Orgânicos mais seguros, convencionais menos nutritivos

Por Sueli Mello

Duas novas pesquisas, uma realizada nos Estados Unidos e outra na Grã Bretanha, comprovaram o que os adeptos da agricultura orgânica sempre defenderam: que os alimentos orgânicos protegem os consumidores dos pesticidas (afinal, eles quase não são empregados nesse tipo de cultivo) e que os alimentos produzidos pela agricultura intensiva moderna estão se tornando menos nutritivos do que os produzidos há 60 anos.

Para comprovar isso, pesquisadores da Universidade de Emory, nos Estados Unidos, analisaram a urina de crianças de três a 11 anos de idade durante um período em que foram alimentadas apenas com produtos orgânicos. Não encontraram metabólitos de malation e clorpirifos, dois pesticidas bastante empregados na agricultura convencional. Quando as crianças voltaram a se alimentar normalmente, eles rapidamente foram encontrados nas amostras.

No estudo britânico, realizado pela organização não-governamental The Food Comission (Comissão Alimentar), que defende o uso de alimentos mais saudáveis e seguros, foram comparadas estatísticas oficiais sobre alimentos à base de carnes e lácteos da década de 1930 e de 2002, e uma das constatações foi que o conteúdo mineral do leite, do queijo e da carne produzida pela agricultura intensiva caiu, durante esse período, para 70% do valor nutricional que tinham.

Na opinião do engenheiro agrônomo, difusor de tecnologia da Embrapa Hortaliças, Assis Marinho Carvalho, esses resultados parecem óbvios para quem já atua na área de produção orgânica e acredita nesse sistema. Mas os estudos são importantes para esclarecimento, até mesmo de profissionais da área agronômica.

Carvalho lembra que na década de 1960, pesquisadores franceses já mostravam que o DDT (pesticida) passava do leite para os fetos humanos, provocando mortes, abortos e deficiências. E o mesmo foi evidenciado na Baía de Minamata, no Japão. Ele próprio desenvolveu uma tese comparando cenouras produzidas pelo sistema orgânico com similares do sistema convencional e concluiu que as orgânicas seriam mais produtivas e apresentavam menor custo, além de serem mais saborosas e mais nutritivas que as produzidas pelo sistema convencional. Defendida na Universidade de Brasília (UnB), em janeiro de 2004, a tese de Carvalho foi premiada durante o 45° Congresso Brasileiro de Olericultura, realizado em Fortaleza, em agosto de 2005.

Em seu estudo, ele comparou oito espécies de cenouras produzidas no verão em sistema orgânico e convencional no período de novembro de 2002 a fevereiro de 2003. As análises de laboratório e pesquisas de campo estenderam-se durante todo o ano de 2003. “As principais vantagens da cenoura orgânica, além da textura e sabor, foram o maior teor de sólidos solúveis (que produzem um suco com mais polpa, além de diminuir o gasto com energia durante o processamento) e matéria seca (que contribui para uma maior conservação após a colheita e está relacionada às fibras, que ajudam a melhorar o funcionamento do intestino)”, relata. “Para resíduos minerais (que aparecem nas cinzas, em função do uso de fertilizantes) e açúcares (relacionados à doçura e carboidratos), as cenouras provenientes do sistema convencional apresentaram maiores teores. Quanto à fibra bruta e carotenóides (precursor da pró vitamina A), os índices foram indiferentes”, completa.

Para comparação do sabor, foram realizados 137 testes em Taguatinga, no campus da UnB, na feira de orgânicos do Ceasa-DF e no restaurante da Embrapa. As pessoas não sabiam que tipo de cenoura estavam provando. A maioria preferiu as orgânicas, especialmente as cozidas no vapor.

A pesquisadora Renata Galhardo Borguini, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), órgão ligado à Secretaria de Agricultura, em Pindamonhangaba, também estudou em seu mestrado na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq) o conteúdo nutricional de um alimento orgânico: o tomate. Segundo ela, ainda não foi possível detectar diferenças em relação ao alimento convencional, mas tentará comprovar sua superioridade nutricional em sua tese de doutorado, também sobre tomates, em fase de finalização.

Ponderada, afirma que embora tenha visto vários estudos sobre o tema, acredita que as afirmações sobre melhor qualidade dos orgânicos podem ser exageradas, e não devem ser generalizadas, pois existem estudos mal controlados que não levam em conta vários fatores que podem interferir nos resultados, como a variedade dos alimentos, a região de produção e a qualidade das sementes. Ela diz ainda que avaliar a qualidade nutricional dos alimentos convencionais fundamentando-se apenas em estatísticas pode não ser a melhor estratégia.

Tendência

Embora apresentem preços de 30 a 500% superiores aos alimentos convencionais, muito caros para o padrão do povo brasileiro, pode-se afirmar que o consumo dos alimentos orgânicos no país é uma tendência para uma parcela da população. “A produção cresce 30% ao ano”, diz Carvalho. Além disso, relata, uma pesquisa recente feita pelo Sebrae e pela Federação da Agricultura em Brasília (DF) apontou que mais de 2000 produtores mostraram interesse em migrar para esse sistema.

O pesquisador Enrique Ortega, do Laboratório de Engenharia Ecológica da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, afirma que os preços dos orgânicos até que são baixos quando se considera quanto tempo e quanto trabalho tem a natureza para formar uma reserva de petróleo, base dos fertilizantes, dos pesticidas e do transporte empregados pela agricultura convencional. Exploradas com maior ênfase a partir da década de 30, as reservas petrolíferas, segundo o professor, devem durar no máximo até 2030, quando será necessário buscar novas alternativas. “Melhor buscar antes”, alerta. Entre as opções, acredita, está a agricultura orgânica, por não necessitar de petróleo para o seu desenvolvimento.

