Dieta e envelhecimento

Drauzio Varella

Quanto mais come, menos vive o animal. O New England Journal of Medicine, a revista médica de maior circulação, trouxe uma revisão sobre aporte calórico e envelhecimento que revoluciona antigos conceitos sobre alimentação e duração da vida.

Já na década de 1930, ficou demonstrado que camundongos mantidos em regime de restrição calórica apresentavam maior longevidade e tinham menos doenças associadas ao envelhecimento. Estudos posteriores foram desenvolvidos com três grupos de ratos : o primeiro alimentado sem restrição de quantidade (ad libitum); o segundo, com redução de 30% no número de calorias ingeridas, em relação ao anterior, e o terceiro, com um corte de 60%. Morreram antes os “ad libitum”, depois os que comeram 30% menos e mais tarde, ainda, o grupo com restrição de 60%.

Se tomarmos em cada um dos grupos anteriores os 10% que viveram mais e tirarmos a média de suas idades ao morrer, verificaremos que o segundo grupo atinge idade cerca de 30% maior e o terceiro 60% maior do que o primeiro, deixando claro que a diminuição do número de calorias na dieta é proporcional à longevidade dos grupos.

Primeira conclusão: respeitados os limites da desnutrição, a expectativa máxima de vida é inversamente proporcional ao número de calorias ingeridas diariamente.

Para avaliar o papel do exercício físico na longevidade, tomemos dois grupos de ratos que ingerem exatamente o mesmo número de calorias diárias. Um grupo é colocado para fazer exercício naquelas rodas em que o ratinho anda sem sair do lugar; o outro permanece na gaiola, sedentário. No final, os ratos atletas pesam 40% menos do que os preguiçosos e atingem vida média maior. A duração máxima de vida (longevidade), no entanto, é igual para os dois grupos.

Segunda conclusão: o exercício físico aumenta a sobrevida média, mas não estende os limites da vida. O exercício pode evitar que você morra de infarto aos cinqüenta anos (o que não é pouco), mas não faz ninguém bater o recorde mundial de cento e vinte dois anos.

Existe um tipo de rato chamado C57BL-BJ que é, como muitos dos nossos leitores, geneticamente obeso. Os ratos dessa linhagem são portadores do gene ob-ob, que condiciona um comportamento metabólico que conduz à obesidade. Num experimento, dois grupos desses animais foram separados: o primeiro alimentado ad libitum e o segundo mantido com restrição calórica. No final, no grupo ad libitum, a gordura representava em média 67% do peso corpóreo; no grupo com restrição, 48% e a expectativa máxima de vida destes ratos foi 50% maior do que a dos alimentados ad libitum, como seria de esperar.

Tomemos agora este segundo grupo de ratos ob-ob com dieta restrita e 48% de gordura no corpo e comparemos com um grupo sem o gene da obesidade, submetido a uma dieta com número idêntico de calorias. Terminada a experiência, os ratos magros terão apenas 13% de gordura no corpo (contra os 48% dos portadores do gene mantidos com a mesma dieta, e 67% dos ad libitum geneticamente obesos). No entanto, a expectativa máxima de vida dos dois grupos que ingeriram o mesmo número de calorias é exatamente igual, porém maior do que a dos ad libitum.

Terceira conclusão: o número de calorias ingeridas, não o grau de adiposidade, é o fator chave em prolongar a vida. Você pode ser gordo ou magro, não vem ao caso, é o número de calorias diárias que interessa para a longevidade.

Em todos os estudos realizados emergem outros dois conceitos fundamentais:

1) Desde que não haja subnutrição, a longevidade não depende de qualquer nutriente em particular, apenas do número de calorias;

2) A restrição calórica deve ser continuamente mantida e quanto mais precocemente iniciada, melhor eficácia terá. Seus benefícios, entretanto, são demonstrados mesmo em idades mais avançadas.

O SEGREDO DA VIDA LONGA

Na pré-história, os homens passavam seus genes para frente e morriam aos vinte ou trinta anos. A longevidade não exerceu pressão seletiva, porque a fase fértil começa precocemente na espécie humana; caso a fertilidade de homens e mulheres só ocorresse depois dos setenta anos, a evolução natural teria selecionado aqueles capazes de viver longos períodos (e procriar).

Há dez mil anos, com a chegada da agricultura, a média de duração da vida aumentou. No início do século XX, quem nascia na Europa vivia perto de cinqüenta anos; hoje, nas sociedades pós-industriais, essa média ultrapassa os setenta anos.

