Praticantes de ioga têm córtex cerebral mais espesso

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Ioga modifica o cérebro

Cientistas brasileiros fizeram imagens do cérebro de idosas praticantes de ioga e descobriram que, em relação a pessoas de mesma idade que não praticam ioga, o córtex pré-frontal esquerdo das praticantes tem maior espessura em regiões do cérebro associadas a funções como atenção e memória.

Os resultados sugerem que a ioga pode funcionar como uma proteção contra o declínio cognitivo na terceira idade.

Com a idade ocorrem mudanças estruturais e funcionais do cérebro e isto frequentemente leva ao declínio cognitivo, incluindo deficiências na atenção e na memória. Uma das mudanças é a redução da espessura do córtex cerebral – ele se torna menos espesso -, o que os cientistas têm associado ao declínio cognitivo.

Então, como podemos retardar ou reverter estas mudanças?

“Da mesma maneira que os músculos, o cérebro também se desenvolve com o treinamento,” explica Elisa Kozasa do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. “Como qualquer prática contemplativa, a ioga tem um componente cognitivo em que atenção e concentração são importantes”.

Vantagens da ioga

Estudos anteriores têm sugerido que a ioga pode trazer benefícios à saúde similares ao exercício aeróbico, e que praticantes de ioga têm mostrado melhoras na consciência, atenção e memória. Idosos com declínio cognitivo leve têm também apresentado melhoras de seus sintomas após um breve treinamento em ioga.

O que aos poucos está-se revelando é que a prática de ioga por vários anos remodela o cérebro de forma significativa, compensando algumas das mudanças que acontecem no cérebro com o envelhecimento. Eram essas mudanças que o grupo brasileiro queria aferir, documentando se praticantes de ioga teriam diferenças em termos da estrutura cerebral em comparação a idosos saudáveis, que nunca praticaram ioga.

“Nós encontramos maior espessura cortical no córtex pré-frontal esquerdo nas praticantes de ioga, em regiões associadas com funções cognitivas como a atenção e memória,” menciona o pesquisador Rui Afonso.

Como os grupos de praticantes e de não praticantes observados nos experimentos foram muito bem pareados em termos de outros fatores que podem modificar a estrutura cerebral, como níveis educacionais e condições como a depressão, a prática da ioga parece ser o fator subjacente à diferença estrutural do cérebro, afirmaram os pesquisadores.

O estudo foi publicado na revista Frontiers in Aging Neuroscience.

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Meditação e Tai Chi inibem genes da inflamação

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Meditação altera DNA

A meditação e o Tai Chi não servem apenas para acalmar a mente ou exercitar o corpo – eles também afetam nosso DNA.

Novas evidências comprovam que essas e outras “práticas corpo-mente” atenuam a atividade dos genes associados à inflamação, essencialmente revertendo o dano molecular causado pelo estresse.

Embora existam muitas evidências de que práticas como a meditação da mente alerta aliviam o estresse e protegem contra doenças que vão da artrite à demência, os avanços na tecnologia de pesquisa laboratorial estão permitindo agora demonstrar como essas práticas fazem seu caminho da mente para o corpo.

Um desses avanços recentes está permitindo estudar os padrões de atividade genética dentro das células, abrindo caminho para investigar como a paz interna pode influenciar o sistema imunológico e o risco de doenças.

Genes da inflamação

A equipe da professora Ivana Buric, da Universidade de Coventry (Reino Unido), realizou agora a primeira revisão sistemática de todos os estudos anteriores na área, feitos por cientistas de todo o mundo. Foram analisados 18 ensaios, envolvendo 846 participantes, que vão desde um estudo de Qigong feito em 2005 até um experimento feito em 2014 que avaliou se o Tai Chi influencia a atividade gênica em pessoas com insônia.

Embora a qualidade dos estudos tenha se mostrado variável e os resultados complexos, Buric diz que foi possível detectar um padrão geral claro: Os genes relacionados à inflamação tornam-se menos ativos em pessoas que praticam intervenções mente-corpo.

Os genes controlados por uma proteína essencial, que atua como uma “chave” que liga a inflamação – chamada NF-?B – parecem ser particularmente afetados.

