Cemig apresenta primeiro motor para uso de biogás

A Cemig apresenta nesta quinta-feira (28), às 10h30, no jardim inferior do edifício-sede, na avenida Barbacena, 1200, o primeiro sistema de co-geração de energia elétrica da América Latina, utilizando motor Stirling de combustão externa. O evento contará com a presença da diretoria, gerentes e empregados da Cemig. O motor é capaz de produzir 9 kW de energia elétrica e 24 kW de energia térmica (água quente), capaz de sustentar 30 famílias.

Segundo o assessor da Gerência de Tecnologia em Alternativas Energéticas, André Martins Carvalho, a vantagem dos motores Stirling é o uso da biomassa como combustível e a combustão externa, que não ocorre dentro do cilindro. “Com este benefício é possível trabalhar com diferentes tipos de combustível como gás natural, diesel, querosene, gasolina, óleo industrial, gás de refinaria, gaseificação de madeira, biogás, luz solar ou qualquer outra fonte de calor, desde que sejam capazes de fornecer temperaturas da ordem de 650ºC”, explica.

O motor da empresa Solo – Stirling, de origem alemã, ficará em período de testes até o fim do ano na Universidade de Itajubá, com a qual a Cemig firmou um convênio para estudar os seus benefícios. No início de 2004, o motor, que é do tamanho de um freezer, será instalado em uma comunidade carente do Estado, com o uso da gaseificação de madeira.

“Essa iniciativa da Cemig é devido a crescente tendência de descentralização da geração da energia elétrica e do uso da biomassa como combustível – fonte de energia renovável e de menor custo, úteis para locais isolados e que não têm redes de transmissão próximas”, afirma André Martins Carvalho.

A origem

Criado pelo escocês Roberto Stirling, em 1816, antes do motor a explosão do ciclo Otto e do motor a diesel, o motor batizado com o nome de seu criador, era muito utilizado e chegava a produzir 4 kW de potência. Considerado mais seguro que os motores de vapor da época, o motor Stirling não necessitava de caldeiras e nem exigia grande especialização para ser operado.

No inicio do século XX deixaram de ser produzidos devido a opção por outras formas de geração de energia. Nos anos 60 e 70, eles voltaram a merecer atenção. O objetivo era substituir os motores de combustão interna em aplicações automotivas visando reduzir a poluição ambiental. Atualmente, vem crescendo o interesse por motores Stirling projetados especialmente para utilizar biomassa.

http://www.agenciaminas.mg.gov.br

log_pir_47

.

Gostou? Então Curta nossa página no Facebook.

eu_47 Seja amigo do autor do site no Facebook, e esteja sempre antenado em assuntos interesantes como este.

ENERNET – Rede Existente e Livre Mercado de Energia Elétrica (EE)

Ligar um único chuveiro elétrico de 6 kW é como ligar ao mesmo tempo 1200 lâmpadas de 5 W.

Milhões de brasileiros tomam banho entre as 18h e as 21h, resultando em 3 horas diárias de altíssimo consumo de EE, conhecido como horário de ponta. Nas outras 21 horas, a utilização de muitas redes de distribuição é irrisória, chegando a menos de 10% em diversos trechos. Disso, resulta uma elevada capacidade das redes, principalmente no Brasil, terra dos chuveiros elétricos. Todas as redes de distribuição de EE do planeta estão super-dimensionadas em 50% devido ao horário de ponta e devido à previsão de novos consumidores.

ENERNET é o conjunto das redes existentes, com seus milhões de consumidores particulares, que poderão também gerar e injetar EE nessas redes e aumentar em até 50% toda EE comercializada, aproveitando a grande capacidade ociosa de distribuição e transmissão. Essa EE será gerada através de fontes renováveis.

Cogeração significa gerar EE com um combustível e aproveitar o calor residual, normalmente descartado. O combustível pode ser um qualquer. Pode ser nobre como o álcool, ou residual e barato, como a serragem, as cascas de cereais, a palha da soja etc.
O Brasil é o país da matéria-prima farta, da energia renovável e da poluição negativa. O conjunto Sol equatorial, terra fértil e água em abundância, é exclusividade brasileira.
Somos donos das maiores reservas energéticas ecologicamente corretas do mundo. Desprezadas por nós e invejadas pelo resto do planeta.

Nossos mal utilizados potenciais hidroelétrico e biomássico são motivo de chacota mundial.
A cogeração com combustíveis líquidos e gasosos é fácil de fazer e ideal para equipamentos pequenos de 1 a 10.000 Kw.

O cogerador a óleo vegetal da figura acima é automático, de 8 Kw, a óleo vegetal, montado num compacto container silenciado e funciona ligado em paralelo com a rede de energia elétrica.

Através da cogeração, pode-se substituir a queima direta de combustíveis em diversos sistemas de aquecimento. Em alguns casos, pode-se utilizar parte da estrutura existente instalando-se um motor cogerador, que deve ser isolado acústica e termicamente. 90% do calor residual do motor pode ser transformado em água quente.

