Biomidiologia aplicada ao Pokemón

Flávio Calazans*

RESUMO (japonês):

Subliminal Biomediology: Pokemon

Youyaku (Nihon go):

1997 no toshi de nippon no daininki anime, Pokemon, wa tachicoscopics fureemu o itibyou ni 10.8 kai no hayassa, aka-shiro-ao no iro o temmetsu saseta tame, Tokyo de wa 728 nin no hito tatchi ga nhyuuin shimashita.

Kono media no giken ni yori, atarashii byouki ga hakken saremashita, sorewa “Terebi Epilepsy” to “Shikisai Shinkei Kabin Epilepsy”.

Kokumin no kenkou ni higai o okossu dake dewa naku, Pokemon wa danjo no muishiki o sado-maso subliminals no shigeki o atae, hito o ayatsurukoto ga dekirukoto wa kaimono o kyousei saseteru koto to, soshite International Marketing de shoumei saretemasu.

KEY WORDS: Subliminal, Biomediology, Kenkou, Marketing.

1. Introdução

Objetiva-se aplicar os conceitos da Biomidiologia ao desenho animado que venha a fazer uso de sinais subliminares cujos efeitos neurofisiológicos possam vir a ser mensurados, observando a estrutura interna da signagem subliminar de sua sintaxe, as relações semânticas e contextuais e os resultados pragmáticos na Saúde Pública e nas áreas da publicidade, marketing e merchandising globalizados pelos Meios de Comunicação de Massa.

A metodologia empregada é o Estudo de Caso do desenho animado japonês “Pokemon” e seus efeitos nos telespectadores, com apoio da metodologia antropológica da “observação participante”, na qual o pesquisador encontra-se imerso no ambiente cultural (Aldeia Global-Midiosfera) e exposto ao signo telemático subliminar da Videosfera-Aldeia Global (via Internet, cd-rom, TV a cabo, videogame, TV de sinal aberto, etc), e da Grafosfera (Jornais, revistas, Histórias em Quadrinhos, cards-figurinhas, camisetas, posters, adesivos etc.) além de peças da indústria cultural como brinquedos e objetos tridimensionais, e sua propagação-disseminação internacional, delimitação geográfica oriunda do Japão, distribuída e adaptada nos Estados Unidos da América e seus efeitos no Brasil, circunscrita ao período cronológico dos anos 1997 a 2004.

2. Biomidiologia aplicada ao Pokemón

Em 1995 a Nintendo lançou o videogame “Pocket Monsters” abreviado como “Pokemón”, cujo significado é monstros de bolso, monstrinhos pequenos, contendo 151 monstros diferentes interativos, que foi o sucesso da temporada, compatível com Game-Boy, chegando em 1997 a já ter vendido 8 milhões de exemplares, ocasionando: a versão em desenho animado ; a mídia impressa de quebra-cabeças, revistinhas para colorir e montar, passatempos, vários títulos de Mangá (Histórias em Quadrinhos) bichinho virtual (tipo Tamagotshi) etc.; chegando até a vender 300 milhões de “Cards” (Figurinhas colecionáveis) e 2 milhões de audio Cds com as trilhas sonoras e fundos musicais dos monstrinhos, sem contar bonés, t-shirts, mochilas, adesivos, cadernos, canetas, etc.

O mercado “Pokemón” mobiliza um montante entre 400 a 500 bilhões de yenes por ano, sendo o “Megahit” produto de mídia no Japão quando do evento, um fenômeno de Marketing asiático em 1997 que sofre progressão geométrica nos anos seguintes.

Nos Estados Unidos da América, segundo o quartel-general da Nintendo, 40% dos lares norte-americanos possuem um sistema de videogame da Nintendo, e o desenho animado teve lançamento programado para 1998 nos USA (e em 1999 no Brasil).

O melhor exemplo público e notório de resultados mensuráveis do sinal subliminar taquicoscópico foi o caso japonês POKEMÓN:

Pokemón foi o desenho animado nipônico que em 1997 piscou taquicoscópicamente 10.8 vezes por segundo frames das cores Vermelho-Branco-Azul, deflagrando epidemia que internou 728 telespectadores em Tóquio. Em decorrência deste evento de mídia foram descobertas as novas doenças “Epilepsia Televisiva” e “Epilepsia Sensitiva Cromática”.Além da questão de Saúde Pública, Pokemón manipulou o inconsciente de ambos os sexos empregando estímulos subliminares sado-masoquistas com comprovada compulsão de consumo e decorrente fenômeno de Marketing Internacional.

Fato documentado: Terça-Feira, 16 de dezembro de 1997, 18 horas e trinta minutos, Japão; começa a transmissão do desenho animado da série “Pokemón”, o episódio intitula-se “Computer Warrior Porigon” (Den no Usenshi Porigon) e é transmitido em rede por uma cadeia de 37 emissoras.

Cerca de vinte minutos após o término do episódio tem início o evento histórico cujas repercussões ecoarão através dos anos seguintes, um evento de tamanha magnitude que pode apenas ser comparado à transmissão radiofônica “Guerra dos Mundos” de Orson Wells em New York, pelo impacto social multitudinário (em 30 de outubro de 1938, véspera do “Dia das Bruxas” e em um contexto-midiosfera de II Guerra Mundial) a rádio CBS e suas afiliadas de costa a costa transmitem o programa “Guerra dos Mundos” de Orson Welles, baseado no livro do inglês H.G. Wells, com formato de radiojornalismo narrando uma invasão marciana em New Jersey; o programa desencadeou pânico e 1,2 milhão de ouvintes aterrorizados congestionaram as linhas telefônicas e as estradas fugindo de New York paralisando 3 cidades, registrado em manchete do jornal “Daily News” de 1 de novembro) e à “Experiência Subliminar Vicarista” em New Jersey (quando as primeiras mensagens empregando tecnologia subliminar foram veiculadas por um taquicoscópio em um cinema durante a projeção do filme “Férias de amor” {Picnic} com a atriz Kin Novak, 1956, aumentando em 60% as vendas do refrigerante Coca-Cola, um projeto do gerente de Marketing e publicitário Jim Vicary aplicando o aparelho projetor taquicoscópio (empregado em pesquisas psiquiátricas) a um universo de consumidores, com o objetivo de influenciar o processo decisório de compra subliminarmente (taquicoscópio também é empregado tecnicamente como o termo sinônimo de subliminar).

Em matéria veiculada 24/12/97 na Internet, intitulada “Desenho Epilético” a “IstoÉ” entrevista a neurologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, Elza Márcia Yacubian. A médica informa que a literatura médica registrou somente 17 casos de epilepsia fotossensível no período desde 1981 a 1997, uma freqüência de cerca de um caso por ano.

Os desenhistas de animação japoneses conhecem muito bem estas técnicas: “Shigueki” é a palavra para a inserção de um forte estímulo visual, e “Paka-Paka” é a gíria específica para estas luzes coloridas piscando alternadamente, inseridas com o objetivo de criar tensão emocional extrema.

O “Paka-Paka” pode ser definido com maior exatidão como um “Pisca-Pisca”, um efeito “Flicker”, luzes de cores diferentes piscando em alta velocidade, estroboscópica ou até mesmo taquicoscópica-subliminar, enquadrando-se na Fórmula das Signagens Subliminares, ou seja, o quociente entre o dividendo quantidade de informação emitida e o divisor tempo-espaço de exposição ao sinal (cf. Propaganda Subliminar Multimídia, 6. edição, p.30.).

Não há falta de informação a este respeito, pois o “site” da Internet “Expresso” de 20/12/97 apresenta o artigo “Boneco gera Epilepsia” que explica ter Pikachu projetado exatamente 54 imagens em 5 segundos.

Aplicando-se a minha fórmula da subliminariedade (que muitos amigos pesquisadores homenageiam-me ao denominar cordialmente como “Fórmula Calazans”), o dividendo 54 imagens (quantidade de informação) e o divisor 5 segundos ( tempo de exposição ao sinal), obtém-se o quociente de 10,8 imagens por segundo.

No “site” da Internet da Universidade do Texas (utexas.edu) encontra-se a entrevista com Kikuo Asai, pesquisador do “Media Development Center ” de Tóquio, que afirma:

“É bem sabido que a televisão tem um tremendo impacto nos seres humanos, e nos séculos que virão vai tornar-se maior e maior. Mas em muitos aspectos este mecanismo não tem sido completamente entendido. Talvez o caso Pokemón vá ajudar a torná-lo mais claro.”.

Deste quadro foi desenvolvida a BIOMIDIOLOGIA; a Biomidiologia propõe-se a ser um campo de pesquisa recortando os efeitos colaterais diretos ou indiretos da Mídia em formas de vida (Livro: ECOLOGIA E BIOMIDIOMOLOGIA, ISBN 85-85795-59.Editora Plêiade, 2002).

BIOMIDIOLOGIA, pode ser definida como um ramo de pesquisa derivado da Midiologia o qual estuda as relações Biossemióticas entre signos veiculados pela midiosfera, mídia eletrônica (Videosfera-Televisão, Internet, etc.) os quais afetam direta ou indiretamente formas de vida biológica quer seja em sua fisiologia ou comportamento.

Didáticamente, a Biomidiologia, pode ser comparada, apenas em termos alegóricos de analogia cognitiva, a quando uniram a Engenharia Eletrônica e a Engenharia Mecânica criando a MECATRÔNICA, que é a base da Robótica, Biônica e Automação Industrial; ou como quando uniram a Química e a Biologia criando a BIOQUÍMICA, e a Biologia e a Física criando a BIOFÍSICA; a Biomidiologia contribuirá para a compreensão dos fenômenos da Comunicação de Massas em sua esfera de eficácia biológica.