Meditação contra inflamação crônica

A inflamação é a primeira linha de defesa do corpo contra infecções e lesões, mas pode danificar o corpo se ficar acionada tempo demais. Acredita-se que ela seja uma rota importante pela qual o estresse psicológico pode aumentar o risco de desenvolver uma doença.

A inflamação crônica está associada ao aumento do risco de distúrbios psiquiátricos, condições autoimunes, como asma e artrite, doenças cardiovasculares, doenças neurodegenerativas e alguns tipos de câncer.

Os resultados da análise sugerem que intervenções mente-corpo, como a meditação e o Tai Chi podem ajudar a reduzir esse risco de distúrbios relacionados à inflamação, diz Buric: “E não apenas psicológicos, mas mesmo os físicos, como asma ou artrite”.

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Deixar a mente vagar não é apenas uma falha cognitiva

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Imaginação proveitosa

Embora deixar a mente vagar seja tipicamente considerado pelos cientistas como um lapso na atenção, na verdade quando nós nos deixamos levar por pensamentos, ficando absortos de uma maneira deliberada, isto se traduz em uma maior eficácia no processamento em sistemas do cérebro envolvidos no controle cognitivo.

Isto pode explicar por que algumas pessoas se beneficiam em deixar seus pensamentos correrem livres e outras não, afirma uma equipe do Instituto Max Planck para Ciências Humanas Cognitivas (Alemanha) e da Universidade de Iorque (Inglaterra).

Os exames neurológicos mostraram que, nas pessoas que intencionalmente deixam suas mentes vagarem, duas redes neurais importantes passam a se sobrepor de forma ampla, otimizando o funcionamento global.

Os pesquisadores afirmam que isso faz mais sentido do que considerar a imaginação como uma falha de atenção, já que nossos pensamentos de fato nem sempre estão presos aos acontecimentos do momento.

Mente livre

Como as pessoas ficam mais propensas a cometer erros em tarefas específicas assim que perdem a concentração, deixar a mente vagar tem sido interpretado como uma falha no autocontrole.

Mas tudo indica agora que esse fenômeno é mais complexo: além do vaguear involuntário e espontâneo dos nossos pensamentos, deixar a mente livre, solta na imaginação, pode servir como uma espécie de ensaio mental deliberado que nos permite considerar eventos futuros e resolver problemas.

“Nós descobrimos que, nas pessoas que frequente e propositadamente permitem que suas mentes saiam pela tangente, o córtex é mais espesso em algumas regiões pré-frontais.

“Além disso, descobrimos que, em pessoas que deixam intencionalmente a mente vagar, duas redes cerebrais importantes se sobrepõem: a rede de modo padrão, que fica ativa quando focamos em informações da memória, e a rede fronto-parietal, que estabiliza nosso foco e inibe estímulos irrelevantes como parte do nosso sistema de controle cognitivo,” explicou o professor Johannes Golchert.

Imaginação com controle

Embora ambas as redes afetadas estejam fortemente ligadas entre si, a rede de controle pode influenciar os nossos pensamentos, ajudando-nos a focar em nossos objetivos de uma forma mais estável. Isso pode ser visto como evidência de que nosso controle mental não é prejudicado quando deixamos nossa mente vagar deliberadamente, defende a equipe.

“Soltar a mente não deve ser considerado apenas como algo perturbador. Se você é capaz de controlar isso até certo ponto, ou seja, suprimi-lo quando necessário, e deixá-lo correr livre quando possível, então você pode aproveitá-lo ao máximo,” disse Golchert.

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Esta escola substituiu a suspensão por meditação e o resultado foi incrível

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Projeto escolar reúne meditação de atenção plena com profissionais especialistas em comportamento

Não existe detenção na escola Robert W. Coleman, em Baltimore, nos EUA. Em vez de dar broncas nos alunos ou mandá-los para casa, os professores enviam os alunos mais agitados para uma sala de meditação.

