Criado carro híbrido gasolina/ar-comprimido

Carros híbridos diesel ou gasolina/ar comprimido poderão ser vantajosos para usuários de cidades grandes, conforme pesquisa efetuada por engenheiros da Universidade da Califórnia (Estados Unidos). Experiências baseadas em simulações e modelagens mostraram que o motor híbrido que utiliza ar comprimido aumenta a eficiência do veículo em 64 por cento em termos de consumo de combustível na cidade e até 12 por cento na estrada.

O estudo também sugere que a adoção do ar comprimido diminuirá custos de fabricação para as montadoras em relação aos híbridos gasolina/elétricos, que já estão no mercado. O trabalho foi coordenado pelo professor Tsu-Chin Tsao, com a participação do estudante Chun Tai e engenheiros da montadora Ford.

Tanto o motor híbrido elétrico, quanto os veículos cujo motor também pode ser movimentado com ar comprimido, tiram vantagem de uma energia que é desperdiçada pelos carros comuns. Durante as frenagens e desacelerações, a energia cinética que movimenta o carro é inteiramente gasta como atrito nas pastilhas de freio, gerando apenas calor. O consumo de combustível pode ser grandemente otimizado se esta energia puder ser capturada, armazenada e reutilizada mais tarde para fazer o veículo se movimentar.

Para construir o motor híbrido gasolina/ar comprimido, o Dr. Tsao introduziu modificações em um motor tradicional V6 de 2,5 litros. Entre as modificações está um novo desenho do eixo de comando de válvulas que permite que o motor não apenas queime a gasolina de forma mais eficiente, mas também comprima e expanda o ar capturado durante a frenagem. Quando o ar é comprimido, está sendo armazenada uma energia que não é nem tóxica nem explosiva. Quando o ar é novamente expandido, a energia que é liberada é então utilizada para acelerar o carro.

O conceito é muito parecido com o utilizado nos veículos híbridos gasolina/elétricos, os quais já são produzidos por algumas montadoras, sendo sucesso de vendas principalmente no Japão. Esses veículos já demonstraram na prática a eficiência da reutilização dessa energia desperdiçada durante as frenagens. Apenas que, nesses modelos, a energia cinética é armazenada sob a forma de energia elétrica em baterias e depois utilizada para movimentar um motor elétrico.

A parte eletrônica e elétrica, além das baterias, requeridas para que o carro híbrido elétrico funcione com base na eletricidade representam um aumento significativo de custos e de peso. Para compensar o aumento de peso, as montadoras estão substituindo os materiais utilizados nos carros comuns por materiais mais leves e mais caros, o que resulta em nova elevação nos custos.

No caso do veículo híbrido a ar comprimido, o maior incremento de peso virá de um tanque de armazenamento pesando não mais do que 30 quilos. Como não será necessário um segundo sistema de propulsão, já que o ar comprimido é utilizado pelo próprio motor a combustão modificado, o projeto como um todo é mais simples e mais barato de ser produzido.

Em um motor tradicional a combustão, o comando de válvulas faz com que as válvulas de admissão e de escape abram e fechem de forma sincronizada para permitir que o ar e o combustível entrem na câmera e saiam com gases de escape após a queima. O comando de válvulas é um eixo projetado para funcionar de forma fixa e previsível, segundo a regulagem mais eficiente e de maior rendimento para o motor.

Para criar o motor que funciona também com ar comprimido, os engenheiros criaram um sistema de válvulas eletrohidráulico que não utilize um eixo para acionar as válvulas. Isto permite o funcionamento variável das válvulas, com maior controle sobre quando a válvula se abre e se fecha e por quanto tempo ela deva permanecer em cada posição. O sistema foi elaborado de forma a funcionar em uma ampla faixa de temperaturas. Isto permite que um motor tradicional funcione de outras maneiras que não apenas queimando uma mistura de ar e combustível.

O sistema de válvulas variáveis permite que o motor opere em quatro modos diferentes. Quando o veículo desacelera, ele é usado como um compressor de ar para absorver a energia dos freios e armazenar o ar no reservatório. Sempre que o veículo parar, em um sinal de trânsito, por exemplo, o motor é automaticamente desligado. Quando a semáforo se abre e o motorista aciona o acelerador, o motor é posto em funcionamento imediato por meio do ar comprimido. Assim que o carro ganha velocidade, o ar comprimido é desligado e o motor volta a queimar combustível, de forma praticamente imperceptível para o motorista.

O conceito de mover um veículo a ar comprimido não é novo. Já há inclusive empresas fabricando carros unicamente a ar comprimido desde 2.002. Mas o motor híbrido diesel ou gasolina/ar comprimido deverá ainda ser submetido a testes reais de rodagem para comprovar sua viabilidade e durabilidade. Os testes auxiliarão no adequado dimensionamento dos diversos sistemas, inclusive do tamanho do tanque de armazenamento de ar.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

log_pir_47

.

 Gostou? Então Curta nossa página no Facebook.

eu_47 Seja amigo do autor do site no Facebook, e esteja sempre antenado em assuntos interesantes como este.

Carro movido a ar-comprimido

Estão chegando ao mercado os primeiros carros movidos a ar-comprimido. Pelo menos ao mercado da Índia, onde a MDI International, pertencente a Guy Négre, ex-engenheiro da Fórmula 1, fechou um acordo com a maior fabricante de automóveis do país, a Tatra Motors.

Négre é o responsável pelo projeto do MiniCat e do CityCat, dois pequenos veículos com carroceria em fibra de vidro e cujo motor funciona unicamente com o ar-comprimido armazenado em um tanque muito parecido com o tanque de gás natural já largamente utilizado no Brasil.

A empresa planeja produzir 6.000 unidades do carro a ar já em 2008, em diversas versões. A carroceria de fibra não é o único fator responsável pelo baixo peso do veículo, que viabilizou a utilização do motor a ar: uma tecnologia de multiplexação permite que todos os equipamentos elétricos do veículo sejam acionados por um único fio – microprocessadores identificam quando o comando se refere à lâmpada do pisca-pisca ou ao limpador de pára-brisas, por exemplo. Só no chicote elétrico, um dos componentes individuais mais caros de um automóvel, foram economizados 22 quilos.

Os pequenos carros a ar-comprimido atingem velocidades de até 110 km/h, com uma autonomia de 200 quilômetros. O reabastecimento é fácil e rápido, podendo ser feito em poucos minutos em estações dotadas de compressores industriais. Mas o proprietário também tem a alternativa de recarregar o tanque em casa mesmo, utilizando um pequeno compressor embutido no veículo. Nesse caso, a recarga do tanque leva quatro horas.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Veja o vídeo:

log_pir_47

.

 Gostou? Então Curta nossa página no Facebook.

eu_47 Seja amigo do autor do site no Facebook, e esteja sempre antenado em assuntos interessantes como este.