Desenvelhecimento é possível?

Desenvelhecimento é possível?

Em nosso livro desenvelhecimento[1] abordamos a questão do envelhecimento de uma forma não convencional. Trata-se de um estudo realizado de 1988 a 1999, sustentado em quatro pilares, a saber: (1) Estudo bibliográfico, (2) Experiências científicas de rejuvenescimento, (3) Relatos não científicos de rejuvenescimento e (4) Análise de fenômenos biológicos naturais de manipulação do envelhecimento encontrados entre as abelhas.

Com a articulação e compreensão do modo como se integram estes pilares, tentamos mostrar que encontramos na literatura científica e não científica os conhecimentos suficientes para que possamos compreender, de forma plena, o porquê do envelhecimento humano. Este, muito longe de ser uma ocorrência puramente biológica, natural e irreversível, é sim, um fenômeno de natureza emocional, mental, alimentar e cultural que repercute, ressoa e se manifesta no corpo, que enquanto substrato biológico, é o destinatário final da cadeia sócio-cultural-psicológica que nos envolve e pré-existe à nossa existência. Esta quádrupla natureza se reúne somando efeitos e convergindo para um condicionamento social que tem como resultante final um comportamento específico, este sim, envelhecedor. Corolário natural desta compreensão é que o envelhecimento, quando desvelado em seus mistérios revela-se um acontecimento anti-natural (precoce) e reversível, com todas as consequências de curto, médio e longo prazo que possam vir a lume com este entendimento, e com as quais teremos que lidar, de uma forma ou de outra, ineludivelmente, no futuro.

Decorridos cerca de quase sete anos do lançamento de nosso estudo, vejamos como se encontra a pesquisa científica da questão da possibilidade de manipularmos o envelhecimento. O comportamento específico mencionado acima pode ser desdobrado em duas componentes ou variáveis, as quais denominamos de 1. questão nutricional e 2. questão comportamental. Examinaremos a seguir estes dois fatores. A questão genética também presente na pesquisa atual, não tendo sido objeto de nosso estudo, não será abordada neste artigo, deixamo-la para um estudo específico mais à frente.

A QUESTÃO NUTRICIONAL

Atualmente quando se fala em longevidade não há como ignorar a chamada Restrição Calórica[2] (RC), que é atualmente considerada, de forma unânime pelos pesquisadores, quase que a única forma conhecida de se alterar a longevidade máxima em animais e possivelmente em humanos. A outra forma seria a manipulação genética em vermes e moscas-das-frutas. A restrição calórica ganhou o palco dos estudos sobre envelhecimento em 1934 com os estudos científicos pioneiros de McCay e colaboradores na Cornell University, e prosseguem até os dias atuais, sendo atualmente a vedete dos expoentes no estudo da busca da pílula da juventude, a versão moderna do secular desejo humano representado pela lendária Fonte da Juventude. Desta forma, a descoberta trazida ao mundo científico por McCay é hoje o pivô de pesquisas governamentais e privadas de centros de pesquisa de vanguarda do primeiro mundo. A corrida é para chegar primeiro à “pílula da juventude”. Nossos cientistas com seus equipamentos, fórmulas e procedimentos complexos, às vezes quase herméticos, constituem a versão moderna dos magos e procuram a pílula, versão correspondente das poções e varinhas de condão.

Em meados da década de 1990 os pesquisadores Mark A. Lane, Donald K. Ingram e George S. Roth[3], trabalhando no Instituto Nacional do Envelhecimento nos Estados Unidos chegaram a uma substância chamada 2-desoxi-D-glicose (2DG), que simulava alguns dos efeitos da dieta de restrição calórica em roedores, mas possuía um defeito fatal que a impedia de tornar-se séria candidata a pílula da juventude: revelou-se tóxica para alguns animais quando ministrada em doses maiores ou por períodos de tempo mais longos. Passou-se então a procurar encontrar uma substância similar à 2DG que pudesse ser ministrada com segurança em seres humanos. Ressaltemos porém que a 2DG simulava apenas alguns efeitos da restrição calórica (RC). Se fosse verificado, mesmo em roedores, que todos os efeitos da RC estavam presentes, poder-se-ia considerar que se teria chegado perto da fonte da juventude. Mas não tendo sido o que aconteceu, e sendo ainda o mecanismo da restrição calórica um mistério cujo desvendamento apenas se inicia, podemos pensar que o sonho, seguindo este caminho, permanece distante. De fato, decorrida uma década não temos notícia de uma candidata a substituta da 2DG.

Um suposto mecanismo da RC levaria em consideração a redução do ritmo de formação dos Radicais Livres (RL). Esta suposição carrega o raciocínio de que a restrição calórica implica em menor taxa metabólica, com menos queima de glicose, e sendo a queima de glicose consumidora de oxigênio, e sendo este o responsável oficial pela formação de radicais livres (RL), a menor taxa metabólica seria acompanhada de menor formação de radicais livres e menos radicais livres implicariam em menos envelhecimento em mais tempo, estendendo assim o tempo de longevidade máxima e viabilizando a pílula. Em nosso estudo sobre o envelhecimento, fizemos uma análise compreensiva a respeito do mecanismo presente e atuante na restrição calórica, o qual seria, de fato, puramente econômico, em termos energéticos. A grande diferença entre a concepção oficial e a nossa é no tocante à origem dos radicais livres (RL).

