Como quebrar a conexão entre dinheiro e Medicina?

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Dinheiro e Medicina

Mesmo depois de séculos de juramentos e leis bem-intencionadas, o debate sobre se o dinheiro compromete a Medicina continua por ser resolvido, observa o Dr. Eli Adashi em um artigo publicado no Journal of Ethics da Associação Médica Americana.

O problema pode não ser verdadeiramente intratável, defende ele, mas as recentes reformas provavelmente farão pouco progresso ou diferença.

“Esta é uma daquelas coisas que temos que reconhecer que estão conosco há muito tempo,” disse Adashi, da Universidade de Brown (EUA). “E provavelmente vai estar conosco para sempre. Provavelmente não seja totalmente solucionável a menos que realmente se faça um esforço combinado guiado pelo consenso, mas esse consenso não existe. Eu acho que é um exercício útil tratá-lo como ele é.”

Juramento médico

“Aqueles que se preocupam que os médicos sejam comprometidos pelo dinheiro – e certamente nem todo o mundo está [preocupado com isso] – têm procurado evitar isso há séculos,” escreve o Dr. Adashi. “Os juramentos dos médicos, datando de centenas de anos na Espanha, Índia, Japão, todos condenam a ganância (e, em um caso, a avareza).”

No entanto, em diferentes países e em diferentes graus, a Medicina e o dinheiro permanecem entrelaçados não apenas na forma como os médicos ganham a vida, mas também nas dívidas que a sua educação cria, em sua capacidade empreendedora, ou pelas outras partes interessadas na indústria, sejam elas seguradoras de saúde ou empresas farmacêuticas.

Mesmo nos relativamente permissivos (laissez faire) Estados Unidos, reformas ao longo das últimas décadas têm procurado diminuir potenciais desafios, observa Adashi.

As Stark Laws tentaram coibir referências dos médicos aos pacientes para negócios deles próprios. O Affordable Care Act (Lei da Acessibilidade aos Cuidados Médicos) lidou com a questão da divulgação dos pagamentos da indústria para os médicos.

Corações e mentes dos médicos

O Affordable Care Act também incentiva uma transição de um modelo de pagamento “honorário por volume”, no qual os médicos recebem mais para fazer mais procedimentos (o mais rápido possível), para um modelo “honorário pelo valor”, que incentiva produzir um resultado de qualidade a um custo mínimo.

Mas mesmo esta última reforma, defende Adashi, pode não ser decisiva.

“Permanece a dúvida se uma alteração séria das regras econômicas básicas nesta escala irá de fato mudar ou não os corações e mentes [dos médicos],” conclui Adashi. “Mais provavelmente, dinheiro e medicina permanecerão indivisíveis e irreconciliáveis por algum tempo no futuro. Poucos esperam o contrário.”

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