Agave: mitos e fatos

Por Luís Guerreiro

Nos ultimos anos, principalmente nos EUA foi introduzido um novo tipo de adoçante, o agave – a comunidade crudivora foi uma das afectadas ao começar a consumir o suposto xarope de agave cru, principalmente os vegans mais extremistas que não querem usar mel. Sabe-se agora que o agave é proveniente da mesma industria que produz a tequila e alguns autores como David Wolfe refere envolvimentos da própria máfia na venda deste produto.

O publico mais informado deixou de consumir açucar refinado e xarope de milho para passar a consumir agave com a ilusão de que o mesmo seria saudável.

O agave tradicional era feito de yuca ou a planta do agave. O agave vendido comercialmente é feito do amido da raiz de uma espécie de ananás. Este amido é semelhande ao do milho ou do arroz e um hidrato de carbono complexo chamado inulina que é feita de cadeias de frutose. Tecnicamente a inulina é uma fibra altamente indigesta.

O processo de produção do “nectar” de agave actual é semelhante ao da produção do xarope de milho (o adoçante mais usado pela industria de bebidas gaseificadas como a Coca-Cola, por ex.), que tem sofrido imensas criticas pelos prejuizos á saude. É um processo enzimático e quimico que transforma o amido em frutose altamente concentrada. As enzimas são modificadas geneticamente. São usados ainda ácidos causticos, clarificantes e quimicos filtrantes. O resultado é um concentrado de frutose refinada e inulina.

Existem dois tipos de coloração do agave, claro e escuro. O agave escuro é resultado de um erro de preparação em que o mesmo é queimado, mas mesmo assim vendido como se fosse proveniente de origem artesanal para justificar a cor.

O agave é rico em saponinas. Saponinas que são abortivas pois estimulam o fluir do sangue para o utero. São esteroides tóxicos, capazes de destruir as células vermelhas do sangue. As saponinas são usadas como veneno para peixes. A industria descreve a saponina do agave como benéfica.

Uma das principais companhias distribuidoras do xarope de agave “cru”, a Madhava, deixou de poder vender o produto por não poder garantir a qualidade do mesmo.

Embora com um índice glicémico baixo o xarope de agave pode provocar complicações variadas. Retirada de minerais do organismo, inflamação do figado, endurecimento das artérias, pressão arterial alta, doenças cardiovasculares e obesidade.

Outras complicações e efeitos secundários:

– Síndroma Metabólico
– Acido Urico
– Problemas de resistencia insulinica
– Problemas sérios de efeitos secundários em diabéticos
– Pode produzir ainda diarreia e vómitos
– Deve ser evitado por grávidas ou gestantes.

Estes adoçantes foram introduzidos no mercado pura e simplesmente para produzir lucro, aproveitando-se da desinformação do publico que preocupado com o açucar, aspartame e outros adoçantes correntes, procurava uma alternativa saudável.

A FDA teve que intervir junto do maior comerciante de agave nos EUA, a Western Commerce Corporation da California, por este estar a dulterar o agave com xarope de milho altamente concentrado, incluindo o agave considerado biológico. A empresa foi fechada.

A informação das etiquets do agave nem está conforme as regulações das agencias responsáveis pela alimentação, incluindo a FDA.

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