Meditação supera largamente placebo na redução da dor

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Meditação é mais do que placebo

Pesquisadores do Centro Médico Wake Forest, nos EUA, acrescentaram mais um dado ao crescente corpo de evidências experimentais de que a meditação reduz a dor de forma significativamente mais eficaz do que o placebo.

A equipe do professor Fadel Zeidan, que já havia demonstrado que a meditação melhora o raciocínio em apenas quatro dias, fundamentou este novo estudo nas técnicas tradicionalmente usadas pela neurologia.

Usando imagens do cérebro, a equipe mostrou que a meditação produz padrões de atividade no cérebro muito diferentes daqueles produzidos pelo placebo quando ambos estavam sendo usados para tentar reduzir a dor dos pacientes.

“Ficamos completamente surpreendidos com os resultados”, disse o professor Zeidan. “Pensávamos que haveria alguma sobreposição nas regiões do cérebro entre a meditação e o placebo, mas os resultados deste estudo fornecem novas evidências objetivas de que a meditação da mente alerta reduz a dor de um modo único.”

Áreas do cérebro ativadas pela meditação

O grupo da meditação relatou que a intensidade da dor reduziu-se em 27%, enquanto o aspecto emocional da dor reduziu-se em 44% – doía menos e a dor parecia importar menos, respectivamente.

Em contraste, o placebo reduziu a sensação da dor em 11% e o aspecto emocional da dor em 13%.

Mas o monitoramento por neuroimagens mostrou que os efeitos envolveram partes diferentes do cérebro.

“Os exames de ressonância magnética mostraram pela primeira vez que a meditação da mente alerta produz padrões de atividade cerebral que são diferentes daqueles produzidos pelo placebo,” disse Zeidan.

A meditação reduziu a dor ativando regiões do cérebro (córtex cingulado anterior e orbitofrontal) associadas com o autocontrole, enquanto o placebo reduziu a dor atuando nas áreas de processamento da dor (córtex somatossensorial secundário).

Outra região do cérebro, o tálamo, foi “desativada” durante a meditação, ficando ativada durante todas as outras situações. Essa região do cérebro serve como um portal que determina se a informação sensorial tem permissão para chegar aos centros cerebrais superiores. Ao desativar esta área, a meditação pode ter feito os sinais sobre a dor simplesmente desaparecerem, disse Zeidan.

Vencendo os céticos

Os resultados ajudam a desbancar um dos argumentos preferidos dos cientistas mais conservadores, geralmente afeitos a tratamento medicamentosos, de que a meditação apenas induziria um “efeito psicológico” similar ao placebo.

Já os cientistas que estão fazendo o conhecimento avançar já possuem teorias explicando como a meditação funciona, uma vez que outros experimentos já haviam mostrado efeitos neurológicos no cérebro induzidos pela meditação.

http://www.diariodasaude.com.br

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