aCar – Um carro elétrico para a África

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Carro elétrico tropical

Engenheiros alemães vão apresentar oficialmente no mês que vem, durante o Salão do Automóvel de Frankfurt, um carro elétrico projetado especialmente para ser usado na África subsaariana.

O veículo foi projetado para suportar as condições do tráfego por estradas de terra e o calor da região, bem como para atender as múltiplas necessidades da população local.

Para isso, o aCar – um carro para a África – foi projetado para o transporte de passageiros e de carga, bastando pequenas variações na estrutura da carroceria.

O projeto, apoiado pela Fundação de Pesquisa da Baviera desde 2015, foi coordenado por engenheiros da Universidade Técnica de Munique, que se associaram a parceiros de outras instituições e da iniciativa privada.

Testes

O primeiro protótipo ficou pronto em maio de 2016 e foi testado na Alemanha. Em julho de 2017, ele foi enviado para Gana, para testar a tecnologia e o conceito nas condições locais.

Um ponto importante foi testar o impacto das temperaturas mais altas e da umidade do ar nos sistemas elétricos. “Nós reunimos muitos dados que agora temos que avaliar. Mas já podemos dizer que o aCar cumpriu todos os requisitos necessários e até ultrapassou nossas expectativas,” disse o professor Sascha Koberstaedt.

Dada a sua versatilidade, os testes mostraram que o aCar é interessante não apenas para a África e outras regiões tropicais, mas também para o mercado automotivo dos países desenvolvidos, acrescentou o engenheiro.

Dados técnicos

O veículo destina-se ao transporte de passageiros e carga, com uma capacidade de carga total de uma tonelada e autonomia de 80 quilômetros. O peso do veículo vazio é 800 kg, ele mede 3,7 metros de comprimento por 1,5 de largura e 2,1 de altura e sua cabine tem espaço para duas pessoas.

Ele pode ser recarregado em uma tomada residencial – o recarregamento demora 7 horas – e também conta com um reforço adicional de painéis solares que podem ser colocados no teto da cabine e da versão fechada da carroceria, aumentando sua autonomia. As baterias têm uma capacidade de 20 kWh.

As baterias também podem ser utilizadas quando o veículo estiver parado, provendo uma fonte de energia para uma ampla variedade de outras aplicações possíveis.

A equipe projetou vários módulos para a carroceria, que podem ser usados de maneira intercambiável. Módulos adicionais poderão transformar o veículo, por exemplo, em um consultório médico móvel ou uma estação de tratamento de água.

Fábrica na África

O próximo passo é terminar o projeto da fábrica do carro elétrico, também modular, para que ele possa ser fabricado na África, para fortalecer as economias locais. A fim de tornar o automóvel acessível para os padrões de renda da África a equipe acredita o preço do veículo básico deve ser mantido abaixo dos 10.000 euros a longo prazo (cerca de R$37.000).

“É claro que teremos de importar componentes de alta tecnologia no início, como a bateria e os motores elétricos,” comentou o professor Martin Soltés. “A construção, com peças fundidas e parafusadas, viabiliza processos de fabricação simples com custos de investimento muito baixos,” acrescentou seu colega Wolfram Volk.

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Tesla Começa a Entregar Seu Prometido Futuro Energético Revolucionário

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Após uma longa espera de mais de um ano, a empresa Tesla, encabeçada pelo visionário Elon Musk, começou a entregar nas últimas semanas as tecnologias que havia anunciado e que faltavam para alcançar seus planos de um futuro sustentável e de independência energética para os consumidores.

Musk havia anunciado esses planos em julho do ano passado e tinha sido claro ao afirmar que, para evitar um colapso da nossa sociedade, é necessário que deixemos de lado a nossa dependência por combustíveis fósseis, os quais, além de poluentes, também possuem reservas limitadas que irão, eventualmente, se esgotar.

Para alcançar isso, a empresa, que tinha acabado de adquirir a montadora de painéis solares, SolarCity, pretendia reunir uma trindade de tecnologias: seus veículos elétricos (através de um modelo popular); as suas baterias de armazenamento, a Powerwall; e painéis fotovoltaicos que se integrassem de forma natural as construções, os quais seriam anunciados no fim de 2016, as telhas solares.

Carro Elétrico Pop

A primeira das tecnologias a ser entregue foi o prometido veículo elétrico popular da empresa, o Modelo 3, anunciado em março de 2016 e que causou um hype nunca antes visto por um carro elétrico, atingindo impressionantes 500 mil pré-pedidos.

