Meditação aguça tato igual a treinamento físico

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Meditação centrada no físico

Que as atividades físicas ajudam a manter a mente saudável é algo que já se sabe há muito tempo.

O que se demonstrou agora é que seções de meditação podem otimizar os mecanismos cognitivos e de aprendizado em intensidade similar aos obtidos por meio do treinamento físico.

“Os resultados do nosso estudo questionam o que se sabe sobre os mecanismos de aprendizado no cérebro. Nosso conceito de neuroplasticidade deve ser ampliado, porque a atividade mental parece induzir efeitos de aprendizado similares à estimulação e ao treinamento físico ativos,” disse o professor Hubert Dinse, coordenador da equipe da Universidade Ruhr (Alemanha).

Tato comparável ao de cegos

Todos os participantes praticaram sua meditação estilo Zen durante um retiro espiritual de quatro dias – eram no mínimo oito horas de meditação diárias.

Alguns deles dedicaram duas horas de meditação para focalizar especificamente no dedo indicador da mão direita, tentando se concentrar nas sensações obtidas por esse dedo.

Ao final do retiro, esse grupo apresentou uma melhoria de 17% na capacidade de identificar estímulos pelo indicador, em comparação com os meditadores que não focalizaram as sensações do dedo.

Isto é comparável à melhor acuidade sensorial obtida por pessoas cegas, que varia de 15 a 25% acima da média da população porque seu tato é usado de forma mais intensa do que pelas pessoas que enxergam normalmente.

Neuroplasticidade

A conclusão da equipe é que treinar os sentidos físicos apenas pela meditação produz benefícios comparáveis aos obtidos pelo treinamento físico de longo prazo, conforme feito pelas pessoas cegas.

A diferença deste estudo é que ele se concentrou no uso da meditação para treinar um aspecto físico do corpo – e ainda assim a meditação teve efeito similar ao de treinar fisicamente o corpo.

Os resultados foram publicados na revista Nature Scientific Reports.

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Meditação torna pessoa mais adaptativa instantaneamente

Adaptação nos relacionamentos

Adaptabilidade a pronta entrega

A meditação é tão boa que já foi chamada de “o melhor remédio do mundo” – não por acaso, agora já se fala na Ciência da Meditação. Novos experimentos mostraram que a meditação tem um efeito imediato sobre o comportamento da pessoa, mesmo em pessoas que nunca meditaram antes. Mas parece que diferentes técnicas de meditação têm efeitos diferentes, sobretudo quando o assunto é dar mais maleabilidade ao meditador.

Tipos de meditação

“Há dois tipos fundamentais de meditação, que nos afetam de forma diferente,” explica Lorenza Colzato, da Universidade de Leiden (Bélgica), cuja equipe já havia demonstrado que a meditação certa pode tornar você mais criativo.

“A meditação guiada aberta, que envolve estar receptivo a qualquer pensamento e sensação, e a meditação da atenção focada, que envolve prestar atenção em um determinado pensamento ou objeto,” detalha a pesquisadora, que fez o estudo juntamente com sua colega Iliana Samara.

Elas compararam as diferenças entre essas duas técnicas com a ajuda de 36 voluntários que nunca haviam feito meditação antes. Metade das pessoas praticou a meditação guiada aberta, enquanto a outra metade praticou a meditação da atenção focada. Ambas as práticas foram feitas em uma seção de 20 minutos.

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Capacidade de adaptação

Depois de meditar, os participantes realizavam uma tarefa em que precisavam se ajustar continuamente a uma situação mutável e discriminar informações irrelevantes de informações relevantes, tudo o mais rapidamente possível.

Em comparação com os participantes que realizaram a meditação aberta, aquelas que realizaram a meditação focada foram significativamente melhores na adaptação, ajustando seu comportamento de momento a momento.

“Mesmo que preliminar, estes resultados fornecem a primeira evidência de que a meditação afeta instantaneamente o comportamento, e que este impacto não requer prática. Assim, nossos resultados lançam uma nova luz interessante sobre o potencial da meditação para otimizar o comportamento adaptativo,” resumiu Colzato.

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Meditação ganha aval científico

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Estudos sérios estão afastando as dúvidas que costumavam pairar sobre a prática e mostram que ela é extremamente eficaz no tratamento do stress e da insônia, pode diminuir o risco de sofrer ataque cardíaco e até melhorar a reação do organismo aos tratamentos contra o câncer

A receita para lidar com dezenas de problemas de saúde é fechar os olhos, parar de pensar em si e se concentrar exclusivamente no presente. A ciência está descobrindo que os benefícios da meditação são muitos, e vão além do simples relaxamento. “As grandes religiões orientais já sabem disso há 2.500 anos. Mas só recentemente a medicina ocidental começou a se dedicar a entender o impacto que meditar provoca em todo o organismo. E os resultados são impressionantes”, afirma Judson A. Brewer, professor de psiquiatria da Universidade Yale.

