Antivírus AVG grava a sua navegação na internet e vende a terceiros

avg

Por Bruno Garattoni

A notícia caiu como uma bomba. Os criadores do antivírus AVG, que é gratuito e usado por mais de 200 milhões de pessoas (inclusive muitas no Brasil), revelaram que ele grava os sites que você acessou, bem como as suas pesquisas no Google – e compartilha (vende) essa informação para terceiros. O monitoramento é feito de forma semianônima, ou seja, o seu nome não é fornecido junto com os dados. Mas a lista completa deles, sim – o que é bastante invasivo.

A revelação faz parte da nova política de privacidade do AVG, que começa a valer no dia 15/outubro. Ela dá a entender que os dados são coletados mesmo se você optar por não ativar o Web TuneUp (um recurso de proteção da navegação, que o AVG tem há alguns anos). Tem gente que não vê nenhum problema nisso, aceita ter a navegação gravada em troca de um software grátis.

Outros podem achar errado e incômodo – em especial porque se trata de um antivírus, que deveria zelar pela sua privacidade. Eu pretendo desinstalar o AVG e substituí-lo por outro antivírus – e sugiro que você faça o mesmo.

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Mídias sociais podem induzir preconceitos e distorções nas pesquisas científicas

12.12.2014 ]

RedesSociais

Sites de relacionamentos

Os sites de relacionamento tornaram-se a Meca dos psicólogos e cientistas sociais, que passaram a ver as chamadas mídias sociais, ou sites de relacionamentos, como um meio rápido e barato de estudar o comportamento humano.

Contudo, essa prática está repleta de preconceitos e distorções, alerta uma equipe das universidades McGill (Canadá) e Carnegie Mellon (EUA).

Nos últimos anos, um número crescente de estudos científicos tem reivindicado a capacidade de prever tudo, de sucessos de bilheteria no cinema a flutuações no mercado de ações, anunciando “descobertas” sobre o comportamento humano online e offline.

Mas as evidências de falhas em muitos desses estudos destacam a necessidade de que os cientistas sejam cautelosos devido a uma série de armadilhas que surgem quando se trabalha com grandes conjuntos de dados de mídia social.

Esses resultados errados podem ter enormes implicações: milhares de trabalhos de pesquisa a cada ano agora são baseados em dados recolhidos nos sites de relacionamento. “Muitos desses artigos científicos são usados para dar suporte e justificar decisões e investimentos entre o público, a indústria e o governo”, alerta o professor Derek Ruths, membro da equipe.

Em um artigo publicado na revista Science, a equipe destaca várias questões envolvendo a utilização desses dados de mídia social – juntamente com algumas estratégias para enfrentá-los.

Extratos de população

Para começar, os pesquisadores alertam que os dados disponibilizados pelos sites de relacionamento nem sempre fornecem uma representação precisa dos dados globais da plataforma – e os pesquisadores estão geralmente no escuro sobre quando e como os provedores de mídia social filtram seus fluxos de dados.

Além disso, o próprio projeto de cada plataforma de mídia social pode ditar a forma como os usuários se comportam e, portanto, criar desvios em qualquer medição de comportamento.

Por exemplo, apontam eles, no Facebook a ausência de um botão “Não Gostei” faz com que as respostas negativas ao conteúdo sejam muito mais difíceis de detectar do que as respostas positivas, que dispõem do botão “Curtir”.

Além disso, cada site de relacionamento atrai usuários diferentes. O Pinterest, por exemplo, é dominado por mulheres com idades entre 25 e 34 anos. O Instagram tem apelo especial entre adultos com idades entre 18 e 29 anos, principalmente mulheres, pessoas de renda mais baixa e etnias definidas como latinos e afro-americanos, – enquanto o Pinterest é dominado por usuários entre 25 e 34 anos com renda média acima de US$100.0000.

Contudo, os cientistas raramente corrigem seus dados para eliminar a distorção que essas populações podem produzir nos resultados.

