Veterinários promovem Reiki Solidário para animais


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Você sabia que, assim como humanos, podemos tratar nossos animaizinhos com medicina japonesa?

É exatamente o que a clínica “Veterinária com Amor” fez. Voluntários e veterinários reikianos aplicaram gratuitamente o chamado Reiki Solidário, em Pato Branco, no Paraná.

A técnica japonesa é usada para aliviar as dores, estresse, melhorar o equilíbrio, o sistema imunológico e até acelerar o processo de cicatrização, promovendo assim a cura.

“É uma técnica de terapia energética usada em humanos, animais e plantas”, lembra a terapeuta Karine Pacheco em entrevista ao Diário do Sudoeste.

Segundo ela, usa-se apenas a energia universal transmitida pelas mãos do terapeuta reikiano. Esta energia atua diretamente nos chacras que estão por todo o corpo.

A técnica é indicada para quase todas as situações, incluindo distúrbios comportamentais.

“Na nossa clínica usamos o reiki na internação e no pré e pós operatórios, como parte integrante dos tratamentos”, diz a terapeuta.

O reiki solidário acontece uma vez por mês e a aplicação pode levar de 5 minutos a uma hora.

“Geralmente quem participa uma vez vê tantos benefícios que participa de novo”, finaliza.

http://razoesparaacreditar.com

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Pesquisadores aplicaram reiki em microorganismos. Veja o que aconteceu:

baterias

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Adriana de Donato

De acordo com o Centro Nacional para Medicina Alternativa e Complementar, as terapias de biocampo compreendem as modalidades que incluem o Reiki, QiGong e o Toque Terapêutico, entre outras, realizadas por praticantes treinados que, manualmente ou através da intenção, interagem com os campos de energia do cliente. Acredita-se que estes biocampos sejam os organizadores ativos da hemodinâmica, portanto, de grande importância para a saúde. Este tipo de terapia são as mais comumente aplicadas e sua demanda tem aumentado significativamente ao longo do tempo. Contudo, existem poucos estudos científicos que ofereçam qualquer suporte à sua eficácia.

Reiki significa, literalmente, energia universal da vida. Desenvolvido no Japão há cerca de um século por Mikao Usui, foi introduzido no ocidente em 1937. O Reiki envolve iniciações específicas, ensinamentos espirituais e uma linhagem de Mestres oficiais. O tratamento consiste de uma sequência de 12 posicionamentos com as mãos, colocadas de modo específico sobre o corpo, em geral, a alguns centímetros da pele. O Reiki diferencia-se de outras terapias de biocampo, pois o praticante é considerado como um condutor passivo para a energia vital universal, sendo incapaz de manipular o fluxo energético. É praticado na intenção do Bem Maior, porém sem visar a um resultado médico específico. Apesar de sua crescente popularidade, a maioria dos estudos sobre Reiki limitam-se a estudos de caso. Quando são realizados estudos clínicos, raramente é feito um controle estatístico adequado e, em geral, o tamanho das amostras é muito pequeno. Ainda, as condições de contorno dos ensaios são muito precárias.

Neste artigo, os autores desenvolveram um bioensaio padronizado de crescimento microbiano para avaliar os efeitos da chamada energia vital universal. A ideia era avaliar a influência do reiki sobre o crescimento de culturas in vitro de Escherichia coli, sob condições em que o crescimento tenha sido intencionalmente sabotado. Como o crescimento é uma medida de vitalidade e bem-estar em culturas microbianas, esperava-se que o Reiki pudesse aumentá-lo. Os resultados foram positivos: o reiki realmente tem um efeito promotor de crescimento para culturas bacterianas in vitro, sob determinadas condições. Os pesquisadores também consideram o contexto de cura, ou seja, culturas que receberam o tratamento em um local preparado/destinado à cura apresentaram ainda maior crescimento do que aquelas que simplesmente receberam reiki. Outro fator importante a se considerar é o bem-estar do praticante, pois quanto mais bem disposto, melhor o resultado sobre a cultura de bactérias. É muito provável que o reiki se autodirecione para os locais que mais o necessitam, até mesmo com prioridade para o praticante.

Pode-se especular que o bem-estar está correlacionado ao aumento de eficiência das emissões do biocampo sobre aquele que recebe o reiki e que o cansaço ou qualquer sintoma físico do praticante pode acarretar em emissões neutras. Os autores esclarecem que novos estudos devem ser conduzidos com um número maior de amostras, considerando inclusive outras terapias de Biocampo, envolvendo estudos clínicos para confirmar a extensão destas descobertas.

B. Rubik, A.J. Brooks, G.E. Schwartz In Vitro Effect of Reiki Treatment on Bacterial Cultures: Role of Experimental Context and Practitioner Well-Being,The Journal of Alternative and Complementary Medicine, 12(1), 2006, 7-13.

http://www.hierophant.com.br

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Ambulatório do Boldrini usa terapia alternativa e reduz internações por dor

reiki boldrini

Setor de medicina integrativa, em Campinas, foi aberto em 2014 na unidade. Pacientes com doenças no sangue associam alívio aos métodos diferentes.

Um ambulatório especializado em dor e medicina integrativa reduziu em 25% a quantidade de pacientes internados no Centro Infantil Boldrini, em Campinas (SP), em virtude dos sintomas causados por doenças do sangue. O hospital filantrópico é referência mundial neste tratamento.

Com métodos alternativos associados ao atendimento convencional, o setor aberto em 2014 lida com o desafio de reduzir o sofrimento de crianças e adolescentes com anemia e leucemia falciforme, além de garantir mais qualidade de vida ao evitar que permaneçam hospitalizados.

Até o início deste mês, o Boldrini tratava 883 portadores de hemoglobinopatias. Além disso, anualmente a unidade médica recebe média de 50 novos casos de anemia falciforme – doença genética caracterizada por alterações nas hemácias, ou glóbulos vermelhos do sangue, responsáveis principalmente por transportar oxigênio dos pulmões até os tecidos do corpo.

“É uma experiência nova nessa minha prática aqui dentro do hospital, então realmente foi uma surpresa muito boa e que a gente espera conseguir mais resultados”, destaca a coordenadora do ambulatório, Andrea Ray.

A diretora do Boldrini, Silvia Brandalise, também se entusiasma.

“O que melhora o espírito, melhora o corpo. Eles se sentem mais confortáveis.”

Ambulatório do Boldrini usa terapia alternativa e reduz internações por dor 1

Diferenciais

No ambulatório, os pacientes recebem suporte para cuidar do corpo e mente.

“Tem a prática do reiki, feita pelos voluntários de terapias complementares. É ensinado meditação, nossa sala cheira lavanda e usamos aromoterapia para relaxar, além de música”, explicou Andrea.