A teoria dos Radicais Livres ocupa um lugar de destaque no estudo do envelhecimento, sendo o oxigênio tido como o grande vilão por trás da sua formação. Esta crença cria o que se convencionou chamar de o “paradoxo do oxigênio”: o oxigênio, grande responsável pelo processo da vida, seria também responsável pelo fenômeno inverso do envelhecimento que conduz, lentamente, à morte. Em nosso trabalho, desenvolvido em desenvelhecimento, procuramos demonstrar exatamente o contrário, que não é o oxigênio o grande vilão que nos intoxica de radicais livres que nos envelhecem e adoecem (adoecem, também, pois eles, os RL, estão ocultos nos bastidores de nossas doenças). O grande vilão, realmente, na nossa visão, é a alimentação, que carrega, juntamente com elementos necessários ao metabolismo, uma grande quantidade de agentes tóxicos, estes sim, os grandes e únicos responsáveis pela formação dos RL. Talvez a melhor definição de Radicais Livres que encontramos seja a de Hayflick[4]: seriam pedaços de moléculas altamente reativos gerados em reações químicas complexas que ocorrem quando certas moléculas suscetíveis nas células encontram e quebram moléculas de oxigênio. A química de formação dos radicais livres é reconhecidamente complexa, sendo pouco o que realmente se conhece e muito o que se supõe e se infere com graus variados de segurança. Notemos que a definição acima de Hayflick é bastante cautelosa, ela não responsabiliza o processo da combustão da glicose, apenas envolve “certas moléculas suscetíveis” e o oxigênio.

Foi justamente articulando o raciocínio de Hayflick e de Chopra[5] com os estudos dos Sanchez[6] que concluímos que podíamos equacionar as certas moléculas suscetíveis de Hayflick com as toxinas presentes em nossa alimentação. Seriam elas que responderiam pela geração dos radicais livres. O grande obstáculo no caminho da pílula da juventude, é que os pesquisadores tendem a acreditar ser a respiração (combustão da glicose pelo oxigênio) a grande responsável pela formação de radicais livres. Esta crença os leva a enfocar em suas pesquisas tão somente, ou preferencialmente, a questão da glicose por ser esta a fonte energética última do organismo, e esta, é claro, não pode ser queimada sem o oxigênio. Se não podemos deixar de usar o oxigênio, e não podemos, a pílula da juventude fica, por uma questão de princípio científico, no campo do impossível. Para reverter esta impossibilidade, é necessário primeiro identificar corretamente os responsáveis pela produção dos RL, isto feito, virá o passo seguinte, na forma de uma pergunta, agora corretamente formulada: “é possível encontrarmos uma pílula que iniba a formação dos radicais livres decorrentes das toxinas presentes na nossa alimentação?” Se for possível responder sim a esta pergunta, então o passo seguinte será partir para a pesquisa, caso contrário, procurar outro caminho será a alternativa mais racional e inteligente. Um problema não pode ser resolvido enquanto não se identificam todos os elementos participantes e não se compreende o papel funcional de cada um no processo envolvido.

Resumidamente, pois este espaço não é para aprofundamentos, podemos colocar a questão nutricional, que envolve os radicais livres, em equações que facilitarão nossa compreensão:

RESPIRAÇÃO = OXIGÊNIO + SUBSTRATO ALIMENTAR

O substrato alimentar último (fonte de energia) é a glicose, então temos que a equação toma a seguinte forma

RESPIRAÇÃO = OXIGÊNIO + GLICOSE

A respiração fornece energia (Adenosina-tri-fosfato = ATP), água, gás carbônico e … radicais livres, temos então:

OXIGÊNIO + GLICOSE = ATP + H20 + CO2 + RL

Esta seria a Equação “Oficial” do Envelhecimento, na qual se considera que os RL sejam sub-produtos do oxigênio no processo respiratório (de apenas cerca de 5% do total do oxigênio usado). O raciocínio desenvolvido para chegarmos a esta equação parece correto, na verdade não é, há um erro por omissão logo no início, pois a glicose é a fonte energética última, sim, mas ela nunca vem sozinha, já que faz parte de um substrato alimentar altamente tóxico. Então vejamos: onde é que ocorre a reação química? Ocorre no interior da célula, na organela citoplasmática chamada mitocôndria. Tanto o oxigênio quanto o substrato alimentar necessitam ser carregados do meio intra-celular citoplasmático para o meio intra-mitocondrial. Não é difícil entender que se o substrato alimentar ingerido é de caráter tóxico, possui toxinas que chegarão, depois de absorvidas e/ou metabolizadas, ao interior das células. Isto significa que os meios intra-celulares e mitocondriais se acham constantemente saturados de substâncias tóxicas, que precisam ser eliminadas por se tratarem de corpos estranhos. Para esta eliminação é necessário um quantum de trabalho, que por sua vez exigirá um quantum de energia (não há trabalho sem energia), e esta só é disponível através do ATP, o qual é formado no processo respiratório, e este por sua vez, em virtude de realizar-se num meio poluído por toxinas, estas (que são as certas moléculas suscetíveis de Hayflick) participam de forma intrusiva das reações químicas e geram, por outro lado, outras substâncias tóxicas residuais, que são os RL. A célula vê-se assim, presa numa armadilha: precisa de energia para a manutenção de seus processos vitais e também, para se desintoxicar. Os próprios processos vitais geram resíduos (catabólitos) que tem que ser eliminados e além disso, há que eliminar também as toxinas exógenas carreadas no substrato alimentar. Assim, para obter a energia de que necessita, precisa desencadear processos bioquímicos que geram por si sós, toxinas de outras naturezas. Isto é, quanto mais trabalhar, por um lado, para se desintoxicar ou simplesmente para manter os processos vitais, mais gera, de outro lado, moléculas citotóxicas que são os RL. Os efeitos destes são cumulativos e chega-se a um ponto crítico em que o processo da vida, que é anti-entrópico inverte-se e torna-se entrópico. O processo anti-entrópico é gerador de energia, é construtivo, o entrópico é dissipador, gastador de energia e portanto destrutivo. A este processo de inversão anti-entrópico para entrópico, que no homem acontece usualmente em torno dos 25 anos, chamamos de envelhecimento.

