A Agonia da Umbanda

O título é forte, mas o momento urge providências.

Recentemente participamos de um debate no forum da RBU, onde surgiu novamente o assunto do crescimento ou diminuição do número de praticantes da religião  umbandista.

Achei que seria interessante registrar aqui no Blog de estudos algumas considerações sobre este tema.

Quem é umbandista atuante e não mero frequentador de Terreiros, já teve oportunidade de participar de debates semelhantes sobre esta questão, ou já ouviu de algumas lideranças que  “existem milhões de umbandistas no Brasil”.

Quando buscamos dados mais consistentes sobre o número real umbandistas e as informações obtidas não confirmam a afirmação acima, a resposta é que o método utilizado pelo IBGE no censo é errado, ou que existe muito preconceito sobre a religião e as informações são manipuladas, ou que o Umbandista é preconceituoso e se esconde atrás de outras religiões, como a Católica ou o Espiritismo.

Existem aqueles que ainda se comportam como no mito do avestruz que enterra a cabeça no chão  quando  se sente acuado, não querem saber de nada, se escondem e acham que a umbanda vai muito bem, que os Orixás cuidam de tudo, que tudo é bobagem, perda de tempo etc…

Já faz alguns anos que pesquisamos sobre esta questão, em 2002 escrevemos um texto onde fazíamos um levantamento dos dados estatísticos do IBGE de 1991 e 2000.

Em 1991 segundo dados do Censo existiam no Brasil 648.463 pessoas que se diziam praticantes de Umbanda ou Candomblé, já em 2000 este número se reduziu para 571.329 o que mostrava uma redução significante de 11,89% no número dos praticantes.

Segue abaixo imagens dos dados fornecidos pelo IBGE:

censo_umbanda1991

É interessante registrar que nesta época o número de praticantes do Candomblé era bem inferior ao número de praticantes da Umbanda.

Mesmo com estas informações, que consideramos seguras, técnicas e que servem de base para diversas políticas públicas, nossos irmãos umbandistas continuavam a criticar as informações e  defenderem o “mito” de que existiam milhões de umbandistas no Brasil.

É incrível como as pessoas se iludem e possuem resistência  a aceitar informações reais, positivas e lógicas.

Quando da realização do Censo de 2010 fizemos uma verdadeira campanha com vídeos, textos, e-mail´s para que os Umbandistas, que por algum motivo, se escondiam atrás de outras religiões que assumissem que eram Umbandistas e não espíritas ou Católicos.

umbanda2000total

O resultado do censo 2010 saiu e para nossa decepção, o número de umbandistas continuava a diminuir.

Quando participamos recentemente deste debate no fórum da RBU, fizemos uma pesquisa rápida no Google e localizamos um texto de 2004 do professor  Antônio Flávio Pierucci com o  título de “Bye bye, Brasil” – o declínio das religiões tradicionais no Censo 2000.

O link do texto completo encontra-se no final deste artigo.

Antônio Flávio Pierucci faleceu em junho de 2012, era sociólogo, professor e chefe do departamento de sociologia da  USP, filósofo, autor de vários livros e artigos sobre religião, pesquisador do CEPRAB e secretário geral da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC, ou seja, uma pessoa gabaritada para estudar e falar sobre  as informações fornecidas pelo IBGE.

Neste artigo Pierucci comenta sobre a retração numérica da umbanda, reproduzimos abaixo um pequeno trecho:

“Nos anos de 1960 era comum nos meios intelectuais, acadêmicos ou não, referir-se à umbanda como aquela, dentre as religiosidades afro-brasileiras, que parecia ter sido feita de encomenda não só para os negros, mas “para todos os brasileiros”. The Umbanda is for All of Us é o título de um mestrado defendido na Universidade de Wisconsin pela demógrafa e socióloga paulista Maria Stella Ferreira Levy. Isso foi em 1967.

Nesse mesmo ano, precisamente em 1967, o Serviço de Estatística Demográfica, Moral e Política do Ministério da Justiça informava a quem pudesse interessar que o número de umbandistas no Brasil estava na casa dos 240 mil – 240.088, para sermos exatos – e, além disso, mostrava que os brasileiros frequentadores de centros de umbanda estavam aumentando de forma notável naquela década, quase triplicando, visto que os registros do mesmo órgão para o ano de 1964, só três anos antes, haviam chegado à existência de apenas 93.395 umbandistas. Pelos estudos de Lísias Nogueira Negrão, especialista no tema, a década seguinte é que assistiria, particularmente no período de 1974 a 1976, “o momento culminante do crescimento da umbanda”, religião que se queria “afro” porém “para todos”, noutras palavras: étnica e universal.