O reiki é usado como terapia alternativa no Japão há quase um século. Através da imposição das mãos, acredita-se que é possível canalizar e transmitir a energia para promover bem estar.

O estudante Maurício Lopes tem anemia falciforme, uma doença que interfere a passagem do sangue nos vasos. Quando o caminho é reduzido, a dor é inevitável. “Te incomoda a todo o momento, você não suporta, você quer fazer de tudo para que passe logo”, descreve o jovem.

Os tratamentos não curam a doença em si, porém, fazem bem para quem os recebe.

“Às vezes a dor incomoda muito, você toma um remédio e a dor não vai embora, só que com o reiki melhorou bastante”, explica o estudante Carlos Lessa Santana Júnior.

Os pacientes até se esquecem por algum tempo que estão no hospital. “Chega um momento que você perde as esperanças, mas essas coisas novas tem nos ajudado”, ressalta Lopes.

http://g1.globo.com

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Reiki e o testemunho de uma doente oncológica

Marta Pacheco, Terapeuta e Mestre de Reiki.

Marta Pacheco, Terapeuta e Mestre de Reiki.

por João Magalhães

O Reiki apresenta-se como uma terapia complementar, natural, não manipulativa, para o bem-estar da mente e do corpo. A prática atua sobre todo o sistema orgânico, emocional, mental, energético e espiritual da pessoa. O empoderamento que a prática traz, possibilitando à pessoa uma capacidade de encarar a doença e ter força para lidar com o seu dia-a-dia. Este é o testemunho de uma pessoa com doença oncológica, que recebeu tratamento ao longo de 18 sessões, todas as semanas, pela terapeuta Marta Pacheco. Felizmente, este é mais um dos casos em que a homeostasia da pessoa encontrou o equilíbrio. Reiki é apenas uma terapia complementar que serve como suporte a todo o tratamento médico. – João Magalhães

A patologia oncológica é uma das principais causas de morte em Portugal, sendo igualmente responsável por uma elevada morbilidade. Nos últimos anos esta patologia tem sido alvo de diversas estratégias no sentido de optimizar a utilização das opções terapêuticas e diagnósticas disponíveis. A doença oncológica traduz-se assim numa situação crônica, muitas vezes debilitante e, outras tantas vezes fatal, que atinge cada vez maior número de indivíduos. Mas, esta patologia tem outros condicionantes muito próprios. Por um lado, os tratamentos cirúrgicos, de quimioterapia e de radioterapia que permitiram aumentar o tempo de vida dos doentes oncológicos e mesmo assim atingir situações de cura, mas, por outro lado, são estes mesmos tratamentos que condicionam alguns dos maiores estigmas associados à doença.

Atualmente, sabemos que existem alguns factores ambientais que podem provocar o câncer, como é o caso do tabaco, o excesso de álcool, má alimentação, entre outras. Estas descobertas vieram desencadear todo um movimento para tentar alertar a população para a importância da prevenção através da adoção de estilos de vida mais saudáveis. Porém, sabemos também há muito que esta relação entre meio ambiente e comportamento é fortemente influenciada e modelada pela personalidade de cada individuo, o que vem dificultar e muito, a mudança de comportamentos (Silva, 2002). Alguns factores de personalidade podem, também eles, contribuir para o surgimento e desenvolvimento de doenças como o câncer, constituindo atualmente um dos mais ricos, promissores e interessantes territórios de pesquisa em Oncologia (Holland, 2002).

Neste momento, estou a acompanhar uma doente oncológica desde o dia 6 de fevereiro, todas as sextas feiras, ao todo já foram realizadas até hoje 18 sessões. Desde que esta a fazer o tratamento de reiki como complemento, sente-se mais forte para enfrentar as sessões de quimioterapia que a deixam completamente de rastos e sem força.

O caso desta minha paciente é bastante delicado, pois quando chegou a mim estava com 50% de urina no sangue, maioria dos órgãos afetados, o lado direito sobretudo, com um saquinho a drenar o rim direito e o uso de fralda noturna, pois não havia sensibilidade na retenção da urina, e não conseguia libertar as fezes.

Perante este estado não sabia o que fazer e o que dizer… Porque apesar do estado físico deteriorado, o nível psicológico estava bastante sensível, pois esta patologia surgiu de um erro médico, onde na qual nunca ouve até hoje um pedido de desculpas. Pedi aconselhamento a minha mestre, Sílvia Oliveira, e segui a voz do meu coração. Semana após semana, mês após mês, a Adelaide apresenta melhorias físicas.

Ao longo das semanas, cada sessão de reiki era uma aventura, sempre com histórias para contar, é inevitável não haver envolvimento entre paciente e terapeuta, e nestes diálogos, muito importantes para a paciente, a sua força interior foi crescendo, chegando a cada consulta com um grande sorriso, dizendo sempre «Martinha vamos vencer esta luta…» Claramente, que na semana das sessões de quimioterapia, chegava as consultas de reiki muito cansada, a cada sessão de químio a dose era aumentada, e já vai na sétima sessão. A medica oncológica que acompanha a Adelaide no hospital de Guimarães, deu os parabéns pela iniciativa da paciente na procura da medicina alternativa, referindo até que desconfiava que tal estivesse a acontecer, tendo em conta a aparência apresentada pela Adelaide.

Para Jung ( 1986), a espiritualidade não está obrigatoriamente associada à fé religiosa, mas sim à relação transcendental da alma com a divindade e na mudança que daí advém. A espiritualidade estaria assim relacionada com uma atitude, uma ação interna, uma ampliação da consciência, um contacto do individuo com sentimentos e pensamentos superiores e no fortalecimento e amadurecimento que esse contacto poderá trazer para a sua personalidade. A Adelaide teve experiência transcendental com a Terapia de reiki, não só no que diz respeito a prática de cura natural, como na prática da filosofia de vida que o reiki nos faz vivenciar, os cinco princípios, a acreditar que tem de viver um dia de cada vez, sendo Grata todos os dias por cada momento mágico que tem na sua vida, com os seus netos que tanto fala, dizendo: Martinha, quando ficar boa vou cuidar dos meus netos como não pude cuidar dos meus filhos.

Hoje em dia, existe um consenso cada vez maior em relação à importância e peso que a religiosidade e a espiritualidade têm na Qualidade De Vida dos doentes em geral, e dos doentes oncológicos em particular (Miller & Thoresen, 2003), existindo atualmente alguns estudos que apontam para a existência de uma relação importante entre bem-estar espiritual (BEESP) e melhor qualidade de vida (QDV) (Brady, Peterman, Fitchett, Mo & Celia, 1999; Cotton, Levine, Fitzpatrick, Dold & Targ, 1999).