Fonte: http://www.comciencia.br

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Os mistérios da água

Novas pesquisas revelam propriedades surpreendentes e podem até ajudar a explicar a homeopatia

Pablo Nogueira

Os estudos sobre a água têm gerado algumas das mais insólitas descobertas científicas dos últimos anos. Químicos e físicos estão esbarrando em fenômenos estranhos, como sementes que crescem mais alto e em ritmo mais rápido, desde que regadas com uma água tratada por um campo magnético. Ou a constatação de que pequenas mudanças na estrutura do líquido podem fazê-lo absorver mais ou menos radiação. Há até histórias de pequenos problemas de saúde curados só pela ação da água. Relatos assim são suficientes para que algumas pessoas busquem nos novos estudos indícios para confirmar idéias defendidas pela homeopatia há centenas de anos. Mas essa visão é polêmica e se restringe a alguns pesquisadores.

O essencial é que essas novidades estranhas podem ser a porta de entrada para avanços importantes. Durante uma visita ao Brasil no início deste ano, o inglês Peter Atkins, autoridade mundial em físico-química e professor da Universidade Oxford, foi interrogado por estudantes sobre quais campos de pesquisa mais promissores para a novas descobertas. “Nanotecnologia e estudos sobre a água”, respondeu. Bem, talvez a nanotecnologia ainda esteja engatinhando em nosso país, mas felizmente já há brasileiros tentando desvendar os mistérios da molécula de H2O.

Em junho passado o suíço Louis Rey publicou na revista européia “Physica A” os resultados do experimento que fez comparando água pura com duas soluções de cloreto de sódio e cloreto de lítio dissolvidos em água. Na experiência, as etapas de dissolução foram repetidas tantas vezes que o número de moléculas de cloreto de sódio e de cloreto de lítio na solução chegou quase a zero. Ou seja, na prática, as duas amostras também podiam ser consideradas como contendo apenas água. E após cada diluição, Rey sacudia os frascos vigorosamente.

No fim do processo, o suíço congelou as amostras e submeteu-as a uma técnica conhecida como termoluminescência, que usa a radiação para estudar a estrutura dos sólidos. Os resultados mostraram importantes diferenças estruturais, o que sugere que, embora os cloretos não estivessem mais lá, haviam deixado uma espécie de marca de sua passagem impressa na disposição das moléculas da própria água. “Conseguimos mostrar que os remédios homeopáticos são diferentes da água pura, uma polêmica que se arrastava há séculos”, disse Rey a GALILEU. “Mas é só um primeiro passo.

O artigo ganhou destaque até na prestigiosa revista britânica “New Scientist” e foi saudado em todo o mundo pelos homeopatas, pois seus resultados sugerem que pode haver uma explicação natural para o que o criador da homeopatia, o alemão Samuel Hahnemann (1755-1843), chamava de “memória”: a suposta capacidade da água de absorver traços das substâncias que dissolvesse. Mas recebeu críticas igualmente importantes. As mais fortes vieram do inglês Martin Chaplin, químico da Universidade Southampton de Londres. “Para analisar as amostras, ele teve que congelá-las, o que por si só já alteraria a estrutura das moléculas de água”, diz Chaplin. “E talvez alguma contaminação explique as diferenças de estrutura detectadas pela termoluminescência.” “Os argumentos de Chaplin mostram que ele não entende de ligações de hidrogênio no gelo”, rebate Rey.

Diluir faz crescer

Mas Chaplin não renega totalmente a homeopatia, e recorre a outra experiência esquisita para especular sobre o mecanismo que explica sua ação. Em 2000, dois químicos trabalhando na Coréia fizeram diluições sucessivas tentando quebrar um composto conhecido como fulereno, uma molécula gigante em formato de bola de futebol com mais de 60 átomos de carbono. Só que a ação da água, ao invés de quebrar as tais moléculas gigantes, fez com que formassem agregados cada vez maiores. A experiência foi repetida com outras moléculas e gerou resultados semelhantes.

A formação desses superagregados ainda não foi explicada. Uma hipótese é que resultariam de uma interação com a própria estrutura da água. “Uma dessas supermoléculas, criadas por meio do processo de diluições sucessivas em água, poderia gerar algum efeito no organismo”, sugere Chaplin. “Mas isso aconteceria apenas numa pequena porcentagem dos casos. Acho que a eficácia dos remédios homeopáticos se deve na maior parte das vezes ao efeito placebo”, avalia.

Já o brasileiro José Fernando Faigle, do Instituto de Química da Unicamp, sentiu-se atraído pelos fenômenos causados pela água tratada com campos magnéticos. Em meados dos anos 1990, Faigle observou que os animais cobaias tratados com esse tipo de água apresentavam sinais positivos, como menor teor de gordura e menos doenças. O passo seguinte foi tentar entender por que isso acontecia. Junto com sua aluna Maria Eugênia Porto, começaram a vasculhar a literatura atrás de pistas. “Basicamente existem duas grandes visões sobre a estrutura da água”, explica Faigle. “A mais usada considera apenas as moléculas de H2O, mas existe um outro modelo que leva em conta também os agregados que as moléculas formam, chamadas de clusters.” Graças às novas pesquisas, o modelo dos clusters está bastante em voga. Ele prevê que a a água tenha uma estrutura ao mesmo tempo dinâmica e com algum grau de estabilidade.

