Outdoor Solar é uma usina energética (04.12.2007)

Os dias dos outdoors eletrônicos que consomem eletricidade estão contados. Segundo uma empresa de fornecimento de energia elétrica da Califórnia (EUA) eles teriam instalado o primeiro outdoor eletrônico de energia solar das Américas, que gera mais eletricidade do que consome.

O outdoor possui um “telhado” com 20 painéis solares. “Isso não é um outdoor, é uma usina solar”, disse Jennifer Zelwer, da empresa PG&E.

Em dias ensolarados o dispositivo converte a luz do sol em aproximadamente 3,4 kilowatts de energia, o que é o suficiente para uma casa comum de uma família estado-unidense de quatro pessoas, durante o dia. Jennifer disse que o outdoor gera 2,5 kilowatts de energia em dias nublados.

No entanto o outdoor precisa emprestar energia elétrica durante a noite, mas outras tecnologias permitem que a taxa entre consumo e gasto fique no positivo. Ele utiliza LED ao invés de lâmpadas tradicionais e isso permite que o gasto fique em apenas um terço do normal.

É o primeiro dispositivo deste tipo nas Américas que envia energia para a rede de alimentação. Se eles forem instalados em grande quantidade no futuro poderiam suprir boa parte das necessidades energéticas das cidades.

Fonte: http://groups.tecnocientista.info/nd.asp?cod=6283

Inauguração de protótipo de cata-vento no Paraná

A Tecnologia Social criada pela Rede Aurora é testada em Irati.

No dia 21 de setembro, o Instituto Santos-Dumont de Tecnologia e Desenho Industrial (ISAORG), com sede em Irati/PR, apresentará publicamente o Tufão. Trata-se de um protótipo de cata-vento não convencional. Tecnicamente, é denominado como um rotor eólico não convencional, de eixo vertical e giro horizontal, planejado para múltiplos usos e voltado para pequenos usuários rurais, populações nativas em risco e povoações isoladas.

A apresentação acontecerá nas instalações do Centro Estadual de Educação Profissional Presidente Costa e Silva – Colégio Florestal de Irati, entidade que está participando da implementação dos testes e ensaios programados para uma avaliação do Tufão nessa etapa de seu desenvolvimento.

À frente desta Tecnologia Social está a Rede Aurora, que faz parte do Instituto Projeto Aurora (IPTA), situada na cidade de Irati. A rede é formada por estações agroecológicas previstas para regiões interioranas acima de 720 ou 840 metros em relação ao nível do mar, de linha holística, ou seja, que incorpore ciências, paraciências, tecnologias e perspectivas não contempladas pelo interesse acadêmico, e que se multipliquem em rede, abrigando moradores que também viverão em rede, sem vínculos patrimoniais, já que a Rede Aurora é uma infra-estrutura ecológica, sem jurisdição territorial, aberta em escala global.

Em torno de suas unidades, a rede visa a cooperar com agricultores isolados, vilas, vilarejos, povoações, povoados e assentamentos rurais em geral, contextos em que as Tecnologias Sociais são fortemente demandadas. “A orientação é para que se responda às necessidades manifestadas pelos habitantes dessas áreas com os quais os integrantes da rede interagem com exemplos que são parte do receituário ecotecnológico das próprias estações ou ecovilas”, explica o arquiteto Luiz Gonzaga de Paula, mentor da Rede Aurora.

O rotor (ou tracionador) eólico Tufão é o primeiro de uma série de 28 produtos já elencados pela Rede Aurora. Entre as suas possibilidades de utilização, estão geração de energia elétrica, bombeamento de água, aeração de tanques em aquicultura, ventilação de criadouros, exaustão em hangares, depósitos e oficinas, moagem e trituração, movimentação de cargas em biodigestores, tracionamento de baladeiras (cabos içadores de ação intermitente), movimentação de letreiros, painéis e vitrines em faixas de domínio rodoviário, mostras e exposições.

