Ilhas solares prometem energia solar a preços competitivos

Energia termossolar

Enquanto as células solares orgânicas não se tornam mais duráveis e mais eficientes e as células solares de silício não se tornam mais baratas, a técnica mais atrativa para o aproveitamento da energia solar parece ser a exploração termossolar.

As usinas termossolares usam o calor do Sol para aquecer água, que se transforma em vapor e movimentar as turbinas que geram a eletricidade por meio de dínamos comuns. Esta é a tecnologia das maiores usinas solares em operação, assim como deverá ser em uma megausina solar que está sendo projetada para o deserto do Saara.

Ilhas solares

A empresa suíça Solar Islands acredita ter encontrado uma forma de otimizar ainda mais o rendimento das usinas termossolares: construindo ilhas solares rotativas, que giram para acompanhar o movimento do Sol e aproveitar ao máximo seu potencial energético.

Cada ilha solar terá um diâmetro de 5 quilômetros, uma altura de 20 metros e será construída com uma espécie de “membrana” plástica flexível, resistente ao calor e demais intempéries. Em cima da membrana serão instalados os coletores e concentradores de luz, assim como os encanamentos no interior dos quais a água será aquecida.

Um sistema de bombas elétricas forçará uma pressão constante de 0,1 bar acima da pressão atmosférica no interior da ilha solar, fazendo com que a membrana plástica se infle, levantando todo o aparato de coleta do calor solar. O espaço interno dessa ilha inflável vira um gigantesco tanque de armazenamento de vapor, para onde os encanamentos se dirigem.

Ilha rotativa

Ao contrário da hidroelétrica marinha, que explora a energia das ondas e conduz a pressão captada através de encanamentos até uma usina localizada em terra, a usina solar tem o gerador em seu interior, uma turbina de ciclo Rankine Orgânico (ORC).

Para ajustar a posição da ilha solar em relação ao Sol, motores elétricos hidrodinâmicos serão instalados a cada 10 metros ao redor de sua circunferência. Segundo a empresa, a rotação permite um ganho de 15% de eficiência na coleta de energia.

Ilha de energia no deserto

O primeiro protótipo da ilha solar curiosamente não está sendo construído no mar, mas em terra firme. Mais especificamente, nas areias do deserto dos Emirados Árabes. Segundo seus idealizadores, isto comprova a grande versatilidade do conceito, que tanto pode ser uma ilha na costa, em alto mar, como uma estrutura em terra firme, sempre funcionando com o mesmo princípio.

O protótipo no deserto, que será capaz de gerar 3.000 kWh por dia, possui um canal de água ao longo de toda a circunferência, permitindo que a estrutura gire como se estivesse no mar.

Os painéis de coleta do calor solar ocupam 95% da área superficial da ilha e o armazenamento do vapor em seu interior permite que a usina gere energia praticamente de forma constante – depois do pôr-do-sol, a usina pode continuar funcionando utilizando o vapor armazenado durante o dia.

Outra vantagem do projeto é a possibilidade de incorporar plantas de dessalinização na ilha solar, coletando a água do mar e utilizando a evaporação passiva.

http://www.inovacaotecnologica.com.br

31-08-2009
Ilhas solares prometem energia solar a preços competitivosEnergia termossolarEnquanto as células solares orgânicas não se tornam mais duráveis emais eficientes e as células solares de silício não se tornam mais

baratas, a técnica mais atrativa para o aproveitamento da energia solar

parece ser a exploração termossolar.

As usinas termossolares usam o calor do Sol para aquecer água, que se

transforma em vapor e movimentar as turbinas que geram a eletricidade

por meio de dínamos comuns. Esta é a tecnologia das maiores usinas

solares em operação, assim como deverá ser em uma megausina solar que

está sendo projetada para o deserto do Saara.

Ilhas solares

A empresa suíça Solar Islands acredita ter encontrado uma forma de

otimizar ainda mais o rendimento das usinas termossolares: construindo

ilhas solares rotativas, que giram para acompanhar o movimento do Sol e

aproveitar ao máximo seu potencial energético.

Cada ilha solar terá um diâmetro de 5 quilômetros, uma altura de 20

metros e será construída com uma espécie de “membrana” plástica

flexível, resistente ao calor e demais intempéries. Em cima da membrana

serão instalados os coletores e concentradores de luz, assim como os

encanamentos no interior dos quais a água será aquecida.

Um sistema de bombas elétricas forçará uma pressão constante de 0,1 bar

acima da pressão atmosférica no interior da ilha solar, fazendo com que

a membrana plástica se infle, levantando todo o aparato de coleta do

calor solar. O espaço interno dessa ilha inflável vira um gigantesco

tanque de armazenamento de vapor, para onde os encanamentos se dirigem.

