Um yogue no terreiro

Sri Sevananda Swami visita a Umbanda.

Por Edmundo Pellizari

O grande mestre Sri Sevananda, monge, yogue, químico, filósofo, iniciado em várias correntes esotéricas do Oriente e do Ocidente, fundador da avançada Sarva Yoga e alma iluminada, percorreu centenas de quilômetros em um trailer no Brasil.

Tudo começou em julho de 1952, quando o mestre visitou inúmeras cidades e vilarejos, sempre levando a boa palavra e o carinho de um coração sem fronteiras.

No seu interessante livro “Yo que caminé por el mundo”, impresso na Argentina em 1953 (em segunda e esgotada edição), ele descreve suas inúmeras aventuras e as atividades das principais sociedades, fraternidades e ordens espiritualistas e iniciáticas.

Num interessante capítulo intitulado “Umbanda!”, ele conta sua  experiência em alguns terreiros da Umbanda brasileira.

A palavra deste Guru é inestimável, sobretudo hoje em dia, onde a inquisição religiosa, filha da ignorância e da violência, volta a atacar os agrupamentos umbandistas. Aqui traduzo e transcrevo algumas observações do mestre:

– “Em outra reunião…, estavam várias pessoas, quando cheguei com um discípulo que me rogou para assistir e dar minha opinião. Estava falando, por um médium, porém de forma completamente natural e consciente…, um caboclo.

O ensinamento que dava era interessante, a linguagem pitoresca, bem ao nível dos ouvintes, e muitas analogias usadas denotavam extremo engenho e grande capacidade de manejar as aplicações do ensinamento. Sentado em meu canto, esperava algo especial, intuído. Entre os presentes eu não era conhecido, e ninguém podia julgar, por minha aparência, meu modo de ser ou pensar.

Chegando até mim, o caboclo me saudou em sua linguagem típica, me observou com largueza, levantando-se então de um modo altivo, quase hierático e com tom, pronúncia e linguagem totalmente diferentes…, me disse que iria virar a casaca e passou a comentar minhas atividades de modo notável por vários motivos:

1) Falava manejando o simbolismo astrológico, cabalístico, mágico e místico, com mui notável cabedal de conhecimento e precisão de expressão.

2) Colocava em destaque, de forma muito discreta, porém com alusões claras, todas as minhas atividades visíveis e ocultas, assim como me deu a solução de alguns assuntos que me preocupavam e a indicação futura de acontecimentos, que se cumpriram depois ao pé da letra”.

E o grande Guru ainda acrescenta:

“Considero, pois, um dever, dizer o seguinte para a orientação de meus discípulos e do leitor em geral: O movimento de Umbanda é com toda evidência uma nova operação de comando do Invisível, que vendo no Brasil a grande influência africana…, acharam que se fazia necessário para todo um setor da população, algo mais mágico, mais animado e menos religioso que o espiritismo…”.

E Sri Sevananda Swami termina de modo magistral:

“Recomendamos, isto sim, olhar sempre com atenção o que fazem seus adeptos, pois existe muito que aprender…”.

O Swami não era espírita e nem entusiasta do espiritismo. Ele não conhecia a Umbanda ou as tradições afro-brasileiras.

Porém, como mestre verdadeiro que era, além de um homem de mente aberta, tranquila e profundamente lúcida, deu mostras de autêntica tolerância, diálogo inter-religioso e amor incondicional.  Atitude muito diversa de certos pastores, ministros religiosos e leigos atuais.

Com certeza, estas pessoas também perseguiriam este querido mestre, difamando sua fé, apedrejando seu trailer, interrompendo suas palestras e aulas de yoga!

Triste sinal dos tempos.

Que Sri Sevananda Swami, agora mergulhado nos doces braços de Zambi, nos ajude a levantar bem alto o estandarte da paz e da justiça.

OM E SARAVÁ!

Alexandre Cumino

“Umbanda é Religião, portanto só pode fazer o BEM!” – Alexandre Cumino

Fonte: Jornal de Umbanda Sagrada – Outuubro de 2008.

