Há microplásticos na água da torneira. E você também é responsável por isso

piramidal.net | lojapiramidal.com

compartilhar

Há microplásticos na água da torneira de todo o mundo, inclusive no Brasil – E você também é responsável por isso.

Veja o vídeo no final da matéria! »

Ao longo de dez meses a Orb Media (organização sem fins lucrativos situada nos Estados Unidos) realizou uma pesquisa sobre o plástico em água de torneiras em diversos lugares do mundo com participação de várias organizações no mundo todo como, por exemplo, a Folha de São Paulo, um dos maiores jornais do Brasil. Os resultados foram alarmantes pois 83 por cento das amostras coletadas continham fibras de plástico, também chamadas de microplásticos. Segundo os autores do estudo, estamos vivendo na ‘Era Plástica’ e a contaminação provavelmente não está limitada somente à nossa água.

Segundo a Orb Media este foi o primeiro estudo científico público do tipo e contou com a parceria de um pesquisador da Escola de Saúde Pública da Universidade de Minnesota, nos EUA. Os autores da pesquisa testaram a água da torneira nos Estados Unidos, Europa, Indonésia, Índia, Líbano, Uganda, Equador e Brasil.

Segundo os pesquisadores, os microplásticos que contaminam nossas águas vêm de uma variedade de fontes, entre elas estão as roupas sintéticas, as poeiras de pneus e até mesmo plásticos encontrados em produtos de higiene e beleza, como pastas de dentes e cosméticos. “Foram produzidos mais plástico nos últimos dez anos do que em todo o século passado”, alerta o relatório.

“Isso deve servir de alerta”, diz Muhammad Yanus, Prêmio Nobel da Paz de 2006. “Sabíamos que esse plástico voltava para nós por meio da cadeia alimentar. Agora vemos que está voltando para nós na nossa água de beber”.

Como era de se esperar, os Estados Unidos foram os recordistas com 94% de amostras com plástico na água da torneira. Os pesquisadores detectaram as fibras plásticas até mesmo na sede da Agência de Proteção Ambiental norte-americana, edifícios do Congresso e na Trump Tower em Nova York. O número de fibras encontrado na água de torneira do Trump Grill (na Trump Tower) foi semelhante ao encontrado nas amostras de Beirute, no Líbano. A Europa tinha o mínimo, porém, os plásticos foram encontrados em 72% das amostras lá.

O jornal Folha de São Paulo também participou do estudo enviando 10 amostras de água da cidades de São Paulo. Segundo matéria publicada no site do jornal, 9 entre 10 amostras continham fragmentos de plástico com números semelhantes aos encontrados ao redor do mundo.

A Orb encontrou plástico em água engarrafada e em casas que usam filtros de osmose reversas (aqueles aparelhos que empregam membranas semipermeáveis para retirar partículas do líquido, incluindo as bactérias).

Se, por um lado, existem pessoas como Albert Appleton, ex-superintendente do departamento de água de Nova York que dizem que “não se pode decidir se esse é um problema real até entender como ele afeta o organismo humano”, existem outras pessoas como Sherri Ann Mason, da Universidade do Estado de Nova York, que supervisionou parte dos estudos que dizem que “temos dados suficientes, vindos da análise da vida selvagem e dos impactos que ele está tendo sobre a os animais selvagens. Se isso está afetando [a vida selvagem], como podemos achar que não vai nos afetar de alguma forma?”

Essas fibras se acumulam no intestino humano? São prejudiciais para nossa saúde? Será que se esse material poderia, antes de entrar e ser acumulado no nosso corpo, absorver desreguladores endócrinos (moléculas capazes de alterar o sistema hormonal)? Essas são algumas das dúvidas que estão surgindo mas ainda não existem estudos conclusivos que possam ser levados em conta para responder a elas.

Enquanto não temos respostas a algumas perguntas podemos já começar a pensar num futuro com a solução para o problema. E é isso que algumas cidades estão começando a fazer. “Uma diminuição da velocidade do processo de tratamento de esgoto permitiria a captura de mais fibras de plástico” disse Kartik Chandran, um engenheiro ambiental da Universidade Columbia (EUA). Isso, também tem que ser bem feito e planejado já que aumentaria o custo do processo. Aqui no Brasil, por exemplo, onde o tratamento de esgoto não é algo que atinge a todas as cidades isso é um problema grande a ser resolvido.

Outra solução é criar substâncias mais seguras e que sejam tão convenientes ao uso humano quanto o plástico que estamos acostumados a utilizar hoje em dia. Esse tipo de solução já vem sendo estudado pelo mundo. Um exemplo disso é o bioplástico feito com mandioca que já foi assunto nesta página. Caso você ainda não tenha lido o artigo, clique aqui para conhecer mais. Outro exemplo é a embalagem ecológia criada por brasileiros para substituir os plásticos filmes. Clique aqui caso queira conhecer esse projeto.

“Já que o problema do plástico foi criado exclusivamente pelos seres humanos, por causa da nossa indiferença, ele pode ser resolvido pelos seres humanos, se prestarmos atenção nele”, sugere Muhhamad Yunus. “Agora, o que precisamos é de determinação para resolver isso antes de sofrermos maiores consequências”.

A utilização de filtros domésticos para máquinas de lavar roupas específicos para microfibras é um exemplo de solução que vem ganhando popularidade como forma de reduzir essa poluição dos microplásticos.

DE ONDE VEM?

Abaixo, podemos ver alguns dos motivos desse aparecimento dos microplásticos nas torneiras.

1 – Fibras sintéticas de lavagem – Roupas sintéticas como lã, acrílico e poliéster emitem milhares de fibras microscópicas em cada lavagem. Cerca de 1 milhão de toneladas dessas pequenas fibras são descarregadas em águas residuais a cada ano, onde mais de metade acaba evadindo o sistema de tratamento de esgoto e escapar para o meio ambiente;

2 – Pó de pneu – O pó de pneu de estireno e butadieno é lavado em esgotos, e de lá em córregos, rios e oceanos. Carros e caminhões emitem mais de 20 gramas de poeira de pneus por cada 100 quilômetros que dirigem. A Noruega, por exemplo, produz 1 kg de poeira de pneus a cada ano para cada mulher, homem e criança noruegueses.

3 – Pinturas – Poeira das marcas rodoviárias, pintura do navio e de pintura de casas. A tinta contribui com mais de 10% poluição dos micro plásticos nos oceanos. Estudos mostram que a poeira da tinta cobre a superfície do oceano.

4 – Microplásticos secundários – Pelo menos 8 milhões de toneladas de resíduos plásticos chegam aos oceanos, rios e lagos do mundo a cada ano. Esses materiais como recipientes, sacolas e outros materiais para viagem se desfazem e se fragmentam nos mares, dividindo-se em peças cada vez menores para juntar-se às cadeias alimentares marinhas e humanas – os microplásticos do futuro. Produzimos mais plástico nos últimos 10 anos do que em todo o século passado.