Desde que surgiu no Rio de Janeiro na década de 1920, e já nas décadas de 1930 e 1940 começava a se disseminar pelo tecido urbano mais moderno do País, o das cidades grandes da região mais desenvolvida, o Sudeste, a umbanda foi vista como uma religião brasileira; para alguns, a religião que melhor encarnava a tradição sincrética nacional. A perspectiva da construção de uma identidade nacional esteve sempre à mão entre os intelectuais, pelo menos desde a República, o que desde logo favoreceu toda uma boa vontade com a umbanda. Afirmativamente afro e marcantemente popular, ela não se fechava etnicamente em sua negritude, mas se oferecia brasileiramente a todos os brasileiros. Pensava suas raízes como plenamente brasileiras e não simplesmente africanas. E povoava o panteão de deuses africanos, os orixás, com suas “linhas” de espíritos desencarnados de personagens tipicamente brasileiros: índios, caboclos, baianos, boiadeiros etc. O africanismo brasileiro em sua forma umbandista desde sempre se apresentou e se representou como uma “mistura típica”, “bem nacional”, de ingredientes de proveniência diversa, porém, ressignificados como autóctones. Isso o imunizou de qualquer pudor de embarcar nas diferentes ondas de nacionalismo cultural que se manifestariam em nossa história republicana a partir dos anos de 1930.

Apesar da incensada “brasilidade” da umbanda, apesar do desejado impacto demográfico que aos olhos dos estudiosos sua recepção mereceria ter para ela assim consolidar-se no concerto (multi)cultural das religiões em nosso País, ela começou a entrar em refluxo já na década de 1980. É o que informa Lísias Negrão. E desde então, ao que tudo indica, não parou mais de encolher aos poucos, recolhendo-se pouco a pouco, em sua fragilidade e modéstia.

A Tabela 4, que reúne dos três últimos censos demográficos as porcentagens referentes aos principais conjuntos religiosos, comparece neste artigo antes de tudo pela informação agregada que fornece a respeito das religiões afro-brasileiras. Impactados desde a Tabela 2 pelas diminutas cifras com que tanto a umbanda quanto o candomblé se mostram no censo 2000, vemos agora pela Tabela 4 que a perda de seguidores no conjunto dos cultos afro-brasileiros é lenta, gradual e contínua nas duas últimas décadas do século XX.

Dos 0,57% de brasileiros que declaravam pertencer à umbanda ou ao candomblé em 1980, apenas 0,44% o fazem em 1991 e em 2000 ainda menos: 0,34%.

A partir de 1991, quando o IBGE passou a separar umbanda de candomblé, tornou-se possível discernir qual das duas está perdendo terreno: é a umbanda, que cai de 541.518 em 1991 para 432.001 seguidores em 2000 (uma perda superior a cem mil adeptos), enquanto o candomblé, no mesmo período cresce de 106.957 para 139.329 participantes (um acréscimo superior a trinta mil adeptos). “

umbanda_pierucci

Confirmamos pelo artigo do professor Pierucci o que já tínhamos afirmado em 2002, o número oficial de umbandistas vem caindo gradativamente e para nós que somos umbandistas, que sabemos da beleza e da profundidade de conhecimentos e espiritualidade que esta religião possui, não podemos ficar inertes neste momento.

É preciso chamar mais uma vez os verdadeiros umbandistas a reflexão e a uma tomada de posição.

Vale destacar, do que foi apresentado acima, alguns questões para reflexão e possível mobilização por partes dos interessados, que neste caso somos todos nós umbandistas.

a) Enquanto o número de adeptos das religiões afro-brasileiras e católica diminui, o número de adeptos das religiões protestantes aumenta, da mesma forma que aumentam o número dos que não possuem religião e dos espíritas.

Qual o motivo que estaria afastando as pessoas das religiões ditas afro-brasileiras, neste caso representadas pelo Candomblé e pela Umbanda?

O que estaria motivando as pessoas a seguirem os protestantes, os Espíritas ou deixarem de ter uma religião (o que não significa serem ateus).