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Na ausência de polinizador, planta se autofecunda após cinco gerações

Mimulus Guttatus

A queda no número de espécies de polinizadores, como pássaros e abelhas, devido a doenças, mudanças climáticas e urbanização levou pesquisadores a perguntar o que aconteceria no processo reprodutivo de plantas que dependem desses animais.

Sarah Bodbyl-Roels, da Universidade do Kansas, estuda a Mimulus (Mimulus guttatus), pequena flor amarela que cresce em córregos na América do Norte. A transição de planta que necessita de polinizadores para planta que não precisa já foi demonstrada em várias espécies, disse a pesquisadora na conferência “Evolution 2020”, em Portland, Oregon (EUA). Mas esse tipo de transição evolutiva não foi observada “em ação”, disse ela, que apresentou um estudo mostrando esse processo.

Sarah Bodbyl-Roels

Bodbyl-Roels dividiu 12 mil Mimulus em quatro grupos. Dois desses grupos foram plantados em um campo aberto, os outros dois foram plantados em uma estufa onde ficaram isolados de seu polinizador natural, abelhas do gênero Bombus. A pesquisadora deixou as plantas crescerem por cinco gerações sem serem perturbadas.

Diferentes das flores naturais, as flores que foram forçadas a se autofecundar apresentavam flores fechadas e menores, nas quais os órgãos sexuais masculinos e femininos mostravam-se mais próximos entre si, disse Bodbyl-Roels na conferência.

Mais importante, quando ela avaliou quantas sementes as flores autofecundadas produziram – uma medida da sua habilidade de reprodução e sobrevivência – ela descobriu que, embora a produção tenha caído nas três primeiras gerações, ela voltou a crescer. Ao chegar à quinta geração, a produção de sementes estava no mesmo nível das flores que não se autofecundavam.

Bodbyl-Roels identificou duas regiões de DNA que estão ligadas a essas mudanças físicas e disse que encontrou evidência de que a diversidade genética foi reduzida nos autofecundadores. Segundo ela, o fenômeno deve ocorrer também em outras espécies.

Jeffrey Karron

A boa notícia é que algumas flores parecem ser capazes de se recuperar, pelo menos no curto prazo, quando seus polinizadores naturais desaparecem. No entanto, Jeffrey Karron, da Universidade de Wisconsin-Milwaukee adverte que, no ambiente natural, plantas que se autofecundam e vivem ao lado de Mimulus podem acabar tomando conta da área durante a primeira queda em produção de sementes.

Bodbyl-Roel lembra que, no longo prazo, autofecundação reduz a diversidade genética, gerando plantas que são menos capazes de lidar com mudanças ambientais.

http://www.folha.uol.com.br

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Uma língua que não escolhe cor nem raça

A idéia base da criação da língua internacional foi lançada pelo médico oftalmologista polonês L. L. Zamenhof. E chegou ao conhecimento público em 1887, com seu primeiro livro sob o pseudônimo Dr. Esperanto (aquele que espera). Na seqüência ela foi denominada Esperanto e não foi criada para substituir as demais línguas do mundo. O esperanto veio com um firme objetivo: a neutralidade.

Isto é, o idioma pode ser falado por cidadãos de qualquer país, independentemente de ideologia ou cultura. A intenção é facilitar a comunicação entre os povos.

Para a maioria das pessoas que estudam esperanto, a língua é muito fácil. Os radicais são, em sua maior parte, de origem latina, “cerca de 60%”, de acordo com Emilio Cid, da Associação Mundial de Esperanto. E quem a ouve, juraria que é o italiano com algumas variações, como se fosse um dialeto.

Mas não se trata de uma simples mistura de todas as línguas. O esperanto tem regras claras e regulares. Para exemplificar, o plural das palavras é bem regular (termina em j, que se pronuncia como i em foi): livro/livros = libro/libroj. Todas as palavras são paroxítonas.

Acredita-se que o esperanto, com 3 milhões de falantes em mais de 100 países, encontra-se no grupo das 120 línguas mais faladas. Em todo o mundo há representação em 115 países.

No Brasil, existe a Liga Brasileira de Esperanto, que fica em Brasília (DF). E, segundo Cid, há associações na maioria dos estados. Só na cidade de São Paulo atuam sete. A Baixada Santista também conta com a sua, reunindo Santos e São Vicente.