Desde o Século XVIII os Professores Doutores do Leste Europeu praticam a divisão do conhecimento em duas grandes áreas:

– Ciências da Natureza (Naturwissenschaften) cujos métodos são EXPLICATIVOS (Erklärung), como a Física, Biologia e BIOFÍSICA (vida influenciada pelas forças da natureza, do ambiente, ecossistema, vida reagindo a estímulos de ondas de luz-óptica, ou ondas sonoras-acústica).

– Ciências do Espírito (Gemeinenwissenschaften) cujos métodos são da COMPREENSÃO (Verständnis); a interpretação (Hermenêutica) dos signos (Semiótica) culturais, psico-antropológicos, a linguagem da Arte e Mídia-Comunicação (Midiologia).

A BIOMIDIOLOGIA surge como uma das disciplinas cuja proposta é o cruzamento heurístico entre ambos os paradigmas: Naturwissensaften (BIO) e Gemienenwissensaften (MIDIOLOGIA).

Ciência Revolucionária, um novo pradigma transdisciplinar no sentido da EPISTEMOLOGIA de KUHN, e seguindo o rigor dos parâmetros metodológicos de FEYERABEND, sob procedimentos que PEIRCE denomina ABDUÇÃO.

PHYSIS é a Natureza Física em grego, e OIKOS é casa, ambiente, daí ECONOMIA (normas da casa, gestão, administração das casas de comércio- empresas e cidades-urbanismo) e ECOLOGIA (estudo do ambiente) como estabelecidos paradigmas da complexidade auxiliares da Biomidiologia.

Ainda do idioma grego, ZOÉ é vida natural; ao passo que BIOS é a vida como existência, a vida axiológica, vida como valor existencial, vida investida de valores culturais, vida que tem um sentido, a vida consciente, como dizem os germânicos; Lebenswelt, o mundo da vida.

A Vida (bios) neste sentido amplo que Platão já descrevera no “Filebo” e Aristóteles explica no “Ética a Nicômano”, sobre as três existências (BIOS) na cidade-civilização (Polis):

– BIOS THEORETIKOS (vida contemplativa)
– BIOS POLITIKOS (vida política)
– BIOS APOLAUSTIKOS (vida prazeirosa, vida do corpo, vida sexual, vida esportiva, vida saudável que os estóicos romanos diziam: “Mens sana in corpore sano”)

E Nicholas NEGROPONTE do MEDIALAB -MIT propõe uma VIDA DIGITAL (no livro VIDA DIGITAL), uma vida interdependente do Ciberespaço (Willian Gibson), a Computopia-Sociedade da Informação (Yoneji Masuda), a Aldeia Global (Marshal MacLuhan), Midiosfera (Régis Debray), Hypercórtex (Roy Ascott), Noosfera da consciência do ultra-humano (Teillard de Chardin) e Quarto Bios (Muniz Sodré).

Todas estas convergências, coincidências ou sincronicidades demonstram o acerto epistemológico da BIOMIDIOLOGIA.

A Biomidiologia permite compreender, por exemplo, como o desenho animado Pokémon causou a epidemia “epilepsia televisiva” e internou em hospitais japoneses centenas de telespectadores inocentes com um pisca-pisca de luzes taquicoscópicas/subliminares ativando a glândula Pineal e liberando a Melatonina que realiza a síntese do neurotransmissor Serotonina, quebrando cadeias de alcalóides do sangue, evitando, deste modo, novas agressões midiáticas à Saúde Pública.

A Biomidiologia firma-se ao cruzar heurísticamente-criativamente os Paradigmas “Communication” e “Environment”, considerados temas de urgência no estudo de telecomunicações como a NASA e MIT-MediaLab; e a Ecologia de interesse dos Biotecnólogos, Engenheiros Agrônomos e Florestais além de artistas (http://www.ekac.org/calazans.prico.html).

Deste modo, a BIOMIDIOLOGIA é devedora e tributária do exemplo de pesquisadores cuja ousadia e coragem em desafiar preconceitos e dogmas retrógrados que eram entraves à pesquisa científica nunca podem ser esquecidos, como os Biólogos: Charles Darwin, Jacques Monod, Humberto Maturana, Rupert Sheldrake e tantos outros.

O próprio conceito de Comunicação por si só já é interdisciplinar, pois aborda tecnologias de registro (escrita, fotografia, vídeo, CDROOM, etc.) dentro da qual preservam-se signos culturais (Semiótica da Cultura) os quais podem ser transmitidos por meios (Mídia) como satélites por todo o planeta simultaneamente.

Em 1994 a “Independent Television Commission” regula os comerciais de TV na Inglaterra, limitando os “Flickers” ou “Pisca-Pisca” (Paka-Paka) ao ritmo máximo de 3 por segundo. Ora, em dezembro de 1997, Pikachu piscou o quociente taquicoscópico de 10,8 vezes por segundo, excedendo em mais de 3 vezes a margem que os pesquisadores ingleses regulamentaram como máxima, atingindo níveis de reação fisiológica subliminar.

Hoshika explica que as cores empregadas no “Pisca-Pisca” (Paka-Paka) de Pikachu eram intensos “flashes” das cores “Vermelho e Azul “, as quais são polos opostos do final do espectro de luz, forçando o nervo óptico e o cérebro e com maior probabilidade de produzir uma reação (CF papers sobre Pokemón na bibliografia).

Durante 5 segundos, Pikachu piscou (Na freqüência de 10,8 vezes por segundo) as 54 luzes intensas das cores: Vermelha, Branca e Azul, intermitentemente em “looping” repetindo a sequência cromática.

Na obra “Homem, Comunicação e Cor”, 3. edição, página 131 e seguintes (in Calazans, Propaganda subliminar Multimídia p.67), Irene Tiski-Franckowiak cita Harold Wohlfarth, presidente da “Academia Alemã de Ciência da Cor”, também Fotobiólogo da Universidade de Alberta, Canadá, as partículas de energia eletromagnética que compõe a luz afetam os neurotransmissores do cérebro, os compostos químicos que transmitem as mensagens de neurônio a neurônio; a luz, ao atingir a retina estimula a síntese da melatonina produzida pela glândula Pineal, que provoca a síntese da serotonina, neurotransmissor do sistema nervoso central que inibe ou ativa a ação dos complexos de neurônios do hipotálamo.

No olho humano as cores são percebidas pelas células chamadas “Cones”, presentes na Fóvea, no centro da retina, esta rede de cones é de alta convergência nos corpos geniculados do Complexo Límbico, onde fazem conexão com neurônios talâmicos e com as glândulas pituitária e pineal, ocasionando resposta emocional, ou seja, ativando o sistema nervoso simpático e parassimpático.

Entretanto, sabe-se que as cores são comprimentos de ondas da luz, mensuráveis pela unidade física “nanômetros” da Física Óptica, sendo que na ordem que Pikachu piscou, pode-se calcular:

1) Vermelho-610 a 760 nanômetros, ondas longas, de grande intensidade, tempo fisiológico de percepção = 0,02 de segundo; acelera o batimento cardíaco, eleva a pressão sanguínea, provoca tensão e agressividade.

2) Branco-sobreposição de todos os comprimentos de onda, sobrecarrega o nervo óptico e o córtex visual primário e secundário (na parte posterior do crânio, acima da vértebra Atlas, sob o osso occipital) saturando e cansando em curto intervalo de tempo e provocando ofuscamento e fadiga-stress.

3) Azul-450 a 500 nanômetros, ondas curtas de intensidade fraca, tempo fisiológico de percepção = 0,06 de segundo; equilibra o ritmo cardíaco, reduz a pressão sistólica, relaxa e acalma.

Deste quadro, percebe-se que toda uma área de conhecimento sofre re-avaliação graças ao evento japonês, o potencial das telecomunicações e das redes telemáticas tem após Pokemom novos parâmetros de análise, e agora experimentos com efeitos neurofisiológicos e biofísicos não são mais temas fantasiosos de ficção científica, validando o paradigma da BIOMIDIOLOGIA.

Ainda em julho, a revista eletrônica MUNDI (http://mundi.zaz.com.br/ciencia) de 24 de julho de 1999 publica artigo meu sobre Pokemon, e a seguir a jornalista Leila Cunha entrevista-me e publica matéria sobre Pokemon também na Internet, no CADÊ: http://aqui.cade.com.br/ em 19 de novembro de 1999, segundo a qual:

– “Em estudo publicado este ano nos Anais de Neurologia, o dr. Shozo Tobimatsu, do Departamento de Neurologia Clínica da Universidade de Kyushu, em Fukukoa, Japão, confirmou a hipótese levantada por Calazans dois anos antes: os ataques foram provocados em crianças que nunca tinham tido ataques epiléticos”.

A pesquisa citada foi publicada no “Annals of Neurology vol 45 n.6 june 1999” realizada sob patrocínio do Governo Japonês, e prova documentando com EEG (Eletro-Encéfalo-Grama) de 4 pacientes vítimas do evento original que um efeito pisca-pisca luminoso de branco, preto e cinza não obtém efeito fisiológico tão violento quanto o que emprega aquelas cores; neste “paper” foi registrada oficialmente, frente à comunidade científica internacional, mais uma nova doença, batizada pela equipe como “Epilepsia Sensitiva Cromática”, outra contribuição à área da saúde desencadeada por Pokemon (registrado e documentado em diversos papers em Simpósios e Congressos Científicos internacionais e publicado em revistas de alta pesquisa científica, ver bibliografia).

