Remédio homeopático pode auxiliar no combate ao câncer de próstata

Remédio homeopático pode auxiliar no combate ao câncer de próstata

Medicamento foi desenvolvido por pesquisadora da UFRN.

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, ficando atrás somente do câncer de pele. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o sexto tipo mais comum no mundo, representando cerca de 10% do total de cânceres em homens. Neste sentido, a médica e farmacêutica, Regina Carmen Esposito vem desenvolvendo um remédio homeopático que possa contribuir para a diminuição dessa estatística.

A pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) utilizou um bioativo da folha do Melão de São Caetano para desenvolver o remédio homeopático. Ao fazer os testes em laboratório, foi observado que as células de câncer humano morriam ao entrar em contato com o composto. Então, a farmacêutica e médica decidiu fazer testes clínicos.

Para a realização dos testes em humanos, Regina Esposito explica que não havia possibilidade de fazê-los em pacientes portadores de câncer, pois para melhor observação dos dados, ela haveria de administrar placebo além do remédio desenvolvido, o que não seria indicado, uma vez que os pacientes já possuem a doença. “Não seria ético”, avalia a pesquisadora.

A solução encontrada foi a realização de testes em pacientes portadores de Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP), uma vez que essa doença causa o aumento da próstata de forma benigna. “A proposta do trabalho é dar o medicamento, acompanhar pelo ultrassom e acompanhar a Interleucina”, diz Esposito.

Estudos indicam que quando há aumento de Interleucina, citocina pró-inflamatória que aumenta quando o organismo possui uma determinada inflamação e quando há, por exemplo, aumento de colesterol, de triglicerídeos ou da glicemia, há maior tendência de o indivíduo desenvolver HBP.

Observando essa relação, a pesquisadora pode comparar os índices de Interleucina nos pacientes antes e após administrar o medicamento. “Se eu tenho um aumento de citocina em uma pessoa que tem Hiperplasia, ao dar um remédio que estimula a citocina eu faço uma doença artificial maior que essa natural, já esta com o IL6 (Interleucina 6) aumentada e essa IL6 artificialmente aumentada faz com que o organismo direcione toda sua defesa para essa artificial o que acaba curando a natural”, explica Regina Esposito.

Para a pesquisadora, o grande desafio da pesquisa é encontrar pacientes compatíveis com todos os critérios exigidos, pois os homens ainda possuem dificuldade de procurar ajuda médica, em especial de um urologista. Para participar do projeto, o paciente deve ser homem, ter 45 anos ou mais, ter queixas urinárias e possuir pontuação adequada após aplicação de questionário específico.

Segundo Regina Esposito, que coordenou a ação Novembro Azul no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) em novembro de 2014, dos 431 pacientes atendidos no ambulatório, somente 44 foram aproveitados no projeto. Cerca de 10% dos pacientes atendidos durante a campanha foram encaminhados para biópsia, dos quais 2% foram diagnosticados com câncer. “Muitos tiveram que fazer biópsia e eu tenho que deixar eles esperando seis meses depois de fazer esse procedimento”, afirma.

Medicamento

De acordo com a pesquisadora, na medicina convencional, alopatia, os remédios e as doenças possuem compostos diferentes. Então, se o paciente está com febre, administra-se uma dose de anti-térmico; se está com dor, dá-se um analgésico contra a dor e assim por diante. O tratamento visa principalmente a doença, os testes de medicamentos são feitos em pacientes doentes ou em animais, as substâncias agem por quantidade de massa – podendo ser medidas em miligramas – e são dispensadas no limite da toxicidade – causando, muitas vezes, efeitos colaterais.

Já o princípio que rege a homeopatia é o de que remédios e doenças possuem compostos semelhantes. A técnica foi desenvolvida em 1779, pelo médico alemão Samuel Hahnemann e possui quatro princípios básicos: lei da semelhança, experimentação em homem são, doses mínimas e remédio único. O atendimento homeopático é diferenciado, pois é feito observando-se o paciente como um todo, tratando a causa da enfermidade não a doença propriamente dita.

Os remédios são administrados em doses menores e não apresentam toxicidade, pois passam por um processo de diluição onde retira-se toda a substância material do medicamento, porém deixa-se uma informação no medicamento que vai aumentar as defesas do organismo para combater a doença.