Claro que o organismo também procura reagir e criar mecanismos de eliminação dos RL, desenvolvendo assim formas de neutralizá-los, e é aí que entram os anti-oxidantes naturais que são enzimas com esta finalidade específica. O ponto crítico de inversão que referimos acima é quando estes mecanismos naturais não conseguem mais manter o equilíbrio em favor da anti-entropia. Como as alimentações variam de indivíduos para indivíduos, ou de povos para povos, temos que na vida real podemos encontrar sujeitos que começam a envelhecer mais cedo, outros mais tarde, aqueles que envelhecem menos e outros que envelhecem mais, e até povos que envelhecem menos, tudo em função da quantidade de tóxicos ingerida (tipo de dieta) e de sua capacidade de produzir anti-oxidantes naturais, ou de sua ingestão exógena (tipo de dieta). Aqui entram também em jogo fatores ou condições constitucionais (genéticos ou não), que não estamos enfocando. Assim, encontramos indivíduos que podem apresentar descompassos significativos entre suas idades biológica e cronológica, como é o caso do exemplo de Weeks[7], Richard Elixxir, que analisamos e denominamos Fenômeno Elixxir[8]. Este sujeito do estudo de Weeks simplesmente apresentava uma idade cronológica de 42 anos e sua idade biológica era de aproximadamente 18 anos, o que significava que ele não tinha chegado a atingir o ponto crítico de inversão referido acima (ponto de envelhecimento), tendo desta forma, conforme nossa análise e cálculos, desenvolvido sua longevidade máxima possível para 280 (duzentos e oitenta) anos. Percebamos o quanto isto contrasta com as notícias veiculadas na mídia, que colocam no nível quase do fantástico a possibilidade de a geração nascente chegar aos 130 anos. Já existem indivíduos, na geração adulta com suas longevidades máximas possíveis em torno de 280 anos, e ninguém ainda, no universo gerontológico, se deu conta! Não podemos deixar de lembrar, aqui, de Alvin Silverstein[9], que em 1979, quando presidente do Departamento de Ciências Biológicas da Faculdade de Staten Island – Universidade de Nova Iorque, criou o conceito de emortalidade. Segundo ele o homem do futuro seria emortal, isto significando que somente morreria por causas acidentais. Vamos dar-lhe a palavra:

“As pessoas (no futuro) poderão viver durante centenas, até milhares (negrito nosso) de anos, possuindo mocidade vigorosa e mente ágil e ativa, durante toda a vida. (…) No mundo de emortais, a vida há de adquirir nova significação e, pela primeira vez, preocupar-nos-emos genuinamente com a qualidade da vida. Lutaremos para banir a dor e a pobreza. Não haverá mais ‘velhos’, pois os conhecimentos que permitirão a conquista da morte hão de trazer consigo também a eterna juventude.”

Silverstein no entanto foi otimista demais, superestimou o avanço biomédico e previu que alcançariamos a emortalidade até o final do século passado. Como ele próprio reconhecia, fazer previsões é perigoso.

Na análise que fizemos do trabalho de Weeks[10] colocamos que se ele fizesse outra pesquisa tomando como grupo de estudo aquelas pessoas que tivessem as mesmas características de Richard Elixxir, com certeza encontraria resultados muito interessantes num estudo longitudinal. Podemos dizer com segurança, diante de nossos estudos, que a pesquisa de Weeks revela a existência de uma população que já aumentou sua longevidade máxima possível, sem participação da ciência gerontológica. Tudo indica que entramos, mesmo sem perceber, na era dos emortais. Eles já estão entre nós! Não deixa de ser interessante que outro autor, de região próxima à de Weeks, o gerontologista britânico Tom Kirkwood[11], da Universidade de Manchester, estudioso do envelhecimento desde 1974, que também acredita, como nós, que o envelhecimento é reversível e evitável, tenha desenvolvido no final de seu livro[12] uma pequena novela que se desenrola numa época futura num mundo de emortais.

Retornemos às nossas equações. Percebemos então, que a equação acima, “limpa”, sem toxinas só pode existir nos livros e na teoria. Temos que necessariamente corrigi-la, e aí ela toma a seguinte forma:

OXIGÊNIO + GLICOSE + TOXINAS = ATP + H2O + CO2 + RL

(TOXINAS = CERTAS MOLÉCULAS SUSCETÍVEIS DE HAYFLICK)

Esta é a nossa Equação do Envelhecimento, a equação tóxica, onde consideramos os RL como sub-produtos das toxinas, e não do oxigênio. Esta é a equação real, a que ocorre no interior das células.