Desse motor, é eliminado o radiador. A bomba d’água faz circular a própria água do tanque de armazenagem, enquanto resfria o motor e aquece a água.
Os gases do escapamento são canalizados até o aquecedor central e aquecem a mesma água.

O controlador do sistema é programado para “fornecer o calor necessário” ao consumidor ligando-se o motor às 18h e desligando-o quando a água atingir 95 graus centígrados. A água quente armazenada e isolada termicamente pode ser utilizada durante todo o dia.
O sistema funciona automaticamente, sem nenhuma intervenção manual.

Como a demanda de EE nesse horário, num hotel por exemplo, é de 5 Kw e o gerador é, por exemplo, de 50 Kw, há um saldo de 45 Kw, que deverá ser injetado na rede de distribuição pública de EE durante o crítico horário de ponta e vendido à concessionária a preço compatível.

Nas outras 20 e tantas horas do dia, o hotel recompra da concessionária a EE necessária.
A água quente armazenada é então usada nas duchas, piscinas, lavanderia, cozinha e para aquecer o ar ambiente no inverno. Esse calor, através do ciclo de absorção, pode ainda servir para fazer a refrigeração das geladeiras, dos congeladores e do ar condicionado central no verão.

O ciclo de absorção é aquele das antigas geladeiras movidas a querosene ou a gás.

A cogeração em prédios de apartamentos, residências, escritórios, hotéis, clubes, academias, shoppings, hospitais etc., pode ser feita preferencialmente, ou exclusivamente, durante o horário de ponta. Além de injetar EE na rede pública nesse horário crítico, temos ainda, ao mesmo tempo, uma redução equivalente do consumo de EE devido à substituição dos chuveiros elétricos.

Desde a criação do universo, o calor é necessário a todos os seres vivos; e a partir da época de Thomas Alva Edison, a eletricidade se tornou imprescindível. Portanto, a cogeração da qual se obtém ambas as energias (calor e eletricidade) é atualmente a melhor maneira de se aproveitar qualquer combustível.

Os cogeradores devem ser instalados em locais onde se necessite de calor, de frio e de EE.

Qualquer gerador diesel aproveita apenas 35% da energia contida no combustível para gerar EE, e descarta os restantes 65% em forma de calor, para a atmosfera.

No Brasil, devido à política pouco inteligente do setor elétrico, infelizmente inúmeros consumidores geram EE com Diesel, diariamente, nas 3 h do horário de ponta, porque é mais barato alimentar um gerador diesel do que pagar o preço 10 vezes mais caro da EE de tarifa hora-sazonal.

Devido ao apagão, muitas empresas instalaram grupos geradores, sem fazer cogeração, resultando em investimentos avarentos e poluentes. Esses geradores deveriam ser instalados em consumidores que pudessem aproveitar esse calor, e transformados para óleo vegetal.

Termelétrica não é cogeração. Todas as termelétricas jogam fora todo o calor residual.
O rendimento da mais moderna termelétrica a carvão é de apenas 32%; e a gás natural, 50%.

O aproveitamento do calor residual, não é possível de ser feito nas grandes centrais termelétricas. Elas não têm “o que fazer” com tal calor. Portanto, deixam de utilizar mais da metade da energia dos combustíveis.

Num veículo, até se justifica o desperdício do calor residual, porque é tecnicamente inviável armazená-lo. Mas numa instalação fixa, esse desperdício é um crime ecológico estúpido.
Mesmo assim, 80% da EE gerada no planeta ainda provém de ineficazes termelétricas.
Nesse número estão inclusas as usinas nucleares, que são termoelétricas igualmente ineficientes.

O elevado número de termelétricas é o principal motivo pelo qual os arrogantes norte-americanos não assinam o tratado de Quioto, um tratado de redução de emissão de poluentes.

Os EUA são responsáveis por 25% da poluição atmosférica terrestre e seu consumo de EE é 12 vezes maior que o brasileiro, sendo 90% da EE produzida em ultrapassadas e sujas termelétricas.

Aqui, para viabilizar as “Centrais termelétricas a gás boliviano”, com seu baixo rendimento, foi criada uma benesse exclusiva, um subsídio para reduzir o preço do gás natural e o preço da EE por elas gerada foi dolarizado, em plena época de estabilização do Real.

60% de todos os consumidores residenciais de Curitiba, 25% dos consumidores comerciais de Santa Catarina, 14,8456% dos consumidores industriais do Brasil, podem fazer e utilizar eficientemente a cogeração com rendimentos de 85 a 95%.

A maioria das termelétricas também precisa de investimentos em linhas de transmissão e transformadores, coisas de que os pequenos geradores não necessitam, porque estão ligados nas redes de distribuição existentes de baixa tensão, estão ligados na ENERNET.

