Energia vital na palma da mão

24.02.2013 ]

Muitas pessoas acreditam que a cura para enfermidades físicas e psicológicas pode estar muito próxima. Conheça histórias de fé de quem teve a vida transformada pela imposição das mãos

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Após 15 dias sem dormir, oito quilos perdidos e muita medicação intravenosa para aplacar uma severa dor de cabeça, o empresário Gustavo de Sá Pereira estava prestes a ser internado quando sua mãe se lembrou de um japonês que fazia orações e que, segundo afirmavam os conhecidos, tratava pessoas. Era Ilita Haro, motorista de táxi em Londrina e membro da Igreja Messiânica que, em pouco tempo, ministrava em Gustavo um método de imposição de mãos conhecido como Johrei. “Eu nem sabia o que era aquilo, mas dormi profundamente e depois acordei faminto e sem dores”, conta Gustavo, que se filiou à igreja e também passou a aplicar o Johrei em outras pessoas. Isso foi na década de 1970. Mas uma superação ainda maior estava por vir: em 2008, ele foi diagnosticado com câncer de pele e seria operado dentro de três meses. “Enquanto esperava, recebi e ministrei o Johrei intensamente. Quando chegou a data da cirurgia, não precisava mais dela, pois a mancha da pele tinha sumido”, afirma.

Histórias de fé como essa são recorrentes. São casos de pessoas que afirmam ter sobrevivido a aneurismas e tumores, superado doenças ósseas e ainda ganho autoconfiança e serenidade para lidar com seus problemas. O remédio, de acordo com elas? A energia que emana das mãos – paralelamente a tratamentos de medicina convencional.

“Desde Einstein e a descoberta da física quântica sabemos que tudo o que existe é energia. A única diferença é que a matéria física e a invisível vibram em diferentes frequências”, escreve Tanmaya Honervogt em seu Guia Completo de Reiki. Para os místicos, essa energia tem diferentes nomes: chi para os chineses, ki para os japoneses, prana para os hindus e luz para os cristãos ocidentais.

Cláudio Boghi, mestre em física nuclear médica pela Universidade de São Paulo (USP), vem desenvolvendo em São Paulo um estudo científico sobre a aplicação do Johrei em pacientes com depressão, ansiedade e síndrome do pânico. “Após receber essa energia três vezes por dia durante três meses, muitos diminuíram o uso de medicamentos ansiolíticos em 90% e conquistaram melhor qualidade de vida”, ressalta. Ele lembra que, segundo os estudos do médico norte-americano Andrew Weil, da Universidade do Arizona, quem pratica e recebe o Johrei pode triplicar o número de células NK (Natural Killer), presentes no sistema imunológico e com poder de combater vírus e bactérias agressoras do organismo. Segundo Boghi, o Hospital das Clínicas da USP já conta com um núcleo de pesquisa em terapias de cura energética como Johrei, Reiki e passes magnéticos pela doutrina kardecista. Atualmente, o pesquisador busca patrocínio para um projeto que investigará a área do cérebro que, por meio do Johrei, ativa a glândula timo, responsável pela produção das células NK.

Equilíbrio espiritual

O representante comercial Edison Gomes Ribeiro relata que, aos 6 anos de idade, ele e o irmão gêmeo foram desenganados pelos médicos devido a uma doença nos rins. Depois de receberem passes em um centro espírita de Santo Antônio da Platina, interior do Paraná, foram curados por completo. Anos depois, já em Curitiba, Edison recorreu novamente ao espiritismo. “Eu era muito perfeccionista, vivia estressado em casa e no trabalho. Comecei a frequentar um centro e receber passes semanalmente, recobrei meu equilíbrio espiritual e minha vida mudou dali em diante”, conta. Segundo Maria Rabel, logoterapeuta do Hospital Psiquiátrico Bom Retiro e coordenadora de atendimento espiritual da Federação Espírita do Paraná, o passe nada mais é do que um resgate do Cristianismo primitivo. “Jesus Cristo já curava pessoas com a imposição de mãos. No dia a dia, o passe também é dado pelas mães como uma forma de transmitir energia aos seus filhos através do amor”, compara.

Poder da fé

A manicure Marilda Aparecida (na foto, deitada) já era adepta do Reiki quando soube, aos 40 anos, que tinha câncer de mama. “Meu mastologista era cético quanto à terapia, mas continuei recebendo a energia do Reiki três vezes por semana, além de aplicá-la em mim mesma durante a quimio e radioterapia. Nas primeiras sessões, sofri muito. Na terceira, eu já estava voltando para casa sozinha de ônibus”, recorda. “Quando um paciente combina a medicina convencional com o Reiki, sua recuperação é mais rápida e eficaz”, garante a terapeuta Rosimar da Silva, membro da Associação Brasileira de Reiki em Curitiba.