3. Considerações Finais

O “Pânico Pokemon” inaugura uma nova era midiática, trazendo comprovação evidente e irrefutável da possibilidade da eficácia neurofisiológica de signagem subliminar.

Com a denominação de “Epilepsia Televisiva”, a epidemia midiática que atige 12.950 telespectadores, com 728 internações hospitalares (com “Pikachu” piscando taquicoscópicamente 10,8 vezes por segundo as cores Vermelho-Branco-Azul ), faz os efeitos físicos da Biomidiologia uma hipótese mais do que plausível, mensurável até; ao que soma-se o “paper” de Tobimatsu e equipe, registrando a nova doença “Epilepsia Sensitiva Cromática” comprovando algumas das hipóteses intuitivas que foram ponto de partida desta pesquisa.

Futuras pesquisas poderão investigar mais detalhadamente os efeitos físico-químicos da signagem subliminar taquicoscópica no corpo humano, bem como classificar e categorizar o perigo do possível emprego desta tecnologia subliminar como arma de guerra que cause lesões cerebrais ou mesmo morte cerebral na população de telespectadores expostos ao sinal subliminar; com bases biofísicas e fotobiológicas.

Outra linha de pesquisa condizente com o estado da técnica é o questionamento ético e jurídico das tecnologias subliminares, sua eficácia como agente de apoio à decisão de compra e fenômeno de Marketing internacional-globalizado, suas influências na Economia e Sociologia, além da Antropologia Cultural e Psicologia-Psiquiatria (ou Etno-Psiquiatria), indo além do “Yamato Damashii”, o “Wolks-Geist” até um nível de subtexto-entinema-elipse arquétipo que captaliza necessidades psíquicas míticas de crianças urbanas em vários países.

Um inesgotável leque de possibilidades de pesquisas descortina-se perante o pesquisador interessado em dar continuidade à Biomidiologia.

4. Bibliografia de Biomidiologia

CALAZANS, Flávio Mário de Alcântara. ECOLOGIA E BIOMIDIOMOLOGIA. São Paulo:Editora Plêiade, 2002. ISBN 85-85795-59

___.”Biomediology: Communication and environment” ha sido aceptada para ser presentada en XI Encuentro de Faculdades Americanas de Comunicación Social FELAFACS: en la mesa de trabajo: Las causas globales; martes 7 de octubre de 2003 a las 14:30 HRS en el salón Flamingo B. Puerto Rico USA. Publicado no website de EDUARDO KAC – http://www.ekac.org/calazans.prico.html

___.”Biomidiologia do arrastão e Linchamento; a mente coletiva da multidão” ; III Congresso Brasileiro de Pesquisas Ambientais e Saúde -CBPAS 2003, Santos, São Paulo, 21 a 23 de julho de 2003, apresentado 23 de julho de 2003, às 11 horas, número 109 na sessão técnica HUMANAS, publicado na página 15 do programa, e resumo publicado na página 40 e 41 do programa, paper publicado integralmente no CDRom EXPOSITOR.

___.”BIOMIDIOLOGIA: Um paradigma interdisciplinar do Século XXI”, Flávio Calazans, apresentado na seção número nove de Temas Livres do XXV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – INTERCOM´2002, em Salvador, Bahia, anfiteatro Chega Nego, terceiro piso do centro de convenções dia 3 de setembro das 14 às 18 horas, com resumo publicado na página 88 do programa e com o texto integral do “paper” também publicado no CDRom do evento. EXPOSITOR.

___.” Da Televisão ao Carnaval: uma Biomidiologia do Arrastão” XXVI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – INTERCOM´2003 Belo Horizonte, sala 103 prédio 13, resumo publicado na página 34 dos anais,

___.”BIOMIDIOLOGIA DOS DNARTISTAS: EDUARDO KAC” paper aprovado pelo comitê científico internacional para ser apresentado no “FIRST BRAZIL-US COLLOQUIUM ON COMMUNICATION STUDIES” this event is the first of its kind in the United States, JAN. 30 – FEB. 1, 2004 AUSTIN, TEXAS USA http://www.utexas.edu/coc/rtf/brazil_us foi selecionado para a sessão temática de Comunicação Internacional e Intercultural do I Colóquio Brasil-Estados Unidos de Ciências da Comunicação.Sunday, February 1, 2004, Session 3.6-Radio & Television -Intercultural communication. Room 3-Big Bend Ballroom, First Floor, Hyatt Regency Austin. publicado nos anais e cdrom do congresso e na internet em http://www.utexas.edu/coc/rtf/brazil_us/brasilprogram.htm

___.””Biomidiologia: Nova Teoria da Comunicação unindo “Communication” e “Environment” [Naturwissensaften (Bio) e Gemienenwissensaften (Midiologia)].”” paper aprovado pelo comitê científico internacional para ser apresentado no “World Congress on Engineering and Technology Education -WCETE” sob número 529 publicado nos programas, anais e cdrom do congresso http://www.copec.org.br/wcete2004,

___. Propaganda Subliminar Multimídia. 6a.edição. São Paulo, Summus, 1998. ( Coleção novas buscas em comunicação, v.42) ISBN 85-323-0411-7.

___.”Subliminal for a new world”.In: MELO, José Marques de.Communication for a new world: Brasilian perspectives-IAMCR. São Paulo, ECA-USP. p. 77-87.

__.”Midiologia Subliminar: marketing do pânico pokemon à pokemania”. In: LÍBERO-revista acadêmica da Faculdade de Comunicação Cásper Líbero. São Paulo, Ano III, volume 3, n.5, primeiro semestre de 2000, páginas 74 a 87. ISSN 1517-3283

___. “Biomidiologia aplicada ao Pokemón”.In: Encontros culturais Portugal-Japão-Brasil, editora Manole, São Paulo, 2002, ISBN 85-204-1759-0, páginas 69 a 122).

___.”Midiologia Subliminar: Efeitos Neurofisiológicos do Desenho Animado Japonês POKEMON” – II Simpósio Brasileiro de Televisão, Criança e Imaginário FAU-USP, São Paulo, 23 de outubro de 1998, a convite da Profª Drª Elza Dias Pacheco-LAPIC. Expositor.

___.”Midiologia Subliminar: O Pânico Pokemon Multimídia-Japão, USA-Brasil” XXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação-INTERCOM, Rio de Janeiro, Universidade Gama Filho, 4 a 9 de setembro de 1999, GT Humor e Quadrinhos. Expositor com resumo publicado no programa na página 101.

___.”Midiologia Subliminar aplicada ao Pânico Pokemon Multimidiático: Da Videosfera dos Video-games e Desenhos Animados às Histórias em Quadrinhos e Merchandising da Grafosfera ( O desenho Causador de Epilepsia no Japão)” IV Encuentro Iberoamericano de Ciencias de la Comunicación y V Congreso de la Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación, mantido pela ALAIC, 24 a 29 de abril de 2000, Universidade Diego Portales, Santiago del Chile, Grupo de Trabajo Comunicación Publicitária. Expositor com resumo publicado na página 40 do programa.

___.”Análise Intercultural do Fenômeno de Marketing Global Pokemón: Japão – USA – Brasil – Chile” 17 de maio, II Simpósio Internacional de Cultura – Luso-Nipo Brasileira, 16 a 18 de maio de 2000. Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, Av. Paulista 900, 5o andar, São Paulo/SP, Brasil. Expositor

FERRÉS, Joan. Televisão subliminar: socializando através de comunicações despercebidas. Porto Alegre,Artmed, 1998.

GREENFIELD, Patricia Marks. O desenvolvimento do raciocínio na era da eletrônica: os efeitos da tv, computadores e video-games. São Paulo, Summus, 1988.( Novas buscas em comunicação v.32.).

TISKI-FRANCKOWIAK, Irene. Homem, Comunicação e Cor, 3.edição.São Paulo, Icone,1997.

(Observação- em tratando-se de tema de extrema atualidade, a busca de informações do paradigma biotecnológico em construção só pode iniciar-se por pesquisas recentes apresentadas em congressos científicos específicos da área de Ciências Sociais Aplicadas – Comunicação, eventos de maior atualidade, seguido por publicações em periódicos científicos e somente por último nos livros, dissertações e teses defendidas onde tal conhecimento é consolidado e sistematizado; a repetição de um mesmo autor – inclusive nas co-autorias – não trata-se de endogenia, muito ao contrário, é um óbvio indicativo de ser o especialista que mais dedica-se à área e por maior tempo, acumulando experiência e consolidando uma consistente carreira de pesquisador referendada por toda comunidade acadêmica internacional, carreira coerente contruída desde o mestrado e doutorado na USP e referendada em Congressos Científicvos das áreas do conhecimento de Humanas, Exatas e Biológicas)

(*) Flávio Calazans é Doutor pela ECA USP e Livre-Docente pela UNESP, autor do livro em SEXTA edição “Propaganda Subliminar Multimídia” da Summus Editorial e do website http://www.calazans.ppg.br, professor da Cásper Líbero e da UNESP-Campus do bairro Ipiranga-SP-SP (São Paulo-Capital).

A BIOMIDIOLOGIA é um neologismo de propriedade intelectual de Flávio Mário de Alcântara Calazans ; BIOMIDIOLOGIA foi registrada na Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura aos 16 de janeiro de 2002, registro 249.607, livro 444, folha 267 como descoberta científica de Flávio Mário de Alcântara Calazans.

