Telepatia: mistério ou arma secreta?

SIM! EU POSSO!

Hoje, mistério. No futuro, talvez uma terrível arma secreta.

As pesquisas mundiais sobre telepatia estão muito adiantadas. Conheça aqui o que já se sabe e o que se supõe a respeito desse fenômeno.

Texto de Robert Stafford

A telepatia vem se tornando cada vez mais objeto de sérios estudos por parte de cientistas do mundo inteiro, especialmente dos EUA e União Soviética. (Esta matéria foi publicada em 1978). Todo esse interesse, segundo alguns especialistas, vem do fato de que a telepatia é muito mais importante para a humanidade do que pensam os céticos. Se mal usada, por exemplo, ela poderá servir para manipular as mentes de populações inteiras – será, talvez, a mais poderosa arma secreta do futuro. Já faz uns 100 anos que a palavra telepatia foi criada – e definida como “a comunicação de impressões de qualquer tipo entre duas mentes, independentemente dos canais sensoriais conhecidos”. Nestes 100 anos, reuniram-se muitas provas de que a telepatia é uma realidade, embora ainda não se saiba exatamente como ela se processa. Não faltam especulações explicativas a respeito do fenômeno. Alguns pesquisadores afirmam que a telepatia é um fenômeno puramente físico, enquanto outros o definem como puramente psíquico. Outros contestam as duas definições, alegando que tudo o que se pode afirmar com certeza é que dois centros nervosos mantêm uma temporária relação que transcende a faixa das influências sensoriais conhecidas da ciência.

Há também os que defendem uma tese ainda mais especulativa: a de que, no misterioso processo da transferência de pensamento, a segunda pessoa não é diretamente influenciada pela primeira, funcionando apenas como receptora das mensagens de uma Supermente, a qual todas as outras estão ligadas. Seja qual for a explicação que se queira dar ao fenômeno telepático, não se pode é negar que ele exista. A comunicação por telepatia é muito comum, por exemplo, entre mães e filhos. O professor W.H.C Tenhaeff, holandês, especialista em percepção extra sensorial, estudou profundamente o caso de uma senhora que, durante a gravidez do terceiro filho, sonhou que, se desse a luz à uma menina, esta viveria poucos dias. Nasceu uma menina e apesar das garantias do médico de que o bebê era perfeitamente normal, a mãe entrou num estado de inquietação que beirava o pânico. Ela contou a Tenhaeff que não conseguia se livrar da visão do sonho, apesar de se esforçar nesse sentido. Seu marido, o médico e as enfermeiras do hospital onde estava internada fizeram tudo para tranqüilizá-la, sem resultado. Até que, no quarto dia depois de nascida, a menina foi encontrada morta no berçário. Diz Tenhaeff: “Quanto mais estudamos casos como esse, mais somos levados a considerar que a intuição materna é uma forma toda especial de percepção extra-sensorial. Há uma estranha combinação de telepatia e premonição na base da relação mãe-filho”. Além dos casos de comunicação telepática registrados no seio das famílias e, especialmente entre mães e filhos, existem numerosas outras provas de que a telepatia não é uma fantasia mística. Um caso de poder telepático que ficou recentemente famoso no mundo inteiro é o de Uri Geller, que alguns céticos chamaram de “um duvidoso mágico de cabaré”. Mas os céticos não foram a maioria; cientistas de várias áreas fizeram todo tipo de teste com ele, constatando seus dons extra-sensoriais. Geller foi submetido a testes rigorosos no Instituto de Pesquisas Stanford, na Califórnia. O físico Ted Bastin, um dos que observou os testes, declarou: “As coisas que eu vi Geller fazer são absolutamente notáveis. Ele entortou objetos sem tocar neles e fez outros se movimentarem pela sala. Diante de um fenômeno como esse, não se pode querer conservar, a qualquer custo, uma visão científica ortodoxa. Geller é genuíno. Não existe qualquer truque por trás do que faz”.

Duas mentes se comunicam a 2.000km de distância

Na União Soviética, as pesquisas sobre telepatia têm sido intensificadas a cada ano. Certos de que todo ser humano tem dentro de si a capacidade de transmitir e receber pensamentos, não importa a que distância e quais as barreiras, os cientistas russos começam a divulgar suas pesquisas sobre o fenômeno telepático. No dia 19 de abril de 1966, Karl Nikolaiev desembarcou de uma avião na cidade de Novosibirsk, na Sibéria, dirigindo-se imediatamente para o bairro Academgorodok, que é uma verdadeira cidade científica. Ali, cientistas de várias especialidades dispõe de todas as facilidades para realizar suas pesquisas. A média de idade é de 30 anos. O QI médio é de 130 pontos. Nikolaiev era o homem escolhido para servir como receptor de mensagens telepáticas a serem enviadas de Moscou, a mais de dois mil quilômetros de distância. Ele devia provar que duas pessoas espiritualmente sintonizadas podem entrar em contato sem precisar de máquinas, não importa a distância que as separe. Era meia noite na Sibéria. Em Moscou, os relógios do Kremlin bateram oito horas. Yuri Kamensky, biofísico, recebeu de um grupo de cientistas um pacote lacrado e foi trancado num quarto à prova de radiação.