Um colírio feito de água

A seguir, o time de Campinas passou a realizar experimentos e encontrar resultados estranhos. Um deles visava medir a capacidade de um composto de água e cloreto de magnésio em absorver radiação ultravioleta (UV), enquanto passava por diluições sucessivas. A princípio, a diluição causou a redução no número de moléculas de cloreto de magnésio, o que resultava numa menor absorção de UV. Depois de certo ponto crítico, quando praticamente só havia água no composto, a absorção caiu a zero.

Mas depois de mais diluições a própria água passou a absorver a radiação. A melhor hipótese para explicar o fenômeno tem a ver com mudanças na estrutura de clusters. “É só uma hipótese, porque não temos certeza se clusters existem mesmo”, reconhece Maria Eugênia.

O estudo da ação de campos magnéticos também encontrou fenômenos curiosos. De cara, a intensidade dos campos usados em muitos experimentos era tão baixa que deveria ser inócua. Porém, os estudiosos observaram que sementes regadas com água tratada em campo magnético cresciam em maior proporção e em menos tempo. Outros experimentos usando a água como cicatrizante para pele e colírio revelaram eficácia inesperada. Por conta disso, Maria Eugênia desenvolve agora um hidratante feito com água magnetizada para uma empresa de cosméticos.

Ela é cética quanto ao uso medicinal indiscriminado da “água magnetizada”, muito popular nos meios não-científicos. “Vi casos onde a água tratada com campo magnético foi inócua ou até danosa. Até que se faça um estudo formal, as pessoas deveriam se resguardar”, avalia. Faigle, ao falar sobre os estudos com diluições, ressalta que “embora os homeopatas nos convidem para congressos, não estamos tentando corroborar a homeopatia. Nosso foco é a água”.

Tais ressalvas não impediram que surgisse na Unicamp forte oposição ao trabalho de Faigle, que chegou a ser avaliado pela comissão encarregada de zelar pela produtividade da universidade. O episódio foi superado, mas o químico o relembra com visão crítica “A cobrança de produtividade inibe bastante as pesquisas realmente inéditas. E lá fora há preconceito em publicar artigos assim feitos por brasileiros.”

O mais famoso caso de pesquisador a entrar em apuros por seus estudos sobre água foi o do francês Jacques Benveniste. Em 1988 ele publicou um artigo na revista “Nature” dizendo ter detectado evidências da tal memória da água. Pouco depois, a revista publicou outro artigo acusando o francês de pseudo-ciência. Porém um estudo publicado em 2001 na revista “Inflammation Research” trouxe novos elementos, favoráveis ao francês. “Não se pode descartar inteiramente o trabalho de Benveniste”, avalia Chaplin. “Mas hoje em dia as pessoas têm mais medo de publicar qualquer coisa sobre esse assunto, quer seja contra ou a favor.”

Esse é um medo que o pesquisador Vicente Casali, da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, não tem. Desde 1995 ele já orientou oito teses que avaliam os impactos da utilização de homeopatia no cultivo de plantas medicinais como xambá, capim-cidreira e mentrasto. “Nosso objetivo era descobrir se a homeopatia poderia substituir os agrotóxicos”, conta ele. As teses mostraram que os preparados homeopáticos influíram bastante no metabolismo secundário das plantas. No xambá, o teor de uma substância conhecida como cumarina cresceu 77%, e no capim-cidreira a quantidade de óleo chegou a aumentar 150%. “As plantas ficaram mais saudáveis, mais capazes de se defender de doenças e insetos”, explica Casali.

Entusiasmado com os resultados, já ensinou mais de uma centena de agricultores a usar homeopatia no plantio. Ele cita o caso do biólogo Gregor Mendell (1822-1884) como exemplo de situação em que a ciência conseguiu determinar um fenômeno (no caso a herança genética), mas teve que esperar bastante até conseguir entender os mecanismos que o tornavam possível. “Talvez tenha que haver uma mudanca de paradigma, mas mais cedo ou mais tarde, a ciência explicará as bases naturais dos efeitos que estamos estudando”, aposta. A julgar pelo ritmo das pesquisas, talvez não tenha que esperar muito.

Fonte: http://revistagalileu.globo.com

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Homeopatia Vegetal

Mais uma alternativa para a produção orgânica

Um dos grandes desafios da produção de vegetais orgânicos é o controle de pragas e de doenças sem o uso de produtos de origem química ou seja, produtos sintéticos. Este desafio está estabelecido, pois para este sistema de produção o uso destes produtos é extremamente proibido.

Para diminuir, encurtar, essas dificuldades e colaborar com o produtor de orgânicos, pesquisadores utilizam a Homeopatia Vegetal, que além de garantir a saúde da lavoura pode consequentemente levar a um aumento significativo na produção de orgânicos, o que sinaliza a geração de maior renda, além de significar gastos nulos com defensivos sintéticos, os quais são umas das principais fontes de gastos na produção convencional.

Muitos produtores desconhecem este sistema de controle, porém este mesmo sistema vem ganhando a confiança dos agricultores por seus bons resultados no campo, ou seja, este método vem gerando bons resultados na prática.

A Homeopatia Vegetal tem como um princípio base que: A presença ou a ausência de pragas e doenças é uma conseqüência do desequilíbrio ou equilíbrio energético daqueles organismos.

Então assim como no tratamento humano e animal a Homeopatia pode ser usada em vegetais no controle de pragas de grande importância agronômica como pulgões, formigas cortadeiras entre outras pragas,e também poderá ser usada como fonte de controle de  doenças ou seja moléstias ocasionadas por fungos e outros microrganismos.

