Cientistas descobriram que ar poluído pode envelhecer seu cérebro

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Se você vive em uma cidade grande, as chances de ter envelhecimento precoce do cérebro são muito maiores

Por Rafael Gonzaga

Quem mora em grandes cidades tem algumas preocupações já cotidianas: trânsito caótico, falta de tempo, mercado imobiliário cada vez mais agressivo e… qualidade do ar. Muita gente acaba nem dando atenção, mas o ar que a gente respira nos centros urbanos nem de longe é o mais adequado. Além de causar inflamações em todo o sistema respiratório, do nariz até os pulmões, as pessoas podem adicionar uma nova preocupação na listinha.

De acordo com uma matéria publicada no site do The New York Times, a exposição à poluição do ar pode acelerar o envelhecimento do cérebro. A descoberta do novo estudo foi publicada na revista Annals of Neurology. Alguns estudos mais antigos já haviam mostrado que a poluição atmosférica pode causar danos no sistema vascular, mas esse mostrou agressões diretamente no cérebro.

De 1996 a 1998, cerca de 1,4 mil mulheres sem problemas mentais foram inscritas em um grande estudo de saúde. Na pesquisa, os especialistas teriam medido o volume cerebral através de exames de ressonância magnética entre 2005 e 2006, quando todas elas estavam na faixa de 71 a 89 anos.

Eles também usaram dados de satélite para calcular as partículas poluentes inaláveis, menores que 2,5 micrômetros, conhecidas como poeira fina. Esse tipo de poluente entra facilmente nos pulmões e, posteriormente, cai na corrente sanguínea. Em paralelo, os pesquisadores utilizaram as referências residenciais das mulheres para observar a poluição nos locais onde elas viviam.

Quando todos os dados da pesquisa foram cruzados, os investigadores conseguiram observar que a cada centímetro cúbico de poluição ocorria também uma diminuição de 6,23 centímetros cúbicos de matéria branca nas pessoas – o equivalente a algo em torno de um e dois anos de envelhecimento cerebral.

De acordo com a matéria, o estudo tomou o cuidado ainda de analisar vários pontos como sedentarismo, tabagismo, índice de massa corporal. Mesmo com todos os fatores, o resultado final continuou garantindo a associação entre o envelhecimento precoce do cérebro e a poluição do ar.

Ou seja, se na listinha de problemas relacionados à poluição do ar já tinha coisas como rinite, bronquite, alergia, enfisemas, câncer, envelhecimento da pele e problemas cardiovasculares, já podemos colocar nessa conta também aceleramento da perda de funções cognitivas, aumento do risco de derrame e a perda de função cerebral, também conhecida como demência.

Vale lembrar que nas últimas medições do ar no Brasil, foi apontado que só em São Paulo 99 mil pessoas morreram entre 2006 e 2011 em função de doenças respiratórias ou cardiovasculares ligadas à poluição. No Rio de Janeiro, o número foi de 36 mil no mesmo período.

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