Esse aumento na média da duração de vida ocorreu graças à melhora das condições do meio ocorridas desde o homem caçador até a era da informática. No mesmo período, no entanto, a longevidade humana permaneceu basicamente inalterada (completar cem anos ainda é privilégio de poucos).

Isso ocorre porque, enquanto a duração média da vida de uma população depende das condições ambientais, o aumento da longevidade individual só ocorre se houver retardo no processo de envelhecimento.

A restrição calórica aumenta a longevidade de seres tão diversos como o paramécio (ser unicelular identificado nas aulas de biologia no exame microscópico de uma gota de água parada), a pulga d’água, a mosca da banana, aranhas, répteis, galinhas, e também de mamíferos como os ratos. Isto faz crer que exista um mecanismo ubíquo para o processo de envelhecimento, selecionado pela evolução para todos os seres vivos. É altamente pretensioso imaginar que a evolução selecionasse um mecanismo de envelhecimento, dependente do aporte calórico, válido para todas as espécies, e outro especial exclusivo para o Homo sapiens.

RESTRIÇÃO CALÓRICA E AS DOENÇAS DA VELHICE

Nos roedores, a restrição calórica retarda a instalação de doenças associadas ao envelhecimento como câncer (incluindo mama e próstata, dois dos tipos mais freqüentes no homem), problemas renais e cataratas. Linhagens especiais de ratos que desenvolvem doenças auto-imunes (como artrite ou lúpus, por exemplo) e morrem ao redor dos doze meses de idade, se alimentados ad libitum, ultrapassam vinte meses sem adoecer quando submetidos à restrição calórica.

Na verdade, certas respostas à restrição são extremamente rápidas. Por exemplo, em ratos, a concentração de açúcar (glicose) no sangue cai 20% após apenas cinco dias de restrição calórica. Em macacos, ocorre resposta semelhante.

Nos homens, esses estudos encontram muita dificuldade na quantificação do número de calorias ingeridas. Um trabalho destinado a avaliar o efeito da dieta ocidentalizada em populações japonesas mostrou que na ilha de Okinawa, onde a alimentação é mais tradicional e o aporte calórico 17% mais baixo do que a média do país, a mortalidade por câncer, doenças cardiovasculares e derrames cerebrais é de 31% a 41% menor.

Na Suécia, altos níveis de consumo calórico demonstraram estar associados a maior incidência de câncer de próstata. Estudos epidemiológicos sugerem que a mesma associação talvez exista para câncer de intestino, de estômago e, possivelmente, câncer de mama.

Rapidamente se acumulam dados a respeito das implicações do aporte calórico na doença de Alzheimer, Parkinson, insuficiência cardíaca e outras enfermidades. Coerentemente com os estudos experimentais, os efeitos maléficos da ingestão excessiva de calorias são mais acentuados justamente nos tecidos que não se renovam no corpo humano: músculos, cérebro, coração.

É importante dizer também que as dimensões dos órgãos internos guardam relação direta com o número de calorias ingeridas. Quanto maior a energia absorvida na alimentação, maior é o peso do coração, fígado, rins, próstata, baço, músculos e dos gânglios linfáticos envolvidos na resposta imunológica. Por capricho intencional da natureza, apenas o cérebro e os testículos mantêm constante seu peso, mesmo quando se diminui drasticamente o aporte energético.

EXPLICAÇÃO SIMPLIFICADA

Certamente, você já ouviu falar em radicais livres; está na moda. Cerca de 2% a 3% do oxigênio usado pelas células do organismo formam moléculas altamente reativas, que podem reagir com componentes celulares vitais e prejudicar suas funções. É evidente que a célula conta com mecanismos para neutralizar esses radicais perigosamente reativos.

Uma das organelas mais sensíveis a essa ação deletéria é a mitocôndria, a central energética da célula. A função da mitocôndria é captar nutrientes ingeridos e produzir a energia de que a célula necessita para exercer suas funções. Nesse processo de produção de energia, radicais livres de oxigênio são libertados e neutralizados pelos mecanismos de controle. Acontece que a mitocôndria não é seletiva: havendo nutrientes disponíveis, ela os utiliza para produzir mais energia. Quando os há em excesso, o trabalho é exagerado, a velocidade de formação de radicais livres ultrapassa a capacidade de controle e a mitocôndria começa a funcionar com mais dificuldade.

