Cientista afirma que seres humanos estão causando os terremotos

terremoto-soldados

Chamamos de terremoto o tremor que é produzido quando as placas terrestres se balançam de forma abrupta, liberando a energia acumulada em forma de ondas sísmicas. Por causa disso, podem ocorrer deslocamentos da crosta terrestre, tsunamis e erupções vulcânicas. Ao longo da história, o homem tem tentado explicar a violência desses desastres. Agora, sabemos que nem todos os terremotos acontecem por fenômenos naturais: muitos são causados pela atividade humana. E uma das primeiras constatações do impacto humano na formação de terremotos ocorreu em Denver, nos EUA, na década de 60, onde se deu uma quantidade incomum de sismos depois que o solo foi infectado com resíduos militares.

O geólogo Richard Davies, professor da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, explica que quando são injetadas grandes quantidades de líquido na terra, ela se lubrifica, e a fricção das falhas naturais é reduzida, provocando seus deslocamentos e consequentes tremores. O professor, especialista em energia, explica também que as principais atividades geradoras de sismos são: o enchimento de reservatórios de água, a injeção de resíduos líquidos, a mineração, a extração da energia geotermal, o fraturamento hidráulico (estimulação hidráulica) e os métodos convencionais de obtenção de gás e petróleo.

Embora vários estudos especializados confirmem a relação entre determinados métodos de exploração de recursos naturais e o aumento significativo de terremotos registrados, os principais beneficiários econômicos desses empreendimentos insistem que são fenômenos de causas naturais. Nos próximos anos, talvez cheguemos a uma conclusão dolorosa: que a ganância de poucos está levando a humanidade ao seu fim.

http://seuhistory.com

log_pir_47

.

 Gostou? Então Curta nossa página no Facebook.

eu_47 Seja amigo do autor do site no Facebook, e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.

A catástrofe do Mar de Aral

oiltanker_desert

Lições não aprendidas destacam como algumas invenções, ideias e produtos desenvolvidos pela humanidade ao longo da história trouxeram consequências negativas para a saúde do ser humano e para o equilíbrio do meio ambiente. Nesse episódio, o destaque é o desastre ambiental ocorrido na Ásia Central, resultado do processo de irrigação das estepes para o plantio de algodão, que transformou a região do Mar de Aral em um imenso deserto, gerando sérios impactos ambientais e sociais.

log_pir_47

.

Gostou? Então Curta nossa página no Facebook.

eu_47 Seja amigo do autor do site no Facebook, e esteja sempre antenado em assuntos interessantes como este.

Municípios paulistas aderem ao racionamento de água para enfrentar crise

20 de Outubro de 2014 ]

jaguari represa

Cidades do interior de São Paulo estão adotando racionamento ou rodízio de água. A causa é o longo período de estiagem que atinge o estado desde o início do ano. Cada prefeitura estuda a melhor forma para enfrentar o problema.

Um dos municípios mais atingidos pela falta de água, Itu enfrenta um racionamento oficial desde fevereiro. A estiagem na cidade já provocou diversos protestos de moradores e mais de mil reclamações da população ao Ministério Público.

Na quinta-feira (16), por exemplo, o município de Barretos passou a adotar o racionamento de água de forma oficial. Segundo a prefeitura, a medida foi tomada, após a constatação de que o Ribeirão Pitangueiras, responsável por 60% da água consumida na cidade, registrou grande queda no volume, com a profundidade baixando 60 centímetros e atingindo um 1,2 metro. Com isso, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) da cidade decidiu aplicar multa de R$ 264,6 nos moradores flagrados lavando calçados ou veículos. Em caso de reincidência, o valor será dobrado.

Na capital paulista, muitos moradores reclamam de falta de água em diversos bairros, mas a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) não admite o racionamento. Para diminuir o consumo, desde fevereiro a companhia concede descontos para consumidores do Sistema Cantareira que economizarem água.