Para a produção de orgânicos existem diversas alternativas assim como o uso de:

– Óleo de nim
– Preparo á base de Folhas de nim indiano
– Preparo á base de Fumo de corda
– Preparo á base de Urina de vaca e de cabra

Estas alternativas citadas acima funcionam como inseticidas e fungicidas, porém quando a situação na lavoura for mais crítica parte-se para o uso da Homeopatia Vegetal. Na Homeopatia Vegetal existem fórmulas específicas para cada caso, geralmente o remédio é feito à partir dos próprios parasitas. Para que o Produtor saiba qual será a fórmula para a praga causadora de danos, ele deverá seguir os seguintes passos:

– retirar amostras das folhas infectadas
– embrulhá-las em papel pardo umedecido
– depois por estes embrulhos em saco plástico

Á partir deste passo, coloca-se a amostra em um envelope e as envia para um laboratório homeopático que faça o serviço. Este método não tem qualquer referência bibliográfica a não ser uma publicação do século XIX, onde Hellnemann descreve o controle de doenças em ervilhas. A Homeopatia Vegetal já foi aplicada com sucesso na cultura do coco, controlando colchonilhas e saúvas. Na cultura de salsa, houve o controle do fungo da salsa e também o controle da formiga cortadeira. A formiga cortadeira também foi controlada na cultura do morango com o uso da Homeopatia Vegetal.

A Homeopatia Vegetal ao contrário de que muitos pensam é um método que apresenta baixo custo além de ser ecologicamente aceito e correto, portanto atende os critérios de uma produção orgânica.

Bibliografia: Revista Globo Rural, entrevista com Dr. Arenales.

Fonte: http://www.planetaorganico.com.br

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Homeopatia na Agricultura: prós e contras atuais

Ao ler a matéria “Homeopatia na Agropecuária”, publicada recentemente no INFORMATIVO-APH (março-abril 2000) pelo colega Fernando Bignardi, tive vontade de expressar minhas opiniões relacionadas a este tema. Tomo esta iniciativa por ser Engenheiro Agrônomo, formado pela ESALQ-USP em 1981, tendo desenvolvido durante 4 anos (1982-1985) atividades com Agricultura Orgânica-Biodinâmica, e por fazer parte da Comissão da AMHB que tem procurado solucionar o problema da “homeopatia popular”, movimento defendido e propagado, entre outros, por engenheiros agrônomos do Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Primeiramente, gostaria de frisar a importância de separarmos a Homeopatia (especialidade médica, com racionalidade científica própria, que utiliza o princípio da similitude no tratamento das doenças) dos movimentos ditos “alternativos”, sob o risco de perdermos a nossa identidade, arduamente conquistada ao longo dos últimos anos. Um dos grandes problemas na divulgação da Homeopatia é a falta de esclarecimento da população e do próprio meio acadêmico e científico quanto ao que ela realmente seja, sendo confundida, na grande maioria das vezes, com as mais diversas práticas “alternativas” ou “naturalistas”.

Com o termo Agricultura Orgânica, englobamos uma série de práticas agrícolas com as quais se busca, principalmente, preservar e/ou restaurar a matéria orgânica do solo, fator imprescindível para que se mantenha a estrutura fisico-química do solo em condições satisfatórias para o desenvolvimento saudável das plantas. Se bem aplicada, esta matéria orgânica representa uma rica fonte de nutrientes para as plantas (macro e microelementos; estes últimos funcionando como catalisadores das reações metabólicas), propiciando a síntese das proteínas necessárias ao equilíbrio do meio interno das mesmas, além de contribuir à estruturação correta do solo (aeração, drenagem, retenção de umidade, manutenção da temperatura ideal, etc.), permitindo um bom desenvolvimento das raízes e demais estruturas das plantas. Dentro destas práticas agrícolas, temos a utilização do composto orgânico, da adubação verde, da rotação de culturas, do plantio direto, da cobertura morta, etc., técnicas bastante difundidas, dentre outros, pela engenheira agrônoma Ana Maria Primavesi em seu livro “Manejo Ecológico do Solo”1.

Com estas medidas conservacionistas, o binômio formado entre a parte material do vegetal e sua força vital (vis medicatrix) encontra condições propícias para o desenvolvimento satisfatório, adquirindo imunidade ao ataque de doenças e pragas, incorporando maior resistência às condições climáticas adversas e produzindo nutrientes de alto valor biológico.

Frente à Medicina, poderíamos comparar o manejo ecológico do solo às “medidas higiênicas e dietéticas” propagadas pelos precursores da Medicina Hipocrática, que buscavam na prática de hábitos saudáveis (alimentação equilibrada; atividades físicas e mentais restauradoras do vigor físico; contato com a Natureza; etc.) não prejudicarem a vis medicatrix, que mantinha as funções do organismo em equilíbrio apenas quando este se encontrava no estado de saúde. Estas medidas de manutenção da vitalidade, propagadas ao longo dos tempos pelas “correntes naturalistas”, encontram na ingesta de alimentos isentos de adubos químicos e defensivos agrícolas uma premissa básica.

Lembremos que Hahnemann, nos parágrafos 259 a 263 do Organon, cita uma lista extremamente rigorosa de substâncias e condições que devem ser suprimidas da dieta e do regime de vida durante o tratamento homeopático, por suas “ações medicamentosas” poderem atuar como “obstáculos à cura” nos doentes crônicos. Além da remoção de tais impedimentos ao restabelecimento, impossíveis de serem seguidos nos dias atuais, orienta como medidas auxiliadoras a “distração inofensiva à mente e ao psiquismo, exercício ativo ao ar livre sob quase todas as condições climáticas (passeios diários, pequenas atividades manuais), alimentos e bebidas adequados, nutritivos e desprovidos de ação medicamentosa, etc.”. Nas doenças agudas, orienta a que seja dado ao doente tudo o que ele deseje, “não colocando obstáculos ao impulso instintivo da conservação da vida”, que se manifesta através dos desejos alimentares.