Iniciada na Índia e difundida em toda a Ásia, a prática começou a se popularizar no ocidente com o guru Maharishi Mahesh Yogi, que nos anos 1960 convenceu os Beatles a atravessar o planeta para aprender a meditar. Até a década passada, não contava com respaldo médico. Nos últimos anos, os pesquisadores ocidentais começaram a entender por que, afinal, meditar funciona tão bem, e para tantos problemas de saúde diferentes. “Com a ressonância magnética e a tomografia, percebemos que a meditação muda o funcionamento de algumas áreas do cérebro, e isso influencia o equilíbrio do organismo como um todo”, diz o psicólogo Michael Posner, da Universidade de Oregon.

A meditação não se resume a apenas uma técnica: são várias, diferindo na duração e no método (em silêncio, entoando mantras etc.). Essas variações, no entanto, não influenciam no resultado final, pois o efeito produzido no cérebro é parecido. Na prática, aumenta a atividade do córtex cingulado anterior (área ligada à atenção e à concentração), do córtex pré-frontal (ligado à coordenação motora) e do hipocampo (que armazena a memória). Também estimula a amígdala, que regula as emoções e, quando acionada, acelera o funcionamento do hipotálamo, responsável pela sensação de relaxamento.

Não se trata de encarar a meditação como uma panaceia universal, os estudos mostram também que ela tem aplicações bem específicas. Mas, ao contrário de outras terapias alternativas que carecem de comprovação científica, a meditação ganha cada vez mais respaldo de pesquisas realizadas por grandes instituições.

Hoje, os estudos sobre os benefícios da meditação estão concentrados em seis áreas.

Os benefícios da meditação

1. Redução do stress

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Meditar é mais repousante do que dormir. Uma pessoa em estado de meditação consome seis vezes menos oxigênio do que quando está dormindo. Mas os efeitos para o cérebro vão mais longe: pessoas que meditam todos os dias há mais de dez anos têm uma diminuição na produção de adrenalina e cortisol, hormônios associados a distúrbios como ansiedade, déficit de atenção e hiperatividade e stress. E experimentam um aumento na produção de endorfinas, ligadas à sensação de felicidade. A mudança na produção de hormônios foi observada por pesquisadores do Davis Center for Mind and Brain da Universidade da Califórnia. Eles analisaram o nível de adrenalina, cortisol e endorfinas antes e depois de um grupo de voluntários meditar. E comprovaram que, quanto mais profundo o estado de relaxamento, menor a produção de hormônios do stress. Este efeito positivo não dura apenas enquanto a pessoa está meditando. Um estudo conduzido pelo Wake Forest Baptist Medical Center, na Carolina do Norte, colocou 15 voluntários para aprender a meditar em quatro aulas de 20 minutos cada. A atividade cerebral foi examinada antes e depois das sessões. Em todos os pesquisados, foi observada uma redução na atividade da amígdala, região do cérebro responsável por regular as emoções. E os níveis de ansiedade caíram 39%. Para quem já está estressado, a meditação funciona como um remédio. Foi o que os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos descobriram ao analisar 28 enfermeiras do hospital da Universidade do Novo México, 22 delas com sintomas de stress pós-traumático. A metade que realizou duas sessões por semana de alongamento e meditação viram os níveis de cortisol baixar 67%. A outra metade continuou com os mesmos níveis. Resultados parecidos foram observados entre refugiados do Congo, que tiveram que deixar suas terras para escapar da guerra. O grupo que meditou ao longo de um mês viu os sintomas de stress pós-traumático reduzir três vezes mais do que as pessoas que não meditaram – índices parecidos aos já observados entre veteranos norte-americanos das guerras do Vietnã e do Iraque.

2. Melhoria do sistema cardiovascular

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A Universidade de Ciências da Saúde da Geórgia conseguiu melhorar a sobrecarga cardíaca de 31 adolescentes norte-americanos hipertensos. Os jovens apenas acrescentaram um hábito a suas rotinas: meditar duas vezes por dia, durante 15 minutos, ao longo de quatro meses. Outros 31 receberam orientações médicas, mas não meditaram. A primeira metade terminou o período de testes com a massa do ventrículo esquerdo menor – sinal de redução dos riscos de desenvolver doenças cardíacas e vasculares. Outro levantamento, este da Universidade da Califórnia em Los Angeles, mediu o acúmulo de gordura nas artérias de 30 pessoas com pressão alta. Depois de meditar 20 minutos, duas vezes por dia, ao longo de sete meses, a quantidade estava menor, enquanto que ela não havia sido alterada no grupo de controle. Meditar também é útil para reduzir em 47% as chances de ataque cardíaco e infarto em adultos. Foi o que concluiu a Associação Norte-Americana do Coração, depois de acompanhar um grupo de pacientes de 59 anos de idade, em média, ao longo de nove anos, de 2000 a 2009. Todos continuaram recebendo a medicação necessária, mas metade foi convidada a participar de sessões de meditação sem regularidade definida. Neste grupo, a pressão arterial caiu significativamente. “Foi como se a meditação funcionasse como um medicamento totalmente novo e muito eficiente para prevenir doenças cardíacas”, afirma o fisiologista americano Robert Schneider, diretor do Center for Natural Medicine and Prevention e responsável pelo estudo.

