Quando amantes se tocam, mulher sente menos dor

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Toque que cura dor

Futuros papais, tomem nota disso: vocês podem ser mais úteis na sala de parto do que se dão conta.

Este é um dos recados que podem ser tirados de um estudo que constatou que, quando um parceiro empático segura a mão de uma mulher com dor, os corações e as taxas respiratórias dos dois se sincronizam e a mulher passa a sentir menos dor.

“Quanto mais empático for o parceiro – quanto mais significativo for o relacionamento – mais forte é o efeito analgésico e maior a sincronização entre os dois quando eles se tocam,” explica o professor Pavel Goldstein, da Universidade da Califórnia em Boulder (EUA).

Sincronização interpessoal

O estudo, realizado com 22 casais, é o mais recente em um crescente corpo de pesquisa sobre a “sincronização interpessoal”, o fenômeno em que os indivíduos começam a refletir fisiologicamente as pessoas com quem estão.

Por exemplo, você já deve ter observado que as pessoas inconscientemente sincronizam os passos com a pessoa ao lado de quem estão andando. E pesquisas já mostraram que as pessoas também ajustam sua postura para espelhar os amigos durante a conversa e que os corações dos amantes se sincronizam.

Mas ninguém havia ido tão longe, explorando a sincronização interpessoal no contexto da dor e do toque.

Goldstein e seus colegas afirmam que seu estudo pode ajudar no crescente esforço em busca de opções de alívio da dor sem o uso dos problemáticos opioides, que podem causar dependência e estão gerando um número cada vez maior de mortes por sobredosagem.

E pode também ajudar a aliviar as dores do parto – contanto, é claro, que os pais se aguentem na sala sem desmaiar.

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Sabedoria do Silêncio Interno do TAO

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Pense no que vai dizer antes de abrir a boca. Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair uma palavra, deixa sair uma parte do seu Chi (energia). Assim, aprenderá a desenvolver a arte de falar sem perder energia.

Nunca faça promessas que não possa cumprir. Não se queixe, nem utilize palavras que projetem imagens negativas, porque se reproduzirá ao seu redor tudo o que tenha fabricado com as suas palavras carregadas de Chi.

Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor não dizer nada. Aprenda a ser como um espelho: observe e reflicta a energia. O Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque aceita, sem condições, os nossos pensamentos, emoções, palavras e acções, e envia-nos o reflexo da nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas.

Se se identifica com o êxito, terá êxito. Se se identifica com o fracasso, terá fracasso. Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo da nossa conversa interna. Aprenda a ser como o universo, escutando e reflectindo a energia sem emoções densas e sem preconceitos.

Porque, sendo como um espelho, com o poder mental tranquilo e em silêncio, sem lhe dar oportunidade de se impor com as suas opiniões pessoais, e evitando reacções emocionais excessivas, tem oportunidade de uma comunicação sincera e fluída.

Não se dê demasiada importância, e seja humilde, pois quanto mais se mostra superior, inteligente e prepotente, mais se torna prisioneiro da sua própria imagem e vive num mundo de tensão e ilusões. Seja discreto, preserve a sua vida íntima. Desta forma libertar-se-á da opinião dos outros e terá uma vida tranquila e benevolente invisível, misteriosa, indefinível, insondável como o TAO.

Não entre em competição com os demais, a terra que nos nutre dá-nos o necessário. Ajude o próximo a perceber as suas próprias virtudes e qualidades, a brilhar. O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos. Tenha confiança em si mesmo. Preserve a sua paz interior, evitando entrar na provação e nas trapaças dos outros. Não se comprometa facilmente, agindo de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação.

Tenha um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta e só então tome uma decisão. Assim desenvolverá a confiança em si mesmo e a Sabedoria. Se realmente há algo que não sabe, ou para que não tenha resposta, aceite o fato. Não saber é muito incómodo para o ego, porque ele gosta de saber tudo, ter sempre razão e dar a sua opinião muito pessoal. Mas, na realidade, o ego nada sabe, simplesmente faz acreditar que sabe.

Evite julgar ou criticar. O TAO é imparcial nos seus juízos: não critica ninguém, tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade. Cada vez que julga alguém, a única coisa que faz é expressar a sua opinião pessoal, e isso é uma perda de energia, é puro ruído. Julgar é uma maneira de esconder as nossas próprias fraquezas.

