Conheça as flores comestíveis e como ingeri-las em suas refeições

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É preciso saber quais partes são consumíveis e quais são nocivas à saúde.

Inseridas desde os primórdios na gastronomia oriental, as flores comestíveis estão ganhando cada vez mais espaço nas cozinhas de todo o mundo, principalmente na culinária orgânica natural, que valoriza não só a quantidade de nutrientes, mas também a boa apresentação de seus pratos. Entre os principais usos para flores comestíveis está a retirada de óleos essenciais, que perfumam e proporcionam sabor a diversos outros alimentos.

De acordo com o especialista em agricultura orgânica Thiago Tadeu Campos, flores comestíveis, assim como raízes comestíveis, podem ser encontradas em diversos tamanhos, sabores e aromas, variando de acordo com a região em que são cultivadas e com os pratos que acompanham. Para as famílias que querem incentivar a alimentação saudável de seus filhos, flores comestíveis também podem ser uma ótima alternativa para conquistar o apetite das crianças, pois além de inusitadas, as flores comestíveis são muito saborosas.

Benefícios de incluir flores comestíveis no cardápio

As flores comestíveis possuem propriedades únicas, principalmente relacionadas ao seu sabor e aroma, que complementam pratos tradicionais e transformam o paladar quando consumidas. A maior parte das flores comestíveis possui alta quantidade de nutrientes, bem como carotenoides e óleos essenciais, o que torna seu consumo totalmente indicado para aqueles que buscam uma alimentação equilibrada e saudável.

O hábito de inserir flores no preparo dos alimentos tem origem em uma tradição antiga asiática, mas hoje, mesmo que pouco difundido, já faz parte da culinária ocidental, tornando-se inclusive o toque especial de chefs e nutricionistas que prezam pela qualidade da alimentação.

Antes de colocar as flores no prato ou na bebida, é preciso saber quais partes são consumíveis e quais são nocivas à saúde. Muitas flores permitem o consumo de suas pétalas e inflorescências ao mesmo tempo em que podem conter toxinas no caule ou no miolo. Conhecer a flor que deseja consumir é fundamental para evitar indigestão ou o mal-estar após o consumo.

Também é preciso saber preparar a planta após colher. Os chefs de cozinha recomendam colher em horários de clima mais fresco, realizar a retirada das partes desnecessárias, lavar delicadamente com água em temperatura ambiente e deixar secar em toalhas de papel, dessa forma as flores não perdem seu sabor ou aroma e permanecem intactas para o uso.

As flores comestíveis podem acompanhar saladas, sopas, pratos frescos, peixes, bebidas, vinhos, doces, conservas e também podem ser consumidas cristalizadas. São práticas e transformam a aparência dos pratos, deixando-os mais sofisticados e perfumados.

Conhecendo algumas flores comestíveis:

– Amor Perfeito: A flor Amor Perfeito pode ser utilizada inteira na hora de aromatizar vinagres, bebidas, sopas e até mesmo saladas. Seu sabor é levemente adocicado;

– Capuchinha: Rica em Vitamina C e com um sabor picante, a Capuchinha é muito utilizada na gastronomia, tendo suas flores e folhas utilizadas principalmente em saladas;

– Áster da China: A Áster da China foi por muito tempo utilizada como flor ornamental, atualmente é inserida em saladas cortadas mais finas, como repolho, pepino e cenoura. Contudo, é necessário retirar o miolo antes do preparo;

– Calêndula Dobrada: Com um florescimento mais rápido que as demais flores, a Calêndula é muito utilizada em saladas, sobremesas, no arroz, e tende a substituir o açafrão na culinária tradicional. Seu miolo é indigesto e deve ser retirado antes do preparo. Em contrapartida é rica em carotenoides e perfeita para atrair o público infantil;

– Lavanda: Os tons cítricos da Lavanda são conhecidos em chás e bebidas medicinais, contudo, poucos sabem que a flor também pode ser consumida em biscoitos, bolos, sorvetes e até mesmo no vinho, deixando os pratos muito mais bonitos e elegantes;

– Violeta: Para quem pretende utilizar Violetas na culinária, recomenda-se o uso da espécie Viola odorata, ideal para doces, xaropes e bolos;

