A água que você não vê

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Rio registra o dia mais quente desde 1915: 43,2ºC

O Rio registrou nesta quarta-feira a temperatura mais alta desde 1915, de acordo com o Instituto Climatempo. A máxima chegou aos 43,2 graus, em Santa Cruz, na Zona Oeste da cidade. A sensação térmica alcançou 47 graus. A temperatura foi registrada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). De acordo com o Climatempo, em 1984 os termômetros de Bangu marcaram 43,1 graus, recorde quebrado nesta quarta-feira.

termometro-43-graus-central

http://oglobo.globo.com/rio/rio-registra-dia-mais-quente-desde-1915-afirma-instituto-climatempo-7135199

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“Evolução” humana no planeta Terra

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Trânsito de SP já causa perdas de R$ 50 bi por ano

26.11.2012 ]

Estudo da FGV aponta que os prejuízos com congestionamentos têm praticamente dobrado a cada 4 anos na capital paulista

engarrafamento2Os transtornos do trânsito na cidade de São Paulo custam cada vez mais caro. Os prejuízos com os congestionamentos na capital paulista têm praticamente dobrado a cada quatro anos, como mostra levantamento da Fundação Getulio Vargas. Dados preliminares apurados pelo economista Marcos Cintra, vice-presidente da FGV-SP, apontam que já passa dos R$ 50 bilhões o montante que a cidade perde, ou deixa de ganhar, por ano. Tudo por culpa dos congestionamentos.

O valor é maior que o orçamento da Prefeitura de São Paulo para 2013, de R$ 42 bilhões. Somente o governo do Estado e o federal têm orçamentos maiores que o da capital paulista. “É um aumento muito significativo desse custo no período. E não tem nada artificial que tenha colaborado, é o crescimento vegetativo dos problemas de trânsito”, diz Cintra, que também é secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho.

O diagnóstico final deve ser divulgado nos próximos dias. Ele ressalta que ainda há alguns dados para finalizar, principalmente em relação ao aumento das filas que a Companhia de Engenharia de Trânsito (CET) calcula. O valor ainda pode ter variação maior.

Entra no cálculo o custo do tempo perdido nos congestionamentos, em horas de trabalho ou de lazer. Ainda são incluídos perdas com combustíveis no congestionamento, gastos com saúde por causa da poluição e até as horas perdidas pelos indivíduos. Mas desse total 75% correspondem a riquezas que deixam de ser produzidas enquanto a fila não anda. Em 2008, iam para o ralo, segundo o cálculo, R$ 33 bilhões – ante R$ 14 bilhões em 2004. É o que se convencionou chamar de Custo São Paulo.

Segundo Cintra, os fatores mais preponderantes para o aumento desse custo nos últimos quatro anos são o aumento da frota e a queda na velocidade média. São Paulo combina uma frota de mais de 7 milhões de veículos e um serviço deficiente de transporte público.

Entrega

Ninguém escapa da lentidão da capital paulista, mas o chamado custo São Paulo pesa forte para quem depende da fluidez das vias. O empresário Urubatan Helou, dono da Braspress, por exemplo, uma das maiores transportadoras do País, diz que conviveu com todos os percalços do congestionamento e das restrições de tráfego da cidade ao longo desses anos. “Nós convivemos com o trânsito de todas as capitais do Brasil, mas em São Paulo a coisa é mais perversa.”

O ano de 2008 foi marcante para empresas de entrega e transportadoras. A Prefeitura redefiniu a área do centro expandido a restrição a caminhões. Até os Veículos Urbanos de Carga (VUCs) sofreram restrição de horário e tiveram de respeitar o rodízio.

E as contas de Helou não sofreram apenas com aumento de multas, hora extra de funcionários e compra de veículos menores para entregas no centro. Também houve a necessidade de ampliar os centros de distribuição. “Anteriormente, operávamos com apenas um ponto de distribuição, mas nos últimos anos precisamos criar outros quatro apenas para atender São Paulo.”

Nas contas do consultor de trânsito Luiz Célio Bottura, as perdas com o trânsito se irradiam pela região metropolitana. Bottura reuniu dados que dão conta de prejuízos em um raio de 25 km da capital, com reflexos em 12 municípios da Grande São Paulo. O custo nessa região passaria dos R$ 70 bilhões, segundo ele. “A gente resolve hoje problemas de 40 anos atrás, com a mesma solução de 40 anos.”

