Atividade física pode prevenir até 10 mil casos de câncer por ano

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Exercícios contra o câncer

Até 10 mil casos de câncer podem ser prevenidos por ano no Brasil somente com o aumento da prática de atividade física.

É o que garantem pesquisadores do Departamento de Medicina Preventiva da USP, que fizeram o levantamento em parceria com equipes das universidades de Harvard (Estados Unidos), Cambridge (Reino Unido) e Queensland (Austrália). Mais de 400 mil novos casos de câncer são diagnosticados por ano no Brasil.

A atividade física pode reduzir o risco de câncer por diversos mecanismos biológicos, como pela redução da adiposidade, redução de fatores pró-inflamatórios, redução da insulina, da resistência à insulina e de fatores de crescimento semelhantes à insulina, redução de hormônios sexuais e melhora da função imune.

“A redução da adiposidade também teria um efeito nos demais mecanismos citados e, portanto, seria o principal mediador dessa relação entre atividade física e câncer,” disse o pesquisador Leandro Fórnias Machado de Rezende, que cita os cânceres de mama (pós-menopausa) e cólon, entre os mais frequentemente diagnosticados no Brasil, como sabidamente influenciados pelo nível de atividade física.

Correr para evitar

A pesquisa apontou que aproximadamente metade da população brasileira não atinge a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de pelo menos 150 minutos de atividade física por semana. Essa proporção é maior entre as mulheres (51%) do que entre os homens (43%).

Segundo Leandro, a partir desses dados, de uma extensa revisão de literatura, e dos indicadores de incidência de câncer publicados pelo Instituto Nacional do Câncer e pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, foi possível estimar diferentes cenários de prevenção de câncer por meio da atividade física.

Até 8,6 mil casos de câncer em mulheres e 1,7 mil casos de câncer em homens poderiam ser evitados por ano com aumento da atividade física na população. Esses casos de câncer correspondem a 19% da incidência de câncer de cólon e 12% da incidência do câncer de mama no Brasil.

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Evidências de que radiações eletromagnéticas afetam a saúde são incontestáveis, diz pesquisadora

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Doença misteriosa dos diplomatas

Recentemente chegaram à imprensa os relatos e sintomas de uma “doença misteriosa” que afligiu diplomatas norte-americanos e canadenses.

Os sintomas combinam fortemente com efeitos conhecidos da radiação eletromagnética pulsada e de micro-ondas, concluiu a equipe da professora Beatrice Golomb, da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego, em um artigo publicado na revista científica Neural Computation.

Golomb afirma que as conclusões poderão ajudar no tratamento dos diplomatas e membros das suas famílias, mas, mais amplamente, chama a atenção para uma parte da população que é de fato afetada pela radiação eletromagnética, um fato que vem sendo apregoado como “mito” por muitos cientistas e especialistas ouvidos pela mídia.

“Eu olhei para o que é conhecido sobre radiações eletromagnéticas e de micro-ondas em relação às experiências dos diplomatas. Tudo bate. Os detalhes dos sons variados que os diplomatas relataram ouvir durante os episódios aparentemente ensejadores [das ocorrências], tais como chilrear, sinos e zumbido, batem nos detalhes com propriedades conhecidas da chamada ‘audição de micro-ondas’, também conhecida como o efeito de Frey,” disse Golomb.

Os pesquisadores também compararam os sintomas descritos pelos diplomatas e suas famílias com um estudo publicado em 2012 sobre sintomas relatados por pessoas afetadas pela radiação eletromagnética no Japão. No geral, os sintomas citados – dor de cabeça, problemas cognitivos, problemas de sono, irritabilidade, nervosismo ou ansiedade, tontura e zumbido nos ouvidos – ocorreram em taxas surpreendentemente semelhantes nos dois casos.

“E os sintomas que surgiram se encaixam, incluindo a predominância de problemas de sono, dores de cabeça e problemas cognitivos, bem como a proeminência distinta de sintomas auditivos. Mesmo resultados objetivos relatados em imagens cerebrais se encaixam com o que foi relatado para pessoas afetadas por radiação de radiofrequência pulsada e de micro-ondas,” disse Golomb.