Podemos agora, representar a Equação do Desenvelhecimento:

OXIGÊNIO + SUBSTRATO ALIMENTAR (SEM TOXINAS) = ATP + H2O + CO2

Ou ainda:

OXIGÊNIO + GLICOSE = ATP + H2O + CO2

Isto é, se retirarmos a causa (toxinas) de um lado da equação, desaparece o efeito (RL) do outro lado. Os radicais livres gerados pelo oxigênio (cerca de cinco por cento), se é que realmente existem, podem perfeitamente ser neutralizados pelos antioxidantes naturais, que sem a sobrecarga representada pelas toxinas exógenas dão conta do recado sem problemas. O que constitui um substrato alimentar sem toxinas? Uma alimentação saudável. Foge do objetivo deste texto adentrar nesta questão. Mas esta percepção está presente, atualmente, em todos os trabalhos e matérias escritos a respeito de envelhecimento “saudável” e longevidade. O grande problema é que mesmo as alimentações tidas como saudáveis não o são realmente, podem ser no máximo, menos tóxicas, “saudáveis” o são apenas relativamente às muito tóxicas. É claro que não deixa de ser salutar que se esteja caminhando na direção certa apesar dos tropeços na compreensão dos fenômenos envolvidos. Porém, felizmente a questão do desenvelhecimento, como já colocamos no início desta matéria, não se restringe apenas à questão nutricional e portanto à restrição calórica e aos radicais livres, é o que veremos a seguir.

A QUESTÃO COMPORTAMENTAL

Sendo esta questão relativamente complexa vamos a seguir expor um resumo das principais análises feitas em nosso livro, para em seguida tecer comentários a respeito.

ELLEN LANGER[13]: Esta cientista conduziu em 1979, juntamente com sua equipe, da Universidade de Harvard, uma experiência histórica que efetiva e comprovadamente reverteu a idade biológica de um grupo de idosos. Ela formou dois grupos de idosos, todos com mais de 75 anos, um foi o grupo da experiência (grupo A) e o outro foi o grupo controle (grupo B). Todos gozavam de boa saúde e foram convidados a passar uma semana em uma estância rural. Os integrantes dos dois grupos foram submetidos antes a exames físicos e mentais com o objetivo de terem, individualmente, determinadas suas idades biológicas. A estância onde ficou o grupo A fora organizada como um réplica da vida como ela era vinte anos antes: as revistas e jornais das mesas de leitura eram todos de 1959, a música disponível no ambiente também era de 1959. Os integrantes do grupo não foram autorizados a levar jornais, revistas, livros ou fotos de família com datas depois de 1959. Cada homem do grupo usava um crachá de identificação com fotos tiradas em 1959 e foram instruídos para que falassem exclusivamente como se estivessem em 1959, assim suas conversas deveriam girar tão somente em torno dos assuntos de 20 anos antes, inclusive deveriam se referir a suas esposas e filhos como se tivessem vinte anos menos. Igualmente, embora fossem todos aposentados deveriam falar de suas atividades como se elas se desenrolassem em 1959. Resumindo, todos os detalhes daquela semana foram cuidadosamente planejados para que cada um dos membros do grupo se sentisse, parecesse e falasse como se tivesse cerca de vinte anos menos. Isto é, cada um deles deveria se comportar como se tivesse 20 anos a menos. Após a semana de retiro todos foram novamente submetidos à bateria de exames que fora feita antes. Os novos exames revelaram que aspectos do envelhecimento até então considerados irreversíveis foram revertidos. As medidas dos comprimentos dos dedos, que tendem a encurtar com a idade, revelaram que eles tinham ficado mais compridos, as juntas enrijecidas estavam mais flexíveis, a postura tinha ficado mais ereta, a força muscular tinha aumentado, a audição e a visão tinham melhorado, a inteligência (testes de QI) tinha aumentado em metade dos participantes do grupo. Além disso, avaliadores imparciais que examinaram fotos de antes e de depois da experiência concluíram que as fotos posteriores mostravam rostos visivelmente mais jovens em cerca de 3 (três) anos. O grupo B, de controle, que continuou “vivendo” em 1979, também apresentou algumas melhoras, mas aspectos que reverteram no grupo A, continuaram aqui deteriorando, inclusive a inteligência, que tinha aumentado em metade dos membros do grupo A, no grupo B diminuiu em um quarto dos participantes. Langer atribuiu o resultado da experiência a três fatores: (1) pediu aos homens que se comportassem como se fossem mais jovens, (2) eles foram tratados como se fossem mais jovens (grifo nosso) e (3) pediu-se aos homens que seguissem instruções. Segundo Chopra, como os três fatores tinham sido sobrepostos, Langer não teve certeza absoluta sobre qual deles teria sido o mais importante. Ela havia pedido, no item 3, que seguissem instruções complexas a respeito de sua rotina diária; parece que isso a fez pensar que o item 3 seria o mais importante, pois especulou que “resultado semelhante na reversão do envelhecimento talvez pudesse ter sido obtido se tivessem dado aos homens uma tarefa complexa para desempenhar, como, por exemplo, compor uma ópera – uma tarefa que Verdi se impôs quando chegava aos 80 anos”. Nós mostramos em nosso estudo[14] que os três fatores de Langer foram na verdade um só fator, que se apresentou com formatos diferentes. A este fator denominamos questão comportamental.