Em Santos

Em Santos, as aulas de esperanto acontecem na Estação da Cidadania com duas turmas, aos sábados, às 10 horas, e às segundas-feiras, às 19 horas. Novas matrículas somente para o próximo ano, informa Cid.

Ele garante que em um mês o aluno aprende a gramática e, em média, dá para aprender muito em um ano. “O esperanto é dez vezes mais fácil e mais rápido do que o inglês. Esperanto estas facila”, proclama ele no idioma planejado. Cid, que aprendeu alemão em um ano e meio, levou somente um mês para ficar craque no esperanto. Ele fala também francês, espanhol, inglês e português.

Mais informações nos sites http://www.esperantosantos.uni.cc; http://www.tejo.org (em esperanto) e http://www.lernu.net. O contato de Emilio Cid é (13) 3467-4702.

Um jeito nekutima de viajar…

Leila Silvino

À primeira vista pode parecer pura perda de tempo ou uma esquisitice de quem tem tempo sobrando e não faz idéia de como utilizá-lo. Mas, acredite, estudar esperanto, uma língua considerada para alguns natimorta – pela pouca divulgação -, tem lá suas vantagens, principalmente se você gosta de viajar e gastar pouco.

Criada artificialmente para facilitar a comunicação entre os povos do mundo inteiro, os estudantes da língua levam o objetivo ao pé da letra e, de uma forma até que bem facilitada. É só lançar mão do Pasporta Servo (Serviço de Passaporte).

O Pasporta Servo é uma rede de hospedagem que atualmente dispõe de 1.350 hospedeiros em mais de 85 países. Para se inscrever como hóspede é só comprar a lista, que custa cerca de E 8. Ela é atualizada anualmente e está disponível nas associações esperantistas. A partir daí a rede já pode ser utilizada.

É claro que há algumas condições. A principal delas é a chave de tudo: conhecer o esperanto é obrigatório, principalmente porque a ficha de inscrição está em esperanto e os hospedeiros falam esperanto. E estão aguardando os visitantes, ávidos para trocar informações e bater papo… em esperanto.

Há também outras condições mais contornáveis e bem compreensíveis como o direito de restringir o número de visitantes ou os dias de hospedagem e, naturalmente, um aviso antecipado de chegada.

Não é usual os hospedeiros pedirem auxílio financeiro. E, de acordo com Emílio Cid, professor de esperanto em Santos e membro do Setor de Informações da Associação Mundial de Esperanto, com sede em Roterdã, na Holanda, não adiante tentar aplicar golpe: “Se chegar (em algum país) e não falar a língua, ele (o hospedeiro) te põe pra fora”.

Mas quem é versado em esperanto tem até agradinhos extras como um bom café da manhã ou um gostoso jantar. Mas, segundo Emilio, “se você se hospedar com mais três pessoas por uma semana inteira, entenderá que alguns lhe pedirão uma pequena contribuição para as despesas”.

Fonte: Jornal A tribuna, Santos-SP, 11 de Outubro de 2009, Ano 116, N. 200.

Adaptações rápidas através de mutações não genéticas

Pseudomonas fluorescens

Os organismos asseguram a sobrevivência de suas espécies adaptando-se geneticamente ao ambiente. Mas, se as condições ambientais mudarem muito rapidamente, a extinção de uma espécie pode ser a consequência.

Uma estratégia para enfrentar esse desafio com sucesso é a geração de uma descendência variável, capaz de sobreviver em ambientes diferentes. Desse modo, mesmo que uma parte dos descendentes deixe de existir, a permanência da espécie como um todo estará garantida.

Pela primeira vez, cientistas observaram a evolução dessa estratégia em laboratório. Uma linhagem de bactérias exposta a condições ambientais que se modificavam rapidamente desenvolveu a capacidade de gerar descendência variável sem mutações adicionais. A estratégia assegurou a sobrevivência da linhagem. Os resultados ganharam a capa da nova edição da revista Nature, publicada nesta quinta-feira (5/11).

