Esta escola substituiu a suspensão por meditação e o resultado foi incrível

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Projeto escolar reúne meditação de atenção plena com profissionais especialistas em comportamento

Não existe detenção na escola Robert W. Coleman, em Baltimore, nos EUA. Em vez de dar broncas nos alunos ou mandá-los para casa, os professores enviam os alunos mais agitados para uma sala de meditação.

Trata-se de um programa escolar chamado Holistic Me, uma iniciatiava em parceria com a ong Holistic Life Foundation que reúne meditação de atenção plena com profissionais especialistas em comportamento. O resultado foi tão impressionante que, desde que implantou o projeto há dois anos, a escola de Baltimore não realizou uma única suspensão.

A ótima estatística da escola é semelhante àquela obtida em uma prisão do Alababa. Em uma entrevista ao jornal The New York Times, o presidente da prisão, Ron Cavanaugh, afirmou que desde que iniciaram um projeto de meditação, os detentos se tornaram aptos a controlar a raiva. A história pode ser vista no documentário The Dhama Brothers.

No dossiê especial sobre meditação, a bióloga do Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein Elisa Kozasa afirmou a GALILEU: “Quem medita com regularidade tende a evitar respostas impulsivas”. Veja as fotos do programa escolar.

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Meditação não apenas reduz estresse, veja como ela muda o seu cérebro

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Sara Lazar

Sara Lazar, neurocientista do Hospital Geral de Massachusetts e da Escola de Medicina de Harvard, foi uma das primeiras cientistas a aceitar as subjetivas reinvindicações a respeito dos benefícios da meditação e atenção plena e a testa-los com o uso de tomógrafos computadorizados. O que ela encontrou a surpreendeu – que a meditação pode, literalmente, mudar seu cérebro. Ela explica:

P: Porque você começou a prestar atenção para a meditação, atenção plena e o cérebro?

Lazar: Eu e uma amiga estávamos treinando para a maratona de Boston. Tive algumas lesões por esforço e procurei um fisioterapeuta, que me disse para parar de correr e apenas fazer alongamentos. Então comecei a praticar ioga como forma de fisioterapia. Percebi que era muito poderoso, que eu tinha benefícios reais, então fiquei interessada em saber como funcionava.

A professora de ioga usou de vários argumentos, dizendo que a ioga iria aumentar a compaixão e abrir o coração. E eu pensei: “ok,ok,ok, estou aqui para alongar”. Mas comecei a perceber que eu estava mais calma. Estava mais apta a lidar com situações mais difíceis. Estava mais compassiva e com o coração mais aberto, e capaz de ver as coisas pelo ponto de vista dos outros.

Pensei, talvez fosse apenas uma resposta placebo. Mas então fiz uma pesquisa bibliográfica da ciência, e vi evidências de que a meditação havia sido associada à diminuição do estresse, da depressão, ansiedade, dor e insônia, e ao aumento da qualidade de vida.

A essa altura, estava fazendo meu PhD em biologia molecular. Então simplesmente resolvi mudar e comecei a fazer essa pesquisa como um pós- doutorado.

P: Como você fez essa pesquisa?

Lazar: O Primeiro estudo avaliou meditadores de longa data versus um grupo controle. Descobrimos que os meditadores de longa data tem a massa cinzenta aumentada na região da ínsula e regiões sensoriais do córtex auditivo e o sensorial. O que faz sentido. Quando você tem atenção plena, você está prestando atenção à sua respiração, aos sons, a experiência do momento presente, e fechando as portas da cognição. É lógico que seus sentidos sejam ampliados.

Também descobrimos que eles tem mais massa cinzenta no córtex frontal, o que é associado à memória de trabalho e a tomada de decisões administrativas.

Já está provado que nosso córtex encolhe à medida que envelhecemos – se torna mais difícil entender as coisas e se lembrar das coisas. Mas nessa região do córtex pré-frontal, meditadores com 50 anos de idade tinham a mesma quantidade de massa cinzenta que pessoas de 25 anos.

Então a primeira pergunta foi, bem, talvez as pessoas com mais massa cinzenta no estudo já tivessem mais massa cinzenta antes de terem começado a meditar. Então fizemos um segundo estudo.

Pegamos pessoas que nunca tinham meditado antes, e colocamos um grupo deles em um programa de oito semanas de atenção plena com foco na redução de estresse.

