Livro – O Homem e Seus Símbolos

o-homem-e-seus-simbolosInspirado por um sonho do autor e concluído apenas dez dias antes de sua morte, este livro constitui uma tentativa de expor os princípios fundamentais da análise junguiana para o leitor, sem qualquer obrigatoriedade de conhecimento especializado de pscicologia. Enriquecido por mais de 500 ilustrações O Homem e seus Símbolos, é um livro destinado a todos que se interessam pelo tema.

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O Cérebro Holográfico Herético

cérebroO estado do conhecimento sobre o cérebro é provocante e promissor, mas para explicar a intuição precisamos ir além do demonstrável e do provado até o especulativo. Vamos começar com um dos conjuntos mais estimulantes de conjecturas que a neurociência (e, por implicação, a física e a metafísica também) encontrou ultimamente: a teoria holográfica de Karl Pribram.

Durante muitos anos, os cientistas procuraram o lugar onde as informações são armazenadas no cérebro. A suposição era que cada pedacinho de informação deixaria um rastro na memória, uma trilha localizada e discernível à qual deram o nome de engrama. Acontece, porém, que talvez não existam engramas e a memória seja um evento difuso e não localizado. O pesquisador pioneiro Karl Lashley notou isso quando treinou ratos para percorrer um labirinto e depois destruiu sistematicamente partes de seus cérebros. O desempenho dos ratos foi afetado adversamente, claro, mas as mudanças se relacionavam com a quantidade de tecido removido, não sua localização. Como escreveu Lashley em 1950, “Não é possível demonstrar a localização isolada de um rastro de memória em nenhum lugar dentro do sistema nervoso. Regiões limitadas podem ser essenciais para o aprendizado ou retenção de uma atividade particular, mas dentro de tais regiões as partes são funcionalmente equivalentes.”

Não podemos sair cortando cérebros humanos, claro, mas o mundo científico tem tido acesso a pessoas cujos cérebros foram atingidos em acidentes. Observa-se que embora o comportamento seja seletivamente alterado pela destruição de tecido cerebral, a memória não o é. Se o cérebro funcionasse exatamente como um computador, não esperaríamos tal descoberta; destrua uma conexão em um computador e sua memória é alterada, talvez perdida inteiramente. Memória não localizada é uma anomalia, o tipo de coisa que põe em questão suposições convencionais.

Fascinado pela distribuição da memória e por fenômenos relacionados (por exemplo, como conseguimos reconhecer objetos mesmo quando a distância ou a perspectiva altera suas imagens, ou como transferimos habilidades de um membro para outro), Karl Pribram, neuropsicologista de Stanford, propôs uma teoria que levantou muita especulação e que pode ter mudado de maneira permanente nossa imagem do cérebro. A faísca metafórica no pensamento de Pribram ocorreu quando ele relacionou o cérebro com o holograma, o processo inventado por Denis Gabor onde imagens tridimensionais são produzidas pela interação de ondas e de luz e uma chapa fotográfica. Da mesma maneira como vemos e ouvimos processando ondas de luz e de som, o nosso conhecimento, intuitivo ou de outro tipo, poderia vir como resultado da ressonância do cérebro com ondas de informação.

Para entender os hologramas e o cérebro holográfico, temos de entender algumas coisas sobre mecânica ondulatória, e a maneira mais simples de fazê-lo é como um exemplo bastante usado. Se três pedrinhas forem jogadas numa poça com água, três conjuntos de ondulações se espalham pela superfície. As ondas interagem umas com as outras. Alguns picos se alinham com outros picos e algumas partes baixas se alinham com outras partes baixas, umas amplificando as outras; isso é chamado interferência construtiva. A interferência destrutiva ocorre quando picos encontram partes baixas, e um cancela o outro. O total de todas as interferências construtivas e destrutivas é um padrão de interferência, essencialmente um registro de tudo que ocorre assim que as pedrinhas atingem a água.

Se pudéssemos congelar instantaneamente a água, a confusão das marcas aparentemente aleatórias no gelo nos permitiria reconstituir a formação de cada onda e determinar onde as pedrinhas foram jogadas na água. Também, se aquela camada de gelo se quebrasse, conseguiríamos analisar praticamente qualquer fragmento e reconstruir o padrão preciso das ondas. Em essência, cada pedacinho do padrão de interferência contém todas as informações necessárias para reconstruir o todo.

