Eles transformaram Gol, Gurgel e Fusca em elétricos

piramidal.net | lojapiramidal.com

Engenheiro Elifas Chaves Gurgel do Amaral converteu um Gol de combustão interna para carro elétrico.

compartilhar

Carros têm até freios ABS e airbags, e obrigaram Denatran a mudar lei; donos podem rodar sem medo da crise

Veículo elétrico é item ainda raro no Brasil, com poucos modelos à venda e preços elevados, muito por conta da alta carga tributária e da falta de política de incentivos fiscais para sua compra.

No Brasil, já existe um grupo de entusiastas que resolveram ter seu carro movido a baterias feito, literalmente, em casa, a partir da conversão de automóveis com motor a combustão.

Apesar da falta de incentivos, falta de estrutura, falta de interesse de fabricantes e preços elevados, eles se esforçam para colocar a roda da mobilidade elétrica para girar. Veja nesta matéria como “criar” um elétrico por conta própria requer, ainda, além de conhecimento técnico, enfrentar muita burocracia e gastos para regularizar o veículo, alterando o documento junto ao órgão de trânsito, informando de que se trata de um carro movido a baterias.

Há pouco apoio à prática. A Abravei (Associação Brasileira dos Proprietários de Veículos Elétricos Inovadores), inclusive, tenta apresentar um projeto para normatizar a conversão, com certificação de órgãos de segurança e aval das montadoras, a ser apresentado ao Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) e ao MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços). Mas isso ainda está em passo inicial.

“O objetivo do projeto é homologar uma rede de oficinas certificadas, com linha de crédito para bancos estatais e privados financiarem a modificação, assim como o projeto de conversão a GNV. Acredito que vamos apresentar a proposta em seis meses”, afirma Edgar Escobar, presidente da associação.

Quem fez, como fez?

O militar e engenheiro de computação Elifas Gurgel começou a tomar interesse pelos carros elétricos há cerca de dez anos por conta da premissa da “emissão zero de poluentes”. Começou a pesquisar o assunto na internet e decidiu montar seu próprio veículo movido a baterias, usando como base um Gol G4 2009 que comprou zero-quilômetro em Brasília (DF).

Mal sabia os desafios que teria. “Levei quatro meses para fazer a conversão em 2009 com peças importadas, como motor, controlador, carregador, bomba de vácuo para os freios e as baterias, que foram o mais caro. Gastei cerca de R$ 60 mil, mas minha intenção era usar o carro no dia a dia, regularizado, rodando em vias públicas”, relata Gurgel.

O processo de homologação levou quase seis anos até a entrega do documento atualizado, em 2015. Na época, o CTB (Código de Trânsito Brasileiro) já previa o registro de veículos elétricos no país, porém não havia regulamentação para a “transformação”.

“Por minha iniciativa, o Denatran publicou a Portaria 279/10 em abril de 2010, a primeira a tratar sobre o tema, autorizando a homologação de automóveis, camionetas, caminhonetes e utilitários convertidos para tração elétrica”, afirma Gurgel.

Para isso, foi preciso abrir processo administrativo na Câmara Temática de Assuntos Veiculares do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) que acabou provocando a publicação da portaria original, já atualizada por outras mais recentes. “Fiz uma apresentação, detalhando todos os componentes e desenhos técnicos que utilizei”.

Foi aprovado um documento liberando a transformação, mas esta só pode ser feita por pessoa jurídica (empresa) homologada no Denatran e acreditada pelo Inmetro, com certificado de capacitação técnica concedido pelo órgão nacional de trânsito.

A abertura da empresa deu início à homologação de fato, apresentando o projeto detalhado da conversão, que acabou sendo aprovado após longa espera. Na época, o Denatran exigiu que a conversão incluísse instalação de airbags dianteiros e freios ABS, itens obrigatórios desde 2014. “Tive de comprar os componentes, fazer a instalação e contratar uma empresa terceirizada para fazer o teste de frenagem exigido. Além do gasto de R$ 60 mil da conversão, paguei R$ 5 mil no processo burocrático e R$ 3 mil com os itens de segurança, mesmo que a lei só obrigue a instalação em carros fabricados a partir de 2014”, afirma.

Documento do Gol G4 elétrico de Elifas Gurgel informa que se trata de um veículo elétrico.

