Aparelho retira água potável do ar usando apenas energia solar

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Tirando água do ar

Este pequeno aparelho é capaz de coletar a umidade do ar e depositá-la em um recipiente na forma de água potável – e usando apenas luz solar.

O dispositivo não requer nenhuma entrada adicional de energia e mostrou-se eficaz mesmo quando os níveis de umidade são semelhantes aos observados nas regiões mais secas do mundo.

Essa tecnologia poderá fazer a diferença, já que dois terços da população mundial está enfrentando escassez de água, ainda que ela esteja presente em abundância no ar ao nosso redor – estimativas indicam que há cerca de 13.000 trilhões de litros de água na forma de umidade na atmosfera terrestre.

Coletor de água

Para capturar a umidade atmosférica, Hyunho Kim e seus colegas da Universidade da Califórnia em Berkeley e do MIT, ambos nos EUA, utilizaram um material extremamente poroso, conhecido como MOF, sigla em inglês para estrutura metal-orgânica.

O material, chamado MOF-801, absorve a umidade do ar em sua própria estrutura. A seguir, o calor solar é usado para liberar a água, que é então armazenada em um condensador.

O aparelho funcionou bem em um cenário natural ao ar livre, no teto do laboratório. Experimentos em uma câmara controlada mostraram que ele é capaz de produzir 2,8 litros de água potável por quilograma de MOF-801 em um período de 12 horas sob luz do dia, com níveis de umidade relativa de apenas 20%.

“Nós não apenas construímos um dispositivo passivo que fica lá coletando água; nós já estabelecemos as bases experimentais e teóricas para que possamos examinar outros MOFs, milhares dos quais poderão ser fabricados, para encontrar materiais ainda melhores. Existe um grande potencial para aumentar a quantidade de água que está sendo recolhida. É apenas uma questão de mais engenharia agora,” disse o professor Omar Yaghi, coordenador do trabalho.

O segredo da captação passiva de água está no MOF: as esferas amarelas representam os espaços que são preenchidos com a água presente no ar atmosférico.

Estruturas metal-orgânicas

O professor Omar Yaghi inventou as estruturas metal-orgânicas há mais de 20 anos, combinando metais como magnésio ou alumínio com moléculas orgânicas, tudo disposto em um arranjo preciso para criar estruturas rígidas e porosas, ideais para armazenar gases e líquidos. Desde então, mais de 20.000 MOFs diferentes foram criados por pesquisadores em todo o mundo.

Alguns retêm produtos químicos como o hidrogênio ou o metano. A empresa química BASF está testando um dos MOFs de Yaghi em caminhões movidos a gás natural, já que os tanques cheios de MOF armazenam três vezes mais metano do que pode ser mantido sob pressão. Outros MOFs são capazes de capturar dióxido de carbono de gases de combustão, catalisar a reação de produtos químicos adsorvidos ou separar petroquímicos em refinarias.

Este protótipo de coletor de água da umidade do ar ainda poderá ser muito melhorado, garante Yaghi. O MOF utilizado consegue absorver apenas 20% do seu peso em água, mas outras versões têm potencial para absorver 40% ou mais. O material também pode ser ajustado para ser mais eficaz em níveis de umidade mais alta ou mais baixa.

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Com apoio do MCTIC, soluções sustentáveis estão se espalhando por todo o Brasil

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A energia de fontes renováveis está movimentando ônibus e barcos, reduzindo os impactos sobre o meio ambiente e melhorando a qualidade de vida da população. Ações devem ser incluídas no Observatório de Inovações para Cidades Sustentáveis, uma plataforma construída pelo CGEE em parceria com o GEF.

A Universidade Federal de Santa Catarina construiu um centro de pesquisa com painéis fotovoltaicos instalados na cobertura capazes de gerar energia solar suficiente para o funcionamento do prédio. A energia excedente abastece um ônibus que circula pelo campus da universidade. No Pará, um barco solar transporta passageiros e cargas entre a Ilha das Onças e a capital Belém. Além disso, contribui para o monitoramento de áreas protegidas.

Esses são dois exemplos de soluções que reduzem os impactos ambientais e melhoram a vida da população. Elas fazem parte do Programa de Tecnologias para Cidades Sustentáveis, lançado em 2012 pelo MCTIC. Dividido em quatro eixos temáticos – construções sustentáveis, mobilidade e transporte coletivo, saneamento ambiental e sistemas sustentáveis de energia –, ele já tem resultados.