REJUVENESCIMENTO DAS ABELHAS[15]: Consideremos um enxame de abelhas, se ele se divide para formar uma nova colônia, esta certamente terá uma população maior de abelhas mais velhas. Como as atividades numa colméia são distribuídas em função da idade das mesmas, a nova colônia se tornará carente de abelhas mais jovens que são as que respondem pelo cuidado das larvas, são as “babás”. Diante desta carência algumas das velhas operárias (forrageadoras) revertem suas idades e se tornam jovens de novo, literalmente, isto é, voltam a produzir os hormônios das jovens e têm as glândulas que tinham definhado regeneradas e funcionantes. Em uma palavra, desenvelhecem, seus corpos voltam a ser jovens. Para avaliarmos adequadamente a importância deste fato devemos ter em mente que, como coloca Hayflick[16], todos os membros da colônia tem os mesmos genes. Como mostramos em nosso trabalho, as abelhas velhas desenvelhecem porque se comportam como abelhas jovens. De novo a questão comportamental.

LONGEVIDADE DA RAINHA[17]: A rainha das abelhas pode viver até 6 anos, ou 2190 dias. A vida média de uma abelha operária é em torno de 30 dias, embora possam viver até 7 meses no verão. Comparando a longevidade da rainha com a das operárias, vemos que a rainha pode aumentar a longevidade, em relação à média das operárias, em 73 vezes (30 dias x 73 = 2190 dias). Hayflick atribui esse extraordinário aumento de longevidade à alimentação da rainha, exclusivamente com geléia real por toda a vida, enquanto as operárias são alimentadas com geléia real somente por três dias, dizendo que ninguém sabe porque isso ocorre. Conforme mostramos em nosso estudo[18], isso ocorre porque ela continua sendo tratada como jovem, já que a alimentação das mais jovens (até três dias) é a geléia real; e não por propriedades intrínsecas à geléia real. Lembremos do fator (2) de Langer: os idosos foram tratados como se fossem mais jovens, aqui temos a rainha sendo tratada como se fosse mais jovem. Ser tratada como se fosse mais jovem significa um comportamento dirigido a ela, este sendo uma ação, enseja uma reação, também comportamental, que é a de se manter jovem por mais tempo, isto significando aumento de longevidade.

CHOPRA[19]: A pesquisa deste autor levou mais de duas décadas e foi com pessoas que praticavam meditação transcendental. Ele observou nestas pessoas ganhos na idade biológica que variavam de 5 a 12 anos, estes ganhos significavam descompassos entre as idades cronológica e a biológica, tendo esta sido retardada. Este é o mesmo efeito observado na Restrição Calórica e significa aumento de longevidade máxima. Conforme nossos estudos[20] isto significa que as pessoas da experiência de Chopra tinham, até aquele momento, estendido suas longevidades máximas para até cerca de 234 anos. De novo, assim, voltamos à questão de os emortais já estarem entre nós, e de novo aqui identificamos a questão comportamental.

Voltemos um pouco no tempo. Houve época em que a Terra era considerada o centro do universo, o Sol girava em torno da Terra. Era inconcebível que se pensasse o contrário, a heresia poderia ter que ser quitada na fogueira. Os tempos mudaram e hoje é inconcebível que se pense que o Sol gira em torno da Terra. Mas o novo conhecimento não se impôs sem resistências severas, os dogmas são como os ditadores, tudo fazem para permanecer. Pensamos que algo semelhante ocorre com outro dogma moderno, porém secular, o dogma do envelhecimento. Que elementos temos para pensar isto? Chopra comenta, à pág. 365 de seu livro (1993), a respeito do fato curioso e interessante, visto acima, de as abelhas terem a capacidade de reverter sua idade biológica: “Quando os pesquisadores descobriram isso, ficaram atônitos” nos conta. Ou seja, as abelhas velhas podem, literalmente, como já vimos, voltar a ser jovens, em determinadas condições da colméia. É o único animal, até onde temos conhecimento, possuidor desta capacidade. Esta descoberta, acreditamos, deve ter despertado a curiosidade e atiçado os cientistas, biólogos e gerontologistas pelo menos, a procurarem pesquisar e descobrir o porquê. Isto certamente deve estar acontecendo e, embora não tenhamos conhecimento dos desdobramentos, podemos pensar provavelmente com pouca margem de erro, que se está procurando algum gene que responda pela façanha. O pesquisador citado por Chopra quando trata da questão é Gene Robinson, da Universidade de Illinois[21]. Sendo porém uma descoberta capital a respeito do envelhecimento, pensamos que deveria pelo menos ser divulgada nos livros que abordam a questão. Pois bem, entre todos os livros que pesquisamos em nosso estudo, o único que trata da questão é Chopra. E mesmo assim, ele o faz apenas “de passagem” no final do livro. Em sua tentativa de compreender o fenômeno do envelhecimento abordando-o de uma forma holística e não restritiva, ele menciona a descoberta para fazer uma analogia das abelhas operárias que revertem o envelhecimento às células de nosso corpo que se deixam morrer, individualmente, pela continuidade do organismo como um todo. Nós preferimos optar por comparar a abelha com o homem e assim mostramos que o mecanismo comportamental desenvelhecedor atuante no processo era o mesmo por nós identificado nas experiências de rejuvenescimento que já tínhamos analisado, de Ellen Langer e do próprio Chopra.