– Hibisco: O Hibisco possui seu característico sabor cítrico, perfeito para incrementar bebidas, saladas e xaropes. Por ser ligeiramente ácido o Hibisco exige um maior controle em relação à quantidade consumida;

– Pétalas de Rosas: As pétalas de rosas são perfeitas para enfeitar bolos, sobremesas, saladas e pratos de verão. Além de perfumadas, conseguem surpreender na aparência do prato final;

– Malmequer: A Malmequer é uma planta muito popular no Brasil e seu consumo é majoritariamente em saladas, personalizando a decoração e oferecendo um aroma diferenciado à composição;

– Dente-de-leão: Com um sabor muito semelhante ao mel, o Dente-de-leão é frequentemente utilizado em doces, sobremesas e pratos sofisticados. Perfeito para uma reunião de amigos ou para fins de semana em família.

Como montar sua horta de flores orgânicas comestíveis

Criar sua própria horta orgânica é simples e rápido, com flores comestíveis o processo se torna ainda mais fácil, pois não exige cuidados específicos com nutrição do solo ou com o manejo das mudas de flores comestíveis. O solo exige uma mistura de areia, composto orgânico e terra vegetal, onde as sementes irão se desenvolver e germinarão entre os 20 primeiros dias. Para florescer as plantas levam de 130 a 150 dias, com exceção de algumas espécies de florescimento mais rápido como a Capuchinha e a Calêndula.

A irrigação deve ser realizada com o auxílio de um borrifador, uma vez que o excesso de água no solo pode contribuir para a proliferação de fungos e demais pragas. As flores comestíveis, exigem cerca de três horas de sol diariamente para realizar fotossíntese e se desenvolver vigorosamente. Caso as sementes germinem em demasia, recomenda-se o desbaste manual e a retirada de mudas mais fracas, para que as maiores consigam crescer e aproveitar os nutrientes do solo sem que haja competição entre plantas.

Tenha uma alimentação saudável e colorida!

Sempre que possível opte por alimentos orgânicos, pois além de serem ricos em nutrientes, são produzidos de maneira sustentável. Além disso, possuem sabor muito mais intenso, uma vez que não necessitam de produtos químicos durante o cultivo. Torne a sua alimentação muito mais colorida e divertida sem abrir mão dos nutrientes e do seu bem-estar.

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Como migrar para uma alimentação baseada em proteínas vegetais

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Lições do passado na alimentação

A resposta para os futuros desafios alimentares globais pode vir não de tecnologias futurísticas e revolucionárias, mas das lições do passado.

Desde a década de 1960, a alimentação na maioria dos países ocidentais passou a depender fortemente da carne.

Mas, com a demanda global de alimentos disparando – a população mundial já superou os 7 bilhões de pessoas e ainda há milhões passando fome – são necessárias outras fontes de proteínas de alta qualidade.

A resposta para esse desafio pode ser encontrada em plantas que já eram conhecidas pelas civilizações Maia e Inca, e que agora estão de volta à moda, como a quinoa, o amaranto e outras.

É o que defendem pesquisadores de 13 países envolvidos no projeto Protein2Food (proteínas convertidas em alimentos, em tradução livre), que está estudando os hábitos alimentares dessas culturas antigas e como suas dietas podem ser adaptadas à realidade atual – 11 países são da União Europeia, mais Peru e Uganda.

Proteínas de plantas

O projeto visa desenvolver proteínas alimentares de alta qualidade a partir do cultivo de vários tipos de sementes (como quinoa e amaranto) e leguminosas (tremoço, feijão e lentilhas), utilizando uma abordagem multidisciplinar envolvendo genética, agronomia e engenharia de alimentos.

Um dos objetivos de curto prazo é acelerar o processo de migração do consumo de proteínas contidas em carnes animais para proteínas contidas nas plantas.

“As proteínas da quinoa e do amaranto contêm todos os aminoácidos essenciais, portanto, mesmo que elas tenham um nível de proteína menor do que as leguminosas, elas têm uma maior qualidade nutricional,” disse o professor Cataldo Pulvento, do Centro Nacional de Pesquisas da Itália.