Em Guarulhos, o rodízio começou dia 14 de março. Conforme o Saae da cidade, o consumo é liberado um dia sim e outro não. Dados do Saae indicam que aproximadamente 13% da água disponibilizada na cidade são de sistemas próprios, que utilizam captações superficiais e subterrâneas [poços profundos]. Do restante operado pela Sabesp, 62% saem do Sistema Cantareira [um dos mais prejudicados com a estiagem] e 25% do Sistema Alto Tietê. Para enfrentar a crise, o Saae também decidiu oferecer descontos para consumidores que reduzirem o consumo.

O rodízio em Bauru é operado, desde quarta-feira (15), de maneira diferenciada. A cada 24 horas [das 6h as 6h], o abastecimento é alternado entre as regiões do centro/zona sul e da Vila Falcão/Bela Vista. Assim, uma área fica sem água para que outra ser abastecida. Segundo a prefeitura, a combinação de escassez de chuvas e altas temperaturas, que aumenta o consumo de água, provocou a redução do nível do Rio Batalha. A medição do manancial passou dos 2,25 metros, registrados na última sexta-feira (10), para 1,27 metro, na tarde de segunda-feira (13). De acordo com a prefetura, a situação, que afeta 38% da população da cidade [o restante é abastecido com água de poços], seguirá por tempo indeterminado, até o retorno do período de chuvas.

Em Mauá, a prefeitura criou o Projeto Revezamento de Abastecimento, que ocorre de segunda à sexta-feira e envolve toda a cidade. A cada quatro dias com água, o consumidor enfrenta um dia sem. O projeto foi adotado no dia 1º de outubro e passará a funcionar na próxima segunda-feira (20).

A prefeitura de Cruzeiro implantou rodízio programado desde a última terça-feira (14), com interrupção do serviço por 24 horas, em dias alternados. Na cidade, o rodízio também só será suspenso com a volta das chuvas.

Em Mirassol, o Rio São José dos Dourados, que abastece mais de 30% da cidade, está praticamente sem água. Enfrentando problemas técnicos também no poço Guarani, que dá suporte à captação no rio, a região central da cidade entrou em estado de atenção. Com isso, cerca de 40% da população enfrentará problemas com a falta de água até a semana que vem. Enquanto isso, a prefeitura deve oferecer caminhões-pipa para abastecer locais de emergência, entre eles escolas e postos de saúde.

Em Americana, o rodízio, sem previsão de término, foi anunciado na terça-feira (14), quando se confirmou o baixo nível do Rio Piracicaba, que abastece a cidade.

Cidade próxima de Itu, Salto enfrenta reduções noturnas no abastecimento. Principal fonte de água do município, o Ribeirão Pirahy está com 20% do nível de fornecimento. A capacidade do Ribeirão Buru e Ribeirão Ingá (Lagoa da Conceição), chega, respectivamente, a 30% e 50%. O período de contenção começou na segunda-feira (13) e ocorrerá todos os dias, entre 21h e 6h.

Em Araras, desde quinta-feira (16), o racionamento inclui todos os bairros. O fornecimento de água é interrompido entre 6h e 18h. Segundo a prefeitura, sem a redução do consumo, as atuais reservas de água bruta de Araras seriam suficientes apenas para 50 ou 60 dias.

A cidade de Casa Branca também adotou racionamento, estabelecendo cronograma de abastecimento e corte de água até o fim de outubro. A ideia é que a população fique 12 horas seguidas com água e um dia inteiro sem água.

O município de São Sebastião da Grama decretou estado de alerta e decidiu aplicar multas de R$ 291,4 no consumidor que exceder no consumo de água. A represa que abastece a cidade tem somente 20% de sua capacidade. A prefeitura estuda a implantação do rodízio.

http://ciclovivo.com.br

log_pir_47

.

Gostou? Então Curta nossa página no Facebook.

eu_47 Seja amigo do autor do site no Facebook, e esteja sempre antenado em assuntos interessantes como este.