Com os hologramas os padrões das ondas são formados pela luz. O processo começa com a luz laser, que se propaga em ondas coerentes: todos os picos e vales estão alinhados uns com os outros como as colheres numa gaveta de talheres (ver Fig. 3). Isso é diferente da luz de uma lâmpada comum, onde as ondas de luz não são coerentes.

Na construção de um holograma, o raio laser é repartido em dois. Uma metade, chamada raio de referência, é dirigida diretamente à chapa fotográfica, enquanto a outra metade, o raio de controle, atinge a chapa após refletir um objeto. O que é impresso na chapa é um padrão de interferência, um remoinho de ondulações que Peter Russell, em The Brain Book, comparou à pintura de uma zebra. O padrão é comparável às ondulações na placa de gelo na analogia anterior. Quando o padrão de interferência na chapa é iluminado por um raio laser cujas propriedades são idênticas ao original, uma imagem tridimensional do objeto aparece no espaço. Essa é uma recriação exata do campo de luz do objeto, e só é possível devido às ondas coerentes do laser. (Na luz comum, vemos apenas um caos de linhas.) E a imagem pode ser reconstruída a partir de apenas uma pequena seção da chapa, porque o todo está de algum modo contido em cada parte. A única perda é de detalhe e claridade, e somente se a parte for muito pequena.

O modelo holográfico está para a nossa concepção anterior do cérebro assim como um holograma está para uma fotografia. Não existe correspondência ponto-a-ponto entre os objetos “lá fora” e a imagem na chapa, e não existe correspondência unívoca entre a experiência humana e os pontos do cérebro. De alguma forma, segundo a teoria holográfica, o cérebro absorve informações do exterior na forma de ondas e as armazena de alguma maneira análoga ao modo como a chapa fotográfica armazena uma imagem holográfica. As descobertas de pesquisas recentes mostram que o cérebro realmente recebe informações na forma de ondas: toda a codificação sensória é uma forma de análise de ondas.

Mudando-se o ângulo da chapa fotográfica e a freqüência do raio laser, milhares de imagens podem ser registradas e depois recriadas como hologramas. Talvez o cérebro, com sua tremenda capacidade de captar e armazenar informações, faça algo semelhante, em certo sentido criando um conjunto de padrões de interferência. Quando aprendemos ou recordamos, podemos decodificar e recodificar ondas, de maneira muito semelhante àquela pela qual a televisão transforma imagens em ondas e estas de volta em imagens. Talvez nossa atenção, um desejo, uma necessidade, ou uma pergunta não respondida, possa agir como o equivalente do “raio de reconstrução” que gera a imagem holográfica quando é direcionado ao padrão de interferência. O resultado na mente poderia ser a recriação de uma imagem ou idéia, como na memória, ou, indo além das atuais capacidades do holograma, uma imagem ou pensamento inteiramente novo que combine elementos do conjunto de padrões de interferência armazenados.

Nosso instrumento de cognição, chame-se ele cérebro ou mente, começa a lembrar um ressonador oscilatório que coleta, processa e transmite vibrações. Embora isso em si possa ser difícil de imaginar, a teoria holográfica torna um pouco mais fácil compreender como diversos padrões sem qualquer relação óbvia podem mesclar-se simultaneamente numa nova unidade de conhecimento, sem uma série linear de etapas.

Se o cérebro funcionar como um holograma, armazenando informações de maneira tal que qualquer partícula de informação seja acessível em todas as partes, então o conhecimento pode não depender inteiramente de uma seqüência de conexões neurônicas ao longo do tempo e através do espaço físico. Isso poderia ajudar a explicar a impressionante rapidez da intuição. Talvez a mente decodifique e simplifique a experiência da maneira como os cientistas reduzem matematicamente complexos padrões de ondas em simples ondas compostas. Se for assim, então, como afirma Pribram, “tudo o que é necessário é armazenar algumas regras em vez de uma vasta quantidade de detalhes”. Talvez isso ajudasse a explicar como a mente, deixando de fora a percepção, apreende princípios, leis, verdades únicas, ou eventos futuros de uma constelação de impressões ou de muitos conjuntos de constelações. A holografia é um método muito eficiente de codificação; seus princípios poderiam muito bem aplicar-se a algo tão eficiente como a mente intuitiva.