O resultado é o mesmo de uma usina que começasse a envelhecer e a produzir menos energia para a cidade. Como conseqüência, todos os aparelhos elétricos das casas passariam a funcionar com maior desgaste e durariam menos.

GENÉTICA DO ENVELHECIMENTO

O papel da genética na previsão do número de anos que vamos viver é complexo e paradoxal. Assim começa um artigo publicado na revista Science. Embora os genes que herdamos de nossos pais exerçam forte controle na duração de nossas vidas, não sabemos por que um homem vive cinco vezes mais do que um gato, e este cinco vezes mais do que o rato.

Os dados mostram que a hereditariedade é responsável por menos de 35% da variabilidade na duração da vida dos vermes, da mosquinha das bananas, do rato e do homem. Dois estudos conduzidos entre gêmeos iguais mostraram que mais de 65% da variação na duração da vida corresponde a fatores ambientais. Esse número favorece ainda mais o meio ambiente, quando os gêmeos são criados separadamente.

No momento, é intensa a pesquisa à procura dos genes associados à longevidade no homem e outros mamíferos, pois em vermes e moscas diversos genes desse tipo já foram identificados e clonados. Estudos futuros poderão identificar mecanismos convergentes, através dos quais fatores ligados ao meio interferem com a predisposição genética a certas doenças que encurtam a expectativa de vida. Até então, o papel da predisposição genética no envelhecimento deve ser encarado como secundário a fatores do meio.

RESUMINDO

1) EXERCÍCIO FÍSICO

Melhora a qualidade de vida, emagrece e ajuda a controlar e prevenir grande número das doenças que surgem na maturidade. Como conseqüência, aumenta a vida média das populações que o praticam, mas não aumenta a longevidade.

Há um ponto delicado nesta equação: práticas que envolvem grande consumo energético podem ser deletérias até. Um halterofilista que ingere 5 mil calorias por dia, fornecidas por suplementos de alto teor energético, poderá estar apressando sua velhice, pois suas mitocôndrias estarão sendo desgastadas mais rapidamente. Para elas, não interessa se a energia produzida se transforma em músculos ou gordura; só interessa o total de calorias ingeridas.

2) DIETA GORDUROSA

Descontados os casos dos portadores de defeitos no metabolismo das gorduras, o único problema desse tipo de alimento é seu alto conteúdo calórico. Comer gordura animal não apressa o envelhecimento, desde que a quantidade ingerida seja pequena para garantir um total de calorias baixo.

3) INGESTÃO DE FIBRAS

As fibras presentes nos vegetais são importantíssimas para o funcionamento dos intestinos. Dieta pobre em resíduos dificulta a digestão, provoca sensação desagradável de obstipação e aumento na incidência de doenças inflamatórias e câncer do intestino. Por outro lado, como o conteúdo energético dos vegetais é relativamente baixo, o volume ingerido pode ser substancialmente maior do que o de uma dieta rica em gorduras e açúcares. Dieta vegetariana, per se, não rejuvenesce ninguém.

4) GENÉTICA

Mesmo que sua árvore genealógica seja pródiga em galhos de longa vida jamais deite à sombra, pois a influência da genética na longevidade é muito menor do que a dos fatores ambientais.

5) VITAMINOTERAPIA

Essa moda parte do princípio de que as vitaminas agem como antioxidantes neutralizando os radicais livres presentes no interior das células. Mais do que uma idéia mágica, trata-se de um sonho molecular. Não há qualquer evidência científica de que o consumo de altas doses de vitaminas interfira com o processo de envelhecimento no homem ou outros animais. Imaginar que vitaminas controlem o complexo (e mal conhecido) fenômeno de óxido-redução de radicais livres no meio intracelular retardando o envelhecimento é tão científico quanto dar uma pancada na TV que pifou. Com a diferença de que a televisão, ao contrário da célula, às vezes pega no tranco.

ORIENTAÇÃO

Levará tempo para esclarecermos todas as implicações práticas dessas pesquisas. Na fase atual, os estudos com roedores estão sendo repetidos em macacos, parentes bem mais próximos do homem. Suas conclusões, certamente, serão mais aplicáveis à espécie humana. Se levarmos em consideração, porém, que o rato vive meses, mas o macaco morre aos quarenta anos e que os trabalhos começaram recentemente, é provável que as respostas definitivas sejam dadas quando não estivermos mais aqui.