Burocracia confirmada

Consultado pela reportagem, o Denatran informou que, segundo artigo 106 do CTB e artigo 3º da Resolução 292 do Contran, uma modificação nas características originais do veículo o proprietário precisa de autorização do Detran de onde o veículo foi emplacado. Apenas após a obtenção dessa autorização prévia o proprietário pode realizar a modificação, sendo necessária inspeção de segurança veicular a fim de comprovar a regularidade e segurança da nova configuração, por meio do CSV (Certificado de Segurança Veicular) expedido por instituição técnica licenciada e acreditada pelo Inmetro.

Se o motorista for flagrado com documento irregular, está sujeito a retenção do veículo para regularização, mais multa de R$ 195,23 e cinco pontos na habilitação por infração grave.

O documento do carro de Gurgel atesta que se trata de um veículo elétrico transformado, vencendo todos esses percalços. Considerando todos os gastos, foram quase R$ 70 mil, quase três vezes o valor pago originalmente pelo Gol (cerca de R$ 25 mil) e mais de 40% do preço de um BMW i3 novo (que custava R$ 160 mil até meados do ano passado, quando saiu de linha).

Todo o trâmite enfrentado por Elifas Gurgel, porém, criou um caminho que o libera a converter não só esse Gol, mas quantos Gol elétricos ele quiser. Mas terá de iniciar novo processo de homologação, se quiser transformar outro modelo em carro elétrico.

Sua experiência rendeu até livro, chamado “Como Converter o seu Carro para Elétrico”, produzido de forma independente e que tem toda a narrativa da saga, descrição de componentes e desenhos técnicos.

“Me considero um pioneiro. Esse conceito de dar nova vida a um veículo, especialmente os mais antigos, convertidos em carros com emissão zero, é empolgante. Mas hoje é financeiramente inviável em pequena escala, especialmente em relação às baterias de íons de lítio, que encomendei da China por US$ 200 cada célula, somando US$ 8.000 para os 40 módulos que instalei. Acabei pagando o dobro com todos os impostos de importação, que não tiveram nenhum abatimento, mais taxas aduaneiras”, explica.

Vantagem? Segundo Gurgel, os valores seriam ainda maiores atualmente: “A mesma célula de bateria chega a custar US$ 230, está mais cara”.

Gurgel usa o Gol no dia a dia, rodando exclusivamente em vias urbanas, geralmente em terceira marcha, suficiente para vencer subidas íngremes por conta do alto torque do motor elétrico DC – o câmbio é original e ele só usa a quarta marcha em velocidades acima de 70 km/h. A recarga é feita em casa, em uma tomada comum de três pinos e 15 amperes, e a autonomia é de cerca de 150 km.

Experiência de Elifas Gurgel rendeu até livro, chamado “Como Converter o seu Carro para Elétrico”.

Tudo reciclado

“Não é preciso gastar tanto assim”, afirma Alfredo Correia, funcionário público de Salvador (BA), que decidiu converter dois Gurgel Supermini – um prata e um branco, ambos 1994. Para isso, utilizou baterias de laptop, motor de empilhadeira e outros componentes que seriam “descartados”.

Correia dirige há um ano seu Gurgel com baterias e peças que iriam para o lixo.

“A ideia das baterias de laptop surgiu de um vídeo que vi na internet de um norte-americano que as utilizou para aumentar a voltagem de um pacote de baterias que ele já dispunha. Consegui um fornecedor local que trabalha com reciclagem de materiais tecnológicos e também parceria com uma empresa que faz manutenção dos computadores, tudo de graça”, revela.

Ele começou o projeto em 2007 e só terminou na virada de 2014 para 2015, equipando o primeiro com motor de esteira de ginástica – o segundo traz motor de empilhadeira elétrica. A opção pelo Gurgel é por conta do baixo peso, em torno de 650 kg. Os motores também são fornecidos por ferros-velhos.

Correia diz que sempre se interessou por tecnologia e eletrônica, mas não tem formação técnica formal. O primeiro contato com o assunto foi na adolescência, quando trabalhou em uma empresa em equipamentos de som para trios elétricos. Depois, trabalhou com montagem de equipamentos de segurança, como interfones e portões automáticos. Mais tarde, instalou alarmes contra incêndio.