Um provérbio popular recomenda “não colocar todos os ovos em um cesto” para, em caso de algum imprevisto, não acabar sem um único. Na biologia, tal estratégia é conhecida como bet-hedging e tem como objetivo distribuir o risco de mortalidade, ampliando as chances de sobrevivência.

Mas, no curso da evolução, essa estratégia não é o modo habitual de se adaptar ao ambiente. O comum é que os portadores de mutações vantajosas prevaleçam em relação a indivíduos que não apresentam tais mutações.

No bet-hedging, uma geração produz descendentes que são geneticamente idênticos, mas que diferem na capacidade de prosperar em condições ambientais específicas. Algumas crias são adaptadas ao ambiente presente, enquanto outras preferem condições totalmente diferentes. No caso de mudanças rápidas e drásticas no ambiente, a vantagem fica com as segundas, que garantem a permanência da espécie.

A vantagem evolutiva da estratégia aumenta quanto mais imprevisível e drasticamente mudarem as condições ambientais. Tais mecanismos de aumento de riscos são usados pelas bactérias patogênicas: ao variar a superfície celular, organismos geneticamente idênticos conseguem escapar do sistema imunológico humano. Também são conhecidos exemplos de bet-hedging entre plantas e animais.

No novo estudo, um grupo de pesquisadores da Alemanha, Holanda e Nova Zelândia estudou bactérias da espécie Pseudomonas fluorescens. Devido ao seu tempo de geração curto (as células se dividem cada 52 minutos), essas bactérias são particularmente propícias para estudo evolucionário em laboratório. Além disso, o genoma relativamente pequeno desses organismos facilita a detecção de novas mutações.

Os cientistas expuseram linhagens de bactérias alternadamente a meios de cultura não sacudidos ou sacudidos. Devido a mutações benéficas no genoma, novas variantes emergiram nos dois ambientes, com vantagens para o ambiente sacudido ou para o não sacudido. Uma vez emergida, cada nova variante superava todos os outros representantes da linhagem ancestral que não sofreram mutações.

A partir da suposição de que uma variante que se diferenciou na sua aparência exterior de seu antecessor (por exemplo, com superfície lisa e não áspera) também deve ter suplantado a geração paterna, o representante mais frequente dessa nova variante foi escolhido e transferido para o outro ambiente.

As mutações que tinham vantagens nos meios sacudidos ficaram em desvantagem em ambientes não sacudidos, e vice-versa. Como consequência, novas mutações – e novas variantes – se desenvolveram para compensar essa desvantagem. Assim que as bactérias se adaptaram a um ambiente, foram forçadas a se readaptar ao outro.

As modificações constantes entre meios sacudidos e não sacudidos logo resultaram no desenvolvimento de tipos com a mesma constituição genética (genótipos), que sempre produziam duas variantes diferentes. Uma vez surgida, essa foi a estratégia de sobrevivência final para as bactérias, uma vez que todos os outros genótipos que produziram novas variantes por meio apenas da mutação não tinham possibilidade de prevalecer contra as variantes bet-hedging.

Solução evolutiva

A análise genética mostrou que ambas as variantes eram absolutamente idênticas no nível genético. Posteriormente, o genótipo bet-hedging se diferenciou por nove mutações da linhagem inicial do experimento. Além disso, a mutação final na série foi causal para bet-hedging.

“Nossos experimentos fornecem evidência de que a extensão do risco é uma estratégia muito bem-sucedida para adaptar-se rapidamente a ambientes que se modificam. Se o mesmo genótipo gerar diversas variantes ao mesmo tempo, ele poderá sobreviver a grandes modificações ambientais”, disse Christian Kost, do Instituto Max Planck de Ecologia Química, na Alemanha, um dos autores do estudo.

“A evolução rápida e repetida do bet-hedging durante o nosso estudo sugere que essa estratégia pode ter sido uma das primeiras soluções evolutivas para a vida em ambientes que se modificam constantemente”, disse Paul Rainey, do Centro de Evolução e Ecologia Molecular na Universidade Massey, na Nova Zelândia, outro autor do trabalho.