No entanto, a empresa está enfrentando demora para atender essa demanda e, na festa de lançamento realizada no último dia 28 de julho, Musk entregou apenas as primeiras 30 unidades do carro sedã, adquiridas por consumidores em abril do ano passado. Musk anunciou que outras 20 unidades foram entregues a funcionários da empresa e servirão para avaliações de engenharia.

Para quem encomendou a sua unidade do Modelo 3 nas últimas semanas, deverá recebê-lo somente em 2018. Essa demora na entrega dos veículos tem causado perdas para a Tesla, a qual registrou uma queda no volume das encomendas, com 63 mil pedidos cancelados.

Para corrigir isso, a empresa pretende aumentar o volume de produção do Modelo 3 para 5 mil unidades por semana até o fim de 2017, e dobrar essa quantia em 2018. A empresa também anunciou a expansão da sua linha de carregadores espalhados pelo país, visando atender esse novo volume de carros elétricos rodando as ruas e estradas.

O Modelo 3 básico possui autonomia de 350 km e vai de 0 a 100 em 5,6 s, e custa, nos EUA, US$35 mil, porém, o consumidor é apresentado a vários itens opcionais para escolha, como o famoso piloto automático da marca, melhor acabamento e até maior autonomia e aceleração que, somados, elevam o valor para US$59.500, 70% acima do valor base.

Apesar de tudo, o entusiasmo com esse lançamento é grande e, segundo analistas de mercado, a Tesla poderá alcançar com o lançamento do seu Modelo 3 o que a Apple conseguiu com o lançamento do seu primeiro iPhone.

Tetos Solares

As revolucionárias telhas solares da empresa também já tiveram as suas primeiras unidades instaladas, porém em fase de teste e tendo ficado restritas às casas de funcionários da empresa, entre elas a do próprio Musk.

“Nós escolhemos (nossos funcionários) para serem os primeiros consumidores, para ajudar a aperfeiçoar todos os aspectos da experiência de consumo das telhas solares”, disse a empresa em carta aos seus acionistas.

As telhas usadas nessas instalações foram fabricadas na fábrica piloto da Tesla, instalada na cidade de Fremont, na Califórnia, uma vez que a sua Gigafactory 2, instalada na cidade de Buffalo, Estado de Nova Iorque, onde serão fabricadas as telhas em larga escala, ainda não está completa.

Segundo Musk, as telhas solares ainda precisam de ajustes antes de chegar ao público. “É um desafio técnico muito grande de acertar isso, de definir os custos corretamente, de alinhar o processo de instalação”, disse ele.

No entanto, a empresa já mira outros mercados que não o norte-americano para lançar esse seu novo produto. Em participação recente em um dos eventos mais importantes sobre fotovoltaica no Japão, a Tesla apresentou suas telhas solares e suas baterias Powerwall, ambas mais baratas do que os equipamentos comercializados no país.

A empresa planeja vender e instalar os produtos no mercado japonês, embora ainda não tenha anunciado uma data para que isso ocorra. Além disso, caso siga com seus planos, a empresa irá enfrentar as barreiras tributárias do país que desestimulam a adoção dessas tecnologias pelos consumidores.

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O fim da era dos combustíveis fósseis

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O ano de 2017 poderá ser lembrado no futuro como o marco de início do fim da utilização dos combustíveis fósseis – carvão, petróleo e gás natural como fonte de energia. Governos, localidades e empresas vem adotando medidas visando a crescente substituição dessa forma tradicional de produção energética por outras menos poluentes.

O aumento da convicção global de que os combustíveis fósseis são uma das causas principais do aquecimento global, além de poluentes atmosféricos geradores de várias doenças, tem contribuído para a formação de opinião pública que pressiona os governos a adotarem medidas para a substituição dessa fonte de energia. A influência sobre os políticos supera, inclusive, a realizada por diversos interesses econômicos setoriais, como a indústria do petróleo e as montadoras e sua cadeia produtiva, que têm muito a perder.

É claro que o prazo para o fim da utilização dos combustíveis fósseis está estritamente relacionado com o desenvolvimento tecnológico, associado à produção de substitutos seguros e confiáveis. Nesse sentido, deverá ocorrer um processo de transição durante os próximos 20 a 50 anos, com aumento crescente do uso de formas alternativas de energia renovável. Isto provocará profundas mudanças na indústria e nos transportes.

