Dieta Musical: Alimente sua mente com música de qualidade!

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Antônio de Assis Neves Júnior

Atualmente, o que vemos com freqüência são as academias sempre lotadas, as pessoas muito preocupadas com a estética corporal, o que não é problema desde que seja feito acompanhamento adequado dos exercícios e alimentação.

Estendendo um pouco sobre a alimentação, essa é de suma importância, pois, temos a plena consciência de que por mais que gostamos ou não, existem alimentos que fazem bem ou mal à nossa saúde dependendo de várias variáveis tais como biótipo, cultura, clima, estação do ano, hora do dia, carga diária de exercícios dentre outros. O mesmo também se pode dizer dos sons que nos rodeiam – música, ruídos, barulhos etc – por mais que gostemos ou não, existem musicas e/ou sons que fazem bem ou mal à nossa saúde. Fazendo uma analogia com a alimentação podemos dizer que: por mais que gostemos de Mc Donald’s, isso necessariamente, não fará do sanduíche um alimento adequado à nossa saúde; o mesmo serve para aqueles que gostam de escutar músicas dissonantes.

Está comprovado cientificamente – o que empiricamente já se é há centenas de anos – a ação vibratória que os sons desempenham sobre nosso organismo, agindo tanto no nosso pavilhão auditivo como nos nossos mecanorreceptores da pele e também diretamente nas nossas células.

Papiros médicos encontrados por Flandres Petrie mostram que no antigo Egito, 4.500 a.C., já se usavam alguns sons musicais, instrumentais e/ou vocais para fins terapêuticos. O livro clássico da medicina tradicional chinesa Huang Di Nei Jing, mostra que na conversa entre o Imperador Huang Di (2704-2595) e o médico da corte Qi Bo, a utilização e influência da música e sons no organismo dentro da teoria do Yin-Yang e dos 5 Elementos. Segundo Platão: “O HOMEM, que se exercita na ginástica, ganhará força e ousadia; se, porém, não se ocupa também da música, será um animal feroz, que emprega a todo momento a força e a violência. As musas deram ao homem a harmonia musical, para regular por ela os movimentos da alma e, com o auxilio do ritmo, reformar as maneiras desgraciosas e desmedidas”. Na bíblia (I Samuel, Cap. VI, vers. 23): “quando o mau espírito se apoderava de Saul, David tomava sua harpa e Saul se acalmava, punha-se melhor e o espírito maligno dele se afastava”. Assim durante toda a história existem relatos do uso da música e sons de forma terapêutica e curativa.

Na atualidade médicos como o otorrinolaringologista francês, Alfred Tomatis vêm desenvolvendo trabalhos sobre a musicoterapia; esse pesquisador entre outros constataram modificações consideráveis do organismo com a utilização da música e sons. Alteração das ondas cerebrais, do ritmo cardíaco, da pressão arterial, da temperatura corpórea, alívio de tensões musculares, fortalecimento da memória e do aprendizado, ativação do sistema imunológico, estimulação da digestão, aumento do limiar de dor, fortalecimento da energia sexual, dentre outras inúmeras atuações a serem estudadas e descobertas.

Apesar de os índios Tupis-guarani praticarem a musicoterapia há anos no Brasil, oficialmente, foi introduzida pelo psiquiatra argentino Rolando Benenzon, em 1972, e neste mesmo ano criou a faculdade de Musicoterapia no Rio de Janeiro, que foi regulamentada em 1978. Hoje musicoterapia é estudada e praticada em instituições oficiais em Curitiba, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.

Desta forma, reflita sobre sua dieta musical, assim como se faz com a dieta alimentar, pois a música como os alimentos nutracêuticos podem previnir doenças; e se bem empregadas por musicoterapeutas podem até curá-las como faz a alopatia, homeopatia, fitoterapia e acupuntura, tendo cada qual suas devidas indicações e integrações.

Mesmo sabendo que músicas dissonantes – como alguns tipos de rock, heavymetal, trance – nada mais fazem que aumentar os batimentos cardíacos e respiratórios causando euforia e criando situações no organismo que em muitas formas são destrutivas, aqui seguem exemplos de musicas que se pode agregar ao seu dia a dia, sem necessariamente, precisar deixar de escutar outros gêneros musicais:

– Concentração e memorização: pode-se escutar musica clássica preferencialmente Mozart (ex.: Sonata para 2 pianos em Ré Maior).
– Relaxamento e sono: musicas de New Age como Corciolli, Aeoliah, Daniel Fumega, Kamal, Mike Rowland e outros deste gênero.
– Meditações e reflexões: Cantos Gregorianos, Mantras dos Monges tibetanos; também são indicadas aqui as New Age.
– Estimular a criatividade: Jazz, Blues e especificamente o Concerto para Clarinete K.622 de Mozart.
– Reeenergização: músicas com Sitar indiano (ex.: Ravi Shankar) e Violinos (ex.: Concertos para Violino de Mozart).

Para se aprofundar sobre o assunto indico os livros:

– Efeito Mozart – Autor: Don, Campbell – Editora: ROCCO
– Música e Acupuntura – Augusto Weber – Editora ROCA

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