Ilha rotativa

Ao contrário da hidroelétrica marinha, que explora a energia das ondas

e conduz a pressão captada através de encanamentos até uma usina

localizada em terra, a usina solar tem o gerador em seu interior, uma

turbina de ciclo Rankine Orgânico (ORC).

Para ajustar a posição da ilha solar em relação ao Sol, motores

elétricos hidrodinâmicos serão instalados a cada 10 metros ao redor de

sua circunferência. Segundo a empresa, a rotação permite um ganho de

15% de eficiência na coleta de energia.

Ilha de energia no deserto

O primeiro protótipo da ilha solar curiosamente não está sendo

construído no mar, mas em terra firme. Mais especificamente, nas areias

do deserto dos Emirados Árabes. Segundo seus idealizadores, isto

comprova a grande versatilidade do conceito, que tanto pode ser uma

ilha na costa, em alto mar, como uma estrutura em terra firme, sempre

funcionando com o mesmo princípio.

O protótipo no deserto, que será capaz de gerar 3.000 kWh por dia,

possui um canal de água ao longo de toda a circunferência, permitindo

que a estrutura gire como se estivesse no mar.

Os painéis de coleta do calor solar ocupam 95% da área superficial da

ilha e o armazenamento do vapor em seu interior permite que a usina

gere energia praticamente de forma constante – depois do pôr-do-sol, a

usina pode continuar funcionando utilizando o vapor armazenado durante

o dia.

Outra vantagem do projeto é a possibilidade de incorporar plantas de

dessalinização na ilha solar, coletando a água do mar e utilizando a

evaporação passiva.

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=ilhas

-solares-prometem-energia-solar-precos-competitivos&id=010115090831&ebo

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Megausina solar no Saara fornecerá eletricidade para a Europa, 16-07-2009

Energia limpa

Um consórcio de 10 empresas multinacionais – que reúne gigantes como Siemens, RWE, E.On e Deutsche Bank, entre outros – assinou uma carta de intenções para criar o maior projeto de energia solar do planeta: a Iniciativa Industrial Desertec.

O projeto prevê a construção de uma rede de usinas de produção de energia totalmente limpa no Deserto do Saara, no norte da África, e de redes transmissão de energia, capazes de fornecer pelo menos 15% da eletricidade consumida na Europa, além de dois terços da necessidade do norte da África e do Oriente Médio.

Energia termossolar

O projeto Desertec foi orçado em US$ 555 bilhões e prevê a instalação de uma tecnologia solar de última geração, chamada energia termossolar.

[]

Em vez de produzir eletricidade diretamente, como as células solares fotovoltaicas, a energia termossolar utiliza espelhos para concentrar a luz do Sol sobre encanamentos para produzir vapor em seu interior, que por sua vez movimenta turbinas que produzem eletricidade.

O calor excedente produzido durante o dia pode ser armazenado em tanques especiais para manter a usina em funcionamento durante a noite ou em dias nublados.

A ideia de se aproveitar o sol do Saara vinha amadurecendo há décadas, mas só agora o avanço das tecnologias, tanto solar quanto de transmissão de eletricidade, teria viabilizado o investimento.

Aproveitando o Sol e usando a sombra

A água necessária para criar o vapor que movimenta as turbinas sairia do Mar Mediterrâneo, que dessalinizada – com o sal derretido sendo usado nas baterias para estocar calor -, poderia ainda ser reaproveitada em regiões desérticas. Especialistas sugerem ainda que a sombra dos espelhos poderia ser usada para plantação de espécies que normalmente não sobreviveriam ao intenso calor do deserto.

Essa tecnologia, chamada Energia Solar Concentrada (CSP, na sigla em inglês) já é usada em usinas solares nos Estados Unidos e na Espanha. A ideia, que surgiu na Alemanha, vem sendo defendida com vigor pelo próprio governo alemão e pela Comissão Europeia, embora ainda existam dúvidas sobre como seriam equacionados os problemas políticos de um projeto verdadeiramente internacional como este.

Esquecendo a globalização

“O conceito de energia renovável está associado também ao de independência energética. Então, me pergunto por que deveríamos depender novamente de outros para o nosso fornecimento”, disse o especialista alemão Wolfgang Palz, presidente europeu do Conselho Mundial de Energias Renováveis.

Outros acusam a iniciativa europeia de representar um suposto “colonialismo energético” – crítica prontamente rebatida por um dos diretores da Desertec, Michael Straub. “Da nossa rede de 60 cientistas e especialistas em energias renováveis, a metade é da África e do Oriente Médio. A outra metade é de europeus”, afirmou Straub, acrescentando que representantes dos países envolvidos participaram do projeto desde o início.

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=megausina-solar-saara-fornecera-eletricidade-europa&id=010115090716&ebol=sim