Prisão do mais importante cientista nuclear brasileiro é questionada por políticos

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Deputado federal Wadih Damous (PT) pede pena alternativa ou indulto ao almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva

Fania Rodrigues
Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ), 05 de Abril de 2017

A prisão e condenação do homem que colocou o Brasil entre os poucos países que dominam a tecnologia nuclear é assunto polêmico no meio político. O almirante da Marinha do Brasil e físico nuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, de 77 anos foi condenado a 43 anos de prisão, em agosto de 2015, pelo juiz Sérgio Moro, no âmbito da operação Lava Jato.

O tema voltou à tona recentemente depois que o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) defendeu na tribuna do Congresso Nacional o indulto do almirante Othon, por considerar que “ele tem muito mais a contribuir com o país, estando livre do que preso”.

“Estamos falando de um cientista, um físico nuclear como poucos no mundo. A quem interessa ter esse homem preso? Independente dos erros que ele tenha ou não cometido, a contribuição que ele deu e pode dar ao país é muito maior que isso”, defende o deputado.

Segundo Wadih Damous, o almirante Othon estava trabalhando em um projeto revolucionário quando foi preso. “Ele estava trabalhando em um projeto científico, de tubos geradores, capaz de produzir eletricidade com queda d’água de apenas um metro de altura. Isso seria capaz de levar energia para milhares de brasileiros”, explica o deputado. Justamente por tratar-se de um cientista e uma mente brilhante, Damous defende uma pena alternativa ou indulto.

Para o ex-ministro de Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral (PSB), o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva é um patriota e um cientista sem comparação. “Othon que conheci é um homem absolutamente brilhante, um patriota comprometido com a ciência brasileira. Ele desenvolveu a tecnologia de centrífugas que o Brasil tem hoje, reconhecia como a melhor tecnologia do mundo, dentro desse setor de domínio do ciclo de urânio”, afirma o ex-ministro.

O jornalista e militante do PSOL, Milton Temer, que é oficial da Marinha cassado em 1964 no golpe militar, conviveu com o almirante Othon durante anos, inclusive foram colegas de turma na formação da Marinha, também falou sobre o caso e criticou a condenação de 43 anos ao almirante.

“O almirante Othon foi condenado por 43 anos de prisão acusado de receber R$ 4,5 milhões, mas os executivos da Petrobras que roubaram centos de milhões estão todos soltos. O Aécio é acusado de receber R$ 50 milhões. A prisão do almirante atende a interesses internacionais, principalmente dos EUA, onde o juiz Sérgio Moro recebeu formação”, aponta Milton Temer.

Entenda o caso

O almirante Othon foi acusado pelo Ministério Público de receber R$ 4,5 milhões como vantagens na construção de usina nuclear Angra 3, na época em que foi presidente da Eletronuclear, entre os anos de 2005 e 2015.O esquema estaria ligado a um contrato aditivo no valor R$ 1,24 bilhões, firmado entre a Eletronuclear (controladora da usina) e a construtora Andrade Gutierrez.

O militar foi apontado pelo ex-presidente da Andrade Gutierrez Rogério Nora de Sá em uma delação premiada feita à Lava Jato. Segundo o executivo, o almirante teria pedido 1% do valor do contrato, que seriam convertidos em contribuição para o PT, PMDB e um projeto científico. No entanto, o valor pelo qual o almirante foi condenado corresponde a 0,36% do valor do contrato.

Othon disse em depoimento que foi procurado pela Andrade Gutierrez em 2004 para realizar um estudo que comprovasse a importância da retomada das obras da usina de Angra 3 para o sistema energético do Brasil, de acordo com informações publicadas pela grande imprensa. O contrato, que já pertencia à construtora, estava parado havia mais de 20 anos. O pagamento, segundo o almirante, seria a remuneração de seus serviços prestados à construtora antes de ser presidente da Eletronuclear.

A defesa alega ainda que a condenação de 43 anos de prisão, proferida em agosto de 2015 pelo juiz Sergio Moro, a um homem de 77 anos de idade, é na prática uma prisão perpétua.

Quem é o almirante Othon?

O almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva é considerado o pai do Programa Nuclear brasileiro. Justamente por isso, sua prisão causou preocupação dentro da Marinha e de setores do Estado brasileiro ligados à pesquisa e desenvolvimento científico.

