Saúde realiza segunda etapa da campanha de homeopatia contra dengue (03.11.2007)

Genimarta Oliveira

Complexo homeopático, utilizado para minimizar os sintomas da dengue, é tomado em dose única

Além do trabalho permanente durante todo ano no combate ao mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue, a secretaria Especial de Saúde passou a contar, este ano, com mais um dispositivo, o complexo homeopático contra dengue que ajuda a atenuar os sintomas da doença.

Entre os dias 10 e 14 de novembro será realizada a 2ª etapa da Campanha Municipal Homeopática Contra Dengue. Serão disponibilizados 39 postos fixos e um volante que atenderá as comunidades da sede do município e dos distritos.

De acordo com a coordenadora de Saúde Coletiva, Laila Aparecida Nunes, a campanha contará com 150 mil doses do complexo. “Na primeira etapa conseguimos sensibilizar uma grande parcela da sociedade, atendemos 156 mil pessoas”, frisa.

Laila lembra que o complexo homeopático não é uma vacina, ele ajuda a atenuar o quadro febril agudo, as dores no corpo e diminuir os riscos das complicações hemorrágicas. “É importante frisar que os cuidados para evitar a proliferação do mosquito aedes aegypti, é primordial para evitarmos a doença. Devemos eliminar os recipientes que acumulam água, pois são os locais de proliferação dos mosquitos”, alerta.

Complexo – O produto é uma associação de três substâncias: Eupatorium, Crotalus e Phosphorus. A Eupatorium é uma planta de origem norte-americana que serve para amenizar a febre e as dores no corpo. O Crotalus é um extrato que vem do veneno da cobra cascavel e ajuda a diminuir a tendência a hemorragias bem como o Phosphorus.

A distribuição do complexo faz parte do Programa Municipal de Combate à Dengue e conta com a aprovação da Associação Médica de Homeopatia do Estado do Rio.

Fonte: http://www.macae.rj.gov.br/noticias/mostranot.asp?id=10341

Agentes de Saúde aprendem sobre complexo homeopático de dengue

A Prefeitura de Rio Preto, por meio da Secretaria de Saúde e Higiene, finalizou nesta terça-feira (13/3) o treinamento dos profissionais para a orientação e dispensa do complexo homeopático para dengue. Entre sexta-feira (9/3) e esta terça, mais de 500 pessoas foram capacitadas, sendo nesta manhã mais de 300 agentes comunitários de Saúde.

O medicamento, que será distribuído e ministrado gratuitamente nas unidades de Saúde, é voltado para amenizar os sintomas da dengue e assim restringir a cadeia de transmissão da doença. De acordo com o médico homeopata Renan Marino, em Cuba, o complexo tem sido utilizado em larga escala, como tratamento de preferência. O resultado tem sido altamente positivo.

Segundo o médico, a recuperação do paciente é mais rápida, atenua os sintomas e diminui o risco de hemorragias. “As dores, febre e outros sintomas são reduzidos para dois ou três dias. Ou seja, o paciente fica menos tempo infectante, diminuindo a cadeia de transmissão”, explica.

A Secretaria de Saúde adquiriu 100 mil doses do complexo, o suficiente para atender a 50 mil pessoas Mas já está programando outra compra de mais 100 mil doses. O medicamento já está sendo distribuído para as unidades de Saúde. Esse trabalho será finalizado na próxima terça-feira (20/3), quando todas as unidades já terão recebido o complexo para atender à população.

Durante o treinamento, realizado no período da manhã na Unilago, com mais de 300 agentes de Saúde, as principais dúvidas foram sobre quem pode tomar o medicamento e como. Também foram distribuídos aos participantes panfletos, com orientações básicas sobre uso do complexo homeopático.

O médico Marino explica que qualquer pessoa pode tomar o medicamento. Ele é recomendado até mesmo para quem nunca teve a doença ou sequer apresenta sintomas característicos. Não há contra-indicações.

De acordo com a coordenadora do Programa Municipal de Controle à Dengue, Amena de Alcântara Ferraz, qualquer pessoa pode procurar uma unidade de Saúde e tomar em dose única de tratamento duas gotas do medicamento. “Se esta pessoa vier a contrair a doença depois ou apresentar os sintomas de dengue, ela deve voltar a uma unidade de Saúde para fazer o tratamento prolongado. Ou seja, ela receberá um frasco do complexo que levará para casa e tomará duas gotas, três vezes ao dia, durante sete dias”, diz.