Trata-se de um programa escolar chamado Holistic Me, uma iniciatiava em parceria com a ong Holistic Life Foundation que reúne meditação de atenção plena com profissionais especialistas em comportamento. O resultado foi tão impressionante que, desde que implantou o projeto há dois anos, a escola de Baltimore não realizou uma única suspensão.

A ótima estatística da escola é semelhante àquela obtida em uma prisão do Alababa. Em uma entrevista ao jornal The New York Times, o presidente da prisão, Ron Cavanaugh, afirmou que desde que iniciaram um projeto de meditação, os detentos se tornaram aptos a controlar a raiva. A história pode ser vista no documentário The Dhama Brothers.

No dossiê especial sobre meditação, a bióloga do Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein Elisa Kozasa afirmou a GALILEU: “Quem medita com regularidade tende a evitar respostas impulsivas”. Veja as fotos do programa escolar.

http://revistagalileu.globo.com

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Meditação não apenas reduz estresse, veja como ela muda o seu cérebro

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Sara Lazar

Sara Lazar, neurocientista do Hospital Geral de Massachusetts e da Escola de Medicina de Harvard, foi uma das primeiras cientistas a aceitar as subjetivas reinvindicações a respeito dos benefícios da meditação e atenção plena e a testa-los com o uso de tomógrafos computadorizados. O que ela encontrou a surpreendeu – que a meditação pode, literalmente, mudar seu cérebro. Ela explica:

P: Porque você começou a prestar atenção para a meditação, atenção plena e o cérebro?

Lazar: Eu e uma amiga estávamos treinando para a maratona de Boston. Tive algumas lesões por esforço e procurei um fisioterapeuta, que me disse para parar de correr e apenas fazer alongamentos. Então comecei a praticar ioga como forma de fisioterapia. Percebi que era muito poderoso, que eu tinha benefícios reais, então fiquei interessada em saber como funcionava.

A professora de ioga usou de vários argumentos, dizendo que a ioga iria aumentar a compaixão e abrir o coração. E eu pensei: “ok,ok,ok, estou aqui para alongar”. Mas comecei a perceber que eu estava mais calma. Estava mais apta a lidar com situações mais difíceis. Estava mais compassiva e com o coração mais aberto, e capaz de ver as coisas pelo ponto de vista dos outros.

Pensei, talvez fosse apenas uma resposta placebo. Mas então fiz uma pesquisa bibliográfica da ciência, e vi evidências de que a meditação havia sido associada à diminuição do estresse, da depressão, ansiedade, dor e insônia, e ao aumento da qualidade de vida.

A essa altura, estava fazendo meu PhD em biologia molecular. Então simplesmente resolvi mudar e comecei a fazer essa pesquisa como um pós- doutorado.

P: Como você fez essa pesquisa?

Lazar: O Primeiro estudo avaliou meditadores de longa data versus um grupo controle. Descobrimos que os meditadores de longa data tem a massa cinzenta aumentada na região da ínsula e regiões sensoriais do córtex auditivo e o sensorial. O que faz sentido. Quando você tem atenção plena, você está prestando atenção à sua respiração, aos sons, a experiência do momento presente, e fechando as portas da cognição. É lógico que seus sentidos sejam ampliados.

Também descobrimos que eles tem mais massa cinzenta no córtex frontal, o que é associado à memória de trabalho e a tomada de decisões administrativas.

Já está provado que nosso córtex encolhe à medida que envelhecemos – se torna mais difícil entender as coisas e se lembrar das coisas. Mas nessa região do córtex pré-frontal, meditadores com 50 anos de idade tinham a mesma quantidade de massa cinzenta que pessoas de 25 anos.

Então a primeira pergunta foi, bem, talvez as pessoas com mais massa cinzenta no estudo já tivessem mais massa cinzenta antes de terem começado a meditar. Então fizemos um segundo estudo.

Pegamos pessoas que nunca tinham meditado antes, e colocamos um grupo deles em um programa de oito semanas de atenção plena com foco na redução de estresse.

P: O que você descobriu?