Previsivelmente, a teoria de Pribram estimulou reações extremas. Ela vai contra a imagem mecanicista de realidade que tem dominado o pensamento ocidental nos últimos séculos. Muitos cientistas conservadores rejeitaram a teoria sumariamente, excetuando o que eles acreditam ser grandes generalizações por parte de Pribram. Mas Pribram observa que físicos e outros acostumados a interpretar o mundo físico em termos de ondas não acham a idéia tão descabida. O mundo da física quântica é precisamente esse: um universo de ondas interligadas que se solidificam em um número infinito de maneiras para criar o que percebemos como matéria e objetos separados.

Ao mesmo tempo, há pessoas que abraçaram entusiasticamente o modelo holográfico. Alguns o aceitam como fato, não hipótese, e tomam-no literalmente em vez de metaforicamente. Embora o modelo possa, de fato, vir a ser muito mais que uma analogia provocativa, neste ponto talvez seja melhor pensar nele dessa maneira. É possível que a teoria seja modificada logo, ou mesmo substituída por outra nova, o que sem dúvida irá representar um passo adiante na direção a um entendimento menos mecânico e mais metafísico de como a mente interage com o mundo de modo a saber o que sabe.

O neurobiologista Oliver Sacks prolonga ainda mais o assunto nesta declaração quase mística: “Nossa consciência é como uma chama ou uma fonte, ascendendo de profundezas infinitas. Nós transmitimos, mas não somos a causa primeira. Somos condutores ou funis para o que existe além de nós. Basicamente nós espelhamos a natureza que nos fez.” Na análise final, qualquer teoria sobre a intuição terá de relacionar a mente com “o que existe além de nós”. Alguns pensadores deram o primeiro passo com o modelo holográfico.

David Bohm, um antigo colega de Einstein e professor de física teórica da Universidade de Londres, afirma que o mundo familiar de causa e efeito, de objetos e formas separadas, o que ele chama de ordem explicada, deriva de um campo mais profundo que existe fora do espaço e do tempo. Fora do alcance da percepção sensorial e dos instrumentos da ciência, a ordem implicada de Bohm é “envolvida” na ordem explicada e constitui um todo integral e unificado. Como em um holograma, cada parte do campo implicado conteria tudo do todo, e a mente humana teria acesso a essas informações. Talvez possamos pensar no universo como um vasto padrão de interferências, com cada acontecimento e cada pensamento contribuindo para isso, como pedrinhas jogadas em uma poça. Se a analogia for verdadeira, cada mente conteria todas as informações que já houve em todo o universo. Nós seríamos, na verdade, peças de uma chapa holográfica que a tudo contém.

É aquela maneira de pensar que promete explicar como a mente intuitiva sabe o que ela sabe. Vamos levar essa noção conosco para o próximo capítulo, onde tentaremos tecer todos os fios que já reunimos.

Fonte: O que é intuição e como aplicá-la na vida diária, Philip Goldberg, Ed. Cultrix, São Paulo, 1983.

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Motivação e hábitos de estudo importam mais que QI

02.01.2013 ]

Motivação, não raciocínio

Motivação e hábitos de estudo importam mais que QIHá poucos dias, cientistas afirmaram ter desbancado de vez o mito dos testes de QI, ou quociente de inteligência.

Os cientistas sempre consideraram que a inteligência – conforme medida pelos indicadores de QI – está fortemente associada com o desempenho em matemática.

Mas um outro estudo mostrou que não é o quão inteligente os alunos são, mas o quanto eles estão motivados que determina suas notas de matemática.

O que os pesquisadores agora demonstraram é que isso é válido apenas no desenvolvimento inicial de competência sobre o assunto, ou seja, somente nos primeiros anos de escola.

Curva de aprendizagem

A motivação e as habilidades para estudar são os fatores mais importantes em termos do crescimento dos alunos – a sua curva de aprendizagem, ou a a capacidade de aprender.

Os alunos que apresentaram o maior desenvolvimento ao longo de cinco anos na escola foram aqueles que:

sentiam-se competentes;
estavam intrinsecamente motivados;
usavam habilidades como resumir, explicar e fazer conexões com outras matérias, e
evitavam o “decoreba”.

Educar para a educação

Reforçando as conclusões do estudo sobre o mito do QI, os novos resultados não encontraram nenhuma relação entre o desenvolvimento em matemática em longo dos anos na escola e o nível de inteligência aferido pelos testes de quociente de inteligência.