O tratamento prolongado, segundo o médico Marino, também é recomendado para quem já está com os sintomas. O complexo homeopático é coadjuvante no tratamento, já que tem de ser feito também o tratamento estabelecido para dengue no Manual de Procedimentos, e é recomendado especialmente a pessoas que fazem parte do grupo de risco para dengue hemorrágica, como quem já teve dengue ou hipertensos, diabéticos, grávidas, entre outros.

A médica pediátrica homeopata Eleny Jammal, da Secretaria de Saúde, diz que o complexo já vem sendo utilizado pelos homeopatas de clínicas particulares desde 2002. “Antes disso, tivemos uma experiência de campo no bairro Cristo Rei, em 2001, e Cuba, desde o surto em junho do ano passado, com casos de dengue hemorrágica em Havana e Camaguey, adotou a homeopatia como terapêutica oficial do Ministério da Saúde, daquele país”, destaca.

O médico Antonio Caldeira, assessor técnico da Secretaria de Saúde, diz que o uso da homeopatia em Saúde Coletiva representa uma medida complementar a todas as ações de Saúde pública que vem sendo desenvolvidas pela Secretaria de Saúde de Rio Preto. ”É uma ação coadjuvante ao plano de contingência que busca conter ou minimizar, de todas as formas possíveis, a evolução e agravos da epidemia de dengue”, ressalta.

Mirna de Lima Soares

Orientações para o uso do complexo homeopático

O medicamento homeopático requer alguns cuidados na sua conservação e administração, apresentados a seguir:
• Não mudar a medicação de frasco;
• Manter em temperatura ambiente;
• Evitar exposição ao calor ou luz do sol, diretamente;
• Evitar proximidade com aparelhos eletrônicos, campos magnéticos ou microondas (ex: celular, TV, computador,…);
• Evitar abrir o frasco em ambientes com cheiros fortes (ex.: cigarros, perfumes, cânfora, fumaça…).
• Evitar tomar a medicação durante a alimentação ou logo após escovar os dentes;
• Antes de tomar a medicação, faça bochechos com água para higiene da boca;
• Não encostar o conta-gotas do frasco da medicação na boca;
• Não há risco se cair gotas a mais na administração;
• Não há contra-indicação;
• Não há efeito colateral ou reação adversa;
• Não há interação com outras medicações.
• Agitar o medicamento antes de tomar. Para isso, segure o frasco com uma das mãos e bata vigorosamente pelo menos 10 vezes contra a palma da outra mão.
Observação: Em caso de vômito, manter a medicação normalmente.

IMPORTANTE: Não interromper, de forma alguma, o tratamento com o uso de paracetamol ou dipirona e soro de hidratação oral.

Fonte: http://www.riopreto.sp.gov.br

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Cidade adota homeopatia para paciente com dengue (30.04.2007)

Medicamento está sendo autorizado, inicialmente, para prescrição em UBSs e PSFs

A Secretaria da Saúde de Piracicaba vai utilizar complexo homeopático –– composto por Eupatorium Perfolatium CH 30, Crotalus Horridus CH 30 e Phosphorus CH30 –– para pacientes com dengue no município. O medicamento está sendo autorizado, inicialmente, para prescrição por médicos de UBSs (Unidade Básica de Saúde) e PSFs (Programa Saúde da Família). “O medicamento será para amenizar os sintomas da dengue. Ele não serve para prevenir a doença”, afirmou o secretário municipal da Saúde, Fernando Cárdenas. A previsão é que o complexo homeopático esteja disponível nas farmácias da rede municipal com farmacêutico em período integral a partir de amanhã.

Cárdenas informou ao Jornal de Piracicaba que a utilização da homeopatia foi avaliada e servirá como coadjuvante do tratamento, “não sendo dispensada, em hipótese alguma, a orientação médica para os suspeitos e pacientes confirmados de dengue, como a medicação antitérmica, a hidratação e o repouso”, afirmou.