Lazar: Descobrimos diferenças no volume do cérebro depois de oito semanas em cinco regiões diferentes dos cérebros dos dois grupos. No grupo que aprendeu meditação, encontramos um aumento do volume em quatro regiões:

1. A diferença principal encontramos no giro cingulado posterior, o qual está relacionado às lembranças e auto- regulação.
2. O hipocampo da esquerda, o qual dá suporte ao aprendizado, cognição, memória e regulação emocional.
3. A junção temporoparietal, ou JTP, à qual está associada a tomada de decisões, empatia e compaixão.
4. Uma área do tronco do cérebro chamada de Ponte, onde muitos neurotransmissores reguladores são produzidos.

A amigdala, a parte do cérebro responsável pelo instinto de ataque ou fuga, e que é importante nos aspectos da ansiedade, medo e estresse em geral. Essa área ficou menor no grupo que participou do programa de oito semanas de atenção plena com foco na redução de estresse.

A alteração na amigdala também foi associada a uma redução nos níveis de estresse.

P: Então por quanto tempo alguém precisa meditar até que comece a ver mudanças no seu cérebro?

Lazar: Nossos dados mostram mudanças no cérebro após apenas oito semanas.

Em um programa de atenção plena com foco na redução de estresse, nossos pesquisados participaram de uma aula por semana. Eles receberam uma gravação e foram solicitados a praticar por 40 minutos por dia em casa. E foi assim.

P: Então, 40 minutos por dia?

Lazar: Bem, foi altamente variável no estudo. Algumas pessoas praticaram 40 minutos todos os dias. Algumas praticaram menos. Algumas apenas umas duas vezes na semana.

No meu estudo, a média foi de 27 minutos por dia. Ou em torno de meia hora por dia.

Ainda não existem dados suficientes sobre quanto alguém precise praticar para se beneficiar.

Professores de meditação lhe dirão, apesar de não existir absolutamente nenhuma base científica para isso, que comentários de estudantes sugerem que 10 minutos por dia podem trazer benefícios subjetivos. Ainda precisamos testar.

Nós estamos apenas começando um estudo que, com grande esperança, nos permitirá acessar quais são os significados funcionais dessas mudanças. Estudos de outros cientistas mostraram que a meditação pode melhorar a atenção e a habilidade de regular a emoção. Mas a maioria dos estudos não foi com neuroimagens. Então agora estamos esperançosos em trazer o aspecto comportamental e a ciência da neuroimagem para trabalharem juntos.

Q: A partir do que já sabemos da ciência, o que você encorajaria os leitores a fazer?

Lazar: Atenção plena é similar a um exercício. É uma forma de exercício mental, na realidade. E assim como o exercício melhora a saúde, nos ajuda a administrar melhor o estresse e promove longevidade, a meditação se propõe a partilhar alguns desses mesmos benefícios.

Mas, assim como o exercício, não pode curar tudo. Então, a ideia é de ser útil como uma terapia de apoio. Não é uma coisa em separado. Já foi usado com muitos outros distúrbios e os resultados variam tremendamente – impactam alguns sintomas, mas não todos. Os resultados são às vezes modestos. E não funciona para todos.

Ainda está muito cedo para se tentar concluir o que a meditação pode ou não fazer.

P: Então, sabendo-se das limitações, o que você sugeriria?

Lazar: Parece sim ser benéfico para a maioria das pessoas. A coisa mais importante, se você for tentar fazer, é encontrar um bom professor. Porque é simples, mas também é complexo. Você precisa entender o que está acontecendo na sua mente. Um bom professor não tem preço.

P: Você medita? E você tem um professor?

Lazar: Sim e sim.

P: Que diferença fez em sua vida?

Lazar: Tenho feito isso por 20 anos, então tem uma influência profunda em minha vida. Dá muito “chão” (ancoragem). Reduz o estresse. Me ajuda a pensar mais claramente. É maravilhoso para interações interpessoais. Tenho mais empatia e compaixão pelas pessoas.

P: Qual a sua prática pessoal?

Lazar: Altamente variável. Alguns dias pratico 40 minutos. Alguns dias cinco minutos. Alguns dias não pratico nada. É muito parecido com exercício. Exercitar-se três vezes por semana é maravilhoso. Mas se tudo o que você pode fazer é se exercitar um pouquinho todos os dias, isso também é uma coisa boa. Tenho certeza de que se praticasse mais me beneficiaria mais. Não tenho ideia se estou tendo mudanças no meu cérebro ou não. E é isso que funciona para mim nesse momento.