Luiz Gonzaga de Paula comenta que a apresentação pública do Tufão está entre os eventos mais representativos do momento pelo qual passa o processo da Rede Aurora. “Independente da nossa perspectiva de realidade, ou seja, do universo dos paradigmas que nos orientam enquanto comunidade, estamos viabilizando um melhor diálogo com todo o Terceiro Setor e, em particular, com todos os agentes que têm reconhecido o extraordinário potencial das Tecnologias Sociais como instrumento de promoção sociocultural participativa e altamente questionadora dos valores que têm privilegiado soluções para demandas que podem ser resolvidas de modo descentralizado e de forma cooperativa”.

Fonte: http://www.rts.org.br

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Geladeira solar

Por Fábio de Castro

Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) desenvolveram um novo sistema de refrigeração à base de energia solar, que poderá beneficiar produtores rurais de leite no Nordeste brasileiro.

O sistema resfria o leite por meio de um processo de absorção sólida. O projeto foi desenvolvido por Ana Rosa Mendes Primo, professora do Grupo de Engenharia Térmica do Departamento de Engenharia Mecânica da UFPE, e por Rogério Klüppel, professor aposentado da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

De acordo com Ana Rosa, o sistema, que atinge temperatura mínima de 7ºC, começou a ser desenvolvido em 2002, quando o Ministério da Agricultura estabeleceu novas normas técnicas para a coleta e o transporte de leite em propriedades rurais.

“A lei determina que todo tipo de leite deve ser refrigerado ainda no local de produção, o que causa dificuldades para os produtores, uma vez que a maioria tem acesso precário e caro à energia elétrica”, disse Ana Rosa à Agência FAPESP.

Contando só o leite bovino, Pernambuco produz cerca de 186 milhões de litros por ano. A bacia leiteira se concentra no agreste (71%). O sertão produz 16% e a zona da mata 10%. A atividade emprega cerca de 80 mil pessoas no estado.

Segundo a pesquisadora da UFPE, a tecnologia de refrigeração solar poderá contribuir para diminuir o êxodo rural em todo o Nordeste, aproveitando as condições climáticas favoráveis de céu limpo e pouca precipitação ao longo do ano.

O refrigerador é composto por um coletor solar plano, cujo interior é cheio de sílica gel – material usado para absorver umidade. O sistema tem uma válvula de passagem de água com acionamento manual.

“A sílica gel libera vapor d’água a partir da ação do sol. Quando o sol incide sobre o reator, o calor penetra no coletor e a sílica começa a expulsar o vapor d’água, que é direcionado para o condensador, liquefeito e acumulado em um recipiente”, disse.

Segundo Ana Rosa, no meio da tarde, quando o calor começa a diminuir, é preciso abrir a válvula para que a água desça para o evaporador, produzindo a refrigeração dos baldes de leite. “O vapor retorna pelo mesmo caminho pelo qual passou a água. Quando o sol volta a nascer, é hora de fechar a válvula e recomeçar o ciclo”, explicou.

Os pesquisadores trabalham agora para incorporar ao sistema um controle automático para a válvula, dispensando a abertura manual para a liberação da água no fim do dia. “A idéia é incorporar uma válvula solenóide operada por energia solar, criando um sistema independente para ela”, disse a pesquisadora.

Atualmente, uma produção de cem refrigeradores solares faria com que cada unidade custasse em torno de R$ 5, na avaliação dos pesquisadores. “É um custo mais que razoável, levando em conta que o tempo de vida útil de cada equipamento é de 30 anos”, disse. Segundo Ana Rosa, a empresa paraibana Solartech, que pertence a Klüppel, pretende fabricar o equipamento.

Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=7534

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Geladeira solar servirá para resfriamento de leite em fazendas

Fábio de Castro

Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco desenvolveram um novo sistema de refrigeração à base de energia solar, que poderá beneficiar produtores rurais de leite no Nordeste brasileiro.

Resfriamento de leite

O sistema resfria o leite por meio de um processo de absorção sólida. O projeto foi desenvolvido por Ana Rosa Mendes Primo, professora do Grupo de Engenharia Térmica do Departamento de Engenharia Mecânica da UFPE, e por Rogério Klüppel, professor aposentado da Universidade Federal da Paraíba.

De acordo com Ana Rosa, o sistema, que atinge temperatura mínima de 7ºC, começou a ser desenvolvido em 2002, quando o Ministério da Agricultura estabeleceu novas normas técnicas para a coleta e o transporte de leite em propriedades rurais.