Saúde e radiação eletromagnética

As consequências para a saúde da exposição às radiofrequências ainda estão em debate entre os especialistas. Algumas agências governamentais, como o Instituto Nacional de Ciências da Saúde Ambiental e o Instituto Nacional do Câncer, dos EUA, sustentam publicamente que as radiações não ionizantes de baixa a média frequência, como as de micro-ondas e radiofrequências, “são geralmente inofensivas”, citando estudos que não encontraram ligação conclusiva entre exposição e dano.

Golomb observa que muitos dos estudos citados pelas agências norte-americanas foram financiados por indústrias ligadas às emissões ou tiveram outros conflitos de interesse. Ela afirma que estudos independentes, ao longo de décadas, têm relatado efeitos biológicos e danos à saúde causados por radiação não ionizante, especificamente as radiofrequências pulsadas e as micro-ondas, inclusive por estresse oxidativo e mecanismos daí derivados, como inflamação, ativação autoimune e lesão mitocondrial.

Já a Agência Nacional de Segurança Sanitária (ANSES) da França, em comunicado mais restrito à telefonia celular, reconhece que celulares causam “efeitos biológicos” e a exposição deve ser controlada. A própria Organização Mundial da Saúde já admitiu que os telefones celulares podem causar câncer cerebral.

Golomb comparou a situação atual das pessoas com sensibilidade eletromagnética à de pessoas com alergia a amendoim: a maioria das pessoas não experimenta nenhum efeito adverso ao comer amendoim, mas, para um subgrupo vulnerável, a exposição produz consequências negativas, até mesmo com risco de vida.

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Médico dos EUA que lançou moda da vitamina D recebe dinheiro da indústria

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Estudos têm mostrado que a substância não traz os benefícios alardeados por Michael Holick

O entusiasmo de Michael Holick pela vitamina D pode ser descrito, com justiça, como extremo. O endocrinologista da Universidade de Boston talvez seja o maior responsável por criar o mercado de suplementos e testes de vitamina D, que movimenta US$ 1 bilhão (cerca de R$ 4 bilhões) ao ano.

Ele eleva seu nível da substância usando suplementos e leite fortificado. Quando sai de bicicleta, não usa protetor solar nos braços e pernas. Holick já escreveu livros inteiros de elogio à vitamina D e alertou em numerosos artigos acadêmicos sobre “a pandemia da deficiência de vitamina D”, que explicaria o estado insatisfatório da saúde mundial e a forte incidência de doenças.

A fixação dele é tão intensa que se estende aos dinossauros. E se o verdadeiro problema do asteroide que se chocou com a Terra 65 milhões de anos atrás fosse não a escassez de comida que ele causou, mas os ossos fracos que resultam da falta de luz solar? “Eu às vezes imagino”, escreveu Holick, “se os dinossauros não morreram de raquitismo ou de osteomalacia”.

O papel de Holick na formulação das diretrizes nacionais dos Estados Unidos sobre as necessidades de vitamina D e a aceitação de sua mensagem por boa parte dos médicos e pelos gurus de wellness, ajudaram a elevar as vendas de suplementos vitamínicos a US$ 936 milhões (cerca de R$ 3,7 bilhões) em 2017.

Isso representa alta de 900% ante as vendas da categoria uma década antes. O número de testes de laboratório quanto a deficiência de vitamina D também disparou: os médicos americanos solicitaram mais de 10 milhões deles para pacientes do programa federal de saúde Medicare em 2016, ou 547% mais testes do que em 2007. O custo total desses testes atingiu os US$ 365 milhões (aproximadamente R$ 1,4 bilhão).

Mas é improvável que muitos dos americanos que se deixaram arrastar pela mania da vitamina D saibam que o setor remunera Holick generosamente pelo seu esforço.

Uma investigação conduzida pela Kaiser Health News a pedido do The New York Times constatou que ele usa sua posição influente na comunidade médica a fim de promover práticas que beneficiam financeiramente empresas —fabricantes de medicamentos, salões de bronzeamento e um dos maiores laboratórios de testes médicos dos Estados Unidos — que lhe pagaram centenas de milhares de dólares em honorários.