O almirante chefiou o programa secreto da Marinha que deu ao país o domínio de uma das mais cobiçadas tecnologias do mundo. Coube a ele a decisão final de escolher o caminho que o Brasil trilharia na definição do conceito tecnológico usado até hoje. Nesse conceito desenvolvido pela Marinha, a magnética substitui a mecânica utilizada pelos alemães, conhecida como técnica de Zippe.

Essa técnica alemã é a mais usada hoje no mundo. O programa russo a usa há anos e os Estados Unidos passaram a adotá-la na última década porque se mostrou mais eficiente. Portanto, nesse ponto a tecnologia brasileira está sozinha e é a única a utilizar a magnética, técnica altamente sofisticada. Por isso é estratégico para o país manter esse segredo tecnológico.

Em reportagens divulgadas pela grande imprensa, consultores estrangeiros afirmam que parte do dinheiro usado pela Marinha do Brasil para comprar, “de forma clandestina”, os equipamentos para o desenvolvimento de centrífugas de enriquecimento de urânio, pode ter circulado em contas secretas do almirante.

O temor maior é que documentos confiscados pela Lava Jato possam comprometer o segredo bem guardado da tecnologia e do programa nuclear brasileiro. Procuradas pelo Brasil de Fato, nem a Marinha e nem a Eletronuclear quiseram se pronunciar sobre o tema.

Em uma entrevista ao site Conversa Afiada, conduzida pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, o ex-ministro da Defesa, Jaques Wagner disse: “O programa nuclear brasileiro, que levou 35 anos para ser construído, é intocável. Não vai ser aberto. Ninguém no mundo abre a tecnologia nuclear. E essa tecnologia própria, nacional, deve em boa parte ao valioso trabalho intelectual do Almirante Othon. Por quem tenho profunda admiração intelectual. O trabalho do Almirante Othon é uma referência nossa e mundial”.

Tecnologia para desenvolver submarino

O Brasil, que já fazia parte do pequeno grupo de países que possuem tecnologia própria de enriquecimento de urânio, agora passará a integrar a outro clube restrito: aquele que domina os processos de construção de um submarino de propulsão nuclear.

O Centro Tecnológico da Marinha, que funciona dentro do campus da USP, está desenvolvendo o primeiro reator nuclear que vai gerar energia para o submarino nuclear. Nessa parte não haverá transferência de tecnologia. Segundo a Marinha, o primeiro protótipo do reator já está em construção, em São Paulo.

Tudo isso começou com o almirante Othon 35 anos atrás. Por isso sua prisão é polêmica e causou repúdio entre os setores políticos e militares nacionalistas. Por ser militar, o almirante está em uma prisão da Marinha, localizada em Duque de Caxias, região metropolitana do Rio de Janeiro.

Edição: Vivian Virissimo

https://www.brasildefato.com.br

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Fapesp divulga fraudes científicas e punições a pesquisadores

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Fundação publicou lista com 5 casos de violações cometidas por bolsistas. Ação faz parte de processo de transparência da instituição paulista.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a Fapesp, divulgou cinco casos de violação cometidas por cientistas que solicitaram financiamentos de pesquisas ou já recebiam verbas da instituição mantida pelo governo paulista, que teve orçamento de R$ 1,1 bilhão em 2013 em desembolso destinado ao fomento da ciência.

As acusações, entre elas a de falsa coautoria, plágio e fabricação de dados, foram analisadas sob sigilo pela fundação dentro da política de “Boas Práticas Científicas”, criada em 2011, reforçada por uma portaria de 2013 que prevê a publicação dos nomes por tempo determinado no site da instituição, além das más condutas e da punição concedida.

A intenção é criar a consciência de autorregulação e autocontrole no setor acadêmico para evitar novas irregularidades.

Atualmente há 15 investigações de fraudes em andamento e outras 25 finalizadas, sendo que dez delas concluíram que o pesquisador teve má conduta científica. Cinco processos e respectivas punições já foram divulgados (leia abaixo) e outros cinco ainda serão publicados.

Casos analisados

De acordo com a Fapesp, receberam sanções os pesquisadores Andreimar Martins Soares, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto; Javier Amadeo, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, Antonio José Balloni, do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, em Campinas; Flávio Garcia Vilela, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, em Pirassununga; e Cláudio Airoldi, do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Soares foi acusado de utilizar figuras já publicadas em artigos de outros autores em uma tese de doutorado da qual ele foi o orientador. Foi acusado de má conduta científica grave (se não intencional, ao menos por negligência grave) e punido com o cancelamento de bolsas concedidas pela Fapesp, além de ser impedido de solicitar novos recursos.