Nossa geração não dispõe de tempo para aguardar os resultados definitivos dos estudos sobre o impacto da restrição calórica na longevidade humana. Entretanto, como são claríssimas as evidências de que em todas as espécies testadas a redução do número de calorias ingeridas aumenta a duração máxima de vida, a probabilidade de que essa conclusão não valha apenas no caso do homem é mínima, se é que existe.

Diante disso, meu conselho é o seguinte:

1) A menos que você seja portador de desnutrição crônica ou tenha alguma doença de base que o impeça, prepare seu prato como se fosse jantar normalmente e devolva na panela 30% do conteúdo;

2) Não leve travessas de comida para a mesa. Acabou a refeição, levante e saia de perto para não fraquejar;

3) Exagerou na feijoada ontem, não precisa morrer de culpa, capriche na salada hoje, o que interessa é simplesmente a soma das calorias ingeridas.

FONTES

– New England Journal of Medicine1 1997; 337: 986-94

– Science 1996; 273: 59-63

– Science 1997; 278: 407-12

http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/443/dieta-e-envelhecimento

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Acabe com a prisão de ventre só com a dieta

Conheça os alimentos que são imbatíveis na luta contra o incômodo

Quem sofre com a tão conhecida prisão de ventre sabe o tamanho do incômodo que ela representa. Mau humor, pele marcada e estômago inchado tornam os dias quase insuportáveis. Mas a nutricionista do MinhaVida, Karina Gallerani, afirma que há solução para o problema. “Basta uma alimentação caprichada somada a uma boa dose de exercícios físicos para garantir que a prisão de ventre desapareça”. A seguir, ela mostra o que não pode faltar na casa de quem deseja viver de forma mais tranqüila.

Alimentos Crus: Comer verduras e legumes crus rende, além de muitas vitaminas, fibras para o seu organismo. Mastigue bem cada bocado e, em no máximo dois dias, você já vai notar a diferença.

Frutas com bagaço: O bagaço das frutas ajuda na formação do bolo fecal. Chupe laranja e mexerica, por exemplo, sem descartá-lo. Fazendo isso uma vez por dia, o seu intestino passa a funcionar com regularidade.

Água: Ela ajuda na digestão dos alimentos e impede o ressecamento das fezes, um problema comum se você demora muito tempo para ir ao banheiro. A hidratação ainda traz melhoras para sua pele, que fica mais clara e com mais brilho.

Iogurtes: Existem as versões específicas para quem sofre com a prisão de ventre. O consumo contínuo desses iogurtes regula o trânsito intestinal e manda o inchaço e a irritação para bem longe de você.

Alimentos integrais: São várias as opções de alimentos integrais que ajudam a acabar com a prisão de ventre; Arroz, trigo, pão, milho, aveia e granola são alguns exemplos. Uma porção desses alimentos por dia já é suficiente.

Evite: Para acabar de vez com o mal estar proporcionado pela prisão de ventre, também é preciso evitar alguns alimentos que colaboram com o transito intestinal. Entre eles estão as frituras, os biscoitos (com exceção daqueles à base de fibras) e os alimentos açucarados, como balas e chocolates.

http://www.minhavida.com.br

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Dieta de risco (18-03-2008)

Por Alex Sander Alcântara

Agência FAPESP – Uma pesquisa feita na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) põe em evidência importantes mudanças no padrão de consumo alimentar paulistano. Os resultados atestam que, nas últimas três décadas do século 20, houve um declínio no consumo de alimentos básicos, como cereais e derivados, e de frutas e hortaliças, ao passo que se verificou um aumento da participação de alimentos de baixo teor nutricional, como biscoitos e refrigerantes.

O estudo analisou a disponibilidade de alimentos em domicílios da cidade de São Paulo, e não o consumo propriamente dito. Foram utilizados dados das Pesquisas de Orçamento Familiar (POF), realizadas pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP (Fipe) em dois períodos distintos: de 1971 a 1972 e de 1998 a 1999. Ambas as pesquisas mapearam a região urbana do município. As amostras das POF se referem a um universo de 2.380 domicílios (10.418 indivíduos) e de 2.351 domicílios (7.980 indivíduos), respectivamente.