A medida, segundo o secretário, é para ajudar a amenizar os sintomas, dos pacientes, que em vários casos são mais severos, e devido à quantidade de pessoas com suspeita da doença que têm surgido nas unidades. “O complexo ajuda a reduzir o quadro e, conseqüentemente, os riscos de complicações, com as pessoas ficando menos tempo doente, o que diminui a cadeia de transmissão”, avaliou.

Piracicaba havia registrado até sexta-feira passada 995 casos de dengue, dos quais 978 foram contraídos no município. Aguardam resultado do exame 2.132 pessoas.

De acordo com o Centro de Comunicação Social, somente o Pronto-Socorro Vila Cristina –– o de maior demanda da cidade –– atende por dia de 35 a 40 pessoas com suspeita de dengue. Ontem, até as 16h, 40 pessoas com suspeita da doença receberam atendimento pelo local.

“Foram comprados 500 frascos de 20 ml cada um, que serão distribuídos nas farmácias que têm farmacêutico atuando em período integral”, avisou o secretário. Cada frasco custou R$ 3,50. Cárdenas disse que todos os cuidados foram seguidos. “Avaliamos a situação de São José do Rio Preto –– o vereador Francisco Edilson dos Santos (Chico da Água) ajudou nas verificações –– e tivemos acompanhamento de um médico homeopata”.

Cárdenas também observou que o MS (Ministério da Saúde) prevê uso da homeopatia em casos de endemia e epidemia. O secretário afirmou que os médicos receberam orientação de como proceder. As farmácias que terão o medicamento são Centro, Piracicamirim, Vila Sônia, Vila Cristina, Vila Fátima e Vila Rezende.

Fonte: http://www.jpjornal.com.br/news.php?news_id=45427

Entrevista com Walcymar Leonel Estrela (06.11.2004)

A homeopatia já foi considerada como tratamento específico para a cura de enfermidades de pequena gravidade, como as alergias. Agora, a homeopatia se lança em vôos mais ousados. Desde 2001, a Fundação de Homeopatia do Paraná realiza um estudo denominado “Homeopatia Previsível”, que parte da reavaliação dos critérios de raciocínio e acompanhamento dos pacientes e vem possibilitando, segundo os responsáveis pelo estudo, a cura de doenças graves, inclusive o câncer. A homeopata Walcymar Leonel Estrela, da Comissão de Saúde Pública da Associação Médica Homeopática Brasileira, participa deste bloco do Câmara Entrevista.

Vídeo: http://imagem.camara.gov.br/internet/midias/TV/2004/11/tvcaentrevista20041106-01-001-wm.100.wmv

Debate entre a deputada Maninha (PT-DF) e Walcymar Leonel Estrela (Associação Médica Homeopática Brasileira)

Homeopatia em juiz de fora, a Dra. Walcymar Leonel Estrela participa do XXVIIº Congresso brasileiro de homeopatia, que se realiza no Blue Tree Park, em Brasília, de 01 a 06 de novembro, com patrocínio da associação médica homeopática brasileira, que discute as diversas aplicações médicas da homeopatia. A especialista acha que, agora que o Ministério da Saúde decidiu institucionalizar a homeopatia nos serviços de assistência médica do SUS para a população do país, a homeopatia tem campo para se desenvolver no Brasil. A deputada Maninha elogia a decisão do Ministério da Saúde e diz que é preciso acabar com os preconceitos contra a homeopatia, que existem até na classe médica.

Vídeo: http://imagem.camara.gov.br/internet/midias/TV/2004/11/tvbrdebate20041105-01-001-wm.100.wmv

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Entrevista com o Dr. Divaldo Dias (01.11.2004)

Há 200 anos surgia a homeopatia: uma medicina alternativa, menos agressiva do que os outros métodos terapêuticos. Criada pelo médico alemão Samuel Hahnemann, a homeopatia parte do princípio de que o semelhante cura o semelhante. O Dr. Divaldo Dias, presidente do 27º Congresso de Homeopatia, que será realizado em Brasília de 1º a 6 de novembro, enfrenta o desafio de fazer a homeopatia ocupar o espaço que lhe cabe na rede pública de saúde, uma luta que já dura dez anos, desde que os profissionais de saúde vêm lutando para inserir a homeopatia no SUS, o Sistema Único de Saúde.