“Nosso estudo sugere que a competência dos alunos para aprender matemática envolve fatores que podem ser cultivados por meio da educação”, explicou Kou Murayama, da Universidade da Califórnia (EUA).

“Programas educacionais com foco na motivação dos alunos e nas habilidades de estudar podem ser uma forma importante de promover a sua competência em matemática, bem como em outras matérias,” disse o pesquisador.

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br

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5 maneiras de hackear o seu cérebro e ter alucinações

Por Felipe Arruda em 15 de Junho de 2012

Com as experiências listadas neste artigo, você poderá passar por sensações estranhas e até mesmo ver cavalos galopando sobre as nuvens.

O cérebro é um órgão fantástico e muito misterioso que ainda guarda segredos que a humanidade não conseguiu decifrar. É possível ficar maluco só de pensar que todos os nossos pensamentos e sensações não passam de descargas elétricas minúsculas que alguns cientistas tentam decodificar.

Mas a ciência tem avançado e, recentemente, muitos mitos sobre o cérebro acabaram caindo por terra. Além disso, é possível “hackear” esse órgão, explorá-lo de maneira consciente e saudável para que ele possa, por exemplo, ser turbinado. E como ninguém é de ferro, há também algumas brincadeiras que podem ser feitas para experimentar sensações estranhas, praticamente alucinógenas.

As experiências a seguir foram retiradas de uma imagem compartilhada pelo site Boston.com e, como as descrições estão em inglês, convém detalhá-las de maneira mais compreensível. Aqui na redação, algumas pessoas testaram o procedimento de Ganzfeld, mas não chegaram a ver cavalos galopando pelo céu, infelizmente. Se você testar alguns desses “hacks”, não se esqueça de deixar um comentário contando como foi.

1. O Experimento Ganzfeld

5 maneiras de hackear o seu cérebro e ter alucinações

Bolinhas de ping pong e ruído branco causam alucinações (Fonte da imagem: Boston.com)

Este é um procedimento muito curioso e utilizado, principalmente, em pesquisas parapsicológicas. Por isso, ele tem sido rebatido por céticos do mundo todo. Mas, independentemente de acreditar ou não em poderes psíquicos, parece comum a ideia de que não custa nada tentar. Afinal, tudo o que você precisa para realizá-lo é de um rádio, uma bola de ping pong cortada ao meio e um pouco de fita adesiva.

Antes de começar, ligue o rádio sem sintonizar estações, ou seja, deixe que ele emita o som de “fora do ar”, conhecido como ruído branco. Depois, deite-se em um sofá ou cama e use as metades das bolinhas de ping pong para cobrir seus olhos, fixando-as com a fita adesiva.

De acordo com a descrição do experimento, você deve sentir, dentro de alguns minutos relaxando nessas condições, uma desorientação sensorial pra lá de esquisita. Também são frequentes os relatos de alucinações, como cavalos correndo sobre as nuvens e até mesmo a voz de parentes que já faleceram.

Uma explicação para isso seria o fato de que a mente humana é “viciada” em sensações. Dessa forma, quando você se priva dessas sensações com a ajuda do rádio e da bolinha, o cérebro acaba inventando algumas.

2. Binóculo, o novo analgésico do mercado

5 maneiras de hackear o seu cérebro e ter alucinações

Poderá o binóculo substituir o Paracetamol? (Fonte da imagem: Boston.com)

Recentemente, cientistas descobriram um novo analgésico. Curiosamente, ele não vem em forma de pílula ou comprimido, mas é produzido a partir de instrumentos ópticos. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Oxford, a dor pode aumentar ou diminuir de acordo com o seu ponto de vista. E estamos falando, aqui, de um ponto de vista literal.

O fato é que, ao machucar o dedo, por exemplo, você pode sentir um alívio na dor ao observá-lo com um binóculo invertido, que dá a sensação de afastar o dedo para longe. Porém, se você usar o binóculo na posição correta, poderá ter a dor ampliada. E não é apenas um efeito psicológico: de acordo com os médicos, o binóculo invertido também fez com que o dedo apresentasse um inchaço menor.

3. O caso da mão de borracha

5 maneiras de hackear o seu cérebro e ter alucinações

O cérebro acaba considerando a mão falsa como real (Fonte da imagem: Boston.com)

Revire a caixa de brinquedos ou de fantasias do Dia das Bruxas do ano passado e procure uma mão de borracha realista. Caso tenha encontrado, é hora de um experimento, no mínimo, agoniante.

