Morar perto de árvores reduz casos de depressão, diz estudo

19.01.2015 ]

arvores urbanas piramidal.net

A proposta dos pesquisadores era avaliar o impacto que a natureza em meio urbano pode ter sobre as pessoas.

Pesquisadores do Instituto de Medicina da Universidade de Exeter, no Reino Unido, desenvolveram um estudo que relaciona a arborização com a saúde mental. Segundo os especialistas, quanto mais árvores, menos quadros de depressão são identificados.

O estudo “Paisagem e Urbanismo” foi publicado na revista científica Science Direct. Os dados analisados pelos pesquisadores foram coletados em Londres, no período de 2009 a 2010. Entre as informações consideradas estão a quantidade de árvores nas proximidades das casas dos pacientes e as informações médicas acerca da saúde mental de cada um. Além disso, variáveis como as condições sociais, tabagismo e idade também entraram nas análises.

Para a pesquisa foram usadas apenas as informações sobre a quantidade de árvores na rua, na proximidade das residências. Os parques e outros espaços públicos de lazer não foram validados. A proposta era avaliar o impacto que a natureza em meio urbano pode ter sobre as pessoas.

Ao cruzar as informações, os pesquisadores identificaram: 40 árvores por quilômetro quadrado, com uma prescrição de antidepressivos que varia de 358 a 578 a cada mil pessoas. Nos locais com maior densidade de árvores, as taxas de prescrição médica para remédios antidrepressivos foi menor.

De acordo com o estudo, para cada árvore adicional houve 1,38 menos prescrições para a população. Quando todas as variáveis foram consideradas, a redução foi um pouco menor, de 1,18.

Mesmo com números positivos, os pesquisadores não podem garantir que essa melhoria seja realmente causada pela quantidade de árvores. O que se estima é que locais com a paisagem mais verde estimulam as pessoas a praticarem mais atividades físicas, a interagirem com a comunidade, entre outras coisas que proporcionam maior saúde e bem-estar.

http://ciclovivo.com.br

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Contato com a natureza aumenta sensação de vitalidade

[08.07.2010]
Susan Hagen

Natureza saudável

Ficar em contato com a natureza faz com que as pessoas se sintam mais vivas.

E essa sensação de aumento da vitalidade está além dos efeitos energizantes da atividade física e de interação social, que são frequentemente associados com os passeios ao ar livre.

Esta é a principal conclusão de uma série de estudos publicados na edição de junho da revista científica Journal of Environmental Psychology.

Combustível para a alma

“A natureza é combustível para a alma,” afirma Richard Ryan, professor de psicologia da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos. “Na maioria das vezes, quando nos sentimos esgotados procuramos por uma xícara de café, mas as pesquisas sugerem que uma forma melhor de se manter energizado é conectar-se com a natureza.”

Os resultados, acrescenta Ryan, são importantes tanto para a saúde física quanto para a saúde mental.

“As pesquisas mostram que pessoas com um maior senso de vitalidade não apenas têm mais energia para as coisas que querem fazer, como também são mais resistentes a doenças físicas. Um dos caminhos para uma saúde melhor pode ser passar mais tempo em ambientes naturais,” diz ele.

Natureza e bem-estar

Nos últimos anos, numerosos estudos de psicologia experimental descobriram ligações entre o contato com a natureza e o aumento da energia e da sensação de bem-estar.

Por exemplo, pesquisas já mostraram que as pessoas que fazem excursões ao ar livre relatam sentirem-se mais vivas e que apenas a lembrança das experiências ao ar livre aumenta os sentimentos de felicidade e de saúde.

Outros estudos sugerem que estar em contato com a natureza ajuda a afastar os sentimentos de esgotamento e que 90% das pessoas relatam um aumento de energia quando colocadas em atividades ao ar livre.

Efeitos da natureza

A novidade da pesquisa atual, escrevem os autores em seu artigo, é que eles testaram cuidadosamente se esta maior vitalidade associada com a natureza é simplesmente resultado de um “transbordamento” do sentir-se bem gerado pela atividade física e pelo contato com outras pessoas, uma mistura quase sempre presente nessas situações.

Para isolar os efeitos da própria natureza, os autores conduziram cinco experimentos em separado, envolvendo 537 estudantes universitários em contextos reais e imaginados.

Em um experimento, os participantes fizeram uma caminhada de 15 minutos através de corredores no interior de um prédio, ou em um trajeto arborizado ao longo de um rio. Em outro, os estudantes viram cenas fotográficas de edifícios ou de paisagens. Um terceiro experimento exigia que os estudantes se imaginassem em uma variedade de situações ativas e sedentárias, ao ar livre ou dentro de casa, sozinhos ou na companhia de outras pessoas.