“As mudanças verificadas na disponibilidade domiciliar de alimentos em São Paulo entre as décadas de 1970 e 1990 têm aspectos positivos – como um melhor acesso aos alimentos e seu barateamento em relação ao salário das famílias – e negativos – como o consumo excessivo e desbalanceado de calorias”, disse à Agência FAPESP Rafael Moreira Claro, doutorando na Faculdade de Saúde Pública da USP e um dos autores do estudo, cujos resultados foram publicados em artigo na Revista de Nutrição.

De acordo com o pesquisador, na prática se pode fazer uma associação entre o padrão de alimentação e as doenças de determinada população. “O que se viu, desde a última metade do século 20, foi uma gradativa substituição dos problemas associados ao consumo insuficiente de alimentos, como a desnutrição, por aqueles associados ao consumo excessivo e desbalanceado, como a obesidade e as doenças cardiovasculares”, explicou.

O amplo período compreendido entre as POF possibilitou confirmar tendências de alimentação, como a substituição do consumo de manteiga por margarina, bem como a expansão na disponibilidade de alimentos processados, que registraram aumento de 500% para doces, 300% para refrigerantes e de 400% para biscoitos, itens muito menos comuns nos mercados na década de 1970.

O estudo constatou ainda um aumento na disponibilidade de alimentos de origem animal, como carnes e leite. “Apesar de a tendência apresentar características positivas devido ao aumento no consumo de proteínas e de cálcio, tais alimentos também constituem fontes de gordura animal e de colesterol, nutrientes danosos à saúde quando consumidos em quantidade excessiva”, disse Moreira Claro.

O resultado é semelhante ao encontrado em diferentes áreas metropolitanas no Brasil, mas São Paulo apresentou, segundo o estudo, maior participação de gorduras totais e menor percentual energético de carboidratos. O fenômeno, contudo, não ocorre somente em metrópoles como São Paulo e Nova York, onde os índices de obesidade provocados pelo excesso de alimentos se tornaram um grave problema de saúde pública.

“A grande confusão se dá pelo fato de esse fenômeno se iniciar nas grandes cidades, onde há necessidade de alimentos mais convenientes (de preparo e consumo fáceis e rápidos) e o marketing de consumo sobre alimentos processados é maior. Além disso, as oportunidades para prática de atividade física são cada vez mais limitadas. No entanto, a tendência é que, com o tempo, essas mudanças afetem também o estilo de vida em cidades menores e elas passem a apresentar altas taxas de obesidade”, indicou o pesquisador.

Informação nutricional

De acordo com os resultados, a participação do ferro se manteve estável devido, em grande parte, ao aumento do consumo de alimentos de origem animal, como a carne bovina. Contudo, o estudo aponta um decréscimo na quantidade de vitaminas, principalmente a vitamina C, e folato, ausência atribuída à diminuição na participação de frutas, verduras e legumes na dieta.

Para Moreira Claro, a análise da evolução dos padrões alimentares da população propicia subsídios para melhor compreender o assunto e implementar políticas públicas mais eficazes. Segundo ele, ações individualizadas para combater as doenças geradas pela obesidade parecem surtir pequeno efeito. Imposição de taxas a alimentos não saudáveis ou ainda isenções fiscais que barateiem alimentos saudáveis são algumas das opções discutidas.

“Medidas como a proibição da venda de alimentos não saudáveis em creches e escolas, avanços quanto à rotulagem de alimentos e a inserção de temas relacionados à educação nutricional nas escolas têm se mostrado satisfatórios. Iniciativas como a Lei nº 4508, aprovada em 2005 e que proíbe a comercialização de produtos que colaborem para obesidade infantil em cantinas de escolas do Estado do Rio de Janeiro, e a Resolução RDC nº 360, de 2003, que aprova regulamento técnico sobre rotulagem nutricional de alimentos embalados tornando obrigatória a rotulagem nutricional, são bons exemplos de ações que afetam um grande número de indivíduos”, destacou.

Para ler o artigo Evolução da disponibilidade domiciliar de alimentos no município de São Paulo no período de 1971 a 1999, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=8573

A dieta vegetariana traz benefícios à saúde?

O posicionamento da ADA (American Dietetic Association) e nutricionistas do Canadá de 2003 reúne os principais estudos científicos sérios sobre vegetarianismo.

Confira os resultados:

– Redução das mortes por infarto (doença cardíaca isquêmica) em 31% em homens vegetarianos e 20% em mulheres vegetarianas (estudo com 76 mil indivíduos).