P: O que você descobriu?

Lazar: Descobrimos diferenças no volume do cérebro depois de oito semanas em cinco regiões diferentes dos cérebros dos dois grupos. No grupo que aprendeu meditação, encontramos um aumento do volume em quatro regiões:

1. A diferença principal encontramos no giro cingulado posterior, o qual está relacionado às lembranças e auto- regulação.
2. O hipocampo da esquerda, o qual dá suporte ao aprendizado, cognição, memória e regulação emocional.
3. A junção temporoparietal, ou JTP, à qual está associada a tomada de decisões, empatia e compaixão.
4. Uma área do tronco do cérebro chamada de Ponte, onde muitos neurotransmissores reguladores são produzidos.

A amigdala, a parte do cérebro responsável pelo instinto de ataque ou fuga, e que é importante nos aspectos da ansiedade, medo e estresse em geral. Essa área ficou menor no grupo que participou do programa de oito semanas de atenção plena com foco na redução de estresse.

A alteração na amigdala também foi associada a uma redução nos níveis de estresse.

P: Então por quanto tempo alguém precisa meditar até que comece a ver mudanças no seu cérebro?

Lazar: Nossos dados mostram mudanças no cérebro após apenas oito semanas.

Em um programa de atenção plena com foco na redução de estresse, nossos pesquisados participaram de uma aula por semana. Eles receberam uma gravação e foram solicitados a praticar por 40 minutos por dia em casa. E foi assim.

P: Então, 40 minutos por dia?

Lazar: Bem, foi altamente variável no estudo. Algumas pessoas praticaram 40 minutos todos os dias. Algumas praticaram menos. Algumas apenas umas duas vezes na semana.

No meu estudo, a média foi de 27 minutos por dia. Ou em torno de meia hora por dia.

Ainda não existem dados suficientes sobre quanto alguém precise praticar para se beneficiar.

Professores de meditação lhe dirão, apesar de não existir absolutamente nenhuma base científica para isso, que comentários de estudantes sugerem que 10 minutos por dia podem trazer benefícios subjetivos. Ainda precisamos testar.

Nós estamos apenas começando um estudo que, com grande esperança, nos permitirá acessar quais são os significados funcionais dessas mudanças. Estudos de outros cientistas mostraram que a meditação pode melhorar a atenção e a habilidade de regular a emoção. Mas a maioria dos estudos não foi com neuroimagens. Então agora estamos esperançosos em trazer o aspecto comportamental e a ciência da neuroimagem para trabalharem juntos.

Q: A partir do que já sabemos da ciência, o que você encorajaria os leitores a fazer?

Lazar: Atenção plena é similar a um exercício. É uma forma de exercício mental, na realidade. E assim como o exercício melhora a saúde, nos ajuda a administrar melhor o estresse e promove longevidade, a meditação se propõe a partilhar alguns desses mesmos benefícios.

Mas, assim como o exercício, não pode curar tudo. Então, a ideia é de ser útil como uma terapia de apoio. Não é uma coisa em separado. Já foi usado com muitos outros distúrbios e os resultados variam tremendamente – impactam alguns sintomas, mas não todos. Os resultados são às vezes modestos. E não funciona para todos.

Ainda está muito cedo para se tentar concluir o que a meditação pode ou não fazer.

P: Então, sabendo-se das limitações, o que você sugeriria?

Lazar: Parece sim ser benéfico para a maioria das pessoas. A coisa mais importante, se você for tentar fazer, é encontrar um bom professor. Porque é simples, mas também é complexo. Você precisa entender o que está acontecendo na sua mente. Um bom professor não tem preço.

P: Você medita? E você tem um professor?

Lazar: Sim e sim.

P: Que diferença fez em sua vida?

Lazar: Tenho feito isso por 20 anos, então tem uma influência profunda em minha vida. Dá muito “chão” (ancoragem). Reduz o estresse. Me ajuda a pensar mais claramente. É maravilhoso para interações interpessoais. Tenho mais empatia e compaixão pelas pessoas.

P: Qual a sua prática pessoal?