O Sábio tolera tudo sem dizer uma palavra. Tudo o que o incomoda nos outros é uma projecção do que não venceu em si mesmo. Deixe que cada um resolva os seus problemas e concentre a sua energia na sua própria vida. Ocupe-se de si mesmo, não se defenda. Quando tenta defender-se, está a dar demasiada importância às palavras dos outros, a dar mais força à agressão deles.

Se aceita não se defender, mostra que as opiniões dos demais não o afectam, que são simplesmente opiniões, e que não necessita de os convencer para ser feliz. O seu silêncio interno torna-o impassível. Faça uso regular do silêncio para educar o seu ego, que tem o mau costume de falar o tempo todo.

Pratique a arte de não falar. Tome algumas horas para se abster de falar. Este é um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do TAO ilimitado, em vez de tentar explicar o que é o TAO. Progressivamente desenvolverá a arte de falar sem falar, e a sua verdadeira natureza interna substituirá a sua personalidade artificial, deixando aparecer a luz do seu coração e o poder da sabedoria do silêncio.

Graças a essa força, atrairá para si tudo o que necessita para a sua própria realização e completa libertação. Porém, tem que ter cuidado para que o ego não se infiltre… O Poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio. Se o ego se impõe e abusa desse Poder, este converter-se-á num veneno, que o envenenará rapidamente.

Fique em silêncio, cultive o seu próprio poder interno. Respeite a vida de tudo o que existe no mundo. Não force, manipule ou controle o próximo. Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que têm a capacidade de ser. Por outras palavras, viva seguindo a via sagrada do TAO.

(Texto Taoísta)

http://www.pensarcontemporaneo.com/tao-sabedoria-silencio-interno/

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Sabedoria das Multidões: popularidade pode vencer ignorância das massas

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Sabedoria das massas

Sabedoria de multidão: este é o termo que os sociólogos dão para o resultado de fenômenos de massa, como as eleições ou as votações online, onde as respostas geralmente são consideradas melhores do que as melhores respostas de qualquer participante individual.

A teoria era que a sabedoria de multidão emerge porque esses processos agregam múltiplas perspectivas sobre o problema em questão – mas isso era antes da internet.

Ignorância das massas

Contudo, os processos mais recentes, contando com uma facilidade de proliferação de informações sem precedentes na história da humanidade, têm mostrado que os métodos democráticos tradicionais tendem a favorecer a informação mais popular, e não necessariamente a mais correta.

Com isso, a “ignorância das massas” pode sobrepujar uma parcela mais experiente da população, detentora de informações especializadas e mais abalizadas sobre um tópico, fazendo com que uma resposta errada torne-se a mais aceita e, portanto, a vencedora.

Para tentar dar mais peso a informações corretas, que podem não ser amplamente conhecidas, pesquisadores da Universidade de Princeton e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA) desenvolveram o que eles chamam de um “algoritmo do surpreendentemente popular”.

A técnica se baseia em perguntar às pessoas duas coisas sobre a questão que estiver em pauta: “Qual você acha que é a resposta correta?”, e “Qual você acha que será a resposta da maioria?”

Eu não sei, mas a maioria sabe

Surpreendentemente, a resposta correta é aquela que as pessoas preveem que será a mais popular, relatam os pesquisadores.

De acordo com eles, essa técnica poderia aperfeiçoar os processos baseados na sabedoria das multidões, que são usados não apenas em eleições, mas também em previsões políticas e econômicas, em pesquisas realizadas por institutos especializados, bem como muitas outras atividades coletivas, desde a avaliação de objetos de arte até a classificação de propostas de pesquisa científica para ver qual receberá financiamento.

Na média de todos os tópicos, o algoritmo “surpreendentemente popular” reduziu os erros em 21,3% em comparação com a votação por maioria simples, e em 24,2% em comparação com uma ponderação em relação aos “votos confiáveis”, nos quais as pessoas expressam a confiança que têm na resposta que estão dando.

Em questões mais prosaicas, como perguntas envolvendo os nomes das capitais dos estados, onde há muitas cidades que são maiores e mais conhecidas do que a capital verdadeira, o método reduziu as decisões incorretas em 48% em comparação com a maioria dos votos.

Adeus democracia?

A grande questão que emerge prontamente é se um algoritmo como esse não estaria jogando fora a democracia e passando as decisões para as mãos dos “especialistas”.