O doente que apresenta um maior bem-estar espiritual, é levado a experienciar uma maior e mais profunda compreensão sobre o significado e propósito da vida, deixando de focar-se apenas nos seus problemas, para passar a adotar uma visão mais holística sobre a vida. Este novo enfoque, por seu lado, pode provocar uma diminuição dos índices de estresse crônico a que os doentes oncológicos normalmente estão sujeitos, permitindo ao doente descontrair-se e relaxar, levando assim o organismo a produzir aquilo que Benson (1984) denominou por The Relaxation Response. Em 1996, lançou seu último livro “Medicina Espiritual” no qual afirma com convicção: “[…] nos meus 30 anos de prática da medicina, nenhuma força curativa é mais impressionante ou mais universalmente acessível do que o poder do indivíduo de cuidar de si e de se curar”. E destaca: “Os anseios da alma – a fé, a esperança e o amor – são eternos, inclinações naturais que o pensamento ocidental moderno reprimiu, mas jamais subjugou”.

Neste momento, a Adelaide apresenta melhorias significativas, os intestinos funcionam melhor, tem uma maior sensibilidade na retenção urinária, as pernas já não incham com tanta frequência, tem noites tranquilas e não perdeu peso, sendo que esta sempre com um grande apetite, e os órgãos estão a estabilizar. A nível psicológico, apresenta muita força, com grande vontade de viver, mas com uma aceitação clara da doença, onde o seu lema é viver o dia a dia. Mais do que tudo isto, o quisto desapareceu, vai realizar a ultima sessão de quimioterapia (oitava), e a realização de exames específicos, verificar como estão as células entre outros. As sessões de reiki continuarão com o objetivo de fortalecer o sistema imunológico, ajudando-a na recuperação.

E por tudo isto que acredito que todos os recursos disponíveis, inclusive os de ordem espiritual, que encorajem a cura, o ajustamento psicológico e uma melhor Qualidade De Vida dos doentes, devem ser seriamente considerados. Devem ver a sua validade comprovada ou infirmada, não de acordo com os critérios de apenas uma parte da comunidade científica, por mais importante que ela seja, mas sim através das implicações clínicas que estes possam provocar.

Numa sociedade leiga como a nossa, o espiritual continua a não ser reconhecido, ou pior, é suspeito por ser confundido com o religioso, enquanto que a negação da morte e a onipotência da técnica têm contribuído largamente para a “secura” espiritual que observamos diariamente na maior parte das unidades de cuidados de saúde.

Referências Bibliográficas

Barros, J. (2004). Psicoiogia positiva. Porto: Ediçôes Asa.

Benson, H. (1996). Timeless healing: The power and bioiogy of belief New York: Simon and Schuster.

Benson, H. (1984). Beyond the relaxation response. New York: Berkley Books.

Brady, M., Peterman, A., Fitchett, G., Mo, M., & Celia, D. (1999). A case for including spirituality in quality of life measurement in oncology. Psycho oncology, 8, 417- 428.

Cella, D., Tulsky, D., Gray, G., Sarafian, B., Linn, E., & Bonami, R (1993). The functional assessment of cancer therapy scale: Development and validation of the general measure, journal of Clinical Oncology, (3), 570-579.

Frankl, V (1963). Man’s search for meaning. New York: Washington Square Press.

Frankl, V (2000). Man’s search for ultimate meaning. New York: Basic Books.

Frankl, V ( 1986). The doctor and the soul. New York: Vintage Books.

Goleman, D. (2003). Inteligencia emocional. Lisboa: Temas e Debate.

Holland, J. (2002). History of psycho-oncology: Overcoming attitudinal and conceptual barriers. Psychosomatic Medicine, 64, 206-221.?Haynal, A., Pasini, W, & Archinaro, M. ( 1998). Medicina psicossomática: Perspectivas psicossociais. Lisboa: Climepsi Editores.

Jung, C. (1986). A natureza da psique. Petrópolis: Vozes.

Miller, W., & Thoresen, C. (2003). Spirituality, religion and health: And emerging research field. American Psychologist, 58(1), 24-3

Peterman, A., Firchett, G., Brady, M., Hernandez, L, & Celia, D. (2002). Measuring spiritual well-being in people with cancer: The functional assessment of chronic illness therapy-spiritual well-being scale (FACIT-Sp). Annals of Behavioural Medicine, 24(1), 49-58,

Post, S., Puchalski, C, & Larson, D. (2000). Physicians and patient spirituality: Professional boundaries, competency, and ethics. Annals of Internal Medicine, I32{7), 578-583.

Silva., P (2002). A educação para a saúde e o marketing social: Aspectos relacionados Com a prevenção do cancro. In M. Dias & E. Dura (Eds.). Territórios da psicologia oncológica, 189-21. Lisboa: Climepsi Editores.

Webster, K., Celia, D., & Yost, K. (2003). The functional assessment of chronic illness therapy (FACIT) measurement system: Properties, applications, and interpretation. Health and Quality of Life Outcomes, (79). http://www.hqlo.com/content/1/1/79

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Monografia: Revisão bibliográfica de estudos e pesquisas sobre utilização do Reiki no SUS – Sistema Único de Saúde

Healing #4

Revisão Bibliográfica Sobre o Uso do Reiki no SUS

Universidade Federal de Santa Maria

Universidade Aberta do Brasil

Especialização em Gestão de Organização Pública em Saúde

Artigo de Especialização

Ruth Vanize Camargo Stumm

São Francisco de Paula, RS, Brasil – 2012

Artigo apresentado ao Curso de Especialização em Gestão da Organização Pública em Saúde, da Universidade Federal de Santa Maria/Universidade Aberta do Brasil (UFSM/UAB), como requisito parcial para obtenção do grau de Especialista em Gestão de Organização Pública em Saúde.

Resumo

O uso do Reiki no SUS pode acarretar bem-estar na vida dos usuários. Há mobilização por parte dos Reikianos em difundir a prática em hospitais e unidades básicas de saúde. Este trabalho objetiva verificar através de levantamento bibliográfico, o uso do Reiki em usuários dos serviços públicos de saúde, principalmente na atenção básica. Constata-se que cada vez mais estão buscando aplicar Reiki para melhorar a qualidade de vida do usuário. Percebe-se também a importância de oferecer aos gestores o conhecimento e capacitar os profissionais da saúde para interagir no cuidado a saúde pública. Reiki é uma prática centenária em terapia holística, sendo necessário o aumento de sua utilização nos hospitais públicos.

Palavra-chave: Reiki, Hospitais Públicos, Terapia Complementares.