Na base da transformação, a retirada de motor, câmbio e de outros componentes para trocá-los pelo trem de força 100% elétrico. Correia diz ter gastado cerca de R$ 5 mil no motor, controlador e em outros componentes, mas afirma que as baterias custariam entre R$ 25 mil e R$ 30 mil se fossem trazidas de fora.

Alfredo Correia dirige há um ano um Gurgel Supermini com baterias e peças recicladas.

Com o uso do material reciclado, o gasto foi extremamente mais baixo – parte das baterias é doada, parte comprada a quilo.

“Preciso de cerca de 200 kg de baterias de lítio de notebooks para montar o carro, pagando de R$ 5 a R$ 20 por quilo”, conta. Por cima, o gasto “bruto” é de R$ 9 mil.

Os componentes do motor a combustão retirados do carro foram vendidos, reduzindo ainda mais os custos, mas ele teve de terceirizar alguns serviços e comprar ferramentas. Correia primeiramente desmonta as baterias e as testa para ver se ainda têm condições de serem utilizadas. Cada uma tem voltagem de 4,2 volts quando totalmente carregada.

Correia ainda usou baterias para aumentar a capacidade original de seu scooter elétrico, um Kasinski Prima Electra. Tentou com baterias de chumbo, mas elas são pesadas e retêm menos carga – um pack de chumbo pesava 250 kg, contra 60 kg do mesmo pacote de baterias feito com tecnologia de íons de lítio.

Pack de baterias feito com tecnologia de íons de lítio do Gurgel de Alfredo Correia pesa 60 kg.

No caso dos Gurgel Supermini, o carro adaptado utiliza cerca de 200 baterias divididas em seis células, com autonomia de até 100 km com uma carga completa – ele recarrega na garagem de casa, em tomada. “Acredito que se Salvador não tivesse tantos morros e ladeiras, o alcance seria maior. Dirigir sem subir é impossível”, conta.

Correia usa o carro apenas na cidade e “diariamente”. Segundo ele, o Gurgel é equipado com câmbio de cinco marchas e tração traseira e pode atingir 90 km/h “embalado”. Usa praticamente a quarta marcha. “Marchas mais altas exigem menos do motor e reduz o gasto de energia, ainda mais em uma cidade bem cheia de ladeiras”.

Sua família também tem carro a combustão, um Renault Sandero, usado por sua esposa. “Uso o Sandero ocasionalmente, mas dá uma dor ao abastecer, com o preço que a gasolina está”.

Aline Gonçalves escolheu eletrificar um Fusca, carro com baixo custo de investimento e mecânica/elétrica fácil de mexer. Quem a ajudou no projeto foi justamente o baiano Alfredo Correia.

Tem até Fusca

Aline Gonçalves, engenheira eletricista e dona de uma empresa de painéis fotovoltaicos em Vila Velha (ES), está adaptando um Fusca 1972 para rodar apenas com baterias.

“Percebi que há pouquíssima oferta ou quase inexistente no Brasil e os carros disponíveis possuem preços muito acima da realidade da da população”, relata.

Para definir o modelo do carro, buscou exemplos no Brasil e no exterior de veículos transformados em elétricos – o Fusca é um carro com baixo custo de investimento e mecânica fácil de mexer. Quem a ajudou no projeto foi justamente o baiano Alfredo Correia.

Aline Gonçalves, engenheira eletricista e dona de uma empresa de painéis fotovoltaicos em Vila Velha (ES), está adaptando um Fusca 1972 para rodar apenas com baterias.

“O objetivo era manter o menor custo possível com a melhor performance em tecnologia de baterias para veículos elétricos. Todas os componentes elétricos são reutilizados, encontrados no Brasil, e somente as baterias foram importadas, com investimento de R$ 27 mil.

Segundo a engenheira, a transformação foi finalizada recentemente e os componentes do motor a combustão ainda estão na oficina.