“A lei determina que todo tipo de leite deve ser refrigerado ainda no local de produção, o que causa dificuldades para os produtores, uma vez que a maioria tem acesso precário e caro à energia elétrica”, disse Ana Rosa à Agência FAPESP.

Contando só o leite bovino, Pernambuco produz cerca de 186 milhões de litros por ano. A bacia leiteira se concentra no agreste (71%). O sertão produz 16% e a zona da mata 10%. A atividade emprega cerca de 80 mil pessoas no estado.

Geladeira solar

Segundo a pesquisadora da UFPE, a tecnologia de refrigeração solar poderá contribuir para diminuir o êxodo rural em todo o Nordeste, aproveitando as condições climáticas favoráveis de céu limpo e pouca precipitação ao longo do ano.

A geladeira solar é composta por um coletor solar plano, cujo interior é cheio de sílica gel – material usado para absorver umidade. O sistema tem uma válvula de passagem de água com acionamento manual.

“A sílica gel libera vapor d’água a partir da ação do sol. Quando o sol incide sobre o reator, o calor penetra no coletor e a sílica começa a expulsar o vapor d’água, que é direcionado para o condensador, liquefeito e acumulado em um recipiente”, disse.

Evaporador

Segundo Ana Rosa, no meio da tarde, quando o calor começa a diminuir, é preciso abrir a válvula para que a água desça para o evaporador, produzindo a refrigeração dos baldes de leite. “O vapor retorna pelo mesmo caminho pelo qual passou a água. Quando o sol volta a nascer, é hora de fechar a válvula e recomeçar o ciclo”, explicou.

Os pesquisadores trabalham agora para incorporar à geladeira solar um controle automático para a válvula, dispensando a abertura manual para a liberação da água no fim do dia. “A idéia é incorporar uma válvula solenóide operada por energia solar, criando um sistema independente para ela”, disse a pesquisadora.

Atualmente, uma produção de cem refrigeradores solares faria com que cada unidade custasse em torno de R$ 5, na avaliação dos pesquisadores. “É um custo mais que razoável, levando em conta que o tempo de vida útil de cada equipamento é de 30 anos”, disse. Segundo Ana Rosa, a empresa paraibana Solartech, que pertence a Klüppel, pretende fabricar o equipamento.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

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Estudantes criam aquecedor solar utilizando latas de alumínio descartadas

21.03.2007 ]

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – Água quente é um luxo para a maior parte da população carente na zona rural de Itajubá (MG). Quem tem acesso, chega a gastar de 40% a 55% de seu orçamento com energia elétrica.

Mas os dias de banho frio estão contados para essas comunidades. Orientado pelo professor Jorge Henrique Sales, um grupo de estudantes de Tecnologia em Produção Mecânica do Centro Universitário de Itajubá criou um aquecedor solar alternativo de baixo custo e fácil manuseio, utilizando latas de alumínio descartadas.

Com o projeto, o grupo ganhou, em dezembro, o Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio, destinado a pesquisadores de graduação e pós-graduação. Mais de 700 trabalhos foram inscritos em todo o país. O município de 90 mil habitantes, que fica 290 quilômetros a nordeste de São Paulo, possui uma das maiores concentrações de pesquisadores por habitante no Brasil.

“Nosso objetivo é usar a tecnologia que desenvolvemos na universidade para finalidades sociais, melhorando a vida da comunidade de baixa renda. O projeto atingiu esse objetivo”, disse Sales à Agência FAPESP. Participaram do projeto os estudantes Alexandre Ribeiro Cardoso, Márcio Hessel Verraci, Paulo Fonseca Júnior e Paulo Henrique de Faria.

Importância ambiental

De acordo com o engenheiro, uma das maiores vantagens do aquecedor, que está sendo aperfeiçoado para produção em escala, é dar às latas de alumínio uma destinação intermediária antes da reciclagem.

“Isso tem uma importância ambiental, imaginando-se que o aquecedor possa ser uma alternativa em escala para comunidades carentes. A lata de alumínio é usada sem ser transformada, incentivando aplicação em locais distantes dos pólos de fundição”, explicou Sales.