Amadeo foi processado por plágio após reproduzir em seu trabalho de pós-doutorado, sem aspas (o que descaracteriza uma citação), um trecho de 30 linhas do livro “As Revoluções do Poder”, de Eunice Ostrensky. Ele foi acusado de saber da falha e ser negligente, e terá que devolver as mensalidades recebidas da bolsa, além de ficar impedido de obter novos auxílios.

Balloni também foi acusado de plágio – o que teria sido reconhecido pelo próprio denunciado, segundo a Fapesp. Em consequência disso, ficou impedido de solicitar auxílio por um ano.

Vilela é acusado de falsa autoria de artigos incluídos na plataforma Lattes, do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Por isso, também perdeu financiamentos e está impedido de pedir verbas à Fapesp por três anos.

Airoldi foi denunciado por utilizar imagens fraudadas em 11 artigos em que foi coautor. Por seis meses ficará impedido de solicitar investimentos à fundação. O pesquisador já havia respondido a processo pelos mesmos estudos na própria Unicamp, que recomendou a aplicação da pena de 45 dias de suspensão ao docente.

O G1 procurou todos os autores. Flávio Vilela, Javier Amadeo e Antonio José Balloni retornaram, por e-mail. Flávio Vilela disse que “foi julgado de maneira unilateral pela Fapesp” e que sua defesa será feita no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. “O processo será agora decidido por um juiz de direito e não mais pela Fapesp”, explicou Vilela.

Javier Amadeo afirmou que reconheceu o erro sobre a citação do livro, mas acrescentou que não houve má fé na utilização das referências. “Isso, na minha visão, diferencia o erro da má conduta científica. Lamentavelmente essa não é a interpretação da Fapesp. Tentei recorrer do processo, mas a Fapesp não aceitou o recurso e, portanto, a decisão foi mantida apesar dos meus argumentos.”

Balloni afirmou que o processo de acusação de plágio é “em grande medida, injusto”.”Minha pesquisa é genuína, inovadora e inédita. Sem a menor sombra de plágio ou coisa que o valha”, afirmou. Ele diz que sua suspensão por um ano acabou em abril deste ano, e que a fundação não deveria ter mencionado seu nome em relação a algo que já prescreveu. Balloni argumenta ainda que seu processo de defesa não foi completado. “Dois últimos documentos meus não foram analisados e tive o direito de defesa cerceado”, afirma.

Segundo Balloni, o problema identificado em seu trabalho foi na parte da revisão teórica. “A pressa em submeter o plano de trabalho à Fapesp e a sobrecarga de trabalho me induziram a não fazer algumas citações adequadamente dentro das normas previstas pela ABNT. Longe de querer aproveitar-me de trabalhos alheios, prejudicar autores, roubar ideias ou causar qualquer outro mal, tudo que tenho a dizer é que foi uma lamentável desatenção de minha parte – que deve ser relevada.”

O cientista diz ainda que os textos usados na fundamentação de seu trabalho “têm similares encontrados em dezenas de outras produções acadêmicas”. “Nada que foi usado (..) para contextualizar o projeto de bolsa Fapesp era inédito nem de fundamental importância para a proposta: ao contrário, minha proposta, sim, é que é inédita”, defendeu-se.

“Um exemplo do que os analistas da Fapesp se valeram é a definição de qui-quadrado (uma ferramenta estatística criada pelo matemático britânico Karl Pearson em 1900 e que nem o autor ‘plagiado’ lembrou de citar): há no mínimo centenas de livros e artigos que trazem essa definição. Portanto, deixar de citar pode até desmerecer involuntariamente o autor do texto, mas nada de inédito, inovador, moderno há ali que venha a ser reciclado e mereça ser tachado de plágio”, argumenta. “A academia deveria olhar mais de perto a questão do que é ou não plágio”, concluiu.

Transparência nas universidades

De acordo com Luiz Henrique Lopes dos Santos, assessor da diretoria científica da Fapesp, a ideia de divulgar as más condutas e as punições é apenas um dos elementos da política de Boas Práticas Científicas. Segundo ele, o foco maior é garantir que as instituições “coloquem a integridade científica na pauta, fomentar a transparência e evitar o corporativismo”.

“Queremos gerar na sociedade a percepção de que, embora em qualquer atividade humana há gente honesta e desonesta, a Fapesp está empenhada em preservar a integridade científica”, disse Santos.

Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, a SBPC, defende a atitude da Fapesp em divulgar os nomes e os erros como forma de preservar a integridade científica.

“O que eles estão fazendo é aquilo que a gente quer e briga como sociedade civil: transparência, tudo com direito a ampla defesa [dos acusados]. Caso não fizesse isso, poderia ser acusada de acobertar”, explica.

http://g1.globo.com

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Facebook na cadeia?

O vice-presidente do Facebook chegou ao Brasil e foi preso pela Polícia Federal. O pedido de prisão preventiva de Diego Jorge Dzodanpartiu de um juiz da comarca de Lagarto, em Sergipe. A razão é “descumprimento de ordens judiciais”. De fato foram dadas ordens. De fato elas não foram cumpridas.

A justiça solicitou endereços físicos de suspeitos de tráfico, para serem usadas em uma investigação de crime organizado. Eles trocavam mensagens pelo Facebook e pelo Whatsapp.

Segundo a própria Polícia Federal, o executivo foi procurado três vezes nos últimos meses. Sem resposta do Facebook, o juiz estipulou multa diária de R$ 50 mil. Ela não foi cumprida por trinta dias. Depois a multa aumentou para um milhão de reais por dia. E nada de resposta do Facebook. E agora o executivo foi pra cadeia.

Dá vergonha? Dá. Mas é um absurdo que ilumina outros dois absurdos. Façamos do constrangimento um chamado à ação.

O poder judiciário brasileiro está cada vez mais espaçoso. As sociedades abominam o vácuo. O poder executivo abandonou o protagonismo. O legislativo escandaliza pelo toma-lá-dá-cá e se perde em picuinhas partidárias. Então juízes, promotores, delegados estão se concedendo cada vez mais poder. Um país civilizado requer leis decentes e Justiça que as garanta, mas uma nação não é delegacia, tribunal ou cadeia.

Então a primeira coisa que essa prisão de Diego inspira é a questionar essa militância do judiciário. Que frequentemente desliza para militância partidária e gana de aparecer. Vamos celebrar que nossa Justiça é melhor que nos anos que passaram, mas vamos reconhecer que falta muito para ser a instituição de que o Brasil precisa. Será que não estamos precisando de uma boa reforma no Judiciário, de Sergipe ao Supremo?

Segundo: um país precisa de leis decentes, que a Justiça garanta, e todo mundo cumpra igualmente. Não é o caso do Facebook, que é dono do WhatsApp. O aplicativo é vital na vida de mais de cem milhões de brasileiros. E mesmo assim o Whatsapp não existe como empresa no Brasil. Assim, quando há um questionamento judicial envolvendo o WhatsApp, quem é responsabilizado é o Facebook. Está certo? Está certíssimo.

Não é a primeira vez que coisa desse tipo acontece. O primeiro caso marcante foi a prisão do presidente do Google, Fábio Coelho, em 2012, por causa de ordem judicial – um juiz de Mato Grosso do Sul mandou o Google tirar do ar vídeos postados no YouTube contra um candidato a prefeito. O Google disse que não podia tirar, porque a responsabilidade sobre o conteúdo é de quem postou. Deu problema, ficou por isso mesmo.

Em dezembro de 2015, a Justiça mandou suspender o WhatsApp. A base do bloqueio é a lei do Marco Civil da Internet, que exige que serviços ofertados no país respeitem a legislação brasileira. O bloqueio ficou só 12 horas fora do ar. Pela lei, o WhatsApp deveria estar bloqueado até agora. De novo: deu problema, ficou por isso mesmo.

As empresas que atuam no Brasil têm obrigações iguais perante a justiça, sejam brasileiras ou estrangeiras. Não tem o menor cabimento a padaria da esquina ser obrigada a ter CNPJ e o WhatsApp, gigantesco, não. Os gigantes da internet frequentemente agem como donos do mundo. Mas do ponto de vista jurídico não existe “mundo”, o que existem são países. Quer fazer negócio aqui, obedeça a lei daqui. Pague impostos aqui. Cumpra as regras daqui. No momento a Apple se recusa a obedecer uma ordem judicial nos EUA. É valentia e arrogância. Nenhum cidadão está acima da lei, e nenhuma empresa, pequena ou grande. A empresa que conteste o quanto puder nos tribunais; em última instância, quem decide o que é justo tem que ser a nação, não o CEO.