Espírito e matéria

“Somos a soma de espírito e matéria, mas a ciência só prioriza a segunda, enquanto a maioria dos nossos desequilíbrios tem origem espiritual. Quando purificamos o espírito, ele se fortalece e transfere esta força para o corpo físico”, explica Ricardo Webster Brasil, ministro da Igreja Messiânica Mundial em Curitiba. Terceira geração de uma família de messiânicos, Ricardo recebe o Johrei desde o útero de sua mãe, e garante: “Até hoje nunca tomei remédio”. Assim como ele, o empresário Gustavo Roberto de Sá Pereira (na foto, à esquerda) passou a receber e praticar o Johrei depois de curar problemas de sono e até um câncer.

Doando e recebendo energia

Veja como funcionam as principais técnicas terapêuticas baseadas na imposição de mãos:

• Passe espírita

Transmissão de energias fluídicas em que o médium conta com a intervenção de “guias espirituais” para promover a cura ou bem-estar de quem o recebe. “Não tem contraindicação nem efeitos colaterais, mas seu benefício está relacionado com o merecimento e a necessidade do paciente”, explica José Virgílio Góes, ex-presidente e atual conselheiro da Federação Paranaense de Espiritismo. “O médium pode não ter braços e ainda assim aplicar o passe, pois quem comanda é a mente e o coração”, diz.

env2• Reiki

Técnica de cura natural não religiosa na qual a “energia vital do universo” é destinada a pontos específicos do corpo, denominados chakras. O paciente fica deitado enquanto um ou mais terapeutas tocam esses pontos com a palma das mãos. “É uma energia inteligente, pois age onde o paciente realmente necessita e ele só absorve o que precisa”, explica a terapeuta reikiana Rosimar da Silva. Uma hora de Reiki equivale a quatro horas de sono. Também é possível destinar essa energia a plantas, animais e alimentos.

• Johrei

Em japonês, “purificar o espírito”. É um método de canalização da luz divina criado pelo fundador da Igreja Messiânica Mundial. Para ministrá-lo é preciso ter o Ohikari, medalha sagrada que simboliza a conexão daquela pessoa com Deus. O ministrante direciona a palma de uma das mãos para o receptor por 10 a 30 minutos, primeiro na parte frontal, depois em suas costas. Não é necessário ser filiado à Igreja Messiânica para receber essa energia.

• Frequências de brilho

Desenvolvida pela australiana Christine Day, a técnica consiste em toques suaves para ativar “portais energéticos” e promover a cura com o auxílio de seres estelares mais evoluídos espiritualmente, os “pleiadianos”. “É um alinhamento consciente e constante com o amor puro da nossa essência divina”, define a terapeuta humanística Áurea Virgínia Cabral. Segundo ela, a primeira sessão é igual para todos, mas as demais são personalizadas conforme as necessidades do paciente.

• Oneness Deeksha

Prática indiana em que o doador dessa energia toca a cabeça do receptor por um minuto, transmitindo a deeksha ou “benção da unidade”. Também é possível transmiti-la à distância ou a si mesmo. “Além de promover mudanças neurobiológicas significativas que podem curar doenças, a deeksha amplia o vínculo da pessoa com o seu divino, independente da religião”, afirma o psicoterapeuta somático Nelson Silveira Filho, primeiro a oferecer cursos de Oneness Deeksha em Curitiba. Para ele, o que importa não é o tempo e a quantidade de sessões, mas a qualidade da experiência.

Leituras

Uma seleção de livros para quem quer se aprofundar no assunto:

Passe – Magnetismo curador
L. Palhano Jr. e Dalva Silva Souza
Editora Instituto Lachâtre
128 páginas
2011

Guia completo de Reiki
Tanmaya Honervogt
Editora Pensamento, 2009
256 páginas

Suas mãos podem curá-lo
Mestre Stephen Co, Dr. Eric B.Robins e John Merryman
Editora Pensamento
2005
276 páginas

Cura Energética: o poder sutil e curador das mãos
Silvio Camargo
Editora Pensamento
2008
150 páginas

Ensinamentos de Meishu Sama – A arte do Johrei
Meishu Sama
Editora Lux Oriens
2007
254 páginas

Iniciações de luz dos pleiadianos
Christine Day
Editora Pensamento
2012
224 páginas