“O veículo vai iniciar os testes de rodagem agora e começar o processo de homologação, que terá custo adicional”, relata. Ela estima autonomia de 50 km e velocidade máxima de 50 km/h. “O Fusca será utilizado em vias urbanas e para o dia a dia”, avisa. é o bastante.

https://carros.uol.com.br

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

Empresa de SP quer inovar com frota de 200 caminhões elétricos

piramidal.net | lojapiramidal.com

compartilhar

Além de não emitirem poluição, os veículos são mais silenciosos e econômicos

A Corpus Saneamento e Obras, empresa que atua na coleta, transporte e destinação de resíduos em seis municípios de São Paulo e em Vitória (ES), encomendou 200 caminhões elétricos para substituir, gradualmente, parte de sua frota movida a diesel. Além de não emitirem poluição, os veículos são mais silenciosos e econômicos.

Inicialmente os veículos serão importados da matriz da BYD, na China, mas o grupo estuda a fabricação local em sua filial de Campinas (SP), onde produz ônibus elétricos desde 2015. Os primeiros 21 caminhões serão entregues em setembro. Outros 60 chegarão em 2019 e os demais ao longo dos quatro anos seguintes.

“Com essa aquisição a Corpus será a maior frotista de caminhões elétricos fora da China”, diz o diretor de vendas da BYD, Carlos Roma. Segundo ele, a empresa aguarda a nova política industrial para o setor automotivo, chamada de Rota 2030, para definir se produzirá os veículos no País futuramente.Hoje, o veículo importado é isento de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), mas recolhe 35% de Imposto de Importação (II).

O transporte é feito de navio e leva cerca de 30 dias para chegar ao Brasil.O presidente da Corpus, Cineas Feijó Valente, não divulga o investimento na compra dos caminhões, chamados de eT8A, mas informa que, no mercado, cada um custa R$ 1,5 milhão. A versão movida a diesel custa entre R$ 250 mil e R$ 300 mil. O contrato com a BYD prevê o pagamento de 20% de entrada e o restante será financiado pela própria montadora.A Corpus testou um exemplar do caminhão nos últimos dois anos na coleta de lixo em Indaiatuba (SP), onde está a sede da empresa.

Com a economia de combustível de 65% por km rodado em relação ao modelo a diesel, além de custos menores em manutenção (a pastilha de freio, por exemplo, dura quatro vezes mais), o grupo calcula que o retorno do investimento ocorre em até sete anos.”Vamos tentar reduzir esse prazo para cinco anos, que é o tempo de retorno para um veículo a diesel”, diz João Francisco Paschoalini, diretor operacional da Corpus.

A própria empresa desenvolveu o compactador de lixo acoplado ao caminhão e também movido a eletricidade, “bem mais silencioso do que o comum”. A solução, diz Roma, será inclusive adotada pela BYD.A Corpus foi fundada em 1987 por Valente, hoje com 87 anos. Tem frota de 400 veículos, sendo 300 caminhões, e emprega 8 mil pessoas. O nome da empresa aparece em investigação por fraude em licitações do Consórcio Soma, do qual tem 18% de participação. O grupo informa que “trabalha dentro dos critérios da legalidade”.

Produção

Várias montadoras, entre as quais Volvo e Tesla, trabalham no desenvolvimento de caminhões elétricos, a maioria para início de produção na Europa e Estados Unidos em 2019. No Brasil, a MAN – fabricante de caminhões e ônibus da Volkswagen -, mostrou no ano passado um caminhão leve elétrico, o e-Delivery, desenvolvido na fábrica de Resende (RJ).

A previsão do grupo é iniciar operação em frotas piloto ainda neste ano.A maioria das empresas aguarda a publicação do programa Rota 2030, prevista para os próximos dias, para decidir políticas locais para elétricos e híbridos.No caso dos automóveis, é esperada uma redução de 25% para 7% na alíquota do IPI. No primeiro quadrimestre foram vendidos no País 1.260 veículos elétricos e híbridos, 70% a mais ante igual período de 2017.A BYD tem capacidade anual para 300 ônibus elétricos na fábrica de Campinas, em um turno, e espera vender este ano 100 unidades. A empresa também produz módulos solares fotovoltaicos e vai inaugurar, no fim do ano, uma fábrica de baterias de lítio em Manaus.

Também vende rebocadores e automóveis elétricos, como o sedã e6. “Além dos caminhões, também avaliamos a produção local de automóveis”, informa Tyler Li, presidente da BYD do Brasil.Outra iniciativa de uso de veículos elétricos em São Paulo vem do grupo Urbano, que opera com compartilhamento há seis meses. A empresa tem 65 automóveis, dos quais cinco elétricos da BMW. “A previsão era ter 20, mas não há disponibilidade no mercado”, informa Vini Romano, diretor de marketing.

