Cemig apresenta primeiro motor para uso de biogás

A Cemig apresenta nesta quinta-feira (28), às 10h30, no jardim inferior do edifício-sede, na avenida Barbacena, 1200, o primeiro sistema de co-geração de energia elétrica da América Latina, utilizando motor Stirling de combustão externa. O evento contará com a presença da diretoria, gerentes e empregados da Cemig. O motor é capaz de produzir 9 kW de energia elétrica e 24 kW de energia térmica (água quente), capaz de sustentar 30 famílias.

Segundo o assessor da Gerência de Tecnologia em Alternativas Energéticas, André Martins Carvalho, a vantagem dos motores Stirling é o uso da biomassa como combustível e a combustão externa, que não ocorre dentro do cilindro. “Com este benefício é possível trabalhar com diferentes tipos de combustível como gás natural, diesel, querosene, gasolina, óleo industrial, gás de refinaria, gaseificação de madeira, biogás, luz solar ou qualquer outra fonte de calor, desde que sejam capazes de fornecer temperaturas da ordem de 650ºC”, explica.

O motor da empresa Solo – Stirling, de origem alemã, ficará em período de testes até o fim do ano na Universidade de Itajubá, com a qual a Cemig firmou um convênio para estudar os seus benefícios. No início de 2004, o motor, que é do tamanho de um freezer, será instalado em uma comunidade carente do Estado, com o uso da gaseificação de madeira.

“Essa iniciativa da Cemig é devido a crescente tendência de descentralização da geração da energia elétrica e do uso da biomassa como combustível – fonte de energia renovável e de menor custo, úteis para locais isolados e que não têm redes de transmissão próximas”, afirma André Martins Carvalho.

A origem

Criado pelo escocês Roberto Stirling, em 1816, antes do motor a explosão do ciclo Otto e do motor a diesel, o motor batizado com o nome de seu criador, era muito utilizado e chegava a produzir 4 kW de potência. Considerado mais seguro que os motores de vapor da época, o motor Stirling não necessitava de caldeiras e nem exigia grande especialização para ser operado.

No inicio do século XX deixaram de ser produzidos devido a opção por outras formas de geração de energia. Nos anos 60 e 70, eles voltaram a merecer atenção. O objetivo era substituir os motores de combustão interna em aplicações automotivas visando reduzir a poluição ambiental. Atualmente, vem crescendo o interesse por motores Stirling projetados especialmente para utilizar biomassa.

http://www.agenciaminas.mg.gov.br

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