Lazar: Altamente variável. Alguns dias pratico 40 minutos. Alguns dias cinco minutos. Alguns dias não pratico nada. É muito parecido com exercício. Exercitar-se três vezes por semana é maravilhoso. Mas se tudo o que você pode fazer é se exercitar um pouquinho todos os dias, isso também é uma coisa boa. Tenho certeza de que se praticasse mais me beneficiaria mais. Não tenho ideia se estou tendo mudanças no meu cérebro ou não. E é isso que funciona para mim nesse momento.

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Meditação coletiva reduz criminalidade em nível nacional

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Meditação contra a violência

Pode um grande grupo de meditação, usando apenas sua concentração, reduzir a taxa de crimes no país?

Pode, e de maneira significativa, de acordo com o mais recente de uma série de estudos que avaliam mais de uma década de experimentos envolvendo um programa avançado da Meditação Transcendental voltado especificamente para reduzir a violência social.

A análise foi feita por pesquisadores da Universidade de Administração Maharishi (EUA), que compararam dados de um programa de meditação chamado MT-Sidhis e as taxas de violência entre os anos de 2002 e 2010.

Para o período 2007-2010, quando houve um grupo grande o suficiente de meditadores, a análise estatística detectou uma diminuição significativa tanto na taxa nacional de homicídios como na taxa de crimes violentos urbanos, em comparação com as tendências durante o período de referência 2002-2006, que contou com um menor número de meditadores.

Redução na criminalidade

A queda na taxa de crimes violentos foi de 18,5% (4,6% ao ano). O estudo encontrou uma mudança muito significativa, de uma tendência estável no período 2002-2006, para uma tendência de queda no período 2007-2010, em uma amostra nacional de 206 áreas urbanas com uma população de mais de 100.000 habitantes cada uma.

A queda total na taxa de homicídios em relação à taxa de referência média foi de 21,2% durante o período de intervenção de quatro anos (5,3% por ano). A análise dos dados mensais mostrou que a tendência de aumento no número de homicídios nos Estados Unidos durante o período de referência 2002-2006 foi invertida durante o período de intervenção 2007-2010.

Meditação coletiva reduz criminalidade em nível nacional 1

Os pesquisadores estimam que foram evitadas 8.157 mortes pela significativa inversão da tendência ascendente para a tendência de queda nas taxas de homicídio.

Ganhos previstos

O trabalho é ainda mais significativo porque não se trata de uma mera análise estatística de dados passados.

As previsões foram anunciadas à imprensa e a outros cientistas em julho de 2006, com os pesquisadores, baseando-se em estudos anteriores, prevendo que haveria diminuições significativas de crimes violentos quando o grupo de meditadores fosse igual ou excedesse o limite teórico da raiz quadrada de 1% da população dos EUA.

Em janeiro de 2007, o grupo excedeu o tamanho necessário de 1.725 participantes e manteve-se acima ou próximo desse nível até 2010.

Os dados confirmaram as previsões iniciais.

Campo de consciência

“Eu entendo que esta é uma nova hipótese nas ciências sociais, que a meditação pode ter o efeito de redução do estresse e da criação de coerência na sociedade”, disse o principal autor do trabalho, Michael Dillbeck. “No entanto, este tipo de pesquisa sugere cada vez mais que há um efeito de campo de consciência. Se você pode obter um grupo grande o suficiente para que pratiquem juntos esta técnica e experimentem a qualidade de campo da consciência, esses efeitos de ‘tipo campo’ são expressos na sociedade”.

Os “efeitos tipo campo” são uma comparação com os campos da física, como campos elétricos ou magnéticos, que se espalham pelo espaço seguindo leis bem definidas.

A hipótese de um efeito de campo de consciência significa que há uma conexão subjacente entre os indivíduos, da mesma forma que a física descobriu mais unidade sob a diversidade de campos de matéria e energia. Quanto mais o campo subjacente é avivado, maior a influência unificadora de paz e harmonia nos níveis de superfície da vida.

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Meditação altera fisicamente seu cérebro

Sara Lazar, neurocientista do Massachusetts General Hospital e Harvard Medical School, foi uma das primeiras cientistas a analisar os efeitos da meditação no cérebro. O que ela encontrou a surpreendeu – que a meditação pode literalmente mudar seu cérebro. Ela explica:

Q: Por que você começou a pesquisar sobre meditação e os efeitos da prática no cérebro?