Introdução

O Sistema Único de Saúde (SUS) se organiza em redes de saúde e tem na Atenção Básica o lugar de gestão do cuidado em saúde (GÖTTEMS e PIRES, 2009). A Atenção Básica consiste em um conjunto de ações de saúde como promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação, tentando reduzir as internações (BRASIL, 2011). Para integralidade em saúde é necessário ampliar na prática do cotidiano do SUS, o conceito de saúde para além de somente ausência de doença e a clínica do cuidado que não se reduza a biomedicina. Para isso é necessário o trabalho em equipe que permite composições que qualificam a atenção em saúde ao usuário e o processo de trabalho em saúde. Nesse contexto de Atenção Básica, deve-se mencionar o conceito de Clínica Ampliada (CUNHA, 2004).

Segundo Cunha (2004) a Clinica Ampliada é um novo modelo que quebra paradigmas na atenção básica. No modelo atual não há participação e sim imposição da cura, onde o sujeito fica subordinado ao pode de decisão do corpo clínico, sem escolha participativa de terapias alternativas. A Clínica Ampliada propõe que o profissional de saúde desenvolva a capacidade de auxiliar o usuário não apenas no combate às doenças, mas também na transformação do indivíduo, fazendo com que a doença não seja um empecilho para realizar outras atividades na sua vida (BRASIL, 2004). O gestor tem a tarefa de buscar a sincronia entre o usuário e a equipe de saúde, dando ênfase ao diálogo e ofertando outras formas de tratamento (CARVALHO e BARBOSA, 2010).

Também no cuidado, pode contribuir nesta perspectiva, o uso de outras práticas em saúde, como no caso as integrativas e complementares, as quais consistem em um sistema envolvendo mecanismos de prevenção, de promoção e de recuperação da saúde (BARROS et al. 2007). Estas práticas podem contribuir para a mudança de modelos de atenção e gestão em saúde, como oferta de outra possibilidade de cuidado que não seja somente consulta, fármacos e exames.

Para uma integração na saúde pública, o Ministério da Saúde em 2006, aprovou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS (BRASIL, 2006), dando abertura para serem realizadas experiências, além da necessidade de se conhecer e apoiar práticas que já estão ocorrendo em alguns hospitais e unidades de saúde, nos estados e municípios (BARROS et al., 2007). A PNPIC oportuniza aos gestores e profissionais da saúde o uso do Reiki como instrumento terapêutico e alternativo que tende a contribuir com a minimização da vivência de estresse e do medo, e proporcionar bem-estar aos usuários.

Com essa abertura, o SUS incentiva à adoção de novos métodos terapêuticos, busca humanizar as práticas de saúde e abre portas para que as terapias alternativas e holísticas possam ser utilizadas, como é o caso do Reiki. Esta prática consiste em uma técnica de cura através dos toques das mãos, que proporciona o equilíbrio e a harmonia, sendo um processo simples e prático. Reiki é a expressão do amor incondicional (BRENNA, 2006).

De acordo com Oliver Klatt e Norbert Lindner (2009), na ciência a ação tem que se basear no conhecimento, não basta movimentar-se apenas no plano da experiência pessoal. Para que um método terapêutico consiga alcançar o reconhecimento social, este deverá ter sua eficácia comprovada por estudos científicos, além de serem pesquisadas as causas com bases na percepção e na razão.

Os procedimentos terapêuticos utilizados atualmente tiveram início na Era do Iluminismo, quando a medicina tradicional carecia de farmacologias alopáticas potentes e indústrias globalizadas. Atualmente, com o estresse e outras psicopatologias, as pesquisas científicas a respeito das terapias complementares se intensificaram (KLATT e LINDNER, 2009). Cada vez mais esses procedimentos, como o Reiki, por exemplo, estão sendo introduzidos nos sistemas de saúde como práticas terapêuticas complementares.

No Brasil, o Reiki tem se difundido entre os diversos profissionais da área da saúde (KLATT e LINDNER, 2009). Pelo exposto, no que se refere ao uso de práticas integrativas e complementares em saúde, no caso o Reiki, este estudo tem como objetivo discutir o que tem sido publicado em periódicos nacionais e internacionais sobre o uso do Reiki em usuários dos serviços públicos de saúde, principalmente na atenção básica. Os resultados deste estudo podem introduzir o uso do Reiki na ampliação da clínica, conforme o entendimento da equipe de saúde, gestão e usuários, bem como contribuir para acadêmicos, educadores no cuidado em saúde.

Metodologia

Este estudo consiste em uma revisão bibliográfica, de caráter descritivo no que se refere artigos completos publicados em periódicos nos últimos dez anos (2002-2012) sobre o uso do Reiki em usuários dos serviços públicos de saúde, principalmente na atenção básica.

A pesquisa bibliográfica, segundo Lima e Mioto (2007) possibilita a fundamentação teórica no levantamento das informações contidas na bibliografia, assessorando na análise crítica, na reflexão e na proposta de soluções.

A busca foi realizada na base de dados do SCIELO (Scientific Eletronic Library Online), Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações e sites especializados em livros. A coleta dos dados ocorreu no período de agosto a outubro de 2012. Foram utilizadas como palavras chaves: ‘Reiki’ e ‘práticas integrativas e complementares’ no SUS.

Os artigos e livros avaliados foram selecionados a partir de análise criteriosa, relacionados com a utilização do Reiki como prática alternativa e complementar no SUS, nos idiomas português, inglês e espanhol e excluindo os encontrados em mais de uma fonte. Os mesmos foram sistematizados para melhor compreensão dos resultados e apresentados em tabela anexa (Anexo A) e de forma descritiva, segundo título, periódico, autores e formação acadêmica, objetivo, metodologia e resultado. Da bibliografia encontrada, conseguiu-se identificar artigos sobre ‘Reiki’ e ‘práticas integrativas e complementares’ em uso no SUS.

Resultados e discussões

Com base no banco de dados do Scielo, foram encontrados seis artigos com a palavra-chave Reiki, sendo três referentes ao objeto de estudo. Em relação às práticas integrativas e complementares no SUS, foram encontrados 11 artigos, sendo dois artigos relacionados com o tema. Quanto ao banco de dados de teses e dissertações, foram encontradas três dissertações de mestrado e uma dissertação localizada no site da Associação Médico-Espírita do Brasil (Associação Médico-Espírita do Brasil, 2012).

Na base de dados de livros foram encontrados 187 livros referentes ao Reiki, sendo destes, 20 na língua espanhola, 107 na língua inglesa e 60 em português. Grande parte destes livros são guias para praticantes que apresentam um conhecimento detalhado do Reiki e seus modos de aplicação, sendo que um deles apresenta relatos e experiências de médicos que utilizam o Reiki na cura de seus usuários. Desta forma, serão utilizados 5 artigos, 4 dissertações de mestrado e 3 livros para a análise do tema, onde em anexo é apresentado o quadro com a ficha de análise.