Esta reflexão seria interessante, pois poderíamos encontrar um caminho para estimular novos adeptos a religião de umbanda e da mesma forma repensarmos algumas características da umbanda.

b)Outra questão importante é registrar que no último Censo, o número de umbandistas diminuiu, enquanto o número de praticantes do Candomblé teve um pequeno aumento.

Qualquer um percebe que aumentou muito nos últimos anos os chamados Umbandomblés, que infelizmente acabam misturando fundamentos de religiões totalmente diferentes, gerando, em nossa humilde opinião, um monstro sem pés ou cabeças.

Particularmente acreditamos que este pequeno  crescimento do número de adeptos do Candomblé foi em função do aumento das casas de Umbandomblé.

O que motivaria uma pessoa que segue uma religião a procurar outra e ainda querer continuar na antiga?

Seria a falta de fé nos seus guias e protetores?

Seria a falta de conhecimento sobre sua religião?

Seriam interesses financeiros, pois todos sabem que na Umbanda somente se pratica o amparo espiritual de forma gratuita, enquanto no Candomblé existem varias formas de cobranças, através de ebós, trabalhos diversos,  jogos de búzios, etc…

Em 2007 fizemos uma reunião no Núcleo Mata Verde e recebemos a presença de alguns Babás de Umbanda e Candomblé onde tive a oportunidade de conversar com alguns.

Fiquei estarrecido com o que ouvi. Ao perguntar se o Pai comandava um Terreiro de Umbanda ou de candomblé recebi de alguns a resposta: Sou de candomblé mas também “toco” umbanda. (Particularmente não gosto desta expressão “toco umbanda”)

Ao perguntar qual o motivo de fazer esta mistura respondiam  “ o povo gosta”, ou outra resposta muito comum, fiquei com alguns problemas e precisei me fortalecer no candomblé.

Outra resposta muito comum era que “o Santo pediu” para ir para o Candomblé, mas acabei “carregando meu Caboclo e meus Exus” e agora preciso cuidar deles.

Aqui encontramos três questões importantes.

1)Não se deve seguir uma religião porque o povo gosta, da mesma forma que não se segue uma religião para atrair pessoas para cobrar, para viver financeiramente da fé e da carência humana.

Na Umbanda cada Dirigente possui sua profissão, seja ela qual for.

2)É um absurdo você passar por uma fase difícil em sua vida, e neste momento, que você necessita provar a sua fé,  no momento que você precisa mostrar sua “firmeza”, você vai procurar outra religião por achar mais forte que a sua e se submeter a outra pessoa.

Lembramos que estamos nos referindo aos  Dirigentes de Tendas e Terreiros de Umbanda e não a simples participantes ou médiuns iniciantes.

3)Outra questão absurda é você deixar de ser umbandista, ir para o Candomblé e “levar” seus Guias e protetores, e o pior de tudo, ter que cuidar dos seus guias.

Ora meus irmãos, não somos nós que cuidamos dos nossos guias, são eles é que cuidam de nós.

Com toda certeza esta pessoa que não tem fé na Lei da Umbanda e abandona seus Guias e Protetores, Caboclos e Pretos Velhos, não está levando Guia algum para o Candomblé.

Com toda certeza está “levando” um punhado de obsessores ou Kiumbas, que se fazem passar por Caboclos ou Pretos Velhos. Melhor seria dizer que está sendo conduzida por Kiumbas.

4)Quero tocar em mais uma questão delicada  que exige cuidado dos Umbandistas.

Infelizmente existe  no meio das religiões Afro-brasilerias, um movimento político que quer a todo custo relacionar a intolerância religiosa com o preconceito racial e também mobilizar os umbandistas para a questão da homossexualidade ou homoafetividade.

São questões sociais importantes, questões ligadas as liberdades individuas que devem ser discutidas, mas de forma adequada, independentes de religião e nunca relacionando a Umbanda com estas questões.

A Umbanda ensina e nos mostra uma vida espiritualizada, universalista, muito acima de questões materiais, de raças ou preferências sexuais.

Com toda certeza, estes movimentos radicais de minorias estão prejudicando, muito mais que ajudando no fortalecimento da Umbanda.

5)A última questão que acho importante para uma reflexão é a independência da Umbanda de outras religiões ditas de “Matriz Africana”.

Particularmente acredito que para fortalecemos a Umbanda é necessário urgentemente buscarmos a nossa individualidade como religião.