O medicamento desenvolvido pela médica e farmacêutica, Regina Esposito é homeopático, não tóxico e dinamizado. “Quando testei a toxicidade, se mostrou, sem ser tóxico, dinamizado. Ou seja, a dinamização manteve a ação”, observa. Um remédio ser dinamizado indica que houve diluições, excluindo a matéria, mas conservando a ação do medicamento. Segundo Esposito, seu medicamento é diluído “10 a -24, ou seja, não tem matéria, não tem Número de Avogadro lá dentro”, explica.

Para produzir um remédio homeopático é diluída uma parte de remédio, neste caso extrato da folha do Melão de São Caetano, em 99 partes de álcool, chamado de veículo. Bate-se essa solução, sucussiona, 100 vezes para obtenção de uma Centesimal Hahnemanniana (1CH). Depois, pega-se uma parte desta solução e dilui-se em 99 partes de veículo, obtendo-se 2CH. Para obtenção deste medicamento específico, Regina Esposito repete este procedimento 12 vezes, obtendo 12CH. Até a 11CH a solução possui matéria, a partir da 12, não. “Eu escolhi uma potência que ninguém pode dizer que eu estou trabalhando com fitoterapia”, afirma a pesquisadora.

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Efeito rebote demonstra princípio de cura da Homeopatia

26.09.2013 ]

homeopatiaAs disputas entre a alopatia – a medicina ocidental tradicional, baseada em medicamentos – e a homeopatia – baseada no princípio “semelhante cura semelhante” – por vezes parecem irreconciliáveis.

Não é o que acredita o Dr. Marcus Zulian Teixeira, da Faculdade de Medicina da USP.

Segundo ele, o princípio de cura utilizado na homeopatia é bem conhecido dos médicos tradicionais, que apenas o chamam de outro nome.

Segundo Teixeira, o que a alopatia chama de “efeito rebote” é o mesmo fenômeno que explica porque a homeopatia funciona.

“O fenômeno que a farmacologia clássica chama de ‘efeito rebote’ é o que a homeopatia utiliza como resposta terapêutica, uma ação secundária do organismo. Buscando despertá-la, é realizada a prescrição dos medicamentos homeopáticos. E as doses são ínfimas, pois têm o objetivo de estimular uma reação do organismo sem causar efeitos adversos”, explica o pesquisador.

Ele apresentou sua teoria em um artigo científico publicado pelo periódico britânico Homeopathy.

“O artigo traz dados para a fundamentação científica do princípio de cura homeopático perante a farmacologia moderna,” explica ele.

Princípio da similitude

Os medicamentos tradicionais, ou alopáticos, atuam a partir do “princípio dos contrários”, agindo de forma contrária ou paliativa aos sintomas das doenças: anti-inflamatórios, antitérmicos, antidepressivos, antiácidos etc.

O efeito rebote é o agravamento dos sintomas clínicos ocasionado pela suspensão abrupta desses medicamentos.

Ele é também chamado de “reação paradoxal ou secundária”, uma reação contrária do organismo, numa tentativa de manter o equilíbrio fisiológico interno (a homeostase) alterado pelo fármaco. Essa reação pode ocorrer com medicamentos que atuam contrariamente aos sintomas das doenças.

Na homeopatia, os medicamentos atuam a partir do “princípio da similitude”: toda droga capaz de despertar determinados sintomas em pessoas sadias pode ser utilizada para despertar uma reação curativa em pessoas doentes com os mesmos sintomas.

“O tratamento utiliza substâncias que causam sintomas semelhantes aos das doenças, a fim de estimular uma reação do organismo contra os próprios sintomas”, esclarece o médico.

“O café, que causa insônia, é utilizado homeopaticamente para tratar a insônia; a camomila, que causa cólica, é utilizada homeopaticamente para tratar a cólica; a beladona, que causa febre, é utilizada homeopaticamente para tratar a febre, etc.”, esclarece. “Essa ação homeostática, vital ou secundária do organismo é cientificamente explicada pelo efeito rebote das drogas alopáticas.”

Alopatia e homeopatia

Citando como exemplo a endometriose, que consiste na presença de células do endométrio (que revestem o útero) fora deste órgão, Teixeira explica que a doença depende do hormônio estrogênio.

“Os medicamentos alopáticos receitados para tratá-la inibem a produção deste hormônio, mas um dos efeitos colaterais é a masculinização das pacientes. Segundo a concepção homeopática, poderíamos pensar em receitar o estrogênio ultradiluído ou dinamizado, em doses infinitesimais para não causar agravamento da doença, com o intuito de despertar a reação curativa do próprio organismo”, explica.

