Luz como medicamento? Cientistas começam a ceder às evidências

18.11.2013 ]

Photo of Janis T Eells and Jeri-Annette Lyons in the lab in Enderis

A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica que destrói a mielina, uma camada que isola as fibras do sistema nervoso central, causando sintomas como visão embaçada, perda de equilíbrio e paralisia.

E que tal se uma doença dessa gravidade pudesse ser curada apenas com luz?

Essa é a possibilidade levantada pela equipe da Dra. Jeri-Anne Lyons, da Universidade de Wisconsin (EUA).

Lyons e seus colegas demonstraram como determinados comprimentos de onda da luz podem curar a esclerose múltipla – mais especificamente, um comprimento de onda da luz chamado infravermelho próximo.

Em modelos animais, os primeiros sintomas semelhantes à esclerose múltipla humana foram tratados com sucesso com a exposição à luz na faixa do infravermelho próximo por uma semana, alternando com uma semana sem nenhuma luz.

Repetindo as experiências de novo e de novo, o grupo descobriu que certas doses de infravermelho próximo permitem que os animais de laboratório recuperem a visão perdida por conta da doença.

Efeitos biológicos da luz

Os cientistas têm reconhecido que certos comprimentos de onda da luz em certas doses podem curar – a cromoterapia, vista como uma terapia alternativa, existe há mais de um século.

Mas só agora os pesquisadores estão descobrindo exatamente como a luz interage com o lado biológico.

O professor Chukuka Enwemeka, por exemplo, pesquisa os efeitos tanto do infravermelho próximo quanto da luz azul visível na cicatrização de feridas.

Chukuka Enwemeka e Violet Bumah usam luz azul para destruir bactérias resistentes a antibióticos.

Chukuka Enwemeka e Violet Bumah usam luz azul para destruir bactérias resistentes a antibióticos.

Entre suas constatações está a de que alguns comprimentos de onda da luz azul – alguns tons de azul – podem limpar infecções persistentes, incluindo a MRSA, uma forma da “superbactéria” Staphylococcus aureus resistente a antibióticos.

Juntos, Enwemeka e Lyons descobriram agora que o infravermelho próximo e a luz azul reparam os tecidos de maneiras diferentes, mas ambas atuam sobre a mesma enzima no centro de abastecimento de energia da célula, a mitocôndria.

O infravermelho próximo atua na mitocôndria e em uma enzima específica, o citocromo C-oxidase, para estimular a reparação das células.

Luz como medicamento

“Nós não estamos falando sobre a luz branca [todos os comprimentos de onda no espectro visível combinados] como tratamento, mas apenas certos comprimentos de onda, de uma certa intensidade, durante um determinado período de tempo,” disse Lyons. “Do mesmo modo que as medicações ingeridas, o segredo está na dose.”

Determinar o melhor comprimento de onda de luz para a fototerapia é uma tarefa difícil.

Estudos mostram que a luz com comprimento de onda de 670 nanômetros (nm) e 830 nm são benéficas, mas aos 730 nm o efeito desaparece.

Outra tarefa difícil é determinar a dose apropriada e o regime de aplicação da luz.

Felizmente, conforme a fototerapia e a cromoterapia deixam o status de terapias alternativas, passando para o lado acadêmico, um maior número de pesquisadores trabalhando sobre o tema certamente resultará em resultados mais amplos e com aplicação a um maior número de enfermidades.

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Desvendados efeitos biológicos da luz azul

24.10.2014 ]

 luz-azul-olhosInúmeros estudos têm mostrado que a luz azul pode definir o humor e influenciar importantes respostas biológicas no ser humano, incluindo o sono, a fadiga e todo o relógio biológico.

A influência é tão grande que mesmo pessoas totalmente cegas detectam a luz azul, com impactos mensuráveis sobre seus cérebros.

Agora, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia (EUA) isolaram as diferentes respostas biológicas do olho humano à luz azul, revelando um mecanismo inesperado que mais se parece com um cabo de guerra pelo controle do olho e do organismo como um todo.

Melanopsina

O trabalho aborda as propriedades da melanopsina, uma proteína sensível à luz localizada no olho que estabelece nosso ritmo circadiano – o ciclo de dia e noite, também conhecido como relógio biológico – e a constrição normal da pupila frente a uma luz brilhante.