Qualquer termelétrica para alcançar o rendimento de pelo menos 50%, necessita condensar a água de seu ciclo combinado. Esta condensação requer uma quantidade muito grande de água fria. Se essa água fria é de um grande rio, ele será aquecido; se o rio for pequeno, a água será evaporada. A água evaporada por uma usina de 400 Mw, equivale em volume ao consumo de uma cidade com 40.000 habitantes.

Além dos fatores mencionados, o custo de geração do Mw termelétrico (US$ 52,00) é 3 vezes superior ao custo do Mw hidráulico em depreciação (US$ 16,00) e 6,5 vezes superior ao Mw hidráulico já depreciado (US$ 8,00).

Vivemos num país agrícola, com muita sobra de resíduos: bagaço de cana, palha de milho, palha de trigo, fibra de coco, cascas de alimentos, cascas de árvores reflorestadas, galhos, folhas etc., que poderão ser utilizados para cogerar energia elétrica e calor. Num pé de soja, de arroz, de trigo ou de milho, a biomassa processada e descartada é de 80%.

A imensa costa litorânea brasileira, com seus ventos freqüentes, é ideal para a instalação de pequenos cata-ventos individuais e de parques ou cooperativas de geração de grande porte.
A energia eólica ainda tem um custo um pouco alto, mas em regiões com muito vento, já compensa.

A energia fotovoltaica (conversão direta de energia solar em EE) ainda tem preços extremamente altos, com tendência de queda para produção de módulos fotoelétricos em larga escala. A energia solar é bem aproveitada para aquecer água em substituição ao chuveiro elétrico.

As pequenas centrais hidráulicas interligadas com a ENERNET não necessitam de represas e não precisam de reservatórios de acumulação; podem usar o potencial estático e dinâmico das quedas naturais.

O preço de venda de EE das concessionárias, R$ 0,40 por Kw/h, poderá ser menor, porque a EE da ENERNET vai ser distribuída aos vizinhos a poucos metros e não necessitará ser transmitida por milhares de km.

E por que a ENERNET ainda não existe? Resposta: Porque aqui é proibido ao pequeno se conectar e injetar EE na rede. Ainda são irrisórios os preços de venda de EE dos pequenos. Ainda existem muitas limitações burrocráticas.

Uma criança entende que num cano de água se pode fazer inúmeros furos, injetar água em alguns desses furos e quintuplicar-lhe a capacidade nominal de distribuição de água. Os técnicos e os bitolados responsáveis do setor elétrico não conseguem compreender essa analogia com um fio elétrico. Para as moléculas de água numa mangueira, ou para os elétrons num fio, não interessa se o caminho é de ida, de volta ou misto.

Um transformador pode abaixar ou elevar a tensão, com exatamente o mesmo rendimento.
O rendimento-motor é semelhante ao rendimento-gerador. Os harmônicos gerados como gerador são semelhantes e opostos aos harmônicos gerados pelos outros motores conectados à rede, e parcialmente se anulam.

Qualquer estagiário de curso técnico consegue programar e instalar um controlador de comando em todos os tipos de geradores de EE, com penta-redundâncias de segurança.
As dificuldades técnicas alegadas são apenas blablablá de profissionais limitados e corporativistas, que insistem em desconhecer as maravilhas da geração distribuída.

ENERNET é um bom e lucrativo negócio para todos os envolvidos e não tem desvantagens.

Para as concessionárias, é um ótimo negócio; Seu faturamento será maior porque as redes existentes poderão atender um número muito maior de consumidores, sem nenhum investimento.
As concessionárias deveriam se contentar com um lucro de 20% comprando excedentes de EE em baixa tensão a R$ 0,24/Kw/h e revendendo a R$ 0,30/Kw/h aos consumidores vizinhos. Afinal, não terão que fazer absolutamente nada.

Para a medição do saldo de EE gerada ou consumida, basta instalar dois registradores (relógios), com travas de recuo invertidas.

As pequenas usinas particulares promovem o surgimento de centenas de novas indústrias, comércios, empregos, cursos e prestações de serviços (geradores, motores, controladores, aquecedores, refrigeradores etc.), resultando em desenvolvimento social, industrial, tecnológico e comercial. ENERNET é sinônimo de progresso distribuído e generalizado.

Daqui a 2 anos, a ENERNET poderá ser ampliada do seguinte modo: os geradores e as redes poderão ser providos de controladores micro-processados interligados pelos próprios fios elétricos com tecnologia “Plug & Play”, ou seja: conecte e funcione. Na ENERNET fase 2, daqui a 2 anos, serão transmitidos poucos bytes de controle pelos robustos fios de energia assim como são transmitidos bilhões de informações por milhares de km em 2 frágeis fios de telefone.

Por meio desse controle, e devido ao fato de que qualquer fio tem infinitos pontos, será possível injetar e consumir EE nas imediações de cada um desses pontos e através da ENERNET aumentar infinitas vezes a energia distribuída nas redes existentes.

Com esse intercâmbio de EE, um gerador de 0,3 Kw é suficiente para as necessidades de energia de uma residência normal. Mas, independente da rede elétrica, o gerador da mesma residência teria que ser no mínimo de 6 Kw, isto é, 20 vezes maior.
0,3 Kw X 20 = 6 Kw.