O especialista defende que é possível resolver os problemas de mobilidade de São Paulo com pouco dinheiro e em prazo curto. “É só não fazer mais equívocos, não pagar obras mais caras do que são e arrumar soluções menos antiquadas.” As ações propostas por ele têm por base um tripé: intervenção nos mil pontos em que o motorista demora para avançar mais de duas trocas do verde no semáforo, fazer corredores de ônibus com concessão urbanística e a inspeção veicular de segurança que tiraria os carros velhos da rua e substituiria por créditos de compra. “Não precisa dinheiro público, dá para consertar o congestionamento dando lucro para a iniciativa privada.”

Fonte: http://www.iengenharia.org.br

 

Mosquitos Geneticamente Modificados liberados aos milhões, inclusive no Brasil

13.11.2012 ]

No caso de você ainda não saber, mosquitos geneticamente modificados foram soltos inúmeras vezes no planeta Terra. Até agora, milhões de mosquitos foram liberados em vários locais: Ilhas Cayman, Malásia e até mesmo aqui no Brasil (veja a parte final deste artigo). Agora, a criadora de mosquito transgênico Oxitec pode liberar milhões de mosquitos geneticamente modificados nas áreas de culturas, incluindo azeitonas, frutas cítricas, couve, tomate e algodão.

Uma empresa sediada no Reino Unido, a Oxitec, é a criadora de todos os insetos geneticamente modificados. A meta da empresa é criar um mercado global, onde os insetos transgênicos serão dispersados no mundo todo, a fim de substituir as populações de insetos naturais. Com a substituição de insetos naturais, a empresa espera acabar com as doenças transmitidas por insetos, bem como os insetos que se alimentam de culturas agrícolas. Por mais assustador que isso possa parecer, milhares de espécies de insetos podem ser geneticamente alteradas no futuro próximo.

Curiosamente, Oxitec é apoiada e tem estreitas relações com a multinacional de pesticidas e de sementes transgênicas, a Syngenta. A Syngenta, além de abastecer o mundo com pesticidas destrutivos, também foi acusada de emcobrir a morte de muitos animais que consomem o milho transgênico da empresa. Sendo principalmente interessada no mercado de transgêncos e pestes, a Syngenta, bem como a Oxitec, estão planejando comercializar insetos transgênicos em todo o mundo.

O que é especialmente assustador sobre a liberação e futura modificação de milhares de espécies de insetos é que tudo isso será feito com muito pouca avaliação de riscos. Sem falar do desconhecimento do vasto número de efeitos negativos que podem ocorrer da modificação genetica de partes da biosfera.

Dra. Helen Wallace, Diretora de GeneWatch UK disse: “O público vai ficar chocado ao saber que insetos transgênicos podem ser liberados no meio ambiente sem qualquer supervisão adequada. Conflitos de interesses devem ser retirados de todos os processos de tomada de decisões para garantir que o público terá voz sobre esses planos”.

Para facilitar a liberação dos insetos , a Oxitec está influenciando a regulamentação em todo o mundo. Um exemplo de influência gira em torno da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), que é a responsável pela avaliação do risco de insetos GM (transgêncos). Conforme relatado por FarmWars, parece haver inúmeros casos de conflitos de interesse, que inclui especialistas com ligações com a Oxitec. As ligações entre membros da EFSA e a Oxitec é muito semelhante as ligações entre Monsanto e a FDA (Food and Drug Administration, dos EUA), onde várias autoridades governamentais têm ligações estreitas com a Monsanto (veja este outro caso da influência da Monsanto no Brasil).

O esboço das “Orientações sobre a avaliação de risco de insetos GM” mostra algumas deficiências significativas: por exemplo, não considera os impactos de insetos transgênicos na cadeia alimentar. Insetos transgênicos da Oxitec são geneticamente modificados para morrer na fase de larva para larvas, então larvas transgênicas entrarão na cadeia alimentar dentro de culturas alimentares, como azeitonas, repolho e tomate. Insetos transgênicos vivos poderiam também ser transportados em culturas para outras fazendas ou países diferentes. A EFSA excluiu qualquer consideração sobre estas importantes questões de seu esboço de projeto. Muitas outras questões não são devidamente tratadas.

