Energia eólica sozinha pode suprir todas as necessidades da China, 17.09.2009

Energia eólica sozinha pode suprir todas as necessidades da ChinaMichael Patrick Rutter

Uma equipe de pesquisadores das universidades de Harvard, nos Estados Unidos, e Tsinghua, na China, concluíram que todas as demandas de eletricidade da China, previstas para o ano de 2030, poderiam ser supridas utilizando unicamente a energia dos ventos.

O estudo levou em conta não apenas os dados naturais – meteorológicos, de relevo etc. – mas também as restrições e os incentivos governamentais chineses para cada região e as restrições de natureza econômica para os locais onde é inviável levar a energia eólica.

Matriz energética limpa

A mudança de uma matriz energética fortemente baseada no carvão, petróleo e gás natural, para outra inteiramente limpa, baseada na energia dos ventos, poderia, adicionalmente, reduzir a poluição e as emissões de CO2 daquele país, atualmente o maior responsável pelo lançamento na atmosfera de gases de efeito estufa gerados pelo homem.

A China não está parada quanto à adoção da energia eólica. O país já é o quarto do mundo em capacidade instalada de fazendas de vento, atrás dos Estados Unidos, Alemanha e Espanha.

Apesar disso, a energia eólica responde por apenas 0,4% do total de eletricidade gerada no país. Levando em conta todas as fontes de geração, a China é o segundo país do mundo em geração de eletricidade, com 792,5 gigawatts, perdendo apenas para os Estados Unidos.

Viabilidade da energia eólica

“Para determinar a viabilidade da energia eólica para a China, nós estabelecemos um modelo econômico regional, incorporando os incentivos governamentais e calculamos o custo da energia com base na geografia,” explica Xi Lu, um dos autores do estudo.

Os pesquisadores utilizaram dados meteorológicos do satélite GEOS da NASA. Eles também consideraram que a energia seria gerada em fazendas terrestres formadas com turbinas de 1,5 megawatt de potência cada uma, ocupando áreas rurais sem florestas e não sujeitas ao congelamento no inverno e com inclinação máxima de 20 por cento.

A análise indicou que uma rede de turbinas eólicas operando a apenas 20% da capacidade poderia gerar 24,7 petawatts/hora de eletricidade anualmente, mais de sete vezes o consumo da China atualmente. Essa rede seria suficiente para acomodar toda a demanda chinesa de energia projetada até o ano de 2030.

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=energia-eolica-sozinha-suprir-necessidades-china&id=010115090917&ebol=sim

Megausina solar no Saara fornecerá eletricidade para a Europa, 16-07-2009

Energia limpa

Um consórcio de 10 empresas multinacionais – que reúne gigantes como Siemens, RWE, E.On e Deutsche Bank, entre outros – assinou uma carta de intenções para criar o maior projeto de energia solar do planeta: a Iniciativa Industrial Desertec.

O projeto prevê a construção de uma rede de usinas de produção de energia totalmente limpa no Deserto do Saara, no norte da África, e de redes transmissão de energia, capazes de fornecer pelo menos 15% da eletricidade consumida na Europa, além de dois terços da necessidade do norte da África e do Oriente Médio.

Energia termossolar

O projeto Desertec foi orçado em US$ 555 bilhões e prevê a instalação de uma tecnologia solar de última geração, chamada energia termossolar.

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Em vez de produzir eletricidade diretamente, como as células solares fotovoltaicas, a energia termossolar utiliza espelhos para concentrar a luz do Sol sobre encanamentos para produzir vapor em seu interior, que por sua vez movimenta turbinas que produzem eletricidade.

O calor excedente produzido durante o dia pode ser armazenado em tanques especiais para manter a usina em funcionamento durante a noite ou em dias nublados.

A ideia de se aproveitar o sol do Saara vinha amadurecendo há décadas, mas só agora o avanço das tecnologias, tanto solar quanto de transmissão de eletricidade, teria viabilizado o investimento.

Aproveitando o Sol e usando a sombra

A água necessária para criar o vapor que movimenta as turbinas sairia do Mar Mediterrâneo, que dessalinizada – com o sal derretido sendo usado nas baterias para estocar calor -, poderia ainda ser reaproveitada em regiões desérticas. Especialistas sugerem ainda que a sombra dos espelhos poderia ser usada para plantação de espécies que normalmente não sobreviveriam ao intenso calor do deserto.

Essa tecnologia, chamada Energia Solar Concentrada (CSP, na sigla em inglês) já é usada em usinas solares nos Estados Unidos e na Espanha. A ideia, que surgiu na Alemanha, vem sendo defendida com vigor pelo próprio governo alemão e pela Comissão Europeia, embora ainda existam dúvidas sobre como seriam equacionados os problemas políticos de um projeto verdadeiramente internacional como este.

Esquecendo a globalização

“O conceito de energia renovável está associado também ao de independência energética. Então, me pergunto por que deveríamos depender novamente de outros para o nosso fornecimento”, disse o especialista alemão Wolfgang Palz, presidente europeu do Conselho Mundial de Energias Renováveis.