Só benefícios

“Nós podemos comer carne, ela tem gosto bom, mas é muito cara considerando a terra que temos que usar para produzir as plantas necessárias para alimentar os animais. E então temos um enorme consumo de água por cada quilograma de carne (produzido), o que é cerca de dez vezes maior do que para as plantas,” disse Sven-Erik Jacobsen, professor da Universidade de Copenhague e coordenador do projeto Protein2Food.

A equipe defende que, se o nosso consumo alimentar mudasse das proteínas animais para as proteínas vegetais, isso reduziria nossa pegada de carbono e melhoraria a biodiversidade e a saúde humana.

“Nossa dieta será muito mais diversificada, a fertilidade do solo vai melhorar. Podemos dizer: são apenas benefícios,” disse o professor Jacobsen.

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Célula tumoral produz metástase quando passa fome, diz pesquisador

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Modelo do câncer

O pesquisador britânico Colin Goding está convencido de que o mesmo fator que motivou o primeiro ser vivo unicelular a se movimentar pela Terra – há mais de 3 bilhões de anos – também é a razão pela qual algumas células tumorais se separam do tumor primário para colonizar outras partes do corpo: a busca por comida.

Em seu laboratório, situado no Instituto Ludwig de Pesquisa do Câncer, vinculado à Universidade de Oxford, no Reino Unido, ele demonstrou em experimentos com culturas de melanoma humano que a falta de nutrientes desativa o maquinário de proliferação celular e faz com que as células tumorais adquiram um fenótipo invasivo.

“Nossa estimativa é que a mesma lógica funcione para a maioria dos tipos de câncer e, talvez, possamos encontrar meios de manipular esse mecanismo de sobrevivência celular para obter benefícios terapêuticos”, disse Goding durante o evento Workshop on Melanoma Models, realizado em São Paulo, quando o pesquisador contou que está usando o melanoma como um modelo para entender a progressão do câncer como um todo.

“É um ótimo modelo porque conseguimos visualizar todos os estágios da doença. Podemos perceber quando as células produtoras de pigmento começam a invadir outros tecidos e formar metástases. Já em outros tipos de tumor, como pulmão ou pâncreas, quando o paciente apresenta sintomas e procura um médico a doença já se espalhou,” comentou.

Comportamento celular

Outro fator que tornou o melanoma um modelo interessante para o estudo do câncer, segundo Goding, foi a identificação, há mais de uma década, de um gene chamado BRAF, que se encontra alterado em metade dos casos da doença – emitindo estímulos para a proliferação descontrolada das células.

“Em poucos anos surgiram drogas capazes de inibir especificamente essa forma ativa do gene BRAF com efeitos dramáticos. Pacientes com múltiplas metástases respondiam muito bem. Porém, após alguns meses, as células se tornavam resistentes. Nossa pergunta então foi: por que essa resistência surge e o que podemos fazer a respeito?”

Os estudos mais recentes têm mostrado que a resistência do melanoma ao tratamento está relacionada com a existência, dentro de um mesmo tumor, de subpopulações de células com fenótipos diferentes. Ou seja, embora possuam a mesma estrutura genética, elas se comportam de forma distinta.

“Algumas podem estar mais diferenciadas e se comportar como o tecido de origem [células produtoras de melanina], outras podem estar se proliferando rapidamente e fazendo o tumor crescer, outras podem estar com o ciclo mais lento e fenótipo invasivo e outras se tornam dormentes e permitem que, mesmo após uma terapia bem-sucedida, a doença reapareça muitos anos depois”, explicou Goding.

Evitar a metástase

Um dos objetivos do grupo britânico, portanto, tem sido compreender os fatores que levam ao surgimento desses diferentes fenótipos. Segundo Goding, aspectos do microambiente tumoral, como a disponibilidade de nutrientes, oxigênio e a interação com sinais emitidos pelo sistema imune, são fundamentais para a transformação.

A hipótese levantada pelo britânico é que, diante de uma situação de escassez de nutrientes, ativa-se em parte das células tumorais um mecanismo de sobrevivência que as faz migrar para procurar comida em outro local.

Experimentos feitos por Goding com leveduras e também com células de melanoma confirmaram que existe um mecanismo de sobrevivência celular conservado ao longo da evolução. Quando passa fome, a célula reduz sua demanda por nutrientes para se adequar à oferta. Isso significa desativar os processos biológicos necessários para a síntese de proteínas e para a formação de novas células.

