Sul-coreanos criam turbina portátil que gera energia hidrelétrica

Sul-coreanos criam turbina portátil que gera energia hidrelétrica

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O pequeno aparelho pode gerar eletricidade para carregar dispositivos eletrônicos ou funcionar como uma lanterna.

A empresa sul-coreana Enomad criou um dispositivo perfeito para quem gosta de aventuras, passa muito tempo na água e quer se manter conectado. O pequeno aparelho, chamado de Estream, é um gerador portátil de energia hidrelétrica.

O equipamento cabe praticamente dentro do bolso e consegue transformar o movimento da água em eletricidade, para alimentar dispositivos móveis, GPS e também servir como lanterna.

O grande diferencial deste para outros tipos de geradores portáteis é que ele aproveita a água corrente, um recurso que não para, independente das condições do clima, diferente do que acontece com os sistemas que transformam a energia do sol ou os ventos em eletricidade.

De acordo com os criadores, o Estream é capaz de gerar até 5W de energia, mesmo quando ele é inserido em um local com baixa corrente de água ou acoplado na traseira de um caiaque, por exemplo. Esta não é a primeira experiência em sistemas hidrelétricos de pequena escala dos criadores. Foram eles que criaram uma pequena usina instalada em um dos córregos mais famosos de Seul, o Cheonggyecheon, que recebeu três mini-turbinas hidrelétricas.

O novo gerador tem 24 centímetros de comprimento, seis centímetros de diâmetro e pesa apenas 800 gramas. A bateria usada no equipamento é de 6400 mAh, recarregada totalmente em 4,5 horas. Ele tem uma saída USB padrão, portanto pode alimentar os mais diversos dispositivos, mas também possui uma lâmpada de LED, com quatro modos de iluminação.

A empresa está em busca de financiamento coletivo para produzir o equipamento em larga escala. Veja a apresentação do produto no vídeo da empresa: KickStarter.

http://ciclovivo.com.br

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Turbina ecológica produz energia com correnteza de rios

Ana Paula Corradini

Uma empresa americana começará a testar neste mês uma nova maneira de produzir energia hidrelétrica: o uso de turbinas de aço que mais parecem moinhos de vento, mas movidas pela corrente de rios e de marés. O projeto da Verdant Power não requer a construção de represas e pode ser implementado em rios de planície, sem desníveis. Um dos interesses da companhia é instalar as turbinas também no Rio Amazonas e seus afluentes.

De acordo com Trey Taylor, presidente da empresa, cerca de 80 milhões de pessoas nos Estados Unidos (onde 80% da energia é produzida por usinas hidrelétricas) tiveram de se mudar por causa da construção de represas desde a década de 1950. “As turbinas podem finalmente acabar com o surgimento de “refugiados” ambientais”, disse Taylor à Folha. O projeto piloto terá um teste no próximo mês no East River, a leste da ilha de Manhattan, na cidade de Nova York.

Para começar, serão instaladas seis turbinas de cinco metros de comprimento e 35 quilowatts de potência cada, presas ao fundo do rio, mas o plano é criar um campo de 200 turbinas, que deverão produzir 10 megawatts de energia elétrica. “Elas ficam fora dos canais de navegação ou são instaladas nos trechos mais fundos dos rios, para evitar acidentes”, explica Taylor.

Projetos semelhantes devem ser desenvolvidos no Rio Lawrence, no Canadá, e também no litoral da Califórnia. Há também planos para levar a tecnologia à Escócia e à Índia, para aproveitar a energia das marés. Não existe ainda um projeto propriamente dito para a Bacia Amazônica. “Tivemos apenas conversas informais com o governo brasileiro e também com empresas locais que poderiam instalar o sistema”, explica Douglas Freburg, presidente da Todo Trading, associada da Verdant Power.

Os requisitos para a instalação das turbinas não são muitos: basta que o rio tenha pelo menos seis metros de profundidade e uma corrente com velocidade mínima de 1,5 metro por segundo.

Para Philip Fearnside, pesquisador do departamento de ecologia do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), a proposta é bem vinda, mas é preciso testar as turbinas nos rios amazônicos. “O Inpa já tentou colocar em prática um projeto parecido no final de década de 70, o “cata-água”, mas teve problemas com as plantas aquáticas enroscadas nas turbinas, que exigiam manutenção constante”, explica.

Teoricamente, as turbinas não oferecem riscos para peixes e outros animais aquáticos: “As hélices giram a 32 rotações por minuto e completam um pouco mais de uma volta a cada 2 segundos, produzindo uma pressão que naturalmente empurra os animais para longe”, explica Taylor, “Além disso, há espaço suficiente para que eles nadem em volta das turbinas”.

No East River, por exemplo, elas devem ficar a 9 metros umas das outras, e a primeira fileira se localizará a 30 metros da segunda. “O comportamento dos peixes não deve variar muito de rio para rio, mas é preciso testar primeiro para avaliar os riscos reais”, afirma Fearnside, do Inpa.

Miniusinas

Para as empresas, outro grande trunfo do projeto é a possibilidade de criar “miniusinas” hidrelétricas para populações ribeirinhas e substituir os poluentes e ineficientes geradores movidos a diesel. A eletricidade produzida localmente poderia ser usada para irrigação, obtenção de água potável ou mesmo para produção de hidrogênio por meio da eletrólise. “Tudo isso pode ser feito sem a necessidade de uma grande estrutura ou cabos de transmissão”, explica Freburg.

Hoje, cada turbina custa US$ 2.500 por quilowatt –as do East River saíram por US$ 87.500 cada–, mas Freburg afirma que o custo deve baixar com o tempo. No Brasil, as turbinas poderiam ser produzidas pela indústria local e dar um incentivo à economia.

Fonte: http://www.folha.uol.com.br

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