Segundo o pesquisador, remédio homeopático pode ser qualquer substância (sintética ou natural) que cause sintomas em uma pessoa e seja empregado em conformidade com o princípio da similitude – o médico homeopata leva em conta os aspectos emocionais e psíquicos do paciente e o tratamento é individualizado.

Efeito rebote

Para propor sua teoria sobre a conexão entre homeopatia e efeito rebote, o Dr. Teixeira fez uma revisão da literatura científica buscando artigos científicos sobre o efeito rebote do natalizumabe, um medicamento usado para tratar a esclerose múltipla.

Essa doença autoimune ataca o sistema nervoso central: os linfócitos T (anticorpos do organismo) se proliferam e ultrapassam a barreira hematoencefálica, entram no sistema nervoso central e destroem a bainha de mielina, a camada protetora dos neurônios.

Sem a bainha de mielina, o neurônio pode ser comparado a um “fio desencapado” que não consegue transportar eficientemente os impulsos elétricos aos outros neurônios.

Sem poder transmitir esses sinais elétricos, o sistema nervoso central vai se degenerando, levando, progressivamente, à deficiência motora e consequente paralisia, podendo causar a morte. “Cerca de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem da doença”, diz o médico.

A esclerose múltipla não tem cura, mas o natalizumabe é um medicamento que reduz com eficácia a intensidade e a frequência das crises. A droga impede a migração dos linfócitos T até o encéfalo.

Mas quando interrompida abruptamente, pode causar o efeito rebote em torno de 10% dos pacientes. “Estudos observacionais indicam que, em 2012, cerca de 100 mil pacientes utilizavam o natalizumabe; assim sendo, 10 mil deles poderiam estar suscetíveis ao efeito rebote”, aponta Teixeira.

Antidepressivos

Antidepressivos, como a fluoxetina, são outro exemplo. Num primeiro momento, a droga diminui os sintomas, mas se a medicação é suspensa de forma abrupta, pode piorar os sintomas da depressão, e até levar à ocorrência de suicidalidade, que são pensamentos ou tentativas de suicídio.

“Os antidepressivos causaram 5 efeitos rebote de suicidalidade em cada mil adolescentes por ano/uso, acometendo em 2007, apenas nos EUA, cerca de 16.500 jovens”, alerta.

Para o pesquisador, é preciso informar os profissionais de saúde e a população sobre os problemas de saúde que o efeito rebote pode causar. “Uma maneira de evitá-lo é retirar a droga lentamente, pois a interrupção abrupta pode estimular essa reação secundária”, finaliza.

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Homeopatia Rural, para plantas e animais

Com apoio da Universidade Federal de Viçosa, nós da Vertente do Caparaó, estamos apresentando nossas experiências e nossas práticas de uso da Homeopatia durante 11 anos em nossa região. Em primeiro lugar tivemos cursos com Dr. Elton e com a Rosa. Em seguida fizemos nossas próprias descobertas. Participamos do evento de extensão “Curso de Homeopatia” promovido pela UFV.

Chegamos a resultados surpreendentes sobre a aplicação prática da homeopatia.

Tudo isso com muita fé no Deus da vida e a vivência na prática comunitária.

Todo ano temos nossos encontros sobre Qualidade de Vida, Plantas Medicinais e Homeopatia na Família Agrícola.

Para baixar a apostila clique AQUI.

Homeopatia deve permanecer independente da medicina tradicional

Homeopatia e medicina tradicional

A homeopatia corre o risco de ser incorporada pela medicina tradicional, alertou uma historiadora da ciência, que apresentou suas preocupações em uma palestra durante a reunião anual da Sociedade Britânica para a História da Ciência, no último fim de semana.

Isso não significaria apenas que os heróis da homeopatia se tornariam meras notas de rodapé na história, mas isto também poderia limitar o potencial da homeopatia para contribuir para o tratamento dos problemas médicos mais importantes da atualidade.

Heróis da homeopatia

Lyn Brierley-Jones, da Universidade de Durham, na Inglaterra, e especialista em história da Medicina, alerta para o quase esquecimento dos grandes responsáveis pela criação da homeopatia, incluindo o médico alemão Samuel Hahnemann, que fundou esse novo campo de pesquisas, e o prático inglês James Compton Burnett, que desenvolveu uma cura para a tuberculose em 1880.

