Máquina caseira contra o câncer parece promissora

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John Kanzius não tinha uma formação em medicina ou ciência, e nem foi à universidade. Mesmo assim, quando teve que encarar uma forma letal de leucemia, ele criou uma máquina caseira para o que ele acreditava ser uma cura para câncer.

Utilizando as formas de torta de sua esposa e equipamentos de emissão de ondas de rádio, o seu objeto de trabalho, Kanzius construiu uma máquina na sua garagem. A sua esperança era que sua criação pudesse acabar com as células cancerosas sem os terríveis efeitos colaterais da quimioterapia e da radioterapia convencional.

Ele foi diagnosticado com leucemia em 2002 e perdeu a luta contra o câncer em 18 de fevereiro de 2009, mas neste tempo, em vez de se contentar com o tratamento que recebia, Kanzius quis criar algo novo. Depois de mais de 30 sessões de quimioterapia, Kanzius afirmava que a doença estava destruindo a sua mente e seu corpo. “Eu achava que ninguém poderia estar tão mal e ainda vivo”, disse ele em uma ocasião.

Foi então que ele resolveu experimentar sozinho a maquina que havia construído. Em agosto de 2008, Kanzius já havia utilizado o seu tratamento alternativo nove vezes, e seus exames tinham melhorado durante aquele período. “Estou de férias do câncer agora. Não sei se será uma saída permanente, mas agora estou livre”·

A máquina de Kanzius

O seu tipo de câncer, extremamente difícil de tratar, foi o que deu ânimo para que Kanzius criasse a sua máquina. A sua ideia era que as ondas de rádio, transmitidas através de um pequeno campo magnético, criassem energia suficiente para acender uma lâmpada fluorescente, por exemplo. Essas ondas de rádio, que ele insistia que eram inofensivas, têm a capacidade de aquecer metal.

Foi então que ele pensou que, se injetasse algum tipo de metal nas suas células cancerosas, ele poderia esquentar e matar essas células com as ondas de rádio. A primeira experiência de Kanzius foi com uma salsicha de cachorro-quente. A “cobaia” recebeu uma injeção de metais e depois uma sessão na máquina de Kanzius. Quando a máquina foi usada, a temperatura aumentou apenas no local onde o metal tinha sido injetado.

A criação intrigou Steven Curley, cirurgião especializado em câncer de fígado do Instituto de Câncer em Houston, nos Estados Unidos. Curley achou que a ideia de Kanzius tinha tanto potencial que começou a utilizá-la para fazer pesquisas próprias, utilizando nanopartículas de ouro que eram atraídas pelas células cancerosas.

Kanzius, entretanto, não queria ter que esperar por todas as aprovações formais e testes clínicos com sua máquina, que poderiam demorar anos. Assim, ele começou a testar a máquina sozinho, sem contar ao médico. Neste caso, ele fazia os experimentos sem injetar nenhum tipo de metal em seu corpo. Kanzius tinha uma teoria – não comprovada – que as células de leucemia atraem as ondas de rádio naturalmente.

Para verificar se a sua sensação de melhora era verdadeira, ele realizava testes sanguíneos após as sessões na sua máquina. O patologista Peter Depowski comparou os resultados dos exames de Kanzius de antes e depois de usar a máquina. Ele afirma que, na comparação, os exames se aproximam cada vez mais daqueles de uma pessoa saudável.

Mas isso significa que a máquina funcionou? Depowski afirma que não: apesar da euforia do paciente, os nódulos linfáticos do seu estômago estavam cheios de células cancerosas. Além disso, Curley afirma que a melhoria do paciente poderia estar relacionada ao fato que ele tinha parado de fazer sessões de quimioterapia há alguns meses, o tempo que o corpo leva para se recuperar e voltar a um estado normal e saudável.

O médico acredita que o tratamento caseiro feito por Kanzius, sem a injeção de metal nas células da leucemia, não teve o efeito esperado pelo paciente.

Quando voltou a fazer quimioterapia para tratar as células cancerosas no seu estômago, Kanzius resolveu utilizar a sua máquina junto com o tratamento convencional. Uma semana depois, John foi internado com 40° de febre, e seu corpo começou a parar de funcionar. Curley afirma, entretanto, que foi a doença e a quimioterapia que desabilitaram o corpo de Kanzius, e não o seu tratamento por conta própria.

Quando teve uma melhora significativa, ele foi encaminhado para fazer uma tomografia, que mostrou que as células do seu estômago continuavam praticamente iguais, independente do ataque duplo contra a doença. Algumas semanas depois, exames mostraram que a medula óssea de Kanzius estava tomada por células cancerosas, e ele morreu alguns meses depois.

O legado

Desde a morte de seu marido, Marianne Kanzius continua a levar para a frente o seu projeto, tentando arrecadar dinheiro para realizar a pesquisa.

Curley afirma que, em John, a máquina não teve nenhum efeito, maléfico ou benéfico. Ele afirma, entretanto, que a ideia inicial de injetar as células cancerosas com nanopartículas metálicas e “queimá-las” com as ondas de rádio está sendo desenvolvida. “Esta é a ideia mais animadora que vi em 20 anos de pesquisa com câncer”, afirma o médico. “Isso não mudou”, diz.

O pesquisador agora conseguiu financiamento e um laboratório de última geração para colocar em prática ao menos 15 projetos diferentes, todos ligados à ideia inicial de Kanzius. Curley firma que seu objetivo principal é tratar o câncer em estágio de metástase, quando a doença já se espalhou pelo corpo inteiro. Para fazer isso, ele vem trabalhando em moléculas especiais, que conseguem identificar células cancerosas e ligá-las a nanopartículas metálicas.