Por representarem medidas facilitadoras e não “curativas”, sua observância deixa de ser imprescindível ao cumprimento das leis de cura despertadas pelo tratamento homeopático, como todos podemos observar em nossa experiência clínica.

E quanto à citada utilização da Homeopatia na Agricultura como prática de tratamento das pragas e doenças das plantas? Acredito que seja possível, desde que desenvolvamos uma metodologia experimental específica de utilização do princípio terapêutico pela similitude para o reino vegetal.

A partir de 17/05/99, a Homeopatia foi considerada “insumo agrícola”, reconhecida pelo Ministério da Agricultura para utilização na Agropecuária Orgânica (Diário Oficial da União nº 94, seção 1, p. 11-4).

Será que eles sabem o que é Homeopatia e o que fazer com ela na Agricultura? Duvido. De onde surgiu esta proposta? Qual o interesse político na mesma? O tempo dirá.

Há tempos atrás, fui convidado por um veterinário homeopata a montar um Curso de Homeopatia para Engenheiros Agrônomos, e me posicionei contrariamente à idéia, em vista da ausência de estudos específicos nesta área, podendo-se incentivar com esta iniciativa a prática médica homeopática exercida por leigos, a exemplo do que vem ocorrendo sob os auspícios do grupo inicialmente citado.

E qual seria este modelo experimental específico para a utilização da Homeopatia na Agricultura?

A experimentação dos medicamentos homeopáticos em plantas sadias, dos diversos gêneros (principalmente) e espécies cultivadas, observando-se todos os efeitos manifestos nas diversas partes das mesmas (raiz, caule, folhas e frutos). Os ciclos de vida relativamente curtos das espécies vegetais anuais, assim como as fases cíclicas e anuais (crescimento, florescimento e frutificação) das espécies perenes, facilitariam sobremaneira estes experimentos, propiciando após alguns anos de experimentação a confecção de uma “Matéria Médica” para as plantas, que conteria as alterações fitopatológicas manifestas devido ao efeito primário das substâncias experimentadas. Não acredito que possamos fazer analogias entre os sintomas humanos e os sintomas vegetais, como acontece na Veterinária Homeopática, que, a meu ver, também se beneficiaria com o desenvolvimento de experimentações mais específicas.

Nestas experimentações com plantas, começaríamos com canteiros dos principais cultivares agrícolas (Gramíneas, Leguminosas, Hortaliças, Frutíferas, etc.), que receberiam os principais policrestos homeopáticos (na água de irrigação, por exemplo), comparando as manifestações observadas com o grupo controle, anotando-se todos os sinais e sintomas surgidos, procurando relacioná-los, a posteriori, com as enfermidades mais comuns daquelas espécies.

A Isopatia e a Tautopatia também poderiam ser utilizadas na Agricultura, seja no controle de pragas de determinada cultura (emprego do princípio da identidade, per idem, dinamizando-se a própria praga e pulverizando as plantas com este preparado), seja na correção de determinadas deficiências nutricionais, com o emprego do elemento carente dinamizado (Nitrogênio, Fósforo, Potássio, microelementos, etc.), facilitando a captação do mesmo pelas plantas.

Estas são algumas das muitas experimentações que poderíamos realizar, montando, ao longo dos anos, um modelo científico e racional de emprego da Homeopatia na Agricultura. Infelizmente, a pesquisa científica desenvolvida nas Faculdades de Agronomia é financiada pelas indústrias de fertilizantes químicos e defensivos agrícolas, assim como na área médica são os grandes laboratórios que direcionam a pesquisa desenvolvida nas Faculdades de Medicina. Este “conflito de interesses”, entre o poder econômico e a verdadeira ciência, debatido freqüentemente nos periódicos médicos2, impede que a Homeopatia assuma uma posição de destaque na pesquisa acadêmica moderna.

Temos buscado, junto a antigos professores da ESALQ, estimular a pesquisa com Homeopatia, dentro dos parâmetros acima descritos, mas devemos ter em mente que a montagem de um modelo homeopático experimental agrícola será uma atividade lenta e demorada, mesmo que conseguíssemos verbas e apoio dos meios acadêmicos.

No momento, me preocupa o distanciamento da medicina homeopática dos centros médicos universitários, e vejo que devemos divulgá-la dentro dos preceitos científicos modernos, para que possamos dirimir os dogmas e os preconceitos existentes, fruto do desconhecimento dos verdadeiros fundamentos homeopáticos.

Fonte: http://www.homeozulian.med.br

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Homeopatia em animais e na agricultura

Maior resistência a doenças e aumento na produção de sementes são algumas das vantagens da homeopatia para a produção agrícola.

Não há quem desconheça a Homeopatia, mas poucos sabem que o tratamento homeopático também pode ser aplicado em animais e plantas. Assim como no tratamento convencional em humanos, a homeopatia na lavoura trata não somente de uma doença das plantas, mas ela como um todo. Entre os principais benefícios estão uma maior resistência a doenças, aumento do número de sementes e plantas mais vigorosas, além do incremento da imunidade do vegetal. No reino animal, a homeopatia não só privilegia cães e gatos que vivem no estresse urbano. Mamíferos, pássaros, répteis e peixes são beneficiados por esta prática, que procura o ponto de equilíbrio em tudo o que lhe cerca.