Vídeo: http://imagem.camara.gov.br/internet/midias/TV/2004/11/tvcaentrevista20041101-01-002-wm.100.wmv

Homeopatia é eficaz contra intoxicação

Pesquisa mostra eficácia no tratamento da intoxicação por organofosforados.

Pesquisa feita pela docente da disciplina de fisiologia da Famema (Faculdade de Medicina de Marília), Haydée Maria Moreira, mostrou a eficácia de medicamentos homeopáticos no tratamento de pacientes intoxicados por compostos organofosforados, tipos de agrotóxico muito empregados no controle de pragas no campo.

A pesquisa, feita em parceria com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e com a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), comparou a ação do medicamento alopático sulfato de atropina, considerado uma droga de primeira escolha (a mais eficiente), com a combinação de sete medicamentos homeopáticos dados em freqüência e em ordem específicas, denominada FAO (Fatores de Auto-Organização).

A pesquisa tomou como universo ratos intoxicados por Chlorpiriphos e Methamidophos, tipos de praguicidas organofosforados.

Essas substâncias foram aplicadas por gavage (introdução do veneno no estômago do rato através de uma cânula). O sulfato de atropina foi introduzido por via intraperitonial e os medicamentos homeopáticos, por via oral.

A pesquisadora explicou que foi utilizada uma dose de organofosforados de 163 mg/kg para o Chlorpiriphos e 30 mg/kg para o Methamidophos. Essa quantidade de substância tóxica tem a capacidade de levar a óbito metade do grupo de animais intoxicados.

A pesquisa tomou como universo 140 ratos machos adultos Wistar pesando cerca de 300 gramas cada. Os animais foram distribuídos em sete grupos compostos por 20 ratos cada um.

Entre o grupo de animais intoxicados por Methamidophos que não foram tratados houve 12 óbitos e oito permaneceram vivos; no grupo tratado com sulfato de atropina, 18 ficaram vivos e houve dois óbitos no décimo dia de observação. Já no grupo tratado com medicamento homeopático (FAO), os 20 animais permaneceram vivos.

Entre o grupo de animais intoxicados por Chlorpiriphos que não foram tratados houve nove óbitos e onze permaneceram vivos; nos grupos tratados com medicamento homeopático (FAO) e com sulfato de atropina não houve óbito algum.

“O medicamento homeopático teve melhor atuação em relação ao grupo do Methamidophos. No grupo do Chlorpiriphos, o medicamento homeopático e o alopático tiveram a mesma eficiência”, explicou a pesquisadora.

Haydée informou que a utilização do FAO seria mais indicada porque não há na literatura relatos de efeitos colaterais após o uso dessa substância. Isto foi demonstrado no grupo em que 20 ratos foram tratados somente com medicamento homeopático: não houve óbito e os animais não tiveram efeitos colaterais.

“Já o sulfato de atropina pode causar efeitos colaterais como agitação, irritabilidade, alucinação, delírio, taquicardia, entre outros”, concluiu.

Fonte: http://www.diariodemarilia.com.br

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Homeopatia na Agricultura: prós e contras atuais

Ao ler a matéria “Homeopatia na Agropecuária”, publicada recentemente no INFORMATIVO-APH (março-abril 2000) pelo colega Fernando Bignardi, tive vontade de expressar minhas opiniões relacionadas a este tema. Tomo esta iniciativa por ser Engenheiro Agrônomo, formado pela ESALQ-USP em 1981, tendo desenvolvido durante 4 anos (1982-1985) atividades com Agricultura Orgânica-Biodinâmica, e por fazer parte da Comissão da AMHB que tem procurado solucionar o problema da “homeopatia popular”, movimento defendido e propagado, entre outros, por engenheiros agrônomos do Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Primeiramente, gostaria de frisar a importância de separarmos a Homeopatia (especialidade médica, com racionalidade científica própria, que utiliza o princípio da similitude no tratamento das doenças) dos movimentos ditos “alternativos”, sob o risco de perdermos a nossa identidade, arduamente conquistada ao longo dos últimos anos. Um dos grandes problemas na divulgação da Homeopatia é a falta de esclarecimento da população e do próprio meio acadêmico e científico quanto ao que ela realmente seja, sendo confundida, na grande maioria das vezes, com as mais diversas práticas “alternativas” ou “naturalistas”.