Holick, 72, admitiu em entrevista que desde 1979 trabalha como consultor para o laboratório Quest Diagnostics, que realiza testes de vitamina D. Holick disse que as verbas que recebe do setor “não influenciam em termos de falar sobre os benefícios da vitamina D para a saúde”.

Não há questão de que a vitamina D é um hormônio importante. Se ela não estiver presente em nível suficiente, os ossos podem perder espessura e se tornar quebradiços, ou passar por deformações, causando uma condição conhecida como raquitismo, em crianças, ou osteomalacia, em adultos.

A questão está em qual o teor de vitamina D é saudável e qual aponta para deficiência de vitamina.

O papel crucial de Holick em orientar esse debate foi exercido em 2011. No final do ano anterior, a prestigiosa Academia Nacional de Medicina americana (então conhecida como Instituto de Medicina), que congrega especialistas científicos independentes, divulgou um relatório abrangente de 1.132 páginas sobre a deficiência de vitamina D.

O estudo concluiu que a vasta maioria dos americanos produzia quantidade suficiente do hormônio naturalmente e aconselhou os médicos a só testar os níveis de vitamina D nos pacientes em alto risco de certas enfermidades, como a osteoporose.

Poucos meses mais tarde, em junho de 2011, Holick supervisionou a publicação de um relatório que adotou posição radicalmente diferente.

O estudo, publicado na revista acadêmica Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, foi produzido a pedido da Sociedade de Endocrinologia, a mais famosa organização profissional do ramo, cujas diretrizes são usadas amplamente por hospitais, médicos e laboratórios clínicos dos EUA, como o Quest.

A organização adotou a posição de Holick, de que “a deficiência de vitamina D é muito comum em todas as faixas etárias”, e advogou uma grande expansão nos testes de vitamina D, que abarcaria mais de metade da população dos EUA, incluindo os negros, os hispânicos e os obesos —que tendem a ter nível de vitamina D inferior ao de outros grupos.

As recomendações propiciaram enormes benefícios financeiros para o setor de vitamina D. Ao advogar testes generalizados, a Sociedade de Endocrinologia direcionou mais negócios para o Quest e outros grandes laboratórios. Hoje, testes de vitamina D ocupam o quinto posto entre os testes de laboratório mais frequentes, nos exames cobertos pelo Medicare.

As diretrizes beneficiaram o setor de vitamina D de outra maneira importante. Ao contrário da Academia Nacional, que concluiu que os pacientes têm vitamina D suficiente quando apresentam teores superiores a 20 nanogramas por mililitro de sangue, a Sociedade de Endocrinologia optou por recomendar níveis de vitamina D muito mais altos, de pelo menos 30 nanogramas por mililitro. Muitos laboratórios comerciais, entre os quais o Quest e LabCop, adotaram esse padrão mais alto.

Mas não existem provas de que pessoas com o teor de 30 nanogramas por mililitro sejam mais saudáveis do que as pessoas que apresentam 20 nanogramas por mililitro, disse Clifford Rosen, cientista sênior do Instituto de Pesquisa do Centro Médico do Maine e coautor do relatório da Academia Nacional sobre a vitamina D.

O uso do padrão mais alto recomendado pela Sociedade de Endocrinologia cria a impressão de que existe uma epidemia, ele diz, porque aponta que 80% dos americanos têm níveis insuficientes de vitamina D. “É comum que pessoas sejam testadas e tratadas com informações imprecisas e otimismo infundado de que basta tomar um suplemento e sua saúde estará boa”, disse Rosen.

Pacientes com teor baixo de vitamina D no sangue costumam receber receitas para suplementos e são instruídos a fazer novos testes dentro de alguns meses, disse Alex Krist, clínico geral e vice-presidente da Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos, um painel de especialistas que oferece aconselhamento sobre saúde.

Muitos médicos passam a solicitar que o teste de vitamina D seja realizado pelo menos uma vez por ano. Krist diz que “é do interesse financeiro dos laboratórios” classificar o teor de vitamina D dos pacientes como insuficiente.

Em um livro lançado em 2010, “The Vitamin D Solution” (Vitamina D, A Solução, em tradução livre), Holick oferecia dicas aos leitores e os encorajava a fazer o teste. Para os leitores preocupados com o preço do teste —que varia de US$ 40 a US$ 225 (entre cerca de R$ 160 a R$ 900)—, ele mencionava os códigos de reembolso que os médicos devem citar para solicitar cobertura do custo por planos de saúde.