5 – Fibras sintéticas no ar – Os cientistas só começaram a examinar como as fibras microscópicas atingem a atmosfera e seu papel como fonte de terra e marinha
poluição. Um palpite é que a abrasão comum – o simples atrito de seus membros escovando uns contra os outros – faz com que os micropedaços de roupas se quebrem no ar, como um gato que derrama peles. Um estudo de 2015 em Paris estimou que entre três e dez toneladas de fibras aéreas alcançam a superfície da cidade a cada ano.

6 – Microesferas – Banido em limpadores faciais e alguns cosméticos nos EUA e Canadá, estima-se que mais mais de 8 trilhões de microesferas poluíram as vias navegáveis dos EUA em 2015.

Fica claro que todos nós temos uma parcela de culpa disso. Temos que mudar nossos hábitos para evitar ao máximo a utilização dos materiais que podem gerar esses resíduos. Cabe a nós mudar o mundo!

Gostou desse artigo? Compartilhe com seus amigos nas suas redes sociais! Vamos fazer chegar ao máximo de pessoas possível para tentar mudar a vida de outras pessoas e melhorar o mundo! Não precisa ser só para os amigos engenheiros ou arquitetos! Vamos divulgar as novidades da engenharia e tecnologia para todos!

E para finalizar, um vídeo de 2 minutos que explica a dramática situação do microplástico no ambiente:

Microplástico: A partir deste ano, proibido também no Reino Unido e Canadá

Em 2018, entrou em vigor nestes países a proibição do uso das microesferas plásticas muito usadas em cosméticos e em produtos de higiene pessoal. Ao proibir a produção dessa praga, os microplásticos não mais poderão ser encontrados em vários produtos, evitando assim, sérios danos à vida marinha.

O problema do microplástico é muito sério e nós já falamos aqui várias vezes sobre ele. Agora, mais dois outros países estão dando o o exemplo de proibir a fabricação e o uso deste material.

Como explicou o The Guardian, a proibição no Reino Unido foi inicialmente aprovada em 2016 e, a partir deste mês de 2018 está proibida a produção de microesferas plásticas, enquanto a proibição da venda de produtos contendo este material, entrará em vigor a partir de julho deste ano. A partir de 30 de junho de 2018 serão completamente removidos das prateleiras das lojas britânicas, os produtos que contenham microplásticos.

O Greenpeace Uk explicou que até 12 milhões de toneladas de plástico acabam todos os anos no oceano, o equivalente a um caminhão de lixo por minuto!!! Uma vez que esses microplásticos acabam no meio ambiente, eles podem causar a sufocação dos animais que habitam o mar. Mas não só isso. O microplástico também foi encontrado no sal marinho, na nossa água potável e na cadeia alimentar.

“Nossos mares se tornaram um aterro de resíduos plásticos, incluindo de microplásticos, que são tão nocivos à vida selvagem e aos ecossistemas quanto aos objetos plásticos maiores, mesmo sendo menos visíveis”, explica a associação.

Por sua vez, a ministra britânica do Meio Ambiente, Thérèse Coffey, acrescentou:

“Os oceanos do mundo são alguns de nossos recursos naturais mais preciosos e estou determinada a intervir agora para enfrentar o plástico que devasta a nossa preciosa vida marinha, e agora que alcançamos esse importante marco, tentaremos entender como estendê-lo globalmente e eliminar outros tipos de resíduos plásticos”.

O Canadá também decidiu dar o seu adeus ao microplástico neste ano de 2018. Outros países, incluindo os Estados Unidos, a Irlanda e a Nova Zelândia, o fizeram em anos anteriores.

*

Tem dúvidas, críticas, sugestões? Divida comigo e me ajude a melhorar esse blog! Faça seu comentário!

Fontes:
https://orbmedia.org/stories/Invisibles_plastics
http://ciclovivo.com.br/noticia/fragmentos-plasticos-estao-presentes-em-83-de-agua-da-torneira-de-todo-mundo/
http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2017/09/1916146-ha-microplasticos-na-agua-da-torneira-de-todo-o-mundo-inclusive-no-brasil.shtml
https://www.greenme.com.br/informar-se/lixo-e-reciclagem/6230-microplastico-proibido-reino-unido-e-canada

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

Uso de medicamentos é a principal causa de intoxicação, aponta Unicamp

piramidal.net | lojapiramidal.com

compartilhar

Dados do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) da Unicamp, em Campinas, também apontam outros quatro maiores causadores de intoxicação. Crianças e idosos são as principais vítimas.

Ouso de medicamentos responde pela maioria dos casos de intoxicação, de acordo com um levantamento feito a partir dos atendimentos no Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) da Unicamp, em Campinas (SP), que é referência no Brasil. O consumo de remédios corresponde a 33,62% das ocorrências, mais que o dobro, por exemplo, dos atendimentos por picadas de animais peçonhentos e consumo de produtos químicos.

As principais vítimas são crianças e idosos; e medicações populares, como antitérmicos, estão entre as substâncias responsáveis pelas ocorrências.

O estudo foi feito com base nos 5.420 atendimentos realizados no Ciatox em 2017, sendo 1.822 só relacionados à ingestão de remédios. Consultas ao centro podem ser feitas, inclusive, pelo telefone (19) 3521-7555.

Outras quatro causas de intoxicação foram apontadas pelo Ciatox: animais peçonhentos/venenosos, produtos domissanitários (detergentes, alvejantes, removedores e afins), produtos químicos residenciais ou industriais e animais não peçonhentos/não venenosos. Veja no gráfico, abaixo:

Remédios que merecem atenção

Ronan José Vieira, um dos fundadores do Ciatox, ressalta que as intoxicações por medicamento predominam em todo o mundo. Ele destaca o uso de anticonvulsivantes, drogas de efeito no sistema nervoso central, ansiolíticos e drogas para melhorar o estado de humor, mas também alerta para remédios mais populares.

“Anti-inflamatórios, medicamentos para dor, hipnóticos, provocam intoxicações, e também os antitérmicos, que podem dar intoxicação”, afirma Vieira.

Automedicação

Vieira afirma, ainda, que a automedicação é uma das preocupações, assim como as tentativas de suicídio, por conta das superdosagens.

“As [intoxicações] de automedicação têm conveniências, efeitos e interação com outros medicamentos. Se ele, às vezes, dá problema mesmo receitado criteriosamente, usando amadoristicamente é muito mais comum haver problema mais grave e mais frequente”, explica.

Além disso, ele alerta que a automedicação mascara os sintomas e dificulta o diagnóstico correto.

A psiquiatra e neurologista Silvia Stahlmerlin explica que, no caso da automedicação, os efeitos podem ocorrer aos poucos.

“Normalmente começa com alguma confusão mental, a pessoa fica mais lentificada, começa a falar coisas sem sentido, alterações da pupila (fica pequena ou grande) a pressão cai ou aumenta demais, sudorese, calafrio, mal estar e, às vezes, diarreia e vômito”, ressalta a médica.

Crianças e idosos

Segundo o fundador do Ciatox, as crianças são vulneráveis à intoxicação de medicamentos por ingestão acidental, principalmente no período de férias, pois a criança tende a ter mais tempo em casa para procurar e ter acesso às substâncias.