– Comparando a mortalidade por doenças cardíacas entre vegetarianos e semivegetarianos (no estudo considerado como consumidor de peixe ou carne 1 vez por semana), a mortalidade também é menor em vegetarianos.

– Níveis sangüíneos de colesterol 14% mais baixos em ovo-lacto-vegetarianos do que nos comedores de carne.

– Níveis sangüíneos de colesterol 35% mais baixos em veganos do que nos comedores de carne.

– Menor pressão arterial (redução de 5 a 10 mmHg) nos vegetarianos.

– Redução de até 50% do risco de apresentar diverticulite nos vegetarianos.

– Redução de até 50% do risco de apresentar diabetes nos vegetarianos.

– Probabilidade duas vezes menor de apresentar pedras na vesícula nas mulheres vegetarianas (estudo com 800 mulheres entre 40 e 69 anos).

– Os não vegetarianos têm um risco 54% maior de ter câncer de próstata.

– Os não vegetarianos têm um risco 88 % maior de ter câncer de intestino grosso (cólon e reto). Obs – a carne vermelha ou branca está vinculada (de forma independente) com o risco aumentado de câncer de intestino grosso.

– Redução da incidência de obesidade, um problema mundialmente preocupante.

– Osteoporose: mulheres após a menopausa com dieta rica em proteína animal e pobre em proteína vegetal têm taxa mais alta de perda óssea e risco muito maior de ter fratura de quadril. Obs- Ainda não podemos afirmar que a dieta vegetariana protege da osteoporose.

– Pelo menor teor de proteínas e por melhorar os lipídios sangüíneos, a dieta vegetariana pode ser benéfica para os que sofrem de doença renal (principalmente os que não fazem diálise e apresentam diurese).

– Aparentemente, o consumo de carne aumenta em até 3 vezes as chances de desenvolver demência cerebral.

– Aparentemente, uma dieta vegetariana sem derivados animais e com predominância de alimentos crus reduz os sintomas de fibromialgia.

Atenção: podemos falar em prevenção e auxílio no tratamento de determinadas doenças com a dieta vegetariana. A Sociedade Vegetariana Brasileira não corrobora a alegação de que o vegetarianismo cura doenças. Não existe embasamento científico até o momento para se afirmar isso.

Fonte: http://www.alimentacaosemcarne.com.br

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Dieta Musical: Alimente sua mente com música de qualidade!

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Antônio de Assis Neves Júnior

Atualmente, o que vemos com freqüência são as academias sempre lotadas, as pessoas muito preocupadas com a estética corporal, o que não é problema desde que seja feito acompanhamento adequado dos exercícios e alimentação.

Estendendo um pouco sobre a alimentação, essa é de suma importância, pois, temos a plena consciência de que por mais que gostamos ou não, existem alimentos que fazem bem ou mal à nossa saúde dependendo de várias variáveis tais como biótipo, cultura, clima, estação do ano, hora do dia, carga diária de exercícios dentre outros. O mesmo também se pode dizer dos sons que nos rodeiam – música, ruídos, barulhos etc – por mais que gostemos ou não, existem musicas e/ou sons que fazem bem ou mal à nossa saúde. Fazendo uma analogia com a alimentação podemos dizer que: por mais que gostemos de Mc Donald’s, isso necessariamente, não fará do sanduíche um alimento adequado à nossa saúde; o mesmo serve para aqueles que gostam de escutar músicas dissonantes.

Está comprovado cientificamente – o que empiricamente já se é há centenas de anos – a ação vibratória que os sons desempenham sobre nosso organismo, agindo tanto no nosso pavilhão auditivo como nos nossos mecanorreceptores da pele e também diretamente nas nossas células.

Papiros médicos encontrados por Flandres Petrie mostram que no antigo Egito, 4.500 a.C., já se usavam alguns sons musicais, instrumentais e/ou vocais para fins terapêuticos. O livro clássico da medicina tradicional chinesa Huang Di Nei Jing, mostra que na conversa entre o Imperador Huang Di (2704-2595) e o médico da corte Qi Bo, a utilização e influência da música e sons no organismo dentro da teoria do Yin-Yang e dos 5 Elementos. Segundo Platão: “O HOMEM, que se exercita na ginástica, ganhará força e ousadia; se, porém, não se ocupa também da música, será um animal feroz, que emprega a todo momento a força e a violência. As musas deram ao homem a harmonia musical, para regular por ela os movimentos da alma e, com o auxilio do ritmo, reformar as maneiras desgraciosas e desmedidas”. Na bíblia (I Samuel, Cap. VI, vers. 23): “quando o mau espírito se apoderava de Saul, David tomava sua harpa e Saul se acalmava, punha-se melhor e o espírito maligno dele se afastava”. Assim durante toda a história existem relatos do uso da música e sons de forma terapêutica e curativa.