Transportes mais focados na sustentabilidade

O que acontece no setor de transportes é emblemático. No mês de julho a multinacional sueca Volvo anunciou que, a partir de 2019, todos os veículos de modelo novo que produzirá serão 100% elétricos ou híbridos. Desse modo, a empresa, coloca um fim a mais de um século de combustão com base no petróleo e se converte na primeira empresa automobilística a dar esse passo histórico. A companhia, que é propriedade da chinesa Geely, anunciou que a estratégia será lançar cinco modelos elétricos no próximo ano. O objetivo da Volvo é estar à frente na corrida pelos automóveis elétricos, segmento dominado pela Tesla. Os executivos da empresa estimam produzir um milhão de automóveis elétricos em 2025.

No dia seguinte ao anúncio da Volvo, a França declarou que proibirá a venda de veículos a gasolina e a diesel a partir de 2040. O Reino Unido, em seguida, foi pelo mesmo caminho que os franceses, definindo o ano de 2040 como o limite para a venda de carros com combustão tradicional. A Noruega já havia anunciado que estabeleceu como objetivo só permitir a venda de automóveis elétricos e híbridos a partir de 2025.

Dando continuidade ao acordo assinado por inúmeros prefeitos em 2016, as municipalidades alemãs de Berlim, Bremen, Dresde, Essen, Frankfurt, Hamburgo, Hannover e outras estabeleceram a proibição da entrada de veículos a diesel já em 2017; Barcelona fará o mesmo em 2019; Paris em 2020 e Madri e a capital mexicana, em 2015.

A mudança global favorável aos veículos elétricos criará problemas para alguns setores, desde as indústrias petrolíferas prejudicadas pela queda na demanda de gasolina até os fabricantes de velas de ignição e de injeção de combustível, cujos produtos são dispensáveis nos carros elétricos.

Os fabricantes de automóveis já estão se adaptando à nova realidade. Além da Volvo, a BMW anunciou que fabricará uma versão elétrica de seu minicompacto no Reino Unido. A Toyota começará as vendas de seu carro elétrico em 2022 com um novo tipo de bateria que aumenta a autonomia do veículo e reduz o tempo de carregamento. A Nissan planeja que, em 2020, 20% de suas vendas na Europa sejam de carros elétricos.

Relatório produzido pela equipe de transportes da Bloomberg New Energy Finance (BNEF) revela que os veículos elétricos representarão 54% das vendas de carros de passeio em todo o mundo, até 2040. De cada 10 carros produzidos, mais da metade será de carros elétricos, o que representará uma economia de 8 milhões de barris de petróleo por dia.

A questão que se apresenta é que os elétricos poderão tomar o lugar dos veículos convencionais mais rapidamente do que o previsto pelos analistas, o que afetará profundamente o planejamento econômico de países petróleo-dependentes que não se prepararam para a nova era sem combustível fóssil. O Brasil, por exemplo, tem amplas condições de acelerar o processo de substituição desses combustíveis tradicionais nos transportes. As frotas de ônibus podem, num prazo relativamente curto, substituir o diesel por biodiesel, muito menos poluente. Os veículos de passeio, por sua vez, poderiam utilizar mais o álcool como combustível. Para tanto seriam necessárias políticas públicas estratégicas que visassem implementar ações voltadas para a eliminação da utilização de combustíveis fósseis nos próximos 50 anos.

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Trens elétricos na Holanda já são 100% abastecidos com energia eólica

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Todos os trens de passageiros elétricos que funcionam na Holanda agora são alimentados integralmente pelo vento. A companhia de trem holandesa NS anunciou que toda a sua frota de trens já opera com energia eólica desde 1o de janeiro, atingindo a meta um ano antes do previsto.

No final de 2015, o governo holandês anunciou seu objetivo de alimentar totalmente os trens elétricos do país, que carregam 600.000 pessoas diariamente, com energia eólica até 2018. No entanto, durante a primeira implantação do programa de energia limpa, em 2016, a empresa já conseguiu gerar 75% da energia necessária. Na segunda fase, já foram alcançados os 100% planejados. O projeto foi fruto de uma parceria entre a NS e a empresa de energia Eneco.

Para se ter uma ideia da dimensão do projeto, os trens utilizam cerca de 1,2 bilhão de kWh de eletricidade por ano, isso é o que equivalente a todo o consumo dos moradores da capital do país, Amsterdam. Trata-se de um passo importante na redução da pegada de carbono do setor dos transportes nos Países Baixos.