No caso dos idosos, Vieira afirma que muitas vezes a ingestão também ocorre acidentalmente, pois, além de usarem muitos remédios, têm o hábito de tomá-los à noite e podem consumir de forma errada.

“De maneira geral, o medicamento não deve ficar disponível a crianças. Não é só colocar [no] alto porque ela é capaz de procurar. É preciso ficar de fato trancado, em local não acessível”, alerta.

Ele também orienta que as pessoas evitem guardar medicamentos que não foram utilizados completamente, até por perderem a validade e o paciente pode não perceber. “A disponibilidade estimula o uso inadequado”.

Dobro da dose

Em Campinas, a mãe de uma criança autista acabou dando o dobro da dose de um calmante recomendada ao filho. Ela se confundiu após o médico mudar a dosagem.

“Ele ficou dopado. Ficou parado sem reação, bem dopado mesmo. Eu comecei a achar estranho o comportamento, porque ele estava muito quieto. O médico falou que, nesses casos, como a dosagem foi muito alta, acabou tendo reação”, conta a dona de casa Luana Santini.

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

Pílula do câncer: CPI aponta erros em teste que colocaram vidas em risco

piramidal.net | lojapiramidal.com

compartilhar

Gerente do núcleo de pesquisa do Icesp não soube explicar como foi definida a dosagem administrada.

Nessa quarta-feira (29), foram ouvidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) os depoentes Salvador Claro Neto, doutor em química pela USP (Universidade de São Paulo) e Roberto Jun Arai, gerente do Núcleo de Pesquisa do ICESP (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo).

O primeiro questionamento feito ao químico Salvador Claro Neto foi se ele acompanhou e auditou toda a produção da #Fosfoetanolamina até a entrega no órgão. Ele informou que apenas participou da síntese do medicamento na PDT Pharma. Após a saída apenas do pó do laboratório para que fosse encapsulado na Furp (Fundação para o Remédio Popular), ele já não havia mais como controlar o que foi feito.

Em relação à dosagem que deveria ser administrada nos pacientes, Salvador afirma que nos testes clínicos que foram feitos em 1995 no Hospital Amaral Carvalho (os dados clínicos desapareceram), foram preconizadas três cápsulas por dia (manhã, tarde e noite) e não três cápsulas no mesmo momento uma vez por dia como foi administrado no Icesp (2016).

O presidente da CPI, deputado Roberto Massafera (PSDB), ressalta que o controle da qualidade deveria ser feito no produto final, já encapsulado, e não apenas na sua fase de sintetização (pó), pois passavam por muitas outras etapas antes de chegar até os pacientes que participaram dos testes. Salvador também afirma que em nenhum momento foi acionado para atestar a qualidade das cápsulas entregues pela Furp no Icesp, o que também poderia ter sofrido algum tipo de alteração, seja pelo transporte ou propositalmente.

Já Roberto Jun Arai, gerente do Núcleo de Pesquisas do Icesp, afirmou a comissão que não sabe o motivo de terem sido selecionados apenas 78 pacientes em fase terminal do câncer ao invés dos 210 pacientes divididos em 10 grupos.

Ao ser indagado sobre o motivo de não ter sido feito o teste de farmacocinética (consiste em saber todo o caminho percorrido por determinada substância, desde sua ingestão, absorção, até ser expelida pelo organismo), primordial em todos os estudos clínicos em humanos, Roberto afirma que foi alertado pela auditora que dar início aos testes sem isto seria algo surreal e poderia colocar vidas em risco, pois não conseguiriam definir a dosagem correta para cada tipo de tumor.

Ele afirmou que abriu licitação para que fosse feito por algum laboratório especializado e, para surpresa dele, nenhum se candidatou. Roberto afirma que então procurou um laboratório no exterior para efetivação deste. A farmacocinética da fosfoetanolamina sintética nunca foi feita.

Vale lembrar que no caso de nenhum laboratório se candidatar a fazer o teste de farmacocinética da substância através de licitação, o estado poderia se baseando na lei, contratar o laboratório que julgasse mais capacitado para tal procedimento.

Foi questionado também a Roberto se no Icesp existem outras pesquisas em andamento e se todas elas possuem o teste de farmacocinética. O gerente respondeu que sim e, após orientação de seu advogado, afirmou que não participou desta parte. Ele disse que, por ser um medicamento desconhecido, talvez tenha sido este o motivo da contratação de uma empresa do exterior.

Lembrando que toda substância em teste é uma substância desconhecida e, por isso, requer todos os cuidados necessários e previstos pelo Conep (Conselho Nacional de Ética e Pesquisa).

Ao ser questionado sobre o motivo de ser aberto licitação para o teste de farmacocinética seis meses após o início dos testes em humanos, o gerente do Núcleo de Pesquisa também não soube explicar e afirmou que esta responsabilidade era do atual secretário de Saúde do estado de São Paulo, David Uip.

Pacientes já em estado terminal da doença foram submetidos ao teste da fosfoetanolamina sintética, mesmo não se sabendo a dosagem correta e nem o caminho percorrido pela substância no corpo humano.

Vale ressaltar que os pacientes foram submetidos a três cápsulas de fosfoetanolamina sintética de uma única vez e uma vez por dia durante todo o período. De acordo com mestre em imunologia e biomédico Durvanei Maria, seria impossível um paciente já em fase terminal da doença conseguir absorver 1.500 mg de qualquer substância de uma única vez.

Também foi questionado ao gerente de pesquisas o motivo de terem sido eleitos apenas 78 dos 210 pacientes previstos em protocolo e o mesmo afirmou não saber informar.

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

Anvisa: Quem nunca teve dengue não deve tomar vacina da doença

piramidal.net | lojapiramidal.com

compartilhar

Segundo laboratório, pessoas que nunca tiveram contato com o vírus da dengue podem desenvolver formas mais graves da doença caso tomem a vacina

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária divulgou nesta quarta-feira (29) que o laboratório Sanofi-Aventis, fabricante da vacina da dengue, apresentou informações que sugerem que pessoas que nunca tiveram contato com o vírus da dengue podem desenvolver formas mais graves da doença caso tomem a vacina.

A vacina Dengvaxia foi aprovada no Brasil em 28 de dezembro de 2015 e não é oferecida pelo Programa Nacional de Imunizações.

A suspeita do laboratório, apresentada nesta semana, ainda não é conclusiva, mas, diante do problema, a recomendação da Anvisa é que a vacina não seja tomada por pessoas que nunca tiveram dengue.

Apesar de esclarecer que a vacina por si só não é capaz de desencadear um quadro grave da doença nem induzir ao aparecimento espontâneo da dengue – para isso, é preciso ser picado por um mosquito infectado -, existe a possibilidade de que pessoas soronegativas desenvolvam um quadro mais agudo de dengue caso sejam infectadas após terem recebido o medicamento.

A bula da vacina será atualizada enquanto a Anvisa avalia os dados completos dos estudos, que ainda serão apresentados pelo fabricante. A vacina da Sanofi, chamada Dengvaxia, é a única aprovada no Brasil. O produto é indicado para imunização contra os quatro subtipos do vírus. Para as pessoas que já tiveram dengue, a Anvisa avalia que o benefício do uso da vacina permanece favorável.