Com o termo Agricultura Orgânica, englobamos uma série de práticas agrícolas com as quais se busca, principalmente, preservar e/ou restaurar a matéria orgânica do solo, fator imprescindível para que se mantenha a estrutura fisico-química do solo em condições satisfatórias para o desenvolvimento saudável das plantas. Se bem aplicada, esta matéria orgânica representa uma rica fonte de nutrientes para as plantas (macro e microelementos; estes últimos funcionando como catalisadores das reações metabólicas), propiciando a síntese das proteínas necessárias ao equilíbrio do meio interno das mesmas, além de contribuir à estruturação correta do solo (aeração, drenagem, retenção de umidade, manutenção da temperatura ideal, etc.), permitindo um bom desenvolvimento das raízes e demais estruturas das plantas. Dentro destas práticas agrícolas, temos a utilização do composto orgânico, da adubação verde, da rotação de culturas, do plantio direto, da cobertura morta, etc., técnicas bastante difundidas, dentre outros, pela engenheira agrônoma Ana Maria Primavesi em seu livro “Manejo Ecológico do Solo”1.

Com estas medidas conservacionistas, o binômio formado entre a parte material do vegetal e sua força vital (vis medicatrix) encontra condições propícias para o desenvolvimento satisfatório, adquirindo imunidade ao ataque de doenças e pragas, incorporando maior resistência às condições climáticas adversas e produzindo nutrientes de alto valor biológico.

Frente à Medicina, poderíamos comparar o manejo ecológico do solo às “medidas higiênicas e dietéticas” propagadas pelos precursores da Medicina Hipocrática, que buscavam na prática de hábitos saudáveis (alimentação equilibrada; atividades físicas e mentais restauradoras do vigor físico; contato com a Natureza; etc.) não prejudicarem a vis medicatrix, que mantinha as funções do organismo em equilíbrio apenas quando este se encontrava no estado de saúde. Estas medidas de manutenção da vitalidade, propagadas ao longo dos tempos pelas “correntes naturalistas”, encontram na ingesta de alimentos isentos de adubos químicos e defensivos agrícolas uma premissa básica.

Lembremos que Hahnemann, nos parágrafos 259 a 263 do Organon, cita uma lista extremamente rigorosa de substâncias e condições que devem ser suprimidas da dieta e do regime de vida durante o tratamento homeopático, por suas “ações medicamentosas” poderem atuar como “obstáculos à cura” nos doentes crônicos. Além da remoção de tais impedimentos ao restabelecimento, impossíveis de serem seguidos nos dias atuais, orienta como medidas auxiliadoras a “distração inofensiva à mente e ao psiquismo, exercício ativo ao ar livre sob quase todas as condições climáticas (passeios diários, pequenas atividades manuais), alimentos e bebidas adequados, nutritivos e desprovidos de ação medicamentosa, etc.”. Nas doenças agudas, orienta a que seja dado ao doente tudo o que ele deseje, “não colocando obstáculos ao impulso instintivo da conservação da vida”, que se manifesta através dos desejos alimentares.

Por representarem medidas facilitadoras e não “curativas”, sua observância deixa de ser imprescindível ao cumprimento das leis de cura despertadas pelo tratamento homeopático, como todos podemos observar em nossa experiência clínica.

E quanto à citada utilização da Homeopatia na Agricultura como prática de tratamento das pragas e doenças das plantas? Acredito que seja possível, desde que desenvolvamos uma metodologia experimental específica de utilização do princípio terapêutico pela similitude para o reino vegetal.

A partir de 17/05/99, a Homeopatia foi considerada “insumo agrícola”, reconhecida pelo Ministério da Agricultura para utilização na Agropecuária Orgânica (Diário Oficial da União nº 94, seção 1, p. 11-4).

Será que eles sabem o que é Homeopatia e o que fazer com ela na Agricultura? Duvido. De onde surgiu esta proposta? Qual o interesse político na mesma? O tempo dirá.

Há tempos atrás, fui convidado por um veterinário homeopata a montar um Curso de Homeopatia para Engenheiros Agrônomos, e me posicionei contrariamente à idéia, em vista da ausência de estudos específicos nesta área, podendo-se incentivar com esta iniciativa a prática médica homeopática exercida por leigos, a exemplo do que vem ocorrendo sob os auspícios do grupo inicialmente citado.