Outros acusam a iniciativa europeia de representar um suposto “colonialismo energético” – crítica prontamente rebatida por um dos diretores da Desertec, Michael Straub. “Da nossa rede de 60 cientistas e especialistas em energias renováveis, a metade é da África e do Oriente Médio. A outra metade é de europeus”, afirmou Straub, acrescentando que representantes dos países envolvidos participaram do projeto desde o início.

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=megausina-solar-saara-fornecera-eletricidade-europa&id=010115090716&ebol=sim

FIAT Palio elétrico

Palio Elétricopor Eduardo Hoffmann

Em agosto de 2006 a concessionária Cemig (Centrais Elétricas de Minas Gerais) apresentou para seus funcionários o Fiat Palio Elétrico. O projeto do veículo é resultado de um parceria entre as concessionárias Itaipu Binacional e WKO (França) e a Fiat Automóveis.Segundo o engenheiro de tecnologia e normalização da Cemig, Virgilio Almeida Medeiros, o automóvel custa U$ 25 mil e, se fosse produzido em escala, o valor cairia para U$ 15 mil. “Com 35 mil quilômetros rodados, a economia de combustível paga o investimento de aquisição do carro”, ressalta.

O veículo elétrico é abastecido na tomada. Com bateria totalmente carregada, o carro roda 120 km e, após completamente descarregada, são necessárias entre seis e oito horas para recarregar.

A bateria utilizada pelo Fiat Palio Elétrico tem um sistema que anula a toxicidade de seus componentes em caso de choque. Além disso, o carro elétrico não emite nenhum poluente nem ruídos.

“Além disso, um veículo moderno com cinco passageiros em uso urbano para se deslocar 100 km gasta R$ 9,00 (5 km / kWh) menos da metade do que a despesa com gasolina em um veículo convencional para o mesmo uso”, explicou Virgílio Medeiros.

A apresentação do Fiat Palio Elétrico foi ralizada juntamente com o seminário Tecnologia e Mercado de Veículos Elétricos. No evento, foram abordados e discutidos temas relativos às possibilidades de utilização, com identificação de nichos para atuação, do uso desses veículos na frota da Empresa e seus benefícios potenciais.
Fonte: http://www.cemig.com.br

Realmente é um projeto muito bom e felizmente está conclúido. Melhor ainda: está prontinho para ser comercializado no Brasil. Tirando o fator design, que é uma proposta completamente diferente, o Palio Elétrico perde feio para os MDI Cat’s.

Ainda tem gente que consegue ser contra os carros elétricos, com o argumento de que para gerar a energia necessária para carregar as baterias, teriam que poluir da mesma forma. Pelo jeito, estes seres pensantes (quem diria?) só conhecem as usinas termelétricas. Um dia ainda descobrirão as usinas hidelétricas e eólicas. Então relembro agora a pergunta que não quer calar: O que está impedindo de colocarem o Palio Elétrico no mercado? Minha opinião é que já sabem sobre os MDI Cat’s, e têm consciência de que será impossível, por muito tempo, desbancá-lo. Além disso, nosso querido governo arrecada muito mais ICMS sobre a gasolina do que sobre a eletricidade.

Boa sorte para nós.
A tecnologia já existe. Cabe a nós utilizá-la.

http://motorsa.com.br/2007/08/02/fiat-palio-eletrico/

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Inaugurado o primeiro Eletroposto solar do Brasil

electricfuelpor Eduardo Hoffmann

Considerando que uma tomada elétrica residencial, seja ela de 110V ou 220V, qualquer residência ou empresa pode ser considerado um posto de abastecimento de veículos elétricos. Porém, na última quarta-feira (10/06/09) foi inaugurado o primeiro “eletroposto” do Brasil, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

O grande diferencial desta primeira unidade implantanda pela distribuidora BR é que o abastecimento do eletroposto é feito por paineis solares, ou seja, energia 100% limpa e renovável, o que torna a iniciativa ainda mais louvável e exemplar.

O grande inconveniente para os 300 veículos (carros e motos) que poderão utilizar-se do eletroposto, ainda está no tempo de regarga das baterias que pode levar de 1 a 3 horas. Ficar parado por três horas abastecendo o carro durante o horário comercial pode ser motivo suficiente para não utilizar-se estes veículos no dia-a-dia, pois a autonomia média das “eletrocicletas” é 40 km enquanto os carros chegam a 60 km.

redim-moto-eletricaPara solucionar este problema e incentivar o uso cotidiano dos veículos elétricos, o eletroposto também oferecerá, além da regarga em tomada “dedicada”, a troca das baterias descarregadas, visto que a unidade tem capacidade para armazenar até 100 quilowatts através dos paineís solares, podendo captar energia da rede caso seja necessário.

Outro fator desmotivador é o preço. Na residência o quilowatt custa R$0,40 enquanto no eletroposto custa R$2,60. Abastecendo no eletroposto, o preço para percorrer uma distância de 60 quilômetros pode chegar a R$31,00, enquanto o mesmo percurso, usando gasolina, custa cerca de R$ 15,00. Se abastecido na residência, o custo seria de apenas R$ 4,00, mas com energia “suja”.

http://motorsa.com.br

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