Os primeiros testes com esta técnica estão sendo realizados com células de cânceres de fígado e pâncreas, com resultados preliminares animadores. Curley ainda lembra que estes são alguns dos tipos da doença mais difíceis de serem tratados, mas que os testes ainda serão feitos com câncer de mama, próstata, leucemia e linfomas, por exemplo.

O médico afirma ter prometido a Kanzius que realizaria a pesquisa e faria testes em humanos, mas ele diz que testes deste tipo só poderão ser feitos em dois ou três anos, na melhor das hipóteses.

Embora animado com o possível tratamento, Curley é muito cuidadoso ao dizer que a técnica poderia ser uma cura para o câncer. “John me deixava muito nervoso quando dizia ter encontrado uma cura para o câncer”, explica o pesquisador. “Eu afirmo sem rodeios: não sei se encontraremos uma cura, mas acho que teremos um tratamento eficiente”, diz. Curley ainda completa: “Espero que seja um tratamento minimamente tóxico para os pacientes, diferente dos tratamentos que temos atualmente”.

Para conferir detalhes sobre a história de Kanzius e a evolução dos testes com a sua máquina, confira uma reportagem televisiva sobre o tema – em inglês – abaixo.

http://www.cbsnews.com/video/watch/?id=5394576n&tag=api

http://hypescience.com

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Potencial anticancerígeno do açaí é reforçado

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Mais uma indicação do potencial anticancerígeno do açaí acaba de ser anunciada. Um grupo norte-americano publicou artigo no Journal of Agricultural and Food Chemistry em que descreve como os antioxidantes contidos no fruto originário da Amazônia conseguiram destruir células cancerosas.

O estudo mostra que os extratos do açaí foram capazes de estimular a destruição de até 86% das células de leucemia testadas. “O açaí é considerado uma das mais ricas fontes de antioxidantes e esse estudo representa um importante passo no sentido de entender os possíveis ganhos com o uso de bebidas, suplementos dietéticos e outros produtos feitos com o fruto”, disse Stephen Talcott, professor do Instituto de Ciências Alimentícias e Agrícolas da Universidade na Flórida, em comunicado da instituição.

O pesquisador ressalta que os resultados não significam que o fruto possa prevenir leucemia em humanos. “Nós trabalhamos com um modelo de cultura celular e não queremos dar falsas esperanças a ninguém. Mas os resultados encontrados até o momento são encorajadores, pois compostos que mostram boas atividades contra células cancerosas em modelos em laboratório têm potencial para oferecer efeitos benéficos no organismo humano”, disse.

Talcott lembra também que estudos anteriores indicaram a capacidade de destruir células cancerosas de antioxidantes contidos em outros frutos, como uvas, goiabas e mangas. Segundo o pesquisador, ainda não se sabe muito bem quais são os efeitos dos antioxidantes em tais células no organismo humano, uma vez que fatores diversos como absorção de nutrientes, metabolismo e outros processos bioquímicos podem influenciar a atividade dessas substâncias.

O grupo de Talcott está em meio a outro estudo, com conclusão prevista para este ano, para investigar os efeitos dos antioxidantes do açaí, conhecido nos Estados Unidos como “brazilian berry”, em voluntários saudáveis. A pesquisa pretende determinar como esses componentes são absorvidos pelo sangue e como eles afetam a pressão sangüínea, os níveis de colesterol e outros indicadores.

Os pesquisadores pretendem também conhecer melhor o fruto amazônico, que estimam ter pelo menos 75 componentes ainda não identificados. “Um dos motivos por que conhecemos tão pouco a respeito do açaí tem a ver com o fato de ele ser altamente perecível, sendo usado tradicionalmente logo após a colheita. Como produtos feitos a partir do fruto processado existem há poucos anos, cientistas de outros países ainda não tiverem muita oportunidade de estudá-lo”, explica Talcott.

O cientista destaca ainda que muito tem se falado sobre as propriedades do açaí, mas que a maioria delas não foi comprovada cientificamente. “Estamos apenas começando a entender a complexidade do fruto e seus efeitos para a promoção da saúde”, disse.

O grupo da Universidade da Flórida é um dos primeiros de fora do Brasil a estudar o açaí. O fruto é produzido pela palmeira Euterpe oleracea, planta típica de várzea.

Mais informações: http://news.ufl.edu

http://www.agencia.fapesp.br

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Cura do câncer pela alimentação crua

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O aumento dos casos de câncer acompanhou de forma assustadora o uso de substâncias tóxicas na agricultura e também na indústria alimentícia.

Nos últimos anos, foi possível obter muito sucesso com a alimentação crua, livre de agrotóxicos, em casos de câncer, doenças coronarianas, artrite, pedras na vesícula, diabete, problemas do aparelho digestivo, da pele e da próstata, tuberculose, esclerose múltipla e inúmeras outras doenças. A alimentação crua significa prevenção da doença para os sadios e oferece esperança aos doentes que já foram desenganados pelos médicos.