Segundo o agrônomo Nelton Menezes, agricultores e consumidores ganham com o uso da homeopatia na agricultura. Do ponto de vista do trabalhador rural, a redução de perdas nas lavouras, a diminuição de custos de produção e a maior produtividade levam a um retorno maior sobre a atividade rural. Pesquisas mostram que os usos de tratamentos homeopáticos em plantas medicinais apontaram incremento de 70% nos princípios ativos. Além disso, estudos mostram que as plantas expostas à homeopatia se tornaram mais resistentes a geadas.

Mais do que ajudar o aumento da produtividade das lavouras, a homeopatia também pode ser usada para combater pragas que se abatem sobre os campos, em substituição ao uso de agrotóxicos em larga escala. De acordo com pesquisas da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), o uso de defensivos agrícolas é responsável por 30% do custo de produção de algumas lavouras, além de, em alguns casos, prejudicar o meio ambiente e a saúde do homem. Uma das vantagens do uso de medicamentos homeopáticos é que o seu preparo para plantas utiliza quantidades reduzidas de matéria-prima. São necessárias em média dez gotas de medicamento para diluir em um litro de água. Isso resulta em menor utilização de recursos naturais e baixíssimos custos, tornando o método acessível a pequenos produtores.

HOMEOPATIA NA PECUÁRIA

A diminuição do uso de antibióticos e hormônios no tratamento de animais, trocando o medicamento químico (tradicional) por homeopáticos, torna os animais mais saudáveis e resistentes a parasitas.

Na pecuária de corte e de leite, algumas doenças têm acarretado transtornos e prejuízos produtivos e econômicos aos produtores. Os tratamentos convencionais, além de caros, nem sempre funcionam como desejado, em função do uso indiscriminado. Além disso, são produtos químicos que deixam resíduos e podem agredir a saúde dos animais e do meio em que vivem. Dentro desse contexto, a homeopatia surge como uma alternativa de baixo custo e ecologicamente correta.

Fonte: http://www.ilustrado.com.br

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Produtores locais aprovam (07.03.2006)

Em Piracicaba, o uso da homeopatia na agricultura já chegou a três propriedades rurais. Uma delas é o sítio São José, localizado no distrito de Ártemis, com 155 mil metros quadrados. Lá o proprietário Walter José Stolf Neto produz, há quatro anos, hortaliças e legumes pelo sistema orgânico de cultivo. “Como somos certificados pela OIA (Organização Internacional Agropecuária), somos submetidos periodicamente a auditorias. Contratamos um engenheiro para nos dar consultoria e estamos usando a homeopatia para acabar com uma praga de insetos que atacou as hortas”, explica o produtor.

O engenheiro agrônomo contratado é Fabrício Rossi, especialista que decidiu utilizar preparados homeopáticos para debelar a praga. “O processo é um pouco lento, mas vai muito bem. A OIA, inclusive, recomenda o uso da homeopatia no cultivo de orgânicos”, comenta Stolf. Além da manutenção da qualidade do produto, a vantagem na avaliação do produtor está no baixíssimo custo do tratamento da lavoura.

O sítio São José produz mais de uma tonelada de pepinos e outros legumes e cerca de 2.000 pés de hortaliças por mês. Há 20 anos, a propriedade produzia hortaliças e legumes pelo sistema convencional, passando em seguida para o hidropônico, chegando finalmente ao orgânico.

O professor do Departamento de Genética da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), Vicente Savino, também adotou a homeopatia para cuidar de seu rebanho de ovinos, num sítio localizado no bairro Pau Queimado. “Há cerca de quatro anos uso a homeopatia para prevenção e controle de verminoses”, conta, ressaltando os bons resultados que tem obtido na substituição dos chamados anti-helmínticos. “Tinha que fazer o controle do rebanho a cada dois meses, quando usava o sistema convencional”, explica.

Segundo Savino, o preparado homeopático é misturado ao sal mineral que as ovelhas consomem diariamente no cocho. “Pode-se misturar o preparado com ração também”, explica o professor, ressaltando a simplicidade do manejo e a redução dos custos, que ele não soube precisar. “Acredito que a homeopatia tem tudo para dar certo na área agropecuária”, conclui.

Fonte: http://www.jpjornal.com.br/news.php?news_id=27624

Agrônomo estuda homeopatia na Esalq

Cristiane Sanches

O engenheiro agrônomo Fabrício Rossi, de Piracicaba, é o autor da primeira dissertação de mestrado da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) a abordar o uso da homeopatia no cultivo de vegetais. Intitulada “Aplicação de preparados homeopáticos em morango e alface visando o cultivo com base agroecológica”, a dissertação foi apresentada e aprovada em 1º de dezembro do ano passado. Rossi está entre os cerca de 15 agrônomos brasileiros a pesquisar homeopatia aplicada aos vegetais, a maioria deles em São Paulo e Minas Gerais.

Segundo ele, as primeiras pesquisas na área em nível mundial começaram na década de 70, principalmente na Índia. “Em 1996, o professor Vicente Wagner Dias Casali, da Universidade Federal de Viçosa (MG), iniciou as pesquisas com vegetais no Brasil”, explica. Casali e o professor Edmilson José Ambrosano foram seus co-orientadores no trabalho de mestrado, ao lado do professor Paulo César Tavares de Melo, da Esalq. Sem perder tempo e cada vez mais empenhado no desenvolvimento das pesquisas, Rossi já está cursando o doutorado e trabalha na seleção de cultivares de batata orgânica e aplicação de preparados homeopáticos.