Os pesquisadores afirmam que não, que o seu método ainda é democrático porque não há expectativa de quem teria informações especializadas, já que todos são consultados igualmente, sendo o seu fundamento o de que há uma informação “mais correta” que precisa ser adequadamente garimpada para que o resultado do processo seja o melhor possível.

“O método é elitista no sentido de que ele tenta identificar aquelas pessoas que possuem conhecimento especializado. No entanto, ele é democrático no sentido de que potencialmente qualquer pessoa poderia ser identificada como um especialista. O método não olha para o currículo ou os graus acadêmicos de ninguém,” defende o pesquisador Sebastian Seung, um dos autores da técnica.

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Quando o povo se organiza, sem líderes

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Os protestos dos estudantes de São Paulo fizeram o governo voltar atrás e derrubaram o secretário de educação. Sem lideranças nem estrutura organizacional, conseguiram seu objetivo. Como isso foi possível? Uma nova ciência explica. Veja nesta reportagem de 2013, feita à luz dos protestos históricos de junho daquele ano.

Por Alexandre Versignassi

Um líder de punhos cerrados, discurso inflamado, berrando para uma multidão. Essa era a imagem definidora de qualquer movimento popular. Agora não: “Os protestos parecem sem liderança, fora de controle – um enxame de pequenas causas sem nenhum princípio organizacional”, escreveu o americano Steven Johnson, um escritor especializado em movimentos sociais. Sim, a essa altura você sabe disso de cor e salteado. O que você talvez não saiba é que Johnson não está falando aqui sobre os protestos do Brasil. Nem sobre os da Turquia, o Occupy Wall Street ou a Primavera Árabe. Ele escreveu isso há 14 anos. Em 1999, a Organização Mundial de Comércio estava organizando uma série de conferências em Seattle. E as pessoas foram para a rua protestar contra a OMC, sem que houvesse líderes ou partidos políticos por trás da coisa. Nem uma causa propriamente dita. “Eram pequenos grupos de afinidade representando causas específicas – anarquistas, ambientalistas, sindicatos”. A única coisa que unia esses grupos era a ideia de que o comércio global criava mais problemas do que soluções. A ver: para os sindicatos, as multinacionais tiravam empregos dos EUA ao transferir fábricas para outros países, a fim de gastar menos com salários. Para os ambientalistas, elas poluíam. Motivações bem diferentes. Igual o que está acontecendo agora.

Quem tomou praticamente todas as grandes cidades do Brasil não tinha uma cartilha unificada de reivindicações. Mas, braços dados ou não, os manifestantes eram todos iguais no que realmente contava: tinham ido para a rua a fim de serem vistos e ouvidos. E, mais importante, não estavam seguindo ordens de líderes. Era cada um por si e a multidão por todos.

Essa é a grande novidade por trás de tudo o que está acontecendo agora. Pela primeira vez, os figurantes são os protagonistas dos movimentos sociais. Não há líderes. Nem ideologias predominantes. Tudo isso é tão recente que quem explica o fenômeno é uma ciência nova, que mal saiu das fraldas. Uma ciência multidisciplinar que começou não com um físico, um matemático ou um biólogo. Mas com um humorista.

Um humorista húngaro: Frigyes Karinthy. Frigyes era um escritor de contos engraçados, da década de 1920, e que hoje seria diagnosticado com Transtorno de Déficit de Atenção (sempre esquecia dos compromissos e tinha problemas sérios com prazos). Mas até que era produtivo: em seu 46º livro, uma coleção de 52 contos, tinha um particularmente original. Chamava Correntes, e dizia o seguinte: “Para mostrar que as pessoas de hoje estão mais próximas do que nunca umas das outras, um dos caras da turma sugeriu um teste. Apostou que qualquer um dos 1,5 bilhão de habitantes da Terra [era 1929] estava ligado a ele por uma distância de, no máximo, cinco indivíduos”.

Então o personagem imagina um operário da Ford e tenta ver qual é a conexão entre ele próprio, um sujeito de Budapeste, e o trabalhador braçal de Detroit, a meio mundo dali: “Esse operário conhece o diretor da fábrica dele. É um fato. Esse diretor provavelmente conhece o Henry Ford. O Ford é amigo do presidente da Hearst, a editora de jornais. E o presidente da Hearst, no ano passado, conheceu o Árpad Pásztor, que é muito amigo meu!”. Pronto: cinco “graus de separação” entre o personagem do café em Budapeste e o operário da Ford.