Claro que não é justo ou inteligente um juiz lá nas quebradas mandar bloquear o WhatsApp ou prender quem lhe dá na telha. Também não é ilegal. Se a lei é cretina, e o juiz sem noção, bem, é o preço de fazer negócios no Brasil (ou nos EUA, ou Angola, ou no Planeta Terra). Preço alto, como sabemos todos.

Quem sabe o Facebook se toca, toma a iniciativa de regularizar a situação do WhatsApp no Brasil, e inspira outras empresas globais a fazer o mesmo? O que vale para empresinhas tupiniquins tem que valer para empresonas estrangeiras.

http://noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri

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Antivírus AVG grava a sua navegação na internet e vende a terceiros

avg

Por Bruno Garattoni

A notícia caiu como uma bomba. Os criadores do antivírus AVG, que é gratuito e usado por mais de 200 milhões de pessoas (inclusive muitas no Brasil), revelaram que ele grava os sites que você acessou, bem como as suas pesquisas no Google – e compartilha (vende) essa informação para terceiros. O monitoramento é feito de forma semianônima, ou seja, o seu nome não é fornecido junto com os dados. Mas a lista completa deles, sim – o que é bastante invasivo.

A revelação faz parte da nova política de privacidade do AVG, que começa a valer no dia 15/outubro. Ela dá a entender que os dados são coletados mesmo se você optar por não ativar o Web TuneUp (um recurso de proteção da navegação, que o AVG tem há alguns anos). Tem gente que não vê nenhum problema nisso, aceita ter a navegação gravada em troca de um software grátis.

Outros podem achar errado e incômodo – em especial porque se trata de um antivírus, que deveria zelar pela sua privacidade. Eu pretendo desinstalar o AVG e substituí-lo por outro antivírus – e sugiro que você faça o mesmo.

http://super.abril.com.br

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Como bloquear anúncios do Google Adsense

02.ABR.2014 ]

Como bloquear anúncios do adsense

Praticamente todos os sites da web mostram anúncios do AdSense, pois esse sistema do Google pode ser bastante lucrativo para o site – principalmente para o próprio Google.

O AdSense funciona de maneira muito simples: basta o site acrescentar algumas linhas de código no template das suas páginas, e os banners automaticamente aparecerão ali. Daí cada vez que o banner é clicado, o crédito que o anunciante tem com o Google diminui alguns centavos (que é o custo do anúncio) e uma pequena parte desse crédito é pago ao site.

Isso permite que o custo do anúncio com AdSense seja relativamente baixo, pois com poucos reais é possível publicar um anúncio que aparecerá em vários sites. O Google lucra com isso (pois o anunciante pagou ao Google para anunciar em sua rede), o anunciante também tem vantagens (pois ele tem a chance de vender o produto/serviço anunciado), e o site também ganha com isso (pois ele recebe uma porcentagem do que o anunciante pagou ao Google).

Quem não ganha nada é o internauta.

Antes do AdSense, um site ganhava dinheiro com campanhas de marketing de agências de publicidade (JWT, Wunderman, McCann..) ou diretamente dos anunciantes. Isso ajudava a manter a qualidade da internet, pois somente sites relevantes e com conteúdo interessante ganhavam dinheiro dessa maneira, enquanto sites ruins não tinham anúncios e nem sempre conseguiam se manter no ar.

Mas daí o AdSense chegou, e em pouco tempo a internet começou a se degradar: qualquer um pode anunciar, e qualquer site pode ganhar dinheiro com isso. A qualidade deu lugar à quantidade e ao lucro a todo custo, e hoje em dia qualquer site deplorável torna-se lucrativo com a parceria do Google, infestando a internet com conteúdo de baixo nível.

E para você receber “anúncios relevantes” em todos os sites que você visita, o AdSense te persegue inexoravelmente. Exemplo: entre no site da Porsche, e a partir daí todos os sites relacionados a carros que você visitar e tiver AdSense ali mostrará algum banner da Porsche. Entre em um site de viagens e você será perseguido na web por banners que tentam te vender passagens e descontos em HOTÉIS.

Como o Google vive de venda de banners, a “jóia da coroa” do monitoramento e falta de privacidade é o Gmail, pois todas as mensagens que você recebe e envia por ele são lidas e analisadas pelo Google para que você tenha “anúncios relevantes” em todos os sites que você visita. Mais pavoroso, impossível.

O AdSense também é de longe a melhor maneira de infectar o computador de internautas com programas vagabundos tipo “leitor gratuito de PDF”, “media player gratuito” cujos banners pipocam em todos os sites, e que na prática servem apenas para instalar malwares, adwares e programas nocivos no computador do internauta.