A luz entra no olho humano, criando uma imagem na retina. Há muito que se sabe que a imagem na retina é detectada por neurônios conhecidos como bastonetes e cones. Os bastonetes funcionam em níveis de pouca luz e nos permitem ver à noite, enquanto os cones são mais importantes para a visão diurna.

Recentemente, no entanto, foi identificada uma outra classe de células da retina que também detectam a luz. Estas células são conhecidas como células ganglionares intrinsecamente fotossensíveis, e contêm a proteína melanopsina. A melanopsina é sensível à luz em comprimentos de onda intermediários.

A equipe mediu a resposta da pupila à estimulação da melanopsina e das células cones, sensíveis às ondas curtas (cones S), as outras células sensíveis à luz azul que operam durante o dia.

Surpreendentemente, eles descobriram que a melanopsina e os cones S têm efeitos opostos e competem pelo controle da pupila frente à luz azul.

Dor e humor

Parece que as células com melanopsina participam de funções induzidas pela luz mas não conscientes, como a definição de nosso relógio biológico (circadiano), e também contribuem para o controle automático da pupila.

O novo estudo permitiu isolar e estudar as propriedades da melanopsina, separando-a das células cones.

“Isto é importante porque acreditamos que a melanopsina pode estar envolvida em condições clínicas,” disse o Dr. Geoffrey Aguirre, membro da equipe.

“Por exemplo, parece que o excesso de estimulação da melanopsina produz a sensação de dor quando a luz é muito brilhante, e não ter uma estimulação suficiente da melanopsina pode ser parte do transtorno afetivo sazonal, quando as pessoas ficam deprimidas quando não têm uma exposição suficiente à luz.

“Tendo agora isolado as respostas da melanopsina e dos cones à luz azul, podemos estudar como o olho está envolvido nestes distúrbios,” conclui o pesquisador.

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LEDs fornecem “suplementação luminosa” para plantas

16.10.2014 ]

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Os LEDs que valeram o Prêmio Nobel de Física e que já ocupam lugar de destaque na gravação de mídias digitais e em iluminação estão agora avançando rumo à agricultura.

Um grupo de pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba (SP), está melhorando o rendimento das culturas usando o que eles chamam de “suplementação luminosa”.

“Uma das principais vantagens dessa tecnologia é poder complementar a radiação solar em regiões com menor incidência de luz ou poder iluminar partes da planta que recebem menor luz proveniente do sol pelo sombreamento,” explica a pesquisadora Simone da Costa Mello, coordenadora do do Grupo de Estudos e Práticas em Olericultura.

Os primeiros testes, feitos em hortaliças, mostraram um acréscimo de 15% na produtividade de minitomates com o uso de barras de LED para fornecer a iluminação adicional.

Os ganhos são obtidos sobretudo pelo aumento da eficiência fotossintética da cultura, devido à distribuição vertical mais homogênea da luz.

“O primeiro experimento está sendo realizado em ambiente protegido climatizado, composto por sistema de resfriamento evaporativo. O cultivo das plantas leva substrato inerte e a nutrição é feita por meio de solução nutritiva aplicada via sistema de irrigação por gotejamento,” explica Simone.

Azul e vermelho

As barras de LED são compostas por 20% de LEDs azuis e 80% de LEDs vermelhos, que emitem 220 µmol de fótons por metro quadro por segundo. Cada barra tem 2,47 metros (m) de comprimento, 0,76 m de altura e 0,48 m de profundidade, e a vida útil das lâmpadas é estimada em 25.000 horas.

A explicação para essa combinação de cores é que os LEDs vermelhos e azuis emitem comprimentos de onda do espectro luminoso que são empregados no processo fotossintético, processo bioquímico essencial para o crescimento e desenvolvimento das plantas.

“O uso de barras de LED colocadas na altura das partes da planta que recebem menos radiação pode aumentar a produtividade porque a planta irá realizar mais fotossíntese e produzir energia para a produção de frutos”, explica a pesquisadora.

A primeira parte da pesquisa termina em dezembro e o estudo será conduzido por mais um ano. Até o momento, foi possível quantificar acréscimo em torno de 15% na produtividade do minitomate. Contudo, o percentual total de aumento da produção só será determinado no final do período de condução do experimento, quando forem feitas todas as colheitas.