O maior benefício da alimentação crua é a prevenção e a cura do câncer. Podemos viver sem temer o câncer! Pode parecer uma piada, mas os fatos são a prova. Ainda se tratando apenas de prevenção, a mudança de hábitos alimentares já valeria a pena. Mas, com a ajuda da alimentação viva, muitas pessoas que sofriam de câncer foram curadas. Entretanto, essas curas não são aceitas pela ciência e são abafadas. Todos deveriam entender porque a ciência não aceita a terapia com alimentos crus. Quantas vezes somos gratos aos médicos mas, neste caso, deparamo-nos com um muro. O tratamento com alimentos crus é muito barato e, além disso, permite que os doentes cuidem de si próprios. Os produtos da indústria farmacêutica e da indústria alimentícia não seriam mais necessários. Os hospitais ficariam quase vazios. Se pensarmos em quantas pessoas vivem do trabalho com os doentes, isso provocaria uma verdadeira catástrofe. Portanto, a cura pelos alimentos crus é ridicularizada.

A verdadeira cura só acontece através de uma mudança radical, isto é, a eliminação da causa. Se o caso estiver muito adiantado, pode ser tarde demais, mas não devemos desistir, pois alguns doentes ainda se recuperam. Uma alimentação rica em enzimas concentradas – por exemplo, 1/2 litro de suco fresco de hortaliças por dia – pode ajudar. Sucos de folhas verdes são mais eficazes do que os de raízes.

Aqui, mais uma vez, a receita para os portadores de câncer: diariamente, 600 ml de suco de hortaliças, principalmente de cenoura (pelo menos a metade), e, a outra metade, de outras hortaliças disponíveis – como couve, especialmente ao se tratar de câncer do estômago. O mais eficaz é o suco verde, mas ele é um pouco difícil de ser preparado. Esse suco deve ser tomado, periodicamente, durante todo o dia. Um copo de sementes de linhaça deixadas de molho deve ser adicionado todos os dias.

Como 600 ml é uma quantidade insuficiente de líquido para um dia inteiro, deve-se tomar também dois litros ou mais de chá de ervas e água ao longo do dia.

13. Câncer de pulmão

Uma mãe relata: Brigitte, 5 anos de idade, teve câncer do pulmão. Em novembro, deu entrada no hospital. Após um tratamento com injeções, que provocou a queda total do cabelo, febre alta e, depois, a necessidade de uma transfusão de sangue, os médicos não tinham mais esperança. Recebi minha filha de volta, 14 dias antes do Natal, desenganada. Foi quando o livro sobre alimentos crus me deu nova esperança. Seguindo seus conselhos ela bebeu durante sete semanas diariamente 1 litro de suco de cenoura, comeu alguns outros alimentos crus e tomou leite cru. Ela fez grande progresso, ganhou cor no rosto, ficou alegre e animada, e se recuperou maravilhosamente. Graças a Deus!

X.Y., Lamprechtshausen (Áustria)

14. Câncer de mama

Após a leitura sobre alimentação viva, decidi, imediatamente, aderir aos alimentos crus, pois precisava tomar, constantemente, comprimidos contra fortes dores no seio.

Há um mês, só como alimentos crus. Agora, sem tomar os medicamentos, não sinto mais nenhuma dor. Quase não consigo acreditar – parece um milagre. Ainda tenho minhas dúvidas se isso vai continuar. Estou me sentindo muito bem. Muito obrigada.

A E., Höllriegelskreut (Alemanha)

15. Câncer de abdômen

Eu tinha câncer de abdômen e submeti-me a uma cirurgia radical, muitas irradiações e implantes de rádio. Os médicos não tinham mais esperanças e até mesmo um experiente naturalista, me considerou caso perdido. Porém, ele me indicou a alimentação viva, que adotei imediatamente, passando a uma dieta de alimentos crus e sucos de hortaliças. As coisas começaram a mudar e fui me recuperando lentamente. Cinco anos depois, estava totalmente curada. Tenho, hoje, 69 anos.

M. L., Ludwigsburgn (Alemanha)

16. Câncer de mama, dores no fígado e nos rins

Eu tinha um nódulo duro, do tamanho de um ovo de galinha, no seio esquerdo e sentia muita dor. Pela vontade de Deus, seu livrinho sobre alimentação viva chegou às minhas mãos. Após seis semanas de alimentação crua, meu seio voltou a amolecer e as dores desapareceram. Sinto-me bem melhor. Também as dores que sentia no fígado e nos rins, que não me deixavam dormir à noite, desapareceram.

A.D., Oberwarz (Alemanha)

17. Câncer de próstata

Meu câncer de próstata estagnou desde quando adotei os alimentos crus, há 3 anos atrás.

F.Z., Alblingen (Suíça)

18. Leucemia

Depois de seguir a alimentação crua por três meses, voltei ao médico para o controle. Ele constatou que meu sangue tinha mudado completamente. Não havia mais nenhum vestígio da leucemia. Pode imaginar a minha alegria!

W.M., Pfaffhausen (Suíça)

19. Tumor na cabeça

O Sr. Konyen tinha um tumor na cabeça e o médico havia dito à Sra. Konyen que seu marido tinha apenas uma semana de vida. Foi completamente curado, graças à alimentação crua. Ele está imensamente feliz, como também toda a sua família.

E.W., Pfaffenweiler (Alemanha)

20. Um câncer grave

Minha irmã adoeceu de melanoma-sarcoma na perna direita. Sofreu uma cirurgia para extraí-lo, mas o câncer continuou crescendo. Nessa época, ela passou a alimentar-se exclusivamente de alimentos crus. Como resultado, a enorme ferida cicatrizou, e os inchaços vermelhos e duros também regrediram. Nem o médico quis acreditar nesse sucesso, devido ao tipo de câncer e ao estado bastante avançado.