“Essas ações representam avanços na busca de soluções para o desenvolvimento sustentável e uso da energia de fontes renováveis no país”, afirma o coordenador-geral de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas do MCTIC, Guilherme Wiedman.

Inaugurado em 2015, o Centro Multiusuário de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar Fotovoltaica (Fotovoltaica) da UFSC recebeu R$ 3,6 milhões do MCTIC para ser implementado. Segundo Wiedman, trata-se do primeiro centro de pesquisa desse tipo no Brasil que, além de ser 100% alimentado por energia solar fotovoltaica, gera mais do que consome. “É um centro de pesquisa e inovação importante para o setor, principalmente considerando-se o potencial não aproveitado dessa fonte de energia no Brasil.”

Toda a energia utilizada pelo complexo é gerada por painéis fotovoltaicos instalados na cobertura do edifício, e a energia excedente serve para abastecer um ônibus que liga o campus da UFSC ao Sapiens Parque. O chamado E-Bus foi desenvolvido pela equipe da Fotovoltaica e comporta até 38 passageiros em cada viagem. O MCTIC apoiou o desenvolvimento do projeto com R$ 1 milhão.

“O veículo faz o percurso de 50 quilômetros [de ida e volta] entre o campus da UFSC e o Sapiens Parque com redução de um terço do tempo antes gasto para o deslocamento. Além disso, o ônibus parece um escritório, com cadeiras e conexão Wi-Fi. Nele, as pessoas podem trabalhar, fazer reuniões e estudar”, destaca o coordenador do projeto, Ricardo Rüther.

Considerado puro, o veículo possui apenas tração elétrica e foi desenvolvido com tecnologia brasileira. É o primeiro ônibus elétrico do país movido a energia solar. Quando está parado no trânsito, não há consumo de energia como acontece com os veículos com motores movidos a combustão. Além disso, o gasto com cada trecho é de R$ 18, enquanto o mesmo percurso, em um veículo movido a diesel, é de R$ 60. Já a tecnologia de frenagem regenerativa gera energia, que é injetada nas baterias, aumentando a autonomia do ônibus. A previsão é que o veículo entre em funcionamento regular a partir de abril.

Barco solar

Aurora Amazônica é um barco solar que faz o trajeto entre a Ilha das Onças e a Belém (PA) desde outubro de 2015. Desenvolvido por meio de uma parceria entre o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Energias Renováveis e Eficiência Energética da Amazônia (INCT/EREEA), é uma alternativa para o transporte de pessoas e cargas, ecoturismo e monitoramento de áreas protegidas. Até 22 passageiros são transportados em cada viagem do barco, que dura cerca de 30 minutos.

“Ao longo do tempo, as energias renováveis estão se tornando cada vez mais baratas do que as energias convencionais, que são baseadas em combustíveis fósseis. Além disso, há uma abundância dessas fontes energéticas renováveis na nossa região, o que favorece a aplicação delas”, explica o coordenador do Grupo de Estudo e Desenvolvimento de Alternativas Energéticas da Universidade Federal do Pará (Gedae/UFPA), João Pinho.

Também participaram da iniciativa a Fotovoltaica da UFSC; o Grupo de Energia, Biomassa e Meio Ambiente da UFPA; o Laboratório de Sistemas Fotovoltaicos do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (LSF/USP); o Grupo de Energias Alternativas (General) da UFSC; e o Laboratório de Energia Solar da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Labsol/UFRGS).

Em Brasília (DF), o Governo do Distrito Federal (GDF) trabalha na implementação de pequenas usinas geradoras de energia solar fotovoltaica para iluminar escolas e prédios de órgãos públicos, com recursos oriundos do Fundo Mundial para o Ambiente (GEF, na sigla em inglês). O primeiro passo é a capacitação de mão de obra para a instalação e manutenção dos painéis solares. A partir do segundo semestre de 2017, a primeira planta deverá estar ativa, atendendo dez escolas públicas.

“Pretendemos elaborar uma política de energia solar para o DF de forma que possamos ampliar essa iniciativa. A ideia é que as escolas selecionadas para essa experiência-piloto sejam próximas. Se os resultados forem bons, vamos dar escala para atender outras unidades de ensino, além dos prédios públicos”, disse a coordenadora do projeto e subsecretária de Administração Geral da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do DF, Nazaré Soares.