O aquecedor utiliza três eventos físicos: reflexão, efeito estufa e absorção da luz. “O segredo do projeto é cortar as latas longitudinalmente num ponto focal. A luz incidente, em qualquer ângulo, sobre o fundo da lata, reflete-se sobre o foco, onde passa o cano d’água”, explicou.

Além da reflexão, as latinhas são instaladas numa caixa com fundo preto e cobertas por um vidro. O fundo preto absorve a luz e o vidro causa o efeito estufa. “Os três eventos agem em conjunto para dar mais eficiência ao aquecimento.”

O efeito conseguido, segundo Sales é que a água, que entra com temperatura próxima a 0 grau celsius, sai numa temperatura em torno de 70 graus. “Um aquecedor de mercado consegue 100 graus. Temos essa perda, mas 30 graus são suficientes para um banho. O aperfeiçoamento que estamos fazendo agora tem o objetivo de aumentar o rendimento para 80 graus, pelo menos”, disse o engenheiro.

O custo do equipamento não passa de R$ 540, atualmente. Segundo o pesquisador, o modelo mais barato no mercado custa cerca de R$ 3 mil. “Mas, claro, não pretendemos competir com o mercado. A intenção é ter um equipamento disponível para comunidades que precisam de uma tecnologia muito barata e fácil de instalar e manusear”, afirmou.

Fonte: http://www.agencia.fapesp.br

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Equipamento aquece água com energia do vento

1158434586Uma equipe de estudantes de engenharia da Universidade do Estado do Oregon, Estados Unidos, construiu o protótipo de um sistema de aquecimento de água que funciona inteiramente a partir do vento. Eles se basearam em rascunhos feitos por seu professor Alan Wallace, falecido no ano passado.

No protótipo, o vento é capturado por uma turbina eólica feita a partir de um tambor de aço. A turbina aciona um eixo que faz girar um conjunto de ímãs permanentes presos em uma placa metálica. Os magnetos giram a uma pequena distância de uma placa de cobre, que se aquece devido à resistência magnética.

O calor é transferido para a água por meio de um sistema de serpentinas colado no lado oposto da placa de cobre.

Além da energia eólica, a turbina pode tirar energia de um fluxo de água, por exemplo, podendo ser montada na forma de uma roda d’água.

Os estudantes Paul Vigansky e Jacques Chiron agora querem fundar uma empresa para explorar as potencialidades de geração de energia sustentável de seu aparelho.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

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Cerâmica termoelétrica gera eletricidade a partir do calor

010115050622-termoeletrico_2Cientistas do Instituto Nacional de Ciências e Tecnologias Industriais Avançadas do Japão, conseguiram construir um módulo capaz de converter calor em energia elétrica. O módulo de conversão termoelétrica é feito totalmente de material cerâmico. Os cientistas conseguiram eliminar totalmente a degradação normalmente associada a este tipo de material, causada pela oxidação.

Cientistas norte-americanos anunciaram recentemente a criação de um material termoelétrico, mas construído à base de nanofios (veja Materiais termoelétricos transformam radiador do carro em gerador de energia).

Embora já existam cerâmicas capazes de transformar calor em eletricidade, elas não chegaram ainda ao mercado devido a um sério problema de durabilidade: a oxidação faz com que elas deixem de funcionar muito rapidamente.

Já a nova cerâmica sintetizada pelos cientistas japoneses mantém seu desempenho mesmo sob operação em ar ambiente a 800° C. Além disso, ela não utiliza em sua composição materiais tóxicos ou metais raros, que poderiam inviabilizar sua utilização prática ou sua viabilidade econômica.

Módulos termoelétricos construídos com a nova cerâmica poderão ser utilizados em incineradores, fornos industriais, motores de automóveis e em qualquer outra fonte que libere calor como resultado de sua operação normal. Ao invés de desperdiçar esse calor excedente, ele poderá então ser transformado em energia elétrica.

Além disso, módulos portáteis poderão ser muito úteis em áreas de desastres ambientais, onde a infraestrutura de energia normalmente é destruída e de difícil recuperação; mas fontes de calor são sempre fáceis de serem criadas rapidamente.

Os módulos geradores termoelétricos são inteiramente cerâmicos, não possuindo partes móveis e efetuando a conversão direta de calor em eletricidade.