E.S., Solingen (Alemanha)

21. Menino de cinco anos curado de um câncer na cabeça

Os pais relatam: “Foi um período terrível, desde o momento em que levamos nosso filho certa manhã para o hospital e nos comunicaram à noite o diagnóstico desolador: tumor cerebral. Para nós, foi como se nosso filho já estivesse morto.”

No primeiro dia, ele foi tratado com medicamentos e ligado a aparelhos. No segundo dia foi-nos dito: “Uma cirurgia está fora de questão, pois o tumor está no centro”. No terceiro dia, disseram-nos: “Ou seu filho precisa ser operado, ou morre em pouco tempo.” Isso nos deixou meio perplexos. Nosso filho estava muito mal. Uma semana mais tarde constataram que o tumor havia crescido 1 a 2 cm. Solicitaram uma autorização escrita imediata para a cirurgia, o que recusamos. Nesse ínterim, lemos a respeito da alimentação viva, que nos deu novas forças. Fomos chamados de assassinos e burros. Entretanto não nos deixamos intimidar e ainda no mesmo dia levamos nosso filho para casa.

Já no primeiro dia, começamos com a dieta de sucos crus, que provocou um verdadeiro milagre. A cada semana, percebemos uma melhora. Foi assim até o 20º dia. Nesse espaço de tempo, ele conseguiu dar alguns passos sozinho, deixou de ter visão dupla, não ficava mais com o queixo pendurado e a sensação na perna e no braço esquerdo voltou. Interrompemos então a dieta de sucos e começamos com os alimentos crus. Haviam passado quatro semanas, nosso filho ainda está vivo, contrariando a previsão dos médicos, que lhe deram duas a três semanas de vida.

Agora, já se passaram mais quatro semanas de alimentação crua e nossos filho já consegue caminhar ereto e sozinho. Podemos dizer que ele está curado e isso quase parece um milagre.

Seu pai escreve: “meu filho e eu comíamos muita carne, mas desde esse terrível período, toda a nossa família só come alimentos crus, até a nossa filha de 13 anos. Só posso dizer: Que maravilha! Acompanhei durante cinco dias a dieta de sucos de meu filho e nisso perdi 8 kg do meu excesso de peso, sem nenhum problema. É simplesmente maravilhoso.”

Família G., Arnoldstein (Áustria)

22. Câncer de mama e eczema

Em março deste ano, descobri um caroço no seio esquerdo, que cresceu muito no período de três semanas. Por sorte, eu conhecia a alimentação crua, através do livro da Dra. Nolfi, que conseguiu vencer seu câncer de mama através da alimentação crua. Este testemunho deu-me coragem e confiança para agir da mesma forma.

Apenas oito dias depois, senti dor no peito. O nódulo estava amolecendo. Passados mais 14 dias, ele tinha o tamanho de uma avelã apenas. Estava muito feliz e também me sentia muito bem com essa dieta. Pouco tempo depois, o nódulo tinha desaparecido completamente.

Além disso, sarei de um eczema na ponta dos dedos e nas unhas, que me incomodava há cinco anos.

S.F., Wassergurg (Alemanha)

23. Câncer de língua

Tenho 52 anos. Há quatro anos desenvolvi um câncer na língua. Fui hospitalizada durante dois meses, recebendo 24 aplicações de radioterapia até que o pescoço começou a sangrar por dentro e por fora. Algum tempo depois, o câncer continuou crescendo. Então, fui tratada com comprimidos tóxicos, que acabaram afetando o estômago e provocaram uma forte queda de cabelo. Como as dores eram muito fortes, recebi injeções de analgésicos. O médico me explicou que uma cirurgia estaria fora de questão. Dois anos se passaram. O pescoço, no ponto onde começa a língua, ficou inchado e duro como uma pedra. A garganta inteira era um tumor só. A língua regrediu tanto que a parte anterior e a ponta desapareceram. Em conseqüência disso, não conseguia mais falar de modo compreensível. Continuei sofrendo por mais de um ano. Recebia analgésico, pois os médicos me consideravam um caso perdido ou nunca acreditaram em uma recuperação. Eu tinha uma palidez mortal, pois não conseguia mastigar, nem engolir alimentos sólidos. Piorava a olhos vistos e todos contavam com minha morte. Entretanto, o que aconteceu foi bem diferente.

Alguém me trouxe o livro sobre alimentos crus e comecei imediatamente com suco de hortaliças, no lugar das sopinhas de antes. Sem anestésico, era impossível suportar as dores. Comecei a fazer compressas com folhas de couve e, vez por outra, com argila, o que aliviava bastante as dores e, às vezes, até as eliminavam.

Hoje, após 8 meses de suco cru, depois também de bananas e outras frutas e hortaliças, preparadas no liquidificador, o câncer desapareceu e o tumor sumiu completamente. O fato de não conseguir falar, mastigar e engolir direito é resultado das queimaduras que sofri com aquelas absurdas radiações. Até os dentes do maxilar inferior foram queimados e quebraram na raiz, enquanto os dentes do maxilar superior continuam normais. Os músculos também foram queimados e ficaram paralisados, de forma que só consigo abrir a boca 1 cm. Aquelas radiações e a habilidade dos médicos estragaram tudo. Agradeço principalmente ao bom Deus pela alimentação saudável.