Plataforma digital

O Fundo Mundial para o Ambiente é um programa global que auxilia 183 países na implementação de projetos voltados para a proteção do meio ambiente e da biodiversidade. Nos próximos anos, o GEF vai investir US$ 20 milhões em iniciativas brasileiras. Uma delas está sendo desenvolvida pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), com apoio do MCTIC. A instituição trabalha na construção de uma plataforma digital para incentivar prefeituras e a sociedade a adotarem práticas sustentáveis.

O Observatório de Inovações para Cidades Sustentáveis pretende promover o intercâmbio de metodologias para que municípios possam aplica-las de acordo com a sua realidade. A ferramenta, que começará a ser construída nos próximos meses, será baseada em 24 indicadores municipais, entre acesso a saúde e educação, violência, renda e inclusão digital.

“O que buscamos é ajudar as cidades a fazer um planejamento integrado de longo prazo, levando em conta questões inerentes aos espaços urbanos: saneamento, trânsito, uso da água, entre outros. O mais interessante é que as cidades vão poder ter acesso a soluções empregadas por outras de perfil socioeconômico similar e adaptar às suas realidades”, avalia o assessor do CGGE, Cristiano Cagnin.

O Observatório de Inovações para Cidades Sustentáveis é parte de uma iniciativa maior do GEF, que pretende criar um repositório global para soluções sustentáveis. “O Banco Mundial quer fazer uma plataforma global e, para que ela funcione, depende das plataformas locais, dos parâmetros que as cidades em diferentes países podem oferecer. Uma solução implementada no Brasil pode ser replicada em outros lugares do planeta”, completou Cagnin.

Despoluição do rio Capibaribe

Um dos principais problemas do Recife (PE) é o escoamento de esgotos clandestinos no rio Capibaribe. Dejetos, sujeira e muitos poluentes químicos são despejados no curso d’água sem qualquer tipo de tratamento. Para sanar problemas como o mau cheiro e a contaminação, a prefeitura e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) estão desenvolvendo um sistema de jardins filtrantes – projeto também financiado pelo GEF. O método criado pelo francês Thierry Jacquet foi empregado para despoluir o rio Sena, em Paris.

O projeto consiste na utilização de plantas para filtrar os poluentes químicos do rio. Quando a água passar pelas “estações de tratamento”, as raízes de cerca de 40 espécies da região vão retirar os compostos inadequados, melhorando a qualidade da água ao longo do rio, fortalecendo o desenvolvimento da biodiversidade.

“Nosso principal objetivo é fazer o tratamento da água em áreas de esgoto clandestinos que deságuam no Capibaribe. As espécies de plantas que selecionamos retiram os poluentes e oxigenam a água. Isso vai trazer biodiversidade para a região dos jardins e eliminar o odor. Em Paris, por exemplo, só cinco espécies de peixe viviam no rio antes do tratamento; agora são 30”, destacou a pesquisadora Mariana Amazonas, coordenadora do projeto.

Inicialmente, serão construídas duas unidades de jardins filtrantes nas margens do Capibaribe. A previsão é que eles sejam concluídas em 2018. “Assim que ficarem prontos, já poderão ser utilizados. Esperamos que esse projeto seja uma referência para outras cidades do Brasil”, completou.

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Telhado extra dá eficiência energética à casa

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Casa energeticamente eficiente

O professor Wen Tong Chong, da Universidade da Malásia, acredita ter encontrado o projeto ideal para uma casa mais ambientalmente correta em regiões tropicais.

Seu objetivo foi obter um equilíbrio entre um “conflito ambiental” que incomoda os arquitetos: como conciliar a crescente demanda de conforto, com seu natural consumo de energia, e a necessidade de reduzir o consumo de energia por conta das mudanças climáticas.

Usar fontes renováveis de energia e aproveitar as variações naturais do clima parece ser uma resposta adequada, mas falar é mais fácil do que fazer.

Chong então idealizou um telhado superior em formato de V, que se projeta acima do telhado tradicional, criando as condições para gerar energia e aproveitar a iluminação natural.

Telhado inteligente

A estrutura em V coleta o vento e o dirige para uma série de turbinas situadas logo abaixo, gerando eletricidade.