Obviamente o Google faz “vista grossa” para isso pois não quer deixar de lucrar com eles. Como eu sou dono de um site e fórum que utilizaram AdSense por muitos anos (você notou que não temos mais banners “tapa-buraco” do AdSense?), eu sei que é IMPOSSÍVEL bloquear esse tipo de “anúncio”: por mais que você bloqueie o anunciante ou a agência que publica o banner, todo dia aparecem novos banners e anunciantes. Eu escrevi sobre isso aqui.

Eu não sou contra o AdSense em si, afinal os banners são uma importantíssima fonte de renda para os sites, mas sou contra a impossibilidade de bloquear todos os banners que anunciam algum programa para download, o abuso deles (há sites com mais banners do que parágrafos de texto) e principalmente o constante “monitoramento dos hábitos” para entregar “anúncios relevantes” – que nada mais é do que espionar o que fazemos na web para entupir as páginas com banners chatos e repetitivos dos mesmos anunciantes.

É claro que você também tem os seus “hábitos monitorados” quando está no Google+, Facebook etc. pois simplesmente não existe privacidade na web, mesmo que você não faça login em nenhum site.

Como bloquear anúncios do AdSense

Bem, depois dessa ladainha toda, vamos ao que interessa: como bloquear anúncios do AdSense que aparecem em todos os sites?

A maneira mais simples é bloqueá-los diretamente no Windows, pois desta maneira eles jamais aparecerão independentemente de qual navegador você utiliza. Para fazer isso, siga os passos abaixo:

1. Clique com o botão da direita do mouse no Bloco de Notas > Executar como Administrador > clique em Sim

bloquear-adsense-1

2. Clique no menu Arquivo > Abrir e navegue até a pasta \Windows\System32\Drivers\etc

3. Clique na opção Todos os Arquivos à direita e aparecerão vários arquivos na janela principal:

bloquear-adsense-2

4. Dê um duplo-clique no arquivo hosts e ele será aberto:

bloquear-adsense-3

5. Depois da última linha que começa com #, adicione o texto abaixo:

127.0.0.1 *.adservices.google.com
127.0.0.1 *.adwords.google.com
127.0.0.1 *.googleads.g.doubleclick.net
127.0.0.1 *.googleadservices.com
127.0.0.1 *.google-analytics.com
127.0.0.1 *.googlesyndication.com
127.0.0.1 imageads.googleadservices.com
127.0.0.1 imageads.googleadservices.com
127.0.0.1 imageads1.googleadservices.com
127.0.0.1 imageads1.googleadservices.com
127.0.0.1 imageads2.googleadservices.com
127.0.0.1 imageads3.googleadservices.com
127.0.0.1 imageads4.googleadservices.com
127.0.0.1 imageads5.googleadservices.com
127.0.0.1 imageads6.googleadservices.com
127.0.0.1 imageads7.googleadservices.com
127.0.0.1 imageads8.googleadservices.com
127.0.0.1 imageads9.googleadservices.com
127.0.0.1 pagead.googlesyndication.com
127.0.0.1 pagead2.googlesyndication.com
127.0.0.1 partner.googleadservices.com
127.0.0.1 ssl.google-analytics.com
127.0.0.1 *.googleads.g.doubleclick.net

O arquivo ficará desta maneira:

bloquear-adsense-4

6. Clique em Arquivo > Salvar

7. Pronto! A partir de agora os banners do AdSense não aparecerão mais.

OBSERVAÇÃO 1: Bloquear anúncios do AdSense não afeta o acesso aos sites do Google como o site do próprio AdSense, Analytics, Webmaster Tools, etc. Além disso, a lista acima bloqueia APENAS banners do AdSense, não afetando banners de outros sistemas e anunciantes.

OBSERVAÇÃO 2: Se ao abrir esse arquivo hosts ele tiver uma lista imensa de sites desconhecidos, possivelmente o seu computador está infectado com vírus.

OBSERVAÇÃO 3: Como você notou, o arquivo hosts permite bloquear sites redirecionando-os para outro lugar (127.0.0.1 é o seu próprio computador) e isso pode ser muito útil para bloquear sites utilizados por vírus, worms, adwares e outros. Este site tem informações interessantes e principalmente um imenso arquivo hosts com milhares de sites bloqueados atualizado constantemente. Você pode copiá-lo e colá-lo no seu arquivo hosts.