– Eu não sabia o que devia transmitir telepaticamente a Nikolaiev – disse ele. – Só sabia que se tratava de seis objetos que a comissão entregaria em pacotes lacrados. Eu teria dez minutos para a transmissão de cada objeto. No primeiro pacote, vi uma mola de metal, formada de sete espirais duros. Peguei a mola e deixei que meus dedos sentissem suavemente as espirais. Tentei imaginar que estava sentado em frente a Nikolaiev e, então, tentei ver a mola com os olhos de Nikolaiev. A dois mil km de distância, Nikolaiev se concentrava. Testemunhas oculares viram seus dedos fecharem ao redor de algo visível apenas por ele. Nikolaiev escreveu então: “redondo, lustroso, parece uma bobina de fios de aço, um carretel”. Depois, quando Kamensky se concentrou numa chave de fenda com um cabo preto de plástico, Nikolaiev anotou: “comprido e fino… metal… plástico… plástico preto”. Após a experiência, Kamensky, o transmissor, declarou:

– Parece que todos têm dentro de si a possibilidade latente de transmitir e receber. Mas, como ocorre com qualquer possibilidade latente, esta também tem que ser desenvolvida e treinada. E há pessoas que têm, naturalmente, mais talentos que outras.

Todos nós possuímos forças telepáticas latentes?

Durante outras quatro noites daquele mês de abril, o “receptor” Nikolaiev tentou entrar em contato com alguns outros “transmissores” em Moscou. Um deles, o estudante A. G. Arlashin, escolheu seis objetos entre vários colocados à sua frente numa mesa. Um dos objetos era um halter. Em Novosibirsk, Nikolaiev registrou: “metal, comprido, redondo, grosso… duro, não é de cromo, uma vara de aço… pesada. Um halter, talvez…” Entretanto, Nikolaiev encontrou maior dificuldade em sintonizar os pensamentos de Arlashin do que os de Kamensky. E concluiu que a causa era a dúvida de Arlashin, que não sabia escolher entre os objetos na mesa. Os parapsicólogos russos concordam com ele, sustendando que, se os pensamentos dos transmissores forem vagos ou hesitantes, também as imagens recebidas pelo receptor se tornarão vagas e nebulosas.

Nikolaiev descreveu 50 dos objetos transmitidos de modo satisfatório, declarou, após as experiências, o Dr. Ippolit Kogan, diretor do Laboratório PSI, em Moscou, um órgão que estuda fenômenos parapsicológicos. A imprensa e os cientistas estavam excitados. O engenheiro Victor Propokin escreveu no Pravda que o sucesso de Nikolaiev na Sibéria convenceu-o de que todas as pessoas têm forças telepáticas latentes, em diversas graduações e que essas forças podem ser treinadas. No mesmo jornal, o Dr. Kogan escreveu: – Se os resultados desses e outros testes forem considerados com a reserva necessária – ceticamente, mas também sem preconceitos – não há dúvida de que a parapsicologia, com todo seu mistério, em breve será aceita como ciência.

Aparelhos registram: o cérebro recebeu a mensagem

Testes importantes com Nikolaiev e Kamensky foram feitos também no laboratório da Universidade de Leningrado. Nikolaiev, o receptor, ficou nesta cidade, trancado num quarto isolado, mas ligado a um eletroencefalograma por meio de eletrodos. Deram-lhe meia hora para relaxar completamente, o que é necessário para estimular a sensibilidade telepática. Em Moscou, também isolado num espaço fechado, Kamensky se preparava para a transmissão.

A eletrofisióloga Luisia Palowa e o matemático Genady Sergeyev mandaram Nikolaiev abrir e fechar a mão cada vez que sentisse uma coisa diferente. O movimento seria registrado pelo aparelho, fora do quarto e mais tarde Nikolaiev explicaria os sinais. Ele não sabia em que momento, durante quanto tempo e quantas mensagens Kamensky transmitiria. O aparelho foi ligado. Computadores zuniram e logo apareceram no papel as linhas calmas das ondas alfa, indicando que Nikolaiev estava sereno e relaxado. Num dado momento, Kamensky, fechado em seu quarto à prova de radiação, em Moscou, começou a transmitir. Exatamente três segundos mais tarde a imagem do cérebro de Nikolaiev mudou totalmente. Assim, os russos conseguiam registrar o preciso momento em que a mensagem telepática alcançava o cérebro. Os jornalistas escreveram: “Se o teste pode ser repetido e repetido com resultado positivo, então será comprovada a hipótese da telepatia”. A experiência foi repetida com sucesso. Num relatório escrito em 1967, a Drª Palowa afirmava: Temos que fazer mais experiências a longa distância para podermos chegar a conclusões definitivas. Mesmo assim, os resultados de nossos testes – realizado numa distância média de 600km, dão muita esperança. No mesmo relatório, ele observa que, curiosamente, o eletroencefalograma sempre registrava a mensagem cinco segundos antes que Nikolaiev a registrasse conscientemente. E, ainda mais imortante, a recepção da mensagem era registrada em diversas regiões do cérebro de Nikolaiev. Por exemplo, quando a mensagem transmitida era visual – um maço de cigarros vazio – a mensagem se concentrava na occipital, a parte atrás da cabeça, isto é, o centro onde normalmente as impressões visuais são registradas. E quando se transmitiam sons, como uma série de zunidos ou sons de flauta, a atividade do cérebro se concentrava na região atrás das têmporas, onde normalmente o cérebro registra os sons.