Pesquisas com Reiki e outras práticas terapêuticas estão sendo feitas e têm provado não somente a existência do conceito, mas a sua eficácia. Diaz-Rodriguez e colaboradores (2011) investigaram os efeitos imediatos na imunoglobulina A salivar (IgAs), na atividade de a-amilase e na pressão arterial, após a aplicação de Reiki em enfermeiras que sofrem da síndrome de Burnout. Os testes foram realizados com dezoito enfermeiras e os autores concluíram que uma sessão de Reiki de 30 minutos melhorou a resposta de IgAs e da pressão arterial de forma imediata em enfermeiras com síndrome de Burnout.

O psicobiólogo Ricardo Oliveira (2003), na dissertação de mestrado, avaliou o tratamento com Reiki em camundongos acometidos de câncer. Os camundongos foram divididos em três grupos: o grupo controle (não recebeu nenhum tipo de tratamento), o grupo “controle-luva” (recebeu imposição com um par de luvas preso a cabos de madeira) e o grupo impostação (recebeu o tratamento tradicional pelas mãos da mesma pessoa). Os resultados obtidos mostraram que nos animais pertencentes ao grupo impostação, os glóbulos brancos e células imunológicas tinham dobrado a capacidade de reconhecer as células cancerígenas.

Ricardo Garé (2008) também estudou os efeitos da influência do Reiki na evolução do granuloma induzido experimentalmente pela inoculação do BCG (Bacilo de Calmette-Guérin) em hamsters e em camundongos portadores de tumor. Com base nos resultados, o autor concluiu que houve uma diminuição do granuloma induzido e um aumento da taxa de sobrevida nos animais tratados com Reiki.

Letícia Franco e colaboradores (2011) avaliaram a produção bibliográfica referente às terapias alternativas utilizadas para o tratamento da dor neuropática diabética. Os autores concluíram com base nos 13 artigos selecionados que as terapias alternativas (acupuntura, Reiki, foto estimulação, estimulação eletromagnética neural, elétrica e terapia a laser) estão sendo utilizadas com a finalidade de aliviar a dor, entretanto, não há concordância sobre a eficácia desses tipos de práticas.

Em outro trabalho, Luiza Gentil (2010) e colaboradores estudaram o emprego de terapias complementares por mães em seus filhos. Das 202 mães entrevistadas, 177 utilizavam as terapias alternativas, sendo as mais citadas: chá, benzimento e simpatia. O percentual de mães que empregavam o Reiki foi de 1,5%. As autoras evidenciaram que houve percepção de melhora na maioria das terapias utilizadas.

Paula Babenko (2004), em sua dissertação de mestrado, faz uma avaliação do Reiki como prática alternativa na cidade de Campinas no estado de São Paulo. A autora menciona que está ocorrendo uma reestruturação dos serviços de saúde, principalmente na área da psicologia, onde passa a empregar o Reiki na prática clínica.

Em outra dissertação de mestrado, Francisca Teixeira (2009) faz uma comparação da cura através da imposição das mãos em três tipos de práticas, através do Reiki, do passe espírita e do johrei messiânico. Ela verificou que nas práticas utilizadas pelas três instituições há uma grande preocupação de que seus praticantes mantenham o equilíbrio energético do corpo (físico e mental). No livro de autoria de Oliver Klatt e Norbert Lindner (2009) descrevem baseados em relatos, experiências de médicos, trabalhos científicos e artigos, de como a medicina energética e a medicina clássica se completam, apontando os excelentes resultados nos campos da fisioterapia e psiconeuroimunologia. Os autores também apontam pontos positivos quando utilizado Reiki para o auxílio nas terapias contra o câncer.

Bárbara Brennan (2006) também descreve um guia para a cura através do campo de energia humana, permitindo que o usuário autocompreenda seus processos físicos e emocionais, onde a arte da cura se concentra nos meios físicos e metafísicos com o intuito de apresentar as variações do campo de energia humana na medida em que esta energia se relaciona com as funções da personalidade do usuário. Upanishad Kessler (2002) enfatiza também que o Reiki é uma arte de cura através do toque das mãos, possibilitando ao leitor uma reflexão sobre o Reiki no Brasil, demonstrando a importância e o significado dos valores e das técnicas orientais para a cura da saúde física e mental.

Mônica Trovo et al. (2003) discutem em seu artigo o conhecimento, a utilização e reconhecimento de terapias alternativas pelo alunos de enfermagem. Os resultados indicaram que o conhecimento dos alunos de enfermagem sobre o assunto é do senso comum, não acadêmico, onde poucos são os alunos que utilizam as técnicas complementares em seu trabalho.

Segundo Tesser e Barros (2008) as terapias do Reiki quando usadas juntamente com práticas da biomedicina, são chamadas de práticas complementares; quando usadas no lugar de uma prática biomédica são chamadas de técnicas alternativas e quando utilizadas conjuntamente baseada em avaliações científicas de segurança e eficácia de boa qualidade são denominadas de práticas integrativas.

As práticas do Reiki estão sendo aplicadas em hospitais. No Grupo Hospital Conceição, em Porto Alegre, os voluntários aplicadores de Reiki atuam na emergência, no banco de sangue, na hemodiálise, na unidade de atenção aos adolescentes, entre outras áreas (GRUPO HOSPITLAR CONCEIÇÃO, 2012). Na Bahia, os profissionais de saúde do Hospital Santa Izabel, usam a técnica oriental para reduzir o tempo de internação, da mesma forma que em Recife, a Policlínica Gouveia de Barros oferece a terapia para seus usuários.

O Hospital de Base do Distrito Federal é um dos mais elogiados da América Latina e o atendimento com Reiki se expandiu pelo hospital, sendo uma realidade nas áreas de neurocirurgia, ambulatório, fisioterapia, pediatria, cardiologia, entre outras. Em Fortaleza, o Hospital Distrital Gonzaga Mota criou um setor de práticas integrativas e complementares para atender a todos os usuários do SUS (ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE REIKI, 2012).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) analisa os efeitos terapêuticos do Reiki, onde os estudos em hospitais mostraram resultados satisfatórios em relação às técnicas de Reiki no combate ao estresse, diabetes, esclerose múltiplas, doenças reumatológicas, queimaduras, fraturas, supressão da dor e dos efeitos secundários de tratamentos como a quimioterapia e radioterapia, além da diminuição da ansiedade, proporcionando maior conforto emocional no combate das doenças (ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE REIKI, 2012).