Como resultado da contribuição desses personagens, a homeopatia se tornou proeminente, particularmente nos Estados Unidos. Lá, por volta do final do século 19, os homeopatas tinham suas próprias escolas de medicina, sociedades, revistas científicas, bibliotecas, hospitais e farmácias, publicando regularmente estatísticas demonstrando a superioridade das suas práticas sobre a medicina tradicional.

Incorporação da homeopatia pela medicina tradicional

Ironicamente, entretanto, a tradução das principais ideias homeopáticas para a literatura da medicina tradicional teve o efeito de minar a profissão, afirma Brierley-Jones. “No final dos anos 1920, a homeopatia entrou em declínio, um estado da qual só recentemente ela começou a se recuperar.”

Segundo a pesquisadora, há benefícios significativos na manutenção da homeopatia como um campo de pesquisas separado da medicina tradicional.

“Ela tem o potencial para criar novos medicamentos e para resolver muitos problemas contemporâneos na medicina, como a individualização dos medicamentos, a redução dos seus efeitos colaterais e o tratamento de doenças crônicas. Qualquer futura integração da homeopatia com a medicina tradicional deve ser feita cuidadosamente para garantir a sobrevivência da homeopatia,” conclui a pesquisadora.

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Alta diluição em foco (12.05.2008)

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – O campo emergente e multidisciplinar da pesquisa sobre altas diluições acaba de ganhar, por iniciativa brasileira, seu primeiro espaço de divulgação científica. A revista eletrônica International Journal of High Dilution Research (IJHDR), será lançada em Oostende, na Bélgica, no dia 20 de maio.

O editor-chefe do novo veículo, o físico Carlos Renato Zacharias, do Departamento de Física e Química da Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Guaratinguetá (SP), fará o lançamento durante o 22º Simpósio do Grupo Internacional de Pesquisa sobre o Infinitesimal (Giri, na sigla em francês), sociedade internacional e multidisciplinar dedicada à troca de experiências em diversas áreas relacionadas às altas diluições, incluindo a homeopatia.

Dentro do tema de altas diluições, a publicação trimestral divulgará trabalhos nas áreas de física, química, biologia, medicina, veterinária e agronomia, de acordo com Silvia Waisse Priven, uma das integrantes do grupo multidisciplinar que concebeu o projeto da revista.

“A pesquisa em altas diluições é um campo emergente que se estendeu, a partir do campo tradicional da homeopatia, para diferentes disciplinas e aplicações. A revista terá o papel de centralizar os trabalhos feitos sobre o tema em todas essas áreas, além de tratar de aspectos epistemológicos”, disse à Agência FAPESP a pesquisadora que acaba de defender doutorado em história da ciência tratando do tema, na Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP).

Segundo Silvia, a homeopatia, formulada na Alemanha no século 18 e hoje reconhecida como especialidade médica, tem seu estatuto de ciência continuamente contestado por se utilizar de preparados com diluição acima do número de Avogadro, a constante física que torna possível calcular o número de moléculas em uma amostra com uma certa massa de uma substância.

“Apesar disso, essas soluções ultradiluídas têm efeitos biológicos que ainda precisam ser explicados. Eles têm sido objeto de intensa pesquisa básica realizada, não por médicos, mas por físicos e químicos, que também têm constatado esses efeitos”, disse.

As pesquisas sobre altas diluições, segundo Silvia, tem aplicações em áreas como medicina, veterinária e agronomia. “Quem trabalha nesse campo é freqüentemente questionado sobre onde está a pesquisa que lhe dá base científica. A dificuldade em se mostrar esses resultados decorre do fato de se tratar de um campo multidisciplinar, portanto, seria preciso rastrear a produção científica em publicações de inúmeras áreas. A revista ajudará a centralizar esse material”, afirmou.

Outro objetivo do veículo eletrônico, segundo ela, é uniformizar a nomenclatura utilizada na área. “Como se trata de uma área emergente, ainda há necessidade de uniformizar a nomenclatura. Por exemplo: os médicos falam em dinamizações e potências, os pesquisadores básicos falam em ultradiluições, outros ainda falam de soluções diluídas e agitadas”, apontou.

A publicação, segundo Silvia, surgiu a partir da revista impressa Cultura Homeopática, cujo conteúdo será integralmente disponibilizado na revista eletrônica. A nova publicação deriva de uma parceria entre o Giri e a Unesp de Guaratinguetá, que dará o apoio eletrônico. O veículo adotará o processo de revisão por pares e terá acesso aberto.