O gerador ideal deve estar conectado na rede de EE; rede existente e bem desenvolvida.
Com a ENERNET, é possível obter o máximo de utilização de todos os geradores, porque só assim poderão trabalhar em regime de 100% da carga, 24 horas por dia, 365 dias por ano.

Cada micro-usineiro terá interesse em gerar o máximo possível de EE e vender o excedente.
O hotel, por exemplo, após 4 anos de amortização dos equipamentos, obterá uma economia de 30% em seus custos de energia e combustível, com a equivalente redução de poluição.

No Brasil, os assalariados sustentam e subsidiam vergonhosamente os grandes grupos com EE.

Aqui, o preço residencial de EE é 70% superior aos preços praticados no primeiro mundo. E o preço da EE das grandes indústrias, por sua vez, é o menor preço de EE encontrado no planeta.

A EE chega às cabines de medição, a milhares de km de distância, com um preço espantosamente menor do que o preço de geração na origem. Não se compreende a injusta política tarifária brasileira. Energia é energia, chuchu é chuchu; não interessa quem compra ou quem vende.

É criminosa e funesta a política das concessionárias, que supervalorizam a EE na baixa tensão e a desvalorizam na alta tensão, no caso da venda; e, espantosamente, inverte o raciocínio no caso de compra de EE. Aliás, na hora de vender, o papo bobo é que a EE em baixa tensão é alto porque tem que ser transformada, transportada e distribuída. Pois bem. A EE gerada e cogerada em baixa tensão já vem distribuída, já vem transportada e já vem inclusive transformada. Por que não se paga um preço justo por essa nobre EE em baixa tensão? Por que as regras maquiavélicas se invertem? ENERNET é justiça social e só não está implantada porque ignoram seus benefícios.

Querem continuar na mamata, mamando no seio da mãe pátria à custa dos menos favorecidos. Durante muitos anos difundiu-se o conceito da “grande escala”, esquecendo-se dos benefícios das coisas distribuídas e localizadas.

ENERNET é acabar com o mercado controlado, manipulado, e com suas leis imorais.

É somente a ENERNET que vai evitar aqui a especulação e as negociatas do mercado de EE, tal como aconteceu na Califórnia (EUA), onde, além de inúmeros apagões, o custo médio do Mw/h teve um aumento superior a 1.000% (isso mesmo: mil por cento) durante o ano de 2.000. Na Califórnia, com todas as leis americanas existentes, algumas geradoras desligaram intencionalmente suas usinas no horário de ponta para provocar apagões e, conseqüentemente, aumentar o preço da EE e obter lucros astronômicos. E a EE da Califórnia independe de São Pedro. A nossa, depende.

A Califórnia é apenas um estado dos EUA e sozinha consome o equivalente a 75% de toda a EE produzida no Brasil. Portanto, não é um exemplo desprezível ou fora de proporção.
Pelo contrário, é “o” exemplo.

Como não existem carneirinhos nesse mercado, nem leis que evitem a ganância e os artifícios dos seres ditos humanos, os resultados das negociatas são previsíveis.

Se o setor privado da telefonia não estivesse presente no Brasil, quanto custaria hoje um telefone? R$ 6.000,00? US$ 50.000,00? Teríamos celulares? Teríamos Internet? Os preços das ligações continuam amoralmente caros. Por que não se permite um aumento da concorrência?

Muito pior que o monopólio estatal é o oligopólio particular, semi-batizado e camuflado de livre mercado. Livre mercado não é isso. Livre mercado é liberdade para todos. Não é mercado mascarado, protegido, cheio de regras esdrúxulas e complexas, cheio de benesses e de leis ininteligíveis, que só beneficiam os coronéis nacionais e os urubus internacionais.

Um sistema de cogeração custa de R$ 500,00 a R$ 1.000,00 por Kw, ou seja, num hotel, um cogerador de 50 Kw terá um custo de implantação de aproximadamente R$ 40.000,00. O sistema completo é financiável pelo BNDES, é parcialmente isento de ICMS e de taxas de importação.

O tempo para se fazer e se instalar um cogerador num hotel é de 60 dias. Os equipamentos são todos nacionais. O Brasil exporta para o primeiro mundo motores de combustão, geradores, caldeiras, pás de geradores eólicos de 3.600 Kw com 104 m de diâmetro, controladores, turbinas hidráulicas etc. Temos tudo, da melhor qualidade, em quantidade e preços competitivos, só nos faltam políticas coerentes.

No conjunto, as pequenas usinas são muito mais confiáveis e seguras do que as grandes.
As grandes e suas linhas de transmissão estão sujeitas a interrupções por inúmeros motivos: raios, greves, vendavais e ao humor de todos os santos ou pecadores do tipo Bin Laden.

Nunca estes acontecimentos irão ocorrer simultaneamente nos milhões de pequenos geradores.