3. Insônia e distúrbios mentais

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Técnicas de relaxamento profundo, colocadas em prática durante o dia, podem melhorar a quantidade e a qualidade do sono. É o que aponta um estudo de 2008, do Northwestern Memorial Hospital, de Illinois. Cinco pessoas, com 25 a 45 anos e sofrendo de insônia crônica, foram submetidas a meditação durante dois meses. Passaram a dormir duas horas a mais por dia e alcançaram níveis de sono REM mais próximos do considerado saudável. Em muitos casos, a insônia é sintoma de depressão. A meditação também funciona para atacar a causa. A Universidade da Califórnia conseguiu reduzir os casos de depressão entre 20 idosos com um simples programa de oito semanas de relaxamento, meia hora por dia. “No limite, meditar atrasar o aparecimento de sintomas do Alzheimer. A depressão na terceira idade é um fator de risco para o desenvolvimento desta doença”, afirma o psiquiatra Michael Irwin, professor do Semel Institute for Neuroscience and Human Behavior da universidade. O psicólogo Michael Posner e o neurocientista e professor da Universidade de Tecnologia do Texas Yi-Yuan Tang mediram a densidade dos axônios de pessoas que começaram a meditar. Quanto mais densos, maior a capacidade de realizar conexões cerebrais e menores os riscos de sofrer distúrbios mentais, de depressão a esquizofrenia. “A quantidade de conexões cerebrais está diretamente relacionada à saúde mental. Neste sentido, podemos dizer que a meditação é um exercício para a mente, excelente para deixá-la mais ‘musculosa’ e prevenir doenças”, afirma o professor Posner.

4. Alívio da dor

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Quem tem a meditação como hábito sente menos dor. O pesquisador Joshua Grant, do Departamento de Fisiologia da Universidade de Montreal comprovou esta hipótese encostando placas aquecidas nas nucas de 26 pessoas, 13 delas sem contato com a técnica e outras 13 com mais de 1000 horas de experiência em meditação. A placa era aquecida a 46 graus, depois 47, e assim sucessivamente, até 56. Todos os meditadores suportaram temperaturas acima dos 52 graus. Nenhuma das pessoas inexperientes aguentou mais do que 50 graus. Na medida, o grupo que medita respirou 12 vezes por minuto. O outro respirou 15 vezes, um indício de stress maior. “As pessoas que meditam precisam menos de analgésicos. Elas sofrem menos pela antecipação da dor”, diz Grant, que, no cruzamento de dados, concluiu que o hábito de meditar provocou uma resistência à dor 18% maior. De acordo com um grupo de neurocientistas do Center for Investigating Healthy Minds da Universidade de Wisconsin-Madison, a resistência de quem medita é maior em situações em que o stress influencia diretamente no nível de dor – caso de artrite e inflamações intestinais.

5. Reforço do sistema imunológico

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O sistema imunológico também é favorecido. “O aumento da atividade cerebral relacionada a pensamentos positivos tem influência direta na maior produção de anticorpos. A meditação também intensifica a ação da enzima telomerase”, diz Judson A. Brewer, de Yale. As implicações desta descoberta são fundamentais para o tratamento de tumores malignos. A Associação Norte-Americana de Urologia já declarou que a meditação é recomendada para ajudar a conter o câncer de próstata. Também ajuda a lidar com o câncer de mama. Um grupo de 130 mulheres com a doença, todas com mais de 55 anos, aceitaram participar de um teste que reforça esta teoria. Ao longo de dois anos, elas foram divididas em dois grupos, um deles fazendo meditação. A situação foi monitorada pelos médicos do Saint Joseph Hospital, em Chicago. A metade que meditou teve maior resistência para lidar com as dores provocadas pela quimioterapia e experimentou uma reação física melhor à doença.

6. Melhoria na concentração

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Na escola estadual Bernardo Valadares de Vasconsellos, em Sete Lagoas (MG), os 1.400 alunos fazem, todos os dias, o Tempo de Silêncio. Quem desejar pode aproveitar os 15 minutos para meditar. Quem não quiser, pode apenas descansar. A iniciativa foi inspirada pela Fundação David Lynch, que já orientou a criação de programas de meditação na escola estadual Presidente Roosevelt, em São Paulo, e na escola estadual Helio Pelegrino, no Rio de Janeiro. “Estimamos que 20% dos estudantes continuam meditando por conta própria”, diz Joan Roura, diretor da fundação no Brasil. “Alunos que meditam são mais tranquilos, mais focados e têm maior capacidade de apreender informações.” A prática rende melhores notas: entre 235 crianças de colégios de Connecticut que começaram a meditar, representou um aumento de 15% nas provas e avaliações. As áreas do cérebro responsáveis pela memória e pela atenção chegam a ficar mais densas quando se medita. Foi a conclusão a que chegaram pesquisadores de Harvard, Yale e MIT, municiados por scanners de cérebro. Pessoas que mediram com frequência ao longo de vários anos também demoram mais para sofrer a redução destas áreas, em especial o córtex frontal. “Um estudante que medita pode ter melhores notas, uma vida mais saudável e boas condições de lutar por melhores postos no mercado de trabalho, com menor tendência para sofrer doenças cardiovasculares, stress ou distúrbios mentais”, diz Judson A. Brewer. Em resumo: “Meditar é uma boa forma de alcançar uma vida mais feliz, saudável e produtiva”.