A cerâmica é feita de óxidos de tipos P e N, conectados alternadamente em série. Cada módulo é capaz de gerar 100 mV. O maior desafio para os pesquisadores foi criar conexões que permitissem a ligação de vários desses módulos para a geração de quantidades úteis de energia.

Por exemplo, para se fabricar um módulo de 4 Volts, ideal para o recarregamento de telefones celulares, é necessário a construção de 80 junções entre módulos. Qualquer problema em uma dessas junções pode reduzir a quantidade disponível de energia. A unidade mostrada na foto gera 10 W de potência quando operando com um lado quente a 800° C e um lado frio a 300 °C.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010115050622

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Células solares começam a ser produzidas por impressão jato de tinta ( 07.03.2008 )

A empresa emergente Konarka anunciou ter conseguido viabilizar a primeira produção comercial de células solares orgânicas por meio de impressão por jato de tinta.

Tintas especiais

A impressão por jato de tinta é uma técnica já bastante utilizada para a deposição controlada de soluções sobre diversos tipos de substratos. Ao invés das tintas das conhecidas impressoras domésticas, essas técnicas utilizam tintas especiais, que podem ser condutoras, semicondutoras ou até mesmo soluções biológicas.

As células fotovoltaicas tradicionais são fabricadas da mesma forma que os processadores de computador. Isso inclui materiais caros e salas limpas, livres de qualquer contaminação. Esses são os grandes responsáveis pelo seu alto preço, que tem inviabilizado a concorrência da energia solar com outras fontes alternativas de energia.

Células solares de heterojunção

Já a técnica de impressão fabrica as chamadas células solares de heterojunção em um ambiente industrial comum. Além disso, a deposição das tintas orgânicas pode ser feita em substratos de grandes tamanhos e em produção contínua na forma de rolos. As células fotovoltaicas tradicionais são construídas em pequenos lotes, sobre pastilhas de silício circulares de tamanhos reduzidos.

As células orgânicas impressas, contudo, não têm a mesma eficiência que as células solares de silício. Elas deverão encontrar mercados em nichos de baixa exigência de energia, como na alimentação de sensores ou de lâmpadas auxiliares.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=celulas-solares-comecam-a-ser-produzidas-por-impressao-jato-de-tinta&id=010115080307

Energia elétrica gerada a partir do calor

Por mais que os físicos mostrem que não se pode retirar alguma coisa do nada, algumas inovações tecnológicas parecem desafiar essa regra básica da física. É o que fizeram pesquisadores dos Laboratórios Sandia (Estados Unidos), ao demonstrar que filamentos construídos de pedaços microscópicos de tungstênio geram mais energia do que um filamento sólido do mesmo material, abalando a Lei da Radiação dos Corpos Negros, de Max Planck.

Os filamentos quase milagrosos foram construídos a partir de estruturas microscópicas de tungstênio. Quando aquecidos, eles emitiram muito mais energia de comprimento de onda chamado de infravermelho próximo (NIR: “Near-InfraRed”) do que um filamento sólido também feito de tungstênio puro. Mas o mais interessante é que a energia emitida está na exata freqüência das células solares que convertem luz em energia.

A grande quantidade de energia gerada logo chamou a atenção dos cientistas, que pensaram em novas fontes de eletricidade para o abastecimento de veículos elétricos, equipamentos elétricos em barcos e aviões e mesmo em geradores de eletricidade movidos pela queima de lixo.

Além disso, a faixa do espectro conhecida como infravermelho próximo situa-se muito próxima à faixa da luz visível. Isso já fez com que os cientistas sonhassem com o dia em que suas estruturas de tungstênio possam ser utilizadas como fontes mais eficientes de luz do que as atuais lâmpadas incandescentes e fluorescentes.

As estruturas microscópicas podem ser facilmente fabricadas com as atuais tecnologias de fabricação de chips e memórias para computadores, o que torna a sua industrialização em larga escala uma possibilidade a curto prazo. As estruturas são teias formadas por filamentos de tungstênio de 0,5 micrômetro, separadas entre si por intervalos de 1,5 micrômetro.