A estrutura também aumenta o fluxo de ar dentro da casa por meio de aberturas construídas no telhado tradicional, melhorando a ventilação natural.

Além disso, um coletor de água da chuva é conectado a um sistema automatizado de resfriamento e limpeza que lava as células solares embutidas no telhado secundário, para manter seu nível de eficiência.

Finalmente, claraboias transparentes iluminam as áreas principais dentro da casa durante o dia, reduzindo a necessidade de iluminação artificial.

Ganhos energéticos

Chong afirma que seu telhado adicional poderia suprir as necessidades de uma família de seis pessoas, gerando 21,20 quilowatts (kWh) de energia, e economizando outros 1,84 kWh por conta dos tetos solares.

Além disso, o sistema de ventilação poderia movimentar, em termos anuais, cerca de 217 milhões de metros cúbicos de ar e reduzir as emissões de dióxido de carbono em 17.768 quilogramas, enquanto o coletor de água da chuva poderia coletar cerca de 525 metros cúbicos de água.

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Mulher desenvolve bateria recarregável que dura 400 anos

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A doutoranda da Universidade da Califórnia, Mya Ke Thay criou uma coisa bastante útil enquanto “brincava” no laboratório: uma bateria recarregável que dura até 400 anos.

Já pensou que avanço? Laptops e smartphones não precisariam ser carregados durante todo o seu tempo de vida, além, é claro, do fim da poluição causada pelas baterias de íon e lítio em aterros.

Os nanofios já estavam sendo estudados para uso potencial em baterias, mas os cientistas descobriram que ao longo do tempo os fios se quebrariam por serem bastante frágeis, quebrando o ciclo de carga. O ciclo de carga acontece quando a bateria passa de completamente cheia para completamente vazia, e depois volta para cheia novamente.

Por puro capricho, a tailandesa Mya revestiu um conjunto de nanofios de ouro em dióxido de manganês e em uma espécie de gel eletrônico, e então começou a observar os ciclos. Para a surpresa de Mya e Reginald Penner, chefe do departamento de química da universidade, a bateria permaneceu interrupta durante 30 mil ciclos, e isso continuou por um mês.

A bateria média de um laptop dura de 300 a 500 ciclos de carga. A nanobateria, desenvolvida faz 200 mil ciclos em três meses. Em tempo médio isso significa 400 anos de vida útil.

Agora que temos o avanço, resta saber quando as grandes companhias vão assumir e produzir o que realmente é bom para os consumidores e para o planeta.

fonte: https://www.ideafixa.com

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Baterias ecológicas: Três tecnologias baratas e duráveis

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Verde de bilhões de dólares

Enquanto as baterias dos aparelhos eletrônicos retomam sua indesejável mania explosiva, sem alternativas à vista à atual tecnologia de íons de lítio, um outro campo do armazenamento de energia continua florescendo com um vigor invejável.

As baterias estacionárias estão sendo desenvolvidas para atuar junto à rede elétrica, guardando grandes quantidades de energia de forma química, em grandes tanques.

Isso deverá amenizar o problema da intermitência das fontes renováveis de energia e abrir caminho para a geração distribuída, em que cada consumidor poderá se transformar em um produtor de energia.

Como a geração nessas duas fontes pode ser errática, as baterias líquidas – nas quais a energia é guardada não na própria bateria, mas em tanques – deverão eliminar as oscilações e garantir que a rede de distribuição receba sempre um suprimento constante de eletricidade.

Como é um setor emergente, tem havido uma preocupação de que ele já nasça mais verde do que as fontes de energia que deverão ser substituídas, e pelo menos tão ecológico quanto as fontes solar, eólica ou das ondas e marés. Aqui estão três dessas novas tecnologias estão se candidatando para ocupar essa posição. Quem vencer, deverá herdar um mercado na casa das centenas de bilhões de dólares.

Bateria de água do mar

Os engenheiros do Instituto de Ciência e Tecnologia de Ulsan, na Coreia do Sul, estão trabalhando em uma bateria que usa água do mar.

A bateria usa sódio como meio de armazenamento da eletricidade. A vantagem é que o uso da água do mar reduz o risco de incêndios, já que essa tecnologia exige temperaturas de funcionamento muito elevadas, na casa das centenas de graus.

Como não exige nenhuma fonte externa de energia para funcionar, exceto a água e o sal, a bateria sul-coreana poderá ser fabricada em escala menor, podendo servir a indústrias e até residências, e como sistema de suprimento de energia de emergência.