“Se eles usarem o código errado ao fazer o pedido de reembolso, o reembolso será negado e você terá de pagar pelo teste”, escreveu Holick.

Ele reconheceu ter laços financeiros com o Quest e outras empresas, em sua declaração quanto a conflitos de interesses publicada em companhia das diretrizes da Sociedade de Endocrinologia. Em entrevista, Holick disse que trabalha para o Quest há quatro décadas —recebendo US$ 1.000 (R$ 4.000) por mês—, mas que isso não afeta os conselhos médicos que dá.

“Não recebo mais dinheiro se eles venderem um bilhão de testes, em lugar de apenas um”, ele disse.

Wendy Bost, porta-voz do Quest, disse que a empresa recorre a diversos consultores pagos. “Temos a convicção de que trabalhar com os maiores especialistas de um dado campo, seja a vitamina D ou outra área, se traduz em melhor qualidade e melhor informação, tanto para os nossos pacientes quanto para os médicos”, ela afirmou.

De 2011 para cá, os conselhos de Holick foram adotados pelo setor de wellness. O Goop, site de Gwyneth Paltrow, cita os escritos do médico. O cirurgião Mehmet Oz, apresentador de um reality show, descreve a vitamina D como “a coisa de que você sempre precisa mais”, e diz à sua audiência que a vitamina pode ajudar a evitar doenças cardíacas, depressão, ganho de peso, perda de memória e câncer.

E o site de Oprah Winfrey diz aos leitores que “saber seu nível de vitamina D pode salvar sua vida”. Há médicos renomados que recomendam uso maior do hormônio, como Walter Willett, um professor muito respeitado da escola de medicina da Universidade Harvard.

Hoje, sete anos depois que os relatórios com constatações díspares foram publicados, os responsáveis pelo relatório da Academia Nacional lutam para se fazerem ouvir acima do clamor por mais e mais pílulas ensolaradas. “Não há uma ‘pandemia'”, disse A. Catharine Ross, professora de ciência da nutrição na Universidade Estadual da Pensilvânia e presidente do comitê que redigiu o relatório da Academia Nacional, em entrevista. “Não existe um problema generalizado.”

Em “The Vitamin D Solution”, Holick descreve sua defesa da vitamina D como uma cruzada solitária. “Os fabricantes de remédios podem vender o medo”, ele afirma, “mas não podem vender o sol, e por isso não há promoção sobre os benefícios do sol para a saúde”.

Mas Holick também tem laços firmes com o setor farmacêutico. Recebeu quase US$ 163 mil (aproximadamente R$ 652 mil) de companhias farmacêuticas, entre 2013 e 2017, por trabalhos de consultoria e outros serviços, de acordo com o banco de dados de pagamentos do Medicare, que acompanha pagamentos de fabricantes de remédios e equipamentos médicos a profissionais de saúde.

As empresas das quais ele recebeu pagamentos incluem a Sanofi-Aventis, que fabrica suplementos de vitamina D; a Shire, que produz remédios para distúrbios hormonais que são aplicados em companhia de vitamina D; a Amgen, produtora de um tratamento contra osteoporose; e a Roche Diagnostics e a Quidel, ambas fabricantes de testes de vitamina D.

O banco de dados só inclui pagamentos feitos desde 2013, mas o histórico de remuneração de Holick por empresas farmacêuticas é muito mais longo. Em seu livro de 2010, ele descreve uma visita à África do Sul para “fazer palestras organizadas por uma companhia farmacêutica”, cujo presidente-executivo e presidente do conselho estavam na plateia do evento.

As conexões entre Holick e os salões de bronzeamento artificial também atraíram atenção. Ainda que Holick diga não recomendar bronzeamento, ele descreveu o bronzeamento artificial como “fonte recomendada” de vitamina D, “se usado com moderação”.