Homeopatia é uma palavra de origem grega que quer dizer “doença semelhante”. Desenvolvida pelo médico alemão Christian Friedrich Samuel Hahnemann (1755-1843), “é uma ciência que pode ser aplicada a todos os seres vivos, sejam seres humanos, animais domésticos ou silvestres, vegetais ou microorganismos”, explica Rossi. Ele comenta que a aplicação da homeopatia na agricultura no Brasil foi legalizada pela instrução normativa nº 07 de 17 de maio de 1999, do Ministério da Agricultura.

Se as pesquisas na área da homeopatia aplicada aos vegetais são ainda embrionárias no país, Piracicaba pode ser considerada um de seus “úteros”. Fundado na cidade em 2003, o Cesaho (Centro de Estudos Avançados em Homeopatia) se dedica ao ensino e à pesquisa, reunindo grupos de médicos, veterinários e agrônomos – inclusive de outras cidades e estados – que se encontram mensalmente para discutir seus trabalhos e experimentos na área. O veterinário Antonio de Oliveira Lobão, coordenador geral do Cesaho, explica que a instituição adota a chamada “linha unicista”, ou seja, busca tratar o indivíduo como um todo e não apenas os sintomas de suas eventuais enfermidades. Segundo ele, a aplicação da homeopatia nos vegetais é mais complicada porque as plantas não se expressam como os humanos e até mesmo os animais. “Por isso, exige constante estudo e atualização”, pondera.

A pesquisadora do Instituto Biológico, Palmira Rolim – que coordena o grupo de engenharia agronômica e florestal do Cesaho -, afirma que a homeopatia pode ser usada tanto no sistema convencional de cultivo como no orgânico. “O controle de pragas e doenças é o ponto mais fácil para se medir os efeitos da homeopatia na agricultura. As ferramentas para avaliar esses efeitos são mais conhecidas dos pesquisadores”, enfatiza. Por isso, Rossi e seu grupo do Cesaho acreditam que as pesquisas com vegetais deverão contribuir para a consolidação da homeopatia, uma ciência que ainda desperta polêmica e discussões apaixonadas entre adeptos e antagonistas dessa prática.

No momento, os agrônomos do Cesaho estão trabalhando na elaboração de um projeto que visa a utilização da homeopatia no auxílio à transição do sistema convencional de cultivo para o sistema orgânico. “O CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) – órgão de fomento à pesquisa – liberou recentemente, pela primeira vez, recursos para quatro pesquisas de homeopatia aplicada a vegetais”, comenta Rossi.

Ele salienta que o uso da homeopatia na agricultura beneficia, principalmente, aos pequenos produtores. “Eles são liberados de processos caríssimos quando adotam a homeopatia. Para se ter uma idéia, com cerca de R$ 10 é possível obter 2.000 litros de preparado homeopático para se aplicar numa lavoura de 10 hectares”, revela. No sistema convencional, essa despesa pode custar dezenas de vezes mais. Rossi explica que os preparados homeopáticos demonstram potencial de interagir com o metabolismo construtivo do solo, podendo interferir nos processos de mobilização e de imobilização de nutrientes, na eficiência microbiana, na dinâmica da água e na estruturação física do solo. “A homeopatia pode atuar, ainda, na desintoxicação das plantas e estimulação da resistência contra pragas e doenças”, conclui.

Fonte: http://www.jpjornal.com.br

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A Homeopatia no Cultivo das Plantas

Poucos sabem, contudo, que o método homeopático também pode ser aplicado na agricultura – ou seja, a Homeopatia pode “curar” as plantas ou colaborar para que elas se desenvolvam de forma mais saudável.

Não há quem desconheça a Homeopatia, sistema terapêutico criado há dois séculos e utilizado por uma corrente médica no tratamento de quase todas as doenças. Poucos sabem, contudo, que o método homeopático também pode ser aplicado na agricultura – ou seja, a Homeopatia pode “curar” as plantas ou colaborar para que elas se desenvolvam de forma mais saudável. “A diferença desse tipo de cultivo em relação ao tradicional é que ele respeita a planta, não deixa resíduos nem contamina o solo”, explica a bióloga e médica veterinária homeopata Maria do Carmo Arenales.

“Trata-se de um método que vem sendo estudado em instituições de ensino e pesquisa e que já é utilizado no meio agrícola por alguns produtores, aplicando-se os princípios da ciência homeopática ao mundo dos vegetais”, acrescenta a agrônoma Fernanda Coutinho, doutoranda na área de cultivo homeopático, da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Segundo a pesquisadora, o cultivo homeopático é baseado na lei dos semelhantes, de acordo com o enunciado do criador do sistema, o alemão Samuel Hahnemann (1755-1843), segundo o qual “similia similibus curantur”, ou “os semelhantes curam-se pelos semelhantes”.

Tratamento com doses pequenas

Introduzida no Brasil pelo médico francês Jules Benoit Mure, em 1840, a Homeopatia trata o paciente com doses bem pequenas de uma substância que, se administrada em doses altas em pessoas sadias, provoca sintomas semelhantes aos da doença. O objetivo é usar a capacidade de reação do organismo, a fim de estimular as suas defesas contra os agentes patogênicos – vírus e bactérias – e ajudar na recuperação do equilíbrio.

Por falta de literatura específica, nem os próprios pesquisadores sabem determinar com segurança quem teve a brilhante idéia de utilizar a Homeopatia na agricultura. Já existem, por exemplo, veterinários homeopatas, e segundo Fernanda Coutinho, alguns autores consideram que o próprio Hahnemann já previa a aplicação dos princípios da Homeopatia a todos os seres vivos, inclusive aos animais e vegetais. “Hoje já se testam hipóteses da aplicação também em outros componentes vivos, como solo e água. Se até mesmo os animais reagem muito bem à Homeopatia, por que não utilizá-la também nas plantas?”