A eletricidade utilizada para alimentar os trens holandeses vem de parques eólicos situados na Holanda, Bélgica e Finlândia. Por essas fazendas eólicas terem sido inauguradas antes do esperado é que se conseguiu atingir a meta antecipadamente.

Espera-se que o sucesso inicial deste projeto inspire gestores de cidades a incorporarem a energia limpa associada a projetos ferroviários de alta velocidade em todo o mundo. A Alemanha também não quer ficar para trás e já testa em trens uma tecnologia que emite água ao invés de poluição.

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Carro elétrico com motor nas rodas é melhor do que se pensava

roda-carro-eletrico

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Motor elétrico nas rodas

Incorporar os motores nas rodas dos carros elétricos pode ter seus desafios, mas os resultados valem mais a pena do que se imaginava a princípio.

Esta foi a conclusão de um consórcio de engenheiros financiado pela União Europeia para avaliar a viabilidade técnica e econômica da adoção dessa forma de motorização em veículos de linha.

Além de liberar muito espaço na carroceria e consumir menos energia das baterias, os motores nas rodas – também conhecidos como motores de cubo de roda ou in-wheel – aumentam a segurança e a dirigibilidade dos carros e podem simplificar muito as linhas de montagem dos carros.

Com a divulgação dos primeiros resultados, várias indústrias automotivas já estão discutindo como licenciar e adotar as técnicas desenvolvidas pela equipe do projeto Eunice, sigla em inglês para “Eco-projeto e Validação do Conceito de Motorização nas Rodas para Veículos Elétricos”.

Motor elétrico de fluxo axial

“No final de testes, descobrimos que o desempenho do motor elétrico de fluxo axial (o motor integrado na roda) foi ainda melhor do que o previsto,” afirmou Alberto Peña, da Fundação Tecnalia da Espanha e coordenador do projeto. “A potência alcançada foi de 50 a 60% maior do que inicialmente previsto.”

O grande interesse da indústria automobilística nos motores axiais se explica sobretudo porque esse tipo de motorização libera todo o compartimento hoje utilizado para o conjunto motor-câmbio, dando maior liberdade de design e diminuindo o peso do veículo, o que pode viabilizar vários conceitos de mobilidade urbana, sobretudo veículos de pequeno porte.

Como é mais fácil refrigerar os motores nas rodas, o projeto mudou de vez todo o sistema para refrigeração a ar, eliminando também os radiadores e seus sistemas de encanamento, simplificando ainda mais o veículo.

“Este foi um projeto de P&D fundamental, para provar que o protótipo é viável. Será necessário agora fazer uma série de ajustes para tornar o conceito comercialmente viável. Esperamos ter uma solução comercializável dentro de três anos,” disse Peña.

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Nissan faz pilha alimentada com etanol para aumentar autonomia de elétricos

Nissan faz pilha alimentada com etanol para aumentar autonomia de elétricos

Marca acredita já ter resposta para aumentar desempenho de veículos sem precisar de longas recargas

Por Michael Figueiredo

O motorista para no posto por uns poucos minutos, enche o tanque com uma mistura de 55% de água e 45% de álcool e parte, silenciosamente, para encarar mais 600 quilômetros de estrada. Isto parece ficção, mas já está em desenvolvimento pela Nissan. A marca acredita já ter uma resposta para aumentar a autonomia de veículos elétricos sem precisar de longos períodos de recarga das baterias: é um sistema movido por uma Célula de Combustível de Óxido Sólido (SOFC, na sigla em inglês), que gera energia elétrica a partir de etanol, água e ar.

Não se trata de um conjunto híbrido. O único motor aqui é elétrico (o mesmo do Leaf) e não há qualquer combustão. O funcionamento é complexo, mas pode ser resumido de maneira simples: o álcool e a água entram no sistema apenas para produzir hidrogênio, gás que será responsável por abastecer a pilha de combustível, gerando a eletricidade.

O tanque de combustível é conectado a um reformador catalítico. É onde o álcool — puro ou com até 55% de água — é aquecido e tem suas moléculas quebradas, num processo que resulta em hidrogênio, oxigênio e carbono. Os elementos são enviados para a célula de combustível, que transforma os dois primeiros novamente em água. Nesta etapa, a movimentação das partículas gera eletricidade.