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Relógio biológico pode ser acertado com a luz certa

01.09.2014 ]

luz-azul

Perturbar o tique-taque do seu relógio biológico pode lhe trazer problemas de sono e atenção, problemas cardiovasculares e até mesmo depressão. Já se sabe, por exemplo, que o trabalho noturno pode provocar um caos no metabolismo, além de causar problemas ao sono e à saúde em geral, tudo devido a alterações induzidas no relógio biológico.

Mas o que fazer se o ritmo da sua vida diária exige que você adote horários flexíveis, ainda que por um curto período? A saída pode estar na luz que você usa para iluminar seus ambientes.

Raymond Najjar, do Instituto Nacional de Pesquisas Médicas da França, descobriu que um determinado tipo de luz artificial é capaz de sincronizar os ritmos biológicos mesmo na ausência da luz solar.

Luz para acertar o relógio biológico

Já se sabia que a luz azul pode ajudar a regular o relógio biológico de trabalhadores noturnos. Mas Najjar queria estudar condições extremas, que ele encontrou entre os membros da estação de pesquisa polar internacional Concórdia, isolada no meio da Antártica, onde noites e dias podem durar meses, dependendo da estação.

Durante nove semanas do inverno polar (sem luz solar durante o dia), a equipe da estação foi alternadamente exposta a uma luz branca comum e a uma luz branca enriquecida com comprimentos de onda azul – um tipo especial de luz fluorescente que é percebida como branca pelos nossos olhos.

À esquerda - o espectro da luz branca consiste em partes aproximadamente iguais de vermelho e verde (cerca de 40%), depois azul (12%) e infravermelho (4%). À direita - as proporções são diferentes (42% azul e 14% vermelho). No entanto, a olho nu, um ser humano vai perceber uma luz branca em ambos os casos.

À esquerda – o espectro da luz branca consiste em partes aproximadamente iguais de vermelho e verde (cerca de 40%), depois azul (12%) e infravermelho (4%). À direita – as proporções são diferentes (42% azul e 14% vermelho). No entanto, a olho nu, um ser humano vai perceber uma luz branca em ambos os casos.

Durante as “semanas de azul” foram observados um aumento no sono, melhores reações e mais motivação entre a tripulação. Além disso, enquanto se constatou uma tendência a variações no ritmo cardíaco durante as “semanas brancas”, nenhuma perturbação do coração foi observada durante as “semanas azuis”.

Além disso, os efeitos da luz azul se mostraram duradouros.

Aplicações práticas

O estudo mostra que um espectro de luz otimizado, enriquecido com comprimentos de onda curta (azul), pode permitir que o sistema circadiano se sincronize corretamente, e que funções não visuais podem ser ativadas em situações extremas onde a luz solar não está disponível por longos períodos de tempo.

Segundo os pesquisadores, estes resultados podem ser rapidamente transformados em aplicações práticas para ambientes de trabalho que são mal ou pouco iluminados, como centrais térmicas e nucleares, escritórios sem janelas, submarinos, missões espaciais e, claro, estações polares de pesquisa.

Com as novas informações, é possível projetar estratégias de iluminação destinadas a manter a saúde, a produtividade e a segurança dos trabalhadores.

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Luz azul melhora sono e ansiedade de pacientes de Alzheimer

25.06.2014 ]

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Cada vez mais a cromoterapia comprova que a luz pode ser um medicamento de alta eficiência.

Um novo estudo mostrou que um tratamento com luz já utilizado para regular o relógio biológico também pode melhorar o sono e reduzir a depressão ou a agitação apresentadas por pessoas com Alzheimer ou outros tipos de demência.

Os resultados mostram que a exposição ao tratamento de luz durante o dia por quatro semanas aumenta significativamente a qualidade e a duração total do sono desses pacientes.

Os indicadores de depressão e agitação também se reduziram significativamente.

“É um tratamento não-farmacológico simples e barato para melhorar o sono e o comportamento dos pacientes de Alzheimer e demência,” confirma a Dra. Mariana Figueiro, que é brasileira, mas atualmente é professora do Centro de Pesquisa em Iluminação do Instituto Politécnico Rensselaer (EUA).