Por meio de um comunicado, a Anvisa esclareceu que “este risco não havia sido identificado nos estudos apresentados para o registro da vacina na população para a qual a vacina foi aprovada”.

A agência informou que, antes do registro, os efeitos da imunização foram estudados em mais de 40 mil pessoas em todo o mundo, e que as pesquisas seguiram os padrões estabelecidos por guias internacionais da Organização Mundial da Saúde (OMS).

https://exame.abril.com.br

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

Açúcar é o “novo crack”?

piramidal.net | lojapiramidal.com

compartilhar

O produto tem o mesmo efeito de dependência causado por drogas, diz pesquisador

de Merelyn Cerqueira

Ouvimos muitas coisas a respeito de vício em drogas, álcool, cafeína e muito mais. No entanto, e de acordo com um número crescente de especialistas, um novo item deve ser adicionado à essa lista: o açúcar. Uma das dependências modernas que mais cresce e é tão perigosa quando o álcool e o tabaco.

De acordo com estudos realizados em ratos, os cientistas puderam comprovar que o açúcar é de fato viciante. De acordo com o Daily Mail, em um experimento foi observado que alguns dos ratos preferiam açúcar ao invés de cocaína, mesmo quando eles eram viciados em cocaína. Os testes realizados por pesquisadores franceses, consistia em entregar uma dieta com mais açúcar para comprovar o comportamento semelhante ao da dependência de drogas.

Para a médica especialista em perda de peso, Dr.ª Sally Norton, a crescente dependência de açúcar é tão perigosa quando o vício em álcool ou tabaco, além de aumentar o risco de obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardíacas e câncer.

Fazer teste em humanos é um pouco mais complicado: foi necessário utilizar varreduras no cérebro. Com isso, os cientistas descobriram que uma pessoa que bebeu um copo de milk-shake desencadeou a mesma “sensação de recompensa” vista anteriormente com os ratos. O culpado: o açúcar.

Sendo assim, como explica a Dr.ª Norton, “ele acaba sendo como qualquer outra substância potencialmente viciante, e quanto mais ingerimos, mais nossos receptores de recompensa se ‘anestesiam’ a ele.” Ou seja, quanto mais açúcar você ingere, mais insatisfeito você fica, sempre desejando por mais para atingir aquela tal de “sensação de recompensa”.

É um ciclo vicioso, e é exatamente o que acontece com toxicodependentes e alcoólatras. Segundo a Dra. Norton, que é fundadora do VavistaLife, um site que auxilia as pessoas a conquistarem uma alimentação mais saudável, e o Wellbeing and Weight Loss Programme, que como o nome já diz, é um programa que auxilia as pessoas a perderem peso, há evidências suficientes que compravam que o açúcar cause esse comportamento semelhante.

Sendo assim, se você está constantemente almejando um “docinho” durante o dia, a verdade é que você pode ter uma das dependências modernas mais comuns: o açúcar.

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

A ciência não conhece 99% dos micróbios em nosso corpo

piramidal.net | lojapiramidal.com

compartilhar

Condomínio

Uma nova pesquisa de fragmentos de DNA que circulam no sangue humano indica que nossos corpos possuem uma população de micróbios vastamente mais rica do que qualquer cientista havia suspeitado até agora.

Na verdade, 99% do DNA localizado em nosso sangue é novo para a ciência.

“Nós descobrimos a escala inteira. Encontramos [fragmentos de DNA] que estão relacionadas a coisas que as pessoas já viram antes, encontramos coisas divergentes e encontramos coisas completamente novas,” disse Stephen Quake, professor de bioengenharia da Universidade de Stanford (EUA).

Rastros de DNA

A pesquisa foi inspirada por uma observação curiosa feita no laboratório de Quake enquanto sua equipe buscava maneiras não invasivas de prever se o sistema imunológico de um paciente de transplante reconheceria o novo órgão como estranho e o atacaria, um evento conhecido como rejeição. Normalmente é preciso fazer uma biópsia de tecido para detectar o risco de rejeição – o que significa uma grande agulha sendo espetada no paciente e pelo menos uma tarde em uma cama de hospital para observação.

A equipe achou que deveria haver uma maneira melhor de fazer isto. Em teoria, poderia ser possível detectar a rejeição pegando amostras de sangue e observando qualquer DNA livre – não ligado a uma célula – e os pedaços de DNA que circulam livremente no plasma sanguíneo. Além dos fragmentos de DNA do próprio paciente, essas amostras devem conter fragmentos do DNA do doador do órgão, bem como uma larga coleção de DNA de bactérias, vírus e outros micróbios que compõem o microbioma de uma pessoa.

De 2013 para cá, Quake e as equipes dos seus colegas Mark Kowarsky e Iwijn De Vlaminck coletaram amostras de 156 receptores de transplante de coração, pulmão e medula óssea, juntamente com amostras de 32 mulheres grávidas – assim como os medicamentos imunossupressores tomados pelos pacientes transplantados, a gravidez também altera o sistema imunológico, embora de maneiras mais complicadas e menos bem compreendidas pela ciência.

Fora da linha evolutiva

A teoria de que esse exame de fragmentos de DNA dá um bom sinal da rejeição do transplante de órgãos foi confirmada.

Mas também havia outra coisa, algo muito mais estranho. A equipe não conseguiu catalogar 99% dos fragmentos de DNA não-humanos encontrados, mesmo depois de vasculhar todas as bases de dados genéticas existentes.

A vasta maioria das moléculas de DNA pertence ao filo das proteobactérias, que inclui, entre muitas outras espécies, agentes patogênicos como E. coli e Salmonella. E a maior parte dos vírus pertence à família torque teno (TTV: torque teno virus), poucos deles associados a doenças humanas, mas frequentemente encontrados em pacientes imunocomprometidos.

“Nós dobramos o número de vírus conhecidos naquela família com este trabalho,” disse Quake, destacando alguns que não se encaixam nem no grupo dos que infectam seres humanos e nem no grupo dos que infectam animais.

“Nós descobrimos uma nova classe inteira de vírus que infectam humanos que estão mais próximos da classe animal do que da classe humana anteriormente conhecida, de forma que são bastante divergentes na escala evolutiva,” contou o pesquisador, afirmando que agora começa o longo processo de análise para catalogar todos os microrganismos responsáveis pelos fragmentos de DNA encontrados.

Os resultados foram publicados na revista científica PNAS.

http://www.diariodasaude.com.br

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

Abolir os programas de rastreamento pela Mamografia? Uma visão de Conselho Médico Suíço

piramidal.net | lojapiramidal.com

compartilhar

Medidas concretas já estão sendo tomadas na Europa para proteger as mulheres contra a mamografia, uma vez que não reduziu a mortalidade por câncer de mama e pior, causou malefícios.

O Conselho Médico Suíço reafirmou sua recomendação de abolir o rastreamento do câncer de mama pela mamografia devido não haver evidências científicas que comprovem seu benefício.