Porém, quando a célula tumoral consegue migrar para um novo ambiente, onde há abundância de nutrientes e ausência dos sinais imunes que induzem a pseudodesnutrição, ela volta a se proliferar para formar uma nova colônia.

“Se conseguirmos enganar as células para fazer com que acreditem que os sinais de estresse já foram embora, o maquinário de fazer novas células volta a ficar ativo e elas vão morrer porque a demanda por nutrientes vai exceder a oferta,” avaliou.

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Inseticida Natural Feito com Folha de Tomate

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By João Monge Ferreira

Os vilões mais conhecidos da horta são os pulgões, vermes e lagartas. Quando infestam, estas pragas realmente dão trabalho para serem controladas. Pesticidas não devem ser empregados em hortas orgânicas, eles eliminam as pragas, mas contaminam o solo e as plantas. O uso de inseticidas orgânicos/ecológicos/naturais é o mais indicado. Para nossa sorte, a mãe natureza tem o remédio para todos os males. A solução para o controle de pragas está dentro de sua própria horta.

As folhas do tomateiro são ricas em alcalóides, que repelem pulgões, vermes e lagartas. A receita do inseticida caseiro é bem simples:

MATERIAL

– Luva
– 2 copos cheios de folhas de tomates picadas
– 2 copos de água

MODO DE PREPARO

Misture as folhas picadas com a água, cubra o recipiente com um pano e deixe descansar por no mínimo 12 horas. Depois é só usar a substância para pulverizar a sua horta.*

*A folha do tomate é tóxica e pode provocar alergias. Sempre que for fazer podas no tomateiro use luvas.

Parceiro:Horta Urbana

http://novosrurais.com/2017/06/13/inseticida-natural-feito-com-folha-de-tomate/

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Primeira confeitaria segura para celíacos e vegana do Brasil abre em Curitiba

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A primeira confeitaria vegana e sem glúten do Brasil abriu na terça, 8 de agosto, no bairro Bom Retiro, em Curitiba. A confeitaria Doces & Cores é única no Brasil por não ter risco de contaminação cruzada, enquanto outros negócios similares operam apenas sob encomenda ou exibem um alerta sobre o consumo não ser seguro para celíacos. Endereço: Rua Albino Silva, 501, Bom Retiro, Curitiba, CEP: 80520210.

Para garantir que todos pudessem provar seus bolos e salgadinhos, a confeiteira Isis Freitag fez questão de comprar todos os equipamentos novos para que não tivessem contato nem com glúten, laticínios ou ovos, e que a cozinha fosse construída do zero. “Escolhi um imóvel que nunca teve cozinha. Era um escritório e aproveitamos as divisórias de vidro para montar nossa cozinha no segundo andar. Tudo transparente, para que o cliente veja”, explica Isis. Há duas mesas de frente para a cozinha: uma de centro, com duas poltronas e uma mesinha com duas cadeiras. É possível ver toda a movimentação na parte fria dos preparos, como a finalização de bolos e confeitos.

Até a máquina de café é zerada: o vaporizador de leite só tocou no leite de coco, o que garante segurança também para quem tem alergia à proteína do leite. Por causa desses cuidados, as janelas da confeitaria exibem a frase “favor não entrar com alimentos”.

No primeiro andar fica o balcão com os bolos do dia (no mínimo três tipos, R$ 14,90 a fatia), brigadeiros de biomassa com cacau 70% e amaranto (R$ 4,50 a unidade), trufas e docinhos tipo sonho-de-valsa (R$ 4). No cardápio, porções de mini-coxinha (R$ 18,90, 12 unidades de jaca ou palmito), croquete de grão-de-bico ou lentilha (R$ 18,90, 12 unidades), batata salteada com biomassa e alecrim (R$ 19,50), bolinha de queijo vegetal (R$ 18,90, 12 unidades) e pistache (R$ 15,50, 100 g). Na estufa ficam as coxinhas grandes (palmito ou brócolis), quiche com massa de grão-de-bico e a minipizza individual com queijo vegetal, tomate e azeitonas (R$ 8,90).