“Agora aguardamos o Rota 2030 para importar 100 unidades do Smart elétrico”, diz.A Elektra, importadora de carros da Tesla desde o fim de 2016, vendeu oito modelos S e X, que custam entre R$ 450 mil e R$ 1,2 milhão. Em até dois meses chegarão ao País dois Model 3, último lançamento da marca, também na faixa de R$ 450 mil.

https://revistapegn.globo.com

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

Todos os veículos a gasolina vão desaparecer em oito anos, diz estudo

piramidal.net | lojapiramidal.com

compartilhar

Um estudo feito por Tony Seba, um economista da Universidade de Stanford, mostrou que veículos autônomos e elétricos substituirão os carros atuais

Onibus, carros e caminhões que utilizam combustíveis fósseis serão extintos até 2025. A informação é de um estudo liderado por Tony Seba, economista da Universidade de Stanford dos Estados Unidos. A publicação diz que o mercado inteiro será substituído pelos mais eficientes carros elétricos e modelos autônomos sob demanda. Essa mudança faria despencar o preço do petróleo e poderia acabar com a indústria petrolífera mundial e prejudicar diversos países que dependem dessa commodity.

O relatório “Rethinking Transportatiom 2020-2030” (Repensando os Meios de Transporte, em tradução livre) destaca que os veículos elétricos são dez vezes mais baratos que os modelos com motor a combustão, possuem um custo de combustível quase nulo e uma duração de até 1,6 milhão de quilômetros.

Se a previsão do economista se comprovar, uma indústria trilionária terá que se adaptar ao novo momento ou poderá ser completamente extinta.

O relatório afirma que diversas cidades devem proibir que um humano dirija um carro pelo perigo que isso representa. Os preços de carros usados despencará e será cada vez mais difícil descartar um veículo a gasolina.

Países como Rússia, Nigéria, Venezuela e Arábia Saudita estarão em problemas. As grandes montadoras norte-americanas e da Alemanha precisarão mudar o seu foco para o mercado de carros elétricos ou entrar definitivamente no mercado de serviços de mobilidade, como o Uber, segundo o Financial Post. Gigantes da tecnologia, como Google, Apple e Foxconn, estão na vanguarda desse movimento.

Seba afirma que essa grande mudança no mercado de combustíveis e automóveis é motivada, principalmente, pelos avanços tecnológicos e não por questões ambientais.

“Nós estamos diante de uma das disrupções mais rápidas, profundas e de maior consequência da história do transporte”, disse o economista. “Veículos com motores de combustão interna entrarão em ciclo vicioso de aumento de custos”.

O relatório destaca que a mudança será mais radical quando os preços de carros elétricos se tornarem mais acessível e as baterias possuirem uma durabilidade maior.

Seba afirma que o custo por milha dos modelos elétricos será de 6,8 centavos americanos e que o valor do seguro cairá 90%. Os americanos economizarão até US$ 5,6 mil por ano e o governo dos Estados Unidos perderá US$ 50 bilhões por ano em impostos sobre petróleo.

“A curva de custos mostra que até 2025 todos os novos veículos serão elétricos, todos os novos ônibus, carros, tratores, vans, qualquer coisa que se mova sobre rodas será elétrico no mundo”, disse Seba.

O economista compara a situação da indústria automotiva com a mudança de câmeras analógicas para digitais. “Não tem competição”, disse Seba. “O drive-train elétrico é muito mais poderoso. Os carros a gasolina e diesel não são capazes de competir”.

http://revistapegn.globo.com

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

Casa pré-fabricada que produz toda a sua própria energia custa US$ 75 mil

piramidal.net | lojapiramidal.com


compartilhar

As casas são construídas dentro de padrões da arquitetura bioclimática e equipadas com placas fotovoltaicas.

Com os altos preços cobrados pela energia, a tendência é de que, no futuro, todas as casas sejam capazes de gerar sua própria eletricidade de maneira limpa. Mas, não é necessário esperar muito por isso. A popularização das tecnologias permite que isso já seja possível hoje. O negócio é tão promissor, que a empresa norte-americana Deltec se especializou na construção de casas pré-fabricadas autossustentáveis energeticamente.