Holick admitiu ter aceitado verbas de pesquisa da UV Foundation, uma organização sem fins lucrativos ligada à Associação de Bronzeamento Artificial, que encerrou suas atividades posteriormente. A fundação doou US$ 150 mil (cerca de R$ 600 mil) à Universidade de Boston entre 2004 e 2006, e destinou as verbas às pesquisas de Holick. A Agência Internacional de Pesquisa do Câncer classificou os leitos de bronzeamento artificial como carcinogênicos em 2009.

Em 2004, as conexões que Holick mantinha com setor de bronzeamento artificial levaram Barbara Gilchrest, então diretora do departamento de dermatologia da Universidade de Boston, a pedir que o médico deixasse seu posto no departamento.

Ele o fez, mas continua a ser professor no departamento de endocrinologia, diabetes, nutrição e controle de peso da universidade. Em “The Vitamin D Solution”, Holick escreveu que foi “forçado” a deixar seu posto por conta de seu “apoio firme a uma exposição sensata à luz solar”.

Ele acrescentou: “Que vergonha eu ter ousado desafiar um dos dogmas da dermatologia”. Ainda que o site de Holick o defina como membro da Academia Americana de Dermatologia, uma porta-voz da instituição, Amanda Jacobs, afirmou que ele não é integrante.

Christopher McCartney, presidente do subcomitê de diretrizes clínicas da Sociedade de Endocrinologia, disse que a organização adotou normas mais severas quanto a conflitos de interesse, depois da divulgação de suas diretrizes para a vitamina D. As atuais normas da organização não permitem que os presidentes de comitês de recomendação de regras tenham conflitos de interesse financeiros.

O entusiasmo pela vitamina D diminuiu um pouco entre os especialistas médicos, nos últimos anos, porque testes clínicos rigorosos não conseguiram confirmar os benefícios sugeridos em estudos preliminares.

Sociedades médicas brasileiras adotam o limite de 20 ng/ml para adultos saudáveis e de 30 ng/ml para pessoas com doenças como osteoporose, gestantes e para quem fez cirurgia bariátrica, por exemplo.

Por aqui já houve uma grande discussão entre médicos para definir qual é a melhor maneira de obter o hormônio – via de regra, a maior parte é obtida via solar, mas a exposição com protetor impediria a chegada de raios ultravioleta do tipo B, importantes para a produção na pele. Como obter vitamina D sem aumentar a chance de câncer de pele?

Um estudo conduzido por membros da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), porém, pode por fim na celeuma. Foram medidos níveis da vitamina D em três grupos: um ficou confinado; outros dois foram expostos ao sol, um com filtro solar e outro sem. Houve diferença significativa na produção de vitamina D dos grupos expostos ao sol em relação ao confinado. E, o mais importante: o uso do protetor solar não interferiu de forma significativa na produção de vitamina D.

“Mesmo com a exposição solar, porém, algumas pessoas tem deficiência do hormônio”, alerta Francisco Bandeira, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Para o médico, é importante “não cair no erro de negligenciar o hormônio, que, em bons níveis, tem muitos efeitos benéficos no organismo”.

A médica Clívia Carneiro, da SBD e uma das autoras do estudo, diz que uma recomendação prática é nunca ficar no sol até a pele ficar avermelhada — nesse estágio há degradação, em vez de síntese, de vitamina D.

Diversos testes clínicos não constataram sinais de que a vitamina D reduza o risco de câncer, doenças cardíacas ou quedas, entre os idosos. E a maioria dos cientistas diz que as provas são insuficientes para determinar se a vitamina D poderia prevenir doenças crônicas não relacionadas aos ossos.

Ainda que o volume de vitamina D em um suplemento diário típico seja considerada seguro, existe a possibilidade de consumo excessivo. Em 2015, um artigo do American Journal of Medicine vinculava teores de vitamina D da ordem de 50 nanogramas por mililitro de sangue a risco ampliado de morte. Esse nível é considerado saudável pela Sociedade de Endocrinologia, que define “suficiência” de vitamina D como um nível de entre 30 e 100 nanogramas por mililitro, disse Rosen.

Alguns pesquisadores dizem que a vitamina D talvez jamais tenha sido a pílula milagrosa que parecia ser. Pessoas doentes que saem pouco de casa tendem a ter níveis baixos de vitamina D; sua saúde precária é a causa provável de sua insuficiência de vitamina D, e não o contrário, disse JoAnn Manson, diretora de medicina preventiva do Brigham and Women’s Hospital, em Boston.