Lazar: Um amigo e eu estávamos treinando para a maratona de Boston. Eu tive algumas lesões na corrida, então fui a um fisioterapeuta que me disse para parar de correr e começar a me alongar. Então eu comecei a praticar yoga como uma forma de terapia física. Eu comecei a perceber que era algo muito poderoso, que tinha benefícios reais, então fiquei interessada em saber como aquilo funcionava. O professor de yoga fez todos os tipos de alegações, que a ioga iria aumentar sua compaixão e abrir seu coração. E eu pensava: ‘Yeah, yeah, yeah, eu estou aqui para alongar.” Mas eu comecei a perceber que eu estava mais calma. Eu era mais capaz de lidar com situações mais difíceis. Eu estava mais compassiva e de coração aberto, e capaz de ver as coisas do ponto de vista dos outros. Eu pensei, talvez fosse apenas efeito placebo. Mas então eu fiz uma pesquisa bibliográfica da ciência e vi evidências de que a meditação estava sendo associada com diminuição do estresse, diminuição da depressão, ansiedade, dor e insônia, e um aumento da qualidade de vida. Nesse ponto, eu estava fazendo meu PhD em biologia molecular. Então, eu mudei e comecei a fazer esta pesquisa como um pós-doutorado.

Q: Como você fez a pesquisa?

Lazar: O primeiro estudo analisou os meditadores experientes versus um grupo de controle. Descobrimos que os meditadores experientes têm uma maior quantidade de matéria cinzenta na ínsula e regiões sensoriais do córtex auditivo, e sensorial. O que faz sentido. Quando você está consciente, você está prestando atenção à sua respiração, aos sons, à experiência do momento presente, e reduzindo a cognição, seus sentidos ficam mais aguçados.Também descobrimos que tinham mais matéria cinzenta no córtex frontal, que está associada com memória de trabalho e tomada de decisões executivas.É bem documentado que nosso córtex encolhe à medida que envelhecemos – é mais difícil de entender as coisas e lembrar coisas. Mas nesta região do córtex pré-frontal, meditadores com 50 anos de idade apresentaram a mesma quantidade de matéria cinzenta de jovens de 25 anos. Pegamos pessoas que nunca tinham meditado antes, e as colocamos em um grupo de um programa de redução de estresse baseada em práticas meditativas de atenção plena com duração de 8 semanas.

Q: O que descobriram?

Lazar: Encontramos diferenças no volume cerebral após oito semanas em cinco regiões diferentes nos cérebros nos dois grupos. No grupo que aprendeu meditação, encontramos espessamento em quatro regiões:

1. A diferença principal, encontramos no cingulado posterior, que está envolvido em divagações mentais, e auto relevância.

2. O hipocampo esquerdo, que auxilia na aprendizagem, cognição, memória e regulação emocional.

3. A junção temporo parietal, ou TPJ, que está associado com a tomada de perspectiva, empatia e compaixão.

4. Uma área da haste do cérebro chamada de Pons, onde uma grande quantidade de neurotransmissores reguladores são produzidos.

A amígdala, a parte de lutar ou fugir do cérebro que é responsável pela ansiedade, medo e estresse em geral. Essa área diminuiu de tamanho no grupo que passou pelo programa de redução de estresse baseado em meditação de atenção plena. A mudança na amígdala também se correlacionou com uma redução nos níveis de stress.

Q: Então, quanto tempo é que alguém tem que meditar antes de começar a ver mudanças em seu cérebro?

Lazar: Nossos dados mostram mudanças no cérebro após apenas oito semanas. Em um programa de redução de estresse baseado na meditação de atenção plena, nossos participantes faziam uma aula semanal. Eles receberam uma gravação e foi dito para que praticassem por 40 minutos por dia em casa. E é isso.

Q: Então, 40 minutos por dia?

Lazar: Bem, foi altamente variável no estudo. Algumas pessoas praticavam 40 minutos praticamente todos os dias. Algumas pessoas praticavam menos. Alguns apenas um par de vezes por semana. Em meu estudo, a média foi de 27 minutos por dia. Ou cerca de meia hora por dia.

Q: Dado o que sabemos a partir da ciência, o que você incentiva os leitores a fazer?