Um documento, publicado pela Testbiotech e outros grupos que promovem a pesquisa independente e o debate sobre o impacto da biotecnologia por várias organizações, mostra como a Oxitec está tentando influenciar o processo de regulamentação de insetos transgênicos.

– Não quer ser responsável por quaisquer complicações.
– Tenta evitar qualquer regulamentação de pragas agrícolas transgênicas que aparecem na cadeia alimentar.
– Exclui questões importantes de avaliações de risco, tais como o impacto sobre a imunidade humana e doenças, e os possíveis resultados decorrentes da sobrevivência de mosquitos transgênicos.
– Liberação de grande quantidade de mosquitos transgênicos antes de sair a regulamentação.
– Tentativas de definir ‘contenção biológica’ dos insetos (que estão programados para morrer na fase de larva) como uso contido, contornando requisitos para avaliações de risco e consulta sobre as decisões de liberar insetos transgênicos para o meio ambiente.
Minar a obrigação de obter o consentimento informado para experimentos envolvendo espécies de insetos que transmitem doenças.
– Ignora qualquer rotulagem de produtos produzidos a partir de insetos transgênicos e como insetos podem ser contido onde foram liberados.

No Brasil

Dando uma olhada melhor no documento da Testbiotech (em inglês) vemos que o Brasil está no centro da estratégia da Oxitec e como a OMS, a FioCruz, a USP e a CTNBio estão metidas neste jogo de interesses para fazer do Brasil um piloto para liberação de insetos transgênicos. Traduzi abaixo alguns trechos do documento:

Um projeto financiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) permitiu que a empresa (Oxitec) ignorasse os requisitos de consentimento informado para a liberação de mosquitos geneticamente modificados. O projeto financiado pela OMS, Mosqguide, que deveria supostamente desenvolver as melhores práticas, também permitiu que a empresa obtivesse a aprovação dos órgãos reguladores brasileiros (CTNBio) para liberar 16 milhões de mosquitos transgênicos antes que fossem finalizadas ou aprovadas as regulamentações sobre a liberação de insetos transgênicos, sem a publicação de uma avaliação de risco.

Em abril de 2008, a OMS-TDR (braço da OMS para pesquisas e treinamento em doenças tropicais) começou a apoiar um consórcio internacional para envolver países onde a dengue e a malária são endêmicas no uso de mosquitos transgênicos. O projeto MosqGuide foi criado para desenvolver orientações de melhores práticas em relação à faixa de requisitos para a implantação de mosquitos transgênicos para o controle de doenças trasnmissíveis por mosquitos, especificamente malária e dengue. A diretora da Oxitec para Assuntos Regulatórios, Camilla Beech, é também a gerentede projeto adjunto do projeto Mosqguide e Beech e outos empregados da Oxitec são co-autores de publicações do projeto, ao lado de outros, como Margareth Capurro, que está realizando experimentos da Oxitec em nome de seus parceiros da Universidade de São Paulo (USP) no Brasil.

Em uma atualização do projeto, Beech informa que o Brasil foi usado como um exemplo no estudo original do Mosqguide para as medidas que tem tomado para elaborar um novo regulamento que cobre insetos transgênicos, mas que o regulador CTNBio não esperou por esta regulamentação para aprovar o lançamentos de mosquitos transgênicos da Oxitec já em 2010.

A aprovação foi após uma reunião no ano de 2007, em Londres, organizada pelo UK Trade and Investment (UKTI), onde foi acordado que a Oxitec e o Instituto Fiocruz deveriam iniciar uma colaboração para avaliar a tecnologia da Oxitec em campo no Brasil, tendo em vista a sua comercialização, e que “a atual regulamentação de biotecnologia no Brasil não deveria prejudicar ou retardar esse passo”.

A avaliação de risco para a liberação dos mosquitos transgênicos foi mantida em segredo a pedido do parceiro da Oxitec Margareth Capurro.

O projeto financiado pela OMS, Mosqguide, não explicou o por que de abandonar a regulamentação e o fato de não publicar a avaliação de risco do resultado de um acordo comercial entre o Reino Unido e o Brasil deve ser considerado pela OMS como “melhores práticas”.