Apenas estudos realmente rigorosos, que designem pacientes aleatoriamente para usar vitamina D e outros produtos, e placebos, poderão oferecer respostas rigorosas quanto ao efeito da vitamina D sobre a saúde. Manson comanda um desses estudos, envolvendo 26 mil adultos. Os resultados devem sair em novembro.

Diversas operadoras de planos de saúde e especialistas em saúde começaram a ver como desnecessário e dispendioso o uso generalizado de testes de vitamina D.

Em 2014, a Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos afirmou que não havia provas suficientes para recomendar ou rejeitar testes rotineiros de vitamina D. Em abril, a organização explicitamente recomendou que adultos mais velhos que não vivam em casas de repouso parem de tomar suplementos de vitamina D com o objetivo de prevenir quedas.

Em 2015, a Excellus BlueCross BlueShield, operadora de planos de saúde de Rochester, Nova York, publicou uma análise que destaca o uso exagerado de testes de vitamina D. “É uma quantidade astronômica de dinheiro”, disse Richard Lockwood, vice-presidente e diretor geral de medicina da Excellus. Mais de 40% dos pacientes da Excellus que passaram por testes de vitamina D não tinham motivo médico para o exame.

Apesar dos esforços da Excellus para reduzir a aplicação dos testes, o uso da vitamina D continua em alta, disse Lockwood. “É difícil promover uma mudança de hábitos”, ele disse, acrescentando que “a comunidade médica não é diferente do resto do mundo, e nós também aderimos a modas”.

The New York Times

Superbactéria: Sem lucro com antibióticos, farmacêuticas largam pesquisas

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Uma das maiores empresas farmacêuticas do mundo jogou a toalha, gerando um novo revés na luta contra infecções possivelmente fatais. A Novartis é a última grande empresa farmacêutica a encerrar pesquisas antibacterianas e antivirais, seguindo o exemplo de AstraZeneca, Sanofi, Allergan e Medicines. A GlaxoSmithKline colocou alguns ativos do ramo de antibióticos em análise.

O revés reacende a preocupação a respeito de um mundo no qual infecções de rotina voltam a se tornar letais pelo fato de as bactérias desenvolverem resistências aos medicamentos existentes. As vendas de novos antibióticos são pequenas demais para que as grandes empresas farmacêuticas recuperem os investimentos e as medidas públicas para incentivar uma atividade maior não estão dando resultado.

“O mercado está quebrado”, disse David Shlaes, consultor e ex-executivo do setor farmacêutico. “Estamos agora em um ponto no qual a resistência avança muito mais rapidamente do que nossa capacidade de fornecer novos antibióticos. Esta é mais uma má notícia em meio a uma longa série de notícias bem ruins.”

O novo recuo se dá após um breve período em que as empresas líderes do setor pareciam dispostas a assumir riscos nesse campo. A Merck & Co. investiu US$ 8,4 bilhões na líder do ramo de antibióticos Cubist em 2014. A Novartis, a Glaxo e outras empresas prometeram no Fórum Econômico Mundial, em 2016, combater a ameaça das bactérias resistentes a medicamentos. O governo dos EUA ofereceu proteção de patentes mais longas às empresas dispostas a investir, além de subsídios que poderiam chegar a centenas de milhões de dólares.

Não vendem

Mas os novos antibióticos simplesmente não foram vendidos. Apenas cinco dos 16 medicamentos antimicrobianos de marca aprovados de 2000 até o ano passado foram capazes de vender mais de US$ 100 milhões por ano, segundo um estudo do Centro de Políticas de Saúde Margolis da Universidade Duke. O valor é baixíssimo se comparado aos bilhões de dólares obtidos pelos novos tratamentos contra o câncer.

O problema das empresas farmacêuticas é que os novos antibióticos normalmente são mantidos em reserva e sem uso a menos que sejam necessários, quando os pacientes desenvolvem resistência a um medicamento mais antigo. Até mesmo os antibióticos mais caros, que custam cerca de US$ 1.000 por dia, são baratos se comparados com um medicamento contra o câncer, que é aplicado por meses e não apenas por alguns dias ou semanas.