A linha, chamada de Renew Collection, se diferencia também por seu preço. Mesmo sendo construída dentro de padrões da arquitetura bioclimática e equipada com tecnologias de produção individual de energia renovável, ela não custa mais do que os modelos tradicionais. Pelo contrário. A companhia tem modelos que custam menos de US$ 100 mil, totalmente prontas para morar.

Outro benefício é a rapidez com que as casas são construídas. Após o cliente escolher entre os nove modelos disponíveis, são necessários apenas alguns dias para que a casa seja entregue. O padrão ainda tem pouca quantidade de resíduos de obra descartados e possui baixo impacto ambiental.

As casas são equipadas com placas fotovoltaicas e sistema de aquecimento solar para água. Além disso, o desenho solar passivo aproveita mais a luminosidade natural, ao mesmo tempo em que reduz os gastos com calefação. Esses cuidados permitem que essas residências funcionem usando 2/3 menos energia do que as casas tradicionais.

O modelo mais barato da coleção sai por 75 mil dólares. A empresa explica que o valor do metro quadrado varia de US$ 150 a US$ 200. Portanto, o valor final depende da área da residência e da quantidade de energia necessária para o seu abastecimento. Apesar de estar disponíveis apenas para construções nos EUA, essa é mais uma prova de que é possível construir de maneira sustentável, com alta tecnologia e preço justo.

http://ciclovivo.com.br

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

Bloco de vidro que gera energia promete revolucionar a construção civil

piramidal.net | lojapiramidal.com

compartilhar

Criado por pesquisadores ingleses, o bloco de vidro que gera energia pode ser incorporado na fachada de edifícios

Especialistas em energia renovável da Universidade de Exeter, na Inglaterra, desenvolveram um bloco de vidro com células solares embutidas. A ideia é que, com a disseminação da tecnologia, seja possível construir uma casa ou prédio inteiro usando blocos que geram energia na fachada.

O produto recebeu o nome de Solar Squared, e testes feitos na universidade demonstraram que eles garantem isolamento térmico e permitem que a luz natural entre nos edifícios.

Estima-se que os edifícios consumam mais de 40% da eletricidade produzida em todo o mundo e esta tecnologia permitiria a produção de eletricidade no local de uso. Outra vantagem, garantem os pesquisadores, é que os novos blocos solares podem ser usados em projetos novos ou em reformas.

A equipe da Exeter criou uma empresa startup, a Build Solar, para desenvolver melhor o produto. A empresa busca agora investidores para levá-lo ao mercado em 2018.

O Dr. Hasan Baig , fundador da Build Solar e pesquisador do Instituto de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Universidade de Exeter explica em uma postagem no site da universidade que os blocos inventados pelo grupo têm melhor isolamento térmico do que os blocos de vidro tradicionais, além de fornecer energia ao edifício.

“Agora está claro que o mundo está se movendo para um sistema de energia distribuída, dos quais uma proporção crescente é renovável. Isto, juntamente com a mudança para veículos elétricos, significa que há oportunidades substanciais para novas formas de gerar eletricidade no ponto de uso “, afirma o co-inventor Jim Williams no mesmo documento divulgado pela universidade.

http://www.gazetadopovo.com.br

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

A nova telha solar da Tesla é mais barata do que uma telha convencional

piramidal.net | lojapiramidal.com

compartilhar
Por Ademilson Ramos

Boas notícias para quem pretende construir e pretendem usar o novo telhado solar da Tesla – a empresa acabou de anunciar preços para os seus painéis fotovoltaicos e eles chegaram em apenas US$ 21,85 por metro quadrado. Isso é quase 20% mais barato do que um telhado normal, uma vez que você terá o fator na economia de energia e créditos fiscais.

Elas são feitas de vidro em camadas sobre um substrato fotovoltaico, e servem como um substituto para materiais de cobertura tradicionais. Isso garante que eles se parecem com um telhado convencional, visto do chão – mesmo que eles realizam muito mais do que um telhado padrão.