OBSERVAÇÃO 4: Você pode bloquear qualquer site pelo arquivo hosts. Exemplo: para bloquear o Facebook, adicione as linhas abaixo:

127.0.0.1 login.facebook.com
127.0.0.1 http://www.facebook.com
127.0.0.1 blog.facebook.com
127.0.0.1 apps.facebook.com
127.0.0.1 facebook.com

OBSERVAÇÃO 5: Complementando o artigo que mostra como o Google e sites de download infectam computadores dos internautas, veja como é simples bloquear o acesso ao Baixaki seguindo o passo-a-passo acima:

127.0.0.1 baixaki.com.br
127.0.0.1 http://www.baixaki.com.br

http://www.baboo.com.br

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Governo brasileiro vai monitorar o WhatsApp e redes sociais

20.06.2013 ]

monitoramento

A Abin, Agência Brasileira de Inteligência, irá montar uma rede para monitorar a atividade em redes sociais como o Twitter, Facebook e Instagram, além do aplicativo WhatsApp, para tentar prever a organização de novas manifestações no país. De acordo com o Estadão, a criação desta rede ocorre por uma perda de comunicação do governo com supostos líderes de movimentos que organizam os protestos, que não preveu o tamanho e a localização das manifestações desta semana.

O Gabinete de Segurança Institucional e assessores da presidenta Dilma Roussef alegam que estavam focados em assuntos pertinentes à Copa do Mundo e Copa das Confederações, deixando de lado o que ocorria em outros assuntos. Esta forma de controle do que está circulando entre as pessoas pela internet é chamado de Mosaico, que hoje analista 700 temas estabelecidos pelo GSI e é responsável por alertar o Planalto sobre qualquer movimentação que pode colocar em risco algo do Brasil.

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Além disso, o Mosaico irá levantar a possível presença de partidos políticos nos grupos, o tamanho total dos protestos e também se há financiamento e de onde está vindo. Aparentemente esta observação pelo Mosaico é apenas passiva, ou seja, não vai interferir diretamente na internet que circula no país em smartphones, tablets e computadores.

Grande parte dos usuários do Twitter, Facebook e Instagram já deixam suas contas abertas, onde qualquer um pode olhar sem qualquer dificuldade. Além disso, as manifestações são organizadas com eventos públicos no Facebook. Isso significa que não há necessidade de um grande aparato intrusivo para descobrir quando e como será a próxima manifestação.

Porém, mesmo assim, é bom manter certo ceticismo sobre qualquer possibilidade de observação do que acontece na internet, a partir do governo de qualquer país – principalmente quando o mundo está de boca aberta com o tal programa PRISM, lá nos Estados Unidos.

http://www.tudocelular.com

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Filme revela pressão do poder e encerra mito da imprensa livre

03.11.2014 ]

Filme revela pressão do poder e encerra mito da imprensa livre

Há muito mais verdades sobre o jornalismo norte-americano no filme Kill the Messenger, que descortina o que se passa na grande mídia, a partir da campanha nacional de difamação contra o trabalho do jornalista investigativo Gary Webb do que no filme All the President’s Men, uma celebração ao trabalho dos repórteres que cobriram o escândalo Watergate.

Os meios de comunicação apoiam cegamente a ideologia do capitalismo corporativo.

Louvam e promovem o mito da democracia estadunidense. Deste modo são suprimidas liberdades civis da maioria e o dinheiro substitui o voto. Os meios de comunicação prestam deferência aos líderes de Wall Street e de Washington não importa o quanto os seus crimes possam ser perversos. De modo servil, os meios de comunicação veneram os militares e a aplicação de leis em nome do patriotismo.

Os meios de comunicação selecionam especialistas e peritos, quase sempre indicados e sugeridos a partir dos centros de poder, para interpretar a realidade e explicar a política. Em geral divulgam press releases oficiais redigidos pelas corporações para preencher o seu noticiário. E para distrair os leitores, recheiam os furos de notícias com fofocas da vida de celebridades,com notícias triviais ou esportivas e com futilidades.

O papel da grande mídia é promover o entretenimento ou se fazer de papagaios repetindo a propaganda oficial para as massas. As corporações, que contratam jornalistas dispostos a serem cortesãos e são proprietárias da imprensa, alugam profissionais para serem benevolentes com as elites e, em contrapartida, os promovem a celebridades. Estes jornalistas cortesãos, que ganham milhares de dólares, são convidados a frequentarem a intimidade dos círculos do poder. Como diz John Ralston Saul, romancista canadense, são hedonistas do poder.

