Cresce interesse da ciência pela felicidade

Lúcia Nórcio

FIB – Felicidade Interna Bruta

“Somente nos últimos seis meses, foram divulgados 27.335 estudos e artigos publicados em revistas científicas abordando de aspectos bioquímicos até aspectos psicológicos sobre felicidade,” afirmou a antropóloga e psicóloga Susan Andrews.

Susan, que é responsável pela implantação no Brasil de programas baseados no conceito da Felicidade Interna Bruta (FIB), disse que o interesse da ciência pela felicidade é crescente.

Efeitos da felicidade sobre a saúde

Com base nesses estudos, Susan afirmou que pessoas mais felizes têm sistemas imunológicos mais fortes, têm melhor desempenho no trabalho, adoecem menos, vivem mais e têm casamentos mais sólidos.

“A depressão se tornou uma das principais doenças da sociedade contemporânea. São esses os principais fatores que têm motivado a investigação científica, uma vez que um maior conhecimento sobre o que constitui a felicidade e como medi-la permitirá construir políticas mais eficientes com reflexos positivos sobre a saúde pública,” disse.

Sai o PIB, entra a FIB

A antropóloga participa, em Foz do Iguaçu, da 5ª Conferência Internacional sobre Felicidade Interna Bruta (FIB), que discute até hoje (23) o conceito que surgiu no Butão, na Ásia, de medir o bem-estar de forma mais ampla do que o Produto Interno Bruto (PIB), comumente utilizado para mensurar o progresso material de um país.

A ideia tem a adesão de vários países, que se utilizam de alguns indicadores para orientar a elaboração de políticas públicas.

Bioquímica do corpo humano

Susan explicou que, na bioquímica do corpo humano, uma das substâncias associadas à felicidade é o hormônio cortisol, produzido pelas glândulas suprarrenais.

Pessoas felizes tendem a ter 32% menos cortisol. Em contrapartida, o hormônio é encontrado em abundância em pessoas com alto nível de estresse.

“É preciso ter consciência de que quando uma pessoa está infeliz, seu fígado está infeliz, seu estômago está infeliz, sua pele está infeliz. Os reflexos negativos se espalham pelo corpo inteiro”.

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br

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Causas da felicidade estão dentro da mente

Por Emilce Shrividya

Por que meditar? Porque todos nós buscamos a felicidade e a meditação é a arte de ser feliz. É a arte do equilíbrio.

Tudo o que fazemos é em busca da felicidade. Estudamos, trabalhamos, nos apaixonamos, casamos, temos filhos, compramos muitos objetos, adquirimos posses, buscamos alimentos saborosos, viajamos para outras cidades e países, para férias ao sol ou nas montanhas. Enfim, toda a nossa busca é uma tentativa de encontrar a felicidade, a satisfação e evitar o sofrimento.

Não há nada de errado em buscarmos a felicidade material nas posses, nos relacionamentos, no trabalho. É importante que possamos nos realizar em todos os setores de nossa vida. Mas é essencial compreender que as coisas externas não perduram, se modificam a todo instante e não podem ser a causa de nossa felicidade.

As causas da felicidade estão dentro da mente e não podemos ser felizes com uma mente inquieta, negativa, ansiosa, triste e deprimida.

A mente muda de momento para momento. É instável, inquieta e nos arrasta de um pensamento a outro, nos levando ora para o passado, ora para o futuro, gerando tristeza, preocupações, ansiedades. E neste vai e vem da mente, nesta inquietude de ondas mentais, perdemos a paz. Não vivemos o único momento que existe, o momento presente, que é um presente precioso.

O objetivo da meditação é a felicidade e a paz interior. A meditação estabiliza a mente e nos liberta da inquietude e sofrimento.

Você só pode sentir o que pensa. Se você pensa algo positivo, logo se sente bem e alegre, mas se tem pensamentos negativos logo se sente infeliz.