Essas pequenas usinas também evitarão o efeito cascata, ou seja, vão evitar que um apagão regional se transforme num apagão nacional. Durante uma interrupção de uma linha de transmissão ou de um grande gerador, os pequenos poderão suprir com EE seus proprietários e seus vizinhos.

A ENERNET vai diminuir as atuais perdas (de ± 20%) dos sistemas de transmissão de EE.

O que aconteceria se um desses milhares de geradores de 50 Kw pegasse fogo? Só ele se queimaria. O que aconteceria se um deles curto-circuitasse? A proteção o desconectaria da rede instantaneamente. E se a rede caísse, o que aconteceria? Os controladores microprocessados desligariam os geradores. E quando a rede fosse novamente energizada? Os controladores religariam automaticamente os geradores. E se a bimboca da parafuseta pipipí pópópó? Não aconteceria nada.

Existe um enorme campo a ser desenvolvido por empresas, universidades e centros de pesquisa para produzir e aumentar a eficiência dos equipamentos de pequeno porte.
Por exemplo, para fazer os micro-cogeradores residenciais, serão desenvolvidos motores a combustão de alto rendimento, com apenas 0,75 Kw (1 HP), com refrigeração a água, vida útil projetada de 30 anos e pouca manutenção. Os geradores elétricos usados em cogeração serão resfriados a água, para aproveitar o calor dissipado e aumentar ainda mais os rendimentos totais.

A ENERNET tem em relação à INTERNET as seguintes vantagens:
É muito mais simples e de uso imediato, não necessita de protocolos, endereços, provedores, modens, configurações, gigabytes etc. E não tem congestionamentos, virus ou linhas ocupadas.

A Internet teve um crescimento rápido porque todos pagam o mesmo preço pelo impulso, não interessa se o nome é Maria das Dores de Jesus ou Antônio Ermírio. Não se deve usar a nobre e cara EE para fazer aquecimentos.

Uma das melhores energias renováveis do mundo é a energia das quedas d’água. É energia 100% limpa.

A ENERNET é geral, é a solução para se distribuir todos os tipos de EE.

A geração distribuída já existe, em pedaços, em alguns países, onde é incentivada a cogeração, onde existem leis para a comercialização da energia distribuída, com preços competitivos. Inclusive existem países onde é proibida a construção de novas termelétricas.

Na Alemanha, de um único fabricante, estão instalados mais de 3.000 pequenos cogeradores silenciados. Esses equipamentos têm as dimensões de uma máquina de lavar roupa, são utilizados em conjuntos habitacionais de 4 apartamentos, com rendimento de 90% e retorno de investimento em 5 anos. Aliás, quem acha que a ENERNET tem restrições técnicas, pode verificar o quê e como é feita a geração distribuída nesses países.

A ENERNET é tão evidente como a Internet ou a roda redonda.

As leis feitas aqui não caminham em direção à ENERNET. São muito complicadas, de difícil interpretação, cada um pode entender a seu modo, para o seu benefício e só contemplam os grandes, ou seja, aqueles que sempre foram os beneficiados, que mesmo assim não estão investindo, estão aguardando os preços se tornarem ainda mais atraentes, tal como foi na Califórnia.

No Brasil, simplesmente, não se publicam ou divulgam os argumentos contrários ao sistema, ao FMI etc. A mídia é desinformadora, comprada, de rabo preso e abobalhante.

Pra que comprar energia da Bolívia, da Argentina, da Venezuela e do Paraguai, lá gerar renda e empregos, e aumentar o nosso desequilíbrio na balança comercial? Por que as nossas ligações telefônicas interurbanas são mais caras do que as internacionais? Para que fins existe o subsídio do diesel? É para encher as estradas de caminhões? É para inviabilizar o transporte ferroviário? É para beneficiar certos grupos econômicos?
É mentira dizer que esse subsídio serve para baratear o transporte, visto que os combustíveis, em certos casos, não representam nem 5% dos custos das passagens ou dos fretes cobrados.

Segundo o professor Sauer (antes de fazer parte do governo), “O Encargo de Capacidade Emergencial, cobrado em todas as contas de EE deste nosso sugado povo, serve para pagar a escandalosa fatura de 8 bilhões de reais do aluguel de barcaças termelétricas, durante 42 meses, com potência de 2,15 Gw. Para efeito de comparação das negociatas, a CESP vendeu seu parque elétrico com 4,3 Gw por apenas 2 bilhões de reais.
Com esses 8 bilhões de reais do aluguel, poderiam ser compradas usinas 4 vezes mais potentes.”

Somente forças ocultas justificam essas e outras falcatruas impostas pelos governantes e a escrachante conivência dos meios de comunicação. Nós, brasileiros, somos heróis manipulados pelos neo-escravocratas, somos fantoches, somos os personagens das piadas mais hilariantes do sistema solar.

Nesse ritmo, nossa pequena indústria nunca vai ser competitiva e vai continuar a ser a única responsável pelo fantástico desempenho do sistema bancário e de seus apadrinhados.