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Meditação preserva cérebro durante envelhecimento

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Neurocientistas já haviam demonstrado que pessoas que praticam meditação têm menos atrofia relacionada com a idade na matéria branca do cérebro.

Agora, a equipe do Dr. Florian Kurth, da Universidade da Califórnia, constatou que a meditação ajuda também a preservar a massa cinzenta do cérebro, o tecido que contém os neurônios cerebrais.

Vida longa

Dos anos 1970 para cá, a expectativa de vida em todo o mundo aumentou dramaticamente, com as pessoas vivendo pelo menos 10 anos a mais. Esta é a boa notícia.

A má notícia é que, quando as pessoas se aproximam dos seus 20 anos finais de vida, o cérebro parece “murchar” – seu volume e peso começam a diminuir. Conforme isso ocorre, o cérebro pode começar a perder algumas das suas habilidades funcionais.

Assim, embora as pessoas possam estar vivendo mais tempo, os anos que elas ganham muitas vezes vêm com aumento do risco de doenças mentais e doenças neurodegenerativas.

Vida longa e saudável

Felizmente, um estudo após o outro mostra que a meditação pode ser uma forma fácil, simples e não-medicamentosa de minimizar esses riscos.

Os pesquisadores agora descobriram que a meditação ajuda a preservar a massa cinzenta do cérebro, o tecido que contém os neurônios.

Eles analisaram especificamente a associação entre a idade e a massa cinzenta, comparando 50 pessoas que praticam meditação com 50 outras que não adotam a prática. As pessoas de ambos os grupos mostraram uma perda de massa cinzenta conforme envelheciam, mas as que meditavam apresentaram uma diminuição significativamente menor.

“Esperávamos alguns efeitos pequenos e localizados em algumas das regiões que haviam sido previamente associadas com a meditação. Em vez disso, o que observamos foi um efeito generalizado da meditação que engloba regiões em todo o cérebro,” disse o Dr. Florian Kurth.

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Terapias alternativas mudam rotina de presos em Rondônia

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“Essa história de homem passando a mão em mim não podia não.” Essa é a resposta invariável dos presos que frequentam um projeto em Porto Velho onde os detentos aprendem, entre outras coisas, a receber e aplicar massagem uns nos outros.

Reiki, ayurveda, cone chinês, gestalt e eneagrama são alguns dos instrumentos usados por uma ONG de Rondônia com detentos de presídios da capital. Há dois anos, o chá usado no Santo Daime, a religião surgida na Amazônia no século 20, também passou a fazer parte da rotina dos presos.

Os cerca de cem detentos atendidos atualmente pela Acuda (Associação Cultural e de Desenvolvimento do Apenado e Egresso) chegam à sede da ONG em forte escolta policial. Eles vêm de diferentes presídios estaduais, incluindo o de segurança máxima, Aruana.

Por volta das 7h30, todos ficam livres das algemas e restam apenas dois agentes penitenciários, que permanecem do lado de fora da ONG. “Eu ajudo a cuidar dos presos. Os agentes entregam para nós e vão embora”, conta Olívio de Andrade, que trabalha na ONG desde que sua pena progrediu para o regime domiciliar.

O pátio de terra em torno do qual ficam a administração, o salão terapêutico e os outros espaços da organização é ocupado pelos detentos, que circulam e conversam antes da meditação.

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Após abandonar as sandálias, cada homem posiciona seu colchonete no salão de cimento queimado e, em absoluto silêncio, ouve as instruções para começar mais uma sessão de massagem. A ayurvédica é a que mais desperta resistência nos recém-chegados. A massagem começa com uma hidratação à base de óleo vegetal. Os toques se espalham da coluna até os ombros e passam pelas pernas, pelo peito e rosto. No passado, a mulher de um dos presos queixou-se de que o marido estava ficando meio “boiola”. Ele tinha começado a aplicar a massagem nela após o sexo.

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Banhos de argila e ervas medicinais acontecem mensalmente. De cueca ou sunga, os presos aplicam a lama esbranquiçada usada na terapia nos corpos uns dos outros. Quase um dia é gasto no único momento em que os detentos abandonam o silêncio meditativo habitual.

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Além das terapias, são promovidos encontros que trabalham os conflitos psíquicos e a personalidade dos presos. A gestalt e o eneagrama são as técnicas utilizadas.

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Cultos evangélicos, missas católicas e cerimônias espíritas se revezam a cada semana no mesmo salão onde acontecem as terapias. “Aqui é um espaço aberto e ecumênico. Doutrina espírita, católica, budismo, tudo que vier de bom vai ser aceito”, explica Darci dos Santos, 43, um dos presos que frequenta a ONG.

Todas terapias são ensinadas por voluntários, que escolhem entre os detentos alguns assistentes para supervisionar a aplicação das técnicas. Alguns deles já viraram mestres. “Apesar de ser apenado, a gente pode transmitir essa energia positiva a nossos companheiros que estão na caminhada com a gente”, conta Santos, que virou reikiano e administra algumas sessões da terapia.

O reike busca restabelecer o equilíbrio energético do ser humano através das mãos.