Sente em frente a uma mesa e, a seguir, esconda o seu braço e mão dentro de uma caixa ou algo semelhante. Depois, posicione a mão de borracha à sua frente, de maneira com que ela pareça ser a mão verdadeira, do seu próprio corpo.

Depois, olhando fixamente para a mão de borracha, peça para que seu amigo toque, no mesmo local, a mão escondida e a que está em seu campo de visão. Depois de alguns minutos, você passará a achar que o membro falso faz parte do seu corpo. E para ter certeza disso, combine com o seu amigo, antes, para que, assim que ele sentir que o nível de realismo passou a ser alto, ele tente esmurrar a mão falsa ou bater nela com um martelo.

Automaticamente, você sentirá uma incontrolável vontade de tirar a mão do caminho. Apesar de falsa, o cérebro começa a achar que aquela é a mão verdadeira e que ela não deve ser machucada.

4. A ilusão do Pinóquio

5 maneiras de hackear o seu cérebro e ter alucinações

E se o Pinóquio disesse “meu nariz vai crescer agora”? Seria mentira ou verdade? (Fonte da imagem: Boston.com)

Todo mundo se lembra do Pinóquio, certo? O personagem principal do livro de Carlo Collodi possuía um problema grave: bastava mentir para que o seu nariz crescesse muito, denunciando que estava faltando com a verdade. Pois saiba que, contando uma pequena mentirinha para o nosso cérebro, também podemos ser Pinóquio por um período curto de tempo.

Para realizar esse experimento, basta posicionar duas cadeiras em fila, uma em frente à outra. Sente-se na cadeira de trás e coloque uma venda sobre seus olhos. Depois, peça para que uma segunda pessoa sente na cadeira da frente. Assim que estiverem prontas, a pessoa vendada deve tocar o próprio nariz e o nariz do amigo à frente, suavemente. Ao fazer isso por cerca de um minuto, muitos entrevistados alegaram que tiveram a sensação de que o nariz deles estava absurdamente longo.

5.  As luzes de Purkinje

5 maneiras de hackear o seu cérebro e ter alucinações

Luz do Sol e movimento rápidos das mãos pode render alucinações (Fonte da imagem: Boston.com)

Esta é moleza e, para realizar, você só precisa de um dia ensolarado. Feche os olhos e incline sua cabeça para encarar o Sol. Depois, mova a sua mão de um lado para o outro em frente aos seus olhos fechados. Dentro de alguns segundos, você deve começar a ver algumas imagens  que, com o passar do tempo, passam a ficar mais complexas e intrigantes.

Em laboratórios, cientistas adaptaram esse experimento com óculos que emitem luzes a uma frequência determinada e descobriram que o efeito é o mesmo de um curto-circuito no córtex visual do cérebro. Os efeitos alucinógenos são, mais uma vez, o órgão mais incrível do corpo humano tentando encontrar algum sentido e realidade nos estímulos que está recebendo. Bacana, não?

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Palestra: “A Mente Humana” (The Human Mind / Der Menschliche Geist)

a mente humanaUm trabalho que aborda a temática sobre a percepção do funcionamento da mente relacionando Simbolismo, Abstracionismo, Conexionismo, Dinamismo, percepções mecânicas-computacionais da óptica cerebral e possíveis interferências externas oriundas de controle remoto pertencentes à área Ufológica a luz da exposição de futuros equipamentos de controle cerebral interrelacionando o caos provocado por transtornos como: Transtorno Bipolar, Dislexia, Síndrome de Pânico, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade e Esquizofrenia.

A palestra tem duração total de 117 minutos. Estamos elaborando legendas em Português, Inglês, Alemão e Espanhol. Assim que este material acessório estiver pronto o vídeo passará a ser público e integrará a rede educacional para conhecimento de todos. A produção começou a ser elaborada em 1999 e desde então já foram gastos 10.000,00 R$ para sua realização. O estudo pretende contribuir para o aprimoramento da psique humana principalmente nas áreas de Psicologia, Psiquiatria, Ufologia, Psicopedagogia e Neurociências.





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O que somos muda nosso cérebro

Os pesquisadores da University College London pesquisaram o hipocampo dos motoristas de taxi de Londres. Descobriram que eles tinham esta parte do cérebro maiores.

O hipocampo está relacionado com a memória e a navegação espacial.