Pegada hídrica pode ser aliada na conservação da água

1287172111793_f

A pegada hídrica é um indicador que pode ajudar a população a entender como os hábitos de consumo são corresponsáveis pela crise hídrica no mundo e que a preservação da água pode ir muito além de apenas fechar a torneira em casa. O conceito é explicado pelo coordenador do Programa Água para a Vida da organização não governamental (ONG) WWF-Brasil, Glauco Kimura de Freitas.

A reportagem é de Andreia Verdélio e publicada por Repórter Brasil, 14-04-2014.

Segundo Kimura, dados da Agência Nacional de Água (ANA) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que a agricultura é a maior usuária de água do mundo, seguida pela indústria. Depois é que vem o uso doméstico.

“O consumo tem tudo a ver com a água. A pessoa não associa que a água é usada na produção do alimento que ela ingere, da roupa que ela veste ou da caneta que ela compra. Neste sentido, a pegada hídrica é um conceito muito pedagógico”, explica Kimura.

O conceito de pegada hídrica surgiu na Holanda, no final dos anos 2000, e é um indicador do uso da água, que define o volume total de água doce que é usado para produzir os bens e serviços consumidos pelo indivíduo, comunidade ou empresas.

“Muitas pessoas se assustam quando descobrem que para aquele quilo de carne vermelha que comprou no mercado, em países da Europa, gastam-se até 15 mil litros [de água] na produção, ou 130 litros para uma xícara de café. Muitos números que estão embutidos na cadeia de produção foram colocados nessa pegada”, destaca Kimura.

Segundo o especialista, o conceito tem um caráter mais educativo para o cidadão, mas, para o setor empresarial, é uma questão de regulação e incentivo. “Se você compra aquela camisa de algodão que foi feita no Paquistão, aquela água deixou de abastecer comunidades carentes na região. A questão é a ética do consumo, saber onde foi produzido, quais os recursos utilizados e tentar avaliar o uso da água nesse caso. Quanto mais você consome bens materiais, mais está colaborando com o uso da água no mundo.”

Kimura explica que algumas indústrias já estão começando a ficar conscientes dos riscos para a água e estão quantificando sua pegada hídrica, buscando saber onde estão os gargalos na cadeia produtiva. No 29 deste mês, o WWF promove a Hora do Planeta, que é aquela hora em as pessoas apagam as luzes, desligam seus aparelhos e fazem uma reflexão sobre o meio ambiente e o planeta. “Queria sugerir, este ano, que as pessoas reflitam sobre o uso da água, sobre o que você, cidadão, está fazendo para contribuir com a preservação da água, seja se informando ou economizando.”

Veja a tabela com a quantidade de água utilizada no processo produtivo de determinados itens:

medias_globais_pegada_hidrica

http://www.aguasdepontal.com.br

log_pir_47

.

Gostou? Então Curta nossa página no Facebook.

eu_47 Seja amigo do autor do site no Facebook, e esteja sempre antenado em assuntos interessantes como este.

Para onde aponta a crise do clima

14 de fevereiro de 2014 ]

Washington Novaes

4154-2

O noticiário recente sobre a mais longa estiagem no Brasil em seis décadas – e suas graves consequências em vários setores de atividade no País – traz consigo memórias incômodas e a sensação de despreparo do poder público e da sociedade para a questão das mudanças do clima. Há muitas décadas numerosos estudos científicos vêm alertando para a gravidade e o agravamento progressivo das mudanças, para a necessidade de implantar sem perda de tempo políticas e programas de “mitigação” e “adaptação” a essas transformações. Mas têm encontrado pela frente o ceticismo – quando não o descaso. Ou a crença nas avaliações dos chamados “céticos do clima”.