Através das pesquisas realizadas, verifica-se que as técnicas de Reiki ocasionam de forma geral, benefícios para a saúde da população, desta forma os gestores podem estar alicerçados nas normas do PNPIC para viabilizar este método a todos os usuários do SUS. Portanto, com intuito de viabilizar essas técnicas para grande parte da população, a participação em programas de saúde pública e de serviços assistenciais, tende a facilitar o entendimento do funcionamento dessa prática e articular a produção de serviços de saúde com a rede de relações da sua organização e com o ambiente hospitalar, suprindo assim as necessidades da comunidade (Carvalho e Barbosa, 2010).

O modelo tradicional do SUS de atenção à saúde presta atendimento básico baseado nas queixas do usuário. A consulta é feita pelos profissionais no enfoque conduzido pelo usuário, não incluindo a avaliação do contexto, do ambiente em que vive o usuário e, além disso, não há valorização da informação da promoção de saúde, inviabilizando as intervenções preventivas (Carvalho e Barbosa, 2010).

Como visto nas experiências acima citadas, há uma percepção de que as terapias alternativas potencializam a possibilidade de cura, sendo um tratamento auxiliar não dispendioso, requerendo, no caso do Reiki apenas a imposição das mãos do Reikiano. Com o advento de políticas nacionais no SUS que promovem cuidados integrativos e complementares é oportuno aprofundar a análise da dimensão sociocultural e da eficácia terapêutica desses métodos, bem como compreender o lugar que a medicina complementar vem assumindo ao se tornar serviço disponível ao usuário do SUS.

Considerações finais

O estudo responde ao objetivo do estudo por elucidar o uso do Reiki no SUS. Poucas publicações no que se refere ao uso do Reiki no SUS, mostra que ainda não é uma prática incorporada do cotidiano dos serviços de atenção básica e sim em âmbito hospitalar. Do mesmo modo, autores atentam para os efeitos do Reiki no cuidado e na gestão, como forma de ampliar oferta de serviços, a clínica e avançar na ruptura com o modelo tradicional de produção de saúde da queixa, consulta e fármaco para outras possibilidades terapêuticas, como a escuta, o Reiki e outras práticas complementares.

As práticas integrativas e complementares possibilitam ao indivíduo o acesso a outras terapias. O processo é a descoberta do usuário com o tratamento de sua escolha, alicerçado pela orientação dos profissionais da saúde. Cabe ao gestor em saúde publica a autonomia de dar respaldo para trabalhadores de saúde e o aceite do usuário na escolha de sua terapia. Não se pode uniformizar propostas terapêuticas, mas mostrar ao usuário suas opções que conduz a resultados e o Reiki é uma delas. No entanto, observa-se que a evidência de sua efetividade ainda é restrita, ressaltando a importância de novos estudos na área.

A partir de estudos realizados por diversos pesquisadores que tratam de assuntos relacionados com a atividade da medicina terapêutica, o Reiki e fundamento importante de equilíbrio do indivíduo tem possibilitado minimizar os problemas encontrados nos pontos energéticos que influenciam a saúde corporal e psíquica. A introdução do Reiki nas práticas sanitárias é uma forma de tencionar a hegemonia tradicional presente no cuidado.

Referências

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● ASSOCIAÇÃO MÉDICO-ESPÍRITA DO BRASIL- AME-BRASIL. Disponível em: http://www.amebrasil.org.br. Acesso em: 25 out. 2012.

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● BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 971, de 03 de maio de 2006. Aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde. Brasília, DF, 3 mai. 2006.

● BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.488, de 21 de outubro de 2011. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família e o Programa de Agentes Comunitário da Saúde. Brasília, DF, 21 mai. 2011.

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http://ametereiki.com.br

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Reiki no Hospital Sírio Libanês

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As Terapias Complementares (também conhecidas como alternativas), como o Reiki, a meditação, a acupuntura, entre outras – quando aliadas à medicina tradicional, somente trazem benefícios para os pacientes. Nos Estados Unidos, esta prática já é bem mais comum, com inclusive hospitais especializados, como o Centro de Medicina Integrativa da Universidade de Maryland, mencionado já na Revista Veja de 09/2011.

No Brasil, temos já hospitais que implementaram núcleos ou projetos neste sentido. É um importante processo de conscientização da necessidade do uso de Terapias Complementares aliadas à medicina tradicional.

O Hospital Sírio-Libanês é um deles. Já em sua edição de Maio/Junho 2010, a revista informativa interna, chamada Hospital Sírio Libanês, teve como título de capa: “Buscando o equilíbrio. Saiba o que são cuidados integrativos“. A revista enfoca o início do Núcleo de Cuidados Integrativos do Hospital Sírio-Libanês, coordenado inclusive por um mestre de reiki e que continua ativo (este mês foi promovida a segunda edição do curso Meditação para Alívio de Sintomas, coordenada pelo núcleo). Veja abaixo alguns trechos da matéria, que continua atual, e ao final um link para a revista completa.

Equilíbrio. Ele deve permear tudo o que fazemos em casa, no trabalho e nos nossos momentos de lazer. Por isso, a revista do Hospital Sírio-Libanês traz dicas valiosas de como cultivá-lo no nosso dia a dia. Logo na nossa matéria de capa você irá conhecer um pouco sobre os cuidados integrativos, ações focadas no bem-estar e na qualidade de vida que além de contribuírem para a minimização de sintomas como estresse, ansiedade, fadiga, dor e depressão, são mais uma forma de humanizar a assistência médica. Quem nos apresenta esse assunto é Plínio Cutait, conceituado mestre de Reiki, que coordenará um núcleo na Instituição voltado apenas para essa área.

O Núcleo de Cuidados Integrativos do Hospital Sírio-Libanês nasce em consonância com o espírito humanístico sempre presente na Instituição. Seu propósito é contribuir para que o cuidar, gesto essencial e vocação original do HSL, se estenda a pacientes, familiares, cuidadores, voluntários, colaboradores e profissionais de saúde, da forma mais humana, natural e ampla possível, enriquecendo o interminável processo de educação de todos aqueles que participam da vida desse Hospital. A princípio, o serviço oferecerá práticas como Meditação, Acupuntura, técnicas corporais, relaxamento, respiração, Musicoterapia, Arteterapia e Reiki, ministradas e aplicadas por profissionais norteados por longa experiência e pelo rigor presente nesta Instituição.

Os avanços da ciência médica no último século são incontestáveis. Da penicilina ao genoma, incontáveis conhecimentos sobre o corpo humano foram alcançados. Dispomos hoje de sofisticada tecnologia a serviço da medicina, fato maravilhoso que, ao mesmo tempo, se confronta com um grande desafio: humanizar o atendimento médico e buscar formas de tratar não só a doença, mas também a pessoa em sua completude. Como uma resposta a esse desafio, os Cuidados Integrativos vêm, cada vez mais, ganhando espaço em renomados hospitais do mundo todo, por ampliar o cuidado ao paciente e estendê-lo a familiares e cuidadores.