Deeksha – The fire from heaven*
Kiara Windrider
Editora New World Library
2006

*Inédito no Brasil.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br

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Pesquisa revela poder da energia liberada pelas mãos

Energia liberada pelas mãos consegue curar malefícios, afirma pesquisa da USP

Um estudo desenvolvido recentemente pela USP (Universidade de São Paulo), em conjunto com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), comprova que a energia liberada pelas mãos tem o poder de curar qualquer tipo de mal estar. O trabalho foi elaborado devido às técnicas manuais já conhecidas na sociedade, caso do Johrei, utilizada pela igreja Messiânica do Brasil e ao mesmo tempo semelhante à de religiões como o espiritismo, que pratica o chamado “passe”.

Todo o processo de desenvolvimento dessa pesquisa nasceu em 2000, como tema de mestrado do pesquisador Ricardo Monezi, na Faculdade de Medicina da USP. Ele teve a iniciativa de investigar quais seriam os possíveis efeitos da prática de imposição das mãos. “Este interesse veio de uma vivência própria, onde o Reiki (técnica) já havia me ajudado, na adolescência, a sair de uma crise de depressão”, afirmou Monezi, que hoje é pesquisador da Unifesp.

Segundo o cientista, durante seu mestrado foi investigado os efeitos da imposição em camundongos, nos quais foi possível observar um notável ganho de potencial das células de defesa contra células que ficam os tumores. “Agora, no meu doutorado que está sendo finalizado na Unifesp, estudamos não apenas os efeitos fisiológicos, mas também os psicológicos”, completou.

A constatação no estudo de que a imposição de mãos libera energia capaz de produzir bem-estar foi possível porque a ciência atual ainda não possui uma precisão exata sobre esse efeitos. “A ciência chama estas energias de ‘energias sutis’, e também considera que o espaço onde elas estão inseridas esteja próximo às frequências eletromagnéticas de baixo nível”, explicou.

As sensações proporcionadas por essas práticas analisadas por Monezi foram a redução da percepção de tensão, do stress e de sintomas relacionados a ansiedade e depressão. “O interessante é que este tipo de imposição oferece a sensação de relaxamento e plenitude. E além de garantir mais energia e disposição.”

Neste estudo do mestrado foram utilizados 60 ratos. Já no doutorado foram avaliados 44 idosos com queixas de stress. O processo de desenvolvimento para realizar este doutorado foi finalizado no primeiro semestre deste ano. Mas a Unifesp está prestes a iniciar novas investigações a respeito dos efeitos do Reiki e práticas semelhantes a partir de abril do ano que vem.

http://www.rac.com.br

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Terapias do Biocampo: Mais verdades do que mitos, concluem cientistas

Energia sutil do corpo

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, uma das mais respeitadas dos Estados Unidos, decidiram fazer uma revisão geral dos inúmeros estudos científicos que estudaram a eficácia das chamadas terapias do biocampo, incluindo Reiki, terapia do toque, toque terapêutico, biomassagem e outras.

As terapias do biocampo geralmente oferecem resultados muito além dos prometidos pelos tratamentos convencionais, baseados em psicoterapia e em medicamentos. Essas modalidades de terapia complementar afirmam utilizar a energia sutil do corpo – o biocampo – para ativar os processos de cura do próprio organismo.

As terapias do biocampo se oferecem como tratamentos complementares, entre outros, para redução da dor em vários tipos de doenças, redução da ansiedade em pacientes hospitalizados e redução de comportamentos agitados em quadros de demência.

Pesquisas científicas sobre biocampo

Os doutores Shamini Jain, especialista em prevenção de câncer, e Paul Mills, psiquiatra, decidiram então fazer uma análise detalhada e isenta das várias pesquisas publicadas por outros cientistas sobre as diversas formas de terapias do biocampo.

Os resultados acabam de ser publicados no periódico médico Journal of Behavioral Medicine.

Terapias do biocampo

Um número cada vez maior de pessoas utiliza as terapias do biocampo em tratamentos e como medidas preventivas, apesar do pequeno número de pesquisas científicas envolvendo o tema e, principalmente, de evidências mais concretas de que elas funcionam de fato.

Essas técnicas vêm sendo utilizados por milênios em várias culturas, para curar problemas físicos e mentais. Somente muito recentemente elas passaram a ser analisadas com os métodos científicos da medicina ocidental.