Os programas de rastreio do câncer da mama na Suíça devem diminuir muito a partir da recomendação do Conselho Médico Suíço, cujo teor foi publicado em 16 de abril, no New England Journal of Medicine por dois de seus conselheiros, Dr. Nikola Biller – Andorno , MD , Ph.D., e Dr.Peter Jüni , MD e que transcrevemos abaixo.

O Conselho chegou a essa conclusão ao verificar que o rastreamento mamográfico não produz benefícios claros, embora os prejuízos estejam mais que evidentes, de acordo com o editorial e repete as recomendações feitas no relatório de fevereiro de 2014 realizado pelo mesmo Conselho, um grupo não governamental que aconselha as agências governamentais e prestadoras de serviços de saúde.

Os autores afirmam, em referência ao rastreamento de rotina pela mamografia promovido pelos sistemas públicos de saúde, que “um programa de saúde pública, que claramente produz mais malefícios do que benefícios é difícil de justificar do ponto de vista ético “.

Finalmente, pessoas de reconhecido gabarito científico, sensatas e competentes avaliam corretamente um programa com inúmeros riscos para as mulheres (de radiação, de diagnóstico excessivo, de biópsias desnecessárias, de tratamentos exagerados, entre outros) e sem o benefício preconizado (reduzir a mortalidade por câncer de mama).

Surpreendentemente o trabalho canadense tem sido desacreditado entre os radiologistas brasileiros como tendo sido mal executado e com falhas grosseiras. Emitiram opiniões e não evidências, pois como tiveram acesso aos dados de 25 anos de estudo em tão curto espaço de tempo? Qual a qualificação dos profissionais que se contrapõem a esses eminentes cientistas suíços, que o validaram? Só posso acreditar que se consultaram com uma bola de cristal para emitir essa opinião, pois cientificamente seria impossível. Mais uma vez se repete a história do primeiro estudo canadense, que demonstrou que a mamografia não reduzia a mortalidade em 10 anos de acompanhamento, mas também foi desacreditado aqui pela classe radiológica, justamente porque se contrapunha aos antigos trabalhos com resultados mais favoráveis à mamografia. Entretanto, os estudos posteriores demonstraram que a única série realmente bem realizada e concluída tinha sido a canadense (Cochrane Database Syst review).

Restam várias perguntas não respondidas: Porque o SUS implantou recentemente o rastreamento pela mamografia para as mulheres brasileiras de 50 anos ou mais, quando está sendo descontinuado em outros países que já o aplicam há várias décadas e chegaram à conclusão que não vale um tostão furado? Quem são os profissionais que recomendaram ao SUS esse método tão controverso e prejudicial para as mulheres? Temos que aceitar seus argumentos sem questionar? Quais são os interesses que estão ocultos na pretensa defesa da mulher?

Com os dados atuais disponíveis as mulheres estão sendo prejudicado, se realizarem os rastreamentos anuais de rotina, preconizados por várias entidades médicas brasileiras. Com essa recomendação o médico clínico sente-se obrigado a solicitar a mamografia, para não contrariar o protocolo médico, mesmo que pense ao contrário. Como mulher e médica, em defesa da minha profissão e das mulheres, eu deixo aqui meu protesto: abaixo a mamografia!!!!!!

Lucy Kerr

Abolir Mamografia Programas de Triagem? Uma opinião do Conselho Médico Suíço

Nikola Biller – Andorno , MD , Ph.D., e Peter Jüni , MD – 16 de abril de 2014 e traduzido por Lucy Kerr

Em janeiro de 2013, o Conselho Médico da Suíça, uma iniciativa de avaliação de tecnologias em saúde independente sob os auspícios da Conferência de Ministros da cantões suíços , da Associação Médica Suíça e da Academia Suíça de Ciências Médicas de Saúde , foi encarregada de preparar uma revisão sobre a mamografia para rastreamento do cancer de mama.

Nós dois, um especialista em ética médica e o outro epidemiologista clínico, somos membros do painel de especialistas que avaliou as provas e as suas implicações. Os outros membros eram um farmacologista clínico, um cirurgião oncológico, uma enfermeira cientista, um advogado e um economista da saúde. Quando aceitamos o projeto, estávamos cientes das controvérsias que cercaram a mamografia nos últimos 10 a 15 anos. Quando analisamos as evidências disponíveis e contemplou as suas implicações em detalhes, no entanto, ficamos cada vez mais preocupados.

Em primeiro lugar, notamos que o debate em curso foi baseado em uma série de reanálise dos mesmos trabalhos previamente realizados, ensaios estes predominantemente desatualizados. A primeira série começou há mais de 50 anos em Nova York e o último julgamento , em 1991, nos Estados Unido. Nenhum desses estudos foram iniciados na era do tratamento do câncer de mama moderna, que melhorou dramaticamente o prognóstico das mulheres com câncer de mama. Poderia o benefício modesto do rastreio mamográfico, em termos de mortalidade pelo o câncer de mama, que foi demonstrado em estudos iniciados entre 1963 e 1991, ainda ser detectado em uma série realizada nas condições atuais?

Em segundo lugar, ficamos impressionados como não são óbvios os benefícios do rastreio mamográfico em relação aos malefícios. A redução do risco relativo de aproximadamente 20% na mortalidade por câncer de mama associado com a mamografia, que está descrito pela maioria dos painéis de especialista veio acompanhado de uma cascata diagnóstica considerável, como a repetição da mamografia, biópsias subsequentes e excesso de diagnósticos de câncer de mama – câncer que nunca se tornaria clinicamente aparente.

O seguimento prolongado recentemente publicado pelo Estudo Nacional de Rastreamento do Câncer de Mama Canadense permite estimar a extensão dos diagnósticos excessivos. Após 25 anos de acompanhamento, descobriu-se que 106 de 484 cânceres detectados no rastreio (21,9 %) foram diagnósticos excessivos. Isso significa que 106 das 44.925 mulheres saudáveis ??no grupo de triagem foram diagnosticadas como tendo câncer e tratadas desnecessariamente como portadoras do câncer de mama, o que resultou em intervenções cirúrgicas desnecessárias, radioterapia, quimioterapia e alguma outra combinação destas terapias . Além disso, uma revisão Cochrane de 10 estudos envolvendo mais de 600.000 mulheres mostrou que não houve indícios de um efeito da mamografia na mortalidade geral. No melhor dos casos, a pequena redução no número de mortes por câncer de mama foi atenuada por mortes decorrentes de outras causas. No pior dos casos, a redução foi contrabalanceada por mortes causadas por condições coexistentes ou pelos danos decorrentes do próprio rastreamento e do tratamento excessivo associado. Será que as evidências disponíveis, analisadas em conjunto, indicam que a mamografia de fato beneficia as mulheres?