Quando Webb publicou, em 1996, uma série de reportagens no jornal San José Mercury News denunciando a Agência Central de Inteligência (CIA) como cúmplice no contrabando de toneladas de cocaína a ser vendida nos Estados Unidos para financiar a sua operação na luta dos contra da Nicaragua, a mídia se voltou contra ele que passou a ser visto como se fosse um leproso. Ao longo do tempo e das várias gerações de jornalistas, é longa a lista de profissionais leprosos que vai de Ida B. Wells a I.F. Stone e a Julian Assange.

Os ataques contra Webb foram renovados agora, em jornais como o The Washington Post, assim que o filme estreiou, há uma semana, em Nova Iorque. Estes ataques são como uma autojustificativa. Uma tentativa da grande mídia de mascarar a sua colaboração com as elites do poder. A grande mídia, assim como todo o establishment liberal, pretende apresentar o verniz de quem, destemidamente, busca a verdade e a justiça. Mas para sustentar este mito precisa destruir a credibilidade de jornalistas como Webb e Assange que procuram jogar uma luz no trabalho sinistro e criminoso do império que é mais preocupado com (esconder) a verdade do que com a notícia.

Os maiores jornais do país, inclusive o The New York Times, escreveu que a história levantada por Webb apresentava “provas escassas”. Funcionaram como cães de guarda para a CIA. Em 1996, assim que a denúncia surgiu, The Washington Post dedicou imediatamente duas páginas inteiras para atacar a argumentação e as provas de Webb.

O Los Angeles Times publicou três artigos enlameando a reputação de Webb e procurando destruir a credibilidade da sua história. Foi um repugnante, deplorável, vergonhoso capítulo do jornalismo norte-americano. Não foi o único. Alexander Cockburn e Jeffrey St. Clair, em um artigo publicado em 2004, How the press and the CIA killed Gary Webb’s career (Como a imprensa e a CIA mataram a carreira de Webb) detalharam a dinâmica da campanha nacional de difamação.

O jornal de Webb, depois de publicar um mea culpa sobre a série de matérias publicadas, demitiu-o. Webb nunca mais conseguiu trabalho como jornalista. Ele expôs a CIA como um bando de marginais contrabandeando armas e traficando drogas. E expôs os meios de comunicação, que dependem de fontes oficiais para a maioria de suas notícias e, portanto, são reféns de tais fontes, como servas covardes de poder.

É de conhecimento público, em parte devido a uma investigação do Senado conduzida pelo senador John Kerry, que Webb estava certo. Mas a verdade nunca foi assunto para aqueles que denunciaram o jornalista. Webb tinha cruzado a linha. E ele pagou por isto. Desorientado e apavorado com o risco de perder a sua casa oficialmente diz-se que cometeu suicídio em2004. Há quem diga que a CIA o matou.

O filme Kill the Messenger (O mensageiro) é dirigido por Michael Cuesta e estreia no Brasil no próximo dia 11 de dezembro. O ator Jeremy Renner (de Guerra ao terror) faz o papel de Gary Webb, o jornalista que sofreu implacável campanha nacional de difamação depois de publicar a cumplicidade da CIA no contrabando de cocaína para financiar os contra da Nicarágua. Antes, Brad Pitt e Tom Cruise foram sondados para o papel assim como Spike Lee foi convidado para dirigir a produção.

Sobre o filme, o economista Paul Krugman escreveu, em coluna recente, com o tema da redução de impostos e a propaganda ideológica que substituiu o jornalismo. Ele reforça a percepção de que a grande mídia hoje faz política; não jornalismo – ao contrário do fervor de suas recentes juras oficiais.

Abaixo, Krugman:

“… dizer aos eleitores, com frequência e bem alto, que o fato de sobrecarregar os ricos e ajudar os pobres provocará um desastre econômico, enquanto que reduzir os impostos dos “criadores de emprego” nos trará prosperidade a todos. Há uma razão por que a fé conservadora na magia das reduções de impostos se mantém, por mais que essas profecias não se cumpram (…): há um setor, magnificamente financiado, de fundações e organizações de meios de comunicação que se dedica a promover e preservar essa fé. Há mais verdade sobre jornalismo americano no filme Kill the Messenger, que narra o descrédito da mídia mainstream do trabalho do jornalista investigativo Gary Webb, do que há no filme Todos os Homens do Presidente, que celebra as façanhas dos jornalistas que descobriram o escândalo
Watergate.”

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