Em uma revisão detalhada de 66 estudos clínicos que estudaram as terapias do biocampo em diferentes populações de pacientes, sofrendo de uma grande variedade de condições médicas, os dois cientistas decidiram examinar a integridade dos argumentos e das evidências científicas colhidas para mostrar a eficácia dessas terapias complementares.

Evidências fortes e moderadas

Os dois cientistas concluíram que, no geral, os trabalhos científicos publicados nesta área têm uma qualidade média em termos científicos, destacando-se igualmente estudos de excelente qualidade e estudos cujas metodologias apresentam algum tipo de falha.

Quanto aos resultados dos estudos, os dois cientistas encontraram fortes evidências de que as terapias do biocampo reduzem a intensidade da dor em populações não-hospitalizadas.

Para os pacientes hospitalizados e para os pacientes com câncer, as evidências de que as terapias do biocampo reduzem a intensidade da dor foram catalogadas como moderadas.

Os cientistas também encontraram evidências moderadas de que essas terapias acalmam comportamentos agitados em pacientes com vários tipos de demência. Os resultados são similares quando o tratamento complementar é voltado para reduzir a ansiedade em pacientes hospitalizados.

Novas pesquisas científicas

As evidências coletadas pelos diversos estudos não são conclusivas quanto ao uso das terapias do biocampo para o tratamento de sintomas de fadiga e para a melhoria da qualidade de vida de pacientes com câncer, assim como para a redução da dor e da ansiedade em pacientes especificamente com problemas cardiovasculares.

Os autores concluem que há uma grande necessidade de mais estudos de alta qualidade sobre o tema e sugerem áreas específicas para a realização de novas pesquisas científicas.

Médicos devem conhecer as terapias do biocampo

A principal conclusão dos dois cientistas, contudo, é no sentido de que os médicos passem a conhecer as terapias do biocampo.

“A fim de informar melhor os pacientes dos benefícios potenciais, ou dos não-benefícios, dessas intervenções baseadas no biocampo, os médicos e os cientistas na área da medicina comportamental devem se familiarizar com a teoria e com a prática dessas terapias, assim como das pesquisas feitas na área,” concluem os especialistas.

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br

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Terapia com Johrei é eficaz no tratamento da dor torácica não cardíaca

Estudo inédito do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP) e da Universidade do Arizona (Estados Unidos), aponta que o Johrei – técnica milenar praticada na medicina oriental – pode ser a esperança para pacientes que sentem fortes dores no peito, mas não apresentam nenhuma doença que justifique as queixas de dor. De acordo com o estudo, a  terapia alternativa mostrou-se eficaz em 90% dos casos avaliados.

A pesquisa envolveu 40 pacientes com dores torácica não cardíaca, com idade entre 50 e 75 anos. A descoberta resultará em premiação do médico do HC, Tomás Navarro Rodrigues, em Congresso Norte-Americano de Gastroenterologia que acontecerá no próximo dia 20 de maio, nos Estados Unidos. Navarro receberá prêmio do mais jovem investigador científico.

Para o trabalho, os estudiosos dividiram os pacientes em dois grupos. Um recebeu três seções de Johrei por semana, de 30 minutos cada uma, num total de 18 seções. O outro grupo foi medicado com terapia utilizada atualmente para o combate da dor. Os casos tratados com a terapia milenar apresentaram 90% de melhoras do quadro clínico, enquanto que os casos tratados com medicamentos apenas 40%.

Possíveis causas

A dor torácica é a segunda causa mais comum de dor na região do peito, após a dor cardíaca. Ela acomete 30% da população que procura o Pronto-Socorro do HCFMUSP devido a dores torácicas e que os exames cardiológicos evidenciaram-se normais, com idade entre 50 e 75 anos. A hipersensibilidade da função esofágica associada às contrações involuntárias musculares ao longo do esôfago são as possíveis causas responsáveis pela patologia.

No HCFMUSP o atendimento é de 50 pacientes, em média mensal. Geralmente eles são encaminhados por cardiologistas para a investigação da dor peitoral, cujo tratamento, até então, era um grande desafio. “A simples exclusão de doença cardíaca não elimina a dor ou tranqüiliza o paciente que, mesmo possuindo excelente prognóstico, continua a apresentar intenso comprometimento da qualidade de vida”, argumenta o médico.

Para o gastroenterologista, as evidências da pesquisa abrem perspectivas para uma nova abordagem terapêutica. Também adiantou que o Johrei poderá ser adotado futuramente pela Clínica de Gastroenterologia do HCFMUSP pelos resultados apresentados.