O que o estudo sugere é que o hipocampo destes taxistas deviam ser normais antes de começarem a estimular esta área com o trabalho cotidiano.

No trabalho eles tem que decorar trajetos, nomes de ruas, rotas alternativas, buscar opções e soluções relacionadas ao trânsito.

Tal como um músculo que se torna mais forte com a musculação, o cérebro também é moldado pelos estímulos que recebe. O que significa dizer que os hipocampos destes taxistas cresceram porque foram estimulados.

A imensa maioria dos estímulos são endógenos, isto é, são produzidos dentro do próprio corpo; dentro da própria mente, principalmente.

O que a pesquisa pode sugerir é que pessoas que cultivam a raiva, por exemplo, se tornam cada vez mais capazes/preparadas para sentir raiva. Ou seja, o que cultivamos molda nosso cérebro e domina o nosso futuro.

Os sentimentos, pensamentos e sensações não são apenas fruto do cérebro, também são “moldes” que administram o cérebro.

Regis Mesquita
http://caminhonobre.com.br
http://nascervariasvezes.blogspot.com/2011/06/o-que-somos-muda-nosso-cerebro-pesquisa.html

Original em inglês: Navigation-related structural change in the hippocampi of taxi drivers.

 

Roupas alteram maneira como pessoas percebem cor da pele

29 de setembro, 2011

Um estudo feito por pesquisadores americanos concluiu que o jeito de se vestir pode mudar a percepção de terceiros sobre a cor da pele de uma pessoa.

Os cientistas vestiram pessoas ou com roupas casuais de trabalho, ou com macacões, e pediram a espectadores que categorizassem os rostos dos modelos como sendo brancos ou negros.

A probabilidade maior era, segundo a pesquisa, que os rostos fossem vistos como brancos quando as pessoas se vestiam com roupas casuais de escritório e como negros quando usavam os macacões.

O relatório da equipe de pesquisadores, baseados nos Estados Unidos, foi publicado na revista científica Plos One.

Os cientistas acham que, se as pessoas têm consciência das estratégias que usam para avaliar outras pessoas, os efeitos desses julgamentos subconscientes podem ser diminuídos.

“Este é um artigo realmente interessante que testa hipóteses sobre como nós categorizamos as pessoas”, diz a psicóloga Lisa DeBruine, que estuda reconhecimento facial na Universidade de Aberdeen, na Escócia, e que não está envolvida no trabalho.

Branco ou negro?

Os pesquisadores pediram a cerca de 20 voluntários que classificassem os rostos de homens e mulheres, que variavam de formato e tom da pele, em apenas uma de duas categorias de raça – branca ou negra.

A equipe, formada por cientistas das universidades de Tufts, Medford, Stanford e da Califórnia (todas americanas) – descobriu que, para os rostos mais ambíguos racialmente, os participantes tinham 4% a mais de probabilidade de considerar uma face negra se a pessoa estivesse usando um macacão, em vez de um terno.

Em outras palavras, o rosto mais ambíguo racialmente era categorizado como negro em 61% das vezes em que usava terno, e 65% das vezes em que usava macacão.

Ao acompanhar os movimentos das mãos dos voluntários enquanto eles mexiam em um mouse para tomar sua decisão, os cientistas puderam perceber hesitações momentâneas, que davam pistas sobre como os participantes estavam fazendo suas opções.

A equipe descobriu que, mesmo quando um voluntário decidia que uma pessoa usando um terno de negócios era negra, a trajetória do mouse tendia a desviar um pouco em direção à opção “branco” mais frequentemente do que quando um rosto “negro” estava usando macacão.

Bagagem cultural

“(Os resultados) indicam que a nossa bagagem cultural, e o que estamos esperando ver estereotipicamente, pode literalmente mudar o que nós vemos em outras pessoas”, disse o estudante de graduação Jon Freeman, da Universidade Tufts, que liderou o estudo.

Ele diz que as decisões sobre raça e gênero mudam a nossa atitude frente as pessoas e afetam a maneira como nós interagimos com elas.

Freeman e seus colegas planejam pesquisar se a influência das roupas na percepção da raça desaparece quando as pessoas ficam conscientes que a “bagagem que elas trazem à mesa pode verdadeiramente alterar a forma como a raça é percebida”.

Se for o caso, estudos como este podem ajudar a aliviar os efeitos da estereotipificação, segundo afirmam os pesquisadores.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110929_cor_pele_pesquisa_rp.shtml