Estas estruturas são também conhecidas como cristais fotônicos, por causa da regularidade do espaçamento de seus componentes. Os cristais fotônicos são de interesse na área de telecomunicações, porque são capazes de refletir comprimentos de onda específicos, deixando passar todos os demais. É como se os canais da estrutura funcionassem como armadilhas para comprimentos de onda específicos. No caso desta pesquisa, contudo, os canais foram utilizados para permitir que a energia armazenada saísse somente em determinadas freqüências.

A demonstração, coordenada pelo físico Shawn Lin, parece ser a primeira a desafiar a Lei da Radiação dos Corpos Negros, formulada por Max Planck no início do século passado. Max Planck é considerado o pai da mecânica quântica. Sua lei estabelece a quantidade máxima esperada de radiação que será emitida por um corpo sólido ideal. Um corpo negro é um sólido ideal capaz tanto de absorver toda a energia que incidir sobre ele, quanto de liberar integralmente essa mesma radiação. A experiência agora conduzida nos Laboratórios Sandia excedeu largamente essa quantidade esperada de radiação.

Segundo a previsão tradicional, um corpo negro irradiador de calor deveria ter uma eficiência por volta de 11 por cento. Mas quando os cientistas aqueceram sua estrutura reticulada de tungstênio a 1.250º C, a temperatura típica de operação de um gerador fotovoltaico, a eficiência de conversão energética atingiu 34 por cento, cerca de três vezes mais do que o esperado. Essa taxa de conversão resulta em uma densidade de geração de energia de aproximadamente 14 watts por centímetro quadrado. Não foi observada deterioração da estrutura reticulada de tungstênio, embora não tenham sido ainda efetuados testes de longa duração.

Na opinião do pesquisador, porém, seu trabalho não quebra a Lei de Planck mas a modifica, demonstrando a criação de uma nova classe de emissores. “Comparar as quantidades de emissão de um sólido e de uma estrutura reticulada é como comparar um cachorro e um gato,” explica Lin.

Uma estrutura fotônica reticulada, quando aquecida, sujeita a luz a transitar entre seus canais e cavidades, resultando em interações muito mais complicadas do que as analisadas por Planck, que previu as energias emitidas a partir de sólidos simples aquecidos. A emissão da estrutura de tungstênio resulta de interações muito mais complexas e que ainda deverão ser corretamente entendidas e demonstradas, do que o sistema teórico simples e elegante de Planck.

Kazuaki Sakoda, físico do Labortório de Nanomateriais do Japão, dá sua opinião sobre o trabalho de Lin: “Uma das questões mais importantes na ótica contemporânea é a modificação da natureza do campo de radiação e suas interações com a matéria. O trabalho [de Lin] claramente demonstra que mesmo a Lei de Planck, o ponto de partida da era da mecânica quântica, pode ser modificada. Pelo que sei, este é o primeiro relato experimental sobre esse assunto.”

John Joanopoulus é outra autoridade no assunto a dar sua opinião, a pedido do próprio Laboratório: “Não é definitivamente, como vocês colocaram, um pequeno passo à frente. É realmente um salto à frente. É um experimento muito bem feito e completamente digno de crédito. Eu creio que é um experimento entusiasmante, muito bem feito, e há ciência nova realmente interessante nele.”

Embora a experiência tenha configurado as estruturas para emitir radiação na faixa do infravermelho entre 1,5 e 2 micra, e seja alimentada por apenas 2 watts de potência, há um “rastro” de radiação no espectro visível suficiente para fazer com que a estrutura brilhe. Para montar o experimento, Lin utilizou bases de de vidro retirados de lâmpadas velhas, que funcionaram tanto como suportes quanto como conectores para as estruturas construídas pelo cientista.

Se os resultados a 1,5 micra puderem ser estendidos para o espectro da luz visível, o trabalho de Lin poderá resultar em uma nova geração de lâmpadas, um passo à frente da já conhecida tecnologia dos LED.