Esse é o primeiro registro escrito daquilo que você provavelmente conhece como “seis graus de separação”. E você conhece como “seis graus”, e não “cinco”, por causa de um psicólogo de Harvard, Stanley Milgram.

Milgram era filho de húngaros. E os livros humorísticos de Frigyes eram tão populares na Hungria do começo do século 20 quanto os vídeos do Porta dos Fundos são no Brasil do século 21. Talvez Milgram tenha ouvido sobre o conto em algum almoço de domingo quando era pequeno. Talvez a ideia dos “graus de separação” já fosse conhecida na Hungria antes do livro – os jogos mentais, afinal, são para o húngaros mais ou menos o que o samba é para nós: uma questão de identidade nacional (tanto que eles inventaram o cubo mágico…).

De um jeito ou de outro, a ideia chegou até Milgram. E em 1967 ele fez um experimento para testar quantos “graus de separação” haveria entre duas pessoas que não se conhecem. Assim: mandou para 160 pessoas pelo correio a foto de um amigo dele, que era corretor da bolsa em Boston. Essas 160 pessoas viviam em Omaha, Nebraska – que fica a 1.500 quilômetros da capital do Massachusetts. Junto com a foto, ia o nome e o endereço do tal corretor mais as instruções do teste: quem recebesse a carta e conhecesse pessoalmente o sujeito deveria mandar a carta para ele.

Quem não reconhecesse o amigo de Milgram (na prática, todo mundo), deveria mandar a carta para algum amigo que talvez soubesse quem fosse o cara – um conhecido de Boston, por exemplo. O senso comum diz que um teste desses só podia dar em água. Os colegas de Milgram também. Mas em questão de dias chegou a primeira carta para o corretor, vinda de alguém que ele realmente conhecia. A correspondência tinha passado só por dois intermediários. Ou seja: alguém de Omaha que recebeu a carta conhecia alguém que conhecida alguém que conhecia o cara de Boston. E chegaram mais cartas. E mais cartas… No final, 42 das 160 alcançaram o amigo de Milgram por essa via. E o número médio de graus de separação foi de 5,5. Basicamente o que Frigyes tinha imaginado. Uau.

Milgram arredondou o número para seis. E a coisa entrou para o folclore moderno como “seis graus de separação”. O psicólogo de Harvard, diga-se, nunca usou a expressão “graus de separação”. Esse foi o título de uma peça da Broadway dos anos 90, inspirada pelo estudo de Harvard. A peça, depois, inspirou uma piada. Em 1994, um grupo de estudantes mandou uma carta para o programa de TV do comediante americano Jon Stewart dizendo que “qualquer pessoa no mundo está a no máximo seis graus de separação de Kevin Bacon”. É que Bacon teria feito tantos filmes que fatalmente trabalhou com muita gente. Então qualquer um conheceria alguém que conhece alguém (…) que trabalhou com ele. A piada era ok, mas cientificamente imprecisa: a conclusão de Milgram lá atrás era que a regra valia para qualquer pessoa, claro; não só para o ator de Footloose. Mas foi desse jeito, ilustrada pelo ator da segunda divisão de Hollywood, que o meme ganhou o mundo. O mais importante ali, porém, era outra coisa: a ideia dos seis graus de separação mostrava que os seres humanos, de alguma forma, estão conectados em rede.

Foi o que um matemático da Universidade Cornell percebeu quando ouviu sobre os “graus de separação”, numa conversa casual com o pai, no final dos anos 90 – não por coincidência, bem quando o meme Kevin Bacon estava se espalhando. Duncan imaginou que o conceito por trás dos seis graus de separação poderia trazer a chave para um mistério que ele tentava decifrar havia anos: a sincronicidade entre insetos.

O assunto é mais legal do que parece, você vai ver.

Para entender de que tipo de “sincronicidade” estamos falando aqui, pense num aplauso de multidão no meio de um show. Não num aplauso formal, que as pessoas dão por educação quando a música termina, mas num espontâneo mesmo, tipo os que acontecem de vez em quando no meio da música. É praticamente impossível saber onde a coisa começou. O que a multidão percebe é que, de uma hora para outra, está todo mundo aplaudindo.

Isso acontece com alguns vaga-lumes também. Uma espécie do sudeste da Ásia tem um ritual indiscernível de mágica: grupos de milhões de vaga-lumes machos se reúnem em volta das árvores e, de uma hora para a outra, começam a acender e apagar seus rabos exatamente ao mesmo tempo, numa sincronia perfeita. O enxame vira uma luz pulsante, visível a quilômetros de distância. Um flashmob artrópode.