Lazar: Meditação é como exercício. É uma forma de exercício mental, treino da mente, realmente. E assim como o exercício aumenta a saúde, ajuda-nos a lidar com o estresse melhor e promove a longevidade, meditação pretende conferir alguns desses mesmos benefícios. Mas, cientificamente, ainda é cedo para tentar descobrir o que a prática pode ou não pode proporcionar. Parece ser benéfico para a maior parte das pessoas. A coisa mais importante se você quer tentar, é: encontrar um bom professor. Porque é simples, mas também complexo. Você tem que entender o que está acontecendo em sua mente. Um bom professor é fundamental.

Q: Você medita? E você tem um professor?

Lazar: Sim e sim.

Q: Que diferença isso fez na sua vida?

Lazar: Eu venho praticando há 20 anos, por isso teve uma influência muito profunda em minha vida. É muito fundamental. Estresse foi reduzido, me ajuda a pensar com mais clareza. É ótimo para relações interpessoais. Eu tenho mais empatia e compaixão pelas pessoas.

Quer Começar a Meditar?

Reunimos abaixo, alguns vídeos e posts com instruções e explicações sobre a prática. No final, também recomendamos alguns livros.

Começando a Meditar, Primeiro Passo | Jetsunma Tenzin Palmo

“Vamos começar de onde estamos. E vamos começar com o que somos. Não adianta querer ser outra pessoa, não é bom fantasiar sobre como seria se fôssemos assim ou assado. Temos que começar do aqui e do agora, na situação em que estamos. Temos que lidar com nossa família, com os amigos e com todos que encontramos. Esse é o desafio. Às vezes evitamos as circunstâncias atuais e achamos que seguramente encontraremos a situação perfeita em algum outro lugar. Mas isso nunca vai acontecer. Nunca haverá um momento e um lugar ideais, porque levamos conosco a mesma mente a todos os lugares. O problema não está lá fora, em geral o problema está dentro de nós. E por isso precisamos cultivar a transformação interior. Uma vez que tenhamos desenvolvido a mudança interna, podemos lidar com o que quer que aconteça.” — Jetsunma Tenzin Palmo no livro NO CORAÇÃO DA VIDA

Meditação com Jeanne Pilli

“William James disse que aquilo o que prestamos atenção a cada momento é nossa realidade. Então, o que compõe o nosso mundo real é aquilo o que prestamos atenção. Na cultura ocidental principalmente, na mídia, focamos muito no negativo, as pessoas sentem mais atraidas ao negativo, tenho a impressão que esse hábito se deve a um pensamento que ao ver o negativo talvez pudéssemos evitar que isso acontecesse conosco, uma espécie de controle ”Vou descobrir como fulano morreu pra poder evitar que aconteça comigo”. Mas o que acontece é que isso vira nossa realidade. Então como podemos escolher isso? Então, deveríamos nos alegrar com as coisas da vida, focar com as alegrias. Isso pode parecer que estamos falando em colocar óculos cor de rosa. Mas não é o caso. Estamos apenas tentando equilibrar o jogo, já que o negativo já é tão presente. Focar no positivo e nas coisas positivas, o outro lado nos puxa tanto que é preciso equilibrar-mos. É possível escolher o que vamos por em nosso mundo interino, que tipo de visão queremos ter do mundo. A meditação é como estivéssemos dando um tempo entre um estimulo e nossa reação. Enquanto não tivermos um pouquinho desse treino, seguiremos responsivamente todos estímulos que chegarem para nós, como se não tivéssemos chances de ver. Respondendo apenas a urgências, nossas e dos outros. Nós podemos dar uma ‘paradinha’ antes de sermos reativos, antes de agir responsivamente, antes de responder. Essa ‘paradinha’ é fundamental para ver o que é importante.” — Jeanne Pilli

Práticas guiadas: ouça clicando aqui, uma Meditação Guiada para cultivar o relaxamento, e aqui uma meditação guiada para cultivo da estabilidade.

MAIS VÍDEOS:

Para começar a meditar

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Meditação supera largamente placebo na redução da dor

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Meditação é mais do que placebo

Pesquisadores do Centro Médico Wake Forest, nos EUA, acrescentaram mais um dado ao crescente corpo de evidências experimentais de que a meditação reduz a dor de forma significativamente mais eficaz do que o placebo.

A equipe do professor Fadel Zeidan, que já havia demonstrado que a meditação melhora o raciocínio em apenas quatro dias, fundamentou este novo estudo nas técnicas tradicionalmente usadas pela neurologia.