Não dá nem para se imaginar a quantidade de EE que vai ser gerada e cogerada pelos grandes grupos industriais a partir do momento em que estes tiverem que pagar um preço justo pela EE consumida.

Para a implantação da ENERNET, é necessária apenas uma lei e sua divulgação, de maneira clara e objetiva: “Lei do livre mercado de EE, ou uma lei transitória que obrigue as concessionárias a comprar qualquer fração de EE a preços compatíveis e iguais para todos”.

ENERNET é sinônimo de preservação do planeta e de desenvolvimento da humanidade.

É necessário agregar preços reais aos nossos produtos; ao alumínio, ao aço, à celulose, à soja, ao frango, à laranja, ao licor de jurubeba e ao porco.

Os assalariados subsidiam os produtos exportados, vendidos a preços ordinários, a ponto de serem sobretaxados pelos longínquos importadores e mesmo assim continuarem competitivos.

O dinheiro dessas sobretaxas deveria ficar no massacrado terceiro mundo, não no primeiro.
Segundo o professr Bautista Vidal, “Para manter o preço do barril de petróleo em US$ 30, os americanos gastam US$ 100, para cada barril, em aparato militar. Criaram em Londres o mercado dos petrodólares para empréstimos a juros negativos. Os afoitos especialistas, sem desconfiar de que a esmola era muito grande, se esbaldaram nessa mina podre. Após caírem na ratoeira, os juros se tornaram exorbitantes, resultando na impagável dívida que a cada dia aumenta exponencialmente, forçando-os a aceitarem novas regras para obterem mais empréstimos, mais juros, mais empréstimos, mais juros etc. Essas imposições se chamam globalização de mão única, privatizações a preços ridículos com moedas podres, ALCA unilateral, sobretaxas alfandegárias, denúncias forjadas na OMC etc. A postura de país dependente está levando ao desastre covarde, irresponsável e criminoso para o destino das atuais e futuras gerações. As futuras civilizações somente serão possíveis com a energia dos trópicos.”

Onde estão os engenheiros, advogados, economistas, administradores e seus conselhos?
Por que tanta mentira e desinformação na era da informação?

O primeiro mundo sempre se achou no direito de dominar o mundo todo.

Nossa democracia está repleta de políticos traidores, canalhas que levam o povo à agonia.

O que é o mundo sem energia?

Como soberanos ou como colônia, em 30 anos estaremos interligados aos outros países por alcooldutos, bio-oleodutos, cargueiros de carvão vegetal briquetado e por cabos elétricos submarinos.

Já nos proibiram até o domínio da tecnologia da bomba atômica. Mas eles podem mantê-la, é claro, em nome da hipócrita ordem mundial.

A falência da maior empresa energética do mundo (ENRON) e os recentes e inúmeros balanços maquiados das maiores empresas mundiais mostram apenas algumas das falcatruas da ficção que chamam de economia mundial.

A história milenar ensina: as civilizações não morrem, suicidam.

Na foto acima, a minha micro-hidroelétrica, onde se vê a transmissão com correias e um motor elétrico funcionando como gerador de 10 Kw com a qual injeto EE clandestina na rede, há mais de 12 anos ininterruptos, sem ganhar um único tostão. Infelizmente, o discurso oficial continua oposto à realidade. Falta a ENERNET.

Fonte: http://www.fendel.com.br

log_pir_47

.

 Gostou? Então Curta nossa página no Facebook.

eu_47 Seja amigo do autor do site no Facebook, e esteja sempre antenado em assuntos interesantes como este.

ENEREDE: Rede Mundial de Intercâmbio de Energia Elétrica

Consideremos 2 fios elétricos de 4 mm2, que suportam um chuveiro elétrico de 5 kW e 220V.

Além destes 5 kW, podemos injetar mais 5 kW na outra extremidade dos fios, e ligar mais um chuveiro, resultando em 10 kW instalados num fio que habitualmente suporta apenas 5 kW.

Para visualizar esta propriedade, podemos eliminar os fios entre os 2 chuveiros, e teremos duas instalações independentes e separadas:

Agora religamos os fios e temos “zero” amperes no trecho entre os chuveiros. OK?

Também podemos injetar mais 10 kW entre os 2 chuveiros existentes, e conectar mais 2 chuveiros de 5 kW, resultando num total instalado de 20 kW nestes 2 fios.

Continuando o raciocínio; qualquer fio tem infinitos pontos onde é possível injetar energia elétrica (E.E.) de geradores distribuídos, e podemos ligar mais 2 chuveiros entre cada um destes geradores.

Podemos, assim, teoricamente multiplicar infinitas vezes a energia transmitida por qualquer fio.

Para evitar a sobrecarga da rede na eventualidade de desligamento de um ou mais geradores ou consumidores, e para transportar esta teoria para a realidade das redes de distribuição, basta adicionar controladores com tecnologia Plug&Play nas redes e nos geradores.

Quadro comparativo entre cogeração e termoelétrica.