Na agricultura, o cultivo homeopático não trata exclusivamente uma determinada praga ou doença, e sim a planta como um todo, mesmo quando ela está saudável, em busca de equilíbrio. No entanto, pode ser usada também para combater problemas que podem dizimar uma plantação, como, por exemplo, o ataque de insetos.

Dos vasinhos à produção em grande escala

A bióloga e médica veterinária homeopata Maria do Carmo Arenales conta que começou suas experiências com Homeopatia nas plantas que cultivava em vasinhos no fundo do quintal de sua casa, em 1988. Depois, passou para os vasos da clínica veterinária e para os jardins de amigos. Hoje, ela trabalha com planos de chegar à produção industrial. “Comecei a produzir há pouco tempo e, portanto, ainda não atingi a escala comercial. Por enquanto, consumimos apenas em casa, principalmente coco e mamão, que recebem tratamento homeopático a cada quinze dias”, explica. Os preparados são borrifados nas plantas, enquanto o solo é “homeopatizado” por meio de irrigação.

Os preparados homeopáticos utilizados são escolhidos com base na semelhança com as características das plantas e na análise do solo. O sistema utiliza princípios ativos vegetais, animais e minerais na elaboração dos preparados destinados a borrifar as plantas ou enriquecer o solo. Segundo a pesquisadora Fernanda Coutinho, o tratamento auxilia na retomada do equilíbrio da planta, proporcionando um estado de saúde em que é possível desempenhar da melhor forma as potencialidades da espécie. “Portanto, é necessário conhecer a planta em sua totalidade, considerando os aspectos físicos, fisiológicos, metabólicos, anatômicos, comportamentais e energéticos, além da história evolutiva e das relações com o ambiente”, afirma. Ela ressalta, porém, que a utilização do cultivo homeopático não substitui a condução e o manejo orgânico do ambiente. “Esse recurso acrescenta maior dose de compreensão e percepção dos seres vivos que habitam e interagem num ecossistema”, completa.

Benefícios da Homeopatia

São incontáveis os benefícios do uso da Homeopatia no cultivo das plantas. Entre eles, observam-se o aumento da imunidade do vegetal – o que o torna mais resistente a condições impróprias -, sementes mais vigorosas, maior resistência a doenças e a pragas como pulgão, fungo e saúva, variação na produção de princípios ativos, alteração de padrão energético, desintoxicação de sintomas adquiridos ao longo da linha evolutiva e aumento da produção.

Além disso, os preparados homeopáticos, por serem não-moleculares, não deixam resíduos sólidos e não prejudicam o ambiente, os animais, os seres humanos ou as próprias plantas. Outra vantagem é que o preparo requer quantidades reduzidas de matéria-prima, o que resulta em menor utilização de recursos naturais e baixíssimos custos, tornando o método acessível a pequenos produtores. Para se ter uma idéia, 30 mililitros de preparado homeopático custam cerca de R$ 6,00 e produzem alto rendimento – são necessárias em média dez gotas para diluir em um litro de água. “A principal intenção da pesquisa a respeito do cultivo homeopático é proporcionar liberdade econômica do produtor, para que ele possa se tornar realmente autônomo”, afirma Fernanda.

Uso doméstico

Segundo Fernanda Coutinho e Maria do Carmo Arenales, o cultivo homeopático pode beneficiar todos as espécies de plantas, em qualquer região e em qualquer solo, com uma vantagem adicional: pode também ser aplicado facilmente em casa.

O ideal é que, antes de mais nada, o interessado procure orientação de agrônomos homeopatas, instituições ou pequenos produtores que já trabalham com esse tipo de cultivo. Os medicamentos necessários podem ser facilmente encontrados. Alguns são os mesmos utilizados por seres humanos e vendidos em farmácias especializadas, mas existem aqueles produzidos especificamente para as plantas.

Maria do Carmo dá alguns exemplos de preparados homeopáticos usados nas plantas: para violetas, carbo vegetalis; para primaveras, natrum muriático; em samambaias, staphrysagria. A pesquisadora produz preparados específicos em seu laboratório e dispõe-se a fornecer aos interessados informações sobre a maneira de aplicar a Homeopatia nas plantinhas domésticas.

Em seu estudo na Universidade Federal de Viçosa com a justicia tectoralis, uma planta medicinal, Fernanda Coutinho observou aumento de 70% no princípio ativo, depois da aplicação do preparado homeopático ácido húmico. Outras pesquisas demonstraram que a carbo vegetalis torna o café mais resistentes às geadas. “No entanto, ainda é preciso formar um número maior de técnicos e divulgar mais as experiências no meio rural”, ressalta.

De acordo com Fernanda, a cada dia mais agricultores se interessam pelo cultivo homeopático. “São produtores preocupados em recuperar e resguardar o meio ambiente e valorizar a qualidade de vida. Isso se vê principalmente entre os pequenos agricultores, com pouco capital. Por tudo isso, acredito num futuro promissor, no qual a Homeopatia se torne um caminho para a agricultura ecológica, saudável e até mesmo natural”, completa.

Serviço:

Laboratório Veterinário Homeopático Fauna e Flora Arenales
Endereço: Rua Murilo Fernandes, 141, Presidente Prudente – SP
Telefones: (18) 236-3701 / 236-2567 / 236-2199

Universidade Federal de Viçosa
Endereço: Avenida P. H. Rolfs s/n, Campus UFV
CEP 36571-000 – Viçosa – MG
Telefones: (31) 3899 2328 / 3899 2921
Home page: http://www.ufv.br

Fonte: http://www.homeopatiaonline.com

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