Não podemos deixar de pensar por quê um cientista eminente como Hayflick, com um currículo acadêmico de porte, omitiu esta informação em seu livro publicado em 1994, no ano seguinte ao de Chopra. Por quê outros autores também omitem esta informação? Poderão todos os estudiosos do envelhecimento desconhecer a descoberta referida por Chopra? É possível que Hayflick, que era e ainda é uma autoridade de peso na área, desconhecesse a descoberta mencionada por Chopra quando publicou seu livro? Parece-nos que as duas últimas respostas, pelo menos, provavelmente são negativas. Por quê então a omissão da informação?

Talvez a descoberta de que um animal possa reverter o envelhecimento seja algo tão perturbador quanto foi a idéia de que a Terra não era o centro do universo. Afinal, quantas mudanças (e que mudanças!) poderiam (poderão!) advir de uma descoberta deste calibre! Uma vez que nada no repertório do conhecimento científico atual, tão arduamente construído e zelosamente guardado, parece capaz de explicar a possibilidade do desenvelhecimento (para a ciência gerontológica; não é esta a opinião deste autor, nem de alguns outros), admiti-lo talvez implicasse ter que olhar de frente para a fragilidade do edifício do conhecimento construído a duras penas ao longo das gerações. Parece que os gerontologistas, em sua maioria, adotaram a seguinte postura: apeguemo-nos aos nossos dogmas e ignoremos, enquanto possível, os fatos. É, por incrível que pareça, exatamente esta a regra do evoluir científico, constitui-se no paradoxo dos cientistas (não da ciência que é uma entidade abstrata), dedicar-se à busca do conhecimento, do novo, e negá-lo, num primeiro momento, quando o encontra. Mas isso também não deixa de ser estranho, pois a ciência biológica já convive com outras descobertas pelo menos quase do mesmo calibre: a hidra[22], um animal marinho primitivo, sabe-se, não envelhece, sua morte só pode ocorrer por falta de alimento, falta de água ou por algum agente externo. Da mesma forma, muitos peixes[23], e o linguado fêmea é o exemplo clássico, assim como alguns outros animais (anfíbios e répteis) também não envelhecem. Podemos ver, portanto, que a emortalidade existe na natureza.

O envelhecimento é um dos grandes mistérios da biologia, ao lado e entre a vida e a morte. Desde cedo nossas crianças aprendem nos primeiros anos da escola (quando não antes, em casa), que todos os seres vivos (aprendem errado, já vimos, não são todos) nascem, crescem, envelhecem e morrem. Crescemos ouvindo e vendo, aprendendo e nos condicionando, de uma forma ou outra, que este é o “ciclo da vida”. Assimilamos e impregnamos nossa mente de que isso é inquestionável. Sim, talvez seja perturbador demais pensar que não precisamos necessariamente envelhecer, melhor engavetar qualquer coisa que nos mostre esta possibilidade. Como ficaria nossa aposentadoria, que faríamos com mais tempo para viver, onde acharíamos mais motivação num mundo tão decepcionante e cheio de injustiças e frustrações? Talvez pior, teríamos que abrir mão da fuga no envelhecer e morrer, pois, como bem disse Chopra, “embora nos consideremos vítimas da idade avançada e da morte, a verdade nua e crua é que, para muitos de nós, envelhecer e morrer constituem a única válvula de escape de uma vida incompleta”. E a nossa estrutura social e econômica que foi construída na base do dogma vigente do envelhecimento, de acordo com o qual temos que nascer, crescer, envelhecer e morrer? E o que seria de nosso sistema de seguridade social, já gravemente ferido pelo simples aumento da expectativa de vida? Fácil perceber que esta nova descoberta é portadora de possibilidades hoje quase inimagináveis, de um tremendo potencial de mudanças sociais, ao subverter a crença basilar sobre a qual se construiu a estrutura de nossa sociedade. É, talvez Hayflick tenha sido apenas o porta voz de sua categoria quando no final de seu livro disse que eliminar o envelhecimento ou aumentar a longevidade talvez não seja nem desejável!

Mas voltemos às abelhas. Elas perturbam ainda mais. Não nos mostram apenas que o envelhecimento é reversível. Mostram também que a longevidade é manipulável! Mostram-nos que a sociedade (a sociedade seria uma entidade?) pode produzir indivíduos cujas longevidades variem de acordo com suas funções, para atender aos interesses não dos indivíduos, mas da sociedade, da organização da sociedade, do todo e não das partes. Onde ficaria nosso individualismo? A sociedade americana é essencialmente individualista, formatada para a competitividade entre os sujeitos e não para a cooperação, como por exemplo, a sociedade japonesa, onde os sujeitos pensam a priori, no coletivo e não no individual[24]. Ora, a sociedade das abelhas é essencialmente cooperativista e não individualista-competitivista. Hayflick é americano, a maioria dos autores sobre envelhecimento por nós pesquisados são americanos! Já Chopra, talvez não seja mera coincidência, nasceu e foi criado em Nova Délhi, na Índia. Pode não ser, afinal, tão difícil de entender. Com todo o respeito que temos por Hayflick, e o respeitamos muito, não conseguimos deixar de imaginá-lo pasmado e horrorizado com a descoberta das abelhas. Mas não sejamos injustos, se Hayflick supostamente omite a descoberta do desenvelhecimento das abelhas, não omite a questão da manipulação da longevidade, embora também não consiga entendê-la. É possível que o fato mais perturbador de todos seja a extraordinária extensão da longevidade obtida pela rainha das abelhas em relação às operárias. Conforme vimos acima, a rainha podendo viver até seis anos tem um aumento de longevidade de 73 vezes a longevidade média das operárias, e isso sem diferenças genéticas, o que significa que os alicerces da genética também serão abalados (já o estão sendo pelo projeto genoma que foi concluído). E isto, especialmente, é deveras perturbador, pois se extrapolarmos esta capacidade para nós humanos, obteremos uma longevidade possível que vai muito além das mais ousadas e imaginativas histórias de ficção científica. Basta multiplicar 73 vezes a longevidade média atual. O resultado nos leva aos milhares de anos de Alvin Silverstein. Realmente perturbador, dá até vontade de dar razão a Hayflick.