Consumo de

Combustível (Kw)

Energia Útil(Kw) Energia Elétrica Energia

Térmica

Lixo-MeioAmbiente
Co-geração 100 90 40 50 10
Termoelétrica 100 50 50 0 50

Para a mesma quantidade de combustível (100 kW), o desperdício da cogeração é de apenas 10%, enquanto que a termoelétrica joga fora 50%.

Fonte: http://www.fendel.com.br/gerapor.html

A era dos biocombustíveis (30-04-2008)

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – Com a era dos combustíveis fósseis chegando ao fim, o nível atual de conhecimentos biológicos pode levar à construção de uma “biocivilização moderna de alta produtividade”, na qual o Brasil pode se tornar um ator da primeira importância, de acordo com o economista Ignacy Sachs, professor emérito da École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris).

Mas, segundo ele, nada disso acontecerá sem determinadas políticas públicas que sejam capazes de construir sistemas integrados de produção de alimentos e energia com base na agricultura familiar.

Sachs apresentou uma palestra, na última segunda-feira (28/4), na segunda sessão do ciclo Impactos socioambientais dos biocombustíveis, realizado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP).

O professor, naturalizado francês, nasceu na Polônia e se formou em economia no Rio de Janeiro, onde sua família se refugiou durante a Segunda Guerra Mundial. O evento foi promovido pelo Núcleo de Economia Socioambiental (Nesa) e pelo Núcleo de Estudos Regionais e Urbanos (Nereus), ambos da USP.

De acordo com Sachs, o debate sobre os biocombustíveis se insere numa discussão mais ampla a respeito daquilo que ele define como “a biocivilização moderna”.

“A biomassa pode ser alimento, ração animal, adubo verde e material de construção, além de ser matéria-prima para fármacos, cosméticos e para a química verde, que produzirá um leque cada vez maior de produtos. O conceito de biorrefinaria irá se firmar à imagem do que representou a refinaria de petróleo”, disse Sachs.

Sachs defende a produção de biocombustíveis privilegiando o uso de áreas desmatadas e, no caso brasileiro, principalmente das pastagens degradadas. “Temos que parar de raciocinar por justaposição de cadeias de produção, imaginando separação total de áreas para etanol, biodesel, grãos e gado. Temos que pensar mais seriamente em sistemas integrados de produção de alimentos e energia”, afirmou.

De acordo com Sachs, no entanto, para que essa biocivilização seja construída, as políticas públicas precisarão ser reorientadas de uma forma que permita solucionar, ao mesmo tempo, os problemas sociais e ambientais.

“O desafio que se coloca é atacar simultaneamente o problema ambiental e o problema do déficit crônico de oportunidades de trabalho decente e as desigualdades sociais. Se não partirmos para um ciclo de desenvolvimento com base na agricultura familiar, o que teremos não será essa biocivilização, mas uma produção de agroenergia amplamente mecanizada e favelas apinhadas de ex-agricultores”, declarou.

Políticas públicas necessárias

As políticas públicas necessárias, segundo Sachs, incluem cinco instrumentos principais: a implantação de um zoneamento ecológico-econômico, as certificações sociais e ambientais, a intensa pesquisa científica, a discriminação positiva do agricultor familiar e, por último, a reorganização dos mercados internacionais.

“A questão do zoneamento ecológico-econômico, necessário nas diferentes áreas de produção do país, liga-se ao reordenamento da estrutura fundiária e ao combate à informalidade e à ilegalidade que predominam”, afirmou.

Sachs observa que a certificação socioambiental, que, segundo ele deve, ser exigida também para o mercado interno, tem um obstáculo nos custos, já que os pequenos produtores não podem arcar com esses mecanismos. “Teremos que discutir até que ponto o Estado poderá co-financiar esse produtor”, disse.

A pesquisa científica, segundo o economista, deve se concentrar numa questão crucial: até onde se pode avançar no aproveitamento da energia solar pela fotossíntese. “É fundamental que o Brasil tenha uma posição bem documentada sobre seu potencial fotossintético. É preciso também investigar de forma mais sistemática os potenciais da biodiversidade e estudar sistemas integrados de produção alimentar e energética adaptados aos diferentes biomas”, disse.

A política de discriminação positiva do agricultor familiar, segundo Sachs, consiste num feixe de políticas públicas que abrangem desde educação e assistência técnica permanente, até linhas de crédito específicas e acesso aos mercados. “Seria preciso também desenvolver de uma vez por todas a idéia de reorganizar os mercados internacionais conectando as produções dos países em desenvolvimento”, afirmou.

Para o economista, a produção de biocombustíveis não terá impacto no acesso aos alimentos. “Não discuto o fato de que, com o encarecimento dos alimentos, a situação dos mais pobres vai ficar mais difícil. Mas é risível atribuir o problema da fome à insuficiência de oferta. Sabemos que o problema não é esse e sim a falta de poder aquisitivo. Os biocombustíveis não são o vilão. Ao contrário, poderiam ser um instrumento essencial para tirar os países da insegurança alimentar e energética”, disse.