Em terceiro lugar, ficamos desconcertados com a discrepância acentuada entre as percepções das mulheres sobre os benefícios do rastreamento mamográfico e os benefícios que podem ser esperados na realidade. A figura 1 mostra a percepção das mulheres nos Estados Unidos sobre os efeitos da mamografia sobre a Mortalidade pelo câncer da mama e é comparado com os efeitos reais. Nessa figura é mostrado o número de mulheres de 50 anos de idade nos Estados Unidos deverá ser vivo, que irá morrer de câncer de mama ou morrer de outras causas se realizarem a mamografia regularmente a cada 2 anos, durante um período de 10 anos e comparado com as mulheres que não se submetem à mamografia. Os números no painel A são derivados de uma pesquisa sobre a percepção das mulheres dos EUA 4 , no qual 717 de 1003 mulheres ( 71,5 %) disseram acreditar que a mamografia reduziria o risco de mortes pelo câncer de mama em pelo menos a metade e 723 mulheres (72,1% ) disseram achar que pelo menos 80 mortes seriam evitadas por cada 1.000 mulheres convidadas para a seleção. Os números do Painel B refletem os cenários mais prováveis ??de acordo com as sérias atuais disponíveis1-3: a redução do risco relativo é de 20% na prevenção da morte por câncer de mama. Os dados para a Suíça, relatados no mesmo estudo, mostram as expectativas da mesma forma, excessivamente otimistas. Como as mulheres podem tomar uma decisão consciente se superestimam os benefícios da mamografia tão grosseiramente?

Figura 1. Percepções das mulheres dos EUA sobre os efeitos da mamografia na Mortalidade pelo câncer da mama comparado com a mortalidade real. O painel A mostra o que acham as mulheres de 50 anos de idade nos Estados Unidos sobre o efeito da mamografia realizada a cada 2 anos por 10 anos quanto ao risco de morte por câncer de mama (à esquerda) , em comparação com nenhum rastreamento (à direita). As áreas dos quadrados são proporcionais ao número de mulheres em 1000 que estariam vivas (azul), morrem de câncer de mama (laranja), ou morrem de outras causas (amarelo). Os números foram calculados a partir das percepções relativas das mulheres à redução do risco e os valores absolutos das mortes por câncer de mama (Domenighetti et al.5 ) e estatísticas de mortalidade EUA para 2008 dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças. O painel B mostra o efeito real de rastreio mamográfico em mortes por câncer de mama, com os números calculados a partir de dados de mortalidade por câncer de mama em 2008, segundo o Instituto Nacional de Câncer e as estatísticas de mortalidade dos EUA para 2008 , assumindo uma redução do risco relativo de 20 % para mortalidade por câncer de mama em mulheres convidadas a passar pelo rastreamento mamográfico ( Independent UK Painel2 )

O relatório do Conselho Médico Suíço veio a público em 02 de fevereiro de 2014 (www.medical – board.ch ). Nele reconhece que a mamografia sistemática pode evitar cerca de uma morte atribuída ao câncer de mama para cada 1000 mulheres rastreadas, mas não há nenhuma evidência de que a mortalidade geral é afetada. Ao mesmo tempo o relatório enfatiza o prejuízo – em particular os resultados falso-positivos e o risco de diagnósticos excessivos. Para cada morte por câncer de mama em mulheres americanas rastreadas anualmente por 10 anos a partir dos 50 anos de idade, 490-670 mulheres são susceptíveis de ter uma mamografia falso-positiva que requer a repetição do exame; 70 de cada 100 tiveram uma biópsia desnecessária; e 3 de cada 14, um câncer de mama hiperdiagnosticado que nunca teria se tornado clinicamente aparente.5 Por isso, o conselho recomendou que não fossem iniciados novos programas de rastreamento mamográfico sistemático e que fosse colocado um limite de tempo para terminar com os programas existentes. Além disso, estipulou que a qualidade de todas as formas de a mamografia deve ser avaliada e que a informação clara e equilibrada sobre os benefícios e malefícios reais do rastreamento mamográfico deve ser fornecido às mulheres.

O relatório causou alvoroço e foi enfaticamente rejeitado por uma série de especialistas em câncer da suíça e de várias organizações, algumas das quais denominaram as conclusões de “anti-éticas.” Um dos principais argumentos usados ??contra o relatório é que ele contradiz o consenso global de especialistas líderes na área – uma crítica que nos fez apreciar a nossa perspectiva sem preconceitos resultantes da nossa falta de exposição aos últimos esforços de construção do consenso de especialistas em rastreamento do câncer de mama. Outro argumento era de que o relatório iria desestabilizar e preocupar as mulheres, mas como evitar que as mulheres se preocupem em vista das evidências disponíveis?

O Conselho Médico Suíço é não governamental e suas recomendações não estão juridicamente vinculadas. Portanto, não está claro se o relatório terá qualquer efeito sobre as políticas do nosso país. Embora a Suíça seja um país pequeno, tem diferenças notáveis ??entre as regiões, sendo que os cantões de língua francesa e italiana muito mais favoráveis aos programas de rastreamento mamográfico do que os cantões de língua alemã – um aspecto que sugere que fatores culturais precisam ser levados em conta . Onze dos 26 cantões suíços têm programas de rastreamento pela mamografia sistemático para as mulheres com 50 anos de idade ou mais; dois destes programas só foram introduzidos no ano passado. Um cantão de língua alemã, Uri, está reconsiderando sua decisão de iniciar um programa de rastreio mamográfico, devido às recomendações do conselho. A participação das mulheres nos programas existentes varia de 30 a 60% – variação que pode ser parcialmente explicada pela coexistência de rastreio oportunista oferecido pelos médicos da prática privada. Pelo menos três quartos de todas as mulheres suíças com 50 anos de idade ou mais tiveram uma mamografia pelo menos uma vez em sua vida. As seguradoras de saúde são obrigadas a cobrir a mamografia como parte dos programas de rastreamento sistemático ou no âmbito de check-ups periódicos para diagnóstico de potenciais doenças da mama.

É fácil promover a mamografia, se a maioria das mulheres acredita que ela impede ou reduz o risco de contrair câncer de mama e salva muitas vidas através da detecção precoce de tumores agressivos. 4 Gostaríamos de ser a favor da mamografia para rastreamento do câncer de mama, se essa crenças fosse válida. Infelizmente, essa não é a verdade e acreditamos que as mulheres precisam saber disso. Do ponto de vista ético, um programa de saúde pública que claramente produz mais malefícios do que benefícios é difícil de justificar. Seria uma escolha melhor fornecer a informação clara, imparcial, promover os cuidados adequados e prevenir o diagnóstico excessivo e o tratamento exagerado.

Referências:

  1. Gotzsche PC, Jorgensen KJ. Screening for breast cancer with mammography. Cochrane Database Syst Rev 2013; 6:CD001877-CD001877 Medline
  2. Independent UK Panel on Breast Cancer ScreeningThe benefits and harms of breast cancer screening: an independent review. Lancet 2012;380:1778-1786
  3. Miller AB, Wall C, Baines CJ, Sun P, To T, Narod SA. Twenty five year follow-up for breast cancer incidence and mortality of the Canadian National Breast Screening Study: randomised screening trial. BMJ 2014;348:g366-g366 CrossRef | Web of Science | Medline
  4. Welch HG, Passow HJ. Quantifying the benefits and harms of screening mammography. JAMA Intern Med 2014;174:448-454 CrossRef
  5. Domenighetti G, D’Avanzo B, Egger M, et al. Women’s perception of the benefits of mammography screening: population-based survey in four countries. Int J Epidemiol 2003;32:816-821

fonte: https://lucykerr.wordpress.com

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

Assistir seriados demais pode te transformar em um zumbi

piramidal.net | lojapiramidal.com

compartilhar

Seriado por atacado

As “maratonas de seriados” são muito comuns nos canais de TV por assinatura, onde uma temporada inteira de um seriado é apresentada em sequência, ao longo do mesmo dia/noite.