Na atualidade médicos como o otorrinolaringologista francês, Alfred Tomatis vêm desenvolvendo trabalhos sobre a musicoterapia; esse pesquisador entre outros constataram modificações consideráveis do organismo com a utilização da música e sons. Alteração das ondas cerebrais, do ritmo cardíaco, da pressão arterial, da temperatura corpórea, alívio de tensões musculares, fortalecimento da memória e do aprendizado, ativação do sistema imunológico, estimulação da digestão, aumento do limiar de dor, fortalecimento da energia sexual, dentre outras inúmeras atuações a serem estudadas e descobertas.

Apesar de os índios Tupis-guarani praticarem a musicoterapia há anos no Brasil, oficialmente, foi introduzida pelo psiquiatra argentino Rolando Benenzon, em 1972, e neste mesmo ano criou a faculdade de Musicoterapia no Rio de Janeiro, que foi regulamentada em 1978. Hoje musicoterapia é estudada e praticada em instituições oficiais em Curitiba, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.

Desta forma, reflita sobre sua dieta musical, assim como se faz com a dieta alimentar, pois a música como os alimentos nutracêuticos podem previnir doenças; e se bem empregadas por musicoterapeutas podem até curá-las como faz a alopatia, homeopatia, fitoterapia e acupuntura, tendo cada qual suas devidas indicações e integrações.

Mesmo sabendo que músicas dissonantes – como alguns tipos de rock, heavymetal, trance – nada mais fazem que aumentar os batimentos cardíacos e respiratórios causando euforia e criando situações no organismo que em muitas formas são destrutivas, aqui seguem exemplos de musicas que se pode agregar ao seu dia a dia, sem necessariamente, precisar deixar de escutar outros gêneros musicais:

– Concentração e memorização: pode-se escutar musica clássica preferencialmente Mozart (ex.: Sonata para 2 pianos em Ré Maior).
– Relaxamento e sono: musicas de New Age como Corciolli, Aeoliah, Daniel Fumega, Kamal, Mike Rowland e outros deste gênero.
– Meditações e reflexões: Cantos Gregorianos, Mantras dos Monges tibetanos; também são indicadas aqui as New Age.
– Estimular a criatividade: Jazz, Blues e especificamente o Concerto para Clarinete K.622 de Mozart.
– Reeenergização: músicas com Sitar indiano (ex.: Ravi Shankar) e Violinos (ex.: Concertos para Violino de Mozart).

Para se aprofundar sobre o assunto indico os livros:

– Efeito Mozart – Autor: Don, Campbell – Editora: ROCCO
– Música e Acupuntura – Augusto Weber – Editora ROCA

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A Dieta do Meditador

O homem é a única espécie cuja dieta não é previsível. A dieta de todos os outros animais é correta. As necessidades físicas básicas deles e sua natureza decidem o que eles devem ou não comer; a quantidade que eles devem ou não comer, quando devem comer e quando devem parar de comer. Mas o homem é completamente imprevisível, ele é absolutamente incerto. Nem sua natureza lhe diz o que ele deve comer, nem sua consciência lhe diz a quantidade que ele deve comer, nem seu entendimento decide quando ele deve parar de comer.

Como nenhuma dessas qualidades do homem são previsíveis, a vida dele seguiu direções muito incertas. Porém, se houver mesmo um pouco de entendimento – se o homem começar a viver com alguma inteligência, com um pouco de reflexão, abrindo um pouco seus olhos – então não é absolutamente difícil mudar para uma dieta apropriada. É muito fácil, não pode haver nada mais fácil. Para entender a dieta correta, vamos dividir em duas partes.

A primeira coisa: o que o homem deve comer e o que ele não deve comer? O corpo do homem é feito de elementos químicos. Todo o processo do corpo é muito químico. Se o álcool for ingerido pelo homem, então seu corpo será afetado pela química – ele ficará intoxicado, inconsciente. Por mais saudável que seja, por mais pacífico que o homem possa ser, a química da intoxicação afetará seu corpo. Por mais santo que o homem seja, se lhe for dado veneno, ele irá morrer.