Já mencionei acima que existem diferenças enormes entre culto de Nação e Umbanda.

Culto de Nação tem como característica principal a questão cultural, a preservação da cultura africana, a tradição de um povo, dos seus valores, a valorização dos negros, o que deve ser assim e deve ter o apoio de todos nós brasileiros.

Já a Umbanda é uma religião de origem brasileira, universalista, não vinculada a nenhuma raça e aberta a todos.

Trabalhamos com espíritos que se manifestam em falanges de várias nacionalidades e características, e não somente do povo africano.

O próprio conceito de Orixá que é a parcela africana na umbanda, é interpretado e cultuado na Umbanda de maneira bem diferente do Candomblé ou do culto original africano.

Já passou da hora de termos federações que sejam somente de umbandistas, que se preocupem somente com  questões e interesses umbandistas e outras federações que sejam somente de Candomblé ou Nação e que se preocupem com questões que sejam somente do Candomblé.

Não é possível colocar na mesma mesa assuntos de ambas religiões, pois todos sabemos  que existem fundamentos totalmente diferentes e com todo certeza irão contrariar uma ou outra parte.

Em momentos que se façam necessários poderemos juntar forças, mas que cada uma tenha sua individualidade.

Este assunto é muito longo para ser abordado neste pequeno artigo, em breve estaremos abrindo alguns temas que foram abordados acima em outros textos.

Saravá Umbanda!

São Vicente, 18/05/2013

Manoel Lopes – Dirigente do Núcleo Mata Verde

Referências:

“Bye bye, Brasil” – o declínio das religiões tradicionais no Censo 2000

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142004000300003

http://www.blog.mataverde.org/archives/975

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Reação de aluno ateu a bullying acaba com pai-nosso na escola

16 Abril 2013 ]

Reação de aluno ateu a bullying acaba com pai-nosso na escolaO estudante Ciel Vieira (foto), 17, de Miraí (MG), não se conformava com a atitude da professora de geografia Lila Jane de Paula de iniciar a aula com um pai-nosso. Um dia, ele se manteve em silêncio, o que levou a professora a dizer: “Jovem que não tem Deus no coração nunca vai ser nada na vida”.

Era um recado para ele. Na classe, todos sabem que ele é ateu. A escola se chama Santo Antônio e é do ensino estadual de Minas. Miraí é uma cidade pequena. Tem cerca de 14 mil habitantes e fica a 300 km de Belo Horizonte.

Quando houve outra aula, Ciel disse para a professora que ela estava desrespeitando a Constituição que determina a laicidade do Estado. Lila afirmou não existir nenhuma lei que a impeça de rezar, o que ela faz havia 25 anos e que não ia parar, mesmo se ele levasse um juiz à sala de aula.

Na aula seguinte, Ciel chegou atrasado, quando a oração estava começando, e percebeu ele tinha sido incluído no pai-nosso. Aparentemente com a aquiescência da professora, alguns estudantes substituíram a frase “livrai-nos do mal” por “livrar-nos do Ciel”.

O rapaz gravou o bullying com o seu celular e o reproduziu em um vídeo no Youtube, onde expos a sua indignação (ver abaixo).

E só então, por causa da repercussão do vídeo, a direção da escola e a inspetoria passaram a cuidar do caso, mas para dar um jeitinho, de modo que a professora pudesse continuar a rezar o pai-nosso sem a presença de Ciel.

Contudo, a Secretaria de Estado da Educação, ao ser procurada pela Folha de S.Paulo, informou que a professora Lila tinha sido orientada a parar de rezar. Não se tem a versão da professora porque ela não quis falar com a imprensa. Lila é católica.

O estudante gravou um segundo vídeo para contar o desfecho do imbróglio e agradecer o apoio da Atea (Associação Brasileira dos Ateus e Agnósticos), de familiares e dos parentes.

Ao jornal, a mãe de Ciel comentou: “Até chorei quando vi o vídeo [o primeiro] dele. Meu filho sempre foi um aluno ético”.

Ela é espírita.