O artigo Experimental evolution of bet-hedging, de Paul Rainey e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em http://www.nature.com.

http://www.agencia.fapesp.br

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Esperanto pode virar disciplina facultativa nas escolas

Estrela_EsperantoComissão de Educação do Senado aprova projeto do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) que determina que o esperanto seja incluído na lista de disciplinas facultativas. Texto ainda precisa passar pela Câmara

Enquanto o Senado se prepara para votar a polêmica reforma eleitoral, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte da Casa aprovou na tarde desta terça-feira (15) um inusitado projeto que inclui o esperanto como disciplina facultativa no ensino médio das escolas brasileiras.

O projeto, de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), candidato a presidente da República em 2006, inclui um parágrafo no artigo 26 da Lei de Diretrizes e Bases dizendo que as aulas de esperanto são facultativas, mas que “sua oferta se torna obrigatória caso a demanda justifique”. Pelo texto, as escolas terão três anos para se adequar à lei.

1908-kl-t-zamenhof_esperantoNa justificativa do projeto, Buarque, que foi reitor da Universidade de Brasília (UnB), diz que “se a escola quer ser um agente da paz”, o ensino do esperanto “pode ser um fator importante, não só pelo idioma que oferece, como também pelo espírito de pacifismo que simboliza”. O senador cita ainda o criador do idioma, o polonês Ludwik Lejzer Zamenhof, e lembra que seu objetivo era criar uma “língua franca internacional”, mas afirma que “o sonho [de Zamenhof] certamente não se realizará pela generalização do idioma que ele criou, porque o inglês” será o veículo de integração linguística no mundo. Até que isso ocorra, prossegue a justificativa de Cristovam, “o esperanto é um instrumento de comunicação entre centenas de milhões de pessoas ao redor do mundo e muito, mais que isso, é parte de um imenso movimento pela paz”.

Na comissão, o projeto foi relatado por Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que recomendou a aprovação da lei pois “a universalização do conhecimento do esperanto pode representar um fomento à paz entre as nações”. Para Mozarildo, isso será muito significativo pois as nações também entram em conflitos de natureza cultural, “como já aconteceu na luta pela hegemonia entre o francês e o inglês e que pode em futuro próximo ocorrer entre o inglês e o mandarim”.

Gerson Camata (PMDB-ES) e Roberto Cavalcanti (PRB-PB) votaram contra o projeto. Segundo a Agência Senado, Camata disse que o projeto é “inútil”, pois quem aprender o esperanto não terá com quem praticar a nova língua. Ainda assim, o texto foi aprovado como decisão terminativa (não precisa passar pelo plenário da casa) e segue direto para a Câmara.

http://revistaepoca.globo.com

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Nós já somos todos mutantes, 03.09.2009

Mutações em humanos

Um estudo britânico e chinês sugere que cada ser humano possui pelo menos 100 mutações genéticas no DNA.

Nos últimos 70 anos, vários cientistas vêm tentando chegar a uma estimativa precisa sobre a taxa de mutação nos humanos.

Uma pesquisa recente, publicada na edição desta semana da revista científica Current Biology, conseguiu chegar a um número considerado confiável graças às novas tecnologias de sequenciamento genético.

Homem mutante

Os cientistas aplicaram a tecnologia ao estudo dos cromossomos “Y” de dois homens chineses. Os pesquisadores sabiam que os dois eram parentes distantes e partilhavam de um antepassado comum que nascera em 1805.

Ao analisar as diferenças genéticas entre os dois homens e o tamanho do genoma humano, os cientistas concluíram que as novas mutações genéticas podem chegar a 100 e 200 por pessoa.

As novas mutações podem, ocasionalmente, levar ao desenvolvimento de doenças graves, como o câncer.

Freando a evolução

Os cientistas esperam que as descobertas e as novas estimativas sobre as mutações possam abrir caminho para tratamentos que auxiliem na redução do aparecimento das mutações e que possam contribuir para um melhor entendimento sobre a evolução humana.

Em 1935, um dos fundadores da genética moderna, JBS Haldane, estudou um grupo de homens que sofriam de hemofilia – um distúrbio na coagulação do sangue.

Na época, Helmand sugeriu que cada ser humano carregava cerca de 150 mutações no DNA.