Eles fazem isso para avisar as fêmeas que estão ali (e com a corda toda!). A piscada em uníssono funciona como um letreiro luminoso, que avisa onde é a balada do acasalamento.

A natureza está cheia de exemplos parecidos: as sardinhas tentam enganar os predadores formando cardumes tão densos e sincronizados que, para um tubarão desavisado, a coisa parece mais uma baleia. Até o canto dos grupos de grilos parece seguir as ordens de um maestro. A natureza é terrivelmente sincronizada.

E, quando Duncan Watts ouviu do pai a história dos seis graus, percebeu que ela podia ser útil para explicar tudo isso. Ele sabia que a única coisa que um vagalume ou uma sardinha tem noção na vida é o comportamento dos outros vaga-lumes e sardinhas imediatamente ao redor dele. “Se o meu vizinho acender o rabo, vou ligar o meu”, pensaria o vaga-lume, se tivesse um cérebro capaz disso. Ele não pensa, claro, só imita por instinto.

(Plantão Darwin: os vaga-lumes que nasceram com esse instinto se reproduziram mais do que os vaga-lumes comuns, já que atraíam mais fêmeas com seu show de luzes involuntário; e uma hora os insetos sincronizados tinham deixado tantos descendentes a mais que viraram a população dominante por lá. Essa é a explicação evolutiva).

Mas o que importa é o seguinte: Watts passou a entender que os vaga-lumes de uma ponta do enxame estavam a “poucos graus de separação” dos da outra ponta, a milhões de indivíduos de distância. Para um matemático isso faz toda a diferença: mostra que os vaga-lumes funcionam em rede.

Numa rede, de computadores, por exemplo, cada uma das máquinas está indiretamente conectada a todas as outras máquinas do mundo. Isso fica bem visível nas redes de torrents. Para quem não sabe: torrents são arquivos que as pessoas trocam pela internet – filmes, por exemplo, geralmente de forma ilegal. Se você tem um filme no computador e joga ele numa rede de torrents, todas as pessoas do planeta que derem um comando para baixar o seu filme vão se conectar à sua máquina. O nome técnico disso é rede peer-to-peer (de “par para par”). De par para par porque não existe uma central no meio do caminho. É um computador “falando” direto com o outro.

Bom, os enxames sincronizados de insetos são grandes redes peer-to-peer: a informação flui só “entre pares”. No caso dos vaga-lumes, os vizinhos imediatos. Mas, como eles estão conectados em rede, a informação de quando acender e apagar a luz flui com uma rapidez extrema pelo enxame todo. Daí a sincronicidade. Duncan demonstrou matematicamente esse tipo de fluxo (o que não é nada simples). E essa foi sua descoberta.

O matemático gostou tanto dessa história de redes que acabou deixando os insetos de lado e passou a estudar outro animal que de vez em quando forma enxames: os humanos. Nisso, acabou praticamente inaugurando um novo ramo da ciência: a chamada “nova ciência das redes”. Não podia haver época mais propícia. Com o avanço da internet, coisas que antes eram abstrações matemáticas, como “pontos de rede” e “links” já tinham entrado para o léxico popular. E um enxame de cientistas passou a estudar redes – sejam as de computador, sejam as de seres humanos.

Mas as redes humanas tinham um problema: historicamente, nunca formamos grandes “inteligências coletivas”, como os vaga-lumes, grilos e sardinhas. Sempre precisamos de líderes. Se os líderes são absolutistas, nos organizamos naquilo que os cientistas dessa nova disciplina chamam de “redes centralizadas”: ou todo mundo obedece um comando central, ou tem a cabeça cortada. Caso da Coreia do Norte, para ficar num exemplo só. O resultado dessas redes é o comportamento padronizado. E o isolamento. Quem está numa rede extremamente centralizada nem tem contato com outras formas de pensar – tanto que, se meia dúzia de norte-coreanos fugidos para o vizinho do sul resolvem abrir a boca para falar como viviam, vira livro (como o ótimo Nada a Invejar, de Barbara Demick). Em suma: eles estão conectados em rede, mas é como se cada norte-coreano estivesse ligado só ao gordinho Kim Jong-un e às insanidades que ele prega. Outro tipo de rede é a mais convencional: a que tem vários centros, e onde cada pessoa participa de mais de um. Se você é skatista e advogado, já faz parte de duas redes, a de quem anda de skate e a da OAB, cada uma com seus líderes de ocasião. Se você estuda na USP e é membro do Movimento Passe Livre (MPL), mesma coisa. A “rede de vários centros”, enfim, é basicamente a vida como a conhecemos.