E qual seria este modelo experimental específico para a utilização da Homeopatia na Agricultura?

A experimentação dos medicamentos homeopáticos em plantas sadias, dos diversos gêneros (principalmente) e espécies cultivadas, observando-se todos os efeitos manifestos nas diversas partes das mesmas (raiz, caule, folhas e frutos). Os ciclos de vida relativamente curtos das espécies vegetais anuais, assim como as fases cíclicas e anuais (crescimento, florescimento e frutificação) das espécies perenes, facilitariam sobremaneira estes experimentos, propiciando após alguns anos de experimentação a confecção de uma “Matéria Médica” para as plantas, que conteria as alterações fitopatológicas manifestas devido ao efeito primário das substâncias experimentadas. Não acredito que possamos fazer analogias entre os sintomas humanos e os sintomas vegetais, como acontece na Veterinária Homeopática, que, a meu ver, também se beneficiaria com o desenvolvimento de experimentações mais específicas.

Nestas experimentações com plantas, começaríamos com canteiros dos principais cultivares agrícolas (Gramíneas, Leguminosas, Hortaliças, Frutíferas, etc.), que receberiam os principais policrestos homeopáticos (na água de irrigação, por exemplo), comparando as manifestações observadas com o grupo controle, anotando-se todos os sinais e sintomas surgidos, procurando relacioná-los, a posteriori, com as enfermidades mais comuns daquelas espécies.

A Isopatia e a Tautopatia também poderiam ser utilizadas na Agricultura, seja no controle de pragas de determinada cultura (emprego do princípio da identidade, per idem, dinamizando-se a própria praga e pulverizando as plantas com este preparado), seja na correção de determinadas deficiências nutricionais, com o emprego do elemento carente dinamizado (Nitrogênio, Fósforo, Potássio, microelementos, etc.), facilitando a captação do mesmo pelas plantas.

Estas são algumas das muitas experimentações que poderíamos realizar, montando, ao longo dos anos, um modelo científico e racional de emprego da Homeopatia na Agricultura. Infelizmente, a pesquisa científica desenvolvida nas Faculdades de Agronomia é financiada pelas indústrias de fertilizantes químicos e defensivos agrícolas, assim como na área médica são os grandes laboratórios que direcionam a pesquisa desenvolvida nas Faculdades de Medicina. Este “conflito de interesses”, entre o poder econômico e a verdadeira ciência, debatido freqüentemente nos periódicos médicos2, impede que a Homeopatia assuma uma posição de destaque na pesquisa acadêmica moderna.

Temos buscado, junto a antigos professores da ESALQ, estimular a pesquisa com Homeopatia, dentro dos parâmetros acima descritos, mas devemos ter em mente que a montagem de um modelo homeopático experimental agrícola será uma atividade lenta e demorada, mesmo que conseguíssemos verbas e apoio dos meios acadêmicos.

No momento, me preocupa o distanciamento da medicina homeopática dos centros médicos universitários, e vejo que devemos divulgá-la dentro dos preceitos científicos modernos, para que possamos dirimir os dogmas e os preconceitos existentes, fruto do desconhecimento dos verdadeiros fundamentos homeopáticos.

Fonte: http://www.homeozulian.med.br

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Homeopatia em animais e na agricultura

Maior resistência a doenças e aumento na produção de sementes são algumas das vantagens da homeopatia para a produção agrícola.

Não há quem desconheça a Homeopatia, mas poucos sabem que o tratamento homeopático também pode ser aplicado em animais e plantas. Assim como no tratamento convencional em humanos, a homeopatia na lavoura trata não somente de uma doença das plantas, mas ela como um todo. Entre os principais benefícios estão uma maior resistência a doenças, aumento do número de sementes e plantas mais vigorosas, além do incremento da imunidade do vegetal. No reino animal, a homeopatia não só privilegia cães e gatos que vivem no estresse urbano. Mamíferos, pássaros, répteis e peixes são beneficiados por esta prática, que procura o ponto de equilíbrio em tudo o que lhe cerca.