Fonte: http://www.geledes.org.br

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História das Religiões

1.O Judaísmo:

02. O Catolicismo e a Igreja Ortodoxa:

03. O Protestantismo:

04. O Islamismo:

05. O Hinduísmo:

06. O Budismo:

07. O Xintoísmo:

08. O Confucionismo e o Taoísmo:

09. Religiões das Pequenas Sociedades:

10. Antigas Religiões do Mediterrâneo:

11. Religiões africanas e as afro-americanas:

12. Religiões Nativas das Américas:

13. O Ceticismo e o Relativismo:

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Espiritualistas e religiosos assumem posições políticas diferentes

01.03.2013 ]

yogaEspiritualidade e religião

Quando os campos do humano e do divino se cruzam, espiritualidade e religião são termos tão distintos quanto progressistas e conservadores.

Um novo estudo mostra que a forma de encarar o “mundo de Deus” determina como as pessoas agem em relação ao “mundo dos homens”.

“Há grande sobreposição entre as crenças religiosas e as orientações políticas,” explica Jordan Peterson, da Universidade de Toronto (Canadá).

“Descobrimos que as pessoas religiosas tendem a ser mais conservadoras, e as pessoas espirituais tendem a ser mais progressistas,” diz ele.

“Enquanto a religiosidade é caracterizada por devoção a uma tradição específica, a um conjunto de princípios, ou código de conduta, a espiritualidade está associada com a experiência direta de autotranscendência e a sensação de que estamos todos conectados,” esclarece Jacob Hirsh, principal autor do estudo.

Mentalidade inclusiva e igualitária

Para confirmar a relação entre crenças e orientações políticas, os pesquisadores fizeram com que voluntários, tanto religiosos, quanto espiritualistas, participassem de uma sessão de meditação transcendental, uma prática tipicamente espiritualista.

Após a prática, todos foram submetidos a testes para aferir suas atitudes políticas em relação a temas controversos.

“Induzir uma experiência espiritual através de um exercício orientado de meditação levou tanto progressistas quanto conservadores a apoiarem atitudes políticas mais progressistas,” afirmam os autores.

“As experiências espirituais parecem fazer as pessoas se sentirem mais em uma conexão umas com as outras,” analisa Hirsh.

“As fronteiras que normalmente mantemos entre nós mesmos e o mundo tendem a se dissolver durante as experiências espirituais. Estes sentimentos de autotranscendência tornam mais fácil reconhecer que todos nós fazemos parte do mesmo sistema, o que estimula uma mentalidade inclusiva e igualitária,” acrescentou.

Equilíbrio necessário

Os pesquisadores esperam que essas descobertas não apenas aprofundem nossa compreensão da espiritualidade, mas também possam ajudar no diálogo político no futuro.

“A parte conservadora da crença religiosa tem desempenhado um papel importante na coesão das culturas e no estabelecimento de regras comuns. A parte espiritual, por outro lado, ajuda a renovar as culturas, adaptando-as a novas circunstâncias,” analisa Peterson.

“Tanto direita quanto esquerda são necessárias. Não é que qualquer uma delas seja a correta, é que o diálogo entre elas produz a melhor probabilidade que temos de conseguir o equilíbrio adequado. Se as pessoas pudessem compreender que ambos os lados têm um papel importante a desempenhar na sociedade, seria possível eliminar um pouco da tensão desnecessária [entre os dois campos],” concluiu.

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br

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Tantas pessoas, tantas crenças diferentes…

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Pena de morte para ateus é legalizada em 7 países

13.dez.2012 ]

AteísmoAlém dos países que punem os ateus com a morte, em outras nações os céticos e humanistas são obrigados a mentir para obter seus documentos oficiais, sem os quais é impossível ir para a universidade, receber tratamento médico e viajar para o exterior

Os ateus e outros céticos religiosos sofrem perseguição ou discriminação em muitas partes do mundo e em pelo menos sete países podem ser executados se sua falta da crença se tornar conhecida. A informação é de relatório da IHEU (União Internacional Humanista e Ética) divulgado no último dia 10/12/2012.

O relatório mostra que a situação dos “infiéis” é mais grave em países islâmicos, onde religião e Estado se confundem. As consequências para o cético às vezes podem ser brutais.

Ele também aponta que em alguns países europeus e nos Estados Unidos as leis favorecem os religiosos e suas organizações e tratam os ateus e humanistas como cidadãos de segunda classe.

O “A Liberdade de Pensamento 2012? afirma que “há leis que negam aos ateus o direito de existir, restringindo a sua liberdade de não ter nenhuma crença e de expressão. Também revogam sua cidadania e limitam seu direito de se casar.”

