Poesia e música se equivalem para a mente

06.11.2013 ]

Poesia e música se equivalem para a menteUma nova tecnologia de imageamento cerebral está ajudando os pesquisadores a preencher a lacuna entre a arte e a ciência.

Os estudos sobre os efeitos da música sobre o cérebro já são bastante numerosos – já se sabe, por exemplo, que ouvir música faz o cérebro inteiro se iluminar.

Agora, para reforçar essa ponte entre ciências e arte, pesquisadores acabam de mapear as diferentes formas com que o cérebro responde à leitura de textos escritos em poesia e em prosa.

Rede de leitura

Os pesquisadores usaram a última palavra em tecnologia de ressonância magnética funcional (fMRI), que lhes permite visualizar quais partes do cérebro são ativadas para processar diferentes atividades.

A equipe identificou atividades no que eles chamaram de “rede de leitura” do cérebro, uma região que é ativada em resposta à leitura de qualquer material escrito.

Mas eles também descobriram que a escrita emocionalmente mais carregada desperta várias regiões do cérebro fora dessa rede, que normalmente são ativadas quando a pessoa ouve música.

Estas áreas, predominantemente no lado direito do cérebro, já foram previamente responsabilizadas pelos “arrepios na coluna” causados por uma reação emocional à música.

Sentido fisiológico da arte

Quando os voluntários leram uma de suas passagens favoritas de poesia, as áreas do cérebro associadas com a memória foram estimuladas mais fortemente do que a “rede de leitura”, indicando que a leitura de uma poesia de que se gosta é uma espécie de lembrança.

Em uma comparação específica entre poesia e prosa, a equipe encontrou evidências de que a poesia ativa áreas do cérebro – como o córtex cingulado posterior e lobos temporais mediais – associadas com a introspecção.

“Algumas pessoas dizem que é impossível conciliar ciência e arte, mas as novas tecnologias de imagens do cérebro estão nos dando um crescente corpo de evidências sobre como o cérebro responde à experiência da arte,” disse o professor Adam Zeman, da Universidade de Exeter (Inglaterra).

“Este foi um estudo preliminar, mas é parte de um trabalho que está nos ajudando a ter um sentido psicológico, biológico e anatômico da arte,” concluiu o pesquisador, cujo trabalho foi publicado no Journal of Consciousness Studies.

http://www.diariodasaude.com.br

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