“As melhorias que vimos na agitação e depressão foram impressionantes,” disse ela.

Luz azulada durante o dia

A fonte de luz utilizada produz baixos níveis – de 300 a 400 lux – de luz branco-azulada com temperatura de cor de 9000 K.

A lâmpada foi simplesmente instalada nos quartos dos moradores e ligada durante o dia por um período de quatro semanas.

A Dra. Mariana ressalta que a melhoria na qualidade do sono também foi associada a outras mudanças comportamentais visíveis.

“Relatos subjetivos por parte da equipe de enfermagem indicam que os pacientes ficaram mais calmos, comeram melhor e seu comportamento geral foi mais administrável,” disse ela.

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Cientistas tentam controlar células do cérebro pela luz

10.06.2014 ]

James Gorman

A optogenética é uma técnica que permite aos cientistas ligar e desligar as células do cérebro com uma combinação de manipulação genética e pulsos luminosos, numa atividade que vai além da observação. As ferramentas da optogenética estão permitindo aos cientistas encontrar e controlar neurônios que, por exemplo, regulam um tipo de agressão em moscas-das-frutas. A esperança é que essa ferramenta revele mecanismos do funcionamento cerebral do inseto que tenham equivalentes no cérebro humano.

Há um ano, o presidente Barack Obama anunciou investimentos em uma pesquisa de mapeamento da atividade cerebral, com recursos de US$ 100 milhões no primeiro ano. A quantia é pequena se comparada aos US$ 4,5 bilhões que os Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) gastam anualmente em neurociência, mas ajudará a promover a investigação sobre o cérebro e o mapeamento de seus caminhos, a começar por criaturas pequenas, como as moscas.

Cori Bargmann, da Universidade Rockefeller, em Nova York, é o responsável por definir as prioridades do NIH em sua participação nessa iniciativa de estudo do cérebro. Para ela, a optogenética é um grande exemplo de como a tecnologia pode fomentar o progresso científico. “A optogenética é a coisa mais revolucionária que aconteceu na neurociência nas últimas duas décadas”, disse.

No cerne de toda a optogenética estão as proteínas chamadas opsinas. Elas são encontradas nos olhos de seres humanos, em micróbios e em outros organismos. Quando a luz incide numa opsina, ela absorve um fóton e se altera.

No começo dos anos 2000, uma melhora na engenharia de vírus permitiu que os genes de opsinas fossem encaixados em células nervosas sem causar danos.

Em 2005, Karl Deisseroth, Edward Boyden, Feng Zhang, Ernst Bamberg e Georg Nagel publicaram um estudo mostrando que uma opsina chamada canalrodopsina 2 poderia ser usada para acionar neurônios de mamíferos com luz azul. Foi um avanço, mas já havia antecedentes. Em 2002, Gero Miesenböck, atualmente em Oxford, e Boris Zemelman, atualmente na Universidade do Texas, provaram que a optogenética poderia funcionar. O sucesso da descoberta foi demonstrado usando opsinas da mosca-das-frutas para acionar neurônios de camundongos cultivados em laboratório.

Ehud Isacoff, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, analisou o desenvolvimento da optogenética recentemente, após a entrega do Prêmio Europeu do Cérebro de 2013 para seis pessoas, incluindo Deisseroth e Boyden, por seus trabalhos em optogenética.

O grupo de Deisseroth, disse Isacoff, concentrou-se nas opsinas microbianas, baseando-se nos estudos dos cientistas Bamberg, Nagel e Peter Hegemann, da Universidade Humboldt, em Berlim. Eles descobriram como introduzir uma dessas opsinas de forma segura nos neurônios de mamíferos, para que esses neurônios respondessem com força à luz.

Logo depois, o laboratório de Stefan Herlitze, da Universidade do Ruhr-Bochum, na Alemanha, divulgou um resultado semelhante. Deisseroth destacou, no entanto, que aquela pesquisa envolvia apenas células em cultura. Ainda havia muitas perguntas. “Como introduzir a luz no fundo do cérebro? Como mirar nesses genes? Isso irá controlar o comportamento? Será capaz de ativar e desativar comportamentos?”