Lançamento do livro: CALAZANS. Ecologia e BIOMIDIOLOGIA. São Paulo: Plêiade Editorial, 2002, ISBN 85-85795-59, (160 PÁGINAS COM ILUSTRAÇÕES. capa: off set, 4 cores, papel cartão suprema 250 g/m2, Plastificada, Miolo: 160 páginas, papel offset 75 g/m2, grampeado, colado e refilado), lançado no XXV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – INTERCOM´2002 dia 3 de setembro, terça feira, no Hall G do piso 4 às 13 horas, publicado na página 40 do programa, livro na mesa número 52.

http://www.calazans.ppg.br

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Mensagem subliminar funciona, afirmam cientistas

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29.09.2009 ]

Mensagens negativas

As pessoas são capazes de perceber mensagens subliminares, particularmente se seu teor é negativo, diz um estudo britânico.

Em três experimentos realizados por pesquisadores da Universidade College London, na Inglaterra, participantes foram expostos, durante curtos períodos de tempo, a imagens que continham palavras neutras, negativas ou positivas.

As palavras apareciam de forma camuflada, ou seja, não eram facilmente identificáveis. Após observar as imagens, os voluntários tinham de classificá-las, dizendo se elas sugeriam alguma emoção ou não.

No final, os participantes foram capazes de categorizar corretamente 66% das palavras negativas subliminares em comparação com apenas 50% das positivas.

Sinais sutis

Os autores do estudo, publicado na revista científica Emotion, disseram que a habilidade de reagirmos a sinais sutis nos ajuda a evitar o perigo.

Nos experimentos, a cientista Nilli Lavie mostrou aos 50 participantes uma série de palavras em uma tela de computador. Cada palavra aparecia na tela por apenas uma fração de segundo – tempo tão pequeno que não permitia que o participante conscientemente lesse a palavra.

As palavras eram positivas (alegre, flor, paz), negativas (agonia, desespero, assassinato) ou neutras (caixa, orelha, chaleira).

Após ver cada palavra, os participantes tinham de dizer se ela era neutra ou tinha impacto emocional (positivo ou negativo) e quão confiantes estavam em relação a sua escolha.

Os pesquisadores verificaram que os participantes tendiam a responder mais precisamente após ser expostos a palavras negativas mesmo quando acreditavam que estavam apenas adivinhando suas respostas.

Vantagem evolutiva

“Nós demonstramos que as pessoas são capazes de perceber o valor emocional de mensagens subliminares e provamos conclusivamente que as pessoas são muito mais sensíveis a palavras negativas”, disse Lavie.

“Claramente, responder rapidamente a informações emocionais é vantajoso do ponto de vista evolutivo.”

“Não podemos esperar que o consciente entre em ação se vemos alguém correndo em nossa direção com uma faca ou se estamos dirigindo em meio à neblina e vemos um aviso de perigo.”

Aplicações no marketing

A pesquisadora disse que seu trabalho pode ter aplicações em campanhas de marketing: “Palavras negativas podem ter impacto mais rápido”, disse.

O slogan “Mate a sua Velocidade”, por exemplo, pode funcionar melhor do que “Diminua”, ela sugere.

Entretanto, o especialista em psicologia do marketing Paul Buckley, da Escola de Administração de Cardiff, no País de Gales, disse que não há evidências de que mensagens subliminares funcionam em situações reais do dia-a-dia.

“Em termos práticos, este (experimento) não reflete necessariamente o que aconteceria na vida real”.

Breve histórico das mensagens subliminares

– 1957: Especialista em pesquisas de mercado James Vicary disse que imagens subliminares projetadas em uma tela de cinema em New Jersey tinham feito com que o público comprasse mais comida e bebida;

– Vicary criou o termo “propaganda subliminar”;

– Em 1958, Grã-Bretanha, Estados Unidos e Austrália proibiram a prática;

– 1962: James Vicary admitiu ter falsificado os resultados do seu estudo;

– 1974: Apesar da falta de evidências de que mensagens subliminares funcionem, a ONU declarou que seu uso é uma séria ameaça aos direitos humanos;

– 1985: Joe Stuessy disse ao senado norte-americano que eram necessárias mais pesquisas sobre o uso de mensagens subliminares em música heavy metal;

– 1990: A banda Judas Priest foi levada para o tribunal pelos pais de meninos que se suicidaram após ouvir os discos da banda. O Judas Priest disse que se quisesse incluir mensagens subliminares em seus discos, elas seriam usadas para dizer às crianças que comprassem mais CDs.

http://www.diariodasaude.com.br

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A Publicidade Subliminar em face do Código de Defesa do Consumidor

Ana Verena Leal Rezende (1)
Laíse Cerqueira de Souz (1)

Numa sociedade marcada pela cultura industrial, bombardeada diariamente, consciente e inconscientemente, por milhares de imagens, sons, mensagens, faz-se necessária a descoberta de novas técnicas capazes de atrair a atenção do consumidor. Nessa tentativa, os publicitários acabam fazendo uso de meios cada vez mais apurados e desenvolvidos, contando, até mesmo, com a ciência como a psicologia, a sociologia, a psiquiatria, dentre outros.

Nesse sentido, avalia Catarina Diniz:

A publicidade tenta, assim, associar as necessidades, impulsos e emoçoes das pessoas, jogando com as vulnerabilidades destas. Todas as atividades e fantasias podem ser manipuladas através dos olhos e dos ouvidos, desde os pensamentos mais secretos até os comportamentos mais públicos, sem que se tenha conhecimento disso. (DINIZ, 1999)

Dessa forma, sabe-se que as informações captadas pelo cérebro humano, diariamente, são absorvidas ou não pelas pessoas, de acordo com o seu interesse. Entretanto, aquilo que o cérebro não interpreta como informação relevante, é captado pelo inconsciente, e lá permanece por dias, anos, ou até mesmo uma vida inteira. (FERNANDES, 2006)

Sendo assim, partindo do pressuposto de que a publicidade é movida por um motivo humano simplista que é vender, a sua intenção manipuladora, em geral, é produzir imagens para uma percepção consciente momentânea e, logo em seguida, armazenar imagens subliminares na memória inconsciente. E é exatamente no inconsciente que sorrateiramente age a publicidade subliminar, para tentar persuadir as pessoas quando do processo de compra. (GOMES, 1999)

De acordo com Paulo Jorge Scartezzini Guimarães, pode-se conceituar a publicidade subliminar

[…] como aquela inserida dentro de uma imagem (um quadro nas 24 cenas que se sucedem durante um segundo) por duração tão curta que seria imperceptível ao estado de consciência, porém atuando de forma poderosa diretamente no subconsciente, influenciando o comportamento do homem. (GUIMARÃES, 2001, p. 113)

Conforme entendimento de Valéria Falcão Chaise, publicidade subliminar

[…] é aquela que pretende atingir o subconsciente, sendo a mensagem projetada a uma velocidade tão rápida que não chega a ser perceptível conscientemente. No momento da compra, o produto aflora no nível da consciência, como se fosse uma escolha espontânea.(CHAISE, 2006, p. 15)

Destarte, a publicidade subliminar é aquela elaborada com técnicas peculiares, focada na inserção de mensagens na memória inconsciente das pessoas, por meio da captação de estímulos não-consciencializados, com a finalidade de persuadi-las a um determinado comportamento. (FERNANDES, 2006)

Insta salientar que, apesar de ainda existir confusão entre a publicidade subliminar com a publicidade indireta, também denominada oculta, clandestina, aquela que pode ser percebida com esforço pelo destinatário, embora a mensagem omita, deliberadamente, o seu intuito publicitário, como é o caso do merchandising, doutrinariamente já se consegue distinguir essas duas técnicas. No particular, assinala o publicitário Marcelo Serpa:

É o caso do merchandising nas novelas, como aqueles produtos colocados na mão dos personagens, com o rótulo estrategicamente voltado para a câmera. Existem também os estudos sobre a teoria psicológica das cores, usadas como estratégias publicitárias para atingir determinado público consumidor. Isso não caracteriza a mensagem subliminar porque é um reconhecimento consciente, as pessoas distinguem as cores. Não há exemplo melhor, do que o marketing da rede de lanchonetes McDonald’s, que utiliza o vermelho – cor quente, associada ao calor – e o amarelo – que provoca a sensação de vazio – para sugerir a fome. (CERPA, 2001)

Convencionou-se chamar de merchandising toda vez que um produto aparece na TV, cinema, revistas e mídia em geral, em situação normal de consumo, sem que haja declaração ostensiva de seu nome, marca ou registro.

No caso do merchandising a publicidade do produto não é exibida nos breaks comerciais, mas sim dentro da programação, pois foi comprovado que ele tem seu potencial melhor aproveitado do que em intervalos comerciais, pois não deixa que o mecanismo de defesa do consumidor entre em ação. Para que a mensagem seja eficaz são utilizados vários recursos de iluminação e técnicas clandestinas de inserção do produto na cena.

O merchandising não é visto como uma técnica de publicidade honesta, pois o público não está consciente do tipo de publicidade que está recebendo e isso dá mais lucro que o modo convencional, pois a pessoa que está utilizando o produto na programação passa emoção e realidade para o consumidor.

Entretanto, esse merchandising não chega a ser tão nocivo quanto o subliminar, pois pode ser percebido no nível consciente, apesar de transmitir uma mensagem de forma discreta. Já a publicidade subliminar não pode ser identificada pelo telespectador de forma visível e tão pouco consciente.

E é exatamente isso que diferencia a publicidade subliminar das demais técnicas, ou seja, o fato de esta lidar com informações que são captadas apenas pelo subconsciente do consumidor.

Enfim, a publicidade procura, através de mensagens subliminares, estimular áreas exatas no cérebro, de modo que este estímulo seja decisivo nas escolhas das pessoas.