Consciência científica

Exemplificando os desvios, a equipe destaca que esforços para inferir a orientação política dos usuários do Twitter mal atingiram uma precisão de 65% para usuários típicos – embora “estudos científicos” com dados da plataforma, com foco em usuários politicamente ativos, reivindiquem 90% de precisão.

Além disso, um grande número de geradores de spam e softwares automatizados, que se disfarçam de usuários normais nos sites de relacionamento, são erroneamente incorporados em muitas medições e previsões do comportamento humano.

“O traço comum em todas estas questões é a necessidade de que os cientistas sejam mais conscientes de o que estão realmente analisando ao trabalhar com dados de mídias sociais”, resume o professor Ruths.

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A Terceira Revolução Industrial

04.02.2014 ]

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By Gustavo Canto

Como a Internet, Energia Verde e Impressão 3-D estão inaugurando
uma era sustentável de Capitalismo Distribuído
(tradução livre a partir do original em inglês em ZeitNews.org)

As grandes revoluções econômicas da História ocorrem quando novas tecnologias de comunicação convergem com novos sistemas de energia. Uma revolução energética torna possível um intercâmbio comercial mais expansivo e integrado. A revolução nas comunicações, que a acompanha, permite gerenciar essas novas e complexas atividades comerciais, tornadas possíveis pelos novos fluxos de energia.

Atualmente, as tecnologias da Internet e das fontes de energia renováveis estão começando a convergir para criar uma nova infra-estrutura para uma Terceira Revolução Industrial (TRI) que irá mudar a forma como o poder se distribui no século 21. Na era que se aproxima, centenas de milhões de pessoas produzirão sua própria energia renovável em suas casas, escritórios e fábricas e compartilharão energia verde entre si em uma “Internet Energética”, da mesma forma que hoje nós geramos e compartilhamos informação on-line. A formação de um sistema de energia renovável, carregado a partir de casas e edifícios, parcialmente armazenado na forma de hidrogênio, distribuído através de uma rede de energia verde, e conectado a sistemas de transporte de emissão zero, abre as portas para a Terceira Revolução Industrial.

Enquanto a economia da TRI possibilita que milhões de pessoas produzam sua própria informação virtual e energia, uma nova revolução digital da manufatura levanta agora a possibilidade de produção própria de bens duráveis. Nessa nova era, qualquer um pode vir a ser seu próprio fabricante de bens, da mesma forma que terá seu próprio site e será sua própria companhia de energia. O processo chama-se Impressão 3-D; e ainda que soe como ficção científica, já está no ar e promete mudar completamente a forma como pensamos a produção industrial.

Pense em apertar o botão de imprimir em seu computador e enviar um arquivo digital a uma impressora jato-de-tinta, exceto que, com uma impressão 3-D, a máquina gera um produto tridimensional. Utilizando recursos de CAD, o software orienta a impressora a gerar sucessivas camadas do objeto com o uso de plásticos, pós ou metais para materializar as formas. A impressora 3-D pode produzir múltiplas cópias exatamente como uma máquina fotocopiadora. Todo tipo de bens, de jóias a celulares, peças de automóvel ou de aviões, próteses médicas e baterias estão sendo impressas no que está sendo chamado de “manufatura aditiva”, a qual distingue-se da “manufatura subtrativa”, que envolve corte e partição dos materiais para montá-los.

Empreendedores 3-D são particularmente otimistas sobre a manufatura aditiva, pois o processo requer tão somente 10% da matéria prima usada na manufatura tradicional e usa menos energia que uma fábrica convencional, reduzindo assim drasticamente os custos.

Da mesma forma que a Internet reduziu radicalmente custos de geração e disseminação de informações, dando origem a novos negócios como Google e Facebook, a manufatura aditiva tem o potencial de reduzir drasticamente os custos de produção de bens duráveis, tornando os custos suficientemente baixos para encorajar centenas de milhares de miniprodutores – empresas de pequeno e médio porte – a desafiar e potencialmente superar os gigantes da indústria que estavam no centro das economias da Primeira e Segunda Revoluções Industriais.