Quer dizer… Não. Não é mais.

O que está acontecendo agora é o afloramento de uma nova rede: uma que une basicamente todo mundo. A internet, e, principalmente, as redes sociais, tornaram a disseminação de informação peer-to-peer, de pessoa para pessoa, tão fugaz quanto a dos vaga-lumes baladeiros. Os graus de separação entre as pessoas dentro do Facebook, algo que pode ser medido automaticamente, é de 3,75. O mundo ficou menor – se algum amigo seu vai morar no exterior, continua participando da sua vida tanto quanto antes, via Whatsapp, Face, Instagram.

Isso acelerou o mundo. Aquele meme do Kevin Bacon chegou ao Brasil três, quatro anos depois de ter aparecido na TV americana. Hoje, chegaria em 3 segundos. Uma ideia também não precisa mais “subir na hierarquia” de um sindicato ou de um partido político para chegar a todo mundo. Se ela for boa o bastante, vai alcançar milhões de mentes em questão de minutos. É por isso que hoje conseguimos formar “enxames” sem a intermediação de líderes. E os movimentos de junho são a prova empírica disso.

Havia, sim, várias reivindicações, de vários grupos. E, claro, foi o MPL quem deu o pontapé inicial. Mas o que unia as pessoas era outra coisa. “O que aconteceu no Brasil na semana de 17 de junho foi o maior enxameamento de pessoas de todos os tempos, pelo menos com a característica que teve aqui”, diz o físico Augusto de Franco, um especialista na nova ciência de redes. Por “característica”, Augusto exemplifica: “Não existia um objetivo comum, como no Egito, que era derrubar uma ditadura. O que havia era uma insatisfação geral e difusa contra o ‘sistema’. Só que para cada um o ‘sistema’ era uma coisa diferente”. Em suma: o que levou as pessoas para a rua foi essa rede nova, hiperdescentralizada, e que dissemina os seus e os meus pensamentos à velocidade da luz. Pois é. Se você saiu para protestar, contra o que quer que seja, parabéns. Você participou não só de um momento ímpar na história do País. Foi protagonista do começo de um novo capítulo da história da humanidade. O capítulo que está sendo escrito agora. Na rua.

Para Saber Mais

Linked – A Nova Ciência das Redes
Albert-Laszlo Barabasi, Fronteira do Conhecimento, 2009

O Seis Graus de Seperação
Duncan Watts, Leopard, 2009

http://super.abril.com.br

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Cientistas desvendam profecia maia do ‘fim do mundo em 2012’

01 de dezembro, 2011 ]

Alberto Nájar

Arqueólogos de diversos países se reuniram no Estado de Chiapas, uma área repleta de ruínas maias no sul do México, para discutir a teoria apocalíptica de que essa antiga civilização previra o fim do mundo em 2012.

A teoria, amplamente conhecida no país e contada aos visitantes tanto no México como na Guatemala, Belize e outras áreas onde os maias também se estabeleceram, teve sua origem no monumento nº 6 do sítio arqueológico de Tortuguero e em um ladrilho com hieróglifos localizado em Comalcalco, ambos centros cerimoniais em Tabasco, no sudeste do país.

Notícias relacionadas

O primeiro faz alusão a um evento místico que ocorreria no dia 21 de dezembro de 2012, durante o solstício do inverno, quando Bahlam Ajaw, um antigo governante do lugar, se encontra com Bolon Yokte´, um dos deuses que, na mitologia maia, participaram do início da era atual.

Até então, as mensagens gravadas em “estelas” – monumentos líticos, feitos em um único bloco de pedra, contendo inscrições sobre a história e a mitologia maias – eram interpretadas como uma profecia maia sobre o fim do mundo.

Entretanto, segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah), uma revisão das estelas pré-hispânicas indica que, na verdade, nessa data de dezembro do ano que vem os maias esperavam simplesmente o regresso de Bolon Yokte´.

“(Os maias) nunca disseram que haveria uma grande tragédia ou o fim do mundo em 2012”, disse à BBC o pesquisador Rodrigo Liendo, do Instituto de Pesquisas Antropológicas da Universidade Autônoma do México (Unam).