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Meditação coletiva reduz criminalidade em nível nacional

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Meditação contra a violência

Pode um grande grupo de meditação, usando apenas sua concentração, reduzir a taxa de crimes no país?

Pode, e de maneira significativa, de acordo com o mais recente de uma série de estudos que avaliam mais de uma década de experimentos envolvendo um programa avançado da Meditação Transcendental voltado especificamente para reduzir a violência social.

A análise foi feita por pesquisadores da Universidade de Administração Maharishi (EUA), que compararam dados de um programa de meditação chamado MT-Sidhis e as taxas de violência entre os anos de 2002 e 2010.

Para o período 2007-2010, quando houve um grupo grande o suficiente de meditadores, a análise estatística detectou uma diminuição significativa tanto na taxa nacional de homicídios como na taxa de crimes violentos urbanos, em comparação com as tendências durante o período de referência 2002-2006, que contou com um menor número de meditadores.

Redução na criminalidade

A queda na taxa de crimes violentos foi de 18,5% (4,6% ao ano). O estudo encontrou uma mudança muito significativa, de uma tendência estável no período 2002-2006, para uma tendência de queda no período 2007-2010, em uma amostra nacional de 206 áreas urbanas com uma população de mais de 100.000 habitantes cada uma.

A queda total na taxa de homicídios em relação à taxa de referência média foi de 21,2% durante o período de intervenção de quatro anos (5,3% por ano). A análise dos dados mensais mostrou que a tendência de aumento no número de homicídios nos Estados Unidos durante o período de referência 2002-2006 foi invertida durante o período de intervenção 2007-2010.

Meditação coletiva reduz criminalidade em nível nacional 1

Os pesquisadores estimam que foram evitadas 8.157 mortes pela significativa inversão da tendência ascendente para a tendência de queda nas taxas de homicídio.

Ganhos previstos

O trabalho é ainda mais significativo porque não se trata de uma mera análise estatística de dados passados.

As previsões foram anunciadas à imprensa e a outros cientistas em julho de 2006, com os pesquisadores, baseando-se em estudos anteriores, prevendo que haveria diminuições significativas de crimes violentos quando o grupo de meditadores fosse igual ou excedesse o limite teórico da raiz quadrada de 1% da população dos EUA.

Em janeiro de 2007, o grupo excedeu o tamanho necessário de 1.725 participantes e manteve-se acima ou próximo desse nível até 2010.

Os dados confirmaram as previsões iniciais.

Campo de consciência

“Eu entendo que esta é uma nova hipótese nas ciências sociais, que a meditação pode ter o efeito de redução do estresse e da criação de coerência na sociedade”, disse o principal autor do trabalho, Michael Dillbeck. “No entanto, este tipo de pesquisa sugere cada vez mais que há um efeito de campo de consciência. Se você pode obter um grupo grande o suficiente para que pratiquem juntos esta técnica e experimentem a qualidade de campo da consciência, esses efeitos de ‘tipo campo’ são expressos na sociedade”.

Os “efeitos tipo campo” são uma comparação com os campos da física, como campos elétricos ou magnéticos, que se espalham pelo espaço seguindo leis bem definidas.

A hipótese de um efeito de campo de consciência significa que há uma conexão subjacente entre os indivíduos, da mesma forma que a física descobriu mais unidade sob a diversidade de campos de matéria e energia. Quanto mais o campo subjacente é avivado, maior a influência unificadora de paz e harmonia nos níveis de superfície da vida.

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Meditação altera fisicamente seu cérebro

Sara Lazar, neurocientista do Massachusetts General Hospital e Harvard Medical School, foi uma das primeiras cientistas a analisar os efeitos da meditação no cérebro. O que ela encontrou a surpreendeu – que a meditação pode literalmente mudar seu cérebro. Ela explica:

Q: Por que você começou a pesquisar sobre meditação e os efeitos da prática no cérebro?