Os salgados são servidos com o molho da casa, feito com tomate seco, tomate fresco, maçã, goji berry e vinagre de maçã. A dica é pedir a pimenta da casa, feita com cambuci e dedo-de-moça, mais saborosa que picante.

A Doces & Cores tem capacidade para 17 pessoas sentadas e abre de terça a sábado das 11h30 às 19h30. Às sextas, a confeitaria estende o horário de funcionamento até as 21h para happy hour. No futuro, servirá almoço.

Bebidas

Os cafés são da Illy Coffee e a partir deles a barista prepara desde espresso (R$ 6) a cappuccino (R$ 8,50 o grande) e opções geladas, como cold brew (R$ 8) e espresso com tônica e gelo (R$ 12). São 15 compondo a carta de cafés, com adicional de chantilly (R$ 4). O leite usado é de coco e há opção de café descafeinado.

Outras bebidas são vinho tinto em taça ou garrafa (R$ 12,90 a taça e R$ 48 a garrafa), kombucha, chá gelado, achocolatado da Annora, suco e cervejas sem glúten (Lake Side Beer e Germânia).

Sobre Isis Freitag e a confeitaria

Isis Freitag é a mulher por trás das centenas de coxinhas que esgotavam em duas horas durante as primeiras edições do Festival da Coxinha da Veg Veg Empório Vegetariano. Ela também adoçou muitos aniversários desde 2011, quando começou a trabalhar com bolos e salgadinhos sob encomenda e passou os últimos três anos pesquisando a demanda para abrir sua primeira loja física.

No último ano, a confeiteira auto-didata testou e elaborou o cardápio. “A massa de bolo foi a mais complicada de fazer sem glúten, porque eu queria atingir a excelência que a confeitaria exige”, diz. Com um investimento de aproximadamente R$ 50 mil, a reforma levou um mês e meio, durante o qual Isis meteu a mão na massa (e tintas). A decoração e iluminação é toda assinada por Isis, que também é fotógrafa. “Mas fiz as vezes de designer e arquiteta”, ri.

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Beber café, mesmo descafeinado, aumenta expectativa de vida

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Beba café e viva mais

Aqui está outro motivo para começar o dia com uma xícara de café: As pessoas que bebem café vivem mais tempo.

O consumo de café foi associado a um menor risco de morte devido a doenças cardíacas, câncer, acidente vascular cerebral, diabetes e doenças respiratórias e renais.

Partindo de uma população de centenas de milhares de pessoas e acompanhando-as durante quase duas décadas, as pessoas que consumiam uma xícara de café ao dia mostraram-se 12% menos propensas a morrer no período em comparação com aquelas que não bebiam café. Esta associação foi ainda mais forte para aquelas que bebiam de duas a três xícaras por dia – uma chance de morrer 18% menor.

E há outra novidade: A mortalidade menor mostrou-se presente independentemente de as pessoas beberem café comum ou café descafeinado, sugerindo que a associação não está ligada à cafeína.

E talvez ainda mais importante: Todos estes resultados foram agora aferidos para a maioria dos grupos étnicos, incluindo afro-americanos, japoneses-americanos, latinos e brancos.

“Não podemos dizer que beber café prolongará sua vida, mas vemos uma associação. Se você gosta de tomar café, beba! Se você não é um bebedor de café, então você precisa considerar se você deve começar,” disse a professora Veronica Setiawan, da Universidade Sul da Califórnia (EUA).

Café é bom para todos

O estudo, publicado na revista médica Annals of Internal Medicine, utilizou dados do Estudo de Coesão Multiétnica, um esforço colaborativo entre o Centro de Câncer da Universidade do Havaí e a Faculdade de Medicina da USC envolvendo mais de 215 mil participantes.

Uma das grandes novidades deste estudo foi atestar os resultados para várias etnias.

“Até agora, poucos dados estavam disponíveis sobre a associação entre consumo de café e mortalidade em não-brancos nos Estados Unidos e em outros lugares,” escreveram os pesquisadores. “Essas investigações são importantes porque os padrões de estilo de vida e os riscos de doenças podem variar substancialmente em diferentes origens raciais e étnicas, e os resultados em um grupo podem não se aplicar necessariamente a outros”.