E.A., Berna (Suíça)

24. Câncer de intestino

Este testemunho é interessante porque ele estava condenado à morte e descobriu sozinho, já em 1931, como curar o câncer pela alimentação. Após a sua recuperação, ele viveu mais 70 anos e morreu com quase 100 anos de idade. Recebi este testemunho quando o Sr. E. já tinha 91 anos. Ele é um exemplo para aqueles que acreditam que nada podem fazer para chegar a uma idade avançada – que é coisa do destino ou a vontade de Deus.

Em fins de 1930, notei a presença de sangue nas fezes. O médico constatou câncer do intestino. Consegui encontrar literatura sobre essa doença, que reforçou minha suspeita sobre a relação com alimentação errada. Naquela época, comia demais e pesava 81 kg. O sangramento aumentava cada vez mais, de modo que outro médico diagnosticou um câncer em estágio avançado. Indicaram uma operação imediata, mas eu decidi de outra forma.

Comecei com um jejum de sete dias. Depois, passei a me alimentar diariamente, durante um ano inteiro, da seguinte forma: Pela manhã, dois punhados de espinafre neozelandês bem picado ou outras folhas verdes. Misturava as folhas com três colheres de sopa cheias de linhaça amolecida e triturada. Comia isso três vezes ao dia, acompanhado de um pouco de salada de beterraba e sempre tinha um pedaço de alcaçuz na boca. Quando sentia sede, tomava um gole de chá de ervas, feito com urtiga, cavalinha e folhas de trevo do campo. Toda semana jejuava de sábado até segunda-feira de manhã. Em pouco tempo meu peso caiu de 81 kg para 55 kg. Apesar das muitas advertências, aguentei firme um ano inteiro e consegui manter meu emprego como chefe da estação de trem.

Meu sangramento foi diminuindo e cessou completamente após três meses. Os meus colegas de trabalho morreram há mais de 20 anos. De 15 colegas, 11 morreram de câncer e nove não passaram dos 50 anos. Eu já estou com 91 anos e não tive nenhuma doença em todos esses anos. Claro que continuei comendo cru.

J.E., Zurique (Suíça)

Tenho ainda um grande número de testemunhos de cura dos mais diversos tipos de câncer, mas, para variar, apresentaremos a seguir outros depoimentos, para que todos tenham a sua vez.

É necessário insistir que se trata em primeiro lugar da limpeza interna do organismo, sendo que os alimentos crus limpam o organismo e, ao mesmo tempo, o alimentam corretamente. Como já dizia o antigo médico grego Hipócrates: “Que teu alimento seja teu remédio e teu remédio seja teu alimento.” Isso só acontece com a alimentação crua.

Hipócrates recomendava às pessoas saudáveis e aos doentes – para a prevenção e para a cura – uma alimentação crua destinada e desintoxicar o organismo, combater a acidez e, ao mesmo tempo, lhe fornecer força vital. O segredo desse método consistia na cura prolongada que, segundo nossa experiência, precisa de, pelo menos, seis a oito semanas para o câncer e de seis a doze meses para a diabete. Muitos doentes querem obter um efeito curativo imediato, porém, o método de Hipócrates tem a vantagem de ser eficaz e impedir, desde o início, que a doença avance. Na realidade, a causa da doença é eliminada através da adoção da alimentação viva, totalmente inofensiva, que pode ser seguida sem entrar em conflito com as orientações do médico. A comida crua alimenta além de curar.

Quem deseja apressar o processo de limpeza, pode ajudar. Para um jejum mais ameno, podemos substituir a água ou o chá de ervas por caldo de hortaliças cruas. Para obter o caldo de hortaliças, mergulhamos as hortaliças picadas em água. No caso do suco de hortaliças – não do caldo de legumes – a quantidade ingerida diariamente vai determinar se se trata de um jejum ou não. Na minha opinião, o jejum começa quando a fome passa após três dias. Se a fome não passar, é sinal de que a pessoa ainda está muito bem nutrida. Quando tomamos apenas 1/2 litro de suco de hortaliças por dia, acompanhado apenas de chá de ervas, é possível considerar isso jejum. Até pessoas com câncer aguentam bem esse tipo de jejum, que é mais eficaz. Se a pessoa sofre do coração ou dorme mal, o jejum não é indicado. Neste caso, a dieta de sucos é a mais recomendável.

“Saúde para você – 100 depoimentos de cura”, Ernst Günter, TAPS – Temas Atuais para Promoção da Saúde, Florianópolis-SC, www.taps.org.br, pp. 20-28.

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Açúcar branco

acucar_novoAté cerca de 300 anos atrás a humanidade não usava aditivos doces na sua dieta ordinária.

Os povos antigos, civilizações passadas, brilhantes exércitos não conheciam o famoso aditivo doce. O mel era usado eventualmente, mais como remédio. Este processo histórico prova que o açúcar branco é desnecessário como alimento. Foi só a partir dos dois últimos séculos que o açúcar começou a ser produzido e consumido de forma cada vez mais intensa. Com a sofisticação da técnica, purificou-se mais ainda o açúcar de cana retirando-se dele apenas a sacarose branca. Hoje somos uma civilização, consumidora de milhares de toneladas diárias de açúcar.

O açúcar branco é o resultado de um processamento químico.