Há leis que “obstruem o acesso dos céticos à educação pública, proíbe que exerçam cargo público, criminalizam a sua crítica à religião e os executam por deixar a religião de seus pais.”

O relatório foi levado ao conhecimento de Heiner Bielefeldt, relator especial das Nações Unidas sobre a liberdade de religião ou crença. Ele disse haver pouca divulgação de que os ateus estão protegidos por acordos globais de direitos humanos.

O IHEU — que congrega mais de 120 entidades humanistas, ateístas e seculares em mais de 40 países — informou que divulgou hoje o relatório para marcar o Dia da ONU de Direitos Humanos.

De acordo com o relatório, que abrange 60 países, os sete onde ser ateu ou desertar da religião oficial pode trazer a pena capital são o Afeganistão, Irã, Maldivas, Mauritânia, Paquistão, Arábia Saudita e Sudão.

O relatório de 70 páginas não enumera casos recentes de execução por motivo de “ateísmo” porque os pesquisadores dizem que o delito é muitas vezes embutidos em outras acusações.

Em uma série de outros países — como Bangladesh, Egito, Indonésia, Kuwait e Jordânia — a publicação de ideias ateístas ou pontos de vista humanistas sobre religião são totalmente proibidos ou estritamente limitada, de acordo com leis de “blasfêmia”.

Em muitos destes países, e outros como a Malásia, os cidadãos têm de se registrar como seguidores de religiões oficialmente reconhecidas, as quais normalmente incluem não mais do que o islã, cristianismo e judaísmo.

Ateus e humanistas são, assim, obrigados a mentir para obter seus documentos oficiais, sem os quais é impossível ir para a universidade, receber tratamento médico, viajar para o exterior.

Países da Europa, da África subsaariana, da América Latina e da América do Norte, embora tenham governo tido como secular, dão privilégios a igrejas cristãs, como isenção fiscais e tratamento diferenciado em atividades como a educação.

Na Grécia e na Rússia, o governo protege ferozmente a Igreja Ortodoxa, cujos sacerdotes ocupam lugar de destaque em eventos de Estado. Na Grã-Bretanha bispos da Igreja da Inglaterra têm assentos na câmara alta do Parlamento.

Nos Estados Unidos, embora a liberdade de religião e de expressão tenha a proteção da Constituição, “há um clima social e político em que ateus e não-religiosos se sentem como os americanos menores ou não-americanos”, diz o relatório.

Em pelo menos sete Estados, há disposições legais que impedem ateus de assumirem cargos públicos. No Arkansas, uma lei proíbe ateu de depor como testemunha em um julgamento.

Fonte: http://www.pragmatismopolitico.com.br

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Os Livros Apócrifos

Conforme mencionado em uma publicação minha, Constantino, foi pressionado por sua corte a elaborar um conceito de Deus que agradasse a todas as dissidências cristãs que tinham como Jesus o salvador dos pecados do mundo. Constantino então, reuniu entre maio e junho de 325 d.c, o famigerado Concílio de Niceia. Este foi presidido pelo Bispo Alexandre de Alexandria.

E em meio a várias discussões durante alguns calorosos debates, um grupo de altos dignitários cristãos acordou que Deus era personificado em três entidades: Pai, Filho e Espírito Santo. O que contradiz os dizeres do próprio Cristo, pois nem no Novo Testamento nem em textos Apócrifos,há menções à Trindade. O que de comum acordo todos os evangelhos dizem é: “Eu(Jesus) e o Pai somos um”.

Neste célebre encontro os evangelhos que não tinham o consentimento do Espírito Santo foram denominados APÓCRIFOS. E de que maneira poderia ser ter certeza da vontade divina? Segundo se diz,todos os textos religiosos, até então escritos, foram colocados sobre um altar. Os bispos rezaram para que aqueles que não fossem verdadeiros, caíssem. E assim sucedeu-se. Remanesceram apenas os Evangelhos segundo João, Lucas, Mateus, Marcos, sem que nunca pudesse se provar sua autenticidade. É óbvio que o procedimento para a seleção dos Evangelhos eleitos não se deu tal qual os bispos disseram. Eles simplesmente optaram por aqueles que não representavam perigo à autoridade da Igreja, eliminando aqueles que comprovavam a descendência de Jesus, pois do contrário o Papa seria deposto e substituído por um herdeiro legítimo do Cristo.