Desde as pesquisas de Helmand, diversos cientistas tentaram produzir estimativas sobre o número de novas mutações ao analisar o DNA de chimpanzés.

Somente agora, com a tecnologia disponível de sequenciamento, os cientistas puderam produzir uma estimativa mais precisa e que, coincidentemente, confirma as estimativas sugeridas por Helmand em 1935.

Como somos geneticamente

“A quantidade de dados que geramos com a pesquisa era inimaginável há alguns anos”, disse Yali Xue, do Wellcome Trust Sanger Institute, um dos autores do estudo.

“Encontrar esse pequeno número de mutações foi mais difícil do que encontrar agulha no palheiro”, afirmou o cientista.

O especialista em genética Joseph Nadeau, da Case Western Reserve University, nos Estados Unidos, afirmou que as novas mutações genéticas são fonte de uma variação hereditária, algumas podem causar doenças e distúrbios, enquanto outras determinam a natureza e o ritmo das mudanças evolutivas.

Segundo ele, “as notícias são animadoras”.

“Nós finalmente conseguimos obter estimativas confiáveis sobre as características genéticas que são urgentemente necessárias para entender quem somos nós geneticamente”, afirmou o cientista.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=nos-ja-somos-todos-mutantes&id=4507&nl=sit

Rede de Contatos – ‘Boca a boca’ divulga o esperanto

Impulsionado pela internet, é o idioma planejado mais difundido do mundo

Quando alguém menciona o esperanto, a associação imediata que muitos leigos fazem pode ser resumida no famoso verso da música “Miséria”, dos Titãs: “Ninguém sabe falar esperanto!”. Pois o tal verso não poderia estar mais errado. Muitas pessoas falam o idioma, planejado e proposto pelo médico polonês Lázaro Luís Zamenhof no final do século XIX com o objetivo de ser uma língua internacional, que facilitasse a comunicação entre povos de culturas diferentes.

A internet deu um novo impulso ao esperanto. A rede está cheia de conteúdos sobre o idioma: publicações, endereços de associações que divulgam a língua, tradutores online, informações sobre eventos relacionados ao tema e até mesmo cursos completos.

Ivan Eidt Colling, professor do curso de esperanto do Centro de Línguas e Interculturalidade (Celin) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), explica que hoje é difícil mensurar a quantia de pessoas que falam o idioma em todo o mundo. “Já vi estatísticas que apontam que a população mundial que sabe falar esperanto estaria entre 1 milhão e 10 milhões de pessoas. Em Curitiba, certa vez vi um número que informava que havia aproximadamente 200 falantes de esperanto na cidade. Hoje, eu não sei”, afirma Colling.

O professor argumenta que esse é um dado difícil de apurar, pois muita gente aprende esperanto por conta própria. “Há muitos cursos na internet e muitas pessoas aprendem o idioma sozinhas. Se você estudar alemão na internet, dificilmente vai estabelecer uma conversação satisfatória, ao menos em um primeiro momento. Já o esperanto é bem mais fácil de aprender”, justifica.

Segundo Colling, a estrutura do idioma proporciona essa facilidade. “Em primeiro lugar, o esperanto tem um alfabeto fonético. Cada letra tem um som, não varia, ao contrário do português, por exemplo. Além disso, a gramática é regular: quando você aprende a conjugar um verbo, aprende a conjugar todos. Em terceiro lugar, o esperanto tem uma flexibilidade, uma estrutura de prefixos e sufixos que permite ‘montar’ palavras”, explica.

“Por fim, faz uso de vocabulário internacional. As palavras são reconhecíveis por pessoas que falam idiomas ocidentais. No léxico do esperanto, 70% das palavras têm origem latina, 20% têm origem anglogermânica e as demais vêm de outras origens. Por outro lado, o esperanto atrai falantes de idiomas orientais porque sua estrutura tem estilo oriental, uma flexibilidade que se assemelha ao chinês, por exemplo”, afirma o professor.

Ariadne Mara Figueiró, presidente da Associação Paranaense de Esperanto, afirma que essa característica familiar e a ideia de igualdade despertam o interesse. “O esperanto é a língua-ponte. Tanto que se fala: ‘Para cada povo, uma língua. Para todos, esperanto’”, diz Ariadne, descrevendo que o contexto em que Zamenhof criou o idioma contribuiu para o caráter internacional da língua.