Para não ter de recuar muito no tempo o autor destas linhas retorna, por exemplo, ao que escreveu neste mesmo espaço há uma década (6/3/2004), quando o panorama na área do clima tinha causas opostas às de hoje: o Nordeste, em janeiro daquele ano, recebera um volume de chuvas sete vezes maior que sua média histórica; em alguns pontos de Goiás, em 50 dias chovera tanto quanto em todo o ano anterior; açudes e barragens rompiam-se; abriam-se comportas para evitar rompimentos e provocavam-se graves inundações a jusante. Cientistas clamavam por um sistema oficial de informações que habilitasse a sociedade para programas de adaptação e mitigação – à semelhança do que a Europa já fazia, devolvendo seus rios ao curso natural, eliminando barragens, evacuando as margens de rios, instalando sistemas de drenagem urbana. O então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, advertia: “São visíveis os sinais de mudanças climáticas, com inundações e secas cada vez mais graves”. Mas outro artigo (26/3/2004) já acentuava que “no Brasil não se conseguiu ainda definir regras” nem mesmo para um plano nacional de saneamento básico.

Quem quiser recuar ainda mais no tempo pode ir ao artigo de 31/7/1998, há mais de 15 anos, que se referia à maior estiagem no Rio Cuiabá em 65 anos, que ameaçava o fornecimento de água a 1 milhão de pessoas – ao contrário do que acontecia no Rio Branco, no Acre, com “volumes inéditos de chuvas” levando a temer que se repetisse por aqui o drama por que passava a China, com as maiores inundações em 40 anos, 2,5 mil mortos, 1 milhão de desabrigados. Dizia então o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) que de 1967 a 1990 chegara a 3 bilhões o número de pessoas atingidas pelos desastres climáticos.

Agora São Paulo enfrenta os dias mais quentes desde fevereiro de 1943. O “sistema Cantareira está à beira do colapso” (Estado, 8/2) e ameaça reduzir em 45% o suprimento de toda a água na Região Metropolitana de São Paulo. O volume de água armazenado já caiu 13,7% em relação ao que era em 1930. Guarulhos sofre com o racionamento dia sim, dia não. E o panorama se repete praticamente em todo o País, intensificando o consumo de energia elétrica.

Estudiosos como sir Nicholas Stern dizem que o aumento da temperatura no mundo será de 4 a 5 graus até o fim do século. James Lovelock, autor da “teoria Gaia”, chega a prever (Rolling Stone, novembro de 2013) que “a raça humana está condenada” a perder mais de 5 bilhões da população até 2100, com o Saara invadindo a Europa, Berlim tornando-se mais quente do que Bagdá. A temperatura subirá 8 graus na América do Norte e na Europa. Segundo a Organização Mundial de Meteorologia, “não haverá pausa no aumento da temperatura”; cada década será mais quente.

Michael Bloomberg, o bilionário ex-prefeito de Nova York, hoje à frente de várias iniciativas “ambientalistas”, sugere o fechamento imediato de todas as minas de carvão mineral, a maior fonte de poluição – mas por aqui já pusemos em atividade as nossas termoelétricas a carvão, as mais poluidoras e mais caras. Enquanto isso, a safra de soja em São Paulo já se perdeu em 40% (Estado, 7/2), com prejuízo de R$ 744 milhões. Em Goiás já se foram 15%. E o mundo subsidia o consumo de petróleo.

Não adianta mais exorcizar os que os “céticos” chamavam de “profetas do Apocalipse”. Nem fechar os olhos à realidade. Temos de conceber e adotar com muita urgência um plano nacional para o clima. Que inclua regras rigorosas para a ocupação do solo, impeça o desmatamento, promova a recuperação de áreas, proteja os recursos hídricos. Obrigue os administradores públicos a tratar com urgência também do solo urbano e dos planos de drenagem, além da contenção das emissões de poluentes nos transportes. E que nos imponha repensar nossa matriz energética. É preciso conferir prioridade absoluta às fontes de energia “limpas” e renováveis. Avançar com a energia eólica, já competitiva e ainda desprezada. Estimular os formatos de energia solar, que avançam a toda a velocidade no mundo. Voltar a conferir preferência às energias de biomassas, inclusive ao álcool, em que o Brasil foi pioneiro e agora importa dos Estados Unidos para baixar índices de inflação, com o etanol nas bombas prejudicado pela política anti-inflação de segurar os preços dos combustíveis.

