Refrigeração termossolar transforma calor do Sol em frio

Refrigeração termossolar transforma calor do Sol em frio

Geladeira solar

A engenheira mexicana Susana Flores, da Universidade de Puebla, criou um sistema de refrigeração solar que pode funcionar não apenas como geladeira, mas também como condicionador de ar.

Em vez de usar um painel solar para gerar eletricidade para alimentar um compressor tradicional, a professora Susana criou um sistema de refrigeração termossolar, que transforma o calor do Sol em frio sem passar pela energia elétrica.

O protótipo consegue manter a água a 9º C durante todo o dia, o que é suficiente para conservar alimentos ou fazer funcionar um sistema de ar-condicionado.

“Com essa temperatura é possível conservar alimentos, mas nosso objetivo é chegar a 5º C, o que tornará possível conservar pescado sem desnaturar as proteínas do peixe,” disse Susana.

Segundo a engenheira, a conservação de medicamentos e vacinas em localizações remotas é outra possibilidade de uso promissor para a tecnologia de geladeira termossolar.

Refrigeração termossolar

O sistema faz o resfriamento aproveitando o calor do Sol por meio de um ciclo termodinâmico de adsorção-deadsorção que dura 24 horas.

Como refrigerante é usado metanol e, como adsorvente, são usadas zeólitas, um mineral altamente poroso.

Durante o dia “se produz o aquecimento, a deadsorção e o período de condensação. A energia solar aquece a zeólita e aumenta a pressão de vapor do metanol. Este refrigerante se condensa e é conservado em um tanque que alimenta o evaporador,” explica a engenheira.

Durante a noite o processo se inverte, tendo lugar a evaporação, adsorção e o resfriamento.

“A temperatura da cama adsorvente diminui depois do pôr-do-sol, por isso a pressão do refrigerante se reduz e ocorre a evaporação, enquanto o adsorvente é esfriado. Durante este período o refrigerante começa a evaporar e é novamente adsorvido pela zeólita, gerando o esfriamento. O processo de adsorção continua toda a noite, até a manhã seguinte,” completa a pesquisadora.

A quantidade de água que é resfriada depende da quantidade de zeólita utilizada, e o resfriamento obtido pelo protótipo, ainda sem otimização, foi de 11º C em relação à temperatura ambiente, mas isto pode variar dependendo da incidência solar de cada região e a cada estação.

A pesquisadora afirma que já recebeu contato de empresários alemães interessados em investir na tecnologia.

http://www.inovacaotecnologica.com.br

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