Isso pode ser uma ótima forma para colocar a agenda em dia, mas essa imersão total pode ter um custo elevado.

Segundo pesquisadores da Universidade de Michigan (EUA) e da Escola de Pesquisas de Leuven (Bélgica), acompanhar uma maratona de seriados pode piorar a qualidade do sono, provocar fadiga e aumentar a insônia – algo que não ocorre quando se assiste TV de forma “normal”.

Jan Van den Bulck e seus colegas acompanharam 423 adultos, com idades entre 18 e 25 anos, monitorando não apenas suas maratonas de seriados na TV, mas também o uso do computador.

A maior parte da amostra (81%) relatou que tinha assistido seriados. Desse grupo, cerca de 40%, fizeram uma maratona no mês anterior ao estudo, enquanto 28% disseram ter feito duas. Cerca de 7% tinham feito maratonas quase todos os dias durante o mês anterior. Os homens fizeram com menos frequência que as mulheres, mas cada maratona teve duração duas vezes mais longa que as delas.

TV demais

Os entrevistados, que dormiam em média 7 horas e 37 minutos por noite, relataram mais fadiga e má qualidade do sono do que aqueles que não fizeram nenhuma maratona.

O estudo mostrou que o aumento da estimulação cognitiva antes de dormir – ou seja, estar mentalmente alerta – é o mecanismo que explica os efeitos negativos sobre a qualidade do sono.

“As maratonas de seriados apresentam uma trama que mantém o espectador preso,” disse a pesquisadora Liese Exelmans. “Acreditamos que aqueles que veem estes programas se envolvem muito no conteúdo e podem continuar pensando sobre o assunto quando querem dormir.”

A aceleração do batimento cardíaco, ou sua irregularidade, e estar mentalmente alerta podem criar uma agitação quando a pessoa tenta dormir. Isso pode levar à má qualidade do sono após uma maratona de seriados.

“Isso retarda o início do sono ou, em outras palavras, requer um longo tempo de desaceleração antes de ir dormir, afetando assim o período total de sono,” disse Exelmans.

No automático

Os pesquisadores observam que o consumo excessivo de televisão muitas vezes acontece de forma automática, com as pessoas sendo absorvidas pelos seus seriados, deixando de ir para a cama na hora mais adequada.

“Pode ser que não tenhamos a intenção de assistir por muito tempo, mas acabamos fazendo isso de qualquer maneira,” disse Exelmans.

O sono insuficiente está ligado a consequências negativas para a saúde física e mental, incluindo a redução da memória e da capacidade de aprendizagem, e à obesidade, hipertensão e doenças cardiovasculares.

“Basicamente, o sono é o combustível que seu corpo precisa para se manter funcionando corretamente,” disse Exelmans. “É muito importante documentar os fatores de risco para a falta de sono. Nossa pesquisa sugere que o consumo compulsivo da televisão pode ser um desses fatores de risco.”

Os resultados foram publicados no Journal of Clinical Sleep Medicine.

http://www.diariodasaude.com.br

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

11 dores ligadas ao seu estado emocional

piramidal.net | lojapiramidal.com

compartilhar

Especialistas explicam porque as inseguranças, medos e sobrecargas do dia a dia podem deixar o corpo cheio de dores

Você já parou para pensar se aquela dor nas costas ou a dor de cabeça persistente possa ter origem no seu estado emocional? Sim, isso é possível acontecer, como explica a psicóloga Rita Calegari, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo:

“Nosso corpo é um sistema único – a parte física e a emocional não estão desassociadas uma da outra – o que afeta o corpo mexe na emoção, o que afeta a emoção, mexe no corpo”.

A dor funciona como um mecanismo do corpo para passar uma mensagem, mostrar que algo não vai bem.

“Sem a dor, nós prejudicaríamos muito mais nosso organismo pelo simples descuido. Imagine as luzes do painel do carro que mostram quando a gasolina chegou na reserva, quando o motor está superaquecido, o óleo baixo, etc. Esse recurso mostra a tempo o que deve ser corrigido antes de nos colocarmos em risco. A dor é o nosso ‘sinal luminoso’ para prestarmos atenção”, conta Rita.

Quando a causa de uma dor é investigada, o especialista avalia vários sistemas que podem influenciar no seu surgimento. Por meio de exames, as possibilidades vão sendo descartadas até que se chegue ao diagnóstico.

“Doenças podem ter diversas origens: vírus, bactérias, hereditariedade, processos inflamatórios, acidentes, alergias, poluição, má alimentação, mau uso de medicações e também estados emocionais nocivos. Somente uma boa consulta médica irá diagnosticar a causa da dor com segurança”, reforça a psicóloga.

Como o estado emocional pode influenciar na saúde?

Na presença do estresse, os músculos ficam tensos, causando dores específicas. A tensão, por sua vez, aumenta o cortisol no sangue, alterando o ritmo cardíaco. “Tudo isso altera o organismo de uma forma geral, inclusive a musculatura, ficando tensionada e refletindo-se em dor. Além disso, a pessoa com alteração emocional e deprimida tende a manter uma postura errada e acaba não realizando exercícios, ocasionando assim dores musculares”, ressalta Carlos Górios, ortopedista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

O processo inflamatório desse tipo de dor é diferente da reação do corpo após um trauma físico.

“O processo inflamatório causado por fatores emocionais está relacionado a alterações hormonais e erro de postura, enquanto que no outro caso pós-traumático ocorre uma resposta fisiológica do organismo ao dano tecidual ou alguma outra situação, como infecção. Esse envolve células do sistema imune, levando a vasodilatação como resposta vascular, aumento da permeabilidade vascular levando à edema, aumento da pressão do tecido causando dor”, explica Górios.

Como essas dores se manifestam

A região cervical, torácica e principalmente a lombar são as mais afetadas. Isso se dá porque a coluna é responsável pela sustentação do corpo e por isso as costas acabam recebendo uma carga maior em situações de estresse e alterações do emocional.

“Outro músculo que pode ser afetado é o músculo psoas, que liga a coluna vertebral às pernas. Em situação de alteração emocional, com descarga de adrenalina, esse músculo é tensionado, dificultando a postura e causando dor nas costas. Essa região é chamada de ‘músculo da alma’, segundo a medicina oriental”, revela ele.

A psicóloga destaca que a tensão emocional pode ser provocada pelos mais diversos âmbitos da vida, como trabalho, casamento, família, entre outros. “Alterações no ciclo vital, como mudanças nas fases comuns da vida, mas que acarretam sofrimento, como a morte de alguém querido, também são capazes de criar essas dores”, conta Rita. Confira algumas dores que podem surgir por causa do seu estado emocional e os motivos comuns que podem desencadeá-las, de acordo com a psicóloga:

1. Dor de cabeça
Tensão emocional e muitas preocupações. Pessoas que pensam demais e realizam pouco. Amargura com alguma recordação de eventos passados, entre outros.