E quanto à experiência de Langer? Ela própria admitiu não saber qual dos fatores de sua experiência produziu os resultados obtidos de desenvelhecimento. Ficou confusa, viu três fatores onde só havia realmente um. Mas a experiência aconteceu, foi um fato. Um fato, de novo, eludido pelos gerontologistas, aqui também não encontramos referência na literatura, a não ser no livro de Chopra. É no mínimo muito estranho, e muita coincidência que dois fatos distintos que trazem à tona a vulnerabilidade da idéia do envelhecimento ser irreversível sejam sistematicamente omitidos pelos gerontologistas. Quanto a Chopra e sua pesquisa igualmente não encontramos referências em outros autores.

O grande mérito da experiência de Ellen Langer, embora possa não ter sido esse o propósito inicial do experimento, foi provar experimentalmente, e estamos falando de um trabalho científico padrão Harvard, que o desenvelhecimento é possível, e que pode não depender da questão da restrição calórica, já que ela não mexeu nesta variável. Chopra também tem seu mérito com sua experiência de desenvelhecimento associada com meditação transcendental, na qual obteve em seus praticantes ganhos de 5 a 12 anos em cerca de 22,5 anos de prática meditativa, o que significa, conforme vimos acima, possibilidade de aumento da longevidade máxima para cerca de 234 anos, também sem mexer na variável nutricional. O fato de nós podermos ter identificado em nosso estudo o fator específico, comportamental, atuante na experiência de Ellen Langer, o mesmo fator na experiência de Chopra, o mesmo fator no fenômeno das abelhas e ainda a atuação deste fator no Coronel Bradford, personagem do clássico de Peter Kelder[25] (vide nota), não pode ser desprezado nem atribuído a meras coincidências; mas se pudesse ter esta atribuição, restaria ainda a pesquisa de Weeks, que foi pesquisa de campo, enquanto a nossa foi de gabinete. Pois bem, na análise que fizemos do trabalho de Weeks, e usando as informações colhidas por ele, pudemos também, identificar o mesmo fator comportamental causal específico (algumas vezes associado ao fator nutricional, outras não). Parece-nos que nem forçando o raciocínio é possível insistir na coincidência. A única coincidência aqui, e não deixa de ser interessante, é que ele fez sua pesquisa de 1988 a 1998, e nós fizemos a nossa de 1988 a 1999, praticamente no mesmo período portanto.

Podemos, ainda, ir um pouco além, acrescentando algo que não está em nosso livro, porque pesquisamos depois: o mesmo fator comportamental responsável nas abelhas pela manipulação da longevidade da rainha, o encontramos nas formigas[26] (suas rainhas também são campeãs de longevidade). Não foi com surpresa, já esperávamos isso, que verificamos que as rainhas das formigas também são alimentadas pelas operárias, estas as alimentam regurgitando alimento previamente engulido em sua boca, ou seja, a rainha é alimentada tal qual uma formiga “bebê”, incapaz de se alimentar sozinha. Observemos que a atribuição da extensão da longevidade da rainha das abelhas à geléia real, como faz Hayflick, torna-se incompatível com o fato de a formiga rainha ser extraordinariamente longeva, já que aqui não encontramos o alimento geléia real ou algo equivalente. Por outro lado o fato de ambas as rainhas serem tratadas como bebês ou jovens permite a compreensão da essencialidade deste comportamento no fenômeno em questão. Igualmente deveremos encontrar nos cupins, o mesmo mecanismo comportamental, já que também são insetos sociais que têm rainhas longevas.

Procuramos mostrar ainda, em desenvelhecimento que estas duas questões, Nutricional e Comportamental têm força suficiente, cada uma delas, para exercer seus efeitos individualmente, sendo os mesmos, quando da ocorrência das duas simultaneamente, somados e potencializados.

