Monsanto pagará multa de US$ 80 milhões para governo dos EUA

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Enquanto isso, no Brasil, Kátia Abreu continua barrando pedidos de suspensão contra o glifosato e outros agrotóxicos.

A americana Monsanto, maior empresa de sementes do mundo, concordou nesta terça-feira (10) em pagar uma multa de US$ 80 milhões para encerrar as investigações nos Estados Unidos sobre violação de regras contábeis e distorção de informações financeiras referentes aos produtos de sua marca de herbicida, a Roundup.

Investigações da Securities and Exchange Comission (SEC, na sigla em inglês) — órgão equivalente à CVM no Brasil — descobriram que a Monsanto lançou em 2009 um programa de incentivos por meio de descontos que tinha o objetivo de promover sua marca Roundup em uma época que o produto estava perdendo espaço no mercado para outros concorrentes que vendiam a preços mais baratos.

Segundo o órgão americano, a Monsanto não tinha controles contábeis internos suficientes sobre os descontos dados a varejistas e distribuidores e não registrou os custos desses incentivos nas vendas da Roundup divulgadas nos balanços financeiros de três anos.

A SEC não divulgou o valor dos lucros distorcidos pela empresa. A Monsanto aceitou pagar a multa estabelecida pelo órgão, mas a empresa e seus executivos continuam negando as acusações de violação.

Glifosato

No ano passado, a Agência Internacional para Investigação sobre Câncer (IARC, sigla em inglês), instituição especializada da Organização Mundial de Saúde(OMS), confirmou a relação direta do agrotóxico glifosato como agente potencial de câncer em humanos e animais.

O herbicida, produzido há mais de 20 anos pela multinacional Monsanto, é o mais utilizado na agricultura mundial, em produtos como soja, trigo, arroz, milho, uva, banana, cacau, café.

Diante das diversas pesquisas nos últimos anos sobre os malefícios do glifosato, diversos países do mundo já proibiram sua aplicação nas plantações agrícolas.

No Brasil, o Ministério Público Federal (MPF) pediu em março do ano passado a suspensão do uso do glifosato e mais 8 agrotóxicos como parationa metílica, lactofem, forato, carbofurano, abamectina, tiram, paraquate e o 2,4-D. A medida visava obrigar a Anvisa a reavaliar a toxidade de ingredientes ativos suspeitos de causar danos à saúde humana e ao meio ambiente.

Porém, pressões realizadas pelo Ministério da Agricultura sob o comando da ministra Kátia Abreu pretende ampliar as facilidades já existentes para a liberação de agrotóxicos e manutenção no mercado nacional de substâncias que, como o glifosato, estão sendo banidas em outras partes do mundo.

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