Que retira da garapa a sacarose branca e adiciona produtos químicos – desconhecidos em sua maioria –, sendo que aditivos como clarificantes, antiumectantes, precipitadores e conservantes pertencem a grupos químicos sintéticos muitas vezes cancerígenos e sempre danosos à saúde. Devemos considera-lo como um produto quimicamente ativo, pois, sendo o resultado de uma síntese química e um produto concentrado. Quando são retiradas da garapa e do mascavo suas fibras, proteínas, sais minerais, vitaminas etc., resta apenas o carboidrato, pobre, isolado, razão pela qual devemos considerar o açúcar como um produto químico e não um alimento.

O corpo humano não necessita de açúcar branco.

O que é realmente necessário é a glicose, ou seja, a menor partícula glicídica dos carboidratos. A glicose, por sua vez, é importante para o metabolismo, pois produz energia ao ser “queimada”. Embora se diga que “açúcar é energia”, sabemos bem que a citação é apenas modesta, pois, na verdade, deveríamos dizer que “açúcar é superabundância de energia química concentrada” e eis aí o problema: açúcar é sempre excesso de energia, além das necessidades reais, e este excesso tende a depositar-se, a exigir trabalho orgânico extra, a diminuir o tempo de vida, pois a célula só usa o que necessita, todo o resto passa a “estorvo” metabólico.

Outro fato importante.

É que, ao consumir um produto extremamente concentrado, isolado, exigiremos do organismo uma complementação química. Por exemplo, vai exigir muito cálcio e magnésio do metabolismo e das reservas; ele “rouba” os nossos depósitos de um modo diretamente proporcional a quantidade ingerida. Podemos dizer então que o açúcar é descalcificante, desmineralizante, desvitaminizante e empobrecedor metabólico. Açúcar não é “alimento”, mas um poderoso “antinutriente”, um grande ladrão. Razão pela qual Willian Dufty, em seu mais que consagrado livro sobre o açúcar, o “Sugar Blues”, considera-o como uma “droga doce e viciante que dissolve os dentes e os ossos de toda uma civilização”. Seus efeitos nunca são imediatos, mas lentos, acumulativos, insidiosos, drenando a saúde aos poucos.

O consumo da droga doce vem aumentando nos últimos anos.

Se levarmos em conta que não necessitamos de açúcar, tudo o que se consome é excessivo, supérfluo, além do que o corpo precisa. Lembramos que 100% dos carboidratos (farinhas, cereais, açúcar das frutas, etc.) transformam-se em glicose, 60% das carnes ingeridas e até mesmo 15% das gorduras e óleos também se convertem em glicose; é assim que normalmente mantemos as necessidades bioquímicas do corpo. Isso explica por que povos antigos não necessitavam de açúcar extra. Se julgarmos que açúcar é essencial, então devemos ter como certo que cada viking, mongol, huno, árabe, grego ou romano deveria consumir cerca de 300gr por dia de um açúcar que naquelas épocas absolutamente não existia. Os conhecimentos e conceitos científicos, principalmente em nutrição, têm sido manipulados, truncados e adulterados. Devemos entender que a alimentação comum, sem aditivos doces, contém quantidades suficientes de glicose que são armazenadas no fígado sob a forma de glicogênio; em situações de necessidade essas reservas de energia são mobilizadas e entram na circulação sanguínea.

Hoje, ingerimos mais “energia” do que precisamos.

Paradoxalmente, quem come muito açúcar fica dependente organicamente do mesmo e tende a ter menos força. Grandes consumidores de açúcar geralmente são fracos, astênicos, que não podem fazer quase nada sem usar um pouco de doce. Aqui, num dos maiores produtores de açúcar do mundo (Brasil), consomem-se cerca de 200 g por dia – por pessoa, o que é pouco comparado aos EUA: 400 g em média, por dia. É claro que somos obrigados a falar em termos de média de consumo, pois existem aqueles que não usam nada, até grandes viciados que usam perto de 1000 g diárias e até mais.

Mas um povo como o nosso, usando 200 g diárias per capita consome cerca de seis quilos por mês.

O que admite 72 quilos por ano, e tudo isso além das necessidades metabólicas, geralmente ingeridos por puro “prazer”, ou seja: docinhos, chocolates, sorvetes, tortas, pudins, sucos ultra-açúcarados etc. Isso nos leva a consumir quase uma tonelada do pó branco em cada dez anos de vida. Então um homem de 35 anos geralmente fez passar pelo seu sangue, até hoje, cerca de três toneladas de açúcar. Perguntamos se, sinceramente, as autoridades e os profissionais ligados à saúde acham que tal abuso não causa dano algum.

Açúcar Branco Como Causa de Câncer e Doenças Modernas.

Sabemos bem que o açúcar é o principal representante da alimentação industrializada moderna. Temos consciência de que 85% das doenças modernas são provocadas pela poluição alimentar e por uma nutrição desequilibrada. Por ser considerado então como um produto antibiológico, ou antivida”, ele está diretamente ligado à causa ou à colaboração para o surgimento de várias doenças, como a arteriosclerose, o câncer, a leucemia, o diabetes, as varizes, as enxaquecas, as distonias neuro-vegetativas, insônia, asma, bronquite, distúrbios menstruais, infecções, pressão alta, prisão de ventre, diarréias crônicas, perturbações e doenças visuais, problemas de pele, distúrbios glandulares, anomalias digestivas variadas, cáries dentárias, problemas de crescimento, osteoporose, ossos fracos, doenças do colágeno, doenças de auto-agressão etc.

Podemos considerar também o açúcar como cancerizante, pois é imuno depressor.