Usando imagens do cérebro, a equipe mostrou que a meditação produz padrões de atividade no cérebro muito diferentes daqueles produzidos pelo placebo quando ambos estavam sendo usados para tentar reduzir a dor dos pacientes.

“Ficamos completamente surpreendidos com os resultados”, disse o professor Zeidan. “Pensávamos que haveria alguma sobreposição nas regiões do cérebro entre a meditação e o placebo, mas os resultados deste estudo fornecem novas evidências objetivas de que a meditação da mente alerta reduz a dor de um modo único.”

Áreas do cérebro ativadas pela meditação

O grupo da meditação relatou que a intensidade da dor reduziu-se em 27%, enquanto o aspecto emocional da dor reduziu-se em 44% – doía menos e a dor parecia importar menos, respectivamente.

Em contraste, o placebo reduziu a sensação da dor em 11% e o aspecto emocional da dor em 13%.

Mas o monitoramento por neuroimagens mostrou que os efeitos envolveram partes diferentes do cérebro.

“Os exames de ressonância magnética mostraram pela primeira vez que a meditação da mente alerta produz padrões de atividade cerebral que são diferentes daqueles produzidos pelo placebo,” disse Zeidan.

A meditação reduziu a dor ativando regiões do cérebro (córtex cingulado anterior e orbitofrontal) associadas com o autocontrole, enquanto o placebo reduziu a dor atuando nas áreas de processamento da dor (córtex somatossensorial secundário).

Outra região do cérebro, o tálamo, foi “desativada” durante a meditação, ficando ativada durante todas as outras situações. Essa região do cérebro serve como um portal que determina se a informação sensorial tem permissão para chegar aos centros cerebrais superiores. Ao desativar esta área, a meditação pode ter feito os sinais sobre a dor simplesmente desaparecerem, disse Zeidan.

Vencendo os céticos

Os resultados ajudam a desbancar um dos argumentos preferidos dos cientistas mais conservadores, geralmente afeitos a tratamento medicamentosos, de que a meditação apenas induziria um “efeito psicológico” similar ao placebo.

Já os cientistas que estão fazendo o conhecimento avançar já possuem teorias explicando como a meditação funciona, uma vez que outros experimentos já haviam mostrado efeitos neurológicos no cérebro induzidos pela meditação.

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Veja o que acontece com o seu sistema gastrointestinal quando você medita

Veja o que acontece com o seu sistema gastrointestinal quando você medita

Não muito tempo atrás, um estudo de oito semanas realizado por pesquisadores de Harvard em Massachusetts, no General Hospital determinou que a meditação literalmente reconstrói a massa cinzenta em apenas oito semanas.

Esse foi o primeiro estudo a documentar que a meditação produz mudanças ao longo do tempo na matéria cinzenta do cérebro. Recentemente, eles lançaram outro estudo mostrando que a meditação pode ter um impacto significativo em sintomas clínicos de distúrbios gastrointestinais, síndrome do intestino irritável (SII) e doença inflamatória intestinal (DII). O estudo mostrou que a resposta ao relaxamento (um estado físico de descanso profundo que muda as respostas físicas e emocionais ao estresse) é uma ajuda muito grande. O estudo saiu do Instituto Benson-Henry para Mind Body Medicine em Massachusetts General Hospital (MGH) e Beth Israel Deaconess Medical Center (BIDMC).

Este é o primeiro estudo em que a utilização da “resposta de relaxamento” foi examinada nestes distúrbios, e o primeiro para investigar os efeitos genômicos da resposta de relaxamento em indivíduos com qualquer transtorno. O relatório foi publicado na revista PLoS-One. Tendo em conta os dois estudos citados acima, e todos os outros benefícios de saúde documentados da meditação deve abrir a porta para mais estudos para examinar os benefícios da meditação para uma ampla gama de doenças.

“Nossos resultados sugerem possibilidades excitantes para desenvolver e implementar este tratamento em um grupo maior de pacientes com doença gastrointestinal.”
“Vários estudos descobriram que as técnicas de gerenciamento de estresse e outras intervenções psicológicas podem ajudar os pacientes com SII, pelo menos no curto prazo, alguns estudos sugeriram benefícios potenciais. O que é novo sobre o nosso estudo é a demonstração do impacto de uma intervenção mente/corpo sobre os genes que controlam a fatores inflamatórios estão desempenhando um papel muito importante nas curas das doenças inflamatórias intestinais e, possivelmente, em IBS”.