“Essa visão apocalíptica é algo que nos caracteriza, ocidentais. Não é uma filosofia dos maias.”

Novas interpretações

Durante o encontro realizado em Palenque, que abriga uma das mais impressionantes ruínas maias de toda a região, o pesquisador Sven Gronemeyer, da Universidade australiana de Trobe, e sua colega Bárbara Macleod fizeram uma nova interpretação do 6º monumento de Tortuguero.

Para eles, os hieróglifos inscritos na estela se referem à culminação dos 13 baktunes, os ciclos com que os maias mediam o tempo. Cada um deles era composto por 400 anos.

“A medição do tempo dos maias era muito completa”, explica Gronemeyer. “Eles faziam referência a eventos no futuro e no passado, e há datas que são projetadas para centenas, milhares de anos no futuro”, afirma.

Para a jornalista Laura Castellanos, autora do livro 2012, Las Profecias del Fin del Mundo, o sucesso da teoria apocalíptica junto à cultura ocidental se deve a uma “onda milenarista” que, segundo ela, “antecipa catástrofes ou outros acontecimentos cada vez que se completam dez séculos”.

Para Castellanos, esse tipo de efeméride é reforçada por uma “crise ideológica, religiosa e social”.

Ela observa que as profecias sobre 2012 não têm somente uma “vertente catastrófica”, mas também uma linha que “prognostica o despertar da consciência e o renascimento de uma nova humanidade, mais equitativa”.

Crença no final

A asséptica explicação científica e histórica vai de encontro à crença popular no México, um país onde há quem procure adquirir os conhecimentos necessários para sobreviver com seu próprio cultivo de alimentos em caso de uma catástrofe mundial.

Muitos dos que vivem fora procuram regressar ao país porque sentem que precisam estar em casa em 2012, e há empresas que oferecem espaço em bunkeres subterrâneos, com todas as comodidades.

Afinal, o possível fim do mundo também é negócio. O próprio governo mexicano lançou uma campanha para promover o turismo no sudeste do país, onde estão localizados os sítios arqueológicos maias.

Muitos governos dos Estados onde existem ruínas da antiga civilização maia já estão registrando aumento na chegada de turistas.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/12/111201_maias_fimdomundo_pu.shtml

Veja também:

Fiéis tentam compreender ausência de ‘fim do mundo’

Pastor diz agora que outubro é apenas o início do fim do mundo

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Duas pessoas podem cooperar intuitivamente sem comunicação

29.11.2010
Cooperação intuitiva

Duas pessoas podem aprender a cooperar uma com a outra de forma intuitiva – sem comunicação e sem qualquer intenção consciente de cooperar.

Mas o processo divide os grupos formados por três ou mais pessoas. Em grupos maiores, a comunicação explícita é necessária para coordenar as ações.

O estudo, realizado na Universidade de Leicester, no Reino Unido, procurava explicar os mecanismos da cooperação intuitiva, quando duas pessoas aprendem a cooperar, mesmo sem saber que estão interagindo uma com a outra.

Aprendizagem intuitiva

Os pesquisadores fizeram uma série de experimentos de laboratório com grupos de vários tamanhos e desenvolveram um modelo matemático do processo de aprendizagem intuitiva.

Os participantes tinham ganhos ou perdas financeiras depois de pressionar um de dois botões em um computador, sem saber que o resultado não dependia de sua própria escolha, mas da escolha feita por seu vizinho.

Aconteceu, que depois de muitas repetições do jogo, os ganhos gradualmente ultrapassaram as perdas em grupos de dois, mas não em grupos de três pessoas ou mais.

Somente a dois

“Aqui está um exemplo simples que mostra a ideia básica: Todas as manhãs, Alf escolhe se quer dar passas ou palitos de queijo para seu filho lanchar na escola. Do mesmo modo, Beth escolhe entre pipoca ou amendoim para o lanche da filha. As crianças são amigas e sempre partilham suas refeições na escola, embora seus pais não saibam disso.

“O filho de Alf é alérgico a amendoim e fica doente se comer qualquer amendoim de sua amiga; a filha de Beth é alérgica a queijo e adoece se comer um só palito de queijo do lanche do amigo.

“O resultado é que, embora a escolha do lanche feita por cada pai não tenha nenhum efeito sobre o bem-estar da própria criança, em cada caso uma opção deixa a criança do outro bem e seu pai feliz, enquanto a outra opção deixa o filho do outro mal e seu pai infeliz.