Para demonstrar essa possibilidade, além dos protótipos em larga escala, a equipe pretende construir versões portáteis, capazes de produzir cerca de 20 Wh – para comparação, uma família de quatro pessoas consome cerca de 10 Wh por dia.

Bateria atóxica e não-corrosiva

A equipe da Universidade de Harvard, nos EUA, está apostando em uma bateria de fluxo redox que armazena a eletricidade em moléculas orgânicas dissolvidas em água com pH neutro.

Essa nova química permite fabricar uma bateria não-corrosiva e atóxica com um tempo de vida excepcionalmente longo

O protótipo funcionou por mais de 1.000 ciclos perdendo apenas 1% de sua capacidade original, menor até do que as baterias de lítio.

“Como conseguimos dissolver os eletrólitos em água neutra, esta é uma bateria de longa duração que você poderia colocar em seu porão. Se ela vazar no chão, não vai corroer o concreto, e, como o meio é não-corrosivo, você pode usar materiais mais baratos para construir os componentes das baterias, como os tanques e bombas,” disse o professor Roy Gordon.

Bateria de ureia

Para construir sua biobateria, Michael Angell e Hongjie Dai, da Universidade de Stanford, nos EUA, estão apostando na ureia, o mesmo composto usado para fabricar fertilizantes.

“Então, essencialmente, o que você tem é uma bateria feita com alguns dos materiais mais baratos e mais abundantes que você pode encontrar na Terra. E ela de fato tem bom desempenho,” disse Dai. “Quem teria pensado que você poderia pegar grafite, alumínio, ureia e construir uma bateria que pode ciclar por um tempo bastante longo?”

O protótipo de demonstração da bateria carrega em 45 minutos e já suportou milhares de ciclos. O objetivo da equipe é chegar a uma versão que possa durar por pelo menos 10 anos, para justificar os investimentos em sistemas de armazenamento de energia em larga escala.

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Motor a combustão vira fábrica de hidrogênio

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Motor que produz hidrogênio

Já imaginou transformar um motor a combustão, com sua conhecida mania de queimar petróleo e exalar gases poluentes, em uma fábrica de hidrogênio, um combustível limpo que pode ser queimado em motores menos poluentes ou usado diretamente para produzir eletricidade em células a combustível?

Pois foi justamente isso o que fizeram David Anderson e seus colegas da Universidade de Tecnologia da Geórgia, nos EUA.

Acrescentando um catalisador, uma membrana de separação do hidrogênio e um sorvente de CO2 ao tradicional motor de quatro tempos, Anderson criou um sistema de reforma de hidrogênio que produz o combustível verde em temperatura relativamente baixa, em um processo que pode ser escalonado para maior ou para menor para atender necessidades específicas.

Isto significa, por exemplo, que o aparelho pode vir a ser usado não apenas em grandes usinas, mas também como unidade geradora autônoma para uso em fábricas, residências e até em veículos. Quando totalmente desenvolvido para uso automotivo, por exemplo, será possível ter um carro a hidrogênio com um tanque de gás natural e outro de água.

Reator a pistão

Batizado de Champ, sigla em inglês para reator de membrana ativa CO2/H2 a pistão, o dispositivo opera a temperaturas muito menores do que os processos convencionais de reforma do hidrogênio a vapor, consome menos água e também pode operar com vários combustíveis, como gás natural, metano, metanol ou biocombustíveis.

A chave para o processo de reação é o volume variável proporcionado pelo pistão subindo e descendo dentro do cilindro. Assim como acontece em um motor convencional, uma válvula controla o fluxo de entrada e saída dos gases à medida que o pistão se desloca para cima e para baixo.

Uma inovação chave foi a montagem de um sistema de absorção interna do dióxido de carbono (CO2), um subproduto do processo de reforma do metano, para que ele possa ser concentrado e expelido do reator para captura, armazenamento ou utilização.

Esquema de funcionamento do reator de membrana ativa CO2/H2 a pistão.

Fábrica de hidrogênio de quatro tempos

De forma similar ao motor a combustão dos carros, o sistema de geração de hidrogênio de quatro tempos funciona da seguinte forma:

1º tempo – o gás natural (metano) e o vapor são puxados por sucção para dentro do cilindro através de uma válvula à medida que o pistão é abaixado. A válvula fecha-se quando o pistão atinge o fundo do cilindro.