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Depois das terapias, os detentos se distribuem por oficinas de tapeçaria, marcenaria e cerâmica, onde tapetes, móveis, mandalas e máscaras orientais são confeccionados por eles. Tudo o que é produzido segue para a loja da Acuda, onde 80% do valor de cada produto volta para os detentos.

Daime

Mensalmente, de 15 a 20 detentos recebem autorização judicial para participar de um retiro espiritual do Santo Daime. A cerimônia acontece numa chácara em Ji-Paraná, a segunda maior cidade de Rondônia, a 373 km de Porto Velho. A experiência começou há menos de dois anos.

O chá da ayahuasca possui propriedades alucinógenas e é utilizado em vários países da região da Amazônia. Relatos de missionários jesuítas mostram que a planta fazia parte de rituais de populações indígenas antes da colonização. Durante o século 20, movimentos religiosos passaram a utilizar a bebida em seus rituais. Em 2010, uma lei federal regulamentou seu uso para fins religiosos.

Durante o ritual do Santo Daime, é comum que os presos “reencontrem” suas vítimas. “Vi a mulher que matei como se fosse a minha filha”, diz Ceumiro de Almeida. Em uma das experiências que teve, viu-se morto, rodeado no caixão por seus familiares, que choravam. “Ouvi uma voz que me disse: foi desse jeito que você fez muita família sofrer”, conta o detento. “Muitas vezes eu chorei naquele chá, coisa que eu nunca tinha feito.”

Membros do judiciário de Rondônia também frequentam os rituais do Santo Daime e receberam bem a participação dos novos membros nos encontros. “O pessoal do sul, sudeste não tem a concepção de que o Daime aqui para Rondônia faz parte da cultura amazônica. Quando você começa a tomar consciência da história, você vê que é um trabalho sério e que o objetivo é incorporar as plantas de cura que nos temos aqui na amazônia ao homem urbano,” disse Maximiliano Deitos, 42, magistrado do Tribunal de Justiça de Rondônia.

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“Tudo começou quando o Ministério Público nos chamou para dar emprego aos presos”, explica Luiz Marques, 56, presidente da Acuda e diretor em Rondônia do SEST-SENAT (Sistema Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte).

Depois da reunião, foi criado um programa de qualificação profissional para ex-detentos e um outro com terapias e acompanhamento psicológico. “A luta não foi só com a sociedade, mas com os presos também. Eles não acreditavam na gente. Onde se viu dar massagem para preso? Dar reiki, banho de argila, afeto. Era só porrada. Era só pancada. Como é que você dá amor e consciência espiritual para alguém que só conheceu a sombra e as trevas?”, conta Marques.

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“De 10 leprosos só ficou curado um. Se com o próprio Jesus foi assim, imagina eu com problema de preso.” Luiz Marques, presidente da ONG.

Mudanças para melhor

Mortes, brigas e rebeliões fizeram parte da rotina do sistema prisional de Rondônia. De acordo com números do Ministério da Justiça de 2013, havia 7,7 mil presos para 4,9 mil vagas nas penitenciárias do Estado.

Há mais de uma década os presídios de Rondônia são observados internacionalmente por organizações de direitos humanos. Em 2002, Porto Velho foi palco da segunda maior chacina do país, quando 27 detentos foram mortos por outros presos durante um motim no presídio Urso Branco.

Os juízes da Vara de Execuções Penais de Porto Velho que visitam a ONG ficam surpresos quando percebem que serras, martelos e outras ferramentas usadas nas oficinas ficam disponíveis para os presos sem que a entidade tenha enfrentado rebeliões ou homicídios. Mais de dois mil homens já passaram pelo projeto desde a sua criação, em 2001.

A Secretaria de Justiça de Rondônia (Sejus) e o Banco da Amazônia são os principais financiadores da ONG desde a sua criação. “No começo houve resistência dos próprios agentes penitenciários. Eles diziam ‘Eu não recebo massagem, mas os presos recebem?’”, disse a secretária-adjunta de Justiça de Rondônia, Sirlene Bastos.

Há menos de um ano foi aberta uma oficina de mecânica no projeto, onde agentes penitenciários deixam suas motos sob os cuidados dos detentos. A convivência pacífica entre presos e agentes de segurança é garantida por Rogério Araújo, 43, ex-detento e atual coordenador da ONG.

"Minha mãe saiu do Pará para me visitar e não acreditava que eu tinha saído do crime" Rogério Araújo, ex-detento e coordenador da ONG.

“Minha mãe saiu do Pará para me visitar e não acreditava que eu tinha saído do crime” Rogério Araújo, ex-detento e coordenador da ONG.

Nascido na cidade de Marabá, no Pará, Araújo se envolveu desde jovem com conflitos em áreas de garimpo. “Quando jovem, a concepção que eu tinha de respeito era que era preciso matar alguém para ser respeitado”. Após deixar a região, se envolveu com o tráfico de entorpecentes em Rondônia, onde foi condenado a 15 anos de prisão. Araújo foi um dos primeiros a participar do projeto terapêutico da ONG e fez o ensino fundamental e médio no presídio enquanto frequentava a entidade.