Mas a principal potencial aplicação das novas estruturas é na geração de energia elétrica a partir do aproveitamento de calor de motores. Em uma termelétrica, por exemplo, estruturas absorvedoras do excesso de calor, atualmente dissipadas na atmosfera, poderão ser importantes geradoras de potência adicional. O mesmo poderá ocorrer em automóveis, principalmente movidos a eletricidade. A nova estrutura de tungstênio poderá funcionar como um funil, forçando a radiação do calor para faixas de freqüência determinadas. Quando colocadas entre o gerador, seja ele solar, um dínamo ou mesmo fogo, e o receptor, a estrutura fotônica poderá ser termalmente excitada, absorvendo todas essas energia térmicas e liberando-as na forma desejada, sob freqüências específicas.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

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Turbina ecológica produz energia com correnteza de rios

Ana Paula Corradini

Uma empresa americana começará a testar neste mês uma nova maneira de produzir energia hidrelétrica: o uso de turbinas de aço que mais parecem moinhos de vento, mas movidas pela corrente de rios e de marés. O projeto da Verdant Power não requer a construção de represas e pode ser implementado em rios de planície, sem desníveis. Um dos interesses da companhia é instalar as turbinas também no Rio Amazonas e seus afluentes.

De acordo com Trey Taylor, presidente da empresa, cerca de 80 milhões de pessoas nos Estados Unidos (onde 80% da energia é produzida por usinas hidrelétricas) tiveram de se mudar por causa da construção de represas desde a década de 1950. “As turbinas podem finalmente acabar com o surgimento de “refugiados” ambientais”, disse Taylor à Folha. O projeto piloto terá um teste no próximo mês no East River, a leste da ilha de Manhattan, na cidade de Nova York.

Para começar, serão instaladas seis turbinas de cinco metros de comprimento e 35 quilowatts de potência cada, presas ao fundo do rio, mas o plano é criar um campo de 200 turbinas, que deverão produzir 10 megawatts de energia elétrica. “Elas ficam fora dos canais de navegação ou são instaladas nos trechos mais fundos dos rios, para evitar acidentes”, explica Taylor.

Projetos semelhantes devem ser desenvolvidos no Rio Lawrence, no Canadá, e também no litoral da Califórnia. Há também planos para levar a tecnologia à Escócia e à Índia, para aproveitar a energia das marés. Não existe ainda um projeto propriamente dito para a Bacia Amazônica. “Tivemos apenas conversas informais com o governo brasileiro e também com empresas locais que poderiam instalar o sistema”, explica Douglas Freburg, presidente da Todo Trading, associada da Verdant Power.

Os requisitos para a instalação das turbinas não são muitos: basta que o rio tenha pelo menos seis metros de profundidade e uma corrente com velocidade mínima de 1,5 metro por segundo.

Para Philip Fearnside, pesquisador do departamento de ecologia do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), a proposta é bem vinda, mas é preciso testar as turbinas nos rios amazônicos. “O Inpa já tentou colocar em prática um projeto parecido no final de década de 70, o “cata-água”, mas teve problemas com as plantas aquáticas enroscadas nas turbinas, que exigiam manutenção constante”, explica.

Teoricamente, as turbinas não oferecem riscos para peixes e outros animais aquáticos: “As hélices giram a 32 rotações por minuto e completam um pouco mais de uma volta a cada 2 segundos, produzindo uma pressão que naturalmente empurra os animais para longe”, explica Taylor, “Além disso, há espaço suficiente para que eles nadem em volta das turbinas”.

No East River, por exemplo, elas devem ficar a 9 metros umas das outras, e a primeira fileira se localizará a 30 metros da segunda. “O comportamento dos peixes não deve variar muito de rio para rio, mas é preciso testar primeiro para avaliar os riscos reais”, afirma Fearnside, do Inpa.

Miniusinas

Para as empresas, outro grande trunfo do projeto é a possibilidade de criar “miniusinas” hidrelétricas para populações ribeirinhas e substituir os poluentes e ineficientes geradores movidos a diesel. A eletricidade produzida localmente poderia ser usada para irrigação, obtenção de água potável ou mesmo para produção de hidrogênio por meio da eletrólise. “Tudo isso pode ser feito sem a necessidade de uma grande estrutura ou cabos de transmissão”, explica Freburg.

Hoje, cada turbina custa US$ 2.500 por quilowatt –as do East River saíram por US$ 87.500 cada–, mas Freburg afirma que o custo deve baixar com o tempo. No Brasil, as turbinas poderiam ser produzidas pela indústria local e dar um incentivo à economia.

Fonte: http://www.folha.uol.com.br

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