2º tempo – o pistão sobe, comprimindo o vapor e o metano conforme o reator é aquecido. Uma vez atingido aproximadamente 400º C, reações catalíticas formam hidrogênio e dióxido de carbono. O hidrogênio sai através da membrana seletiva e o dióxido de carbono pressurizado é absorvido pelo material sorvente, que fica misturado com o catalisador.

3º tempo – com o hidrogênio tendo saído do reator e o dióxido de carbono capturado pelo sorvente, o pistão se abaixa, reduzindo o volume e a pressão no cilindro. O dióxido de carbono é liberado do sorvente para dentro do cilindro.

4º tempo – o pistão é novamente movido para cima e a válvula se abre, expulsando o dióxido de carbono concentrado e limpando o reator para o início de um novo ciclo.

“Todas as peças do quebra-cabeça se juntaram. Os desafios futuros são principalmente de natureza econômica. Nosso próximo passo será construir um reator Champ de escala piloto,” disse o professor Andrei Fedorov, coordenador da equipe.

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Conheça as 12 principais flores que auxiliam muito a sua horta

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GERÂNIOS: Nas janelas ajudam a repelir moscas e mosquitos e na horta devem ser plantados como compania para hortaliças entre os canteiros, pois ajudam a repelir algumas pragas, principalmente os vermes de repolho, cicadelídeos e ácaros da aranha vermelha que atacam tomates e pimentas, ou plantar cercando a horta como um tipo de barreira.

CALÊNDULA (Calendula officinalis): Essa flor é linda, medicinal, comestível (faz-se receitas deliciosas de bolos, biscoitos, pães, arroz, etc.) e o mais importante, ela ajuda a repelir pragas na horta como afídeos e insetos sugadores e também ajuda a combater os nematóides do solo.

CAMOMILA: Ela é medicinal, atrai as moscas das flores que devoram os afídeos (pulgões). É repelente de ácaros e alguns insetos. Plantada como companheira da couve realça o seu sabor e favore seu desenvolvimento.

Ajuda as plantas fracas a se restabelecerem. Chá de camomila é eficiente para muitas doenças das plantas, principalmente se as plantas forem jovens (deixe-a de molho em água por 2 dias, misturar água e pulverizar sobre as plantas). Com ela vc prepara uma receita para tratar ataque de fungos

Receita Indicação: doenças fúngicas
Modo de Preparo e Uso: Misturar 50 g de flores de camomila e 1 litro de água. Deixar de molho durante 3 dias, agitando a mesma 4 vezes ao dia. Após coar, aplicar a mistura 3 vezes a cada 5 dias.
E, junto com a cavalinha ela faz uma receita fortificante que ajuta a controlar doenças das folhas do tomateiro:
FUNÇÃO: como fortificante, ajudar a controlar doenças nas folhas do tomateiro.
INGREDIENTES: cavalinha (seca) – 300 g Camomila – 100 g
Água – 11 litros
1º) colocar de molho em 1 litro de água, por 2 dias, as flores de camomila.
2º) ferver a cavalinha nos 10 litros de água, durante 20 minutos. Deixar amornar, com a vasilha tampada.
3º) colocar no chá de cavalinha água de camomila, que deve ter sido preparada 2 dias antes.
Para cada 20 litros de água, usar 1 litro de preparo e pulverizar as plantas.

TAGETES: É repelente de pragas e plantadas na horta, suas raízes (depois dos 3 primeiros meses) repelem os nematóides do solo. ajuda na prevenção da broca no tomateiro e faz receitas de defensivos naturais

MIRABILIS: Mais conhecida como primavera, ela é usada para fazer uma importante solução preventiva de viroses em tomates e pimentões, que deve ser aplicado nas mudas.

GIRASSOL: Repele alguns insetos, atrai polinizadores e as vezes serve como atrativo para algumas pragas que preferem ele do que as hortaliças.

CAPUCHINHA: A capuchinha tem folhas, flores e sementes comestíveis, atrai polinizadores e inimigos naturais das pragas e serve de barreira atraindo para si borboletas que iriam devorar as couves.