Lazar: Um amigo e eu estávamos treinando para a maratona de Boston. Eu tive algumas lesões na corrida, então fui a um fisioterapeuta que me disse para parar de correr e começar a me alongar. Então eu comecei a praticar yoga como uma forma de terapia física. Eu comecei a perceber que era algo muito poderoso, que tinha benefícios reais, então fiquei interessada em saber como aquilo funcionava. O professor de yoga fez todos os tipos de alegações, que a ioga iria aumentar sua compaixão e abrir seu coração. E eu pensava: ‘Yeah, yeah, yeah, eu estou aqui para alongar.” Mas eu comecei a perceber que eu estava mais calma. Eu era mais capaz de lidar com situações mais difíceis. Eu estava mais compassiva e de coração aberto, e capaz de ver as coisas do ponto de vista dos outros. Eu pensei, talvez fosse apenas efeito placebo. Mas então eu fiz uma pesquisa bibliográfica da ciência e vi evidências de que a meditação estava sendo associada com diminuição do estresse, diminuição da depressão, ansiedade, dor e insônia, e um aumento da qualidade de vida. Nesse ponto, eu estava fazendo meu PhD em biologia molecular. Então, eu mudei e comecei a fazer esta pesquisa como um pós-doutorado.

Q: Como você fez a pesquisa?

Lazar: O primeiro estudo analisou os meditadores experientes versus um grupo de controle. Descobrimos que os meditadores experientes têm uma maior quantidade de matéria cinzenta na ínsula e regiões sensoriais do córtex auditivo, e sensorial. O que faz sentido. Quando você está consciente, você está prestando atenção à sua respiração, aos sons, à experiência do momento presente, e reduzindo a cognição, seus sentidos ficam mais aguçados.Também descobrimos que tinham mais matéria cinzenta no córtex frontal, que está associada com memória de trabalho e tomada de decisões executivas.É bem documentado que nosso córtex encolhe à medida que envelhecemos – é mais difícil de entender as coisas e lembrar coisas. Mas nesta região do córtex pré-frontal, meditadores com 50 anos de idade apresentaram a mesma quantidade de matéria cinzenta de jovens de 25 anos. Pegamos pessoas que nunca tinham meditado antes, e as colocamos em um grupo de um programa de redução de estresse baseada em práticas meditativas de atenção plena com duração de 8 semanas.

Q: O que descobriram?

Lazar: Encontramos diferenças no volume cerebral após oito semanas em cinco regiões diferentes nos cérebros nos dois grupos. No grupo que aprendeu meditação, encontramos espessamento em quatro regiões:

1. A diferença principal, encontramos no cingulado posterior, que está envolvido em divagações mentais, e auto relevância.

2. O hipocampo esquerdo, que auxilia na aprendizagem, cognição, memória e regulação emocional.

3. A junção temporo parietal, ou TPJ, que está associado com a tomada de perspectiva, empatia e compaixão.

4. Uma área da haste do cérebro chamada de Pons, onde uma grande quantidade de neurotransmissores reguladores são produzidos.

A amígdala, a parte de lutar ou fugir do cérebro que é responsável pela ansiedade, medo e estresse em geral. Essa área diminuiu de tamanho no grupo que passou pelo programa de redução de estresse baseado em meditação de atenção plena. A mudança na amígdala também se correlacionou com uma redução nos níveis de stress.

Q: Então, quanto tempo é que alguém tem que meditar antes de começar a ver mudanças em seu cérebro?

Lazar: Nossos dados mostram mudanças no cérebro após apenas oito semanas. Em um programa de redução de estresse baseado na meditação de atenção plena, nossos participantes faziam uma aula semanal. Eles receberam uma gravação e foi dito para que praticassem por 40 minutos por dia em casa. E é isso.

Q: Então, 40 minutos por dia?

Lazar: Bem, foi altamente variável no estudo. Algumas pessoas praticavam 40 minutos praticamente todos os dias. Algumas pessoas praticavam menos. Alguns apenas um par de vezes por semana. Em meu estudo, a média foi de 27 minutos por dia. Ou cerca de meia hora por dia.

