, o 4º Seminário e Exposição de Veículos Elétricos. O evento termina hoje.

FROTA

De acordo com Hollanda, o Brasil avançou no desenvolvimento de ônibus elétricos, veículos especiais como carrinhos de golfe e empilhadeiras. A Evader, de Manaus, deve iniciar em breve a produção de motos elétricas.

A Eletra, empresa de ônibus de São Bernardo, tem 38 veículos elétricos híbridos (rodam com diesel e eletricidade). Nos próximos anos, espera aumentar a frota em 119 veículos para atender o Expresso Tiradentes, corredor que será inaugurado em São Paulo na linha do Fura-Fila.

Também há produtos importados como o patinete Segway, dos EUA. A representante da marca no Brasil, a SGH, vendeu 80 unidades em dez meses, por R$ 25 mil, preço de um carro popular. O veículo de transporte individual é usado, por exemplo, em shoppings e universidades, diz Luciano Ribeiro. Com 8 horas na tomada o Segway roda 40 quilômetros.

O diretor-presidente da Associação Brasileira de Veículos Elétricos, Antonio Nunes Junior, calcula que, no mundo todo, há cerca de 700 mil automóveis elétricos híbridos, a maioria nos EUA. A economia varia de 35% a 60% dos gastos com uso de gasolina ou álcool.

Edward Kjaer, diretor da empresa Southern California Edison, afirma que o Brasil está à frente de outros países no uso de combustível alternativo com o álcool. “Mas tem outra oportunidade única de combinar o uso do álcool com a energia elétrica.” A Califórnia consome 2 milhões de veículos por ano, quase a produção total brasileira. É para essa região que a empresa brasileira Obvio! está desenvolvendo um minicarro elétrico para 2007.

Fonte: http://www.logisticasistemica.com

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Uma resposta

  1. De fato é um grande progresso a utilização da energia elétrica em veículos automotores. Porém, o debate entre a produção de petróleo e álcool, hidroelétricas, veículos e extração de energias alternativas está apenas no seu início. Conforme temos veiculado no BLOG do site, nem o petróleo está em extinção, nem hidroelétricas são isentas de poluir, nem as grandes florestas sequestram carbono e ainda emitem metano como as represas, nem o sistema de baterias recarregáveis será o futuro dos veículos elétricos. Os modelos autógenos elétricos e não elétricos já estão em desenvolvimento e o petróleo terá sua continuação de produção em adaptação ao mercado de químicos não combustíveis juntamente com carvão e xisto. A mentira de que o CO2 produz aquecimento atmosférico também já está denunciada.

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