Os astronautas poderão “falar” com a Terra

A fonte de telepatia, evidentemente, não deve ser procurada na cama da consciência onde se formam as palavras de um idioma, mas numa camada mais profunda. Em 1967, a revista científica Notícias Marítimas informou: “Cosmonautas descobriram que no espaço eles eram capazes de comunicar-se com muito mais facilidade, telepaticamente, do que na Terra. Por isso, no programa de treinamento de cosmonautas foi inserida uma nova matéria: “treinamento psi”.

Os parapsicólogos russos acreditam que a telepatia será a única forma de comunicação possível entre cosmonautas de nosso planeta e cosmonaves de outras terras. E como a distância não parece influir muito na intensidade da mensagem, nem existe um elemento conhecido capaz de barrar o caminho do pensamento telepático, acredita-se que num futuro longínquo só se usará a telepatia entre a Terra e outros planetas. O Dr. Kogan acha perfeitamente possível utilizar a telepatia em vôos espaciais, apontando as vantagens do método:

– Imagine que um rádio pife num vôo espacial. Então, um membro da tripulação só precisará, por exemplo, transmitir o número “5” telepaticamente para a Terra, a fim de comunicar que algo está errado e que a base tem que tomar providências. Kogan também admite a possibilidade de expedições perdidas na Terra transmitirem um SOS telepático. Assim, submarinos conseguiriam entrar em contato com a terra ou com outros navios, já que o rádio comum não funciona debaixo d’água.

Segundo revelou em 1959 a revista francesa Science ET Vie, os americanos já estavam fazendo testes telepáticos entre o submarino atômico Nautilus e a terra. Apesar de o governo americano ter desmentido a notícia, os russos começaram a redobrar seus esforços nesse campo.

– Fizemos pesquisas exaustivas e secretas a respeito da telepatia já na época do governo Stalin. Hoje é a América que está fazendo testes com seus submarinos. Nós já os fizemos antes. É essencial que recomecemos – disse, em 1960, o Dr. Vasiliev, membro da Academia de Ciências da União Soviética e presidente da Faculdade de Fisiologia de Leningrado, que depois se tornou diretor de um laboratório parapsicológico naquela cidade. Na década de 60, os russos reiniciaram seus testes de comunicação entre submarinos e a terra. Cientistas separaram coelhinhos recém-nascidos de sua mãe, levando-os à um submarino que mergulhou até uma considerável profundidade. A coelha ficou na terra, seu cérebro ligado por eletrodos a um EEG (eletroencefalograma). No submarino, em horários pré determinados, os coelhinhos foram mortos, um a um. E a cada vez, o cérebro da coelha mãe, lá na terra, reagia.

Um veículo eficaz de propaganda subliminar?

Diversos cientistas do mundo comunista acreditam que a telepatia pode ser reforçada, da mesma forma que as ondas de rádio. Se isso for realmente verdade, os arquitetos do futuro terão que enfrentar um novo problema: construir casas à prova de telepatia. Será provavelmente uma tarefa difícil, pois os testes feitos até hoje ocorreram sob as condições mais diversas: em salas à prova de radiação, debaixo d’água, a grandes distâncias, etc. Contra todos os tipos de radiação já se inventou uma ou outra proteção, mas não contra a telepatia. A não ser os próprios pensamentos.

As pesquisas de Annie Besant e Leadbeater sobre forma-pensamentos, mostram que pensamentos dirigidos a nós só podem adquirir força se alguma coisa dentro de nós corresponde àquele pensamento. Tudo depende de nossa estrutura parafísica e essa é formada pelo nosso modo de viver, sentir, agir, pensar, que pode (ou não) constituir uma barreira instransponível a tudo que vem de fora.

Em experiências feitas ainda antes da Segunda Guerra, o Dr. Vasiliev provou que é possível influenciar uma pessoa a grande distância, assim que ela caia no sono. E se é verdade que radiações telepáticas podem ser fortalecidas infinitamente, nós não precisamos de muita imaginação para cogitar da telepatia como uma nova arma secreta. O físico polonês Stefan Manczarski chegou a falar da telepatia como meio de propaganda. Seria, segundo ele, um meio de propaganda extremamente eficaz.

Eficaz, sem dúvida e por isso mesmo muito desagradável. Já imaginaram os riscos que a humanidade correria se aqueles que detêm o poder fossem capazes de influenciar diretamente as mentes das pessoas?

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