Depois de terminar de cumprir sua pena, Araújo não quis voltar para o Pará e se tornou o coordenador do projeto. Recentemente, escolheu como seu auxiliar Jefferson de Souza, 23, um detento que cumpre medida protetiva de internação psiquiátrica após ser diagnosticado com esquizofrenia. “Li uma vez que os loucos às vezes são mais organizados que o pessoal normal. Por isso trouxe o Jefferson para cá. Tem coisas que ele sabe sobre a Acuda mais do que eu”.

"Sempre andei com o trafico. Eu nunca fiquei tanto tempo num canto como estou hoje." Pedro Lima, ex-detento e coordenador terapêutico da ONG.

“Sempre andei com o trafico. Eu nunca fiquei tanto tempo num canto como estou hoje.” Pedro Lima, ex-detento e coordenador terapêutico da ONG.

Teatro

Por mais de dez anos a ONG ofereceu também aulas de teatro aos presos. O espetáculo montado pelo grupo, o “Bizarrus”, falava da vida dos detentos. Araújo, que foi da segunda turma do teatro, se recorda do sentimento com que chegou ao primeiro encontro: “Fui para o teatro porque era a minha oportunidade de fugir”.

Um apelido foi criado para os frequentadores do grupo: as bailarinas do careca. “Já pensou o cara preso. O pessoal gritava ‘tão indo os viadinhos’. Eu tinha duas opções, deixava pra lá ou entrava na porrada e pegava castigo. Continuei e fiquei 10 anos”, explica Wanderley Borges, 45, que hoje está em prisão domiciliar e continua frequentando a ONG.

A Acuda estima que mais de 100 mil pessoas assistiram às apresentações. A ONG recebeu neste ano um prêmio do Ministério da Justiça de boas práticas no sistema prisional pelas atividades desenvolvidas por Marcelo Felici, 54, o diretor teatral que cuidou da preparação da peça com os presos. Hoje Felici prepara um novo espetáculo, chamado “Topo do Mundo”, no presídio Urso Branco, que ficou conhecido por ser palco da segunda maior chacina em um presídio no Brasil.

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Cure a si mesmo: Faça meditação

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Monges têm meditado nas montanhas por milênios, na esperança de obter a iluminação espiritual. Seus esforços provavelmente também reforçaram sua saúde física.

Estudos sobre os efeitos da meditação têm quase sempre envolvido um pequeno número de participantes, mas todos têm sugerido uma série de benefícios.

Há indicações de que a meditação aumenta a resposta imunológica em pessoas que recebem vacinas e em pessoas com câncer, protege contra uma recaída na depressão grave, alivia problemas de pele e até mesmo retarda a progressão do HIV.

A meditação pode até mesmo retardar o processo de envelhecimento. Os telômeros, as capas protetoras nas extremidades dos cromossomos, encurtam-se cada vez que uma célula se divide e assim desempenham um papel no envelhecimento.

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Clique para ampliar.

A equipe de Clifford Saron, do Centro para a Mente e Cérebro da Universidade da Califórnia (EUA), mostrou recentemente que os níveis de uma enzima que constrói os telômeros se mostraram mais elevados em pessoas que participaram de um retiro de meditação de três meses, do que em um grupo controle (Psychoneuroendocrinology, vol. 36, p. 664).

O mesmo aconteceu em um outro estudo com pacientes com câncer de próstata, que concluiu que a meditação retarda o envelhecimento das células.

Tal como acontece com a interação social, a meditação provavelmente funciona em grande parte influenciando as vias de resposta ao estresse. Embora esse mecanismo seja só uma teoria, pessoas que meditam têm níveis mais baixos de cortisol, e um estudo mostrou que há mudanças na amígdala, uma área do cérebro envolvida com o medo e a resposta às ameaças (Social Cognitive and Affective Neuroscience, vol. 5, p. 11).

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Coautora do estudo de Saron, Elissa Epel, psiquiatra da Universidade da Califórnia em São Francisco, acredita que a meditação também pode aumentar as “vias de recuperação e melhoria da saúde”, talvez desencadeando a liberação de hormônios sexuais e do crescimento.

Se você não tem tempo para um retiro de três meses, não se preocupe.

A meditação pode causar mudanças estruturais no cérebro depois de nada mais do que 11 horas de prática.

Epel sugere a adoção de “mini-meditações” breves ao longo do dia, tendo alguns minutos em sua mesa para se concentrar na sua respiração, por exemplo: “Pequenos momentos aqui e ali fazem toda a diferença.”

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A meditação pode melhorar os resultados academicos

escola 2A meditação mindfulness, uma prática antiga e florescente que aumenta a consciência sobre os pensamentos aleatórios e redirecciona a atenção para o momento presente, tem sido usada para gerir o stress, a depressão e mesmo a dor crónica. Mas pode melhorar os resultados dos testes escolares?

Os investigadores do departamento de Ciências Psicológicas e do Cérebro na Universidade da Califórnia, Santa Barbara, têm vindo a estudar a relação entre mindfulness e a divagação mental, ou a tendência para deixar as nossas mentes se afastarem para pensamentos não relacionados com a tarefa.

“Nós já demonstramos que a mente distraída subjaz numa variedade de testes de desempenho, incluindo a capacidade de memorização e de inteligência”, afirmou Michael D. Mrazek, um estudante de pós-graduação, a trabalhar com Jonathan W. Schooler, um professor universitário de psicologia que estuda os impactos e implicações da divagação mental e da atenção.