Recentemente (2004) a revista Scientific American Brasil publicou uma edição especial com a temática da busca científica da juventude. Nesta edição colaboraram diversos gerontologistas, pesquisadores e clínicos, além de jornalistas científicos. O próprio Hayflick, juntamente com S. Jay Olshansky e Bruce A. Carnes, é autor do ensaio “A Falácia da Fonte da Juventude”, às págs. 88-91. De novo a questão da reversibilidade do envelhecimento das abelhas e a experiência de Ellen Langer não foram sequer mencionadas em toda a revista. Notemos que o título do ensaio, “A Falácia …” já é um ataque à idéia de que possa haver ou ser encontrada uma “Fonte da Juventude” – ou o seu equivalente, uma forma de desenvelhecer ou de nem sequer envelhecer. Não deve ser surpresa, a esta altura, sabermos que Hayflick e os outros dois autores representam no ensaio, um grupo de 51 (cincoenta e um) cientistas que estudam o envelhecimento. Não precisamos dizer que Chopra não teve espaço na revista, nem que Gene Robinson, o estudioso das abelhas da Universidade de Illinois, não assina nenhum artigo e nem é mencionado. Enfim, não podemos mais pensar em coincidências. Hayflick e companhia parecem estar empenhados em defender o Sol girando em torno da Terra. Só nos resta perguntar: onde está o Hayflick que no prefácio de seu livro[27] escreveu que “A mente de um cientista precisa estar aberta a novas idéias, por mais heréticas que essas sejam”?

NOTAS E REFERÊNCIAS

1. Gonçalves, Leocádio C. – Desenvelhecimento – Um vôo livre panorâmico sobre a questão do envelhecer – São Paulo (SP) – 1999 – Editora LTR

2. Restrição Calórica é uma dieta com todos os nutrientes necessários e com redução significativa de calorias.

3. Scientific American Brasil – Especial juventude – Duetto Editorial – São Paulo (SP) – 2004 – págs. 46-51

4. Hayflick, Leonard – Como e por que envelhecemos – Rio de Janeiro (RJ) – 1996 – Editora Campus – pág. 233

5. Chopra, Deepak – Corpo sem idade, mente sem fronteiras – Rio de Janeiro (RJ) – 1995 – Editora Rocco

6. Sanchez, Mário e Sanchez, Martina – Medicina nutricional – Goiânia (GO) – 1988 – Imery Publicações

7. Weeks, David e James, Jamie – Segredos dos Superjovens – Rio de Janeiro (RJ) – 1999 – Editora Objetiva – pág. 305

8. Gonçalves, Leocádio C. – Desenvelhecimento – págs. 243-245

9. Silverstein, Alvin – Conquista da morte – São Paulo (SP) – 1981 – Difel Difusão Editorial – pág. 17

10. Gonçalves, Leocádio C. – Desenvelhecimento – págs. 239-245

11. Kirkwood, Tom – Os melhores anos de nossas vidas – Rio de Janeiro (RJ) – 2001 – Editora Record

12. Kirkwood – Os melhores anos de nossas vidas – págs. 285-298. Uma parte desta noveleta aparece na Scientific American Brasil referida na nota 3, às págs. 92-94

13. Chopra – Corpo sem idade, mente sem fronteiras – págs. 116-119

14. Gonçalves, Leocádio C. – Desenvelhecimento – págs. 135-140

15. Chopra – Corpo sem idade, mente sem fronteiras – pág. 365

16. Hayflick – Como e por que envelhecemos – pág. 20

17. Hayflick – Como e por que envelhecemos – pág. 20

18. Gonçalves, Leocádio C. – Desenvelhecimento – págs. 224-227

19. Chopra – Corpo sem idade, mente sem fronteiras – pág. 47

20. Gonçalves, Leocádio C. – Desenvelhecimento – págs. 131-135

21. Entramos no site de Robinson e verificamos que ele conduz uma pesquisa projetada para explicar a função e a evolução dos mecanismos comportamentais dos indivíduos nas sociedades. Busca, estudando as abelhas, os mecanismos neurais e neuroendócrinos que regulam o comportamento e os genes que influenciam o comportamento social. Não conseguimos saber sobre a questão da reversão do envelhecimento das abelhas.

22. Chopra – Corpo sem idade, mente sem fronteiras – pág. 364

23. Hayflick – Como e por que envelhecemos – pág. 13

24. Tobin, Joseph, Wu, David e Davidson, Dana (1989). Citados por Michael Cole e Sheila R. Cole em “O desenvolvimento da criança e do adolescente” – Porto Alegre (RS) – 2004 – Artmed Editora – 4a edição – pág. 475

25. Kelder, Peter – A fonte da juventude – São Paulo (SP) – 1989 – Editora Best Seller – 8a edição. O Coronel Bradford, depois de aposentado teria retornado ao Himalaia, onde prestara serviço quando jovem, para tentar encontrar um lendário mosteiro, do qual se dizia que os velhos que para lá iam, quando saíam, depois de algum tempo, estavam jovens de novo. Bradford encontra o mosteiro e descreve a vida como era dentro do mesmo. Nesta descrição identificamos os dois fatores, nutricional e comportamental.

26. Storer, Tracy I., Usinger, Robert L., Stebbins, Robert C. e Nybakken, James W. – Zoologia geral – 2005 – Cia. Editora Nacional – 6a edição – 9a reimpressão – pág. 543

27. Hayflick – Como e por que envelhecemos – pág. XX.

Este artigo foi escrito originalmente em janeiro de 2006 para publicação no Volume VI das edições do Grupo de Estudos Avançados de Goiânia, dirigido pelo prof. Mário Sanchez. Fizemos pequenas modificações para colocá-lo neste site.

É livre para reprodução (tradução ou difusão) total ou parcial, desde que citadas a autoria e a fonte.

Autor: Leocádio Celso Gonçalves

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