“As escolhas de Alf e Beth governam os destinos uns dos outros e, no jogo da vida, enquanto duas pessoas podem ‘desenvolver uma compreensão’ ou trabalhar intuitivamente juntos, este cenário é facilmente distorcido quando uma terceira pessoa é envolvida. Sem um planejamento eficaz e regras estabelecidas, mesmo a melhor das relações de trabalho entre duas pessoas se desfaz se um terceiro é envolvido.

“Os casais ou duplas de sócios nos negócios podem ser capazes de usar esse tipo de cooperação intuitiva até certo ponto, mas os grupos maiores precisam de uma comunicação explícita e de planejamento. Mecanismos precisam ser postos em prática para facilitar o processo. A cooperação intuitiva é realmente um caso de uma companhia a dois, onde três se transforma em uma multidão,” explicou o Dr. Andrew Colman, que coordenou a pesquisa.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=cooperacao-intuitiva-sem-comunicacao&id=5986&nl=sit

Equipes demonstram inteligência coletiva

04.10.2010
Soma maior do que as partes

Quando o assunto é a inteligência, o todo pode de fato ser maior do que a soma das partes.

Um novo estudo documentou a existência de uma inteligência coletiva entre equipes de pessoas colaborativas. O trabalho foi realizado por cientistas do MIT e da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, e publicado na revista Science.

O trabalho mostra que a inteligência registrada na equipe vai além das habilidades cognitivas dos membros individuais do grupo.

Mais ainda, o estudo mostrou que a tendência para a cooperação tem uma estreita relação com o número de mulheres presentes na equipe.

Inteligência coletiva

Os testes para mensurar a inteligência individual são bem conhecidos e usados há décadas.

O que os cientistas fizeram agora foi aplicar a grupos de pessoas o princípio de que a capacidade de desempenhar bem determinadas tarefas cognitivas é um indicador mensurável da inteligência – neste caso, da inteligência coletiva do grupo.

Eles descobriram que os grupos que apresentam uma adequada dinâmica interna saem-se bem em uma ampla variedade de tarefas, uma descoberta com aplicações potenciais nas empresas e outras organizações.

“Nós testamos a hipótese de que os grupos, como os indivíduos, têm uma habilidade consistente para executar diferentes tipos de tarefas,” diz Anita Williams Woolley, coordenadora do estudo.

A hipótese foi confirmada. Os testes mostraram a existência da inteligência coletiva, uma espécie de medida de eficácia, capaz de prever o desempenho do grupo em muitas situações.

Sensibilidade social

A inteligência coletiva se fundamenta, acreditam os pesquisadores, em quão bem o grupo trabalha em conjunto. Por exemplo, grupos cujos membros apresentam altos níveis de “sensibilidade social” são coletivamente mais inteligentes.

“A sensibilidade social tem a ver com quão bem os membros do grupo percebem as emoções dos outros,” diz Christopher Chabris, coautor do estudo. “Também, nos grupos em que uma pessoa dominou, o grupo foi menos coletivamente inteligente do que os grupos onde as conversações foram mais distribuídas.”

E equipes que tinham mais mulheres demonstraram mais sensibilidade social e, em decorrência, maior inteligência coletiva em comparação com grupos que tinham poucas mulheres.

O efeito pode ser explicado pela maior sensibilidade social que as mulheres apresentam, em média, superior à dos homens. Assim, embora a inteligência individual não sirva para predizer a inteligência coletiva, a sensibilidade social individual serve a esse objetivo, mostrando que ela é um dos elementos determinantes da inteligência coletiva.

Melhorando equipes

Além disso, os cientistas descobriram que o desempenho dos grupos não está ligado às habilidades individuais dos seus membros. Por exemplo, a inteligência média e máxima dos membros não consegue prever a inteligência coletiva da equipe.

Os cientistas acreditam que os resultados terão grande impacto prático para as organizações. “Imagine se você puder aplicar um teste de uma hora de duração a uma equipe de gerentes ou de desenvolvimento de produtos que possa prever como esse grupo irá responder aos problemas que poderão surgir,” avalia Thomas Malone, coautor do trabalho.

“Eu acredito que é possível melhorar a inteligência coletiva de um grupo mudando seus membros, ensinando-os melhores formas de interação ou dando-lhes melhores ferramentas eletrônicas de colaboração,” conclui ele.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=inteligencia-coletiva&id=5806&nl=sit