Aspectos gerais da publicidade no código de defesa do consumidor

O Código de Proteção e Defesa do Consumidor, Lei n. 8078, de 11 de setembro de 1990, entrou em vigor em 11 de março de 1991 e definiu uma nova ordem de proteção dos direitos sociais, ao fortalecer a questão da cidadania e reconhecer a vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo.

A publicidade está disciplinada em seus artigos 36 a 38, que obriga os anunciantes a respeitarem os princípios básicos de transparência e boa-fé nas relações de consumo e prevê, ainda, efeitos e sanções administrativas e penais correlacionadas ao assunto.

A partir da entrada em vigor do CDC, vários aspectos da publicidade comercial passaram a ser juridicamente importantes. A publicidade passou a ter um efeito vinculativo, responsabilizando quem a veicula e solidariamente toda a cadeia de fornecedores, seja contratualmente como oferta, seja como informação obrigatoriamente clara e correta. Estes efeitos vinculativos têm como fim assegurar a transparência nas relações de consumo, pois hoje ninguém duvida da forte influência que a publicidade exerce sobre a população brasileira.

No que diz respeito à publicidade subliminar, sabe-se que ela fere as normas do bom senso e do livre arbítrio ao não dar ao consumidor opção de escolha na compra de um produto ou utilização de um determinado serviço. Entretanto, infelizmente, o CDC não aborda, muito menos proíbe a utilização de mensagens subliminares em publicidade.

Fernandes (2006) ressalta que a legislação vigente no Brasil, ao contrário de países como Estados Unidos, Japão e grande parte do continente europeu, não aborda a utilização de mensagens subliminares, portanto não existem meios concretos de punir os que se utilizam delas com fins comerciais, políticos ou ideológicos.

Contudo, pode-se encontrar no CDC vedações, no mínimo de ordem principiológica, para aplicação da técnica subliminar, sobretudo quando empregada no mercado publicitário, podendo, portanto, ser defendida a ilicitude de tal prática.

O CDC pode não ser ainda a solução ideal para todo aquele que se julgue enganado por publicidade contendo mensagens imperceptíveis em nível de consciência, mas, de qualquer forma, pode servir de parâmetro e base para futuras ações judiciais.

É possível, ainda, dependendo do caso, que esse tipo de publicidade possa ser enquadrado no art. 20 do Código de Ética dos Profissionais de Propaganda, que afirma que toda propaganda deve ser “ostensiva”.

Artigo 20 – A propaganda é sempre ostensiva. A mistificação e o engodo que, escondendo a propaganda, decepcionam e confundem o público, são expressamente repudiados pelos profissionais de propaganda.

Ademais, apesar de não prever expressamente a publicidade subliminar, pode-se entender que o Código de Defesa do Consumidor veda essa prática, uma vez que esta não é perceptível e o consumidor não tem consciência de que está sendo induzido a um determinado ato, não seguindo, dessa forma, a regra contida em seu artigo 36, o qual dispõe que “a publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal.” (FERNANDES, 2006)

Portanto, apesar da legislação brasileira ainda não proibir especificamente a publicidade subliminar, por um processo de hermenêutica, pode-se aplicar aos casos dela o artigo 20 do Código de Ética dos Publicitários, assim como o artigo 36 do CDC. Todavia está em trâmite no Congresso Nacional o Projeto de Lei Nº 5047, de 2001, do deputado João Hermann Neto (2), que modifica Código de Defesa do Consumidor, proibindo a veiculação de publicidade contendo mensagem subliminar. De acordo com o deputado João Hermann, o projeto busca delimitar os recursos da mensagem subliminar e evitar também algumas práticas antiéticas na publicidade, como a utilização do apelo erótico.

(1) Estudantes do Curso de Direito da Universidade Estadual de Feira de Santana

(2) http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=31992

REFERÊNCIAS

BRASIL, Lei 8078, de 11 de setembro de 1990. Código de Defesa do Consumidor.

CERPA, Marcelo. Sob o domínio do marketing. Rio de Janeiro, 2001. Disponível em: <http://www.geladeiradoalmanaque.com.br&gt;. Acesso em 27 nov. 2007.

CHAISE, Valéria Falcão. A publicidade em face do Código de Defesa do Consumidor. São Paulo: Saraiva, 2001.

DINIZ, Catarina Fernandes. A influência dos estímulos não-consciencializados no comportamento do consumidor. Tese para a Licenciatura em Comunicaçao Empresarial, ISCEM, Lisboa, 1999.

FERNANDES, Daniela Bacelar. Responsabilidade Civil e direito do consumidor em face das mensagens subliminares. 2 ed. Curitiba: Juruá, 2006.

GOMES, Vinícius Wagner. O invisível atua no visível da propaganda? Brasília: Dupli Gráfica, 1999.

GUIMARÃES, Paulo Jorge Scartezzini. A publicidade ilícita e a responsabilidade civil das celebridades que dela participam. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2001.

Fonte: http://www.textolivre.com.br/joomla/index.php?option=com_content&task=view&id=4149&Itemid=36

Veja também:

Aprovado projeto que proíbe propaganda subliminar
Agência Câmara, 28 de agosto, 2003

Foi aprovado ontem (27) na Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias o Projeto de Lei 5047/01, do deputado João Herrmann Neto (PPS-SP), que altera o Código de Defesa do Consumidor para proibir a veiculação de propaganda contendo mensagem subliminar. Segundo Herrmann, o projeto delimita melhor os recursos da mensagem subliminar, amplamente usado na propaganda. “Esse tipo de propaganda acaba afetando o comportamento do consumidor e induz ao consumo compulsivo”, afirma.

Para o deputado, o projeto visa também evitar as práticas antiéticas na propaganda, como a utilização do apelo erótico. “O Código de Defesa do Consumidor foi uma conquista do cidadão brasileiro e esse projeto dá melhor redação ao tema, porque ele é bastante genérico ao tratar da propaganda subliminar”, disse.

O projeto, já aprovado pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, será apreciado também pela Comissão de Constituição e Justiça e de Redação. A matéria tem tramitação conclusiva nas comissões, não necessitando passar pelo plenário caso seja aprovada na CCJR.

Fonte: http://www.consciencia.net

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Trítono: o verdadeiro “diabo na música” e outros subliminares

Até as armas secretas de guerra sonora e o som nos supermercados

Flávio Calazans

Enquanto algumas pessoas desinformadas perdem um tempo precioso virando velhos discos de vinil ao contrário, as verdadeiras tecnologias de manipulação empregando ondas sonoras continuam pouco pesquisadas no Brasil, aqui esboço um breve panorama apresentando algumas destas tecnologias que nada tem a ver com nenhuma religião, e sim com a Ciência.

Os efeitos da música têm sido registrados em diversas culturas; na antiga China o Liki (livro cerimonial de protocolo e etiqueta) já discorria sobre harmonia e dissonância na música ambiente e sua influência nas relações entre os convidados; e no Livro da Música, escrito no período de Wou Li (147-178 a.C.) há estudos sobre notas musicais (escala pentatônica) e seus efeitos políticos, sociais e psicológicos. No entendimento chinês, a música tem efeitos que passam despercebidos pelas pessoas, daí sua importância no ambiente.

Os indianos consideravam dois aspectos musicais: Marga (leis permanentes, arquétipos do inconsciente coletivo, volksgeist) e Deshi (modismos, estereótipos, zeitgeist), e registram efeitos da música como energia ou vibração influenciando o crescimento das plantas e o temperamento de animais (mais tarde um tratado de cura pela música dos Persas afirmaria que “a música acalma as feras”, e tal axioma correria depois por todo o mundo greco-romano).

O filósofo grego Pitágoras também descreveu o poder do som e seus efeitos sobre a psique humana.

Os gritos de guerra (Sluarg Gaurm-Slogan) refletem um arquétipo musical, proferido em um intervalo que corresponde a uma quarta aumentada (Dó, Fá sustenido), um intervalo que geraria medo no inimigo; os chineses denominam tal intervalo como Jwei-Pin, os hindus o empregavam em rituais noturnos, e os ocidentais reconhecem que tal intervalo tem um aspecto angustiante, inquietante e desagradável. Esse intervalo chegou a ser proibido pelos musicistas religiosos católicos, que o denominavam Diabolus In Musica, e foi empregado por Berlioz na “Sinfonia Fantástica” e por Wagner nos momentos mágicos de suas óperas com simbolismos maçônicos.

Esse intervalo de três tons, o Trítono, como entre fá e si, em efeito inverso ao da oitava, enquanto a oitava é estável, o trítono é instável, baseado na relação 32/45 pulsos melódicos (Wisnik, 1999, p. 82, 83) e tal corte separa, divide, desune, dissolve, o solve da alquimia, a função do diabolus. Por tal efeito psíquico o trítono é proibido no canto gregoriano como o símbolo da dissonância, do desacordo, da discordância e rebelião, sendo censurado, calado, evitado, omitido, esquecido a força, negado, reprimido, ausente – in absentia.

A primeira notação musical canônica foi um esforço do beneditino italiano Guido de Arezzo (990-1050) no século XI, empregando os fonemas de um cântico religioso famoso, “Hino a São João”:

UT queant laxis

RE sonare fibris

MI ra gestorum

FA multi tuorum

SOL ve populi

LA eris reatum

S ancte Iohannes

Somente no século XVII “Ut” foi substituído por “Dó” por razões meramente fonéticas; Arezzo criou o sistema de notação musical e do solfejo, e o “Si” foi incorporado depois, quando se passou do sistema hexacorde para o da oitava.

Efeitos subliminares subaudíveis podem ser plantados em baixo volume em diversas faixas de som e velocidade inaudíveis pelo ouvido humano no nível consciente, porém, causando reações subliminares facilmente comprováveis.