Os pesquisadores agora estão desenvolvendo técnicas que, escreveu Isacoff, foram usadas para estudar ondas cerebrais, memória, fome, dependência, agressão, namoro, modalidades sensoriais e comportamento motor.

Em 2013, ao mesmo tempo em que prosseguia com o desenvolvimento de técnicas da optogenética, o laboratório Deisseroth produziu outra técnica. Ele e Kwanghun Chung deixaram os cérebros de camundongos totalmente transparentes, com um método chamado Clarity. Cérebros de camundongos foram embebidos em um hidrogel, substância bastante conhecida dos químicos, mas nunca antes usada na neurociência. O método deixa o tecido cerebral transparente, mas ainda disponível para testes bioquímicos.

O objetivo de Deisseroth continua sendo o de encontrar uma maneira de ajudar as pessoas com doença mental severa ou anomalias do cérebro. Recentemente, ele propôs formas para que a optogenética, o Clarity e outras técnicas possam ser usadas com esse fim.

A optogenética é uma ferramenta crucial na compreensão de funções. O Clarity, por outro lado, é uma ajuda para o mapeamento básico da estrutura, o que, segundo ele, é tão importante de entender quanto a atividade. “Já apliquei a eletroconvulsoterapia – eu sei que podemos aplicar essa terapia e causar convulsão generalizada [em que toda a atividade cerebral é perturbada]”, diz ele.
“Em poucos minutos, a pessoa volta por completo. Volta de onde? Da estrutura”, disse.

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Terapia de luz é usada para tratar obesidade

20.05.2013 ]

fotonica-cancer-pelePesquisadores das universidades Federal de São Carlos (UFSCar) e de São Paulo (USP) estão desenvolvendo tratamentos de controle e redução da obesidade a partir da combinação de exercícios físicos e terapia de luz.

A terapia de luz, conhecida como fototerapia ou terapia fotodinâmica, além de eficiente, pode ser uma das alternativas de mais baixo custo para o paciente e para o sistema de saúde, o que a torna um recurso altamente acessível.

A fototerapia já é usada no tratamento de lesões e diversos estudos indicam que a incidência de luz atua positivamente nas atividades celulares e na eliminação de bactérias resistentes a antibióticos.

O grupo formado por Antônio Eduardo de Aquino Júnior, Nivaldo Parizotto e Vanderlei Bagnato agora pretendem expandir a aplicação da terapia para tratamentos de sobrepeso e obesidade.

Metabolismo celular

Antônio Eduardo explica que a aplicação de lasers sobre os tecidos potencializa o metabolismo celular, o que resulta em maior perda de calorias durante a prática de atividades físicas e maior queima de gorduras.

Os feixes de lasers têm comprimento de onda de 808 nanômetros, na região do infravermelho, com baixa intensidade de energia, por isso não provocando danos à pele durante a aplicação.

“A aplicação de lasers nos músculos resultou na redução das reservas de gordura e diminuição do peso corporal. Mas os resultados variam conforme a intensidade dos exercícios”, explica o pesquisador, uma vez que o metabolismo pode ser trabalhado de diferentes formas de acordo com a intensidade.

As avaliações da técnica de fototerapia contra obesidade serão feitos em voluntários, homens e mulheres, com idades entre 20 e 40 anos, e índice de massa corporal a partir de 30 – os testes terão duração de três meses, com início previsto para junho.

Voluntários

Os voluntários serão submetidos a uma sessão de exercícios aeróbios, musculação e combinados com sessões de terapia com luz, avaliação física e análises clínicas laboratoriais (primeira fase).

Na segunda etapa, os exercícios físicos com tratamentos em fototerapia serão mantidos durante três meses de intervenção, com três sessões semanais, com duração média de uma hora. Também serão promovidas palestras e orientações nutricionais.

As intervenções ocorrem em uma academia localizada na região central de São Carlos. Eventuais custos de transporte, alimentação e alojamento terão que ser arcados pelos voluntários. Os interessados podem entrar em contato para agendamento pelo telefone (16) 3351-8452, das 8 às 15 horas.

A mesma equipe já está usando a fototerapia para tratar mulheres com fibromialgia.