Não é só. Temos de caminhar sem retardo para conferir, na matriz energética, prioridade para a microgeração distribuída. Gerada localmente e consumida também localmente, essa microgeração – que pode ser, por exemplo, resultante do aproveitamento de biogás proveniente de dejetos animais, como se está fazendo no Paraná e se começa a fazer em outros lugares – permite ao produtor rural deixar de pagar contas de energia e ainda vender o excedente da produção às distribuidoras. Sem “linhões” fantásticos, caríssimos (já temos mais de 100 mil quilômetros deles), desperdiçadores de energia. Sem megaprojetos de geração que custam os olhos da cara e exigem juros gigantescos.

Este é o caminho do futuro: o desenvolvimento local, com microgeração de energia. Sem concentrar a propriedade, sem concentrar a renda. E se tivermos competência e sorte, reduzindo a emissão de poluentes e contribuindo para atenuar as mudanças do clima.

*Washington Novaes é jornalista. E-mail: wlrnovaes@uol.com.br

http://www.estadao.com.br

log_pir_47

.

Gostou? Então Curta nossa página no Facebook.

eu_47 Seja amigo do autor do site no Facebook, e esteja sempre antenado em assuntos interesantes como este.

Aquecimento global pode ser mais suave do que se temia

30.01.2013 ]

Resultados sensacionais

Segundo pesquisadores noruegueses, a possibilidade de que o aquecimento global se mantenha abaixo dos 2°C até o fim do século é muito mais factível do que se imaginava.

E o alerta não vem dos chamados “céticos”, que não aderiram ao consenso do aquecimento global, mas de um pesquisador que figura como um dos principais autores do relatório do IPCC de 2007.

A equipe apresentou ainda elementos que levam a crer que a participação do homem no aquecimento global é menor do que se imaginava.

“Estes resultados são verdadeiramente sensacionais”, comemora a Dra. Caroline Leck, da Universidade de Estocolmo. “Se forem confirmados por outros estudos, estes resultados deverão ter impactos de grande alcance sobre os esforços para atingir as metas políticas para o clima.”

Aumento da temperatura está se estabilizando

Depois de subir acentuadamente na década de 1990, a temperatura média da superfície da Terra se estabilizou quase completamente no nível registrado no ano 2000.

E isso apesar do fato de que as emissões de CO2 e outros fatores antropogênicos que se acredita contribuírem para o aquecimento global ainda estejam em ascensão.

É essa tendência pós-2000 que fez com que os cálculos dos pesquisadores noruegueses para o aquecimento global destoassem tanto dos números divulgados pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), que deve publicar sua própria análise sobre esses novos dados no decorrer deste ano.

Sensibilidade climática

A sensibilidade climática é uma medida de quanto a temperatura média global deve aumentar se continuarmos aumentando as nossas emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera.

O CO2 é o principal gás de efeito estufa emitido pela atividade humana, ainda que não seja o mais forte individualmente.

Uma maneira simples de medir a sensibilidade climática é calcular quanto a temperatura média do ar vai aumentar se dobrarmos o nível de emissões globais de CO2 em comparação com o nível do mundo pré-industrializado, por volta do ano 1750.

Se o ritmo atual de emissão de CO2 se mantiver, essa duplicação do nível de CO2 na atmosfera será atingida por volta de 2050.

Mecanismos de feedback

São vários os fatores que afetam o clima. A complexidade do sistema climático é ainda agravada por um fenômeno conhecido como mecanismo de feedback, ou seja, como fatores como nuvens, evaporação, neve e gelo afetam mutuamente um ao outro.