Key explica que o coração humano bate a 72 pulsações por minuto, e que músicas ou vozes nesse ritmo afetam o comportamento humano. Tais efeitos sonoros seriam tal qual os cenários de filmes, o discurso gráfico e os iconesos em fotos ou desenhos, um fundo subliminar inaudível.

Sara Melissa Müller desenvolveu estudos e apresentou papers em co-autoria comigo em congressos científicos internacionais como o IAMCR nos quais aprofunda o tema do som subliminar. Segundo Müller o médico e músico Wilson Luiz Sanvito condena os vários estudos sobre a capacidade da música em influenciar o cérebro, o corpo físico e as emoções. Para ele, a música afeta fisicamente por possuir um ritmo (pulsações) e um tempo (compasso), como as funções biológicas. O cérebro parece analisar os estímulos sonoros através de padrões de referência tendo como modelo freqüências harmônicas, no caso da música.

Watson, no livro “War On The Mind: The Military Uses And Abuses Of Psychology” (p. 422), revela outro segredo do Exército dos Estados Unidos: em 1973 a Allen Internacional publicou o registro de um canhão para dissolver multidões urbanas, o “Photic Driver” que pulsa sons que reverberam nos edifícios sincronizados com flashes de luzes piscando velozmente, refletindo nas paredes dos edifícios; o barulho e as luzes causam náuseas na multidão, mas o risco de ataques epiléticos registrados nos testes levou ao arquivamento do protótipo experimental.

Pulsos de som em certas freqüências podem deixar a multidão enjoada ou até causar ataques epiléticos induzidos sonicamente por padrões de ondas repetidas ritmicamente; tais padrões podem ser baixas freqüências, até inaudíveis (subliminares); segundo Peter, um protótipo empregado em uma manifestação da Irlanda do Norte dispersou uma multidão de manifestantes católicos com notas agudas dolorosas.

Em uma propaganda para a televisão, por exemplo, o receptor percebe antes a imagem, e o áudio neste contexto seria classificado como “música de fundo”, pois há muitas informações sendo transmitidas em um pequeno espaço de tempo. Esses elementos que ficam em segundo plano seriam um fundo subliminar.

Segundo o “Princípio Poetzle”, todos os sons que não são percebidos conscientemente atuariam de forma subliminar, recebemos múltiplas mensagens, e nossa atenção seletiva filtra e focaliza um único canal sensório, deixando todo o resto como subliminar. Tais informações entram “de contrabando” e se depositam na memória subliminar ou subconsciente.

Os pensamentos e idéias não-iluminados, esquecidos, não deixam de existir: se encontram em estado latente, adormecidos num estado subliminar, além do limite da atenção consciente ou da memória, o que não impede que a qualquer momento possam surgir.

há aquilo que se pode chamar de audição sensorial, ou seja, o tipo de audição no qual o ouvinte não volta toda a sua atenção para o discurso musical, por exemplo, quando ouve música enquanto desenvolve outra atividade qualquer. Isso ocorre todos os dias: no consultório médico, no supermercado, durante o trabalho, no carro.

Nesses momentos, a música ocupa um espaço secundário em nossa percepção consciente podendo ser considerada percepção inconsciente, ou seja, subliminar. Vários sons podem ser utilizados para se comunicar de forma subliminar variando de acordo com o contexto em que é inserido e embutido o som.

Todos os sons podem ter uma razão de ser, até mesmo o silêncio. Os silêncios também são uma dimensão de som. Há dúzias de silêncios eletrônicos diferentes, cada um deles produzindo uma reação definida no receptor. Sons e silêncios podem ser alternados, criando um pelotão de efeitos para o público. Esses sons e silêncios, quando bem combinados não são percebidos conscientemente.

Key, no livro Media Sexploitation, descreve diversos subliminares sonoros, inclusive explica a decupagem dos efeitos sincronizados na mixagem ou edição do filme O exorcista.

Segundo Key, o reforço que o som causa na imagem é a causa do sucesso desse filme de terror, pois foi realizado com engenharia de som subliminar sofisticada para a época, chegando a ganhar um Oscar pela trilha sonora.

Friedkin, o responsável, explica que aplicou diversos tipos de subliminar no fundo sonoro, por exemplo:

1) Som do enxame de abelhas furiosas, zunindo em dezesseis freqüências diferentes mixadas – o consciente as ouve como um único som. Todos os humanos reagem com medo e ansiedade ao som das abelhas, mesmo se nunca ouviram tal som, este desperta o desejo de fugir, esconder-se, e o medo de sofrer dores.

Friedkin explica que, segundo Jung, tal som seria um arquétipo.

Esse som foi plantado na edição em ondas crescentes antes das cenas de maior tensão e suspense.

2) Som dos gritos de porcos sendo degolados. A menina Reagan, ao ser possuída pelo demônio, vai sendo maquiada gradualmente a cada cena para parecer-se com um porco, enquanto “ouve-se” subliminarmente estes guinchos angustiantes.

3) Gemidos de casais no momento do orgasmo. Foram inseridos no fundo subliminar nas cenas de clímax, o ato de exorcismo com a moça e o padre a sós.

Key explica que mais de 50% das mulheres entrevistadas por sua equipe afirmaram ficar excitadas sexualmente nessa cena.

4) Som no silêncio. As pausas silenciosas do filme eram silêncio eletrônico, com fundo de baixa freqüência inaudível, zumbindo.

Esses silêncios formam uma série de platôs que gradualmente aumentam em volume e diminuem de intervalo de tempo de aparição antes dos momentos de clímax. Os silêncios são empregados para produzir tensão emocional, tornando-se mais e mais freqüentes e pesados num fluxo de tensão-clímax-relaxamento-tensão.

5) Dublagem. A voz de Reagan vai sendo cuidadosamente sintetizada e mixada até ser totalmente dublada pela voz de Mercedes McCambridge, atriz com uma voz profunda e sensual.

Key demonstra diversas técnicas empregadas pela engenharia de som subliminar.

Ora, sons de abelhas prestam-se a anúncios de seguros de vida, planos de saúde e tudo o que envolva o cérebro réptil, as motivações de Maslow relativas à segurança.

Já a cena dos porcos guinchando e a maquiagem da atriz é uma demonstração da intersemiose subliminar som-imagem.

Na cena sadomasoquista do exorcismo os gemidos de orgasmos mostram o poder dos estímulos sexuais subliminares.

Até mesmo os silêncios apresentam pulsos subliminares inaudíveis para tornar apreensivos os telespectadores. Na montagem cinematográfica as imagens são editadas de modo a intensificar a tensão, gerando um ritmo angustiante de suspense, que altera os batimentos cardíacos, a pressão arterial, a respiração e a taxa de adrenalina e epifremina do público.

Isso é o que hoje é chamado “engenharia de emoções”.

O exorcista, é importante lembrar, foi realizado em 1976. Hoje tais tecnologias sofisticaram-se, bem como suas aplicações.

No Brasil, em 1989, Zé Rodrix produziu um jingle para o Chevrolet da General Motors, cujo ritmo era de 80 ciclos por minuto. Segundo Zé Rodrix, o ritmo do coração de uma mãe amamentando o filho, ouvido pelo recém-nascido, é um som associado a conforto, tranqüilidade, segurança e prazer. Sensações que o publicitário, por meio do jingle, tentava associar subliminarmente ao carro.

Rodrix afirma que se baseou em pesquisas do grupo Pink Floyd que apontaram o ritmo de 80 ciclos como o de maior efeito subliminar sobre o auditório – cobaias involuntárias dessas tecnologias experimentais em seus shows.

Porém, não é apenas no cinema, na publicidade e nos shows de rock que a tecnologia subliminar sonora pode ser aplicada.

Segundo Faria, é possível empregar essas técnicas para uma aprendizagem subliminar, como explica na sua obra A comunicação na administração, ao citar o técnico francês Jacques Genevav, que inventou o automafone, um aparelho pesando cerca de 20 quilos, o qual “ensina as pessoas enquanto elas estão dormindo”.

O tema ou lição é gravado em fita e um “baixo-falante” toca subliminarmente sob o travesseiro.

Além de ajudar estudantes em suas lições e na aprendizagem de idiomas, o sistema serve para atores decorarem seus textos e para gagos corrigirem seus problemas. Esse mesmo sistema já tem sido usado em dietas, para motivar subliminarmente a perder peso do mesmo modo que as fitas de videocassete já citadas.

Atualmente, nos Estados Unidos, o mais recente emprego da tecnologia subliminar sonora tem fins “educativos”, e uma das empresas que desenvolve este trabalho é a Corporação de Engenharia Comportamental, Engenharia de Emoções, localizada em Metairie, Louisiana, Nova Orleans.

Segundo Peter Krass, no artigo “Computeis that Would Program People”, a engenharia de emoções é um ramo recente de atividades que tem por objetivo alterar o comportamento involuntariamente, sem a consciência dos receptores, do público que é manipulado subliminarmente por sons e cores.

Um dos produtos à venda é o Mark VI – audio subliminal processos, um equipamento eletrônico que ajusta o som para um volume subliminar abaixo de 20 ciclos por segundo, mixado à música de fundo que toca em supermercados e lojas de departamentos. A voz de fundo fica repetindo todo o tempo a frase “sou honesto, não roubo”, o que já reduziu em 30% o índice de furtos em 81 supermercados de quatro estados dos Estados Unidos.

O Mark VI também é instalado em consultórios de dentistas e médicos, onde recita a ladainha subliminar de frases que acalmam e relaxam, além de ser colocado em bancos para influenciar funcionários e clientes a fazerem investimentos.