Companhias start-up já estão entrando no mercado de impressão 3-D com nomes como Within Technologies, Digital Forming, Shape Ways, Rapid Quality Manufacturing, Stratasys, Bespoke Innovations, 3D Systems, MakerBot Industries, Freedom of Creation, LGM e Contour Crafting, e estão determinadas a reinventar a própria idéia de manufatura na terceira era industrial.

A energia poupada a cada etapa do processo de manufatura digital, desde a redução na quantidade de material utilizado até o menor dispêndio de energia na fabricação do produto, se aplicada através de toda economia global, leva a um ganho de qualidade em eficiência energética além de qualquer coisa imaginável na primeira e segunda revoluções industriais. Quando a energia usada para alimentar o processo de produção é renovável e ainda gerada on-site, o impacto total dessa revolução torna-se fortemente notável. Considerando que aproximadamente 84% dos ganhos de produtividade na produção industrial e na indústria de serviços são atribuídos a ganhos de eficiência termodinâmica – apenas 14% dos ganhos de produtividade são resultado de capital investido em força de trabalho – nós começamos a captar o significado do enorme ganho de produtividade que acompanhará a Terceira Revolução Industrial e o que isso significará para a sociedade.

A democratização da produção está sendo acompanhada pela queda dos custos de marketing. A Internet transformou o marketing de uma despesa significativa em um custo negligenciável, permitindo que start-ups e empresas de pequeno e médio porte comercializem seus produtos e serviços em sites, como o Etsy, que estendem-se através do espaço virtual e possibilitam competir e mesmo superar muitas das gigantes empresariais do século 21.

À medida que a nova tecnologia 3-D se propaga, a fabricação de produtos personalizados just-in-time e on-site também reduzirá os custos logísticos, com a possibilidade de grande economia de energia. O custo de transporte de produtos irá despencar nas próximas décadas devido a uma crescente lista de produtos que serão produzidos localmente em milhares de microfábricas e transportados regionalmente por caminhões abastecidos por energia verde e hidrogênio gerado on-site.

A escala horizontalizada da Terceira Revolução Industrial faz pequenas e médias empresas florescerem. Ainda assim, companhias globais não desaparecerão. Em vez disso, elas irão cada vez mais se metamorfosear de produtores primários e distribuidores em agregadores. Na nova era da economia, seu papel será de coordenar e gerenciar as múltiplas redes que movem o comércio e negócios através da cadeia produtiva.

O rápido declínio nos custos das transações provocado pela Terceira Revolução Industrial está conduzindo à democratização da informação, energia, produção, marketing e logística, e ao prenúncio de uma nova era de capitalismo distribuído que é como mudar a própria maneira com que pensamos a vida econômica no século 21.

Para um olhar mais detalhado sobre como a impressão 3-D na Terceira Revolução Industrial irá transformar a economia global, leia o material de Jeremy Rifkin no zeitnews.org.

Jeremy Rifkin é autor do best seller “The Third Industrial Revolution, How Lateral Power is Transforming Energy, the Economy, and the World”. É consultor da União Européia e de chefes de Estado ao redor do mundo. É instrutor senior no Wharton School’s Executive Education Program na Universidade da Pennsylvania e presidente da Foundation on Economic Trends, em Washington.

http://blog.movimentozeitgeist.com.br

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Facebook deixa você triste? Depende de como você o usa

17.06.2014 ]

caras-de-cão

Não têm faltado pesquisas científicas sobre o Facebook, algumas concluindo que ele faz bem, outras afirmando que as redes sociais tornam as pessoas menos felizes e até alertas de que o Facebook está criando uma geração de “auto-assessores” de imagem.

Quem será que está certo nessa multiplicidade de conclusões, algumas diametralmente opostas? Afinal, como as redes sociais realmente afetam o humor e as emoções das pessoas?