Quer dizer, faz diminuir a capacidade do organismo quanto às suas defesas e principalmente por eliminar o importante íon magnésio, devido à forma excessiva como é consumido hoje. A incidência do câncer de mama pode variar consideravelmente de um país para outro. Muito rara no Japão, por exemplo, a doença torna-se comum entre as japonesas que imigram para os Estados Unidos. Depois de estudar diversos fatores que explicassem o fenômeno, os cientistas Stephen Seely, da Universidade de Manchester, na Inglaterra, e D. F. Horrobin, do Instituto e Pesquisa Efamol, de Kentville, no Canadá, concentram suas atenções num deles, a alimentação – e, em artigo publicado na última edição da revista inglesa New Scientist, levantaram a hipótese de que uma das causas do câncer de mama possa ser o açúcar. Seely e Horrobin compararam os índices de consumo per capita de açúcar e as taxas de mortalidade por câncer de mama em vinte dos países mais ricos do mundo. Revelou-se que as nações que mais comem açúcar são exatamente as que apresentam mais óbitos – por ordem decrescente, a Grã-Bretanha, a Holanda, a Irlanda, a Dinamarca e o Canadá.

Os cientistas avançam uma explicação para as propriedades cancerígenas das sobremesas.

Uma parte da glicose contida no açúcar – cerca de 30% – vai direto para a corrente sanguínea. Para fazer face e esse súbito aumento da taxa de glicose no sangue, o pâncreas produz mais insulina, o hormônio encarregado de queimar açúcar. O tecido mamário depende desse hormônio para crescer. O mesmo acontece com as células do câncer de mama. Seely e Horrobin supõem que a inundação do seio pela insulina, em seguida à ingestão de açúcar, criaria assim as condições ideais para o surgimento do tumor.

Açúcar Como Fator Principal da Hipoglicemia e Diabetes.

Um dos efeitos mais diretos dos excessos de consumo do açúcar é a hipoglicemia, ou seja, falta de açúcar no sangue. Hipoglicemia é um distúrbio que se manifesta sob variadas formas, determinando mais comumente langor, fraqueza, sensação de desmaio iminente, vertigens, tonturas, prostração, angústia, depressão, palpitação cardíaca, sudorese, sensação de irrealidade etc. A depressão provocada é variável, dependendo do indivíduo, podendo ser ausente ou fraca ou até mesmo extremamente forte, incapacitante. Sabemos que muitas pessoas são tratadas pela psiquiatria e até internadas por depressão, cuja única origem é hipoglicemia, ou falta de açúcar em demasia, e se pesquisarmos, grande parte desses pacientes usa muito açúcar. O mecanismo é muito simples: ao consumirmos açúcar em demasia, o organismo, através das células beta das ilhotas de Langherhans do pâncreas, produz muita insulina, que é o hormônio responsável pela “queima” da glicose do sangue. Ora, quanto mais açúcar é consumido, mais insulina é produzida.

Com o tempo, e com o consumo continuado, o pâncreas produz mais insulina do que o necessário.

Pois a sua liberação depende da avaliação da intensidade de estímulos gástricos e da dosagem de glicose proveniente do sistema porta e hepático. Um pouco mais de insulina determina queima a mais de glicose, gerando falta. O nosso organismo dispõe de um sistema de regulagem que mantém entre 70 e 110 mg de glicose em cada 100 ml de sangue. Mais insulina do que o normal vai produzir uma queda destes níveis, determinando hipoglicemia. O cérebro é o órgão mais diretamente afetado com isso, daí os mais freqüentes sintomas de depressão, tremores, agitação. O tratamento em caso de hipoglicemia é primeiro uma boa avaliação e depois diminuição lenta do consumo de açúcar, paralelo a uma dieta bem apropriada. Quase é necessário acompanhamento médico abalizado.

A evolução natural da hipoglicemia, embora muito variável, é o diabetes.

Dependendo de uma série de fatores o pâncreas pode entrar em “cansaço” após anos de produção excessiva de insulina; ele começa a produzir menos do que o necessário e como resultado começam a aumentar no sangue os níveis de açúcar, determinando uma hiperglicemia. Nesta situação os sintomas já são completamente diferentes da hipoglicemia. Aqui o paciente não sente nada, a não ser muita sede, muita vontade de urinar e talvez muita fome.

O açúcar circulante começa a ser depositado e os problemas do diabetes vão surgindo. Parece-nos importante que antes de pesquisar um vírus como causa do diabetes, que se compreenda a importância do excesso de consumo de açúcar como gênese mais direta da doença, talvez devido ao enfraquecimento biológico-imunológico que permita a penetração de um vírus. A verdade é que as estatísticas e os estudos de médicos integralistas apontam que diabéticos comuns consumiram muito doce e que diabéticos insulino-dependentes tiveram parentes que o faziam ou eram já diabéticos. Dados oficiais já apontam hoje que perto de 30% da população do 1° mundo é pré-diabética e hoje cresce o número de diabéticos no mundo.

O Açúcar Branco é Apontado Como Principal Causa da Diminuição da Resistência às Infecções, Subnutrição e Morte no Terceiro Mundo.