Até agora, Tesla tem dois estilos de telhas disponíveis para pré-encomenda: uma telha de vidro preto texturizado e uma telha cinza lisa. As telhas estarão disponíveis para instalação no início de 2018. De acordo com a empresa, a instalação do Solar Roof leva entre cinco e sete dias – e a Tesla gerencia todo o processo em si.

Outro benefício, é que o telhado solar da Tesla é promovido para ser mais forte do que um telhado tradicional. Nas áreas onde as tempestades e os ventos são fortes, um telhado mais resistente faz toda a diferença.

Os consumidores que comprarem o Solar Roof também receberão o próximo Powerwall 2.0, um dispositivo de armazenamento de bateria com um inversor embutido que se conecta ao sistema elétrico da sua casa.

Achou útil essa informação? Compartilhe com seus amigos! xD

Deixe-nos a sua opinião aqui nos comentários.

http://engenhariae.com.br

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

aCar – Um carro elétrico para a África

piramidal.net | lojapiramidal.com

compartilhar

Carro elétrico tropical

Engenheiros alemães vão apresentar oficialmente no mês que vem, durante o Salão do Automóvel de Frankfurt, um carro elétrico projetado especialmente para ser usado na África subsaariana.

O veículo foi projetado para suportar as condições do tráfego por estradas de terra e o calor da região, bem como para atender as múltiplas necessidades da população local.

Para isso, o aCar – um carro para a África – foi projetado para o transporte de passageiros e de carga, bastando pequenas variações na estrutura da carroceria.

O projeto, apoiado pela Fundação de Pesquisa da Baviera desde 2015, foi coordenado por engenheiros da Universidade Técnica de Munique, que se associaram a parceiros de outras instituições e da iniciativa privada.

Testes

O primeiro protótipo ficou pronto em maio de 2016 e foi testado na Alemanha. Em julho de 2017, ele foi enviado para Gana, para testar a tecnologia e o conceito nas condições locais.

Um ponto importante foi testar o impacto das temperaturas mais altas e da umidade do ar nos sistemas elétricos. “Nós reunimos muitos dados que agora temos que avaliar. Mas já podemos dizer que o aCar cumpriu todos os requisitos necessários e até ultrapassou nossas expectativas,” disse o professor Sascha Koberstaedt.

Dada a sua versatilidade, os testes mostraram que o aCar é interessante não apenas para a África e outras regiões tropicais, mas também para o mercado automotivo dos países desenvolvidos, acrescentou o engenheiro.

Dados técnicos

O veículo destina-se ao transporte de passageiros e carga, com uma capacidade de carga total de uma tonelada e autonomia de 80 quilômetros. O peso do veículo vazio é 800 kg, ele mede 3,7 metros de comprimento por 1,5 de largura e 2,1 de altura e sua cabine tem espaço para duas pessoas.

Ele pode ser recarregado em uma tomada residencial – o recarregamento demora 7 horas – e também conta com um reforço adicional de painéis solares que podem ser colocados no teto da cabine e da versão fechada da carroceria, aumentando sua autonomia. As baterias têm uma capacidade de 20 kWh.

As baterias também podem ser utilizadas quando o veículo estiver parado, provendo uma fonte de energia para uma ampla variedade de outras aplicações possíveis.

A equipe projetou vários módulos para a carroceria, que podem ser usados de maneira intercambiável. Módulos adicionais poderão transformar o veículo, por exemplo, em um consultório médico móvel ou uma estação de tratamento de água.

Fábrica na África

O próximo passo é terminar o projeto da fábrica do carro elétrico, também modular, para que ele possa ser fabricado na África, para fortalecer as economias locais. A fim de tornar o automóvel acessível para os padrões de renda da África a equipe acredita o preço do veículo básico deve ser mantido abaixo dos 10.000 euros a longo prazo (cerca de R$37.000).

“É claro que teremos de importar componentes de alta tecnologia no início, como a bateria e os motores elétricos,” comentou o professor Martin Soltés. “A construção, com peças fundidas e parafusadas, viabiliza processos de fabricação simples com custos de investimento muito baixos,” acrescentou seu colega Wolfram Volk.

http://www.inovacaotecnologica.com.br

Piramidal no Facebook
.
●●● Gostou? Então curta nossa página no Facebook.
.
Autor
●●●
 Seja amigo do autor do site no Facebook e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.