A equipe do Dr. Ethan Kross, da Universidade de Michigan (EUA) acredita ter encontrado a explicação para interpretações tão diversas sobre o uso do Facebook.

Segundo as novas conclusões, os efeitos que o uso do Facebook induzem sobre as pessoas dependem da forma como cada uma usa a rede social.

Por exemplo, ficar apenas lendo o que acontece nas “vidas idealizadas” de outras pessoas pode tornar a própria realidade dolorosa, gerando tristeza.

Formas de usar o Facebook

Em 2013, a mesma equipe concluíra que o Facebook torna as pessoas mais tristes depois de analisar o comportamento dos usuários cinco vezes por dia, durante 2 semanas.

Mas os resultados não deram nenhuma pista sobre o que exatamente gera esse efeito negativo.

Agora, em vez de apenas estudar o bem-estar das pessoas e seu uso do Facebook ao longo do tempo, os pesquisadores realizaram uma “intervenção”, com os voluntários indo várias vezes ao laboratório e utilizando as suas contas pessoais de maneiras específicas.

Afinal, a interação pelas redes sociais consiste em um conjunto diverso de atividades, como olhar fotos, “gostar” dos perfis dos outros ou interagir diretamente com os amigos através de mensagens e comentários.

Uso ativo e passivo do Facebook

Os resultados sugerem que o uso do Facebook não gera nenhum efeito sobre o bem-estar das pessoas quando elas usam o site “ativamente”.

Quando postam atualizações de status, compartilham conteúdo e trocam mensagens com os outros, o estado de espírito das pessoas permanece o mesmo ao longo do dia.

Mas quando as pessoas usam o Facebook “passivamente”, apenas navegando por fotografias de momentos felizes de outras pessoas, lendo as conversas dessas pessoas, isso tem um efeito danoso sobre suas emoções.

“Usar o Facebook em si não é ruim para o bem-estar, mas ‘peruar’ pelo seu conteúdo é,” concluiu Kross.

A possível razão para isso, sugerida pela equipe, é que as pessoas publicam versões idealizadas de si mesmas no Facebook.

Quando outros navegam por essas “vidas idealizadas”, e as comparam com a sua própria vida no mundo real, isso gera emoções negativas, deixando as pessoas tristes e deprimidas.

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O Twitter realmente molda a opinião pública?

21.03.2014 ]

Como exatamente o Twitter, com seus 241 milhões de usuários, tuitando 500 milhões de mensagens por dia, moldam a opinião pública?

Ou, antes, será que essa enxurrada de mensagens realmente molda a opinião pública, ou representa mais uma espécie de pesquisa de opinião quase instantânea?

Estas questões foram abordadas por um grupo de pesquisadores chineses, que investigaram como as opiniões evoluem no Twitter.

Estabilização rápida

Depois de analisar 6 milhões de mensagens tuitadas ao longo de um período de seis meses, os pesquisadores verificaram que os pontos de vista dominantes e majoritários no Twitter emergem muito rapidamente.

E, uma vez estabilizados, eles dificilmente vão mudar.

A opinião pública expressa no Twitter frequentemente evolui rapidamente e nivela em um estado ordenado no qual uma opinião permanece dominante.

O Twitter realmente molda a opinião pública

Este “consenso” é impulsionado pelos endossos de grupos cada vez maiores, com uma opinião alcançando hegemonia.

Se é um efeito “pesquisa de opinião” ou “maria vai com as outras”, os pesquisadores chineses não conseguiram ainda elucidar.

Mas o trabalho também revelou que, mesmo quando as opiniões dominantes emergem, elas não atingem o consenso total.

Na verdade, quando os usuários do Twitter que detêm posições minoritárias são confrontados com a oposição esmagadora, eles ainda assim não se mostram susceptíveis a alterar as suas opiniões.