Para a investigação recorreu-se a uma amostra de 48 alunos da Universidade da Califórnia, aos quais foi ventilado que seria um estudo para melhorar o desempenho cognitivo. Cada aluno foi avaliado na capacidade de memorização, divagação mental e desempenho num teste de leitura e de compreensão.

Metade do grupo foi aleatoriamente dividido para participar num programa de nutrição, onde se educou sobre a alimentação saudável e lhes foi pedido para manter um diário alimentar diário.

O outro grupo teve um treino próximo do programa de redução de stress baseado em mindfulness, que normalmente se reúne uma vez por semana, durante oito sessões. No regime de Santa Barbara, os alunos, reuniram-se quatro dias por semana, durante duas semanas e não foram obrigados a dedicar tanto prática formal fora das sessões.

Mas no geral, o grupo invocou os pilares seculares da prática, incluindo o sentar numa postura erecta, com as pernas cruzadas, o olhar focado, exercícios de respiração e “minimizando as distracções das preocupações do passado e do futuro, reformulando-as como projecções mentais que ocorrem no momento presente”.

Decorrias duas semanas, os alunos foram reavaliados. Os resultados do grupo de nutrição não se alteram. Os participantes do grupo que fez o treino da mente, no entanto, apresentaram uma mente menos distraída e tiveram melhor desempenho em testes de memorização, de compreensão e de leitura.

Richard J. Davidson, professor de psicologia e psiquiatria da Universidade de Wisconsin-Madison, que estuda o funcionamento do cérebro, a longo prazo e a novatos, de praticantes de meditação mindfulness, ofereceu esta analogia: “Podemos melhorar a relação sinal-ruído, reduzindo o ruído. Diminuir as distracções da mente está-se a reduzir o ruído”.

“Um tipo de treino que pode ajudar a evitar a susceptibilidade a preocupações, ou outras fontes de divagação mental, poderia, em muito, melhorar o desempenho académico”, disse Nelson Cowan, professor da Universidade de Missouri, que é especializado no estudo da capacidade de memorização e atenção.

Vários investigadores da Univerisade de Santa Barbara, recentemente, também trabalharam com estudantes do ensino secundário para ver se os resultados podem ser repetidos. Mas o professor de psicologia David Z. Hambrick da Universidade do Estado de Michigan questionou por quanto tempo os efeitos de um programa de treino de meditação mindfulness de apenas duas semanas irá durar.

O professor Davidson, que tem estudado os monges budistas com mais de 34 mil horas de meditação ao longo das suas vidas, disse: “Se as pessoas que estão fora de forma praticam duas semanas de exercício físico, irá assistir-se a algum benefício. Mas, se pararem de se exercitar os benefícios não persistirão”.

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Dieta e meditação retardam envelhecimento das células

18.09.2013 ]

Uma rotina rígida de exercícios físicos, dieta e meditação podem reduzir o ritmo de envelhecimento celular.

É o que defende a equipe do Dr. Dean Ornish, da Universidade da Califórnia (EUA).

Embora não seja um estudo conclusivo, porque foi baseado em um número pequeno de homens, houve mudanças claras nas células dos homens que adotaram uma dieta à base de vegetais e seguiram à risca uma rotina recomendada de exercícios físicos.

Eles passaram a fazer meditação e ioga, com o intuito de se livrar do estresse.

Na verdade, já se sabe que a meditação produz mudanças genéticas que melhoram a saúde.

Segundo os cientistas, as mudanças estão relacionadas às capas protetoras nas extremidades dos cromossomos, chamadas telômeros.

O papel desses dispositivos é proteger a extremidade do cromossomo e prevenir a perda de informação genética durante a divisão celular.

À medida que o ser humano envelhece e suas células se dividem, os telômeros diminuem de tamanho – sua estrutura fica enfraquecida, enviando uma espécie de “mensagem” às células para que elas parem de se dividir e morram.

Os pesquisadores sempre se questionaram se esse processo seria inevitável ou poderia ser interrompido ou mesmo revertido.

No grupo de 10 homens que mudou o estilo de vida, o comprimento dos telômeros aumentou cerca de 10%.

Comparativamente, a extensão dos telômeros diminuiu, em média, 3% no grupo restante de 25 homens que não adotaram qualquer mudança em seus hábitos.

Todos os voluntários tinham histórico de câncer de próstata.

Mas, segundo Ornish, “as implicações desse estudo podem ir além de homens com câncer de próstata. Se validado por estudos controlados feitos de forma aleatória em larga escala, essas mudanças de estilo de vida podem reduzir significativamente o risco de uma grande variedade de doenças e de mortalidade precoce”.

“Nossos genes, e nossos telômeros, são uma predisposição, mas não necessariamente o nosso destino,” finalizou.

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Reflita sobre os benefícios terapêuticos da meditação

19.08.2013 ]

meditacao1Um estudo após o outro vem demonstrando os inúmeros benefícios da meditação – não apenas em termos espirituais, mas também no plano do corpo físico.

Apesar disso, os brasileiros ainda não se beneficiam dessa prática como poderiam.