Há sons no silêncio dando ordens, sugestionando, manipulando.

Por outro lado, no Oregon, EUA, a empresa Proactive Systems patenteou outro sistema semelhante que está no mercado desde 1981 com resultados surpreendentes, comprovados estatisticamente.

Alguns programas de computador têm um número limitado de canais. Porém, como foi descrito anteriormente, programas como o Vegas são ilimitados. Os volumes dos canais podem ser controlados individualmente e há também um volume geral.

O exemplo mais claro é o efeito do som no formato 5.1, aquele usado em Home Theater. O alto-falante mais grave reproduz algumas freqüências que o ouvido humano não capta, são freqüências abaixo de 20 hertz.

Mas aí vem a pergunta: por que gastar muito dinheiro comprando um alto-falante que reproduz um som que não podemos ouvir? Resposta: o som se propaga no ar empurrando as moléculas do ar para frente, neste caso não podemos ouvir o som mas podemos sentir a sua vibração. Imagine a cena de um avião caindo em um filme. No momento da queda, a pressão sonora é tão grande que nos dá a sensação de que o avião vai cair sobre nossas cabeças. Aliás, é bom que o efeito seja real somente até esse ponto.

Desse modo, as moléculas de ar empurradas pela propagação da onda sonora chegam dentro do ouvido e causam o bater do martelo na bigorna registrando um efeito tátil subliminar de pulso e freqüência, ocorrendo a cognição sem consciência, a repetição do estímulo pode ocasionar um condicionamento (behaviorismo) e uma predisposição posterior a estados emocionais ao ser exposto ao logotipo, ao candidato político, a embalagem do produto etc.

E a audição periférica explica, pela Gestalt, que tal fundo é despercebido e fora do holofote da consciência na explicação de Jung, sendo, pois que, se não estão conscientes são inconscientes, logo, subliminares.

Tais mixagens de som são os iconesos sonoros.

Apesar de toda esta tecnologia disponível, diversos publicitários e sonoplastas entrevistados alegam que ninguém nunca ouviu falar de nenhuma aplicação de subliminares no som !!!

A audição é pura recepção. O ato de ouvir limita-se a receber um sinal sonoro e determinar a ele um sentido. Ouvir é um estado passivo e de contemplação, porém, no âmbito da percepção, a audição é fundamental no contato com o mundo.

Por isso, é impossível “fechar os olhos” aos estímulos subliminares sonoros ou escapar as armas de guerra sônica.

Bibliografia
Calazans, Flávio. Propaganda subliminar Multimídia, Sétima edição revista e ampliada, Summus editorial. 2006.

Fonte: http://www.duplipensar.net

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Imagem subliminar causa impacto no cérebro

Mesmo quando a pessoa não percebe que viu algo, isso fica registrado no cérebro. Pesquisadores constataram o efeito com imagens feitas com ressonância magnética.

Quando se trata de imagens subliminares, longe dos olhos não significa longe da mente. Embora as imagens ou mensagens sejam invisíveis, e as pessoas não tenham consciência de que as viram, elas captam a atenção do cérebro em um nível subconsciente, dizem pesquisadores.

As descobertas de cientistas do University College de Londres sugerem que a publicidade subliminar, que emprega imagens ou mensagens para influenciar os consumidores, deixam um impacto no cérebro.

“Esta é a primeira vez que se demonstra que o cérebro pode prestar atenção a coisas das quais nós nem sequer tomamos consciência”, disse em entrevista Bahado Bahrami, chefe da equipe.

Os pesquisadores empregaram uma técnica de escaneamento chamada MRI para registrar a atividade cerebral de voluntários aos quais foram mostradas imagens e depois se pediu que desempenhassem tarefas. Os cientistas constaram que o cérebro responde a imagens tênues, embora o espectador não tenha consciência de ter visto as imagens.

Para Bahrami, “a descoberta aponta para o tipo de impacto que a publicidade subliminar pode exercer sobre o cérebro”. Mas ele disse que o estudo não revela se esse tipo de publicidade afeta ou não a decisão de uma pessoa de comprar um produto.

Os cientistas pediram a voluntários que usassem óculos com lentes filtradas para azul e vermelho e lhes apresentaram uma imagem tênue de objetos do cotidiano a um olho e uma imagem forte em lampejos contínuos para o outro. A imagem forte encobriu totalmente a imagem tênue.

Também se pediu aos voluntários que realizassem tarefas mentais simples e mais difíceis ao mesmo tempo. Durante as tarefas mais fáceis, os cérebros dos voluntários captaram os estímulos subliminares, mas, nas tarefas mais difíceis, o MRI não registrou atividade cerebral, porque o cérebro bloqueou a entrada das imagens subliminares.

“O que comprovamos é que podemos receber do córtex visual (do cérebro) respostas confiáveis que correspondem a imagens tênues, mesmo que os sujeitos não enxerguem essas imagens”, disse Bahrami. “Essas reações se reduzem quando os sujeitos estão ocupados fazendo algo difícil.”

Fonte: http://g1.globo.com

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Humanidade sob controle: Mensagens e manipulação subliminares

Dr. José Maria Campos (Clemente)
Médico clinico, pesquisador, escritor, membro da coordenação de Figueira.

Mensagens subliminares nos bombardeiam continuamente. Servem para isso todos os meios de comunicação: livros, revistas, TV, rádio, música, internet, videogames, histórias em quadrinhos, outdoors, posters, panfletos etc.

Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, em psicologia, subliminar é aquilo “que não ultrapassa o limiar da consciência, que não é suficientemente intenso para penetrar na consciência, mas que, pela repetição ou por outras técnicas, pode atingir o subconsciente, afetando emoções, desejos, opiniões”.

Mensagens subliminares são, portanto, as enviadas dissimulada e ocultamente, abaixo dos limites da nossa percepção consciente e que influenciam nossas escolhas e atitudes e motivam a tomada de decisões posteriores. Entram na nossa mente de forma sorrateira, aí ficam inertes, latentes, e são ativadas apenas na hora certa.

De modo geral não se tem idéia do que seja uma mensagem ou manipulação subliminar. Porém, com certeza todos já foram e ainda podem estar sendo vítimas dela. Hoje em dia grande número de empresas, governos, religiões e firmas de propaganda e publicidade usa mensagens subliminares, por serem extremamente efetivas. O trunfo desses grupos consiste em, primeiro, negar que utilizam técnicas de manipulação. Segundo, negar a própria idéia de serem tais mecanismos capazes de levar as pessoas a estados de consciência passíveis de controle.

Essas sugestões ocultas, que somente o subconsciente percebe, são uma forma de indução hipnótica. Nas últimas décadas, pesquisadores e psicólogos se empenharam em criar técnicas astutas para contornar a mente consciente e embutir no subconsciente mensagens subliminares, com intenções e conteúdos bem específicos.

Técnicas para embutir mensagens subliminares:

Uma das técnicas usa sons subaudíveis para dissimular mensagens sonoras por entre a música, por trás da comunicação falada ou por meio de técnicas ainda mais sofisticadas. Grandes lojas ou redes de supermercados podem estar usando esses sons ou mensagens por trás da música de fundo. Podem usar também jingles, que, segundo o dicionário, são “mensagens publicitárias musicadas, que consistem em estribilho simples e de curta duração, próprio para ser lembrado e cantarolado com facilidade”. Em pouco tempo acabam impregnando a mente e o subconsciente das pessoas com suas induções subliminares.

Uma das intenções preconizadas para seu uso é a de prevenir roubos, porém, a intenção real é muito mais insidiosa do que essa, aparente. Comandos como obedeça – compre mais – gaste – durma – nós o estamos vigiando podem estar sendo repetidos inúmeras vezes, em voz ritmada e monótona, em volume baixíssimo. São engrenados diretamente no subconsciente, para contornar os mecanismos de defesa da mente consciente. O subconsciente fica então coagido a produzir sensações induzidas pelos comandos e deixa de criar o estado de alerta, que nos põe mais atentos diante de algo que possa estar errado.

Como se vê, não é intenção da mensagem subliminar manipular o consciente, mas sim estimular sentimentos e sensações, tais como temor – ódio – amor – euforia – torpor, induzidos pelos comandos. E, o que é mais grave, ela pode também produzir estados alterados de consciência.

Estados alterados de consciência:

Dick Sutphen, teósofo e estudioso da hipnose e dos estados afins, relata uma experiência de manipulação subliminar, da qual participou: “Fui com um grupo a uma reunião num auditório de Los Angeles onde mais de 10 mil pessoas se reuniam para ouvir uma figura carismática. Mais ou menos 20 minutos depois de chegar ali, percebi que eu entrava num estado alterado de consciência e dele saía. Os que me acompanhavam experimentavam a mesma coisa. Por cuidadosa observação, percebíamos o que acontecia, mas os que nos rodeavam nada percebiam. O que parecia ser uma demonstração espontânea era, de fato, uma astuta manipulação”.

Segundo ele, a indução ao transe grupal, nesse caso, se devia a uma vibração de seis a sete ciclos por segundo, que soava junto com o som do ar condicionado. Essa vibração, em particular, gera ritmos alfa que tornam as pessoas altamente susceptíveis a sugestões. Quase um terço da população global é capaz de entrar em semelhantes estados.