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Luz como medicamento? Cientistas começam a ceder às evidências

18.11.2013 ]

terapia-de-luz-1

Chukuka Enwemeka e Violet Bumah usam luz azul para destruir bactérias resistentes a antibióticos.

A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica que destrói a mielina, uma camada que isola as fibras do sistema nervoso central, causando sintomas como visão embaçada, perda de equilíbrio e paralisia.

E que tal se uma doença dessa gravidade pudesse ser curada apenas com luz?

Essa é a possibilidade levantada pela equipe da Dra. Jeri-Anne Lyons, da Universidade de Wisconsin (EUA).

Lyons e seus colegas demonstraram como determinados comprimentos de onda da luz podem curar a esclerose múltipla – mais especificamente, um comprimento de onda da luz chamado infravermelho próximo.

Em modelos animais, os primeiros sintomas semelhantes à esclerose múltipla humana foram tratados com sucesso com a exposição à luz na faixa do infravermelho próximo por uma semana, alternando com uma semana sem nenhuma luz.

Repetindo as experiências de novo e de novo, o grupo descobriu que certas doses de infravermelho próximo permitem que os animais de laboratório recuperem a visão perdida por conta da doença.

Efeitos biológicos da luz

Os cientistas têm reconhecido que certos comprimentos de onda da luz em certas doses podem curar – a cromoterapia, vista como uma terapia alternativa, existe há mais de um século.

Mas só agora os pesquisadores estão descobrindo exatamente como a luz interage com o lado biológico.

O professor Chukuka Enwemeka, por exemplo, pesquisa os efeitos tanto do infravermelho próximo quanto da luz azul visível na cicatrização de feridas.

Entre suas constatações está a de que alguns comprimentos de onda da luz azul – alguns tons de azul – podem limpar infecções persistentes, incluindo a MRSA, uma forma da “superbactéria” Staphylococcus aureus resistente a antibióticos.

Juntos, Enwemeka e Lyons descobriram agora que o infravermelho próximo e a luz azul reparam os tecidos de maneiras diferentes, mas ambas atuam sobre a mesma enzima no centro de abastecimento de energia da célula, a mitocôndria.

O infravermelho próximo atua na mitocôndria e em uma enzima específica, o citocromo C-oxidase, para estimular a reparação das células.

Luz como medicamento

“Nós não estamos falando sobre a luz branca [todos os comprimentos de onda no espectro visível combinados] como tratamento, mas apenas certos comprimentos de onda, de uma certa intensidade, durante um determinado período de tempo,” disse Lyons. “Do mesmo modo que as medicações ingeridas, o segredo está na dose.”

Determinar o melhor comprimento de onda de luz para a fototerapia é uma tarefa difícil.

Estudos mostram que a luz com comprimento de onda de 670 nanômetros (nm) e 830 nm são benéficas, mas aos 730 nm o efeito desaparece.

Outra tarefa difícil é determinar a dose apropriada e o regime de aplicação da luz.

Felizmente, conforme a fototerapia e a cromoterapia deixam o status de terapias alternativas, passando para o lado acadêmico, um maior número de pesquisadores trabalhando sobre o tema certamente resultará em resultados mais amplos e com aplicação a um maior número de enfermidades.

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Pessoas totalmente cegas detectam luz azul, que melhora seu cérebro

07.11.2013 ]

visao-azulAntes vista como terapia alternativa, o uso da luz para tratar condições médicas ganha cada vez mais a atenção dos cientistas acadêmicos.

E as chamadas fototerapias agora deverão ganhar ainda maior impulso com os resultados obtidos por Gilles Vandewalle, da Universidade de Montreal (Canadá).

Visão cerebral

Vandewalle e seus colegas descobriram que a luz aumenta a atividade cerebral durante uma tarefa cognitiva mesmo em pessoas que são totalmente cegas.

“Nós ficamos atônitos ao descobrir que o cérebro responde significativamente à luz nesses três pacientes totalmente cegos, apesar de eles não terem absolutamente nenhuma visão consciente,” disse o Dr. Steven Lockley, coordenador do trabalho.

Os pesquisadores pediram aos três participantes cegos para dizer se uma luz azul estava ligada ou desligada, ainda que eles obviamente não consigam ver a luz.