Enquanto isso, o desenvolvimento de novos antibióticos está se tornando mais caro, disse Gabrielle Breugelmans, diretora de pesquisa da Access to Medicine Foundation. Os cerca de 275 projetos de pesquisa em andamento no mundo podem render dois ou três medicamentos, disse.

“A retirada da Novartis nos deixa um pouco preocupados porque eles tinham uma linha relativamente grande de desenvolvimento” de novos antibióticos, disse Breugelmans. “Agora não se sabe ao certo o que vai acontecer.”

A Novartis, que anunciou na quarta-feira que abandonará a pesquisa de antibióticos, afirmou que buscará parceiros para seus medicamentos experimentais. Se seguir os precedentes recentes, a empresa pode acabar entregando seus ativos a outra empresa de menor porte. Ao deixarem os antibióticos de lado, outras farmacêuticas transferiram seus ativos para empresas de biotecnologia dispostas a assumir um risco maior. A empresa Medicines vendeu sua carteira à Melinta Therapeutics e a AstraZeneca repassou suas pesquisas para uma firma independente chamada Entasis Therapeutics antes de negociar o restante de sua unidade de antibióticos com a Pfizer. Empresas de biotecnologia como Achaogen e Paratek Pharmaceuticals também estão trabalhando em novos antibióticos próprios.

Radiação de celulares afeta memória de adolescentes

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Celulares e o cérebro dos adolescentes

Campos eletromagnéticos de radiofrequência podem ter efeitos adversos no desenvolvimento da memória em regiões específicas do cérebro expostas ao uso de telefones celulares.

Esta é a conclusão de um estudo envolvendo cerca de 700 adolescentes, realizado pelo Instituto Suíço de Saúde Pública e Tropical, e publicado na revista Environmental Health Perspectives.

O assunto ainda é tema de preconceitos e controvérsias, e geralmente desperta furor entre os próprios cientistas, mas vários estudos vêm confirmando que, em alguns casos, há um risco real da radiação dos celulares para a saúde.

A rápida evolução das tecnologias da informação e comunicação aumentou nossa exposição a campos eletromagnéticos de radiofrequência em geral, despertando em algumas pessoas o que hoje se conhece como sensibilidade eletromagnética.

Mas a fonte de exposição mais relevante para o cérebro é o uso de um telefone celular próximo à cabeça (Para outras áreas específicas do corpo, veja o artigo Celular no bolso da calça reduz fertilidade masculina).

Os celulares e o cérebro dos adolescentes

Martin Roosli e seus colegas analisaram a relação entre a exposição à radiofrequência dos telefones celulares durante chamadas de voz e o desempenho da memória em adolescentes.

Este é o primeiro estudo epidemiológico no mundo a estimar a dose cerebral cumulativa de emissões eletromagnéticas de rádio (EEM-RF) em adolescentes. “Uma característica única deste estudo é o uso de dados de usuários de celular coletados objetivamente das operadoras de telefonia móvel,” disse Roosli.

Os resultados mostraram que a exposição cerebral cumulativa à EEM-RF pelo uso de telefones celulares ao longo de um ano pode ter um efeito negativo sobre o desenvolvimento da memória figurativa, confirmando resultados anteriores da própria equipe, publicados em 2015.

A memória figurativa localiza-se principalmente no hemisfério direito do cérebro, e a associação com o EEM-RF foi mais pronunciada em adolescentes usando o telefone celular no lado direito da cabeça.

Outros aspectos do uso da comunicação sem fio, como o envio de mensagens de texto, jogos ou navegação na internet, causam apenas uma exposição marginal do cérebro à radiofrequência e não se mostraram associados ao desenvolvimento ou ao desempenho da memória.

Mas o pesquisador enfatiza que mais pesquisas são necessárias para descartar a influência de outros fatores. “Por exemplo, os resultados do estudo podem ter sido afetados pela puberdade, o que afeta tanto o uso do celular quanto o estado cognitivo e comportamental do participante,” disse Roosli.