Qualquer alimento que leve o homem para algum tipo de inconsciência, algum tipo de excitação, algum tipo de extremidade, algum tipo de perturbação, é prejudicial. E o maior, o dano mais profundo é quando essas coisas alcançam o umbigo.

Talvez você não esteja cônscio que na naturopatia por todo o mundo, sacos de lama, comida vegetariana, comida leve, tiras de pano embebidas com água e banheiras estão sendo usadas para curar o corpo. Mas nenhuma naturopatia ainda entendeu o ponto que o efeito das tiras embebidas em água, sacos de lama, ou das banheiras sobre o corpo não é tanto devido às qualidades especiais delas, mas por causa de como elas afetam o centro do umbigo. E assim, o centro do umbigo afeta o resto do corpo. Todas essas coisas – a lama, a água, a banheira – afetam a energia dormente no centro do umbigo e quando essa energia surge, a saúde começa a aparecer na vida da pessoa.

Todavia, a naturopatia ainda não está ciente disso. A naturopatia acha que talvez esses efeitos benéficos estão vindo dos sacos de lama ou dos banhos nas banheiras ou das tiras embebidas sobre o estômago! Eles trazem benefícios, mas os benefícios reais estão vindo do despertar da energia nos centros adormecidos do umbigo.

Se o centro do umbigo for maltratado, se uma dieta errada, uma comida errada for utilizada, então vagarosamente, o centro do umbigo se torna dormente e sua energia fica enfraquecida. Bem lentamente, esse centro começa à adormecer. Finalmente, ele praticamente vai dormir. Desse maneira, nós sequer o percebemos como um centro.

Assim, percebemos somente dois centros: um é o cérebro aonde pensamentos estão constantemente se movendo e o outro é um pouco do coração onde as emoções estão se movendo. Mais fundo que isso não temos nenhum contato com coisa alguma. Dessa maneira, quanto mais leve for a comida, menor o peso que ela cria sobre o corpo, mais valiosa e significante ela será para o início de sua jornada interior.

Para uma dieta adequada, a primeira coisa a lembrar é que ela não deve criar excitação, ela não deve ser tóxica, ela não deve ser pesada. Depois de comer adequadamente você não deve se sentir pesado e sonolento. Mas talvez, nos sintamos pesados e sonolentos após nossas refeições – assim sabemos que estamos comendo erradamente.

Algumas pessoas adoecem porque elas não ingerem comida suficiente e algumas pessoas adoecem por ingerirem muita comida. Algumas pessoas morrem de fome e outras morrem por comer demais. E o número de pessoas que morrem pelo excesso de comida tem sido sempre maior do que o número de pessoas que morrem de fome. Poucas pessoas morrem de fome. Muito poucas pessoas morrem de fome. Mesmo se um homem quiser permanecer faminto não há nenhuma possibilidade dele morrer por pelo menos três meses. Qualquer pessoa pode viver sem comida por três meses. Mas se um homem comer demasiadamente por três meses, então não haverá nenhuma possibilidade dele sobreviver.

Nossas atitudes erradas com relação à alimentação estão se tornando perigosas para nós. Elas estão provando ser muito custosas. Elas nos levaram a um ponto onde apenas estamos de alguma maneira vivos. Nossa comida não parece estar criando saúde em nós, ela parece estar criando doença. É uma situação surpreendente quando a comida começa a nos adoecer. É como se o sol que nasce pela manhã trouxesse escuridão. Isso devia ser um acontecimento igualmente estranho e surpreendente. Mas todos os médicos do mundo são da opinião de que a maioria das doenças do homem são por causa de sua dieta inadequada.

Portanto, a primeira coisa é que toda pessoa deve estar bem ciente e cônscia de sua alimentação. E estou dizendo isso especialmente para o meditador. É necessário para um meditador permanecer ciente do que ele come, quanto ele come, e quais os efeitos disso sobre seu corpo. Se um homem experimentar por alguns meses com consciência, ele irá certamente descobrir qual a comida ideal para ele, qual comida lhe dá tranqüilidade, paz e saúde. Não existem dificuldades reais, contudo, devido a que não damos nenhuma atenção à comida, nunca somos capazes de descobrir a alimentação adequada.

Fonte: http://paginas.terra.com.br/saude/corpomente/Osho/Osho_discursos.htm