Terapia magnética ganha status de disciplina científica

As propriedades terapêuticas e curativas dos materiais magnéticos são difundidas desde a Grécia Antiga. Mas, até agora, não havia evidências científicas que dessem embasamento à crescente indústria de braceletes, palmilhas e uma série de outros produtos disponíveis comercialmente no mundo todo para a prática da chamada terapia magnética.

Terapia magnética

A fama e o uso disseminado desses acessórios magnéticos chamou a atenção de uma equipe de médicos norte-americanos, que descobriram que pelo menos algumas das apregoadas vantagens terapêuticas dos magnetos são realmente verdadeiras. A terapia magnética é mesmo eficiente, por exemplo, no aumento do fluxo sangüíneo.

A descoberta poderá permitir que essas técnicas de terapia magnética sejam melhor exploradas e utilizadas por atletas e até por pessoas sujeitas a momentos de grande exigência física e mental, como estudantes durante as provas do vestibular.

Efeitos sobre a circulação

As empresas que comercializam magnetos anunciam que seus produtos servem para o tratamento de diversos males, da artrite à depressão. A equipe do Dr. Thomas Skalak se concentrou na pesquisa dos efeitos dos materiais magnéticos sobre a microcirculação – o fluxo de sangue nos menores vasos sangüíneos do corpo humano.

Skalak e sua orientanda Cassandra Morris se concentraram inicialmente no maior argumento utilizado pelas empresas que vendem produtos para terapia magnética: o argumento de que os ímãs melhoram o fluxo sangüíneo.

Melhoria do fluxo sangüíneo

As pesquisas feitas em animais deram forte suporte a este argumento, representando provavelmente a primeira evidência científica documentada e academicamente aceita de que a terapia magnética possa ter utilidade real para tratamentos que requeiram um aumento no fluxo sangüíneo localizado.

No estudo, ímãs de 70 miliTesla – cerca de 10 vezes mais fortes do que um ímã de geladeira – mostraram um forte efeito, contraindo vasos que haviam sido artificialmente constritos e contraindo vasos que haviam sido artificialmente dilatados. Os resultados mostram que a terapia magnética pode induzir o relaxamento de vasos em tecidos com suprimento de sangue deficiente – ou seja, os ímãs realmente aumentam a circulação sangüínea.

Tratamento de inflamações e inchaços

Em outro teste, os pesquisadores avaliaram o efeito dos magnetos sobre inflamações causadas por traumas. A dilatação dos vasos sangüíneos é uma das principais causas de inchaços no caso de traumas em áreas de tecidos moles, como músculos e ligamentos.

Também nesse caso os ímãs tiveram um efeito fortemente positivo, combatendo o inchaço sem a apresentação de nenhum efeito colateral. Os testes mostraram que os magnetos reduzem significativamente os inchaços, principalmente se forem aplicados logo após o trauma.

Terapia magnética para atletas

Os cientistas agora planejam estender os estudos para pacientes humanos, utilizando atletas de ponta como cobaias. Eles descobriram que a força do magneto – a intensidade do seu campo magnético – é um elemento-chave na redução dos inchaços e que essa característica ainda não é explorada pelos equipamentos de terapia magnética disponíveis comercialmente.

“Nós agora esperamos implementar uma série de passos, incluindo parceiros privados e eventualmente um grande sócio corporativo, para concretizar essa infinidade de aplicações que irão fazer uma diferença positiva para a saúde humana,” diz Skalak.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

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Trem de Levitação Magnética poderá circular na Ilha do Fundão

A Ilha do Fundão poderá ganhar o primeiro trem de levitação magnética desenvolvido no Brasil.

O projeto inicial (imagem do protótipo à esquerda), que requer R$ 4,1 milhões para ser implantado, foi apresentado recentemente à diretoria do BNDES pelo professor da COPPE, Richard Stephan, coordenador do estudo.

O veículo que dispensa a utilização de trilhos e rodas foi projetado pela equipe do Laboratório de Aplicações de Supercondutores (LASUP) da COPPE e da Escola de Engenharia da UFRJ para percorrer um trecho de 114 metros durante a fase de teste e transportar até seis pessoas por módulo.

A meta, até 2010, é ampliar para 3 km o trajeto na Cidade Universitária e aumentar a capacidade de transporte para 254 passageiros, por viagem, do Hospital Clementino Fraga Filho ao prédio da Reitoria, a uma velocidade de 70 km/h, similar a do metrô que circula no Rio de Janeiro.

O trem, batizado de Maglev-Cobra, será composto por módulos de 1 metro de comprimento. Segundo o professor Richard, a composição em módulos facilitará a adequação do tamanho do veículo à demanda, podendo se locomover em curvas de até 30 metros de raio. A proposta é substituir parte da frota de ônibus que circula no campus da cidade universitária, com a vantagem de ser mais rápido e não poluente. “Esta será uma oportunidade para mostrar as pessoas que o veículo é seguro, eficiente e pode vir a ser uma boa alternativa para centros urbanos”, ressalta o professor.

O baixo custo do veículo, incluindo a implantação do sistema, é a principal vantagem sobre outros meios de transporte similares. Enquanto a construção de um metrô subterrâneo no Rio de Janeiro tem o custo de R$ 100 milhões por km, os pesquisadores calculam que o sistema de levitação poderá ser implantado por cerca de R$ 33 milhões, ou seja, um terço deste valor.

O projeto do Maglev também poderá ser utilizado no trajeto entre o Centro do Rio de Janeiro e o de São Paulo, levando apenas 1 hora e 30 minutos, quase o mesmo tempo gasto por um avião. Segundo Eduardo David, outro professor à frente desse projeto, para interligar as duas cidades bastaria construir uma via elevada para o Maglev, aproveitando a faixa de domínio da Rodovia Presidente Dutra ou da ferrovia MRS Logística, com custos bem menores do que o projeto do trem-bala, baseado em contato roda/trilho.

O pesquisador explica que o Maglev dispensa a construção de túneis para superar limites geográficos, como a Serra das Araras, onde os trens precisam trafegar em rampa de no máximo 2% de inclinação, enquanto o trem de levitação, devido ao motor linear, aceita rampas superiores a 10% (ver imagem à direita). “Mas o nosso foco atual é o transporte urbano à baixa velocidade.

Já para ligar duas metrópoles o recomendável, no momento, seria um trem de levitação eletromagnética capaz de alcançar 480 km/h, como o Maglev Transrapid que está em operação na China desde o início de 2003”, afirma Eduardo.

Leia mais na matéria publicada no site Planeta Coppe, em agosto de 2007.

Com o estudo do trem de alta velocidade ligando o Rio de Janeiro a São Paulo e Campinas, essa matéria volta à atualidade.

Com ela, iniciamos uma série de posts, artigos e entrevistas relativas à tecnologia de levitação magnética, que vem sendo desenvolvida, com sucesso, no Laboratório de Supercondutores da Coppe/UFRJ.

É importante fazer a distinção de que o protótipo que está em desenvolvimento pela Coppe destina-se ao transporte público urbano. Para ligações regionais, a indicação é o Maglev, da Transrapid alemã.

Clique aquipara ver densa matéria produzida pela Globo News com o Professor Richard, do Laboratório de Supercondutores da Coppe/UFRJ, sobre esse assunto de importância estratégica para o país.

Fonte: http://logisticaetransportes.blogspot.com

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