FLOR DE MEL: A flor de mel faz o controle biológico da sua horta atraindo os sirfídeos (mosca das flores) que são grandes predadores dos pulgões. Os sirfídeos são ainda melhores do que as joaninhas na hora de encontrar e devorar os pulgões. As flores de mel são deliciosamente perfumadas e ainda atraem polinizadores como as abelhas.

GERGELIM: Serve como barreira e defensivo contra formigas cortadeiras, que são atraídas para elas e ao serem introduzidas no formigueiro, acabam destruindo o fungo do qual as formigas se alimentam.

CATINGA DE MULATA: A planta ajuda a repelir pragas e insetos da horta.

CRISÂNTEMOS: É um repelente natural de insetos como mosquitos, percevejos, pulgas e carrapatos.

ONZE HORAS: A variedade portulaca umbraticola é comestível, medicinal, altamente nutritiva, rica em ômega 3 e por ajudar a reter a umidade no solo é indicada como cobertura para o solo. Pode ser plantada por exemplo ao redor do milho.

DICA:

Na hora de plantar couve, previna-se e plante ao redor essas ervas que além de companheiras são repelentes da lagarta da couve: alecrim, hortelã e sálvia. Aumente a diversidade sempre 😉
e de quebra, se ainda assim elas surgirem, já deixo aqui uma receitinha para controle natural:

CHÁ DE SÁLVIA (Salvia officinalis):
Derramar 1 litro de água fervente sobre duas colheres de folhas secas, tampar e deixar em infusão por 10 minutos. Agitar, filtrar e pulverizar imediatamente. Controla lagarta da couve.

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Tesla cria placas solares iguais a telhados tradicionais

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As placas imitam com exatidão diversas coberturas comuns, com a vantagem de ainda produzir energia limpa.

A Tesla tem sido uma das empresas mais ambiciosas do mundo no que diz respeito à tecnologia sustentável. Após desenvolver automóveis superpotentes elétricos e baterias de alta performance, a companhia norte-americana anunciou também a criação de painéis solares que se camuflam ao telhado, como se fossem telhas ou outras coberturas tradicionais.

A tecnologia foi apresentada pelo próprio fundador da empresa, Elon Musk, como uma opção mais atrativa em termos de design e eficiência energética do que as placas fotovoltaicas tradicionais. Segundo ele, o produto deve estar disponível no mercado já no próximo ano.

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A estética é realmente o fator mais impressionante nessas placas solares. O empresário apresentou quatro modelos de painéis com diferentes desenhos, que imitam a diversidade das coberturas comuns, com a vantagem de ainda produzir energia limpa.

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Para não deixar dúvidas sobre o sistema, durante a apresentação, Musk mostrou testes de durabilidade que compararam as placas solares com os telhados comuns, já que elas não precisam ser instaladas sobre uma cobertura já feita. Materiais como argila e ardósia não foram tão resistentes quanto o vidro usado na tecnologia fotovoltaica. Além disso, segundo a empresa, os painéis são feitos de quartzo e têm vida útil praticamente infinita.

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Em termos de eficiência energética, o sistema também não deixou a desejar. Mesmo que o design seja todo personalizado e bem distante dos padrões atuais, elas geram apenas 2% menos energia do que os painéis tradicionais.

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Para completar as soluções residenciais, o empresário também anunciou a nova bateria da marca. Chamada de Powerwell 2, ela pode armazenar 14 kWh de energia, com consumo contínuo de até 7 kW, o que seria suficiente para abastecer uma residência padrão e um carro elétrico.

A Tesla ainda não divulgou os valores das tecnologias, mas informou que a intenção é colocar as soluções a venda já no próximo ano.

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Bateria de sucata que você pode fazer em casa

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Bateria de Bagdá

Embora não seja tão famosa quanto o Mecanismo de Anticítera, outro artefato intrigante da Antiguidade, a Bateria de Bagdá ainda espera por melhores explicações – afinal, trata-se de algo que tem tudo para ser uma bateria, mas fabricada em uma época em que os historiadores acreditam que não havia conhecimento que permitisse a construção e o uso de uma bateria.

Isso não impediu que uma equipe da Universidade de Vanderbilt se inspirasse na Bateria de Bagdá para construir uma bateria feita inteiramente com materiais reciclados de baixo custo.