Efeito manada

Fei Xiong e Liu Yun, da Universidade Jiaotong, em Pequim, afirmam que essas constatações podem moldar a forma como candidatos políticos executam suas campanhas de mídia social ou influenciar a forma como as empresas comercializam os seus produtos e serviços.

Como os níveis de opinião pública nivelam e evoluem para um estado ordenado em um curto espaço de tempo, as pequenas vantagens de uma opinião nos estágios iniciais podem se transformar em uma vantagem maior durante a disseminação da mensagem, disse Xiong.

Se perder o bonde, então não haverá jeito: “Uma vez que a opinião pública se estabiliza, é difícil mudá-la,” acrescentou ele.

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É o Facebook do futuro, e ele nem mesmo precisa de você

06.03.2013 ]

reputation_look-286x300No começo, tratava-se de organizar e vender dados e conteúdo gerado pelos usuários, mas agora parece que “eles” nem mesmo precisam de você.

E se houvesse uma empresa que vasculhasse a web e mapeasse suas conexões, mostrando a quantos “graus de separação” você se encontra de outros participantes importantes da sua indústria? E dos tomadores de decisão? E dos políticos?

Diferentemente do Facebook e do Linkedin, ela não requer que você se cadastre ou forneça qualquer tipo de informação – todos os seus dados já estão disponíveis na rede.

E, se você quiser ver suas conexões, só precisará pagar US$3.000 por ano.

Você poderá digitar o nome de qualquer figurão da indústria, e o motor de busca vai procurar por pessoas que você conhece e que também conhecem o figurão, mapeando as conexões secundárias ou terciárias.

Ele então lhe dirá como você está conectado, talvez através de amigos ou fóruns ou organizações, e até mesmo o grau de qualidade das conexões (forte, médio ou fraco).

Não, isso não é um exercício de futurologia.

Esse projeto já é realidade, segundo um artigo publicado no New York Times pelo jornalista Andrew Ross Sorkin.

Parece que esta é outra tecnologia que logo estará em jogo no que ele chama de “economia da reputação”.

Neil Goldman é o fundador do start-up Relationship Science (ciência do relacionamento), que (por enquanto) está se concentrando em mapear a elite corporativa dos Estados Unidos.

“Vivemos em uma economia de serviços… construir relacionamentos é a parte mais importante para vender e crescer,” comenta ele no artigo do NYT.

No entanto, há limites, reconhece Goldman. Embora a tecnologia forneça o mapa, você ainda precisará da “arte” de construir relacionamentos.

A forma como essa tecnologia fornece um mapa das ligações das redes sociais – as reais – tem a ver com as ideias sociológicas clássicas sobre redes, ideias que são cada vez mais importantes de se articular na educação para o empreendedorismo.

Além das noções amplamente divulgadas dos seis graus de separação, o sociólogo Mark Granovetter cunhou a frase já clássica “a força dos laços fracos”.

Ele se refere ao valor oriundo do acesso e das conexões com grupos de pessoas muito diferentes.

Estes laços, embora fracos ou casuais, são indispensáveis para os empreendedores na identificação de oportunidades, reunindo conhecimento em múltiplas indústrias ou múltiplos níveis de uma organização, criando e reconhecendo tendências de mercado e, eventualmente, posicionando você mesmo como um intermediário entre esses grupos tão diversos.

O mercado dirá se as pessoas concordam com isso, o que poderá ser auferido pelo sucesso ou fracasso do Relationship Science.

De acordo com Sir Tim Berners-Lee, o armazenamento de dados desse tipo é o equivalente digital da dinamite.

Embora inicialmente possa parecer novidade criar medidas de reputação e de pedi-las a candidatos a emprego, os dados que podem ser acumulados – por uma série de interessados – coloca a economia da reputação no centro de questões como a identidade, privacidade, segurança e, em última análise, a liberdade (de mudar).