Existe muita preocupação na diminuição da mortalidade infantil no Terceiro Mundo, onde impera a desnutrição, a diarréia, e as doenças carenciais. Porém não se tem prestado atenção à presença do açúcar como fator desmineralizante e desvitaminizante, usado em abundância na dieta das crianças nos países subdesenvolvidos. Vários estudos têm mostrado que a quantidade de proteínas na dieta desses povos é freqüentemente próxima daquela apontada pela FAO como básica para o desenvolvimento e crescimento (0,635 g por quilo de peso por dia além dos dois anos de idade). Então acredita-se que a causa dos problemas relacionados com essas crianças seria devido à má higiene, a agentes vetoriais de doenças, verminose, falta de saneamento básico, leite materno fraco etc. Estes são estudos mais modernos, pois até agora coloca-se que a falta de proteínas na alimentação é causa determinante. Na Califórnia, cientistas da Escola de Odontologia da Universidade de Loma Linda provaram que o poder bactericida dos leucócitos (capacidade das células de defesa destruírem bactérias) diminui muito quanto mais alta a taxa de açúcar no organismo. A célula de defesa de uma pessoa que não usa açúcar é capaz de destruir cerca de 14 bactérias invasoras, ao passo que se essa mesma pessoa ingerir 24 colherinhas rasas de açúcar branco o seu leucócito é capaz de destruir apenas uma bactéria.

Existem muitos livros hoje publicados que apontam a ação negativa do açúcar.

Num interessante trabalho dos Drs. Wilder e Kay, denominado “Handbook of Nutrition” encontramos a seguinte citação: “O açúcar não supre coisa alguma à nutrição, apenas calorias. As vitaminas oriundas de outros alimentos são erosadas pelo açúcar para poder liberar calorias”. Apesar das inúmeras provas contra o açúcar como as apresentadas aqui, verificamos a continuidade de uma intensa propaganda aconselhando seu uso e, o que épior, médicos mal-informados permitindo e incentivando o consumo do mesmo. Temos o exemplo do Dr. L. Rosenvold que, na pág. 22 do seu livro “Nutrition forlife”, afirma o seguinte: O açúcar branco é um alimento quase ideal, barato, limpo, branco, portátil, imperecível, inadulterável, livre de germes, altamente nutritivo, completamente solúvel, totalmente digerível, não requer cozimento e não deixa resíduos. Seu único defeito é a sua perfeição. É tão puro que o homem não pode viver dele.” Hoje existem toneladas de livros escritos sobre nutrição; qualquer um julga-se capaz de publicar algo no gênero. O Dr. Rosenvold apontou apenas duas verdades na frase acima, que o açúcar é branco e portátil… O maior absurdo da sua citação é que o açúcar é altamente nutritivo”… Curioso é que o açúcar só tem glicose, sendo pobre em tudo o mais…

sugarO Que Usar? Não Precisamos de Açúcar ?

É necessário reaprender a sentir o sabor natural dos alimentos, sem acrescentar nada. Eventualmente poderemos usar mel ou açúcar natural de cana, o mascavo, em pequenas quantidades. Percebemos que assim teremos até mais energia do que o normal, apenas por ter evitado desgastes excessivos com ingestão de superabundância de energia química. Apenas os cereais integrais, as frutas, os legumes etc. têm a capacidade de fornecer aquilo de que necessitamos. No caso de desportistas e pessoas que produzem desgaste físico, uma certa quantidade de mel pode ser usada sem problemas. No caso de diabéticos e hipoglicêmicos, aconselhamos o acompanhamento médico para evitar problemas mais sérios, evitando inclusive orientadores naturistas e macrobióticos que não tenham conhecimentos e experiência em termos de bioquímica e fisiologia, fisiopatologia e clínica médica. Para pessoas que não têm grandes problemas mas querem parar de consumir açúcar, sugerimos uma eliminação lenta, gradativa, porém consciente, de doces, refrigerantes, sorvetes etc., até adotar uma dieta mais natural e equilibrada. Aproveitamos para alertar que muitos alimentos industrializados e manipulados possuem açúcar, muitos dos quais nem imaginaríamos, como: pão branco comum, pão integral de supermercados, macarrão em pacotes, enlatados, carnes condicionadas, biscoito e bolachas salgadas etc.

adocantePara aqueles que usam adoçantes artificiais, sacarina e ciclamatos.

Aconselhamos abolir o hábito imediatamente, pois representam produtos muito perigosos. Apesar da comprovação de que são substâncias cancerígenas, verbas astronômicas são gastas por laboratórios interessados em pesquisa do tipo: “Ainda não conseguimos provar que adoçantes sintéticos não produzem câncer”. Em termos de história, relativamente recente, o homem aprendeu a obter açúcar bruto (mascavo e amarelo), e somente nas últimas décadas os países desenvolvidos começaram a produzir enormes quantidades (dez mil toneladas) de açúcar branco refinado, contendo 99,75% de sacarose, tornando-o um reagente químico. Lado a lado com esta depuração houve um aumento no consumo de açúcar branco atingindo, nos países altamente desenvolvidos, 100/140 g diárias por pessoa. Tornou-se tão letal, que o nutricionista britânico Dr. A. Yudtkrin batizou seu livro sobre o problema de açúcar “Puro, Branco e Mortal” enquanto o Dr. Hall, cientista canadense, intitulou seu capítulo sobre açúcar, “O Vilão – Açúcar Refinado”.

Uma boa fonte de substituição, ao invés do mel, que é muito forte, ou do açúcar mascavo, é o malte de cereais, que pode ser encontrado em entrepostos naturais.

FONTE: O texto foi retirado do livro “Relatório Orion”, do Dr. Márcio Bontempo (L&PM Editores – Edição 1985).

http://br.geocities.com/sociedade.alternativa/acucarbranco.html

Veja também:

Açúcar: O perigo branco
http://veja.abril.com.br/300806/p_088.html