A ciência tem nos mostrado que o estresse intensifica estes sintomas, razão pela qual este estudo sobre meditação e estas doenças detém uma grande importância. A resposta de relaxamento tem sido objeto de vários estudos que mostram claramente que a sua prática regular (induzido pela meditação) afeta diretamente fatores fisiológicos, como o consumo de oxigênio, freqüência cardíaca, pressão arterial e, novamente, o stress e a ansiedade. Foi descrita pela primeira vez há 40 anos por Herbert Benson, diretor emérito do Instituto Benson-Henry e co-autor do estudo apresentado neste artigo. O estudo teve 48 participantes adultos, com 19 deles sendo diagnosticado com IBS e 29 com IBD. Houve treinamento semanal em resposta de relaxamento de 15 a 20 minutos por dia.

Um equívoco comum sobre meditação é que você tem que sentar uma determinada maneira ou fazer algo em particular para alcançar os vários benefícios que ela pode oferecer. Tudo que você tem a fazer é colocar-se em uma posição que é mais confortável para você. Você poderia estar sentado de pernas cruzadas, deitado em uma cama, sentado em um sofá etc, a escolha é sua. Dito isto, eu não duvido que quem senta-se em uma determinada posição permite que a energia flua mais livremente através de seu corpo, mas acima de tudo (na minha opinião) o conforto é de extrema importância. Não é sobre a tentativa de esvaziar a mente, é sobre a “consciência sem julgamento de sensações, sentimentos e estado de espírito.” Deixe os pensamentos, sentimentos e emoções que surgem apresentar-se, não julgá-los e deixá-los passar. Faça as pazes com o que quer que você está enfrentando. Eu também acredito que a meditação é um estado de ser/mente.

Pode-se estar envolvido em meditação, enquanto você está em uma caminhada, por exemplo, ou antes de dormir. Durante todo o dia, pode-se resistir a julgar os seus pensamentos, deixá-los fluir até que eles não apareçam mais, e que você fique em um estado constante de paz e auto-consciência. Ao contrário da crença popular, não há mais do que uma maneira de meditar.

Fonte: http://www.collective-evolution.com

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Meditação aguça tato igual a treinamento físico

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Meditação centrada no físico

Que as atividades físicas ajudam a manter a mente saudável é algo que já se sabe há muito tempo.

O que se demonstrou agora é que seções de meditação podem otimizar os mecanismos cognitivos e de aprendizado em intensidade similar aos obtidos por meio do treinamento físico.

“Os resultados do nosso estudo questionam o que se sabe sobre os mecanismos de aprendizado no cérebro. Nosso conceito de neuroplasticidade deve ser ampliado, porque a atividade mental parece induzir efeitos de aprendizado similares à estimulação e ao treinamento físico ativos,” disse o professor Hubert Dinse, coordenador da equipe da Universidade Ruhr (Alemanha).

Tato comparável ao de cegos

Todos os participantes praticaram sua meditação estilo Zen durante um retiro espiritual de quatro dias – eram no mínimo oito horas de meditação diárias.

Alguns deles dedicaram duas horas de meditação para focalizar especificamente no dedo indicador da mão direita, tentando se concentrar nas sensações obtidas por esse dedo.

Ao final do retiro, esse grupo apresentou uma melhoria de 17% na capacidade de identificar estímulos pelo indicador, em comparação com os meditadores que não focalizaram as sensações do dedo.

Isto é comparável à melhor acuidade sensorial obtida por pessoas cegas, que varia de 15 a 25% acima da média da população porque seu tato é usado de forma mais intensa do que pelas pessoas que enxergam normalmente.

Neuroplasticidade

A conclusão da equipe é que treinar os sentidos físicos apenas pela meditação produz benefícios comparáveis aos obtidos pelo treinamento físico de longo prazo, conforme feito pelas pessoas cegas.

A diferença deste estudo é que ele se concentrou no uso da meditação para treinar um aspecto físico do corpo – e ainda assim a meditação teve efeito similar ao de treinar fisicamente o corpo.

Os resultados foram publicados na revista Nature Scientific Reports.

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