A energia é armazenada em uma bateria de 24kWh, enquanto parte do gás carbônico volta para aquecer o reformador. O resto sai pelo escape, juntamente com a água na forma de vapor. Isto é uma das vantagens propostas pela Nissan — a do ciclo de carbono neutro: todo o gás liberado está na mesma condição em que é encontrado na atmosfera, e retorna à primeira fase do processo: a renovação da safra da cana de açúcar.

Pilha a combustível fica mais barata

Ao contrário de outros carros com pilha a combustível, os equipados com o SOFC não utilizam metais preciosos como a platina. Isso permite uma produção mais em conta.

Os custos de funcionamento também são bastante reduzidos. Um veículo a gasolina, por exemplo, gasta cerca de R$ 0,30 por quilômetro (considerando uma média de 8km/l e um preço de R$ 4 para o litro do combustível). O elétrico tem um gasto de R$ 0,09 por quilômetro, enquanto nesse novo sistema a rodagem custa R$ 0,10.

Uma grande vantagem da novidade é dispensar uma infraestrutura especial para a recarga de baterias ou encher o tanque com hidrogênio (um gás de manuseio delicado). Basta usar a atual rede de postos de combustíveis.

O protótipo apresentado pela Nissan no Rio é baseado no furgão elétrico e-NV200. Com 30 litros de álcool — ou “aquanol” —, o veículo é capaz de rodar mais de 600 quilômetros. Numa comparação com motores a combustão, é como se pudesse percorrer 20km/l. É esta relação que a marca japonesa espera explorar para atrair clientes que utilizam veículos comerciais. Segundo a fabricante, o SOFC também poderá fornecer energia, por exemplo, para um refrigerador, em um eventual transporte de produtos perecíveis.

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Segundo a Nissan, o Brasil será um dos primeiros países a dispor do sistema, ao menos na fase experimental, por conta da abundância do biocombustível por aqui, já que o álcool é proveniente principalmente da cana de açúcar e do milho. Com relação ao “aquanol”, será necessário criar uma estrutura para fazer a mistura — já que não bastará apenas abrir a torneira e jogar água no tanque.

Os testes em vias públicas acontecerão em parceria com empresas de transporte. No entanto, apesar de o veículo apresentado já ser totalmente funcional, a marca ainda não revelou uma data para o início das provas. A previsão é que a tecnologia e-Bio Fuel Cell esteja disponível no mercado global já em 2020.

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Primeira estrada eletrificada inaugurada na Suécia

Primeira estrada eletrificada inaugurada na Suécia 1

Caminhão elétrico

A Suécia se colocou um desafio: conseguir fazer que, até 2030, o setor de transporte do país não utilize mais combustíveis fósseis.

No mercado já existem soluções para diminuir as emissões dos automóveis, como os carros elétricos e híbridos. Mas um dos desafios é reduzir a contaminação produzida por caminhões de carga que, no país nórdico, representam 15% das emissões de dióxido de carbono.

Por isso, o país está testando uma solução inovadora: autoestradas elétricas – as primeiras do mundo.

Nelas, os veículos pesados híbridos podem ser alimentados por uma rede elétrica graças a um sistema de distribuição de energia parecido com o utilizado nas linhas de trem ou nos trólebus.

eRodovia

Primeira estrada eletrificada inaugurada na Suécia 2

O projeto, conhecido como eHighway – rodovia eletrificada ou eRodovia – acaba de ser inaugurado em um trajeto experimental de dois quilômetros da autoestrada E16, ao norte de Estocolmo.

Os caminhões híbridos contam com um mecanismo instalado no topo da boleia, chamado pantógrafo inteligente, que é acionado automaticamente quando o veículo entra trecho eletrificado da rodovia, conectando-se às linhas de eletricidade instaladas sobre a pista.

Diferentemente dos ônibus elétricos tipo trólebus, os caminhões podem se desconectar da rede se precisarem trocar de pista – para ultrapassar outro veículo, por exemplo. Nesse caso, o caminhão volta a usar diesel.

A velocidade máxima que o veículo faz quando conectado à rede elétrica é de 90 km/h. Quando os caminhões saem da rede, ativam o motor diesel para seguir o trajeto.

A empresa alemã Siemens, responsável pelo projeto, fará ainda neste ano um piloto parecido na Califórnia, nos Estados Unidos, em um trecho de três quilômetros da estrada que conecta o porto de Los Angeles a Long Beach.

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