“Zamenhof era poliglota. Na Polônia, ele estava próximo tanto do Ocidente quanto do Oriente. Ele tinha a ideia de fazer um idioma que fosse o mais internacional possível”, explica.

A presidente relata que o senso de comunidade é grande entre os falantes de esperanto. “Muitas famílias se conhecem através do esperanto e até acontecem situações de crianças que aprendem o idioma como sua língua materna. Em todo o mundo, há muitos esperantistas que colocam a sua casa à disposição para falantes de esperanto de outros países. Então, ocorrem muitos casos de pessoas que viajam para locais cuja língua oficial desconhecem, e são recepcionadas por esperantistas”, conta Ariadne.

Fábio Galão

‘É tudo muito lógico’, diz estudante

Mônica soube do esperanto através do noivo e ficou curiosa para saber mais. Assim como ela, os estudantes de Engenharia Elétrica Tiago Andrei Adamczevski, 21 anos, e Walter Godefroid, 22, não conheciam a ampla rede de contatos alimentada por esperantistas até ingressar no curso do Celin.

Hoje, os dois colegas, que estão no nível 2 do curso, acreditam que o esperanto pode ser uma ferramenta eficiente para se comunicar com o mundo. “O idioma ajuda a ‘fazer a ponte’. Pode ser usado para viajar para fora do País, ou receber alguém, enfim, fazer contatos”, diz Walter.

Ele e Tiago apontam que a estrutura do esperanto é fácil de ser assimilada. “É tudo muito lógico. As coisas se ‘encaixam’”, explica Tiago. “Há um conjunto de regras, é só aplicá-las e elas funcionam perfeitamente. Parece coisa de engenheiro”, complementa Walter. (F.G.)

‘Ele se preocupou com o som agradável’

Quem garante que o inglês terá sempre a mesma importância?

O professor Ivan Colling afirma que há registros históricos de aproximadamente 600 idiomas planejados. Destes, o esperanto é o mais difundido. “Muitos estudiosos acreditam que o esperanto ‘vingou’ porque (Lázaro) Zamenhof não quis criar apenas um idioma. Ele se preocupou com que a língua tivesse um som agradável, adequado à poesia, ao canto. Enfim, uma língua realmente humana”, diz o professor.

Colling aponta que a cultura do esperanto cresce ano a ano. Hoje, existem milhares de mídias com conteúdos expressos no idioma: DVDs, revistas, livros, sites, tanto em traduções, quanto em produções originais na língua.

Entretanto, a proposta do esperanto de ser uma língua internacional, uma espécie de denominador comum entre os povos, é vista com certo ceticismo por muitas pessoas, que argumentam que esse papel é desempenhado pelo inglês. Teria o esperanto “fracassado”?

Colling acredita que não. Ele defende que o esperanto é um idioma novo, sem pretensões hegemônicas e que não visa substituir outros. “Como idioma, o esperanto é bastante jovem: 122 anos, para uma língua, é pouco tempo. Na história da humanidade, os idiomas que se impuseram o fizeram por meio do poder, seja econômico, político ou militar, ou os três juntos. Hoje, o inglês é hegemônico. Antes, foi o francês. Antigamente, o latim. Para quem vive a época, essa imposição parece uma solução perene. Mas quem garante que o inglês terá sempre a importância que tem hoje? É só pensar no latim: já foi o principal idioma, hoje é uma língua morta”, diz o professor.

“Se um dia o esperanto for adotado pela humanidade como a principal língua internacional, será por consenso, não por imposição”, complementa Colling.

Por não pertencer a nenhum país ou comunidade específica, o esperanto é divulgado na troca de informações, no “boca a boca”. “As pessoas que trabalham com isso são voluntárias. Não temos um governo que nos financie”, diz Colling. Ele próprio não “vive” do esperanto: é professor de Engenharia Elétrica da UFPR e voluntário no Celin. Já Ariadne Figueiró é funcionária pública. (F.G.)

Folha de Londrina (PR)
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