Focado no bem-estar e na qualidade de vida, eles contribuem ainda para a minimização de sintomas como estresse, ansiedade, fadiga, dor e depressão. Segundo Plínio Cutait, mestre de Reiki conceituado no mundo todo, estudioso sobre o assunto há mais de 20 anos, palestrante internacional e Coordenador do Núcleo de Cuidados Integrativos do Hospital Sírio-Libanês, importantes instituições de saúde como o Memorial Sloan Kettering Cancer Center de Nova York, o MD Anderson Cancer Center de Houston, o Dana-Farber Cancer Institute de Boston e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), entre outras, aos poucos se abrem para um repertório de cuidados que contempla a integralidade do ser humano, com o propósitode tratá-lo como um todo. “Essa é uma renovação do ato de cuidar, baseada em paradigmas que atravessam todos os tempos, porque são fundamentados no espírito humanístico mais genuíno: a integração entre corpo, mente e espírito.”

Um instrumental de Cuidados Integrativos inclui, por exemplo, práticas como a Meditação, a Acupuntura, técnicas de relaxamento e respiração, Musicoterapia, Arteterapia, Reiki, Tai Chi Chuan, Yoga, Lian Gong, Chi Kung etc. Aliadas ao tratamento médico convencional, essas práticas podem preencher um espaço que muitas vezes se encontra vazio ao longo do período em que o paciente está enfrentando a doença.

De acordo com Plínio Cutait, cura e educação são inseparáveis. Nesse sentido, é de grande valia que o paciente não só receba passivamente os benefícios dessas práticas em forma de tratamento, mas que possa também aprendê-las e integrá-las em sua rotina, para o alívio de seus sintomas, melhoria de suas condições gerais e uma aproximação de suas próprias forças, muitas vezes escondidas em meio ao desconforto e ao sofrimento.

A educação em autocuidado é o néctar dos Cuidados Integrativos e incentiva o paciente a se conhecer e participar ativamente de sua própria recuperação. Aprender a meditar, silenciar, respirar, relaxar, restaurar a própria energia e apaziguar a mente pode instrumentalizar o paciente para que ele atravesse um trecho difícil de sua vida, fortalecendo e ativando seus recursos pessoais.

O mestre de Reiki destaca que os Cuidados Integrativos são indicados também aos familiares e cuidadores por duas razões: servem de apoio para estes indivíduos que acompanham o desafio de um ente querido e porque o bem-estar destes acompanhantes se reflete diretamente na recuperação do paciente.

Embora seja difícil finalizar um assunto que ainda renderia várias páginas, Plínio Cutait conclui que os Cuidados Integrativos podem trazer inúmeros benefícios a todos. Não é necessário estar doente para desfrutá-los e, como em qualquer forma de medicina, serão mais eficazes quando usados de forma preventiva.

Revista Sírio Libanes – maio_junho de 2010.
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Terapias alternativas mudam rotina de presos em Rondônia

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“Essa história de homem passando a mão em mim não podia não.” Essa é a resposta invariável dos presos que frequentam um projeto em Porto Velho onde os detentos aprendem, entre outras coisas, a receber e aplicar massagem uns nos outros.

Reiki, ayurveda, cone chinês, gestalt e eneagrama são alguns dos instrumentos usados por uma ONG de Rondônia com detentos de presídios da capital. Há dois anos, o chá usado no Santo Daime, a religião surgida na Amazônia no século 20, também passou a fazer parte da rotina dos presos.

Os cerca de cem detentos atendidos atualmente pela Acuda (Associação Cultural e de Desenvolvimento do Apenado e Egresso) chegam à sede da ONG em forte escolta policial. Eles vêm de diferentes presídios estaduais, incluindo o de segurança máxima, Aruana.

Por volta das 7h30, todos ficam livres das algemas e restam apenas dois agentes penitenciários, que permanecem do lado de fora da ONG. “Eu ajudo a cuidar dos presos. Os agentes entregam para nós e vão embora”, conta Olívio de Andrade, que trabalha na ONG desde que sua pena progrediu para o regime domiciliar.

O pátio de terra em torno do qual ficam a administração, o salão terapêutico e os outros espaços da organização é ocupado pelos detentos, que circulam e conversam antes da meditação.

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Após abandonar as sandálias, cada homem posiciona seu colchonete no salão de cimento queimado e, em absoluto silêncio, ouve as instruções para começar mais uma sessão de massagem. A ayurvédica é a que mais desperta resistência nos recém-chegados. A massagem começa com uma hidratação à base de óleo vegetal. Os toques se espalham da coluna até os ombros e passam pelas pernas, pelo peito e rosto. No passado, a mulher de um dos presos queixou-se de que o marido estava ficando meio “boiola”. Ele tinha começado a aplicar a massagem nela após o sexo.

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Banhos de argila e ervas medicinais acontecem mensalmente. De cueca ou sunga, os presos aplicam a lama esbranquiçada usada na terapia nos corpos uns dos outros. Quase um dia é gasto no único momento em que os detentos abandonam o silêncio meditativo habitual.

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Além das terapias, são promovidos encontros que trabalham os conflitos psíquicos e a personalidade dos presos. A gestalt e o eneagrama são as técnicas utilizadas.

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Cultos evangélicos, missas católicas e cerimônias espíritas se revezam a cada semana no mesmo salão onde acontecem as terapias. “Aqui é um espaço aberto e ecumênico. Doutrina espírita, católica, budismo, tudo que vier de bom vai ser aceito”, explica Darci dos Santos, 43, um dos presos que frequenta a ONG.

Todas terapias são ensinadas por voluntários, que escolhem entre os detentos alguns assistentes para supervisionar a aplicação das técnicas. Alguns deles já viraram mestres. “Apesar de ser apenado, a gente pode transmitir essa energia positiva a nossos companheiros que estão na caminhada com a gente”, conta Santos, que virou reikiano e administra algumas sessões da terapia.

O reike busca restabelecer o equilíbrio energético do ser humano através das mãos.

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Depois das terapias, os detentos se distribuem por oficinas de tapeçaria, marcenaria e cerâmica, onde tapetes, móveis, mandalas e máscaras orientais são confeccionados por eles. Tudo o que é produzido segue para a loja da Acuda, onde 80% do valor de cada produto volta para os detentos.

Daime

Mensalmente, de 15 a 20 detentos recebem autorização judicial para participar de um retiro espiritual do Santo Daime. A cerimônia acontece numa chácara em Ji-Paraná, a segunda maior cidade de Rondônia, a 373 km de Porto Velho. A experiência começou há menos de dois anos.