Outro aspecto importante era o monoteísmo, Deus deveria ser uma personalidade suprema – da qual os papas seriam seus delegados na Terra. A pratica da feitiçaria também foi proibida, é claro, pois representava um perigo ao domínio da Igreja. Apesar de condenar os feiticeiros, a Igreja,não só permitia como utilizava-se da astrologia. O Concílio de Niceia iniciou-se em 20 de Maio de 325 d.c, sob a conjunção de Urano e Plutão em Aquário.Acredita-se que conjunções envolvendo Urano e Plutão são marcos na história e de avanços econômico/sociais.

Após Niceia, tudo o que não estivesse aderido aos ditames de Roma,era queimado (inclusive pessoas). Entretanto, a bem do conhecimento, muitos destes livros foram copiados, enterrados, ocultos por Monges agnósticos, fragmentados e publicados disfarçadamente sob outros títulos e de alguma maneira sobreviveram até os dias de hoje.Há uma enorme lista de escritos que foram declarados apócrifos. Segue abaixo a lista com sua grande maioria:

Antigo Testamento

Apocalipse de Adão
Apocalipse de Baruc
Apocalipse de Moisés
Apocalipse de Sidrac
Sexo, Sétimo, Oitavo, Nono e Décimo Livros de Moisés
Samuel Apócrifo
As Três Estrelas de Seth
Ascensão de Isaías
Assunção de Moisés
Caverna dos Tesouros
Epístola de Aristéas
Livro de Jubileus
Martírio de Isaias
Oráculos Sibilianos
Prece de Manassés
Primeiro Livro de Adão e Eva
Primeiro livro de Enoque
Primeiro livro de Esdras
Quarto Livro dos Macabeus
Revelação de Esdras
Salmos 151
Salmos de Salomão(ou Odes de Salomão)
Segundo Livro de Adão e Eva
Segundo Livro de Enoque(ou Livro dos Segredos de Enoque)
Segundo Livro de Esdras(ou Quarto Livro de Esdras)
Segundo Tratado do Grande Seth
Terceiro Livro de Macabeus
Testamento de Abraão
Testamento dos Doze Patriarcas
Vida de Adão e Eva

Novo Testamento

– A Hipóstase dos Arcontes – (Ágrafos Extra-Evangelhos) – Ágrafos de Origens Diversas – Apocalipse da Virgem – Apocalipse de João o Teólogo – Apocalipse de Paulo – Apocalipse de Pedro – Apocalipse de Tomé.

-Atos de André – Atos de André e Mateus – Atos de Barnabé – Atos de Felipe – Atos de João o Teólogo – Atos de Paulo – Atos de Paulo e Tecla – Atos de Pedro – Atos de Pedro e André – Atos de Pedro e Paulo – Atos de Pedro e os Doze Apóstolos – Atos de Tadeu – Atos de Tomé – Consumação de Tomé.

– Correspondência entre Paulo e Sêneca – Declaração de José de Arimateia – Descida de Cristo ao Inferno – Discurso de Domingo – Ditos de Jesusao rei Abgaro -Ensinamentos de Silvano – Ensinamentos do Apóstolo Tadeu – Ensinamentos dos Apóstolos.

– Epístola aos Laodicenses – Epístola de Herodes a Pôncio Pilatos – Epístola de Jesus ao rei Abgaro(2 versões) – Epístola de Pedro a Filipe – Epístola de Pôncio Pilatos a Herodes – Epístola de Pôncio Pilatos ao Imperador – Epístola de Tibério a Pôncio Pilatos – Epístola dos Apóstolos.

– Eugnóstos, o bem aventurado – Evangelho Apócrifo de João – Evagelho Apócrifo de Tiago – Evangelho Árabe de infância(fragmentos) – Evangelho Armênio de infância(fragmentos) – Evangelho da verdade – Evangelho de Filipe – Evangelho de Marcião – Evangelho de Maria Madalena(ou Evangelho de Maria Betânia) – Evangelho de Matia( ou tradições de Matias) – Evangelho de Nicodemos (ou Atos de Pilatos – Evangelho de João e Pedro.