Em abril de 2012, o Relatório Final do Projeto MosqGuide foi submetido a OMS-TDR: no entanto, apenas partes do relatório foram disponibilizados publicamente. Uma solicitação foi feita ao CTNBio em julho de 2012 para realizar mais um lançamento de mosquitos da Oxitec no Brasil. A decisão sobre este pedido ainda não foi publicada.

No Brasil, por exemplo, o parceiro local da Oxitec, a USP, submeteu uma avaliação de riscos para os reguladores e é responsável por executar os experimentos. Isso significa que a responsabilidade por quaisquer problemas causados, por erros ou omissões na avaliação de risco, ou por não obter o consentimento informado, poderá cair sobre os parceiros, em vez da Oxitec.

Fiz uma pesquisa sobre a Margareth Capurro e achei esta entrevista no UOL, com o título “Ambiente regulatório sobre transgênicos favoreceu pesquisa sobre mosquito que combate a dengue”. Na entrevista ela diz:

A opinião é da bióloga Margareth de Lara Capurro Guimarães, professora do Departamento de Parasitologia da Universidade de São Paulo (USP), uma das pesquisadoras à frente da experiência de produção, liberação e monitoramento do mosquito geneticamente modificado em bairros de Juazeiro (BA). “Nós temos uma linha de trabalho com OGM [organismo geneticamente modificado] muito bem definida. Temos um sistema de regulamentação e temos a CTNBio [Comissão Técnica Nacional de Biossegurança] muito bem estruturada”, elogiou.

Para ela, as condições institucionais levaram o Brasil a ser o único país a sediar a pesquisa de campo com o mosquito originalmente modificado pelo Laboratório Oxitec, uma empresa incubadora originalmente vinculada à Universidade de Oxford (Inglaterra). “Há uma estruturação no Brasil que em outros países não existe. Isso faz uma grande diferença. Outros países não sabem nem por onde começar”, comparou. “É impressionante como a coisa funciona bem”. Segundo ela, o Brasil tornou-se referência mundial na regulamentação de transgênico.”

Nesta mesma entrevista vemos que na Bahia temos a Moscamed (com status legal de organização social), e que “o governo da Bahia investiu cerca de R$ 1,7 milhão na ampliação da biofábrica da empresa, com capacidade produtiva de 4 milhões do Aedes aegypti modificado geneticamente por semana”.

Neste outro documento da CTNBio, de julho de 2012, esta autoriza a liberação de até 12.000 insetos adultos machos em um período de 2 anos em Jacobina, Bahia.

Perguntaria a esta nossa conterrânea o Brasil se tornou uma “referência mundial na regulamentação de transgênico” seria pelo fato da total abertura desta regulamentação que cede às exigências das corporações de transgênicos?

Fontes:
– Documento da TestBiotech com as denúncias sobre a Oxitec
– Site do Moscamed
– CTNBio: Aprovação da liberação de Mosquitos na Bahia
– UOL: Ambiente regulatório sobre transgênicos favoreceu pesquisa sobre mosquito que combate a dengue
– Natural Society: Busted: Biotech Leader ‘Syngenta’ Charged Over Covering Up Animal Deaths from GM Corn

Via: http://www.anovaordemmundial.com  e  Blog Libertar

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Leia também…

Mosquito da dengue geneticamente modificado é espalhado secretamente na América Central
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Fonte: http://www.rainhamaria.com.br

 

Tempo de decomposição de diversos materiais

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Ano de seca global gera temor de nova crise de alimentos

16 de outubro, 2012 ]

Richard Anderson

Uma onda de secas nos países de maior produção agrícola está provocando o aumento dos preços dos alimentos em todo o mundo, despertando temores de uma crise semelhante à que ocorreu há quatro anos.

Neste ano, os Estados Unidos passaram pela sua pior seca em mais de meio século. Grandes extensões de terra da Rússia também não tiveram chuva suficiente. Até mesmo a temporada de monções na Índia foi seca. Na América do Sul, o índice pluviométrico ficou abaixo da média histórica.

Como resultado, algumas colheitas desabaram, provocando uma disparada, por exemplo, nos preços de cereais, que estão quase no seu patamar mais alto. Em 2008, um fenômeno semelhante provocou tumultos em 12 países e fez com que a ONU convocasse uma reunião especial para lidar com a crise da alta do preço dos alimentos.

