Estudos científicos sobre antidepressivos têm viés e até resultados invertidos

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Igual a placebo

Uma nova análise dos estudos científicos da área está levantando sérias questões sobre o uso cada vez mais comum dos medicamentos antidepressivos de segunda geração para o tratamento dos transtornos de ansiedade.

Um grupo de especialistas concluiu que os estudos usados para embasar a aprovação e o uso desses medicamentos foram distorcidos por uma série de mecanismos, que incluem o chamado “viés de publicação” e até a inversão dos resultados.

Em alguns casos, os antidepressivos de segunda geração, que estão entre as drogas mais prescritas no mundo, não são significativamente mais úteis do que um placebo.

As descobertas foram feitas por pesquisadores da Universidade do Estado do Oregon, Universidade de Ciência e Saúde do Oregon, ambas no EUA, e da Universidade de Groningen, na Holanda. Os resultados foram publicados na revista médica JAMA Psychiatry.

Inversão de resultados

O viés de publicação foi um dos problemas mais graves identificados pela equipe de especialistas que analisou os trabalhos dos seus colegas, incluindo pesquisadores de universidades e de empresas farmacêuticas.

A equipe identificou o viés de publicação justamente nos ensaios clínicos controlados com placebo e duplo-cegos que foram revisados pela FDA (Food and Drug Administration), o órgão encarregado de dar um aval a esses estudos e garantir a aprovação dos novos medicamentos.

Foi observado também um viés nos chamados “relatórios de resultados”, com os resultados positivos do uso das drogas sendo enfatizados em relação aos resultados considerados negativos.

E até mesmo inversões totais dos resultados foram identificadas: alguns cientistas concluíram que os tratamentos eram benéficos mesmo quando seus próprios resultados publicados eram de fato estatisticamente insignificantes.

Ciência questionável

“Estes resultados espelham o que encontramos anteriormente com os mesmos medicamentos quando utilizados para tratar a depressão severa, e com os antipsicóticos,” disse o Dr. Erick Turner, coordenador do estudo.

“Quando esses estudos não dão resultados positivos, você geralmente não ficará sabendo a partir da literatura científica revisada pelos pares,” acrescenta Turner.

A “literatura científica revisada pelos pares” é considerada a “palavra oficial” para se saber quando um determinado experimento produziu resultados cientificamente válidos.

http://www.diariodasaude.com.br

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