As descobertas na área de altas diluições, de acordo com a pesquisadora, concentram-se por enquanto em observações experimentais e estão sendo desenvolvidos métodos para interpretar os fenômenos e produzir novas pequisas.

International Journal of High Dilution Research: http://www.feg.unesp.br/ijhdr.

Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=8818

Homeopatia é alternativa para a agricultura familiar

O desenvolvimento sustentável é o objetivo do projeto que tem como foco principal os produtores orgânicos.

Flávia Martini

Um projeto de extensão, coordenado pelo professor Carlos Bonato, agrônomo do Departamento de Biologia, está capacitando pequenos produtores rurais para o uso da homeopatia na agricultura familiar.

As pesquisas, que começaram a ser desenvolvidas há cinco anos, deram subsídios para dez monografias, para a criação de um grupo de estudos e resultaram no projeto que conta com um laboratório e uma cartilha editada com apoio do CNPq.

O grupo trabalha ministrando palestras e cursos a famílias de agricultores, técnicos e agrônomos. Os interessados em utilizar a homeopatia, para combater pragas e doenças em plantas ou corrigir água e solo contaminados e até tratar animais, aprendem a preparar os medicamentos na propriedade. O projeto já atendeu cerca de mil agricultores, a grande maioria no Oeste paranaense, onde o grupo trabalha em parceria com o Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor, de Marechal Cândido Rondon.

Na região Noroeste algumas propriedades também estão sendo atendidas. É o caso da Fazenda Santa Juliana, em Sarandi, que cultiva orgânicos e estava infestada por saúvas. Em Cruzeiro do Oeste, o problema é com formigas lava-pés em culturas orgânicas de acerola. “Os resultados têm sido animadores, uma vez que não existem métodos eficientes de combate a esses insetos nem na agricultura convencional”, diz o extensionista rural Marcos André Collet.

O medicamento, uma solução que utiliza o próprio inseto como substância, é colocado nos olheiros dos formigueiros. “É uma aplicação prática e apesar de as formigas não morrerem ficam desorientadas e acabam se reintegrando ao ambiente. Trata-se de uma ferramenta e tanto, pois é simples e tem se mostrado eficiente”, dizem Bonato e Collet.

Outro resultado importante foi constatado na cultura da uva. Depois da poda, a planta entra em um processo natural denominado dormência. “Para que ela desperte e brote é necessário o uso de um produto químico, comprovadamente cancerígeno e mutagênico, e nós conseguimos um homeopático que quebra a dormência sem impacto ambiental”, afirma Bonato.

Cultivo Orgânico – O pesquisador diz que, nas palestras ministradas a pequenos produtores rurais, descobriu que a maioria partiu para o cultivo orgânico depois de contaminação severa por agrotóxicos. Estes defensivos e os adubos solúveis são os dois grandes vilões da agricultura convencional: ambos contaminam o homem e o ambiente, atingindo solos, nascentes de rios e lençóis freáticos quando utilizados de maneira irracional e desenfreada. “Só para se ter uma idéia, durante o ciclo da maçã, são entre 20 e 30 aplicações de agrotóxicos. E se conhecemos os malefícios para quem aplica e para o ambiente, não sabemos ao certo quais os efeitos cumulativos no organismo de quem consome esses alimentos”, constata.

Práticas como a agricultura orgânica e a homeopatia surgiram para mudar esse contexto, segundo Bonato. “Por atuar de forma integrada, restabelecendo o equilíbrio dos seres vivos e do ambiente, a homeopatia é uma grande aliada da agricultura orgânica, que não admite produtos químicos e é a modalidade de cultivo que mais cresce no Paraná, em torno de 30% ao ano”, acrescenta.

Na visão do pesquisador, a homeopatia tem potencial até para ser utilizada na agricultura convencional. Ele observa que a Universidade Federal de Viçosa também realiza pesquisas na área e é parceira da UEM. Lá, já foram defendidos 16 trabalhos entre dissertações de mestrado e teses de doutorado, com alto rigor científico. “Em Minas, a homeopatia é utilizada, por exemplo, em mais de um milhão de pés de café”, diz Bonato.