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Basta o cheiro de café para melhorar nota nas provas

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Cheiro mágico de café

Beber café tem várias vantagens. Além do estímulo físico, o café pode diminuir nosso risco de doenças cardíacas, diabetes e demência. O café pode até nos ajudar a viver mais.

Agora, há mais uma boa notícia: Só o cheiro do café pode ajudar as pessoas a se saírem melhor nas provas.

O efeito foi atestado usando o “Teste de Aptidão de Pós-Graduação”, uma espécie de vestibular realizado por faculdades de negócios nos EUA.

“Não é só que o cheiro de café tenha ajudado as pessoas a se saírem melhor em tarefas analíticas, o que já seria interessante. Mas [as pessoas] também acreditaram que se sairiam melhor, e demonstramos que essa expectativa era pelo menos parcialmente responsável pelo melhor desempenho delas,” disse Adriana Madzharov, do Instituto de Tecnologia Stevens (EUA).

Para resumir os resultados, sentir o aroma do café – que não tem cafeína – teve um efeito semelhante ao de beber café.

Os pesquisadores ainda não sabem dizer se o cheiro tem um efeito fisiológico ou se existe algo como um efeito placebo do cheiro de café.

“O olfato é um dos nossos sentidos mais poderosos,” disse Madzharov. “Os empregadores, arquitetos, construtores de edifícios, gerentes de loja e outros podem usar aromas sutis para ajudar a moldar a experiência dos empregados ou ocupantes com o seu ambiente. É uma área de grande interesse e potencial.”

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Descoberta falha em técnica de tratamento de água

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Limpeza que gera mais sujeira

Compostos químicos potencialmente tóxicos presentes na água potável das cidades podem ser criados, ironicamente, durante o próprio processo de tratamento da água.

Para limpar a água de compostos que já sabemos que são tóxicos, as estações de tratamento de água usam métodos para oxidar esses compostos, transformando-os em outras substâncias químicas, supostamente menos nocivas, chamadas de “produtos de transformação”.

“Normalmente, consideramos esses produtos de transformação como sendo menos tóxicos, mas nosso estudo mostra que isso nem sempre acontece,” explicou Carsten Prasse, da Universidade Johns Hopkins, nos EUA. “Nossos resultados destacam que isso é apenas metade da história e que os produtos de transformação podem ter um papel muito importante quando pensamos na qualidade da água tratada.”

Fenóis na água

Prasse optou por estudar os fenóis, uma classe de produtos químicos orgânicos que estão entre os mais comuns no abastecimento de água, uma vez que estão presentes em quase tudo, de corantes a produtos de higiene pessoal, produtos farmacêuticos, pesticidas e produtos químicos que ocorrem naturalmente na água.

O problema é que os fenóis, durante o tratamento da água, são convertidos em produtos que incluem o 2-buteno-1,4-dial, um composto conhecido por seus efeitos negativos sobre as células humanas, incluindo danos ao DNA. Curiosamente, o furano, um composto tóxico presente na fumaça dos cigarros e na exaustão dos carros, também é convertido em 2-buteno-1,4-dial no nosso corpo, e pode ser essa conversão a responsável pela sua toxicidade.

“Os próximos passos serão investigar como esse método pode ser aplicado a amostras mais complexas e estudar outros contaminantes que provavelmente resultarão na formação de produtos transformacionais reativos semelhantes,” diz Prasse. “Aqui nós olhamos para os fenóis. Mas nós usamos produtos domésticos que contêm cerca de 80.000 compostos químicos diferentes, e muitos deles vão parar nas águas residuais. Precisamos ser capazes de rastrear vários produtos químicos de uma só vez. Esse é o objetivo maior.”

Novas técnicas de tratamento de água

A purificação da água é um processo extraordinariamente desafiador, uma vez que os contaminantes vêm de inúmeras fontes diferentes – bactérias, plantas, agricultura, águas residuais etc – e nem sempre fica claro o que está sendo gerado no processo de retirada de cada contaminante identificado.

Além disso, embora subprodutos de processos de tratamento de água como a cloração venham sendo analisados há anos, não se sabe muito sobre os produtos formados durante alguns dos processos mais modernos, como a oxidação com peróxido de hidrogênio e a luz ultravioleta (UV), que são especialmente relevantes nas tecnologias de reúso da água mais recentes.

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