– Evangelho de Tomé o gêmeo(Dídimo) – Evangelho do Pseudo-Mateus – Evangelho do Pseudo-Tomé -Evangelho dos Ebionitas(ou Evangelho dos doze apóstolos) – Evagelho dos Egípcios – Evangelho dos Hebreus – Evangelho Secreto de Marcos – Exegese sobre a Alma – Exposições Valentidianas – Fragmentos Evangélicos conservados em papiros – Fragmentos Evangélicos de texto coptas)

– História de José, o carpinteiro – Infância do Salvador – O julgamento de Pôncio Pilatos – Livro de João, o teólogo,sobre a assunção da Virgem Maria – Martírio de André – Martírio de Mateus – Morte de Pôncio Pilatos – Natividade de Maria – O Pensamento de Norea – O Testemunho da verdade – O trovão, Mente Perfeita – Passagem da Bem-Aventurada Virgem Maria

– Pistris Sophia(Fragementos) – Prece de Ação de Graças – Prece do Apóstolo Paulo – Primeiro Apocalipse de Tiago – Proto-Evangelho de Tiago – Retrato de Jesus – Retrato do Salvador – Revelação de Estevão – Revelação de Paulo – Revelação de Pedr – Sabedoria de Jesus Cristo – Segundo Apocalipse de Tiago – Sentença de Pôncio Pilatos contra Jesus – Sobre a Origem do Mundo – Testemunho sobre o Oitavo e o Nono –

– Tratado sobre a Ressurreição – Vingança do Salvador – Visão de Paulo
Prece de Ação de Graças – Prece do Apóstolo Paulo – Primeiro Apocalipse de Tiago – Proto-Evangelho de Tiago – Retrato de Jesus – Retrato do Salvador – Revelação de Estevão – Revelação de Paulo – Revelação de Pedro – Sabedoria de Jesus Cristo – Segundo Apocalipse de Tiago – Sentença de Pôncio Pilatos contra Jesus – Sobre a Origem do Mundo – Testemunho sobre o Oitavo e o Nono – Tratado sobre a Ressurreição – Vingança do Salvador – Visão de Paulo .

Escritos de Qunran

Nova Jerusalém (5Q15)
A Sedutora (4Q184)
Antologia Messiânica (4Q175)
Benção de Jacó (4Qpbl)
Bênçãos (1Qsb)
Cânticos do Sábio (4Q510-4Q511)
Cânticos para o Holocausto do Sábado (4Q400 – 4Q407/11Q5-11Q6)
Comentário sobre a Lei (4Q159/4Q513-4Q514)
Comentários sobre Habacuc(1QpHab)
Comentários sobre Isaías (4Q161 – 4Q164)
Comentário de Miqueias (1Q14)
Comentário sobre Naum (4Q169)
Comentários sobre Oseias (4Q166-4Q167)
Comentário sobre Salmos ( 4Q717/4Q173)
Consolações ( 4Q176)
Era da Criação (4Q180)
Escritos do Pseudo-Daniel (4QpsdDan/4Q246)
Exortação para Busca da Sabedoria(4Q185)
Gênese Apócrifo (1QapGen)
Hinos de Ação de Graças ( 1Qh)
Horóscopos (4q186/4Qmessa)
Lamentação ( 4Q179/4Q501)
Maldições de Satanás e seus Partidários ( 4Q286-4Q287/4Q280-4Q282)
Melquisedec, o príncipe celesre (11QMelq)
O triunfo da Retidão ( 1Q27)
Oração Litúrgica (1Q34/1Q34bis)
Orações Diárias (4Q503)
Orações para as Festividades (4Q507-4Q509)
Os Iníqüos e os Santos (4Q181)
Os Últimos Dias (4Q174)
Palavras das Luzes Celestes (4Q504)
Palavras de Moisés (1Q22)
Pergaminho de Cobre (3Q15)
Pergaminho do Templo (11QT)
Prece de Nabonidus (4QprNab)
Preceito da Guerra (1QM/4QM)
Preceito de Damasco (CD)
Preceito do Messianismo (1QSa)
Regra da Comunidade (1QS)
Rito de Purificação (4Q512)
Salmos Apócrifos (11QPsa)
Samuel Apócrifo (4Q160)
Testamento de Amran (4QAm)

Outros Escritos

História do Sábio Ahicar
Livro do Pseudo-Filon
Evangelho de Judas

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Livros Encontrados em:

http://mucheroni.br.tripod.com/outro_idioma.htm

Informações do texto em:

“Os Fatos sobre O Catolicismo Romano”, de John Ankerberg & John Weldon, 1999, 2ª edição, Chamada da Meia-Noite.
Contribuição de Raphael Souza de Melo.

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