O chá da ayahuasca possui propriedades alucinógenas e é utilizado em vários países da região da Amazônia. Relatos de missionários jesuítas mostram que a planta fazia parte de rituais de populações indígenas antes da colonização. Durante o século 20, movimentos religiosos passaram a utilizar a bebida em seus rituais. Em 2010, uma lei federal regulamentou seu uso para fins religiosos.

Durante o ritual do Santo Daime, é comum que os presos “reencontrem” suas vítimas. “Vi a mulher que matei como se fosse a minha filha”, diz Ceumiro de Almeida. Em uma das experiências que teve, viu-se morto, rodeado no caixão por seus familiares, que choravam. “Ouvi uma voz que me disse: foi desse jeito que você fez muita família sofrer”, conta o detento. “Muitas vezes eu chorei naquele chá, coisa que eu nunca tinha feito.”

Membros do judiciário de Rondônia também frequentam os rituais do Santo Daime e receberam bem a participação dos novos membros nos encontros. “O pessoal do sul, sudeste não tem a concepção de que o Daime aqui para Rondônia faz parte da cultura amazônica. Quando você começa a tomar consciência da história, você vê que é um trabalho sério e que o objetivo é incorporar as plantas de cura que nos temos aqui na amazônia ao homem urbano,” disse Maximiliano Deitos, 42, magistrado do Tribunal de Justiça de Rondônia.

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“Tudo começou quando o Ministério Público nos chamou para dar emprego aos presos”, explica Luiz Marques, 56, presidente da Acuda e diretor em Rondônia do SEST-SENAT (Sistema Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte).

Depois da reunião, foi criado um programa de qualificação profissional para ex-detentos e um outro com terapias e acompanhamento psicológico. “A luta não foi só com a sociedade, mas com os presos também. Eles não acreditavam na gente. Onde se viu dar massagem para preso? Dar reiki, banho de argila, afeto. Era só porrada. Era só pancada. Como é que você dá amor e consciência espiritual para alguém que só conheceu a sombra e as trevas?”, conta Marques.

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“De 10 leprosos só ficou curado um. Se com o próprio Jesus foi assim, imagina eu com problema de preso.” Luiz Marques, presidente da ONG.

Mudanças para melhor

Mortes, brigas e rebeliões fizeram parte da rotina do sistema prisional de Rondônia. De acordo com números do Ministério da Justiça de 2013, havia 7,7 mil presos para 4,9 mil vagas nas penitenciárias do Estado.

Há mais de uma década os presídios de Rondônia são observados internacionalmente por organizações de direitos humanos. Em 2002, Porto Velho foi palco da segunda maior chacina do país, quando 27 detentos foram mortos por outros presos durante um motim no presídio Urso Branco.

Os juízes da Vara de Execuções Penais de Porto Velho que visitam a ONG ficam surpresos quando percebem que serras, martelos e outras ferramentas usadas nas oficinas ficam disponíveis para os presos sem que a entidade tenha enfrentado rebeliões ou homicídios. Mais de dois mil homens já passaram pelo projeto desde a sua criação, em 2001.

A Secretaria de Justiça de Rondônia (Sejus) e o Banco da Amazônia são os principais financiadores da ONG desde a sua criação. “No começo houve resistência dos próprios agentes penitenciários. Eles diziam ‘Eu não recebo massagem, mas os presos recebem?’”, disse a secretária-adjunta de Justiça de Rondônia, Sirlene Bastos.

Há menos de um ano foi aberta uma oficina de mecânica no projeto, onde agentes penitenciários deixam suas motos sob os cuidados dos detentos. A convivência pacífica entre presos e agentes de segurança é garantida por Rogério Araújo, 43, ex-detento e atual coordenador da ONG.

"Minha mãe saiu do Pará para me visitar e não acreditava que eu tinha saído do crime" Rogério Araújo, ex-detento e coordenador da ONG.

“Minha mãe saiu do Pará para me visitar e não acreditava que eu tinha saído do crime” Rogério Araújo, ex-detento e coordenador da ONG.

Nascido na cidade de Marabá, no Pará, Araújo se envolveu desde jovem com conflitos em áreas de garimpo. “Quando jovem, a concepção que eu tinha de respeito era que era preciso matar alguém para ser respeitado”. Após deixar a região, se envolveu com o tráfico de entorpecentes em Rondônia, onde foi condenado a 15 anos de prisão. Araújo foi um dos primeiros a participar do projeto terapêutico da ONG e fez o ensino fundamental e médio no presídio enquanto frequentava a entidade.

Depois de terminar de cumprir sua pena, Araújo não quis voltar para o Pará e se tornou o coordenador do projeto. Recentemente, escolheu como seu auxiliar Jefferson de Souza, 23, um detento que cumpre medida protetiva de internação psiquiátrica após ser diagnosticado com esquizofrenia. “Li uma vez que os loucos às vezes são mais organizados que o pessoal normal. Por isso trouxe o Jefferson para cá. Tem coisas que ele sabe sobre a Acuda mais do que eu”.

"Sempre andei com o trafico. Eu nunca fiquei tanto tempo num canto como estou hoje." Pedro Lima, ex-detento e coordenador terapêutico da ONG.

“Sempre andei com o trafico. Eu nunca fiquei tanto tempo num canto como estou hoje.” Pedro Lima, ex-detento e coordenador terapêutico da ONG.

Teatro

Por mais de dez anos a ONG ofereceu também aulas de teatro aos presos. O espetáculo montado pelo grupo, o “Bizarrus”, falava da vida dos detentos. Araújo, que foi da segunda turma do teatro, se recorda do sentimento com que chegou ao primeiro encontro: “Fui para o teatro porque era a minha oportunidade de fugir”.

Um apelido foi criado para os frequentadores do grupo: as bailarinas do careca. “Já pensou o cara preso. O pessoal gritava ‘tão indo os viadinhos’. Eu tinha duas opções, deixava pra lá ou entrava na porrada e pegava castigo. Continuei e fiquei 10 anos”, explica Wanderley Borges, 45, que hoje está em prisão domiciliar e continua frequentando a ONG.

A Acuda estima que mais de 100 mil pessoas assistiram às apresentações. A ONG recebeu neste ano um prêmio do Ministério da Justiça de boas práticas no sistema prisional pelas atividades desenvolvidas por Marcelo Felici, 54, o diretor teatral que cuidou da preparação da peça com os presos. Hoje Felici prepara um novo espetáculo, chamado “Topo do Mundo”, no presídio Urso Branco, que ficou conhecido por ser palco da segunda maior chacina em um presídio no Brasil.

http://arte.folha.uol.com.br

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