Contemple isto agora, como um exercício. Pense em alguma coisa bem agradável e mantenha este pensamento por alguns instantes.

Perceba como você começa a se sentir muito bem internamente. Você pode experimentar isto a qualquer momento e perceber os resultados. E o oposto também acontece. Ao alimentar pensamentos tristes, de culpa, de raiva, você imediatamente perde a alegria e o entusiasmo e se sente deprimido, angustiado. Seus sentimentos dependem do que você pensa.

Os pensamentos de preocupação e medo envenenam a vida, destroem a harmonia, a vitalidade, a eficiência. Enquanto que os pensamentos opostos de coragem, bom humor, de alegria acalmam em vez de irritar, curam e produzem mais criatividade.

Existe uma felicidade estável, duradoura que está em nosso interior. A meditação é como uma chave que nos abre este mundo interno. Ao aquietar as ondas mentais, deslizamos para dentro de um espaço tranqüilo e encontramos nossos tesouros interiores como paz, coragem, contentamento, serenidade, bondade, força interior.

Com a prática regular da meditação, começamos uma verdadeira transformação. Você aciona o poder da cura interior. Você faz seu próprio milagre.

É uma verdadeira terapia para o corpo, para a mente e para a alma porque a meditação purifica os padrões mentais e condicionamentos antigos, nos libertando de traumas e conflitos da infância, do passado, de mágoas, frustrações e ressentimentos. Ficamos livres de vícios e hábitos nocivos.

É a arte de ser feliz, pois nos liberta da raiva, da ansiedade, dos medos, da culpa, da depressão, da insônia.

O grande sábio Patanjali, codificador do Yoga, diz em seus Yoga-Sutras:

“Yoga é o controle das ondas de pensamentos, é aquietar as modificações da mente”. [1.2]

Com a meditação, você compreende que é possível acalmar a turbulência da mente. Mas é importante não lutar com a mente, mas começar a observá-la, a entendê-la. Desta maneira, as ondas cerebrais e mentais vão se acalmando e você vai sentindo a tranqüilidade que já existe na mente mais profunda, na mente neutra.

Conseguir o controle sobre seus pensamentos, emoções e sentimentos é um processo lento e gradual. É um desenvolvimento, um treinamento, mas com esforço contínuo, persistência e determinação você vai se transformando para melhor.

Tudo se torna fácil com a prática. Se você persistir em seus esforços para meditar, para permanecer positivo e alegre, você desenvolverá muita força interior. Sua recompensa será sua própria felicidade.

Não pense que é difícil ou que levará um longo tempo para mudar seus hábitos mentais e conquistar a paz da mente. É apenas uma questão de ser persistente.

A Bhagavad Gita, uma das escrituras do Yoga diz:

“Que a separação da união com a dor seja conhecida como yoga.
Yoga deve ser praticada com determinação e com uma mente livre de desânimo.”[6:23]

Esta definição de yoga é muita elevada e nos transmite uma grande esperança: podemos ficar livres da dor, podemos romper a união com a dor.

A causa de nosso contínuo sofrimento é a mente que não pára de divagar e a meditação acalma a mente, estabelece a felicidade que é independente de fatores externos.

Nada pode se comparar ao contentamento de uma pessoa que tem a mente sob controle.

A meditação desperta o amor dentro de nós. Passamos a nos amar, a nos respeitar e aceitar, desenvolvendo uma auto-estima elevada. E começamos a amar mais as outras pessoas, com paciência, tolerância, compaixão.

Referências bibliográficas:

How to know God – the Yoga Aphorisms of Patanjali- Vedanta Press.
Bhagavad Gita – Ed. Pensamento.
Aonde você vai? – Muktananda, Swami-Ed. Siddha Yoga Dham Brasil.
Meu Senhor ama um coração puro – Chidvilasananda, Swami- Ed. Siddha Yoga Dham Brasil.

Fonte: http://www.uol.com.br

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