A falta de chuva neste ano é o principal fator de risco para que uma crise de natureza semelhante se repita. O foco principal está na produção de milho nos Estados Unidos, mas a produção mundial de soja e de grãos também caiu.

Apesar da seca em diversos países e da queda na produção de commodities como o milho, outros elementos apontam para um cenário menos preocupante.

Exportações e biocombustíveis

Até agora, a crise não se agravou porque – ao contrário do que ocorreu em 2008 – países que são grandes produtores rurais, como a Rússia, não impuseram restrições à exportação de alimentos para beneficiar os preços em seus mercados domésticos.

“Grandes produtores estão sofrendo com a seca, mas eles estão honrando seus contratos de exportação”, diz James Walton, economista-chefe da empresa de especialistas em alimentos IGD.

Especialistas dizem que o Sistema de Informações do Mercado Agrícola, que foi criado no ano passado para troca de dados de produção rural no mundo, tem tido um papel importante na prevenção de uma nova crise.

“Os governos estão evitando tomar medidas restritivas. A oferta não está tão ruim e os estoques também não”, diz Abdolreza Abbassian, economista da FAO, a agência da ONU para alimentos e agricultura.

Segundo ele, mesmo a baixa colheita mundial de arroz não está provocando escassez do alimento. Já o trigo está até mesmo superando o nível de 2007. A produção de açúcar no Brasil também está acima do esperado, e a China teve boas colheitas de diversos produtos.

Outra diferença em relação a 2008 é que, hoje, há menos pressão dos mercados de biocombustíveis – um dos fatores relevantes na última crise. Naquela ocasião, preços recordes do barril de petróleo levaram a um aumento na demanda por combustíveis alternativos.

Milho e açúcar, por exemplo, passaram a ser comprados por usinas. Nos Estados Unidos, cerca de 40% do milho é usado para produzir etanol.

Agora, o preço do petróleo está bem abaixo dos picos de 2008, e a ONU diz que menos alimentos estão sendo usados na produção de biocombustíveis.

Novo patamar, mas não tão grave

Entidades internacionais têm alertado que o mundo não está perto de uma crise no preço de alimentos tão grave quanto a de quatro anos atrás.

“Se fala muito nos preços dos alimentos na ONU, no FMI e no Banco Mundial, mas a sensação geral é que não estamos na mesma situação em que estávamos em 2008”, diz Marc Sadler, economista do setor de agricultura do Banco Mundial.

Apesar de os níveis de preços ainda não terem se aproximado dos picos de 2008, muitos dos mesmos fatores da crise anterior estão presentes, e os preços ainda estão acima das médias históricas.

O crescimento da população – sobretudo da classe média em países emergentes – está provocando um aumento na demanda por grãos com alto teor de proteína. Os custos de energia também não param de subir.

Com isso, é possível concluir que o nível dos preços vá continuar alto.

Os estoques também caíram bastante e não lembram em nada os tempos em que fazendeiros criavam “lagos de leite” para se desfazer da produção em excesso.

Hoje em dia, os estoques de milho são metade do tamanho dos registrados na virada do século.

Segundo Sadler, estes estoques não devem voltar aos patamares anteriores.

Aquecimento global

A oferta está mais suscetível a choques externos, como as fortes secas registradas nos últimos cinco anos.

Além disso, as variações climáticas bruscas estão cada vez mais comuns. Nem todos especialistas relacionam o fenômeno ao aquecimento global, mas muitos alertam que o aumento da temperatura está provocando uma queda no índice pluviométrico.

“A era da comida barata, que nós encarávamos como algo garantido, acabou. A oferta de comida continuará, mas não esperem que os preços caiam”, diz Walton.

O maior impacto é para as pessoas que moram nos países emergentes, onde a população gasta uma proporção maior de sua renda em alimentos.

“A população global logo vai chegar a nove bilhões, e todos precisam ser alimentados. Se assegurar de que isso será feito é um dos desafios deste século. Não é uma questão de ‘podemos ou não’. É uma necessidade”, diz Sadler.

Segundo ele, uma das alternativas é investir em formas de reduzir o desperdício. Mas novos investimentos em agricultura também serão necessários para lidar com esse desafio.

Fonte: http://www.bbc.co.uk