Sol responde por menos de 15% dos casos de câncer de pele

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Equívoco

Graças a um papel contundente da mídia e da indústria de protetores solares, a maioria das pessoas já associa rapidamente o câncer de pele com a exposição ao Sol.

Ocorre que, afirmam os especialistas, os melanomas têm uma probabilidade muito maior de serem causados pela genética do que pela radiação ultravioleta do Sol, e eles muito mais provavelmente irão se desenvolver em áreas do corpo que não tomam Sol, sobretudo nas pessoas “não-brancas” – negras, latinas e asiáticas.

“O equívoco de que o Sol é responsável por todos os casos de melanoma induziu a taxas de sobrevivência mais baixas por causa do atraso no diagnóstico, particularmente entre as pessoas de cor,” explica o Dr. Arthur Rhodes, diretor do Centro de Prevenção ao Melanoma da Universidade Rush (EUA).

Desagravo ao Sol

O Dr. Rhodes estima que apenas 10 a 15 por cento dos melanomas são causados pela exposição excessiva ao Sol, e esses casos geralmente ocorrem em pessoas de pele fortemente sardenta e em que a exposição excessiva chega a danificar a pele.

Um estudo da Academia Norte-Americana de Dermatologia – Disparidades Raciais na Sobrevivência ao Melanoma, publicado em 2016 -, mostrou que, embora a incidência de melanoma seja maior nos brancos, as taxas de mortalidade são relativamente mais altas entre as pessoas de pele mais escura – o que não se restringe aos negros.

“Com uma frequência enorme, pacientes negros, hispânicos e asiáticos com câncer de melanoma nos dizem que acreditavam que o melanoma era um perigo apenas para os brancos que gostam de tomar Sol,” diz o relatório. “Mas qualquer um – independentemente da cor da pele – pode desenvolver melanoma, tanto em locais expostos ao Sol como protegidos do Sol. Não notar ou ignorar uma verruga nova ou que se modifica em um local protegido do Sol pode ser fatal”.

Verrugas e autoexame

Os melanomas desenvolvem-se a partir de células da pele chamadas melanócitos, localizadas na camada superficial da pele, chamada epiderme. Os melanócitos na epiderme produzem o pigmento (melanina) que dá a pele a sua cor e protege as células da pele dos efeitos prejudiciais da radiação ultravioleta.

Variedades anormais de melanócitos causam crescimentos da pele anômalos, mas muito comuns, conhecidos como verrugas. A maioria das verrugas é inofensiva, mas algumas variedades atípicas podem se transformar em melanoma.

Ou seja, apesar de sua alta letalidade, os melanomas são relativamente pequenos, não sangram e nem causam dor ou coceira. A grande importância da sua detecção precoce, especialmente entre as pessoas de pele mais escura, reside em sua elevada capacidade de se espalhar (metástase).

O Dr. Rhodes enfatiza a necessidade de um autoexame mensal, prestando atenção em áreas difíceis de ver no corpo dos membros da família, procurando pela presença de uma nova verruga, ou uma mudança em uma verruga pré-existente – uma mudança de tamanho, forma ou cor. Algumas das formas mais agressivas de melanoma podem ocorrer em áreas que recebem pouca ou nenhuma luz solar direta, ressalta ele.

“Metade de todos os melanomas em não-brancos ocorrem nas palmas das mãos, solas dos pés, próximo às unhas, membranas mucosas, área perianal, genitália e outras áreas que não estão expostas ao Sol, áreas que são difíceis de autoexaminar e comumente ignoradas,” explica ele.

Risco de câncer de pele

De acordo com o trabalho de Rhodes e seus colegas, uma variedade de características físicas, históricas e genéticas aumentam o risco de desenvolver melanoma, incluindo o seguinte:

Desenvolver uma verruga nas duas primeiras semanas de vida, uma verruga de nascimento – risco 10 vezes maior.
Ter um histórico pessoal de melanoma – risco nove vezes maior.
Ter um histórico familiar de melanoma – risco oito vezes maior.
Ter muitas verrugas ou verrugas atípicas – risco de oito a 40 vezes maior.
Passar pela remoção de um tumor Spitz – risco oito vezes maior.
Ter uma marca de nascença saliente e atípica removida – risco sete vezes maior.
Ter tido pelo menos 2 verrugas removidas no passado – risco cinco vezes maior.
Ter passado por tratamento para a psoríase com mais de 200 sessões PUVA (pílulas de psoraleno e radiação ultravioleta A) – risco cinco vezes maior.
Ter tido um câncer de células basais ou câncer de células escamosas – risco quatro vezes maior.
Presença de sardas densas induzidas pelo Sol – risco três vezes maior.
Ter passado por terapia de supressão imunológica relacionada a doença ou medicação – risco três vezes maior.
Ter cabelo vermelho – risco duas vezes maior.
Ter doença de Parkinson – risco duas vezes maior.
Múltiplas queimaduras solares na primeira infância – risco duas vezes maior.

http://www.diariodasaude.com.br

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