“A prática da meditação no Brasil ainda é nova, desconhecida e comporta muitos preconceitos,” descreve o professor Rubens de Aguiar Maciel da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.

Meditação no Ocidente

O conhecimento da meditação chegou ao Ocidente após a invasão do Tibete pela China, o que gerou uma diáspora, levando à dispersão da prática, levada consigo pelos habitantes deslocados.

Aos poucos, os relatos dos benefícios da prática chegaram aos ouvidos dos cientistas. Hoje, já existem centros acadêmicos especializados em meditação nos países desenvolvidos.

Segundo o professor Maciel, a prática da meditação, no âmbito da saúde pública, é de grande importância, uma vez que restabelece a saúde de uma maneira rápida, barata e autoadministrável.

Ele aponta para os dados de que praticantes de meditação há quatro anos ou mais reduzem em mais de 70% a ida ao sistema de saúde e em mais de 80% a ida ao sistema de saúde mental.

Não é remédio, é estilo de vida

O professor ressalta, entretanto, que a prática não funciona através de uma busca objetiva de resultados, em que uma pessoa inicia a meditação com um propósito de cura definido – o resultado é obtido como uma consequência lógica de ações.

Na meditação, uma das principais propostas é a de apresentar uma postura de curiosidade e de aceitação para com o mundo mental particular de cada um.

O objetivo é olhar pra dentro de si sem receios, sem críticas, sem julgamentos e sem racionalizações. Nesse momento há um acesso direto ao mundo mental, sem intermediários, o que possibilita uma abertura e aceitação.

Assim, a meditação pode ser praticada por todas as pessoas, especialmente quando se tem em conta que a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que 90% da população ocidental vive em uma condição de estresse, sendo esta a condição normal dessas pessoas.

Isso, conforme o professor, gera um desequilíbrio para a saúde e o bem-estar e, assim, a meditação poderia entrar como um meio de se promover o conhecimento de si diante dessas condições não ideais nas quais esses indivíduos se encontram.

Questões como “quais os meus valores?”, “como eu estou vivendo?”, “quem sou eu?” e “como é que eu me identifico?” seriam mais bem trabalhadas e conduziriam o praticante a uma melhora na sua qualidade de vida.

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Meditação produz mudanças genéticas que melhoram a saúde

08.05.2013 ]

Crianca-meditacao-size-598Depois de vencerem muitos preconceitos de seus colegas, cientistas já demonstraram que, entre os benefícios da meditação, estão a redução do risco de ataques cardíacos, derrames e da morte por todas as causas.

Uma equipe norte-americana afirmou recentemente que, se a ioga fosse remédio, ela seria o melhor remédio do mundo – a ioga é uma dentre várias técnicas de meditação.

A novidade agora é que se descobriu que a meditação altera a expressão de genes envolvidos com vários processos benéficos à saúde.

E os resultados podem aparecer em minutos, dispensando anos de isolamentos em mosteiros nas montanhas do Tibete.

Estudos anteriores já documentaram mudanças no cérebro quando as pessoas praticam meditação, mas esta é a primeira vez que se demonstra mudanças na expressão dos genes.

Segundos os pesquisadores, esse pode ser o mecanismo principal que poderia explicar os efeitos benéficos relatados da meditação, da ioga e da oração.

Efeitos genéticos da meditação

Herbert Benson e seus colegas do Hospital Geral de Massachusetts (EUA) analisaram os perfis genéticos de 26 voluntários – nenhum dos quais meditava regularmente – antes de ensinar-lhes uma rotina de relaxamento com duração de 10 a 20 minutos.

As práticas incluíam recitar palavras, fazer exercícios de respiração e tentativas de interromper o fluxo automático de pensamentos.

Depois de oito semanas de meditação diária, o perfil genético dos voluntários foi analisado novamente.

Os genes reforçados têm três principais efeitos benéficos: melhorar a eficiência das mitocôndrias, a usina de força das células, aumentar a produção de insulina, o que melhora o controle de açúcar no sangue, e evitar o esgotamento dos telômeros, as tampas dos cromossomos que ajudam a manter estável o DNA e evitam que as células se desgastem – em duas palavras, retardam o envelhecimento.

Os genes que se tornaram menos ativos foram aqueles governados por um gene mestre chamado NF-kappaB, que desencadeia uma inflamação crônica que leva a doenças como a hipertensão arterial, doenças cardíacas, doença inflamatória intestinal e alguns cânceres.

Resultados em minutos

Os cientistas queriam testar a meditação ao extremo, e então decidiram analisar os genes antes e depois de uma única sessão de meditação.

Os resultados foram conclusivos: as alterações genéticas benéficas induzidas pela meditação ocorreram em poucos minutos.

“Parece fazer sentido que você veja essas respostas depois de apenas 15 a 20 minutos, assim como, inversamente, curtos períodos de estresse elevam os hormônios do estresse e geram outros efeitos fisiológicos que são prejudiciais a longo prazo,” comentou Julie Brefczynski-Lewis, da Universidade Oeste da Virgínia em Morgantown, que estuda os efeitos fisiológicos das técnicas de meditação.

E você, já meditou hoje?

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br

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