O Johrei é uma técnica de tratamento japonesa que, segundo os adeptos, amplia a força de recuperação natural do homem. As ondas de energia são canalizadas a partir da Energia Cósmica Superior e podem ser transmitidas por qualquer pessoa adequadamente preparada. A aplicação da técnica é feita pela imposição das mãos e a purificação ocorre de forma gradativa.

(Com informações da Assessoria de Imprensa do Instituto Central do HCFMUSP)

Mais informações: (0XX11) 3069-7879

http://www.usp.br

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A Terapia das Mãos e da Palavra

A Terapia das Mãos e da Palavra (sob as Vistas do Filósofo)

A idéia de que as mãos curam é boa. Velha e boa. Pensamos que ela é uma prática do Oriente, mas vemos que religiões ocidentais (e Jesus, que por ser do Oriente Médio não é, completamente, do Oriente, é exemplo disso) se valeram dela, e continuam se valendo. Tudo se baseia em duas crenças simples: 1) mãos detém algo chamado de “energia” (sem que isso tenha qualquer significado científico ou mesmo tenha que ser explicado) e 2) o contato pessoal, físico (que no limite é o carinho e o sexo) é algo de nossa ancestralidade, algo que, enfim, produz a vida – não há vida sem contato físico, ao menos para uma grande parte dos mamíferos, entre eles nós, ao menos antes de certos avanços tecnológicos; ora, o que produz vida, também deve curar.

As mãos transmitem “energia”. Fala-se em “fluxo de energia”: é necessário que exista fluxos livres no corpo do paciente e das mãos do terapeuta para o corpo do paciente. Com isso se dá? Pouco importa. É uma metáfora. Metáforas não se explicam, elas são feitas para que possamos conversar e criar atitudes. Se pudermos explicar uma metáfora, ela já não é mais metáfora, já se literalizou e, inclusive perdeu sua força metafórica. Esta é a parte mais difícil dos alunos de medicina entenderem – principalmente se são bons alunos. O bom aluno, de mentalidade científica, fica irritado – e realmente deve ficar – por não conseguir entender as práticas alternativas. Em geral, quando começam explicar tais práticas, já perderam a capacidade de aprende-las. Poucos médicos teóricos são bons massagistas ou “terapeutas com as mãos”.

Todavia, velhos médicos usavam do toque para diagnosticar e, sem o saber, eram bons “curadores” por causa disso. Curavam no diagnótico! O toque, não raro, servia como cura, ou o menos como acalento. Isto é possível de ser entendido pelo bom aluno de medicina: a antropologia e a psicologia explicam como que nosso passado coletivo, talvez arraigado ainda em toda uma estrutura corporal que Darwin e outros mostraram como evolutiva, tenha como básico as formas de aconchego que vemos nos monos e em tribos primitivas. O que importa aqui é que o aconchego diminui o stress (já pegaram um gatinho perdido na rua, deram leite e carinho físico? Depois disso, o que ocorre? Ele dorme e ronrona) e cria condições de auto-recuperação.

Fluxo de energia – a idéia metafórica – e contato físico – a idéia que a ciência consegue senão explicar ao menos falar algo razoável – são os elementos básicos da “cura pelas mãos”.

Todavia, falta um terceiro elemento: a palavra. Sem ela, as chances da terapia ficam pela metade.

A palavra, nos casos, é som: antes de tudo é, também, um contato físico. O timbre da voz importa na massagem dos tímpanos. O timbre da voz importa na massagem do ego, capaz também de trazer à tona tudo que é bom ou ruim da infância, e que estava adormecido. Mas a palavra é, também, mensagem: pode trazer o universo de experiências do paciente para um novo universo de experiências. As velhas experiências boas do passado devem surgir no momento da boa experiência que o corpo passa ao ser tocado. Em geral, essa acoplagem entre uma constelação de velhos e bons significados em conjunto com a significação do discurso que o terapeuta faz no momento mesmo da “cura pelas mãos”, é um ponto fundamental do processo terapêutico. Os linguístas e filósofos podem explicar isso. Os médicos, menos. O terapeuta não precisa explicar, ele tem apenas de ser apto em lançar palavras que criem imagens de prazer, de êxito, e que sejam coadunáveis com a forma e a pressão de seu toque. Os bons religiosos e curadores sempre souberam disso.

Esses elementos todos, quando encontram em um ser humano um bom artífice, criam todas as condições para a “terapia com as mãos”, sem que seja necessário grandes estudos ou livros.

Paulo Ghiraldelli Jr – Dr. em filosofia pela USP e doutor em filosofia da educação pela PUC-SP.

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