Dois experimentos finais monitoraram o humor dos participantes e os níveis de energia durante todo o dia, usando narrativas feitas em um diário. Ao longo de duas semanas, os alunos registraram seus exercícios, as interações sociais, o tempo gasto junto à natureza e a exposição a ambientes externos.

Bem-estar causado pela natureza

Em todas as metodologias, os participantes sempre se sentiram mais energizados quando passaram um tempo em ambientes naturais ou imaginaram-se em tais situações.

Os resultados foram particularmente robustos, observa Ryan – estar em contato com a natureza por apenas 20 minutos em um dia foi suficiente para elevar significativamente os níveis de vitalidade.

A presença da natureza teve um efeito de energização acima de simplesmente estar fora de um prédio ou de uma casa. Em outras palavras, concluem os autores, estar ao ar livre é vitalizante sobretudo por causa da presença da natureza.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=contato-natureza-bem-estar-vitalidade&id=5404&nl=sit

Plantas aumentam a satisfação no trabalho

Se os empregadores querem melhorar a satisfação dos seus funcinários alguns arbustos aparentemente podem ajudar muito. Os trabalhadores são mais felizes quando seus escritórios apresentam plantas e janelas, um novo estudo descobriu.

Poucas adições verdes podem ter um grande efeito na satisfação. “Nós realmente descobrimos que se você tiver janelas e plantas, ou apenas plantas, em seu escritório você está mais satisfeito com o seu trabalho”, disse Tina Cade, uma das coordenadoras do estudo. “Nós pensamos que seria importante para os escritórios, pois em muitos casos, os empregadores estão procurando maneiras de manter seus trabalhadores mais satisfeitos e fazem muitas coisas caras como uma creche ou academia de ginástica. Talvez, por um investimento menor, eles poderiam colocar algumas plantas em locais estratégicos.”

A equipe pesquisou 450 trabalhadores de escritórios fazendo perguntas sobre a satisfação e o ambiente de trabalho. Eles descobriram que as pessoas que trabalham com plantas e janelas em seus escritórios manifestaram sentir-se melhor, sobre o emprego e sobre o trabalho que desempenhavam, comparado com pessoas em escritórios sem janelas e plantas ao redor.

Quando foram questionados sobre a qualidade geral de vida, 82% dos que tinham janelas e plantas no local de trabalho disseram que se sentiam “contentes” ou “muito felizes”. Apenas 69% daqueles que trabalhavam com plantas, mas sem janelas e 60% dos que tinham janelas, mas não plantas, disseram sentir-se da mesma maneira…

O grupo de pessoas que trabalhavam sem plantas ou janelas era o menos satisfeito, com apenas 58% deles manifestando que estavam “contentes” ou “muito felizes”. Enquanto nenhum dos que trabalhavam com plantas, janelas ou ambos manifestaram sentir-se “infelizes”, 0,8% daqueles que eram privados de ambos manifestaram sentir-se “infelizes”.

“Eu fiquei muito surpresa com o fato de que ter uma planta parecesse ser mais benéfico do que ter uma janela no seu escritório”, disse Tina. “Todo mundo diz ‘eu preciso de uma janela!’, mas em realidade parece que uma planta seria uma alternativa apropriada.”

As pesquisadoras disseram que criaram controles contra a influência do salário, posição, idade e etnia para que estes fatores não pesassem nos resultados. As diferenças encontradas na satisfação com o trabalho e qualidade geral de vida foram estatisticamente significativas, elas disseram.

Foi surpreendente, de certa maneira, descobrir que os homens são mais afetados pela falta de presença de plantas do que as mulheres.

“As pessoas dizem que as mulheres reagem mais a flores e coisas verdes, mas nós vimos a maior diferença nos homens”, disse Tina.

As cientistas esperam que sua pesquisa possa influenciar os empregadores, arquitetos e planejadores urbanos para que lembrem de manter flora ao redor.

“Baseado no que descobrimos isso precisa ser considerado no planejamento”, disse Tina. “Em muitos casos estas coisas são vistas como itens de luxo, mas isto fala sobre a importância de tentar manter os espaços verdes, tanto internos quanto externos.”

O estudo foi liderado por Tina Cade, professora de horticultura da Universidade Estadual do Texas, e Andrea Dravigne do San Marcos Nature Center, ambas instituições nos EUA.

Os pesquisadores detalharam suas descobertas na edição de fevereiro de 2008 da revista científica HortScience.

Fonte: http://hypescience.com

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