“Estamos vendo o início de um movimento na sociedade contemporânea levando a uma ‘cultura do faça-você-mesmo’, onde o desenvolvimento e a fabricação de produtos em larga escala estão sendo descentralizados e conduzidos por indivíduos ou comunidades. Até agora as baterias têm ficado fora desta cultura, mas acredito que veremos o dia em que os moradores se desligarão da rede [de energia] e produzirão suas próprias baterias. Esta é a escala em que a tecnologia da bateria começou, e acho que vamos voltar lá,” disse o professor Cary Pint, referindo-se à bateria “caseira” de Bagdá.

Bateria de sucata

Ainda que não se torne uma opção comunitária, o feito tem mesmo tudo para ser revolucionário.

Afinal, os pesquisadores descobriram como fabricar baterias de alto desempenho usando restos de metais descartados e produtos químicos domésticos comuns.

Eles usaram sucatas de aço e latão – dois dos materiais mais comumente enviados para reciclagem – para criar a primeira bateria de materiais usados do mundo e que ainda é capaz de armazenar energia em níveis comparáveis às baterias chumbo-ácidas que equipam todos os automóveis. Já o processo de carregamento e descarregamento é um pouco diferente, aproximando-se dos fluxos apresentados pelos supercapacitores ultrarrápidos.

Bateria doméstica

O segredo para esse desempenho é a anodização, um tratamento químico comum, usado, por exemplo, para dar ao alumínio um acabamento durável e decorativo. Quando os restos de aço e latão são anodizados, usando compostos químicos domésticos e a corrente elétrica de uma tomada residencial, as superfícies metálicas são reestruturadas, gerando redes nanométricas de óxido metálico que podem armazenar e liberar eletricidade quando reagem com um eletrólito líquido à base de água.

São esses domínios em nanoescala que explicam o comportamento de carregamento rápido da bateria, bem como sua estabilidade excepcional: a equipe testou seu protótipo por 5.000 ciclos de carregamento consecutivos, o equivalente a mais de 13 anos de carga e descarga diária, e constataram que a bateria de sucata manteve mais de 90% de sua capacidade.

Ao contrário das baterias de íons de lítio, que recentemente voltaram a explodir, a bateria de aço-latão usa um eletrólito não-inflamável, composto por hidróxido de potássio (KOH) diluído em água – o KOH é um sal usado em detergentes para lavar roupas e em sabões líquidos.

O próximo passo da equipe é construir um protótipo em maior escala, capaz de abastecer casas inteligentes, projetadas para terem um baixo consumo energético.

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Janelas de vidro que esquentam água, e não o ambiente

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Que tal uma janela que, além de controlar a luz que passa e evitar que o calor entre, ainda funcione como aquecedor solar, usando o calor do Sol para produzir água quente?

“Nossa janela é uma combinação das janelas de vidro comuns com camadas adicionais preenchidas com líquidos – uma na janela externa, ou outra na interna,” explica Anne-Sophie Zapf, da Universidade de Liechtenstein, coordenadora do projeto Fluidglass, financiado pela União Europeia.

Depois de analisar diversas abordagens, a equipe optou por uma janela composta por três camadas de vidro ligeiramente espaçadas, o que deixa dois espaços internos. Ambos são preenchidos com um líquido que é essencialmente água, mas contendo nanopartículas que permitem capturar energia e produzir sombra.

Sombra e água quente

A camada externa possui nanopartículas que absorvem a energia solar e aquecem a água. A água é mantida em um fluxo contínuo, como se a janela fosse um radiador. A água quente pode ser então armazenada em um tanque para uso doméstico, ou dirigida para um trocador de calor ou uma bomba de calor, podendo ser aproveitada inclusive para gerar energia.

A camada interna pode ser quente ou fria, dependendo da estação, provendo aquecimento ou resfriamento conforme o desejo dos ocupantes.

A quantidade de partículas no fluido pode ser controlada, de forma a prover um efeito ajustável de sombreamento. “Quando mais [partículas] no fluido, mais escuro ele fica, e mais energia ele pode coletar,” explicou Zapf.

Retrofitting

As janelas foram projetadas para se encaixar nos vãos tradicionais nas paredes, permitindo seu uso em prédios já construídos, em substituição às janelas tradicionais.

Segundo os cálculos da equipe, a economia potencial de energia vai de 50 a 70%. Já para as construções novas, já projetadas para consumirem menos energia, os ganhos chegam a 30%.

A expectativa é que as novas janelas cheguem ao mercado a partir de 2018.

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