Não se pode, no entanto, pensar que o problema da energia enfrentado pelo planeta possa ser resolvido com a simples substituição de combustíveis, segundo Sachs. “Temos que colocar em primeiro plano o tema da mudança de paradigma energético: outro perfil de demanda energética, que nos remeterá a um debate complexo e decisivo sobre estilos de vida e de desenvolvimento”, afirmou.

Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=8775

WiTricity – vem aí a era da transmissão de eletricidade sem fios

O que poderia ser mais prático e cômodo do que os hoje indispensáveis telefones celulares, iPods e computadores de mão? Talvez telefones celulares, iPods e computadores de mão sem baterias, que pudessem receber a energia de que necessitam para funcionar da mesma forma que recebem dados e voz: sem fios.

“WiTricity”

WiTricity é o termo que os norte-americanos já cunharam para uma nova tecnologia que começa a dar seus primeiros passos práticos: a transmissão de energia elétrica sem fios. O termo une o já conhecido Wi de wireless (sem fios) e a parte final de electricity (eletricidade).

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachussets começaram a testar os primeiros equipamentos capazes de transmitir energia elétrica pelo ar, sem a necessidade de fios. As experiências demonstraram a viabilidade de que aparelhos portáteis, como telefones celulares, tocadores de MP3 e até notebooks tenham suas baterias recarregadas sem a necessidade de carregadores plugados na tomada. Segundo eles, já é possível vislumbrar um momento em que esses aparelhos nem mesmo necessitarão das baterias.

Eletricidade sem fios

A equipe do Prof. Marin Soljacic conseguiu alimentar uma lâmpada incandescente de 60 Watts a uma distância de mais de dois metros, sem qualquer conexão física.

A transmissão de eletricidade sem fios não é exatamente uma novidade. A radiação eletromagnética – as ondas de rádio, por exemplo – nada mais faz do que carregar energia de lugar para outro. Mas, embora essas ondas eletromagnéticas sejam excelentes para transportar dados e voz, elas não são adequadas para transmitir uma potência que possa ser útil para a maioria dos aparelhos. O problema é que a radiação se espalha em todas as direções, desperdiçando a maior parte da energia.

Raios laser são outra opção e estão sendo utilizados, por exemplo, pelos participantes de um programa da NASA que está tentando desenvolver um elevador espacial. Mas esta opção também não é prática para aplicações do dia-a-dia. Além de exigir que o transmissor e o receptor estejam diretamente visíveis um ou outro, ela é extremamente perigosa, porque poderia incinerar instantaneamente qualquer coisa que cruze essa linha de visada.

Ressonância magnética acoplada

Já a Witricity utiliza objetos ressonantes acoplados. Dois objetos com a mesma freqüência de ressonância tendem a trocar energia de forma muito eficiente, e reagem de forma quase desprezível com os demais objetos, que possuem outras freqüências de ressonância.

Para se entender o princípio da ressonância acoplada, basta olhar para uma criança saltando em uma cama elástica. A cama elástica tem uma espécie de ressonância, do tipo mecânica, de forma que, quando a criança pressiona suas pernas na freqüência natural do balanço ela consegue capturar uma grande energia e saltar mais alto.

Já os pesquisadores do MIT utilizaram um outro tipo de ressonância: a ressonância magneticamente acoplada. Dois ressonadores eletromagnéticos se acoplam por meio de seus campos magnéticos. Eles conseguiram identificar um ponto no qual os dois ressonadores ficam fortemente acoplados mesmo quando estão a distâncias várias vezes maior do que o tamanho dos aparelhos.

“O fato de que os campos magnéticos interagem tão fracamente com os organismos biológicos é também importante por questões de segurança,” explica Andre Kurs, outro participante da pesquisa. É isto que torna a nova técnica interessante do ponto de vista prática, para uso em aplicações do dia-a-dia.

Ressonadores magnéticos

O equipamento agora apresentado consiste de duas bobinas de cobre, uma das quais é ligada à tomada. Essa unidade transmissora, ao invés de encher o ambiente com ondas eletromagnéticas, preenche o espaço ao seu redor com um campo magnético não-radioativo oscilando a uma freqüência de alguns MHz.

O campo não-radioativo serve como intermediário para levar a energia até a outra bobina, que foi projetada especialmente para ressonar com esse campo. A natureza ressonante do sistema garante que haja sempre uma forte interação entre as duas bobinas – a transmissora e a receptora – evitando interrupções na transmissão da energia.

Ao acender uma lâmpada de 60 watts, os pesquisadores demonstraram ser totalmente factível, por exemplo, a transmissão de energia em uma sala para abastecer computadores portáteis. E não apenas para recarregar suas baterias, mas para fazê-los funcionar como se estivessem ligados à rede.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

log_pir_47

.

 Gostou? Então Curta nossa página no Facebook.

eu_47 Seja amigo do autor do site no Facebook, e esteja sempre antenado em assuntos interessantes.