“Nós descobrimos que os participantes de fato têm uma percepção não-consciente da luz – eles foram capazes de determinar corretamente quando a luz estava acesa mais do que seria devido ao acaso, sem serem capazes de vê-la,” explica Gilles Vandewalle.

Melhora cognitiva

A seguir, os participantes foram submetidos a uma tomografia de ressonância magnética funcional (fMRI) enquanto realizavam uma tarefa simples de correspondência sonora.

Sem que eles soubessem, luzes azuis eram acesas e apagadas em direção aos seus olhos enquanto eles faziam as tarefas.

Luz azul regula relógio biológico de trabalhadores noturnos
Surpreendentemente, quando as luzes estavam acesas, os resultados obtidos pelos voluntários foram melhores.

“A fMRI revelou ainda que, durante uma tarefa de memória de trabalho auditiva, menos de um minuto de luz azul ativa regiões do cérebro importantes para a execução da tarefa. Essas regiões estão envolvidas no alerta e na regulação da cognição, sendo ainda áreas-chave da rede de modo padrão,” explica Vandewalle.

“Nossos resultados levantam a possibilidade intrigante de que a luz seja fundamental para manter a atenção sustentada,” escrevem os pesquisadores. “Essa teoria pode explicar por que o desempenho do cérebro é melhorado quando a luz está presente durante as tarefas.”

Hipóteses

Os cientistas procuraram desenvolver uma teoria que possa explicar essa “sensação da luz” em pessoas sem funcionalidade visual.

Para eles, os resultados indicam que o cérebro ainda pode “ver”, ou detectar, a luz provavelmente através de fotorreceptores na camada de células ganglionares da retina – células diferentes dos cones e bastonetes que usamos para ver.

Eles acreditam que estes fotorreceptores especializados na retina também possam contribuir para a função visual no cérebro, mesmo quando as células da retina responsáveis pela formação da imagem normal perderam a sua capacidade para receber e processar a luz.

Contudo, o trabalho atual não testou essa hipótese, que continua sendo apenas uma ideia que merecerá ser testada em estudos neurológicos posteriores.

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Alzheimer e Parkinson podem ser curadas com laser?

05.11.2013 ]

Pesquisadores suecos e poloneses fizeram uma descoberta que poderá revolucionar o tratamento de doenças como Alzheimer, Parkinson e até do chamado “mal da vaca louca” (Doença de Creutzfeldt-Jakob).

E o melhor de tudo é que o tratamento poderá ser feito usando apenas luz.

O grupo descobriu que é possível distinguir os agregados de proteínas associados a essas doenças, distinguindo-as das proteínas com funcionamento normal.

Isto pode ser feito por meio de uma técnica chamado laser multifótons.

“Ninguém falou sobre usar apenas luz para tratar essas doenças até agora. Esta é uma abordagem totalmente nova e acreditamos que isso pode se tornar um grande avanço na pesquisa de doenças como a doença de Alzheimer, de Parkinson e de Creutzfeldt-Jakob,” afirmou Piotr Hanczyc, da Universidade de Tecnologia Chalmers (Suécia).

“Nós encontramos uma maneira totalmente nova de descobrir estas estruturas utilizando apenas luz laser,” completou.

Laser multifóton

Se os agregados de proteínas, como as placas de proteínas beta-amiloide na doença de Alzheimer, por exemplo, forem removidas, em tese a doença poderá ser curada, afirmam os pesquisadores.

O problema até agora tem sido detectar e remover esses agregados. Hoje eles são tratados com medicamentos químicos, mas estes são altamente tóxicos e geram inúmeros efeitos colaterais nos doentes tratados.

Os pesquisadores agora têm uma nova esperança de que a terapia fotoacústica, que já é utilizado em exames como a tomografia, possa ser usada para detectar as proteínas com defeito.

Se os estudos em laboratório se confirmarem nos testes em pacientes, que ainda terão que ser feitos, a remoção das placas de beta-amiloide dispensará não apenas os medicamentos, mas também a cirurgia.

Proteínas diferentes criam diferentes tipos de amiloides, mas elas geralmente têm a mesma estrutura.

Isso as torna diferentes das proteínas com funcionamento normal, aparecendo claramente nas imagens, podendo ser tratadas e destruídas com a terapia de laser multifóton.

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