Segundo o agrônomo Nelton Menezes, agricultores e consumidores ganham com o uso da homeopatia na agricultura. Do ponto de vista do trabalhador rural, a redução de perdas nas lavouras, a diminuição de custos de produção e a maior produtividade levam a um retorno maior sobre a atividade rural. Pesquisas mostram que os usos de tratamentos homeopáticos em plantas medicinais apontaram incremento de 70% nos princípios ativos. Além disso, estudos mostram que as plantas expostas à homeopatia se tornaram mais resistentes a geadas.

Mais do que ajudar o aumento da produtividade das lavouras, a homeopatia também pode ser usada para combater pragas que se abatem sobre os campos, em substituição ao uso de agrotóxicos em larga escala. De acordo com pesquisas da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), o uso de defensivos agrícolas é responsável por 30% do custo de produção de algumas lavouras, além de, em alguns casos, prejudicar o meio ambiente e a saúde do homem. Uma das vantagens do uso de medicamentos homeopáticos é que o seu preparo para plantas utiliza quantidades reduzidas de matéria-prima. São necessárias em média dez gotas de medicamento para diluir em um litro de água. Isso resulta em menor utilização de recursos naturais e baixíssimos custos, tornando o método acessível a pequenos produtores.

HOMEOPATIA NA PECUÁRIA

A diminuição do uso de antibióticos e hormônios no tratamento de animais, trocando o medicamento químico (tradicional) por homeopáticos, torna os animais mais saudáveis e resistentes a parasitas.

Na pecuária de corte e de leite, algumas doenças têm acarretado transtornos e prejuízos produtivos e econômicos aos produtores. Os tratamentos convencionais, além de caros, nem sempre funcionam como desejado, em função do uso indiscriminado. Além disso, são produtos químicos que deixam resíduos e podem agredir a saúde dos animais e do meio em que vivem. Dentro desse contexto, a homeopatia surge como uma alternativa de baixo custo e ecologicamente correta.

Fonte: http://www.ilustrado.com.br

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Produtores locais aprovam (07.03.2006)

Em Piracicaba, o uso da homeopatia na agricultura já chegou a três propriedades rurais. Uma delas é o sítio São José, localizado no distrito de Ártemis, com 155 mil metros quadrados. Lá o proprietário Walter José Stolf Neto produz, há quatro anos, hortaliças e legumes pelo sistema orgânico de cultivo. “Como somos certificados pela OIA (Organização Internacional Agropecuária), somos submetidos periodicamente a auditorias. Contratamos um engenheiro para nos dar consultoria e estamos usando a homeopatia para acabar com uma praga de insetos que atacou as hortas”, explica o produtor.

O engenheiro agrônomo contratado é Fabrício Rossi, especialista que decidiu utilizar preparados homeopáticos para debelar a praga. “O processo é um pouco lento, mas vai muito bem. A OIA, inclusive, recomenda o uso da homeopatia no cultivo de orgânicos”, comenta Stolf. Além da manutenção da qualidade do produto, a vantagem na avaliação do produtor está no baixíssimo custo do tratamento da lavoura.

O sítio São José produz mais de uma tonelada de pepinos e outros legumes e cerca de 2.000 pés de hortaliças por mês. Há 20 anos, a propriedade produzia hortaliças e legumes pelo sistema convencional, passando em seguida para o hidropônico, chegando finalmente ao orgânico.

O professor do Departamento de Genética da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), Vicente Savino, também adotou a homeopatia para cuidar de seu rebanho de ovinos, num sítio localizado no bairro Pau Queimado. “Há cerca de quatro anos uso a homeopatia para prevenção e controle de verminoses”, conta, ressaltando os bons resultados que tem obtido na substituição dos chamados anti-helmínticos. “Tinha que fazer o controle do rebanho a cada dois meses, quando usava o sistema convencional”, explica.

Segundo Savino, o preparado homeopático é misturado ao sal mineral que as ovelhas consomem diariamente no cocho. “Pode-se misturar o preparado com ração também”, explica o professor, ressaltando a simplicidade do manejo e a redução dos custos, que ele não soube precisar. “Acredito que a homeopatia tem tudo para dar certo na área agropecuária”, conclui.

Fonte: http://www.jpjornal.com.br/news.php?news_id=27624