Outra técnica de manipulação subliminar é a de “embutir”. Nela mensagens visuais são dissimuladas entre os fotogramas e projetadas tão rápido que não são vistas. Consiste em imprimir comandos de forma tênue e quase apagada no fundo de quadros impressos. O resultado final é praticamente invisível ao olho. Os computadores hoje em dia fazem isso de forma rápida e automática. Imprimem um mosaico de fundo com palavras como durma, obedeça, sexo etc., mensagens que ninguém nota. Material impresso, como jornais, revistas e livros para adultos e para crianças, pode conter mensagens escritas, imagens e símbolos embutidos no fundo. Dessa forma, mensagens dissimuladas e repetidas vão debilitando o subconsciente, que nos alertaria diante de comandos ocultos. A técnica de embutir é a mais comum das mensagens subliminares.

Televisão:

A TV faz muito mais do que apenas entreter, pois também é capaz de produzir estados alterados de consciência. Neles a pessoa passa a usar mais o hemisfério direito do cérebro, onde ocorre liberação de neurotransmissores opiáceos – as endorfinas -, substâncias quimicamente quase idênticas ao ópio. Sob seu efeito ela experimenta sensações agradáveis e sempre vai desejar repeti-las.

Pesquisas feitas por H. Krugman mostraram que, enquanto as pessoas assistem TV, a atividade do hemisfério direito do cérebro excede a do esquerdo na relação de 2 para 1. Isso significa que, influenciadas pela TV, as pessoas começam a apresentar estados alterados de consciência. E freqüentemente estão em estado de transe, pois a TV lhes fornece sua “dose fixa” de endorfinas opiáceas.

Para medir o estado de atenção e de vigília das pessoas diante da TV, o psicofisiologista Thomas Mulholland realizou o seguinte experimento: conectou telespectadores jovens a aparelhos de eletrencefalografia. O aparelho estava ligado a um fio que interrompia a TV sempre que a atividade cerebral dos jovens produzia maioria de ondas alfa. Embora lhes fosse pedido que se concentrassem no que estava sendo exibido, apenas poucos conseguiram manter o aparelho ligado por mais de 30 segundos!

Muitos telespectadores já vivem hipnotizados, e aprofundar neles o estado de transe é muito fácil. A maneira mais simples é a de inserir um fotograma preto a cada 32 fotogramas do filme. Isso cria uma pulsação de 45 batidas por minuto, percebida somente pelo subconsciente, e esse é o ritmo ideal para provocar uma hipnose profunda. Até a idade de 16 anos, as crianças terão passado mais de l5 mil horas vendo TV, muito mais tempo do que passam na escola. Uma TV, em média, fica ligada quase sete horas por dia em uma casa normal, de acordo com as estatísticas dos anos 80. E isso cresceu. Muitas pessoas estão hoje se movendo rapidamente para um mundo em “estado alfa”: olhar plácido e vítreo e resposta pronta e obediente às instruções e comandos. Imaginem um filme que mostre 60 fotogramas por segundo e que nossa percepção registre apenas 45 por segundo. Se em um deles for projetada uma garrafa de refrigerante, o consciente não notará, mas o subconsciente sim. Se for projetada cinco a seis vezes durante o filme, a pessoa, ao final, poderá sentir, de forma súbita, uma vontade incontrolável e inconsciente de tOmar o refrigerante, mesmo que não tenha hábito de bebê-lo ou que não seja o seu favorito!

Nos EUA foi feita uma experiência para provar a eficácia dessa técnica. Em um filme foi projetada várias vezes, em flashes rápidos, a mensagem: “eat popcorn”, que em português significa “coma pipoca”. Na saída do cinema foi colocado um carrinho de pipoca, e a fila para comprá-la foi de dobrar o quarteirão.

Uma terceira e efetiva técnica de manipulação subliminar é a de “mascarar”, na qual as mensagens subliminares são astutamente incorporadas ao material impresso (quadros, desenhos) ou gravado.

Lavagem Cerebral:

Quando se começa a combinar mensagens subliminares por trás da música, a projetar cenas subliminares numa tela, a produzir efeitos visuais hipnóticos, a ouvir batidas musicais a um ritmo que induz as pessoas ao estado de transe, consegue-se uma lavagem cerebral extremamente eficaz.

Se alguém pensa que há lei contra tudo isto, saiba que não há. Existem forças ocultas e escusas que obviamente querem que as coisas permaneçam assim mesmo como estão e que a humanidade permaneça sob controle.

A atmosfera física e psíquica da Terra é hoje um “mar infestado” de ondas e vibrações as mais diversas, de todas as procedências e fora de qualquer controle. Toda vigilância é pouca.

Desse modo, resta-nos vigiar e orar sempre, porque não há trevas que resistam ao poder da Luz.”

Fonte: Revista Sinais de Figueira, Ano 5, n° 13.

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A influência da propaganda e da TV

Nelly Beatriz M. P. Penteado

Quem nunca voltou do supermercado com coisas que depois, ao chegar em casa, não soube explicar por que comprou? Às vezes nem gostamos daquele produto, ou não precisamos dele, mas mesmo assim o compramos. Algumas pessoas dirão que compraram porque sentiram vontade. E a questão que se coloca é: de onde surgiu esta vontade? Será que as vontades que temos, como esta por exemplo, realmente nos pertencem?

Há algum tempo atrás foi realizada uma experiência que consistiu em exibir numa tela de cinema, durante um filme, a frase “coma pipoca”, em flashes tão rápidos que não fosse possível perceber conscientemente que a frase havia sido mostrada. O resultado desta experiência foi que apesar de não se lembrar da frase escrita, a maioria das pessoas foi comprar pipoca. (Isto é chamado de Propaganda Subliminar)

É possível que nós estejamos tomando refrigerantes, comendo biscoitos e adquirindo uma série de outros produtos da mesma forma que aquelas pessoas comeram pipoca. Porque o processo utilizado pela propaganda é muito semelhante ao descrito acima.

Há várias formas de fazer com que uma mensagem chegue ao inconsciente de uma pessoa. Uma delas é colocar esta pessoa num estado de relaxamento, semelhante aos momentos que antecedem o sono. Considerando que em geral as pessoas aproveitam para relaxar em frente a T.V., chegando às vezes a dormir, a propaganda na T.V. já conta com esta facilidade. É como uma sugestão hipnótica.

Pode-se também programar pela repetição. Para isto a mensagem deve ser repetida inúmeras vezes, em curtos espaços de tempo. Um exemplo são aquelas músicas (jingles) que, de tanto escutarmos em propagandas, ficamos repetindo mentalmente, às vezes durante horas. Até que um dia sentimos uma súbita vontade de comprar aquele produto.

O acesso ao inconsciente de alguém também é possível de uma maneira indireta, através da associação. Basta colocar um produto junto a símbolos já consagrados (por exemplo, cosméticos são apresentados junto a pérolas, a flores delicadas, e a pessoas famosas). Cria-se uma associação que a repetição se encarregará de consolidar. É possível ainda associar um produto a valores e sentimentos (cigarros são associados a status; alimentos a aconchego e alegria).

O tipo de imagem usado nas propagandas pode nos programar facilmente. Como são, por exemplo, as propagandas de alimentos? Em geral elas possuem imagens grandes, bem focalizadas, próximas, coloridas, brilhantes, ocupando o centro da tela. Porque é este o tipo de imagem que geralmente usamos para representar um alimento que decidimos comer urgentemente. Muitos dentre nós o imaginam exatamente desta maneira.

As seqüências de imagens são trabalhadas de forma que a sua rápida sucessão nos programe numa determinada direção. Como acontece com o formato: sempre que acontecer X, use Y e então tudo ficará bem. (Exemplo: propagandas de analgésicos).

E não poderíamos deixar de mencionar a propaganda da violência. Diariamente somos bombardeados com imagens, notícias e alusões à violência. Quando as nacionais estão escassas (o que tem sido raro), recorre-se às “importadas”. Que a violência é reflexo da crise social, política e econômica do país, isto todos nós sabemos. Questões ideológicas à parte, a verdade é que infelizmente as pessoas acabam se acostumando e achando que toda esta violência é natural. E poderão ainda refletir esta violência em seu próprio comportamento, dentro e fora de casa.

Além disso, toda esta programação poderia ser comparada a um lixo tóxico: imagens de agressão, desgraça, terror, etc., vão se acumulando em nosso inconsciente causando pesadelos, medo, pânico, depressão, pessimismo, insegurança. A repetição, a exibição contínua de cenas de violência, transforma isto em programação.

E retomamos a questão, agora num outro sentido: será que aqueles ímpetos de raiva que às vezes temos, aquelas vezes em que “explodimos” diante de algo ou alguém que nos aborrece, será que isto realmente nos pertence? Ou será um comportamento culturalmente aprendido, que dia a dia é reforçado (pela mídia, por outras pessoas, pelas instituições, etc.)? Será que estamos sendo programados para odiar pessoas, para reagir com agressividade?

Você poderá estar se perguntando se existe algo que possa ser feito para que não sejamos objetos passivos frente às influências aqui mencionadas. Esclarecemos que estar consciente em relação a elas já é um começo para outras alternativas que cada um poderá desenvolver a fim de assumir o controle de sua própria vida (e de suas próprias vontades, seus próprios comportamentos).

Não estamos aqui condenando a T.V. enquanto veículo de comunicação e nem a propaganda, afinal quem vende precisa divulgar. E quem compra pode ter a escolha de decidir o que e quando comprar. Com uma visão menos passiva e mais crítica, podemos pensar na T.V. como uma vitrine que reflete os valores de nossa cultura e que, inúmeras vezes, está a serviço do poder, ou defendendo os interesses de minorias abastadas, aquelas que se encontram no alto da pirâmide social e que precisam incentivar o consumismo de seus produtos por parte da “base”, da qual dependem diretamente para continuarem a existir…

Fonte: http://www.geocities.com

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