2. Dor no pescoço/nuca
Forte tensão emocional, conflitos entre a razão e os sentimentos, entre outros.

3. Dor nos ombros
Sobrecarga de tarefas, tensão emocional, timidez, medo, insegurança, entre outros

4. Dor nas costas
Medo, desamparo, insegurança, sobrecarga de tarefas, tensão emocional, entre outros.

5. Dor na lombar
Sobrecarga de tarefas, tensão emocional, medo, insegurança, entre outros.

6. Dor nas mãos
Sobrecarga de tarefas, tensão emocional, medo, insegurança, entre outros.

7. Dor nas articulações
Sentimento de impotência, grande tensão emocional, medo e tristeza. Rigidez de pensamentos, inflexibilidade, entre outros.

8. Dor muscular
Tensão, energia acumulada, tristeza, medo, raiva, conflitos existenciais, entre outros.

9. Dor de estômago
Tensão, irritabilidade, conflitos insolúveis, mágoa, raiva, nervoso, entre outros.

10. Dor nos quadris
Sobrecarga de tarefas, tensão emocional, medo, insegurança, entre outros.

11. Dor nos joelhos
Sobrecarga de tarefas, tensão emocional, medo, insegurança, entre outros.
Formas de tratamento

A terapia desse tipo de dor deve contar com uma abordagem multidisciplinar, que pode incluir médico, psicólogo, fisioterapeuta, educador físico, além de outros profissionais.

“O tratamento medicamentoso inclui analgésicos e anti-inflamatórios, ‘antidepressivos’ (que na verdade seriam melhor denominados como moduladores de serotonina e noradrenalina), anticonvulsivantes e opióides”, conta a psiquiatra Milene Busoli.

Ela também destaca a atividade física como um fator essencial para a recuperação.

“Em geral, atividades na água, pilates ou atividades mais intensas, desde que supervisionadas. Outros tratamentos incluem fisioterapia, acupuntura e massagem. A terapia em geral visa a adaptação e aceitação do quadro, e enfrentamento dos medos relacionados a atividade, retorno ao trabalho, bem como a sensação de culpa e inadequação”, finaliza.

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

Rivotril e seus semelhantes matam mais do que cocaína e heroína

piramidal.net | lojapiramidal.com

compartilhar
Clonazepam composto químico, cujo nome fantasia mais popular é o Rivotril, tem sido usado para tratar ansiedade e distúrbios do sono. Pertence a uma classe de drogas chamadas benzodiazepinas. Em uma série de estudos realizados em Vancouver, as benzodiazepinas têm sido associadas a taxas de mortalidade mais altas do que as drogas ilegais, como a heroína ou a cocaína.

Os profissionais de saúde estão soando o alarme sobre o aumento do risco de morte associado ao uso de drogas psiquiátricas, o que foi destacado nos estudos de Vancouver publicados este mês.

Benzodiazepina (BZD) representa uma classe de medicamentos psiquiátricos conhecidos como “tranquilizantes” que podem reduzir a capacidade do corpo para respirar e são usados para tratar a ansiedade, distúrbios do sono, convulsões entre outras condições. Neste grupo se incluem drogas comumente prescritas, como Valium, Xanax e Rivotril.O primeiro dos estudos, que envolveu pesquisadores do Centro de Excelência em HIV e da Universidade de Vancouver, analisou o impacto do uso dos benzodiazepínicos sobre as taxas de mortalidade, e estabeleceu que o seu uso foi associado a um maior risco de morte do que as drogas ilegais.

O Dr. Keith Ahamad é um dos vários pesquisadores dos estudos realizados em Vancouver que estabeleceram que o uso de benzodiazepínicos está ligado a uma maior taxa de mortalidade do que as drogas ilegais. “Há muitas pesquisas feitas sobre as drogas mais tradicionais de abuso, como as drogas ilegais como a heroína, a cocaína e as anfetaminas, mas não se sabe muito sobre o abuso das drogas legais”, disse o Dr. Keith Ahamad, clínico Cientista e médico no St. Paul’s Hospital.

O estudo pesquisou um grupo de 2.802 usuários de drogas entre 1996 e 2013. Os participantes foram entrevistados semestralmente durante uma duração média de pouco mais de cinco anos e meio cada. Ao final do estudo, 527 (18,8 por cento) dos participantes haviam morrido.

Os pesquisadores descobriram que a taxa de mortalidade foi 1,86 vezes maior entre os usuários de drogas que usaram benzodiazepínicos, em comparação com aqueles que não usavam. Ahamad observou também que mesmo depois que os pesquisadores isolaram outros fatores que poderiam influenciar a mortalidade, como o uso de outras drogas, infecções e comportamentos de alto risco, a taxa de mortalidade permaneceu alta entre os usuários de benzodiazepínicos.

Um segundo estudo conduzido em um grupo menor, mas dentro do mesmo grupo citado acima, examinou a ligação entre o uso de benzodiazepínicos e a infecção de hepatite C (HCV). Dos 440 indivíduos negativos ao HCV que participaram do estudo, 158 relataram uso prescrito ou ilícito de benzodiazepínicos e 142 participantes contraíram HCV durante o curso do estudo.

O estudo concluiu que o uso de benzodiazepínicos está associado a uma taxa mais elevada de infecção de HCV: As taxas de infecção eram 1.67 vezes mais alta entre os participantes do estudo que usaram benzodiazepínicos, comparados com aqueles que não.

“Não há muita evidência científica para dizer que essas pessoas deveriam tomar esses medicamentos cronicamente”, disse Ahamad, reconhecendo que há uma tendência a se apoiar em medicamentos psiquiátricos prescritos, embora outras medidas não-farmacológicas – tais como psicoterapia, técnicas de respiração, tratamento sociológico – estão disponíveis.

Dr. Thomas Kerr, professor de medicina na UBC, ecoou esses sentimentos:

“Muitas vezes, estamos procurando uma resposta em uma pílula, e muitas vezes, negligenciamos outras opções de tratamento”.

Ambos os médicos notaram que há muito pouca evidência para apoiar o uso de longo prazo de benzodiazepínicos.

“O mais interessante sobre isso é que se trata de um medicamento de prescrição, e as pessoas pensam que estão seguras”, disse Ahamad. “Mas, como se vê, provavelmente estamos prescrevendo essas drogas de uma forma nociva”

Kerr observou que o aumento de mortes relacionadas ao uso de benzodiazepínicos – “Tem sido uma epidemia de infusão há muitos, muitos anos” – reflete muito de perto um aumento de mortes relacionadas ao uso de opioides que tem sido amplamente documentado. Ele citou um quádruplo aumento nas mortes relacionadas ao uso de benzodiazepínicos nos Estados Unidos entre 1999 e 2014, e também observou que há 50 por cento mais mortes a cada ano nos Estados Unidos devido mais à medicina psiquiátrica do que à heroína.

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.