Q: Dado o que sabemos a partir da ciência, o que você incentiva os leitores a fazer?

Lazar: Meditação é como exercício. É uma forma de exercício mental, treino da mente, realmente. E assim como o exercício aumenta a saúde, ajuda-nos a lidar com o estresse melhor e promove a longevidade, meditação pretende conferir alguns desses mesmos benefícios. Mas, cientificamente, ainda é cedo para tentar descobrir o que a prática pode ou não pode proporcionar. Parece ser benéfico para a maior parte das pessoas. A coisa mais importante se você quer tentar, é: encontrar um bom professor. Porque é simples, mas também complexo. Você tem que entender o que está acontecendo em sua mente. Um bom professor é fundamental.

Q: Você medita? E você tem um professor?

Lazar: Sim e sim.

Q: Que diferença isso fez na sua vida?

Lazar: Eu venho praticando há 20 anos, por isso teve uma influência muito profunda em minha vida. É muito fundamental. Estresse foi reduzido, me ajuda a pensar com mais clareza. É ótimo para relações interpessoais. Eu tenho mais empatia e compaixão pelas pessoas.

Quer Começar a Meditar?

Reunimos abaixo, alguns vídeos e posts com instruções e explicações sobre a prática. No final, também recomendamos alguns livros.

Começando a Meditar, Primeiro Passo | Jetsunma Tenzin Palmo

“Vamos começar de onde estamos. E vamos começar com o que somos. Não adianta querer ser outra pessoa, não é bom fantasiar sobre como seria se fôssemos assim ou assado. Temos que começar do aqui e do agora, na situação em que estamos. Temos que lidar com nossa família, com os amigos e com todos que encontramos. Esse é o desafio. Às vezes evitamos as circunstâncias atuais e achamos que seguramente encontraremos a situação perfeita em algum outro lugar. Mas isso nunca vai acontecer. Nunca haverá um momento e um lugar ideais, porque levamos conosco a mesma mente a todos os lugares. O problema não está lá fora, em geral o problema está dentro de nós. E por isso precisamos cultivar a transformação interior. Uma vez que tenhamos desenvolvido a mudança interna, podemos lidar com o que quer que aconteça.” — Jetsunma Tenzin Palmo no livro NO CORAÇÃO DA VIDA

Meditação com Jeanne Pilli

“William James disse que aquilo o que prestamos atenção a cada momento é nossa realidade. Então, o que compõe o nosso mundo real é aquilo o que prestamos atenção. Na cultura ocidental principalmente, na mídia, focamos muito no negativo, as pessoas sentem mais atraidas ao negativo, tenho a impressão que esse hábito se deve a um pensamento que ao ver o negativo talvez pudéssemos evitar que isso acontecesse conosco, uma espécie de controle ”Vou descobrir como fulano morreu pra poder evitar que aconteça comigo”. Mas o que acontece é que isso vira nossa realidade. Então como podemos escolher isso? Então, deveríamos nos alegrar com as coisas da vida, focar com as alegrias. Isso pode parecer que estamos falando em colocar óculos cor de rosa. Mas não é o caso. Estamos apenas tentando equilibrar o jogo, já que o negativo já é tão presente. Focar no positivo e nas coisas positivas, o outro lado nos puxa tanto que é preciso equilibrar-mos. É possível escolher o que vamos por em nosso mundo interino, que tipo de visão queremos ter do mundo. A meditação é como estivéssemos dando um tempo entre um estimulo e nossa reação. Enquanto não tivermos um pouquinho desse treino, seguiremos responsivamente todos estímulos que chegarem para nós, como se não tivéssemos chances de ver. Respondendo apenas a urgências, nossas e dos outros. Nós podemos dar uma ‘paradinha’ antes de sermos reativos, antes de agir responsivamente, antes de responder. Essa ‘paradinha’ é fundamental para ver o que é importante.” — Jeanne Pilli

Práticas guiadas: ouça clicando aqui, uma Meditação Guiada para cultivar o relaxamento, e aqui uma meditação guiada para cultivo da estabilidade.

MAIS VÍDEOS:

Para começar a meditar

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