As incertezas sobre as consequências globais dos mecanismos de feedback tornam muito difícil prever o quanto do aumento na temperatura média da superfície da Terra deve-se às emissões feitas pelo homem.

Segundo o IPCC, a sensibilidade climática para níveis de CO2 atmosférico duplicados em relação à era pré-industrial fica entre 2°C e 4,5°C, com a maior probabilidade ficando em 3°C de aquecimento.

No estudo norueguês, no entanto, os pesquisadores chegaram a uma estimativa de 1,9°C como o nível mais provável do aquecimento se os níveis atuais de emissão se mantiverem.

Laboratório gigante

“Nós usamos um método que nos permite visualizar a Terra como um ‘laboratório gigante’, onde a humanidade tem realizado um experimento coletivo por meio de nossas emissões de gases de efeito estufa e de particulados, desmatamento e outras atividades que afetam o clima,” explicou o professor Terje Berntsen, coordenador do projeto e um dos autores principais do relatório do IPCC de 2007.

Em sua análise, o professor Berntsen e seus colegas incluíram todos os fatores conhecidos que contribuem para as mudanças climáticas induzidas pelo homem desde 1750.

Além disso, eles incluíram flutuações climáticas causadas por fatores naturais, como erupções vulcânicas e atividades solares. Eles também incluíram medições de temperaturas coletadas no ar, no solo e nos oceanos.

Os pesquisadores usaram um modelo climático único, cujos cálculos foram repetidos milhões de vezes, a fim de formar uma base para a análise estatística.

Comparação com os dados do IPCC

Quando os pesquisadores aplicaram seu modelo para analisar os dados para o período que terminou em 2000, eles descobriram que a sensibilidade do clima a uma duplicação da concentração de CO2 atmosférico seria mais provavelmente de 3,7°C, que é um pouco mais do que o prognóstico feito pelo IPCC com base nos mesmos dados.

Mas a surpresa veio quando eles incluíram os dados da década 2000-2010: a sensibilidade climática foi muito menor, chegando, segundo eles, “a um mero 1,9°C”.

O professor Berntsen salienta que este aumento provável de temperatura só seria sentido bastante tempo depois que fosse atingido o dobro de concentração de CO2 (comparado a 1750) e que esse nível fosse mantido por um longo período, uma vez que os oceanos atrasam o efeito por várias décadas.

Mudanças naturais

O dado de 1,9°C como previsão do aquecimento global a partir de uma duplicação da concentração de CO2 na atmosfera é uma média, assim como o dado do IPCC.

Quando os pesquisadores calcularam um intervalo de probabilidades do que pode ocorrer, incluindo observações e dados até 2010, eles determinaram com 90% de probabilidade que o aquecimento global a partir de uma duplicação da concentração de CO2 ficará entre 1,2°C e 2,9°C.

Mas mesmo o máximo de 2,9°C para o aquecimento global é substancialmente mais baixo do que as estimativas anteriores, que chegavam a 4,5°C.

“A temperatura média da Terra aumentou acentuadamente durante a década de 1990. Isso pode ter-nos levado a superestimar a sensibilidade climática,” disse o professor Berntsen.

“Estamos mais provavelmente testemunhando flutuações naturais no sistema climático – alterações que podem ocorrer ao longo de várias décadas – e que estão no topo de um aquecimento de longo prazo. As mudanças naturais resultaram em um rápido aumento da temperatura global nos anos 1990, enquanto que as variações naturais entre 2000 e 2010 podem ter resultado no nivelamento que estamos observando agora,” analisa o pesquisador.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

log_pir_47

.

 Gostou? Então Curta nossa página no Facebook.

eu_47 Seja amigo do autor do site no Facebook, e esteja sempre antenado em assuntos interesantes como este.

De onde vem o lixo no mundo

De onde vem o lixo no mundo

log_pir_47

.

 Gostou? Então Curta nossa página no Facebook.

eu_47 Seja amigo do autor do site no Facebook, e esteja sempre antenado em assuntos interesantes como este.