Como a associação foi registrada em quatro etnias diferentes, Setiawan e seus colegas afirmam que agora é seguro dizer que os resultados se aplicam a todos os grupos.

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Comprovado: as bactérias do seu intestino afetam suas emoções

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Pela primeira vez a ausência ou presença de um único tipo de bactéria no sistema digestivo se provou suficiente para mudar estruturas cerebrais

Por Bruno Vaiano

Anda triste? Meio deprê? Chegou a hora de tomar um Yakult cheio de lactobacilos vivos. OK, não é bem assim. Mas uma experiência inédita encontrou conexões entre o nosso estado de humor e as bactérias que moram no nosso intestino – e descobriu que essas colônias microscópicas de estimação são responsáveis por muito mais do que uma simples mãozinha na digestão.

É a primeira vez que a ausência ou presença de um único tipo de micróbio no sistema digestório se provou suficiente para alterar padrões de atividade cerebral. O primeiro passo do estudo foi analisar a composição das fezes de 40 voluntárias, que tinham entre 18 e 55 anos. Com os resultados em mãos, os médicos as dividiram em dois grupos: algumas carregavam mais bactérias do gênero Bacteroides – em outras, dominava o gênero Prevotella.

(Pausa para um fato científico: o primeiro grupo é mais comum em dietas com grande concentração de proteína de origem animal. O segundo, por sua vez, domina os intestinos de pessoas que consomem mais pães, massas e outros alimentos com farinha. Em outras palavras, é provável que você possa controlar quem são seus hóspedes – é só ficar de olho no prato).

Depois – e isso já está virando um clichê científico – todas elas fizeram uma visita à máquina de ressonância magnética. Os cérebros das mulheres ficaram sob observação enquanto elas eram expostas a imagens de teor positivo, neutro ou negativo.

Resultado: o team Bacterioides tinha áreas do cérebro como o córtex frontal e a ínsula mais espessos. Essas regiões são essenciais para a memória de longo prazo, a introspecção e outras habilidades complexas. Os hipocampos, responsáveis pela memória de curto prazo, também eram mais ativos nesse grupo – o gênero das bactérias previu as características do cérebro dessas voluntárias em 66,7% dos casos. Essas mulheres não reagiram com intensidade às imagens consideradas negativas.

O team Prevotella, por sua vez, ficou em um estado de espírito pior após a experiência. A explicação provavelmente está nas conexões entre as amígdalas e a região dos gânglios basais – associados à emoção – com outras regiões como o giro occipital superior, muito importante para a visão. Essa é uma simplificação, é claro: o cérebro é uma estrutura orgânica, e as funções de cada área, que muitas vezes se sobrepõem, ainda não são completamente compreendidas pela neurociência.

Os pesquisadores levantaram a hipótese de que o hipocampo, além de sua lista de funções já bem grande, também contribua com a regulação de emoções. Nesse caso, pessoas com hipocampos mais gordinhos (e portanto mais Bacterioides no intestino) suportariam melhor variações de humor. “O menor volume do hipocampo (…) no grupo com alta concentração de Prevotella é consistente com maior reatividade a estímulos afetivos”, afirma o artigo científico.

Isso significa que, no limite, você é o que você come: suas opções alimentares, muitas vezes impostas por questões culturais e condições socioeconômicas, podem realmente influenciar a arquitetura do seu cérebro e a maneira como você reage ao mundo. Essas conclusões ainda são limitadas, mas abrem as portas para um novo nicho de pesquisa, que pode revolucionar a medicina e gerar novos métodos de tratamento.

Não é de hoje que a ciência busca a cura pela barriga. No ano passado, a própria SUPER deu uma capa sobre o sistema digestório chamada Seu segundo cérebro, que registrou, entre outras pesquisas curiosas, os efeitos de bactérias da espécie Lactobacillus rhamnosus (encontradas em iogurtes) no comportamento de ratos de laboratório. Pesquisadores da Irlanda dividiram os ratinhos em dois grupos, alimentados com dois tipos de iogurte: um com essa bactéria e outro sem. Camundongos normais nadam por 4 minutos, em média, antes de desistir de lutar contra a água – eles simplesmente boiam depois disso. Os bichos que tomaram iogurte com L. rhamnosus nadaram 50% mais.

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