Equilíbrio – Na opinião do pesquisador, é fácil trabalhar uma cultura convencional. “O agricultor usa adubos e aplica venenos e acabou a história. Com a orgânica é muito mais complicado e por isso ela está se estabelecendo na pequena propriedade”, diz. Ele observa, entretanto, que se um grande produtor não tem como transformar uma cultura convencional em orgânica, de uma vez só, pode começar em uma pequena parte da propriedade e aprender com o sistema. É como em um doente acostumado com antibiótico. Primeiro ele precisa se desintoxicar para então encontrar a harmonia e começar a produzir. O mesmo ocorre com a homeopatia. “No Oeste do Paraná, por exemplo, nosso projeto presta assistência à uma propriedade com 200 hectares de soja orgânica”, diz. E a técnica, além de equilibrar o ambiente como um todo, garante bons índices de produtividade, tem ainda custo muito baixo, uma grande vantagem, principalmente para os pequenos produtores. “O uso da homeopatia na agricultura é uma realidade, pois é baseado em fatos e resultados concretos, não há mais como negá-la”, finaliza.

Fonte: http://www.jornal.uem.br

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Homeopatia pode ajudar a reduzir sintomas de dengue (01-04-2008)

Débora Xavier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Sintomas da dengue podem ser diminuídos com o auxílio da homeopatia, caso a doença seja diagnosticada precocemente. Quem afirma é o secretário de Saúde de São José do Rio Preto (SP), Arnaldo Almendro Mello.

“O preparado homeopático específico para a dengue encurta o período dos sintomas da doença. Principalmente na fase inicial, podemos observar que diminui muito a sintomatologia. Às vezes, a pessoa nem apresenta a sintomatologia”, afirmou.

O tratamento homeopático é uma das alternativas oferecidas nos postos de saúde do município. “Elas têm a opção de tratar pela homeopatia ou pela alopatia. E ainda associar os dois tipos de medicina, se assim desejarem. Aqueles que não crêem na homeopatia fazem o tratamento alopático somente”, informou.

A possibilidade de tratar a dengue com a homeopatia surgiu em 2007, quando houve na região de São José do Rio Preto 12 mil notificações e cerca de dez mil casos confirmados. “Nós tínhamos conhecimento de que a medicina cubana tratava a dengue com homeopatia e obtinha ótimos resultados. E ainda tínhamos a experiência de um pediatra homeopata da nossa cidade que tratava seus pacientes com sintomas de dengue com sucesso”, afirmou.

Arnaldo Mello ressaltou que os relatos que tinha do tratamento em Cuba era que seria possível diminuir consideravelmente as internações e os sintomas hemorrágicos da doença.

“É obvio que em nenhum momento deixamos de fazer as ações de prevenção da dengue. A homeopatia é somente um recurso a mais. Só isso. Mas ela pode ter contribuído, mesmo porque neste ano estamos com um número absurdamente menor do que no ano passado. Por enquanto, somente 30 em todo o município”, informou.

Ele admitiu, contudo, não haver ainda estudos conclusivos sobre a eficácia da homeopatia nos casos de dengue. “Nós ainda estamos levantando dados das pessoas que utilizaram homeopatia para ver se a gente consegue chegar a um número. Isso não é fácil porque no caso da homeopatia, a metodologia cientifica é diferente da alopatia. Não segue a mesma metodologia. Acreditamos que, em alguns casos, o indivíduo pode nem apresentar sintomas, caso tenha feito tratamento precoce. Mas não temos dados ainda”, afirmou.

O secretário lembrou que, na época em que a homeopatia para tratamento da dengue foi oferecida nos serviços públicos de saúde, houve uma discussão grande entre o município e a Secretaria de Saúde do estado. “Eles não aceitavam esse tipo de intervenção da homeopatia na dengue. Chegamos a um embate jurídico para conseguir manter esse programa. Tivemos apoio do Ministério da Saúde e continuamos oferecendo”.

Diante da polêmica levantada pelo tratamento, os médicos relutaram em continuar prescrevendo o complexo homeopático. Arnaldo acrescentou que a resistência ao tratamento homeopático aumentou ainda mais quando foi anunciado que seria ampliado, e isso acabou causando confusão. Para ele, houve a falsa impressão de que a homeopatia somente conseguiria conter a epidemia da dengue.

“A imprensa local acabou divulgando que era uma vacina homeopática. E não era nada disso, nós nunca usamos o termo vacina. O que afirmamos é que a homeopatia, caso seja adotada precocemente nos casos de suspeita de dengue, é capaz de reduzir seus sintomas”, concluiu.

Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/03/31/materia.2008-03-31.9131877264/view