Esteja alerta, e possivelmente alarmado, com o que será necessário para ser bem-sucedido na (digital e historicamente arquivada) economia da reputação.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

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Conheça a Red October, rede de ciberespionagem que passou cinco anos sem ser descoberta

15 jan, 2013 ]

Por – Eric Limer

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Há várias armas cibernéticas por aí, como o Stuxnet, o Flame e mais um bando. Agora, a Kaspersky anunciou a descoberta de uma operação de ciberespionagem chamda de “Red October”, que é tão ameaçadora quanto as já citadas. Mas ela não parece ser patrocinada por um país. É um trabalho freelance, e bem profissional.

Apesar de só ter sido descoberta recentemente, a Red October está trabalhando por baixo dos panos há um bom tempo. De acordo com os nomes de domínio e vários detalhes escavados do código executável, ela está por aí desde 2007, se não antes. E o que ela faz? Coleta grandes quantidades de informações qualificadas, retiradas de alvos importantes por todo o mundo — incluindo os EUA, mas a maioria deles no Leste Europeu e na Ásia Central.

A Red October infecta seus alvos por meio de vulnerabilidades no Word e no Excel. Uma vez invadidos, os dispositivos se conectam a servidores de comando e recebem pacotes customizados de malware, assinados com códigos de vinte dígitos específicos para cada vítima. A partir daí, coletam dados de instituições governamentais, embaixadas, empresas de pesquisa, instalações militares e fornecedoras de energia, incluindo nuclear. Em meia década, a Red October foi capaz de se aprofundar em locais estratégicos usando seu estoque sempre crescente de credenciais e logins furtados para inteligentemente driblar a segurança.

Parte do motivo de ser tão perigosa está no fato de que ela não apenas infecta, rouba e faz keylogging em computadores. O malware também tem a capacidade de entrar em celulares (iOS, Windows Mobile e Nokia) quando eles se conectam às máquinas infectadas e copiar contatos, ligações, mensagens e histórico de navegação. Ele também pode varrer equipamentos de rede e discos removíveis, copiar bancos de dados de e-mail do Outlook e outros servidores POP/IMAP e mesmo pegar arquivos deletados de pendrives usando seu próprio mecanismo de recuperação. A Red October não está aqui para brincadeira.

Se está claro como funciona, ainda não se sabe quem está por trás de tudo isso. De acordo com a Kaspersky, os golpes tiveram origem provavelmente na China, e gírias e termos russos em algumas partes do código indicam que os operadores falam russo. Ou eles querem que pensemos isso e a rede é muito mais longa e profunda. A maioria dos servidores de controle e comando e domínios podem ser localizados na Rússia e na Alemanha, mas uma cadeia de proxies pode muito bem estar mascarando o QG real da operação. E, mesmo tendo tamanho e complexidade dignos de operações bancadas por governos, não há dados que os liguem a eles de alguma forma. A Red October é uma colecionadora solitária, sentada sozinha numa cibersala, rodeada de pilhas de informações confidenciais.

Da mesma forma, a intenção da rede de espionagem ainda é desconhecida. Não há evidências que sugiram a participação de estados ou governos, mas é muita informação agrupada para ser só isso. As infecções são mais proeminentes na Rússia (35), mas Afeganistão (10), Irã (7), EUA (6) e até mesmo a Suíça (5) também estão no mapa. Mas não há como dizer o que foi feito com as informações. Elas podem ter sido vendidas de alguma forma dissimulada ou estão apenas guardadas, esperando o momento certo para… alguma coisa.

Não é difícil imaginar um homem sentado atrás de uma mesa enorme, sua face oculta nas sombras, batucando com os dedos na mesa e rindo sozinho de maneira sinistra, observando seu próprio estoque de informações secretas crescer diante de seus olhos enquanto ele pensa no que fazer com tudo aquilo. E talvez isto não esteja tão distante da verdade. Não parece ser coisa de governos, e sim de um agente solo, tão competente quanto os grandalhões.

http://www.gizmodo.com.br/conheca-a-red-october-rede-de-ciberespionagem-que-passou-cinco-anos-sem-ser-descoberta/

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